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7.12.16

Foi há seis anos que um Tornado F3 atingiu Tomar

Terça-feira, 7 de dezembro de 2000, 14H25


Apesar do estado do tempo não o atestar, dados os quase primaveris dias que temos tido, estamos na época natalícia. Este tempo invoca-nos especialmente para darmos atenção à família, para nos lembrarmos mais dos valores que, TODOS OS DIAS, deviam estar presentes na nossa prática. Desde logo o valor da liberdade, pois todos os homens nascem livres, nús literalmente do preconceito e dos dogmas, que depois a vida lhes incute e prende.

Também o valor da igualdade é de recordar, valorizando o respeito pelo outro, por todos os outros, sabendo que o outro do outro somos nós próprios.

E então, neste tempo de Festas, o valor da solidariedade, ou da fraternidade, ganha especial ênfase, uma vez que dando a nós mesmos o tempo para olharmos à nossa volta, descobrimos facilmente que podemos fazer sempre algo para melhorar a vida de quem nos rodeia.

Neste tempo por isso, os meus desejos vão para que saibamos fazer algo de bom, algo de belo. Que saibamos perceber que é TODOS OS DIAS, que devemos ser FRATERNOS, promovendo a IGUALDADE e sabendo guardar a LIBERDADE.

Seis anos depois do grande Tornado que atravessou o nosso Concelho e, onde também aí soubemos ser solidários, recordemos e trabalhemos para um 2017 melhor e mais JUSTO.
Porque Tomar é de todos.

[Nota do dia, hoje transmitida pela Rádio Hertz, depois dos noticiários das 13H e das 19H]

4.12.16

Nabão poluído por ETAR do concelho de Ourém

Poluição volta a Tomar, depois de anos ausente.
Um erro a construção da ETAR de Seiça - mas efetivamente construída no concelho de Tomar, na freguesia da Sabacheira, ao abrigo dum protocolo assinado entre os Municípios de Tomar e de Ourém.
Sem controlo, nem fiscalização, um dos rios com melhor qualidade, objeto de muito turismo natureza, no troço entre o Agroal e a cidade de Tomar, o Rio Nabão está em risco.

https://www.facebook.com/aqua.tomar/videos/1336556623061068/

video

30.11.16

Os Homens também choram

A Assembleia Municipal de Tomar, na sua última reunião realizada no passado dia 18 de novembro, aprovou por esmagadora maioria, apenas coma abstenção do PS, a moção por mim apresentada, referente ao reconhecimento da integração do apoio às vítimas de violência doméstica, no contexto das políticas municipais.


A moção levantou ainda a hipótese, a ser estudada, de se poder instalar em Tomar um “Gabinete de Apoio à Vítima”, eventualmente em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), uma vez que os únicos gabinetes existentes na região centro se encontram em Santarém e em Leiria. 


 Longe vão os tempos em que o preconceito sintetizado do “entre marido e mulher, ninguém mete a colher”, numa assunção de que o que se passava no contexto da vida comum e privada entre duas pessoas, era do exclusivo foro privado, assunção jurídica cada vez mais ultrapassada, uma vez que os crimes associados à violência doméstica são hoje crimes públicos, cabendo a qualquer cidadão alertar as autoridades policiais e judiciais para o conhecimento de factos que possam desencadear a respetiva investigação, não estando apenas dependentes de queixa apresentada pela vítima.

Esta evolução da sociedade, na perceção e desenvolvimento jurídico até da sua extensão, para lá da fronteira do casal, antecipando a eventual existência de crimes de violência doméstica ao namoro e prolongando-o para depois do fim das relações e separação efetiva dos namorados ou casais, visou dar proteção jurídica aos cidadãos (mulheres e homens) que, de alguma forma, pelas relações conjuntas que vivem ou viveram, se acham ou acharam em risco – físico ou psicológico.

Cada vez mais hoje, fruto da felizmente cada vez maior presença da mulher em profissões e funções de liderança e poder na sociedade, demonstrando que o anátema de séculos da sua subjugação ao homem, por razões sociais, políticas e muitas das vezes religiosas, estava não só errado, como prejudicava a sociedade no seu todo.

Assim, a adaptação a esse novo papel da mulher, concretizado apenas em Portugal há uma geração, não foi isento do surgimento cada vez mais de violência doméstica exercida sobre os homens, mais 15% só nos últimos dois anos, segundo dados e estudos da APAV, no contexto das relações de cada vez maior desnivelamento de poder existente entre as suas companheiras e eles próprios. 

Quando falamos de poder, falamos de riqueza, de remunerações, de contextos familiares em que o papel do homem, por questões de nascimento ou profissão detida, não segue o “padrão” tradicional. Hoje são cada vez mais os casos em que é a mulher que ganha mais, que tem mais riqueza e protagonismo social, que exerce profissões “mais nobres” e isso, além da detenção natural do seu insubstituível papel na procriação, leva a que cada vez mais homens se afirmem e se queixem de violência doméstica, isto apesar da “vergonha” que têm ao fazê-lo, ainda segundo estudo realizado pela APAV.

Este fenómeno da violência das mulheres sobre os homens, essencialmente de cariz psicológico, em permanente aumento estatístico, não escamoteia a ainda preponderante existência de violência contra as mulheres, especialmente de cariz físico, com sevícias que infelizmente em muitos casos acabam por ser mortais. A violência não tem assim, cada vez mais, um único sentido e se a exercida sobre as mulheres é essencialmente física, aquela a que os homens estão sujeitos é de cariz essencialmente psicológico e de condicionamento social.

Estranha-se assim, que a bancada do PS na assembleia municipal de Tomar, não tenha com o seu voto favorável acompanhado o esforço proposto de reconhecimento desta importante matéria, também no seio do Município. Diria mesmo, como dirigente concelhio e distrital que sou desse partido, ser absolutamente lamentável que em Tomar, em pleno sec.XXI, um Partido como o PS, através dos seus autarcas, não consiga separar o trigo do joio, deixando de estar focado na árvore, vendo a floresta e dessa forma, não tenha conseguido valorizar o papel da vítima, independentemente do sexo de nascimento. 

 Ao fazê-lo da forma e no momento em que o fez, o PS tornou-se conivente com uma estratégia de vitimização, encetada desde há largos meses pela sua presidente, como se tal fosse necessário para valorizar o já longo e profundo trabalho realizado, especialmente nos dois primeiros anos da sua gestão autárquica. Ele há silêncios na vida pública e fugas à realidade que, parecendo úteis a curto prazo, acabam por ser mortais a mais longo prazo. Em política não pode, não deve, valer tudo e tal como diz o povo : “tão ladrão é o que vai à vinha buscar as uvas, como aquele que fica na estrada a ver”.

A bem de todas as vítimas de violência doméstica, esperemos que o bom senso possa imperar e que os nossos autarcas municipais, agora rejuvenescidos com mais arejados protagonistas, saibam fazer o caminho justo para a instalação em Tomar, de um Gabinete de Apoio à Vítima, mulheres e homens dele necessitados.

Sim, porque apesar de muitas vezes isso ser mal visto e para os próprios constituir ainda uma vergonha, os homens também choram. E muito!

28.11.16

44% DAS PROPOSTAS ELEITORAIS DO PS JÁ CUMPRIDAS EM TOMAR (40% NOS PRIMEIROS DOIS ANOS)


Nota do dia, na Rádio Hertz (FM92 e 98) na quarta-feira, dia 23 de novembro de 2016
Para ouvir carregue aqui

Agora que já passaram os três anos da atual gestão municipal, é o momento de nos quedarmos uns minutos para analisarmos o já longo caminho percorrido, pela gestão da mudança anunciada e, em parte, já concretizada, especialmente nos dois primeiros anos, uma vez que este último, bem, este último é um pouco para esquecer.

O objetivo inicial era o de construirmos um Concelho mais atrativo e com melhores oportunidades para residir, trabalhar e investir.

Para que estes objetivos fossem alcançados era assumido como necessário uma atuação em várias frentes de trabalho.

Desde logo, uma reorganização dos serviços da autarquia e uma adequação dos regulamentos municipais à realidade do nosso Concelho e que se afirmassem como instrumentos potenciadores e não redutores do desenvolvimento de Tomar, o que foi feito.

Dizia-se estarem neste domínio, a busca ativa e permanente de novos investidores, a articulação estreita com os investidores já instalados, a criação da via verde para o investidor, a implementação do gestor de negócios municipal, a descentralização de competências do Município para as freguesias, o que em grande medida já foi concretizado, pelo menos até 2015.

Poupar no funcionamento para investir no Concelho, o que orçamento após orçamento foi concretizado, sendo o deste ano o menor dos últimos 15 anos.

Assumia-se então que para a resolução de problemas como o Parqt, do mercado municipal, do museu da levada, da habitação social e para modernizar a frota de viaturas dos bombeiros, era para onde iriam os principais recursos e preocupações da gestão, em parte concretizada com é público, especialmente através da renegociação dum conjunto de contratos e participações do Município.

A isso se somaria a necessidade de redução do endividamento, da sustentabilidade ambiental e energética, que com a escassez de recursos públicos, nos conduziu a um novo paradigma, caracterizado pelo repovoamento dos núcleos urbanos, instando-nos na reutilização de espaços devolutos, especialmente os detidos pelo Município, a rentabilização de equipamentos, enfim a regeneração urbana.

Era esta também, assumida como uma importante frente de trabalho. A obrigação, assumia-se então, era a de preparar o Concelho para o futuro, através da mobilização do financiamento comunitário, o que só neste ano e no próximo, se irá começar a sentir.

Em concreto, hoje 44% das cem medidas preconizadas no programa eleitoral do PS estão já concretizadas, apesar da sua quase totalidade (40%), ter acontecido nos dois primeiros anos.

Que se passou então? Que falta de vontade, equilíbrio, saber ou rasgo, de repente assaltou os nossos governantes? Pelos acontecimentos mais recentes, é notório que há sempre um limite inultrapassável, o qual sem energia, capacidade e estratégia, fica o mesmo depressa atingido, diria mesmo esgotado. E isto apesar da ajuda do deputado Tomarense Hugo Costa.

Longe vai o momento, em que se assumia, serem estes também tempos que exigiam que todos e cada um, pudessem assumir as suas responsabilidades com clareza e coragem. Nestes tempos difíceis, dizia-se a 17 de outubro de 2013, era preciso saber juntar os melhores para evitar o pior.

Porque Tomar é de TODOS, especialmente depois de 2015, com a permanente roda bota fora, viu-se!
Que tem ganho o concelho com o que se tem passado?


Post Script

A entrada da nova vereadora Sara Costa, a jurista e advogada estagiária na Legal Trust (segundo noticia do Tomar na rede), de 27 anos, representa uma oportunidade de ouro para que termine em definito o tempo perdido durante praticamente todo este ano.

O cumprimento das metas definidas  e contidas nas 100 propostas eleitorais do PS (consultar aqui), são a melhor forma de demonstrar que afinal não só é possível ganhar eleições sem estar preso a nenhum lobbie ou interesse particular - como foi conseguido pelo PS em 2013, como o que é prometido é de facto cumprido.

Claro que ninguém espera que as deficiências detetadas durante os últimos anos - em parte públicas pelo que já escrevi e disse, mas muito especialmente por aquilo que o ex-vereador Rui Serrano informou aquando da entrega dos pelouros no final de agosto, possam ser de um momento para o outro ultrapassadas. Há quem diga que burro velho não aprende línguas, mas otimista como sou, acredito ser possível que, com bom senso e humildade, há sempre forma de TODOS melhorarem o que fazem.

E ao fim de três anos, os que restam (do executivo municipal e do gabinete de apoio) decerto aprenderam muito e isso, como diz Miguel Guilherme na sua crónica diária na TSF, "não é mau"!
http://tomar2013.blogspot.pt/p/candidatos.html