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17.6.18

Quantos salários de funcionários públicos custariam os 25 gestores +bem remunerados do País

Este levantamento foi realizado há um bom par de anos.
Não seria de estranhar que se hoje fosse atualizado seria ainda pior.


11.6.18

Fundado em Tomar (1875) - Partido Socialista Portuguez

Já aqui no blogue refletimos sobre a fundação em Tomar, do partido Socialista português, nos idos de 1875.

Há uns anos, o amigo José Garrido, teve a oportunidade de me enviar o texto seguinte e, bem assim, o documento junto.

A História faz-se, destas pequenas coisas...



Porque andamos por esta vida que se acabará em breve...
pelo menos como a conhecemos, deixar perguntas em vez de conclusões, parece-me acertado.

Chegou ao “Guardador” este documento, chamado de Bilhete de Identidade de Cidadão do “Partido Socialista Portuguez” datado de 1913 e de um Chamusquense de nome João Geraldo da Silveira e assinado como válido por António Pequim e António de Oliveira Pombo que em nome do Conselho Central, assumião a responsabilidade de “passar cartão” ao novo membro, aqui designado como COMPANHEIRO e não camarada.

Atento à novidade (para mim) e depois de excluir o que me passava pela cabeça, que é a formatação destes tempos em que vivemos, consegui a resposta (para mim).

1913 a data da passagem deste cartão, estava ainda a quatro anos da revolução bolchevique iniciada por Lenin que tentou impor as teorias Marxistas-Leninistas no que veio a chamar-se URSS. No entanto olhando mais atentamente para a quota deste partido iniciado em 10 de Janeiro de 1875, li “Proletários de todo o mundo uni-vos”. Aí sim confesso que o meu pensamento deu o estalo.

O “Partido Socialista Portuguez” era defensor de quem trabalhava; o proletariado.

E como atrás disse, antes das revoluções comunistas, já era filiada na “NOVA INTERNACIONAL OPERÁRIA”
...pois, é só mais um documento que está guardado. Que importância tem?
...pois, os tempos são outros, alguém dirá...
Como já passaram mais de cem anos sobre estes quereres, voltarei a guardá-lo no “Guardador” na esperança que outros, talvez para o próximo século (quem sabe) saiba mais respostas que eu...

8.6.18

Roquivários - Cristina

Video de 1982 - Banda de Rock originária do Pragal (Almada)

5.6.18

Descargas no Agroal em 2013


Video de 2013, divulgado ontem por Américo Costa - do Grupo Aqua, que tem mantido uma vigilância constante e denúncia persistente das descargas - aqui só passiveis de o terem sido a partir das ETAR's do Concelho de Ourém - Formigais e Seiça.

O trabalho de Américo Costa pode ser acompanhado no seu grupo do Facebook - 

Tomar-Movimento contra a poluição e a favor da preservação do rio Nabão.

31.5.18

ALMEIRIM PAGA AOS FORNECEDORES EM 2 DIAS. PARA QUANDO EM TOMAR? *

O Município de Almeirim, é um dos municípios nacionais que mais rapidamente paga aos seus fornecedores, fruto de uma estratégia de longos anos, em prol de uma gestão eficaz. Naturalmente que este Município não construiu e destruiu, ao longo de anos, rotundas ou se deixou enredar em contratos de concessão de estacionamento gravosos para as contas Municipais, ou deixou acumular centenas de milhares de euros de dívidas das suas Associações, ou deixou de receber dezenas de anos de rendas acumuladas de centrais de camionagem ou Estalagens, suas propriedades. Claro que isso é verdade mas que este Município tem vindo a fazer um esforço no sentido de pagar atempadamente aos seus fornecedores e assim conseguir, garantidamente, preços mais reduzidos. Com esta estratégia o Município de Almeirim, consegue dos seus fornecedores melhor, mais rápido e serviço mais barato.

Os resultados do 1º trimestre de 2018, da Direcção Geral das Autarquias Locais, publicados há semanas, demonstram isso mesmo, pois o seu Prazo Médio de Pagamentos (PMP), segundo a fórmula publicada no Despacho n.º 9870/2009, publicado no DR n.º71, de 13 de Abril, 2.ªSérie, Parte C, a fornecedores foi nesse período de apenas 2 dias – em Tomar foi de 173 dias.

Claro que bem sabemos ser esta uma medida estatística e só começa a contar o prazo, depois de inserido o respetiva fatura de fornecimento, o que pode ser gerido durante algum tempo. Mais. Sabemos bem que dívidas antigas, de valor elevado, impagáveis sem renegociação – como aconteceu com os quase 9 milhões€ da dívida à ParqueT (até 2016) ou que estejam em contestação judicial – como a laje do fundo do Pavilhão Municipal (ainda hoje), alteram substancialmente a “medida” do PMP (prazo médiod e pagamentos)

Relembrar que o PMP em Almeirim no final do ano de 2017 foi de 3 dias, o que significa quase pagamento a pronto, enquanto em Tomar o PMP foi de 193 dias.

No final de 2015 o prazo médio de pagamento a fornecedores era, em Tomar, de 307 dias, no final de 2016 – após a renegociação e consolidação da dívida com a ParqueT, de 466 dias. A grande descida de 2017 deve-se essencialmente à quase total retirada da dívida da ParqueT, de exigível de curto prazo.

Tomar era, no final do 1º Trimestre de 2018, o 17º pior Município do País e entre os Municípios da sua dimensão (ou maiores), só era ultrapassado por Portimão (205), Penafiel (187), Mirandela (174), Aveiro (184).

Não é um ranking onde os tomarenses se possam orgulhar de estar.



O MINISTÉRIO DO FUTURO?

A atual Secretária de Estado da Modernização Administrativa, ex-vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Graça Fonseca, apresentou no último Congresso do PS a proposta inovadora da criação do MINISTÉRIO do FUTURO. Na sua tese, os Ministérios existentes têm de se preocupar com a gestão diária da administração dos seus setores, não havendo quase nenhum espaço para a projeção desses setores num âmbito temporal de, digamos, 25 anos.

Quando tive, há 14 anos a responsabilidade de liderar a Concelhia do PS em Tomar e, na preparação das eleições autárquicas seguintes - as de 2005, lancei aos então dirigentes do PS, nos quais se incluíam os atuais Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Tomar, o desafio de na construção do programa eleitoral se tivesse sempre como referência o "como queríamos que fosse o Concelho de Tomar, daí a 10 anos".

Dez anos passados - 2014/15, e com quase todos os interventores desse desafio instalados no poder, claro que algum do sonho prospetivado foi concretizado, mas não muita da teoria produzida, onde se destaca o encerramento de jardins de infância e escolas que, no sonho então produzido, o Concelho deveria ser mais inclusivo, menos concentrado e mais homogéneo, a nível de desenvolvimento e infraestruturas.
Mas a importância de "conduzir sem olhar, só, para o capô do carro", ficou como referência para muitas das políticas executadas.

Vem tudo isto também a propósito do exemplo de Almeirim, através do meu camarada e amigo Pedro Ribeiro, com quem tive o prazer de partilhar durante um ano o gabinete enquento adjuntos que fomos os dois do então Governador Civil de Santarém Paulo Fonseca, precisamente em 2005. É este tipo de gestão que quero que daqui a 10 anos seja possível atingir em Tomar: pagar MESMO a tempo e horas aos fornecedores e, com isso, baixar os custos dos serviços que, no fim de contas são todos os cidadãos que pagam. A eficácia da gestão beneficia sempre as populações.

É esta a boa administração com que sonhei, que desejo e que gostava ser possível de concretizar na minha terra. A roda não está por inventar, apenas por se por a rodar. E é disso que precisamos em Tomar!

Será que Tomar merece isto - que tem tido?


* Fontes - http://www.portalautarquico.dgal.gov.pt/pt-PT/financas-locais/endividamento/municipios/prazo-medio-de-pagamentos/

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Lista de organismos da Administração central, com PMP superior a 60 dias.
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Prazo médio de pagamentos dos Municípios nos últimos trimestres (atualização de 30/5/2018).
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28.5.18

In memorium - Luis Boavida deixou-nos


Aquele que um dia sonhou poder dar ainda mais de si à comunidade tomarense, tendo chegado a apresentar-se como candidato a presidente da Câmara, missão que teve de abandonar após o inicio dos tratamentos para a doença que o obrigou a deixar-nos neste Domingo.

Depois de meses de grande sofrimento, a toda a família deixo a minha homenagem e agradecimento público!

Somos eternos aprendizes de onde está a verdade, a honra e a justiça.

Obrigado pelos ensinamentos Luis.
Na penúltima vez em que estivemos juntos - a 21/10/2017, na apresentação da sua Associação

27.5.18

24.5.18

Comandantes dos Bombeiros Municipais de Tomar - levantamento histórico


Créditos: Justo Realce, Lda coordenado o levantamento por Olga Silva, previamente realizado em novembro de 2011, complementado em maio de 2018, pelo ex-vereador Luis Ferreira. o documento contou ainda com a colaboração do antigo Comandante Manuel Mendes.

Comandantes dos Bombeiros Municipais de Tomar

A pesquisa sobre o tema não é fácil, por falta de um arquivo organizado ou de alguém ainda com a memória fresca. A lista é, por isso, limitada e pode apresentar algumas falhas por falta de informação, sobretudo quanto a datas de princípio e fim de mandato.

No entanto, pela pesquisa realizada foi possível apurar que de 1922 a 2011 se contam um total de 12 comandantes efectivos. Com dois nomes a destacarem-se na lista: Francisco Nunes da Conceição Caetano e Jorge Godinho da Silva. Ambos ocuparam o lugar por diversas vezes, umas como comandantes interinos e outras como efectivos, sendo que o segundo iniciou a sua carreira integrando o primeiro grupo de 18 bombeiros de Tomar em 1922.

Durante vários anos os bombeiros de Tomar foram liderados por militares do regimento nabantino. Entre a década de quarenta e os anos sessenta, o antigo regime acreditava que o regime militar iria imprimir uma disciplina necessária ao bom funcionamento de uma corporação que lutava contra as catástrofes que era preciso enfrentar. Tratando-se de uma “guerra” que afligia as populações, era necessário treinar soldados para a travar.

Entretanto, a guerra das armas fazia-se também nas ex-colónias e os militares, entretanto comandantes de bombeiros, partiam em comissões de serviço para o exterior, sendo necessário preencher a lacuna nos quartéis locais. Pelos escritos, cartas e documentos partilhados entre a câmara municipal de Tomar e os bombeiros (que se podem ler no arquivo municipal), percebe-se que na década de 50 a mudança do comando dos soldados da paz nabantinos sucede-se ao ritmo das contingências da altura. Os comandantes chegam e logo partem, acabando por se encontrar quase sempre o mesmo nome a substituí-los do Tenente Francisco Caetano. É ele que assume a

responsabilidade pelas conquistas que os bombeiros de Tomar vão conseguindo (a aquisição de novo material). Segundo o filho, a sua paixão pela sua corporação era testemunhável, dedicando-lhes grande parte do seu tempo e vida.

Comecemos pelo princípio. O Corpo de Salvação de Tomar, oficialmente criado em 24 de fevereiro de 1922 e publicamente apresentado à população a 28 de Janeiro de 1923 numa sessão solene do executivo municipal de então, agendada para um domingo para que a população pudesse aclamar os corajosos homens que integraram o primeiro grupo, teve como primeiro comandante Pedro Gregório da Silva
Na altura, o protagonismo relacionado com os bombeiros, quer nos documentos encontrados no arquivo municipal quer na imprensa de então, estava nas mãos do vereador responsável pela sua criação Jorge Gonçalves Ribeiro. É difícil encontrar provas sobre o comando de Pedro Gregório da Silva. É Jorge Godinho da Silva que nos informa na publicação que editou para a inauguração do quartel em 1971, dando testemunho sobre a dedicação do primeiro comandante que liderou o primeiro grupo de soldados da paz nabantinos.

Pelos documentos e testemunhos ouvido é impossível datar o final do mandato do primeiro comandante, assim como a entrada em cena do Tenente Francisco Nunes da Conceição Caetano. Pensa-se que terá iniciado funções em 1931, ainda tinha o título militar de alferes. A única certeza é a de que em 1934, por altura da realização do congresso de bombeiros em Tomar, o comando estava entregue a este militar. No entanto, Francisco Caetano não terá assistido à realização do encontro, por ter regressado a Moçambique em comissão de serviço.
Tenente Francisco Caetano

Francisco Caetano mantém-se no comando dos bombeiros de Tomar até 1937, altura em que volta a sair do país desta vez tendo como destino Macau.

Em 1939 foi substituído no comando pelo então Tenente Júlio Araújo Ferreira, mas segundo testemunho do filho de Francisco Caetano, o tenente terá regressado ao comando da corporação de Tomar durante mais alguns anos, mantendo-se sempre ligado ao destino e ambição dos soldados da paz. Por exemplo, voltamos a encontrá-lo na liderança em 1953, voltando a sair logo em Janeiro de 1954. Depois, mantém-se no comando durante mais alguns anos.
Francisco Caetano, natural de Tomar, acabaria por falecer a 17 de Julho de 1960.
Nesta altura continuamos a encontrar diversas falhas de informação sobre o comando dos bombeiros de Tomar. Em 1954 surge o nome do Alferes Manuel Maria Careto. Militar de carreira, é ele que assume o comando durante sete anos, pelo menos até 1961, altura em que transmite à câmara municipal a intenção de sair por razões de saúde.
Alferes Manuel Maria Careto (1954-1961)

É substituído no cargo pelo Tenente Joaquim Marques da Silva Gervásio. Outro militar nomeado para a liderança dos bombeiros nabantinos, que se mantém no cargo de Novembro de 1961 a Abril de 1963.

Segue-se mais um período de incerteza quanto ao comando. Em 1962 encontramos o nome de Joaquim Marques da Silva Gervásio que se mantém em funções até Abril de 1963, altura em é obrigado a partir para o ultramar em comissão de serviço.

No início de 1964, mais um militar assume a liderança, desta vez com um desfecho trágico. Domingos Crespo Júnior foi nomeado como novo comandante dos bombeiros de Tomar em abril desse ano, mas o seu mandato só durou até dezembro. O Capitão aproveitou a época de festas para ir com a família para Castelo Branco. Apenas deslocado para “passar o Natal”, acabou por encontrar o infortúnio da morte naquele final de ano. Termina assim mais um mandato curto na direcção da corporação tomarense.

É nesta altura que é chamado para liderança um homem da casa. Jorge Godinho da Silva integrou desde muito novo os bombeiros de Tomar. Aliás, ele foi um dos integrou o primeiro grupo de homens que deram início à corporação de Tomar em 1922 e foi ele que em vários momentos de indecisão no passado, assumiu a liderança de forma intermitente como “comandante interino”.
Pelo amor e apego que sempre demonstrou aos bombeiros de Tomar, Jorge Godinho da Silva foi nomeado comandante honorário e foi-lhe também atribuída a medalha de ouro da cidade por serviços prestados.
Comandante Jorge Godinho da Silva

O valor do Homem mede-se, determina-se, pela integridade do seu carácter, pelo equilíbrio das suas decisões, pela fidelidade aos seus compromissos, pela autenticidade das suas obras.” – Jorge Godinho da Silva

É durante o mandato de Jorge Godinho da Silva que finalmente é construído o novo quartel dos bombeiros, em 1971. O “velho comandante” mantém-se em funções até à revolução de Abril, em 1974.

[Levantamento de Olga Silva, com o contributo de Luis Ferreira]
No tempo que medeia o ano revolucionário e os dias actuais, mais quatro homens ocuparam o comando dos Bombeiros Municipais de Tomar, no seu caminho para a profissionalização, a par dos esforços dos seus responsáveis políticos.
João Tomás da Silva entra em 1974 e sai em 1981.

Mário Nunes da Silva assume o cargo a 29 de Maio de 1981 e permanece em funções até Julho de 1997, acompanhando parte dos grandes investimentos realizados com a expansão do Quartel e a vereação de António Alexandre (1990-97), no reforço dos veículos.
Comandante Mário Silva

Segue-se Joaquim Patrício até Janeiro de 2002, acompanhando a vereação de Carlos Carrão (1998-2001), até à reestruturação das carreiras dos bombeiros municipais, que dariam lugar à criação do primeiro quadro oficial de Bombeiros nos BMT e a sua primeira grande reorganização, com a manutenção da Central de Comunicações e de Operações de Socorro Distrital - que se manteria no Quartel dos Bombeiros de Tomar, até setembro de 2009.

Comandante Joaquim Patrício

Manuel Mendes começa por assumir o cargo como interino, sendo o primeiro bombeiro profissional a assumir esta função, acompanhando as vereações de José Mendes (2002-05), Carlos Carrão (2006-08), Ivo Santos (2009), Luis Ferreira (2010-11) e José Perfeito (2012-13), além de meio ano do mandato da Presidente Anabela Freitas, que seria a primeira a não delegar a responsabilidade dos BMT em qualquer vereador. 
É depois confirmado como comandante, mantendo-se até janeiro de 2015, como líder da corporação tomarense, altura da sua aposentação como Bombeiro Municipal, passando nos termos da legislação em vigor a Oficial Bombeiro, em regime de voluntariado. Durante o seu comando, os recursos humanos profissionais passaram a ser a maioria dos homens ao serviço.
Comandante Manuel Mendes, no aniversário dos BMT em janeiro de 2010

De então para cá os Bombeiros Municipais de Tomar, passaram a ter como Comandante, o chefe de Divisão da Proteção Civil, também Comandante Operacional Municipal, Carlos Gonçalves, que veio a ser o primeiro Comandante Profissional dos Bombeiros Municipais de Tomar. Em 2016/17, foram realizadas as últimas obras de requalificação do Quartel.
O Comandante Carlos Gonçalves, acumulou esta função com a de Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, o que aconteceu pela primeira vez.


O comandante Manuel Mendes entregou assim o comando dos Bombeiros ao comandante Carlos Gonçalves, na presença da presidente da Câmara Municipal, Anabela Freitas e dos restantes elementos de comando, o segundo comandante Vítor Tarana e os adjuntos Vítor Bastos, Carlos Duque e Paulo Freitas, nomeados conforme deliberação de Câmara de 19 de Janeiro de 2015

Versão 2 - Maio de 2018