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24.4.16

Quatro anos e meio depois de inciados os contactos, Monitorização da Bacia do Nabão avança

Foi já assinado um protocolo entre o Município de Tomar e o Instituto Politécnico, através do seu Laboratório de Investigação Aplicada em Riscos Naturais (NHRC.ipt) com o fim de enquadrar o desenvolvimento de atividades de cooperação nos domínios da investigação, divulgação de estratégias e medidas de mitigação e de prevenção de riscos naturais e de riscos mistos.
 
O protocolo, que foi assinado por Anabela Freitas, em representação do Município, e Eugénio Pina de Almeida, representante do Politécnico, com a duração de quatro anos, automaticamente renováveis, prevendo que a coordenação das atividades caiba a uma comissão de gestão, constituída por um representante de cada Instituição.
 
Panorama do Rio Nabão na última cheia com consequências graves no vale, ocorrida no outono de 2006 (antes das intervenções Polis)
No âmbito deste protocolo vão ser desde já realizados um trabalho de campo e de pesquisa para o estudo do risco de cheias no rio Nabão, bem como criada uma metodologia na área geográfica da bacia do mesmo rio, com vista a implementar um sistema de monitorização dos riscos naturais e antrópicos, nos quais se destacam os riscos de inundações, mas onde, de uma forma continuada, serão igualmente recolhidos e tratados parâmetros hidrológicos, de qualidade da água, atmosféricos, do uso do solo e de práticas agro-florestais.
 
Os trabalhos de campo e a pesquisa já se encontram a ser realizados e, este protocolo específico, está enquadrado no protocolo-base assinado em 2014 entre o Município de Tomar e o Instituto Politécnico de Tomar, dando consequência prática à estratégia definida na candidatura do PS à autarquia, de reforçar as parcerias estratégicas com o IPT e com o Convento de Cristo. Aliás desde esse momento que praticamente todas as organizações e trabalhos do Município são realizados em parceria com estas duas importantes entidades de Tomar.
 
Recordo aliás que este desafio, de monitorização do Rio Nabão e estudo da Bacia, com o objetivo de prevenir/antecipar as cheias, foi lançado na primeira hora nas conversações da atual gestão municipal, com a equipa do CeNIT/IBM e Instituto Politécnico de Tomar, onde tive a oportunidade de estar, pela presidente Anabela Freitas, mesmo antes da tomada de posse, ocorrida a 17 de outubro de 2013. O desafio lançado foi o de agregar valor do CeNIT e do Politécnico, para a região. O primeiro exemplo de aplicação foi, como sabemos, a App criada no âmbito da pós graduação, para a Festa dos Tabuleiros.
 
Convém ainda recordar que desde outubro de 2011, sentindo na altura essa necessidade, enquanto responsável político pela proteção civil municipal, tive oportunidade de desenvolver as primeiras conversações no Instituto Politécnico, com a Escola Superior de Gestão, nesse sentido. Naturalmente que, após a entrega dos pelouros que o PS fez no final de novembro desse ano, todo o processo ficou parado, até que neste mandato foi retomado.
 
Nascente do Agroal, o local onde até 2/6/2011, houve monitorização do Rio (foto de janeiro 2010)
É de crucial importância o trabalho que vai ser desenvolvido, especialmente quando sabemos que desde o dia 2 de junho de 2011, os sistemas de monitorização instalados no Agroal, pelos serviços (http://snirh.pt)  hoje integrados na Agência Portuguesa do Ambiente, estão avariados e nunca esses serviços aceitaram a disponibilidade do Município para os reparar e colocar de novo em funcionamento.
 
De então para cá, a única forma de monitorizar o Rio Nabão, aquando de expectáveis cheias é deslocar alternadamente uma viatura de bombeiros, de hora a hora, de Tomar ou de Caxarias, para "ler" a escala hidrológica aí instalada e a partir daí seguir um modelo de análise e decisão, deixado pela vereação que tive oportunidade de liderar de 2009 a 2011.
 
Tal método não é, como é óbvio, um método eficaz para monitorizar o Rio. Esta decisão é assim talvez a mais importante tomada neste mandato e que terá a sua repercussão no médio prazo, só tendo par coma  decisão de mecanizar as comportas da Levada a par da construção do açude insuflável do Flecheiro.
 
 
Post Scriptum,
No link seguinte pode observar-se um exemplo de estudo possível, com base no conhecimento disponível hoje em dia e das vantagens de um trabalho como aquele que vai ser desenvolvido a partir de agora, no âmbito desta parceria entre o Instituto Politécnico de Tomar e o Município de Tomar.
 

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