A Aposta numa Tomar melhor! Geração Tomar!

10.7.09

…e o futuro aqui tão perto!

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz FM98, transmitida hoje após os noticiários das 13H e 17H, retransmitida Domingo dia 13 de Julho, depoisa das 13H]

A Câmara de Tomar começou finalmente a pagar a parte dos seus fornecedores, depois de ter recebido do Governo um financiamento de quase 5 milhões de euros, do Programa “Pagar a tempo e horas”, o que constitui uma boa notícia.

Outra boa notícia foi a aprovação do Programa Integrado de Valorização Urbana, com um importante financiamento do QREN, que se não fosse a estratégia do Governo PS, para a valorização dos centros das Cidades, na linha aliás das intervenções POLIS, não seria realizado. Mas em Tomar uma boa notícia trás quase sempre um lado negro e na penúltima reunião de Câmara o Estudo Prévio da envolvente ao Convento de Cristo foi aprovado pelo Município, com o voto contra do PS, integrando um buraco financeiro – sem qualquer financiamento – de 2,8 Milhões de Euros, além de prever escavar a encosta para instalar mais Parques de Estacionamento.

Será que é isto que o Presidente Corvelo vai explicar à população na sessão de apresentação, que irá realizar na próxima Sexta-feira? Ou é mais uma acção de campanha eleitoral do PSD, paga com o dinheiro dos contribuintes?

Não fez sessões públicas para recolher opiniões da população sobre o modelo, ou propostas concretas de intervenção. Já recusou, por diversas vezes, propostas do PS para desenvolver o Orçamento participativo, para ouvir a população sobre o PDM, para melhorar as candidaturas a fundos comunitários e agora, a dois meses de eleições vem fazer sessões públicas com Projectos fechados? Se isto não é fraude política, o que é que é fraude?

Sobre o PDM, que continua a marinar na incompetência de 12 anos de maioria PSD, sem que se veja uma luz ao fundo do túnel, consideramos que este novo PDM, deverá marcar o princípio de uma nova forma de melhorar significativamente a qualidade de vida das populações.

Não queremos que, como se escreve, por exemplo no actual relatório de análise, a exemplo do que eu Deputado Municipal na altura chamei também à atenção, que

“as regras do PDM de 1994 influenciaram de forma marcante a estrutura do povoamento do concelho de Tomar, que é caracterizado por uma forte dispersão da construção. Esta situação deve-se, em parte, à forma como foram delimitados os espaços urbanos (ou antes, à ausência de critérios na sua delimitação) e às regras de construção em espaço agrícola e agro-florestal no PDM de 1994.”
Relatório da 2ºFase do PDM, Capítulo 7, Pg 25 – CESUR (IST) 2009

Os que contribuíram assim, para criar desde 1994 esta situação, muito especialmente os que durante 11 anos, entre 1997 e 2008, nada fizeram para a alterar, deveriam ser pelas populações DIRECTAMENTE RESPONSABILIZADOS, pelos prejuízos criados ás pessoas individualmente consideradas e à comunidade, colectivamente estudada.

E dizemos isso porque o PS ouviu a população em sessões públicas e concluiu que o que preocupa especialmente os nossos concidadãos, é o facto de não terem soluções que lhes permitam fixar familiares directos na sua área e de faltarem muitos equipamentos e serviços que valorizem as vivências, fora da cidade. Sempre dissemos que o Concelho é composto por 16 Freguesias!

Os rostos do passado: Pedro, Paiva e Corvelo, são os responsáveis pela situação que se vive no Concelho e devem por isso pagar caro o prejuízo que têm feito a Tomar!

Para terminar, só dar-vos mais um exemplo da razão que têm tido os autarcas do PS, quando desde há 2 anos vêm propondo que o municio inicie conversações com o Instituto das Lojas do Cidadão para instalação em Tomar de uma dessas Lojas, que possa ter todos os serviços ao público num só local, com melhores horários a exemplo do que já é feito em cerca de 30 Cidades do país.

Pois sempre tem a maioria PSD recusado, com o argumento de que não sabem quanto custaria implementar isso. Uma Câmara que estraga dinheiro em processos judiciais, como os dos Parques de Estacionamento do Pavilhão e por detrás da Câmara, devia ter vergonha.

Mas mais vergonha devia ter quando a Câmara de Torres Novas assinou a semana passada o Protocolo com o Governo para instalação nessa Cidade de uma Loja do Cidadão com mais de 1000 m2 de serviços, onde até a emissão de passaportes está contemplada, com um investimento que passa pelo pagamento da água, da luz e da manutenção durante 15 anos, do edifício que o Estado vai construir, orçado em 1,2 Milhões de Euros.

Ou seja, Torres Novas vai ter já em 2010 uma Loja do Cidadão, onde os Tomarenses passarão a ir, que não custa literalmente nada ao Município, porque o PSD em Tomar é de vistas curtas e incapaz de sair da letargia em que nos mergulhou, vai para 12 anos.

Quase que apetece citar Sérgio Godinho quando este canta que “estive quase morto no deserto, e o Porto aqui tão perto”.
E Porque TODOS SOMOS PRECISOS, eu digo que “Estamos quase mortos num deserto, de ideias, e o futuro aqui tão perto”.
Agarre-mo-lo!

8.7.09

Investimentos realizados em Tomar, nos últimos anos

Só a título de exemplo, vou listar alguns dos investimentos realizados pelo Governo, directamente em Tomar, desde Abril de 2005.


1. Mais de 50 acordos de cooperação da Segurança Social com IPSS: 15 Milhões de euros em 5 anos;

2. Centro Novas Oportunidades na Escola Gualdim-Pais;

3. Novo Centro Escolar dos Casais; [Em adjudicação/Obra]

4. Nova Escola Básica Integrada de Nuno Alavares Pereira (ex-Colégio);[Em adjudicação/Obra]

5. Nova Escola Secundária de Jácome Ratton;[Em adjudicação/Obra]

6. Nova creche da Sociedade Guladim-Pais;

7. Loja Ponto Já a funcionar - erradamente - no Complexo desportivo);

8. Nova Esquadra da Secção Policial de Tomar;

9. Novo tribunal de Trabalho de Tomar;

10. Obras no Tribunal Judicial de Tomar;[Em adjudicação/Obra]

11. Comparticipação (12.500€) para novas carrinhas às IPSS: Venda Nova, Olalhas e Gualdim-Pais;

12. Modernização Administrativa, para mobiliário, pequenas obras e pinturas, nas Juntas de Freguesia de Junceira, Asseiceira, Beselga e Sabacheira;

13. Pinturas e Impermeabilização do edifício sede da Sociedade Gualdim-Pais;

14. Apoio à Canto Firme para edicção do Díptico Coral de homenagem a Lopes Graça;

15. Novo Polidesportivo da Sociedade da Pedreira;

16. Obras na Igreja de Carregueiros;

17. Novos balneários e adapatações nas instalações das Associações do Paço da Comenda , Vila Nova e da ACR da Linhaceira [esta em adjudicação/Obra];

18. Recuperação de Charola do Convento de Cristo e Telhados;

19. Limpeza da Mata Nacional dos Sete Montes (Agris);

20. Nova cobertura para a associação de Sta.Cita; [Em adjudicação/Obra]
21. Cuidaddos Paliativos na Unidade de Tomar do CHMT;

22. Comparticipação para Nova sede do Sporting Clube de Tomar; [Assinado ontem, aqui com foto realizada após o evento]



Nota: faço notar que esta não é uma Lista exaustiva, mas que só aqui estamos a falar de mais de 100 milhões de euros de investimento, nestes cerca de 4 anos e meio, muitos dos quais não teriam sido possiveis se não fosse este Governo a definir, por exemplo, a estratégia de financiar a construção de novas escolas e a recuperação das antigas, a isso afectando verbas do QREN ou a explicação que foi necessária fazer junto de vários departamentos e Ministérios da sua relevância. Para tal contribuiram as instituições, as autarquias (Juntas de Freguesia e Municipio) e alguns dirigentes do PS e membros do Governo PS. Mas a jeito de conclusão é preciso mais lobing a favor de Tomar.

7.7.09

Manuel Pinho fez jantar de despedida com trabalhadores


in, Diário de Notícias online, 6/7/09

Manuel Pinho despediu-se do seu 'staff' num jantar num restaurante de Lisboa, onde também estiveram trabalhadores da Autoeuropa e da Bordalo Pinheiro.

Os trabalhadores de empresas apoiadas por Manuel Pinho enquanto ministro da Economia não quiseram faltar à despedida do governante, a qual decorreu no sábado no restaurante Solar dos Presuntos, em Lisboa.

Num ambiente de brindes e palmas, António Chora (do BE), responsável da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, afirmou que "o ministro fez muito pela indústria do País". Os responsáveis da Comissão de Trabalhadores da Bordalo Pinheiro, com quem Pinho desenvolveu uma relação estreita, chegando a afirmar que ia lanchar com eles, também marcaram presença no jantar, que juntou todo o staff do ex-ministro.

Cá fora, já à saída do restaurante, Manuel Pinho foi abordado por pessoas num carro que passava e que lhe disseram: "Sr. ministro, estou consigo." O DN sabe que, nos últimos dias, têm sido vários os portugueses que abordam o ex-governante na rua, mostrando--lhe o seu apoio.
Sem querer falar com os jornalistas, Manuel Pinho acaba por ir- -se embora, no carro ainda do ministério, com motorista, já que até à tomada de posse de Teixeira dos Santos como ministro da Economia, Pinho é ainda responsável pelo cargo, tendo todas as regalias a este associadas.
Ao DN, Manuel Pinho apenas revelou que vai de férias. "Vou para os Estados Unidos na terça-feira", afirmou o governante, que está visivelmente abatido com todos os acontecimentos dos últimos dias.

O rumo do Ministério de Economia fica agora nas mãos de Teixeira dos Santos, o novo "superministro". Depois da tomada de posse de hoje, o governante passa a ser responsável pelos dois ministérios, mas em separado. Ou seja, as estruturas vão ficar independentes, sendo que o elo comum será o governante, que terá de acumular as pastas por apenas dois meses.
Assim sendo, os secretários de Estado de Manuel Pinho - António Castro Guerra, adjunto, com a pasta da Indústria e da Inovação; Fernando Serrasqueiro, com a pasta do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, e Bernardo Trindade, do Turismo -, também presentes no jantar, serão reconduzidos.


COMENTÁRIO: Ora aí está um Ministro socialista pelo qual o trabalhadores, mesmo que do BE ou do PC, reconhecem empenhamento na resolução dos problemas do País. Que diferença com outros representantes de trabalhadores que fazem dos problemas das suas empresas uma arma de arremesso político-partidário, sem cuidarem de se preocupar que as empresas e os empregos possam sobreviver. Sim estou a pensar na IFM e no mau serviço prestado aos trabalhadores e à empresa, que o espectáculo público que os dirigentes sindicais têm promovido, possivelmente a mando de interesses directos ou indirectos da concorrência da empresa. Mas isso será motivo para uma outra abordagem mais tarde...

6.7.09

O que desejei para 2009

Relembro aqui as respostas que dei a uma entrevista do Jornal, "O Cidade de Tomar":

- Quais os acontecimentos relevantes em 2008, a nível local e nacional?

A nível nacional o aumento dos abonos de família em mais de 25%, com especial incidência para as famílias de menores recursos. A nível local a saída definitiva do EngºAntónio Paiva da Presidência da Câmara de Tomar, deixando o Município a braços com uma situação de quase insustenabilidade financeira e inúmeros processos em Tribunal, que vão demorar imensos anos a resolver.

- Escolha figuras locais e nacionais que pensa tenham sido relevantes em 2008.

A nível nacional o Ministro do Trabalho Vieira da Silva pela consistência de levar a cabo um conjunto de políticas sociais, que permitem atenuar a crise internacional e os sucessivos aumentos dos preços que se observaram até há cerca de 2 meses atrás, provando que é possivel, mesmo em situação económica difícil, desenvolver políticas de esquerda, com a responsabilidade de não colocar em causa a sustentabilidade do País. A nível local, claramente o Arquitecto José Becerra Vitorino, Professor de profissão, pela coragem de dar a cara pelo PS para a Câmara de Tomar, num ano em que ser Professor e do PS não parece ser muito compatível. De facto só um homem bom, sério e com visão de serviço público como ele, poderia assumir esta responsabilidade, em nome de uma outra visão de desenvolvimento para Tomar, sem oportunistas, nem situacionistas.

- O que espera de 2009, a nível local e nacional?

Que haja o bom senso de ouvir com atenção o que a generalidade das pessoas desejam: humanidade, responsabilidade e determinação nas decisões. Quer a nível Nacional, quer a nível local, precisamos de não embarcar no canto dos cisnes, que sempre nestes tempos de crises várias (económicas e de valores), têm tendência em nos tentar adormecer com falsas promessas de amanhãs que cantam, de riqueza e favores para todos.

- 2009 vai ser um ano em que vão decorrer várias eleições. Quais as perspectivas a nível das Autárquicas Locais e a nível das Legislativas?

A nível das Legislativas espero que o PS volte a ganhar e o EngºJosé Sócrates se mantenha como Primeiro Ministro, porque tem demonstrado coragem nas reformas, sensibilidade no apoio aos sectores mais débeis da sociedade, num amplo investimento no apoio aos idosos, às famílias e aos mais jovens, sem descuidar de manter a sustentabilidade do sistema para o futuro. A nível local espero que muitos homens e mulheres de diversas matizes, se possam juntar e ajudar a construir o Projecto autarquico socialista, liderado pelo Arquitecto Becerra Victorino.

Estou certo de que manter o que temos não serve, como a maioria já diz e voltar para trás é apenas apanágio dos cobardes, sendo que Tomar precisa de mulheres e homens com H grande, que possam voltar a dar à região uma Tomar liderante e onde se possa viver, sem favores, nem oportunismos, mas sim com ética republicana de serviço público!

3.7.09

UM BOM PENSAMENTO PARA O FIM DE SEMANA

"É realmente difícil viver em democracia em Portugal.
É por isso que a aspiração democrática é tentadora.
É difícil que a democracia, em Portugal, conviva com a seriedade.
É por essa razão que a democracia é aliciante. "


António Barreto


28.6.09

Que venham mais Cinco!

Finalmente alguém, além do PS, diz alguma coisa sobre as próximas eleições autárquicas.

Desta feita o BE, que como o PS, sempre vai apresentando programas eleitorais e propostas para se lerem e saberem.

No manisfesto que estão a divulgar junto da comunicação social, retiramos esta, única, referência ao papel do BE nos últimos anos em Tomar.

"Em 2006 começou de novo com os Transportes Públicos, bandeira e causa do Bloco em 2001; em 2009 o Parque de Campismo começará de novo, por causa da força do Bloco na Assembleia Municipal."

Parece um pouco de exagero considerar que a proposta do BE em 2001 sobre Transportes Públicos em Tomar foi a razão próxima para os TUT - financiados pela Ex-Direcção Geral dos Transportes Terrestres, dentro de um Plano de proleferação de transportes colectivos, alicerçado na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Exagero ainda porque já nas eleições anteriores a essas (1997) havia o PS falado e insistido no interesse da implementação do mesmo. Recordo-me aliás de intervenções minhas e do Paulo Arsénio na Assembleia Municipal do mandato de 1994-97, propondo isso mesmo.

Mas como estamos em maré de transportes que tal o BE se juntar ao PS na propositura, desde 2004, na implementação da FERROVIA LIGEIRA DE SUPERFÍCIE, como espinha dorsal de uma verdadeira rede de transportes públicos para o Médio Tejo, a ligar por exemplo as três unidades hospitalares? Isso é que seria de "esquerda"... (e revolucionário, já agora!)

Mais, considerar que o BE, pela intervenção do seu deputado municipal, foi determinante para a reabertura (coxa), que se fará do Parque de Campismo, é no mínimo de uma falta de humildade, que faz corar de inveja o mais pedante dos "betos" da Cidade. Esquecer o papel de contestação social, desde 2004 existente. Esquecer o papel político do PS, na pronta denúncia política da intenção, a par com o BE, quando ninguém pareceu dar relevo à situação. Esquecer que na luta contra a prepotência de António Paiva e Corvelo de Sousa, nesta matéria sempre houve convergência entre diferentes protagomistas e forças políticas é no mínimo deselegante, isto para não lhe chamarmos outra coisa.

Convenhamos que para quem pretende "ser diferente" dos outros partidos e para quem se diz "de esquerda", soa mais a "mais do mesmo", na conversa de café, fiada, pedante e elitista, onde burgueses "travestidos" de homens de esquerda, nos dizem banalidades e tentam viver com o trabalho e louros de outros. Até Marx saberia catalogá-los no seu devido sítio...

Mas deixemos o passado, no seu sítio!

19.6.09

A propósito de coligações e outras lamechices

O PS integra, na lista que já divulgou de candidatos à Câmara Municipal, sete cidadãos independentes e nove militantes, sendo que as Listas que apresenta são maioritariamente constituídas por pessoas não filiadas.

Na sua acção nas diferentes autarquias, o PS tem colaborado sempre com outras forças, estabelecendo com elas as necessárias confluências de votação para prossecução do bem comum, sendo sua prática votar a favor de propostas de outras forças políticas, sempre que as mesmas nos parecem correctas. Aliás, tem sido essa a prática na Câmara e Assembleia Municipal, onde o PS tem votado imensas propostas do PSD, dos IpT, da CDU e do BE.

Infelizmente o mesmo não se tem verificado em relação às propostas do PS, normalmente votadas contra pelos outros partidos apenas e só, por serem apresentadas pelo PS. Muitas vezes voltam as mesmas propostas a serem apresentadas pelo PSD ou pelos IpT com roupagem diferente, sendo então aprovadas. Apesar de tudo, o PS desde o início do actual mandato, manteve sempre a mesma postura de responsabilidade.

Só a título de exemplo, para se perceber como outros agem perante o PS, está a fazer um ano que o PS apresentou uma Moção de Censura à maioria PSD. Como votou a oposição? O BE e a CDU abstiveram-se, os IpT votaram a favor e o PSD, claro, votou contra.

Que acto de maior relevância política há do que uma Moção de Censura a um "Governo", neste caso Municipal?

As esquerdas, não combatem, como sabemos a dita "direita". Historicamente sempre combateram os socialistas. As confluências, acordos e coligações são a excepção e não a regra.

Eu pessoalmente, sempre que tive responsabilidades de coordenação directa, procurei trabalhar com todos os sectores das "esquerdas". Fi-lo em 93, enquanto responsável das Relações internacionais da JS e como Director do Conselho Nacional de Juventude, onde, sob a coordenação de socialistas, trabalhava em convergência com comunistas, verdes e jovens do então PSR, para afirmação de uma política de juventude, baseada na justiça social e igualdade de oportunidade para todos.

Depois, em 2004, quando assumi responsabilidades como Presidente da Concelhia do PS, no quadro da preparação das Autárquicas de 2005, com honestidade liderei duas reuniões com o BE e a CDU, realizadas a pedido do PS, para eventual feitura de coligação geral das esquerdas em Tomar, contra o déspota Paiva. O PC nas duas reuniões não apareceu, transmitindo que não estava interessado e o BE participou tendo sido posteriormente desautorizado pela sua nacional por fazer conversações nesse sentido. Da parte do PS, obtive a respectiva autorização política para feitura de coligação ou outra forma tida ou achada por conveniente.

Mais de 4 anos de caminhos diferentes, na percepção do que é hoje a responsabilidade do Estado, num mundo em rápida transformação, não auguram qualquer hipótese de conciliação prática entre um PC mais estalinista hoje, que no tempo do "pai dos povos" José Estaline e um BE, mais sectário e arrogante que nunca o PSR dos anos 90 ou a UDP dos anos 70 haviam sido. Quanto aos independentes nem há quase comentários a fazer: representam hoje apenas a corporação dos excluídos, interesseiros e outras espécimes larvares existentes em qualquer manta terrestre.

Possível membro da comissão política interessado em fazer parte de um "caldo knorr" das esquerdas alternativas, ao PS, à CDU e ao BE? Que novidade há nisso? Como as Listas não dão para todos, há sempre alguém que se julga melhor que os outros e procura guarida noutra árvore. Alguém acha que os Homens são perfeitos? Porque haveriam as organizações de Homens de o ser?

Os Partidos e todas as outras organizações fazem-se com os que estão, não com os que não estão.

Tal como Tomar se faz com os autarcas que existem, não com os que deviam existir.
Por exemplo: quantas pessoas competentes e com respeito pelos seus pares ou subordinados e empenhamento em prol da causa pública, amizade aos cidadãos Bombeiros, gosto pela Escola Pública, respeito pelos Pais e Professores e muito especialmente pelas crianças, conhecemos em Tomar? Imensos. Porque razão nos haveriam de calhar, logo dois Vereadores, Rosário e Ivo, que não são assim?
Outro exemplo: Quantas pessoas competentes, sérias e empenhadas nas suas profissões/missões conhecemos em Tomar? Imensas. Porque sorte nos haveria de calhar um, como Vereador, que é o que todos sabemos?

Enfim! A alternativa ao que temos, na minha humilde opinião, só se pode fazer mudando claramente de paradigma (estilo).
Em primeiro lugar, na prevalência do interesse público e geral, em detrimento do interesse pessoal e mesquinho;
Em segundo lugar, no respeito pela opinião e pressão legítima das partes, mas na capacidade de decisão, tendo em conta o interesse público e geral;
Em terceiro lugar, no acompanhamento e valorização do que fazemos bem, em detrimento de valorizar o que fazemos mal.

Neste paradigma, independentemente dos partidos, o interesse de Tomar passa por nos libertarmos das burguesas amarras de um passado contemplativo, arregaçando as mangas para começarmos a fazer algo pelo nosso futuro: CHEGA DE LAMECHICE!

Quanto a coligações? O PS que continue a trabalhar numa coligação com o Concelho. E os outros que façam o mesmo. E cada um com os votos que conseguir, que assuma a sua parte da responsabilidade. Não se queira é que o PS fique refém de posições ou grupos políticos minoritários.

12.6.09

Nota do dia - Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia hoje, na Rádio Hertz (Quinzenalmente), depois do noticiário das 13H e 17H, repetindo no Domingo dia 14 depois das 13H. Próxima nota do dia dia 26 de Junho.

Numa semana, em que a maioria dos Tomarenses se vão espraiando entre a preparação das sardinhas dos Santos e a fuga para uma das belas praias da nossa Região de Lisboa e Vale do Tejo, houve eleições europeias, as quais muito justamente o PSD venceu. E digo justamente porque, como é evidente teve mais votos que o PS, no País, no Distrito e no Concelho, tendo elegido assim mais deputados para a longínqua Bruxelas e, como eu usualmente digo, o povo tem sempre razão.

Parte do eleitorado está aborrecido com o PS e com o Primeiro Ministro José Sócrates e fez notar isso de forma clara, ao deslocar o seu voto, de forma massiva, para os nulos, para os brancos e especialmente para o voto de protesto, quase todo no Bloco de Esquerda, mas também no PCP e noutros partidos menores. E fez bem, digo eu, porque pode ser assim que as “inteligências” que lá de Lisboa nos vão, sempre, Governando, percebam que é absolutamente necessário continuar a alterar comportamentos na nossa sociedade, fazendo-a evoluir para uma SOCIEDADE EUROPEIA DO SEC.XXI, que é necessário por exemplo pôr a Educação e a Justiça a funcionar como deve ser, mas que há decididamente outras formas de o fazer: ESPECIALMENTE ENVOLVENDO OS AGENTES nessa, necessária, transformação.

Mas quem ganhou agora, PSD, e quem como o Bloco ou a CDU agora subiram, desenganem-se em tentar repercutir este resultado para as Autárquicas de 11 de Outubro.

Aí muitas mais questões irão estar em apreço em Tomar. Desde logo a capacidade que esta Câmara, ao longo dos últimos 12 anos, tem tido para piorar, globalmente, a vida dos Tomarenses, com erros e taxas sucessivas que afastam os empregos do nosso Concelho. Desde logo a capacidade, seriedade e honestidade dos Homens que se candidatam a Presidente de Câmara em alternativa ao que lá está hoje. Mas também a capacidade técnica e política das equipas que do PSD, do PS e dos outros se candidatam para exercer as funções de Vereadores.

Mas mais importante do que tudo isso, são as efectivas capacidades que cada uma das forças com expressão eleitoral podem ter para concretizar o que propõem.

Com uma expectável vitória do PS, sem maioria, nas Legislativas de Setembro e a expectável vitória de Paulo Fonseca, pelo PS, na Câmara de Ourém, querem os tomarenses que a sua Câmara seja a única dos Grandes Concelhos do Médio Tejo (Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas) a ser governada por um Partido que não é poder em Lisboa? Não perderia Tomar imenso com tal facto? Acham que será possível continuarmos a “puxar” por Tomar, por exemplo construindo um Novo Tribunal de Trabalho, como o fizemos, ou uma nova Esquadra da Polícia, ou as duas novas Escolas na Jácome Ratton e na Nuno Álvares ou o grande investimento no financiamento às creches, ao desporto e outro associativismo que temos promovido a partir do Governo?

Não seria justo entregarmos a gestão do nosso Município a quem aprovou a execução do IC9 que nos ligará à Nazaré até ao Verão de 2011, ou que quer construir o IC3 de Tomar até Coimbra?

Manter os mesmos, com as mesma, velhas, soluções na Governação de Tomar, serve o interesse de quem?
Que venha o Santo António, que venha o S.João, que já foi o 10 de Junho e há-de vir a Restauração.
E como diz um amigo meu, para melhor está bem está bem, porque para pior já basta assim.
Saúde para todos e bom fim-de-semana.

9.6.09

Santarém já tem novo Governador




O novo Governador Civil do Distrito de Santarém, tomou à pouco posse em Lisboa, na Salão Nobre do MAI, onde tive oportunidade de estar presente.

É Joaquim Adriano Botas Castanho, de 69 anos, consul honorário do Brasil, residente em Santarém, tendo exercido, entre outros, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Santarém e Presidente dos Serviços Municipalizados de Santarém.

Exerce a partir de amanhã, já nas comemorações do 10 de Junho, as funções de Governador Civil.
Todo o Gabinete foi reconduzido nas suas funções.

Uma análise eleitoral às Europeias

Porque quando alguém escreve o que é devido, de pouco vale tentar inventar.

O meu camarada Hugo Costa, já agora Deputado Municipal pelo PS, escreveu uma excelente e sintetica análise ao resultado eleitoral, que vos convido a ler.

http://paisrelativo.net/geral/7-ideias-da-noite-de-ontem/

7.6.09

Estivemos lá, sem vergonha


Obrigado Vital!

Este poderia ter começado por ser um ano de vitórias, se em tempo o PS tivesse podido perceber que não se pode fazer transformações profundas num País como o nosso, numa sociedade como a nossa, sem cuidar de ter toda a "máquina do Estado" a remar para o mesmo lado, com todas as estruturas intermédias da Administração a executarem, com convicção, as determinações do poder político.

Por diversos motivos isso não foi possivel, quer fosse porque temos uma das piores e mais atrasadas esquerdas comunistas e proto-comunistas de toda a Europa, fosse porque uma parte da classe de "patrões" continua a achar que do Estado só deve receber e pouco dar, fosse porque havendo poucos entre os mais de 700 mil funcionários do Estado, que são de facto maus exemplos, são normalmente os que mais se fazem ouvir e atrapalham quaisquer tranformações de paradigma.

Já agora deixem-me lembrar-vos que o PS é um Partido que respeita de onde vêm as pessoas e por isso me sinto bem nele.

Com o PS sempre respirei Liberdade, sempre senti que estava a construir, primeiro um caminho para a Europa, depois a integração nas regras e na construção europeia e hoje, de facto, a construir o futuro da Europa.

Sinto que este é um legado importante que vamos deixar para os nossos filhos.
E sinto que tal é feito com pessoas como Vital Moreira, que em tempos militou no PC, mas que há mais de vinte anos percebeu que não era esse o caminha para um País Moderno como Portugal e como José Vitorino, que em tempos militou no PSD, mas que há quase vinte anos entendeu começar a escolher o PS, como seu parceiro de jornada para o futuro de uma Tomar, com Geração!

Obrigado José, por dares nos tempos difíceis, a cara pelo PS. Juntaste-te em 2005 a nós como independente, hoje militante sabes que não é fácil ser Socialista em Tomar e em Portugal. Não é fácil em tempos de disparate, ter um discurso optimista, positivo, sério e responsável para a condução de um Concelho em crise profunda!

Obrigado a ambos. Espero continuar à altura para vos ajudar a melhorar a nossa vida!

3.6.09

BPN / Ex-dirigentes do PSD - É TUDO GENTE SÉRIA!

A polémica vai alta, sobre a questão da ligação entre altos dirigentes do PSD e um Banco que os simpáticos senhores criaram para cuidar das "suas fortunas". Tudo boa gente e gente séria, acima de tudo.





Mas vamos ler uma pequena prova de quem viveu na primeira pessoa parte da ROUBALHEIRA.

Camilo Lourenço

BPN: memória curta

camilolourenco@gmail.com

Março de 2001.

A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao Banco Português de Negócios. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: o ex-ministro Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.

A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema com a imagem do banco; não havia qualquer problema com o Banco Português de Negócios; Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e à época Presidente do Conselho de Administração daquele Banco (hoje em prisão preventiva) referiu que estava muito "incomodado" com a matéria da capa(para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta.

Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN.

Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!

Nota:

este jornalista foi despedido da "Exame" pelo "democrata" Balsemão, enquanto que o dr Loureiro continuou a "aconselhar" o Presidente da Répública nas suas funções de Estado !?!

29.5.09

Da Tomar do Sec.XIX à Tomar do Sec.XXI

Devemos em Tomar parte do nosso crescimento histórico pela fixação de indústrias desde tempo imemoriais, mas as indústrias do presente milénio são claramente as indústrias do conhecimento.

Tivemos ontem em Tomar o reconhecimento, por parte do Governo da República, de uma das nossas mais importantes indústrias existentes hoje em Tomar: a educação.

Com a presença da Sra. Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues e do Secretário de Estado Adunto, Jorge Pedreira, foi dada posse à nova Directora do Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, a Profª Luísa Oliveira, apenas um dia depois da também tomada de posse da nova Directora da Escola de Santa Maria do Olival, Profª Celeste Sousa.

A presença em Tomar dos mais destacados representantes da Educação do País poderá parecer estranho, se levarmos em conta que há quem diga que em Tomar não se faz nada bem feito, que isto é só crise, que não saímos da cepa torta e outras quantas inverdades que alimentam o ego dos “velhos do Restelo”, mas não alimentam a “barriga do povo”.

Mas a Ministra e o secretaria de Estado da Educação estiveram em Tomar em reconhecimento pelo EXCEPCIONAL TRABALHO que vem sendo realizado pelo Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, que teve o ano transacto numa avaliação externa realizada em centenas de escolas por todo o País, a nota máxima em todos os itens avaliados, facto só alcançado por 5 Escolas a nível nacional.

Ou seja, Tomar tem uma das suas Escolas entre as 5 mais bem avaliadas do País, por uma equipa de peritos externos ao próprio Ministério da Educação. Não só o agrupamento da Gualdim-Pais, há vários anos gerido pela equipa da ProfªLuisa Oliveira, está de parabéns, como todo o Concelho de Tomar.

De recordar que também a Secundária de Santa Maria e de Jácome Raton conseguem ter sistematicamente alunos seus entre as melhores médias do País e o nosso Politécnico, apesar de todo o mal que alguns sectores de Tomar insistem em afirmar ali existir, tem cursos únicos e que são referência nacional, como por exemplo os da área do Restauro, Património, Fotografia ou Turismo Cultural.

Tomar afirma-se hoje e cada vez mais, como um Concelho que aposta na excelência da sua formação básica, secundária e superior, fruto do empenhamento e dádiva dos seus profissionais. O afastamento que a Autarquia teve desta iniciativa, que tentou mesmo boicotar pela tentativa da Vereadora da Educação de marcar uma reunião sobre a educação, com vários agentes, para a mesma hora, não abona nada, em relação ao que deveria ser a atitude da Câmara, na aposta nesta indústria do Sec.XXI.

Numa semana em que após o sequestro da Empresa Platex, esta voltou à laboração, e em que o Governo mantém uma linha de actuação, desde 14 de Maio, na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e que no presente aceitou o Lay-off, para defender os empregos de 200 trabalhadores, a industria histórica de Tomar vai definhando e a nova industria de Tomar, a do conhecimento, ganhou reconhecimento nacional.

Aqueles que se têm procurado alimentar das dificuldades das antigas industrias, PSD, BE e PCP, deviam era de olhar para este sector, que gera em Tomar alguns milhares de empregos directos e indirectos, a tempo inteiro e a tempo parcial e que cuidam, sem grande envolvimento da Câmara Municipal, de guindar Tomar para o sec.XXI, transformando a Cidade Industrial do Sec.XIX e XX, na Cidade do conhecimento do sec.XXI.

Saibamos reconhecê-lo e afirmar que a Tomar de hoje e de amanhã é uma Tomar onde dá gosto viver, crescer, estudar e trabalhar. Saibamos valorizar o que sabemos e fazemos bem, sem vergonha.

Sabemos ser por isso, todos, também, Geração Tomar!

27.5.09

Aviso à navegação

Tive oportunidade de ler no blogue do António Rebelo a transcrição de uma insinuação sobre a minha pessoa, que não sendo verdade, me compete negá-la de forma clara.

O relacionamento que tenho com Paulo Fonseca é estritamente político e pessoal, não envolvendo hoje, como no passado, qualquer relacionamento empresarial ou financeiro. O mesmo se dá entre mim e o candidato do PS a Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Arquitecto José Vitorino.

Vivo unicamente do meu salário por conta de outrém, há muitos anos. Tenho aliás 20 anos de serviço ao Estado, no Exército, na Guarda Fiscal, na Administração central e na administração autárquica. Como sabem sou do quadro de informática da administração pública, estando em comissão de serviço extraordinária no Gabinete do Governador Civil de Santarém. Tenho portanto a minha profissão, não vivendo de quaisquer benesses à mesa do orçamento, como se usa a dizer.

Façam, os meus adversários políticos, o favor de me contestar e contrapor nas minhas opiniões, nas minhas ideias, na minha activiade política, mas nunca mais me confundam com pessoas como as que fizeram da política um estratagema para se guindarem a uma situação económica, por meios duvidosos, que nunca augurariam ter de outra forma. Eu não me chamo ......

Além de nascer livre, tive a educação suficiente para me manter sério e se pensam que em algum momento, através até de pessoas que respeito, como o António Rebelo, me ofendem na minha honorabilidade e seriedade estão muito enganados: sou daqueles que não têm medo de pagar para serem LIVRES!

Defendo hoje, como ontem, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade e pauto a minha vida pela Verdade, pela Justiça, pela Honra e pelo Progresso.
Podem os meus detractores dizer o mesmo? Duvido!

26.5.09

UMA PEQUENA VERDADE SOBRE A IFM

Não me lembro de alguma vez a temática da dificuldade de uma empresa em Tomar ter sido utilizada numa campanha eleitoral de forma tão demagógica e por uma conjugação de actores tão insólitos. Os últimos a entrarem em cena, para dar maior cobertura e consistência à deturpação de factos que dirigentes e candidatos do PCP e do BE têm vindo recorrentemente a esgrimir, foi, nada mais, nada menos, do que o candidato e coordenador do BE em Tomar junto à Fábrica, depois de na semana anterior o Deputado António Filipe do PCP o ter feito junto ao Governo Civil.

Alguém seria capaz de imaginar um comportamento destes de pessoas que sendo deputados (da República e da Europa), quando das suas bocas se não ouviu uma única solução para o problema?

O Governo, pelo seu lado, mantém uma linha de actuação na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e no presente aceitou o Lay-off para defender os empregos de 200 trabalhadores. Disponibilizou ainda técnicos da segurança social para fazer o acompanhamento a situação sociais mais emergentes, pela falta de parte da remuneração, prontamente adiada pelos sindicatos e actuou no sistema de apoios à internacionalização (Plano para o sector das Madeiras), permitindo conjugar soluções de formação, já em preparação pelo Centro de Formação do IEFP, para melhorar a “saída” dos trabalhadores desta crise com melhor nível formativo.

Pelo contrário a actuação destes dirigentes e deputados do BE e do PCP, bem como já em anterior episódio pelo Deputado e Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas (PSD), foi apenas no sentido de tirarem partido de uma empresa em dificuldades, de trabalhadores em dificuldades, de uma economia em dificuldades. A verdade para eles, a relevância social de quem teve que pagar aos sindicatos 3 euros para se deslocar a Santarém (pasme-se!), quando ainda não haviam recebido um cêntimo de salário de Abril, isso não lhes interessa. A isso Miguel Relvas (PSD), António Filipe (PCP), Francisco Louça e Miguel Portas (BE), dignas sanguessugas da miséria alheia, em pura e dura campanha eleitoral à custa das desgraças dos outros, não apontaram um único caminho. Apenas contra, apenas a tentar tirar partido das dificuldades. Soluções, népia!

Para que conste, convém esclarecer que contrariamente ao que tem sido dito, até este momento, ninguém minimamente sério pode dizer que a empresa não paga porque não quer. Que a empresa não paga porque alguém na sua administração se apropriou ilicitamente de quaisquer bens, como oportunistamente alguns agitadores mal intencionados puseram a circular. Mas alguém imagina que uma empresa pode pagar o que quer que seja, se não vender? Que pode manter mais de 200 empregos se não produzir? Que o Estado ou algum Banco viabilizam uma empresa bloqueada, que não produz, nem vende?

A tentativa de mediação por um Presidente de Câmara que mantém uma dívida gigantesca a outro grupo empresarial do Concelho (João Salvador), mais não surge, neste contexto, como um acto de covarde oportunismo de quem não tem qualquer credibilidade pública para ser mediador entre empresários e trabalhadores, por ser ele próprio parte do problema.

A politização do processo tem sido uma vergonha: em primeiro lugar para os trabalhadores e para os dirigentes das empresa e em segundo lugar para Tomar. Não há campanha de promoção para a fixação de empresas, de desenvolvimento de um Concelho que possa assentar numa actuação como esta que se tem vindo a observar. Não há marketing que possa “simular” um Concelho onde todos (PSD, PCP e BE) parecem querer aproveitar-se do mal alheio. Assim não vamos lá!

Desde responsáveis de sindicatos a dizerem verdadeiras barbaridades, como o facto de a empresa não poder estar em Lay-off e ter dívidas aos trabalhadores, até a pseudo-liberais do PSD a pedirem a intervenção do Estado, sem quaisquer análises ou garantias de colocação do dinheiro dos impostos de todos nós, como se estivéssemos no tempo do Gonçalvismo. Destruir a economia nacional e ao mesmo tempo delapidar os cofres do Estado, parece ser a estratégia comum.

Mas a resposta é muito simples: não estamos já em 1975! Intervencionar as empresas, foi precisamente o erro mortal do Grupo Mendes Godinho, que se arrastou até hoje e de onde a IFM vem. Aliás parte substancial do crédito que o BES tem sobre esta empresa vem ainda desse arrastado e rocambolesco ”processo revolucionário em curso” e da nacionalização do Grupo empresarial.

Defender o trabalho e as empresas hoje, não é actuar da forma que se vem vendo na IFM. Sem empresas não há trabalho. Sem trabalho não há salário. E sem salário, só há desemprego. Isso parece ser, sinceramente, o que PSD, PCP e BE querem que aconteça em Tomar.

Permitam-me que eu, os autarcas socialistas de Tomar e os socialistas no Governo de José Sócrates não queiramos isso. Nós não seremos os coveiros da IFM, nem da economia nacional. Quem acredita que destruindo as empresas e a economia herdará uma Cidade, um Concelho ou um País viável e com futuro, continue a alimentar-se da miséria e na miséria acabará.

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25.5.09

Um exemplo

Manuela Moura Guedes vs Bastonário da Ordem dos Advogados

É digno de se ouvir, quem consegue dizer olhos nos olhos a verdade a outrém, sem se deixar intimidar, por um segundo que seja.

Ouvir Marinho Pinto é hoje, em Portugal, um dos poucos bálsamos para o seguidismo e falta de coragem quem por aí grassa.

23.5.09

Sopas do campo na Linhaceira


Com um agradecimento à autarca da Assembleia de Freguesia da Asseiceira, Silvia Marques, que me inunda sempre com as inúmeras actividades da sua Associação.
É de qualquer forma, uma excelente ocasião para dar uma saltada a esta bonita Freguesia do Concelho.
Para que se saiba esta Assicação tem também um sítio cá no burgo virtual que é em www.acrlinhaceira.pt.vu
Boas sopas e boas viagens.

15.5.09

Plano de Apoio ao Sector das Madeiras

[Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz FM98 - repete hoje ás 17H e Domingo, dia 17 às 13H]

Foram hoje recebidos no Governo Civil representantes dos trabalhadores da Platex, para entregarem memorando e pedido de intervenção do Governo, na solução dos problemas aí existentes, que passam por a empresa estar a entrar em lay-Off e os salários de Abril não estarem ainda honrados.

Em primeiro lugar convém explicar que o Lay Off é um regime de excepção, solicitado por uma empresa, que reduzindo o horário de trabalho a METADE, garante ao trabalhador o pagamento de 2/3 da sua remuneração, sem perda de vínculo ou de quaisquer outros direitos ou tempo de serviço. Tem o período máximo de 6 meses e, durante estes, não depende da anuência dos trabalhadores. Cerca de 17% do vencimento é assegurado pela Segurança Social e a qualquer momento pode um trabalhador ser retirado deste regime.

Entretanto já o Governo Civil tinha há cerca de dois meses proposto ao Ministério da Economia o lançamento de uma intervenção prioritária para o sector, que viria a ser anunciada há uma semana, que se denomina PLANO DE APOIO AO SECTOR DA MADEIRA E DO MOBILIÁRIO , constituído por 4 eixos e 31 medidas, que visam criar condições para a manutenção do emprego e desenvolvimento da capacidade exportadora do sector.

"Este programa tem características inovadoras, porque, pela primeira vez, estamos a integrar a madeira e o móvel", sublinhou o Ministro Manuel Pinho na sua apresentação, onde destacou também "o grande enfoque dado à internacionalização e inovação, com apoios concretos para o desenvolvimento do cluster da madeira e do móvel".

A assinatura do memorando de entendimento foi realizada entre um conjunto de entidades públicas e privadas, incluindo representantes da tutela dos sectores da indústria, trabalho e agricultura e ainda várias associações empresariais dos sectores do mobiliário e das indústrias florestais.

O plano de apoio governamental, idêntico ao adoptado para os sectores do automóvel, turismo, têxtil, calçado e cortiça, prevê apoios ao financiamento das empresas, através da facilitação do acesso ao crédito. Mais de 2700 empresas já acederam às linhas de crédito apoiadas pelo Governo, segundo dados do ministério da Economia. O apoio às exportações do sector do mobiliário também está previsto através da partilha do risco com as seguradoras, onde ganha destaque a compra anunciada pelo estado da Importante seguradora COSEC e outras medidas para a internacionalização dinamizadas pelo ICEP. Já a pensar no ciclo económico posterior à crise, o plano prevê ainda medidas de ajustamento ao perfil industrial e tecnológico do sector, apoiando financeiramente, até 40%, a fusão ou aquisição de empresas.

Os cerca de 80 trabalhadores da Platex, hoje recebidos no Governo Civil, foram instados a apostarem na empresa, mantendo os seus postos de trabalho, acreditando que o Governo tudo está a fazer, através de negociações directas que já decorrem com o IAPMEI, para rápida injecção financeira na empresa, que permita recuperar a credibilidade desta junto dos seus fornecedores, RECEBENDO ASSIM MATÉRIA PRIMA e pagar os salários aos seus trabalhadores.

Esse é e sempre foi o entendimento e empenhamento do Governador Civil, num estreito trabalho com os sindicatos e com a administração da empresa, para a manutenção deste importante sector da indústria em laboração no nosso Concelho.

Foram ainda aconselhados os trabalhadores da Platex, a junto do serviço local da segurança social, requererem as actualizações necessárias das suas prestações familiares, em virtude da alteração significativa que seguramente durante os próximos meses vão ter Nos seus rendimentos.

Para isso se criou o ESTADO SOCIAL.

Para isso tem o Governo, ao longo dos últimos 4 anos, aumentado, por exemplo em mais de 25% os respectivos abonos de família, bem como muitas das prestações de apoio familiar.

Para apoiar quem precisa, quando precisa e na medida em que precisa, continuaremos a apostar em defender quem trabalha e quem cria riqueza: é o caso dos trabalhadores e da empresa IFM.

8.5.09

DAS FAMÍLIAS E PELAS FAMÍLIAS

[Artigo publicado no Jornal "O Cidade de Tomar"]

São já conhecidas as propostas que os socialistas vêm apresentando na Câmara, para melhorar a condição social das famílias Tomarenses. Só a título de exemplo relembro a nossa proposta de que as famílias mais numerosas pudessem ver a sua factura da água descer, a partir da contagem dos consumos serem feitos por pessoa que vive na habitação, per capita e não por contador como é actualmente. Há três anos, que sucessivamente apresentamos esta proposta e há três anos que a Câmara a recusa.

Ainda em passada semana o PSD recusou, mais uma vez, a Criação da loja Social de Tomar, instrumento de articulação entre as IPSS, a Segurança Social e a Câmara, de forma a fazer chegar o apoio, na habitação, na alimentação e na educação a quem precisa, de forma articulada e única. Recusou também, com o apoio do grupo dos independentes (a outra face dos anos sucessivos de incapacidade e oportunismo social), a redução das taxas do Mercado Municipal, que visava facilitar a venda dos produtos agrícolas produzidos no Concelho.

Recusou baixar os impostos sobre as empresas da Concelho (Derrama e Taxas sobre investimento), ao mesmo tempo que nada disse sobre quando ia PAGAR os MAIS DE 13 MILHÕES de euros que deve às empresas, muitas delas do Concelho, como por exemplo a João Salvador.

Recusou proposta do PS, de apoio às famílias com crianças com menos de 10 anos e de atribuição de subsídios a fundo perdido por nascimento, entre 400€ e 800€. Esta é a actuação da Câmara PSD, aqui e ali, com a conivência activa dos independentes. Partes do problema, nunca da solução.

Por outro lado o Governo PS, para apoiar mais as famílias atingidas pelo desemprego, irá reforçar com novas medidas o apoio social às famílias, no seu endividamento com a habitação própria e nas suas despesas com a educação.

Na habitação, as famílias serão auxiliadas com empréstimos para habitação própria e que tenham um dos membros do casal em situação de desemprego há mais de três meses.
Será criada, com as instituições financeiras, uma moratória nas prestações de crédito à habitação.

Esta moratória poderá prolongar-se por dois anos e pode ser requerida até ao fim de 2009. Já em Maio estará esta medida em condições de funcionar. Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50% na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5%. Hoje e para um empréstimo de 100 mil euros, a 25 anos, representaria uma redução de mensalidade de 431€ para 235€, considerando a Euribor a 3 meses.

O governo irá também reforçar a bonificação dos juros, para os desempregados titulares de empréstimos no regime de crédito bonificado.

Já em Maio, entram também em vigor medidas extraordinárias, dirigidas aos alunos beneficiários do abono de família que tenham pelo menos um dos pais desempregados há mais de três meses, e enquanto se mantiver a situação de desemprego: esses alunos passarão a ter 100% dos apoios, quer no ensino básico quer no ensino secundário. Este alargamento significará um maior benefício nos manuais escolares para o próximo ano lectivo, mas será concretizado desde já noutros apoios, como as refeições escolares. Significa um apoio, só nas refeições, que pode chegar a mais de 30€ por mês.

O esforço colectivo, que o Estado, através da política solidária do Governo PS, está a fazer, poderá parecer irrelevante para os que têm a sorte de ter uma situação financeira desafogada. Mas 196 euros a menos no crédito á habitação, 30€ nas refeições dos filhos na Escola ou 120€ de devolução de despesas médicas e de educação, como os Socialista propuseram em Tomar, são muito dinheiro, quando se tem 400 ou 500€ por mês para disponibilizar para uma família.

Nisto, como em muitas outras matérias se vê a diferença entre quem faz e quem finge fazer, mas não faz.

5.5.09

Curiosamente é um local ligado à CDU (de Torres Novas), que divulga a denúncia de que terão sido pessoas próximas ao BE, a fazerem a provocação ao cabeça de lista do PS às europeias, na manifestação do 1º de Maio da CGTP.

http://canhotices.blogspot.com/2009/05/olho-loiro.html

Já não há dúvidas que determinada "esquerda" não olha a meios, a métodos, a atitudes, próprias e típicas das ditaduras, que há uns anos diziam combater.

Ninguém acredita que "ordeiros" passeantes do 1º de Maio estivessem prevenidos com pequenos sacos cheios de água, para distribuir aos camaradas. Vai-se a ver foi isso. Mas como passou por ali um senhor, que até havia sido do PCP até há 20 anos, pumba...

Que foi propositado foi.
Que há desordeiros nas fileiras do PCP/CDU e do BE, ninguém duvida.
Que os inflamados discursos sectários e a continuada prática anti-democrática destes dois agrupamentos fomentam o ódio, a intolerança, o dogmatismo e a malvadez mais arcaica e acéfala, também o sabemos há mais de 30 anos.

Basta olharmos para o que dizem alguns dos actuais e ex-esquerdista e comunistas em Tomar, dos renunciados comunistas independentistas Oliveira e Simões, aos discursos de estilo estalinista que Custódio e Graça de quando em vez proferem, para se perceber que desta esquerda não pode o País, o Concelho e a Cidade esperar absolutamente nada.
Estão SEMPRE do lado dos PROBLEMAS, nunca das soluções!

Para a esquerda do BE, da CDU e de outros inorgânicos grupelhos, tipo independentes, só pode a sociedade esperar problemas, como os que, infelizmente, vitimaram o cabeça da lista do PS às Europeias. A cobardia é o seu estilo e a arruaça a sua prática.

E ainda alguns, de quando em vez, pensam em "querer" obrigar o PS a coligar-se com tal tipo de gente.
Safa!

4.5.09

Cenário macro-económico

As previsões de primavera da UE, para o corente ano e para 2010, apontam para:

Crecimento do PIB (produto interno bruto) na Zona Euro(€): 2009: -4,0 e em 2010: -0,1

Em Espanha: 2009: -3,2 e em 2010: -1,0
Em Portugal: 2009: -3,7 e em 2010: -0,8


Desemprego, na Zona Euro(€) 2009: 9,9 e em 2010: 11,5

Em Espanha: 2009: 17,3 e em 2010: 20,5
Em Portugal: 2009: 9,1 e em 2010: 9,8


Inflação, na Zona Euro(€) 2009: +0,4 e em 2010: +1,2

Em Espanha: 2009: -0,1 e em 2010: +1,4
Em Portugal: 2009: -0,3 e em 2010: +1,7
"TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA O TRIUNFO DO MAL, É QUE OS HOMENS DE BEM NADA FAÇAM"

Edmund Burke

1.5.09

O SR. JOSÉ TAMBÉM GOSTA DO CALÓ

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz - FM98, a seguir ao noticiário das 13H00. Repete no Domingo, dia 3, a seguir ao mesmo noticiário]

Hoje, dia do Trabalhador, criado em homenagem aos confrontos havidos e mortes de trabalhadores da Chicago do Sec.XIX, temos hoje em Tomar um pouco, também, do nosso passado.

Estamos hoje inundados, por uma parte do nosso orgulho do passado recente: a Homenagem à primeira equipa que, do Distrito de Santarém, acedeu à 1ªDivisão do Campeonato Nacional de Futebol. Mais do que espelho do interesse por uma forma de desporto de massas, capaz de gerar e mover multidões em todo o mundo, o Futebol e a sua dinâmica ajudam, muitas das vezes, a retratar os índices de desenvolvimento económico de uma determinada região.

Se há quarenta anos, entrámos na 1ª divisão, fruto da pujante indústria de segunda geração que aqui se desenvolvia, alicerçado numa postura regional liderante, hoje disputamos, com todo o mérito, honra e espírito de sacrifício, a distrital com o Riachense, equipa da simpática e desenvolvida vila do vizinho Concelho de Torres Novas.
Está tudo dito. Ou quase…

Termino com duas notas muito breves.

A primeira de forte, empenhado e muito sentido OBRIGADO ao Barnabé, Conhé, Kiki, Caló e colegas, por terem ajudado a que Tomar estivesse no Mapa, durante alguns anos, também em resultado do Futebol. Ajudou de forma decisiva à geração dos meus pais, a serem mais felizes na sua terra e na terra que fizeram sua, da qual têm orgulho e na qual se fizeram geração de Tomar.

A segunda, de reconhecimento pelo exemplo de vida que o Sr.José, operário fabril do nosso Concelho, que seria um “puto” de 10 ou 12 anos, quando Barnabé e companhia eram os heróis locais. O Sr.José que comigo se cruzou há três semanas, que não me conhece, nem eu a ele, deu-me um exemplo de vida, que não esquecerei.

Que fazia aquele homem às oito da noite, junto a uma empenhada funcionária administrativa da sua empresa que lhe dava uma folha a assinar, metido nas suas calças de sarja dura, completamente comidas pelo pó do cimento, provavelmente depois de mais de 10 horas de trabalho duro, a fabricar manilhas?

Assinava a folha e agradecia, com ar condoído, olhar vago e longe dos sonhos de puto, que nos anos sessenta, tinha os calós como heróis. E dizia: "ao menos dará para que não me cortem a luz".
Acabara de receber uma nota de 50 euros, que eu vi, assinando o respectivo vale de adiantamento sobre o seu salário em atraso. Do atraso de um pagamento que a Câmara de Tomar não fez.

E eu dei comigo a pensar o que iria ser o jantar daquele Homem, que era um puto com sonhos, quando eu era pouco mais do que um bebé de colo.

Obrigado Sr.José. Também por si, sou eu hoje, geração de Tomar!

30.4.09

PLATEX E JOÃO SALVADOR – O fim de um sonho?

Nas últimas semanas a situação das empresas IFM (Platex) e João Salvador, ameaça colocar em causa mais de 400 empregos no Concelho de Tomar.

São casos absolutamente diferentes. Se por um lado a João Salvador passa por três problemas diversos, seja a internacionalização de parte do seu investimento, seja pela falta de liquidez e dificuldade de a obter junto da Banca, seja pelas dívidas de milhões de euros que a Câmara de Tomar não paga. Já a IFM, por outro lado, o problema tem essencialmente a ver com a dificuldade de encontrar liquidez e financiamento bancário, para poder honrar os compromissos com fornecedores e assim, dar cumprimento às encomendas existentes.

A Assembleia Municipal desta segunda-feira solidarizou-se, por unanimidade, com o empenhamento do PS em tal tomada de posição.

Pena é que o Sr.Presidente da Câmara PSD, sobre o pagamento das dívidas da Câmara à empresa João Salvador nada tenha dito. Pena é que a Câmara, a quem competiria ajudar as centenas de famílias de Tomar, que em resultado desta situação já passam há meses por situações muito difíceis, sobre esta situação se tenha mantido MUDA e QUEDA. Aliás, o facto de várias (14) propostas do PS terem sido recusadas e que melhoravam o apoio às famílias do Concelho, demonstram que a Câmara PSD insiste, em Tomar, em fazer parte do problema e não da solução.

O programa Governamental de QUALIFICAÇÃO-EMPREGO, à qual está já a IFM a desenvolver as demarches para aderir, poderá permitir que 35% dos seus funcionários acedam a Formação Profissional, enquanto não é possível desbloquear junto da Banca financiamento “à tesouraria”.

Esta solução, à responsabilidade do conjunto de políticas sociais que o Governo PS tem lançado, ajudará parte substancial dos trabalhadores a saírem desta crise em melhores condições de manterem e desenvolver a sua capacidade de trabalho. Se a isto juntarmos a extensão do subsídio social de desemprego, para aqueles que, infelizmente tenham que a ele aceder, criam condições para que, até à retoma económica, seja possível sobreviver.

No Concelho de Tomar, só no último ano, já com 6 meses de acentuada crise, foi ainda assim possível criar cerca de 750 empregos/colocações, ou seja mais de 2 empregos por dia. Para os trabalhadores que vierem a ficar nestas duas empresas sem trabalho, o sonho de um trabalho nelas pode estar desfeito, mas com o conjunto de políticas que continuam a ser apoiadas pelo Governo é expectável que muitos venham no próximo ano a encontrar trabalho noutras empresas. Mesmo nas mesmas áreas, da construção civil ou das madeiras, haverá soluções.

Nem tudo está perdido e o momento é de esperança mas também de responsabilidade, assumida pelo Governo e não pela Câmara. O Presidente Corvêlo de Sousa dizer que “a prioridade da sua agenda é a situação da IFM”, não deixa ninguém descansado, sabendo nós que em 8 anos de autarca, não é conhecido propriamente por ser muito rápido a fazer o que quer que seja. Por aí não podem os trabalhadores ficar descansados.

Mas connosco podem, como sempre, contar!

*Assinado, na qualidade de Coordenador da bancada do PS na AM de Tomar

24.4.09

UM NOVO ABRIL EM TOMAR

[Artigo publicado na edição de hoje do Jornal "O Templário", sobre uma visão sobre o Abril que é necessário HOJE!]


Em Junho de 2006, após dois anos de insistência, a Assembleia Municipal aprovou uma Moção no sentido de Tomar constituir uma equipa de trabalho, com vista à implementação de uma Agenda XXI Local.

Visando dar corpo ás melhores práticas internacionais de constituição de “comunidades sustentáveis”, na linha de intervenções realizadas, por exemplo em Halifax e Burnley, em Inglaterra, onde o equilíbrio entre o desenvolvimento económico e o equilíbrio ambiental, se concretiza sem deixar de ter sempre um olhar atento no desenvolvimento social.

Por isso mesmo, tem o PS insistido ao longo dos últimos anos, na importância da REDE SOCIAL, só efectivamente criada há dois anos. Por isso mesmo, têm vindo os seus autarcas a insistir, desde há um ano, na criação da LOJA SOCIAL (ver www.tomar.psdigital.org).

Muitos dos problemas de DESIQUILÍBRIO social, motivado pelo acelerar da crise social, que há vários anos, assentou raias no Concelho, teriam melhores instrumentos de resolução se Tomar não tivesse sido o penúltimo Município do País a criar a sua rede social. Se a decisão da Assembleia de criar uma AGENDA XXI Local, não estivesse há quase 3 anos parada ou se já estivessem a serem dados os passos para a criação da LOJA SOCIAL.

Uma Loja Social, mais não é do que um sistema, baseado num “Balcão Único” de atendimento social onde, por exemplo, o apoio à habitação ou às refeições escolares, responsabilidades dos Municípios, se interpenetram com as subvenções sociais de responsabilidade da Segurança Social e integrassem, por exemplo, as disponibilidades existentes das IPSS, da Caritas ou de outras expressões de apoio social existentes no Concelho.

UMA RESPOSTA INTEGRADA.
Um conceito de ENFOQUE no cidadão. De resolução do seu problema, HOJE!

Mas no desenvolvimento do que é hoje entendido como a COMUNIDADE SUSTENTÁVEL, os aspectos de onde vivem as pessoas (no centro das cidades/aldeias ou nas suas periferias, por exemplo), cruzam-se com os modos de acesso aos principais serviços (a pé, de transporte público ou de carro).

A revisão do PDM em Tomar é também parte deste processo, que há mais de 10 anos se arrasta sem fim à vista. Por exemplo, a facilitação da junção de artigos matriciais, para recuperação de habitações no centro da cidade e aldeias do Concelho, já proposto pelo PS no Município, é também um caminho para a concretização desta vivência no Sec.XXI.

E como tudo está interligado, a existência de Escola de proximidade (por Freguesia), no mínimo no pré-escolar, é parte integrante deste conceito, ideológico pois sim, de querer que Tomar viva sob o paradigma do DESENVOLVIMENTO a caminho de UMA COMUNIDADE SUSTENTÁVEL.

Se Abril deu pleno caminho aos 3 D’s (Democracia, Desenvolvimento, Descolonização); em Tomar falta concretizar o NOVO ABRIL, com os 3 S’s, de Sustentável, Serviço e Solidariedade.

Que venham mais cinco!

23.4.09

Artigo no Jornal "Cidade de Tomar"

Este é o artigo de opinião que saírá no Jornal "O Cidade de Tomar" de amanhã, dia 24 de Abril, apesar de já estar disponível nas bancas hoje.

A DEMAGOGIA DEVE TER LIMITE

Já muito se falou da crise económica internacional e das suas consequências sociais que um pouco por todo o mundo e também no nosso Concelho, vão surgindo.
Já se teve conhecimento dos contributos dados pelo PS, nestes últimos anos, para minorar os efeitos da crise nas Famílias e nas Empresas do Concelho e disponíveis para consulta em www.tomar.psdigital.org

Infelizmente nas últimas semanas duas situações se agravaram no nosso Concelho, tendo levado a uma tomada de posição do PSD, através dos seus deputados, encabeçados por Miguel Relvas, que enquanto oposição ao Governo se mostram muito preocupados, mas enquanto maioria PSD na Câmara de Tomar, só vêm prejudicando as empresas do Concelho.

Acham que exagero? Então pensemos em conjunto: devia ou não a Câmara Municipal de Tomar mais de 2,5 milhões de euros à empresa João Salvador no final do ano de 2008? Devia e os valores constam da conta de gerência aprovada na passada semana pela Câmara.
Devia e deve!
Mas sabem quanto custa isso, só em juros bancários desde o início do ano à empresa? Mais de 100 mil euros, ou seja mais de 320€ a cada um dos seus trabalhadores. Isto é responsabilidade da Câmara Municipal. Não responsabilidade de nenhum Governo. A isto não diz o Deputado Miguel Relvas, nem o PSD em Tomar nada? Não convém, decerto!

Mas já sabem fazer requerimentos ao Governo sobre a situação da IFM, apenas para encher Jornais em Tomar, porque sabem, como eu sei, como o Sr. Presidente da Câmara sabe, que não compete ao Governo tratar da situação da IFM ou de qualquer empresa em concreto.
O problema que a IFM tem é um problema que tem como causa primordial, a Banca não disponibilizar dinheiro, em tesouraria, a uma empresa que factura mais de 26 milhões de euros ao ano e exporta 75% da sua produção.
O problema não está, como os deputados do PSD induzem, na falta de apoio GOVERNAMENTAL ao sector exportador das madeiras ou qualquer outro. Os apoios já existem, os seguros de crédito à exportação, com aval do Governo, estão já a funcionar.
O problema não é esse.
O problema é que a Banca não liberta fundos de tesouraria, que servem a maior parte das vezes para pagar SALÁRIOS e a PEQUENOS FORNECEDORES. Pelo menos a banca privada não o está a fazer. Esse é o problema.

Aquilo que os deputados do PSD e os seus companheiros da maioria da Câmara estão a fazer com a IFM, baseia-se na MENTIRA, chama-se OPORTUNISMO e configura uma verdadeira CHANTAGEM POLITICA.
E demonstra uma coisa que é já PATOLÓGICO neste tipo de pessoas que nos vem GOVERNANDO EM TOMAR: além de falsos são irresponsáveis! Nunca têm a culpa de nada.
Têm atrofiado a economia local com taxas absurdas. Obrigam, por exemplo um pequeno café ou um cabeleireiro a pagar mais de 3000€ em compensação de lugares de estacionamento, mesmo antes de abrir um negócio, que nos primeiros anos grandes dificuldades vai ter para ter lucro. Mantêm dívidas de mais de 13 milhões de euros (entre a despesa corrente e a despesa de investimento), com forte relevância na economia local, às empresas pequenas, médias e grandes sedeadas no Concelho.

Vão começar a pagar agora porque o GOVERNO PS lhes facultou o “Programa Pagar a tempo e horas” e os obrigou a reduzirem os prazos de pagamento para 90 dias.
Disso não fala Miguel Relvas e o seu PSD? Não lhe convém?
Quem será responsável pela não falência imediata de diversas empresas no Concelho, a quem a Câmara deve milhões, é o Governo PS que obrigou a Câmara PSD a lhes pagar.
Mas sabem vir falar de uma empresa onde a responsabilidade do Governo é nula.
Mas não pagaram durante meses à João Salvador e os seus funcionários tiveram que suportar, sem receber, os juros que a empresa teve de pagar pelos DOIS MILHÕES E MEIO de dívida da Câmara PSD de Tomar. Uma vergonha. Um desprestígio para o poder político.

É inconcebível que Miguel Relvas, Corvelo de Sousa e o PSD, se comportem assim com as empresas, com os trabalhadores das empresas de Tomar e suas famílias.
É necessário que estes e estas lhes façam, ao PSD, PAGAR O PREÇO DA SUA MENTIRA, DA SUA IRRESPONSABILIDADE.

Mas querem saber o que o Governo está a preparar para resolver esta e outras situações? Muito simplesmente CRIAR CONDIÇÕES para que possam ser as Associações Empresarias, como é o caso do nosso NERSANT, com o qual aliás a Câmara PSD de Tomar nunca quis quaisquer relacionamentos ao longo dos últimos 12 anos, para poderem servir de ligação entre as empresários e a banca, para que com o aval do estado, não seja cada empresário a negociar os “Fundos de Tesouraria”, a “Renegociação das letras” ou das “contas caucionadas” de forma isolada, mas sim em bloco e através da força do Associativismo Empresarial.

Esta é a solução para empresas como a IFM, viáveis, em sectores competitivos e exportadores. Este é o caminho que vem sendo defendido, pelo que é público, pelo Sr. Governador Civil e pelo Sr. Presidente do NERSANT.
Este é o contributo que o Governo PS pode e deve dar neste caso, que ao contrário dos deputados PSD do Distrito, com Miguel Relvas à cabeça, que mais parecem aves de rapina, que esvoaçando sobre os possíveis “restos” empresarias, tentam de forma oportunista daí tirar dividendos políticos.
Mas esquecendo-se de que quando têm responsabilidade, como é o caso da Câmara de Tomar, vão prejudicando AS EMPRESAS por NÃO PAGAREM a quem devem, a tempo e horas, COLOCANDO assim muitas FAMÍLIAS NA MISÉRIA.

É de facto inconcebível, que este tipo de pessoas possam ainda continuar a governar-nos em Tomar. Temos de os fazer PAGAR por isso, já que eles NÃO QUEREM PAGAR A QUEM DEVEM!

A demagogia deve ter um limite e esse limite, em Tomar, já foi atingido há muito.

20.4.09

A nossa Região (Lisboa e Vale do Tejo)


A Região de Lisboa e Vale do Tejo, a maior do País, onde Tomar se incluí, tem já cerca de 3,5 Milhões de habitantes.
A NUTIII Médio Tejo, a menor de todas as 5 que compõe a região tem 231304, na estimativa do INE, do final de 2007.
A dimensão dos Concelhos do Médio Tejo era o seguinte, em residentes (2007) e eleitores (2008):
Ourém - 50606 residentes (44466 eleitores)
Tomar - 42295 residentes (39466 eleitores)
Abrantes - 40349 residentes (37577 eleitores)
Torres Novas - 37101 residentes (33145 eleitores)
Entroncamento - 21329 residentes (16689 eleitores)
Alcanena - 14699 residentes (13242 eleitores)
Ferreira Zêzere - 9170 residentes (8412 eleitores)
V.N.Barquinha - 8122 residentes (6751 eleitores)
Sardoal - 3858 residentes (3711 eleitores)
Constância - 3388 residentes (3502 eleitores)

17.4.09

É INCONCEBÍVEL TAMANHA DEMAGOGIA

Já aqui falámos muito da crise económica internacional.
Já aqui lembrámos os contributos dados pelo PS na Câmara para minorar os efeitos da crise nas Famílias e nas Empresas do Concelho.

Infelizmente nas últimas semanas duas situações se agravaram no nosso Concelho, tendo levado a uma tomada de posição do PSD local através do seu deputado Miguel Relvas, que enquanto deputado da oposição ao Governo se mostra muito preocupado, mas enquanto verdadeiro “dono” da maioria PSD na Câmara, só prejudica as empresas do Concelho.

Acham que exagero? Então pensemos em conjunto: devia ou não a Câmara Municipal de Tomar mais de 2 milhões e meio de euros à empresa João Salvador no final do ano de 2008? Devia e os valores constam da conta de gerência aprovada esta semana. Devia e deve. Mas sabem quanto custa isso, só em juros bancários desde o início do ano à empresa? Mais de 100 mil euros, ou seja mais de 300€ a cada um dos seus trabalhadores. Isto é responsabilidade da Câmara Municipal. Não responsabilidade de nenhum Governo. A isto não diz Miguel Relvas nem o PSD de Tomar nada? Não convém.

Mas já sabe fazer requerimentos ao Governo sobre a situação da IFM, apenas para encher Jornais em Tomar, porque sabem, como eu sei, como o Sr. Presidente Corvelo Sousa sabe, que não compete ao Governo tratar da situação da IFM ou de qualquer empresa em concreto. O problema que a IFM tem é um problema que tem como única causa, aquilo que já aqui falamos, que é a Banca não disponibilizar dinheiro a uma empresa que factura mais de 26 milhões de euros ao ano e exporta 75% da sua produção. O problema não está, como os deputados do PSD induzem, na falta de apoio GOVERNAMENTAL ao sector exportador das madeiras, ou qualquer outro. Os apoios existem e os seguros de crédito à exportação estão a funcionar. O problema não é esse. O problema é que a Banca não liberta fundos de tesouraria, que servem a maior parte das vezes para pagar SALÁRIOS e a PEQUENOS FORNECEDORES. Pelo menos a banca privada não o está a fazer. Esse é o problema.

Aquilo que Miguel Relvas e os seus companheiros do PSD estão a fazer com a IFM, chama-se MENTIRA. Chama-se OPORTUNISMO. Chama-se CHANTAGEM. E demonstra uma coisa que é já PATOLÓGICO neste tipo de gente que nos vem GOVERNANDO EM TOMAR: são falsos e são irresponsáveis. Nunca têm a culpa de nada. Têm atrofiado a economia local com taxas absurdas. Obrigam, por exemplo um pequeno café ou um cabeleireiro a pagar mais de 3000€ em compensação de lugares de estacionamento, mesmo antes de abrir um negócio, que nos primeiros anos grandes dificuldades vai ter para obter lucro. Mantêm dívidas de mais de 13 milhões de euros, entre a despesa corrente e a despesa de investimento, com forte relevância na economia local, às empresas pequenas, médias e grandes sedeadas no Concelho.

Vão começar a pagar agora porque o GOVERNO PS lhes facultou o “Programa Pagar a tempo e horas” e os obrigou a reduzirem os prazos de pagamento para 90 dias. Disso não fala Miguel Relvas e o seu PSD? Não lhe convém? Quem será responsável pela NÃO falência imediata de diversas empresas no Concelho, a quem a Câmara deve milhões, é o Governo que obrigou a Câmara a lhes pagar. Mas sabem vir falar de uma empresa onde a responsabilidade do Governo é nula. Mas não pagaram durante meses à João Salvador e os seus funcionários tiveram que suportar, sem receber, os juros que a empresa teve que pagar pelos DOIS MILHÕES E MEIO de dívida da Câmara PSD de Tomar. Uma vergonha. Um desprestígio para o poder político.

É inconcebível que Miguel Relvas, Corvelo de Sousa e o PSD, se comportem assim com as empresas, com os trabalhadores das empresas de Tomar e suas famílias. É necessário que estes e estas lhes façam, ao PSD, PAGAR O PREÇO DA SUA MENTIRA, DA SUA IRRESPONSABILIDADE.

Mas querem saber o que o Governo está a preparar para resolver esta e outras situações? Muito simplesmente CRIAR CONDIÇÕES para que possam ser as Associações Empresarias, como é o caso do nosso NERSANT, com o qual aliás a Câmara PSD de Tomar nunca quis quaisquer relacionamentos ao longo dos últimos 12 anos, para poderem servir de ligação entre as empresários e a banca, para que com o aval do estado, não seja cada empresário a negociar os “Fundos de Tesouraria”, a “Renegociação das letras” ou das “contas caucionadas” de forma isolada, mas sim em bloco e através da força do Associativismo Empresarial.

Esta é a solução para empresas como a IFM, viáveis, em sectores competitivos e exportadores. Este é o caminho que vem sendo defendido, pelo que é público, pelo Sr. Governador Civil e pelo Sr. Presidente do NERSANT. Este é o contributo que o Governo PS pode e deve dar neste caso, que ao contrário dos Deputados PSD do Distrito, com Miguel Relvas à cabeça, que mais parecem ABUTRES esvoaçando sobre as possíveis carcaças empresarias, tentando de forma oportunista daí tirar dividendos políticos. Mas esquecendo-se de quando têm responsabilidade, como é o caso da Câmara de Tomar, não prejudicarem AS EMPRESAS e PAGAREM A QUEM DEVEM, NÃO COLOCANDO MUITAS FAMÍLIAS NA MISÉRIA.

É de facto inconcebível que este tipo de pessoas possam ainda andar na rua de cabeça erguida e merecerem de nós um tratamento respeitoso, a que urbanidade nos obriga. Temos de os fazer PAGAR por isso, já que eles NÃO QUEREM PAGAR A QUEM DEVEM!


[Crónica lida aos microfones da Rádio Hertz (FM98), após o noticiário das 13H00 – repete dia 19 (Domingo) após as 13H00]

13.4.09

A (des)propósito das dívidas da Câmara de Tomar

O nosso Município terminou o ano de 2008 com mais de 10 milhões de euros de dívidas de capital, essencialmente a fornecedores de obras, como por exemplo a firma João Salvador, com cerca de 2,5 Milhões de euros.

Estes 2,5 Milhões de euros, que esperamos venham agora a ser rapidamente pagos ao abrigo do programa lançado pelo Governo PS, de "pagar a tempo e horas", foram e são um dos muitos e graves problemas que a firma João Salvador tem tido nos últimos tempos.

Só para se ter uma ideia esta dívida da Câmara representa, à taxa média do juro praticado pela banca comercial para o tipo de risco que representa uma firma como a João Salvador, digamos de 18%/ano, qualquer coisa como 37.500€ só de juros por mês.

Como estamos certos que a Câmara de Tomar, desde 31/12/2008 não terá pago um único centavo ao João Salvador, temos portanto só em juros qualquer coisa como 112.500€, nos primeiros três meses de 2009.

Como todo o grupo terá cerca de 350 funcionários, cada um destes, teve que "pagar" directa ou indirectamente à Banca um montante na casa dos 321€, à RESPONSABILIDADE DA MÁ GESTÃO DA CÂMARA PSD DE TOMAR.

Este é mais um triste exemplo de que esta Câmara já ultrapassou o seu prazo de validade.

Pena é que no seu estretor, possa ajudar a levar à falência um grupo empresarial da dimensão da João Salvador.

Mesmo que tal não aconteça e muito sinceramente esperamos que não, já levou sei-o bem, muitas famílias ao desespero. Famílias de gente que vive em Tomar e que deveria ter da parte da sua Câmara outra sensibilidade, outro respeito, outra atitude.

A palavra de ordem para o futuro, como sempre o foi no passado, é essa mesmo: ATITUDE.

Só nos resta UMA: MUDAR!

8.4.09

A INDEPENDÊNCIA DA GUALDIM-PAIS

Falamos da colectividade e não da escola, para nos situarmos e falamos da instituição e não do seu voluntário presidente há 23 anos, para não nos equivocarmos.

Exemplo de desenvolvimento de um projecto colectivo, iniciado há mais de uma centena de anos, pelos homens de “além da ponte”, começou por ser mais uma Banda de Música no Concelho de Tomar.
Isto aconteceu ainda no tempo em que as Bandas serviam de afirmação, de uma cada vez maior pequena burguesia urbana e de um infindável operariado industrial emergente.
A colectividade viveu o percurso normal deste tipo de instituições durante o sec.XX, com actividades diversas no recreio, desporto e na cultura, da pesca ao campismo, do cinema ao xadrez, da música à dança, dos mini-trampolins às actividades de tempo livre, por exemplo.

Com o advento das novas necessidades de serviços nas áreas da cultura, do desporto e do social, a partir dos anos 80 a colectividade evoluiu para um sistema mais profissionalizado, que ganha especial destaque com a construção do então Pavilhão Desportivo.
O empresário da construção civil, responsável pela sua construção, foi recentemente homenageado publicamente, especialmente por ter sabido esperar 12 anos pelo respectivo pagamento.
Aliás, a história da Gualdim-Pais, que conheço pessoalmente desde 1983, é fruto de um conjunto bem sucedido de dádivas, empenhamento dos seus milhares de sócios, dezenas de dirigentes e muito especialmente das suas, também voluntárias, centenas de participantes e colaboradores.

A aposta no trabalho pelo colectivo, que aprendi cedo na música, na outra Banda da cidade diga-se em abono da verdade, encontrei diariamente durante dezenas de anos na Gualdim-Pais, no respeito pela diversidade individual e trabalhando sempre em prol do colectivo.
Esta forma de estar, fez-me a mim e estou certo que a milhares de jovens, ao longo das últimas décadas, melhores cidadãos, depois de termos passado pela música, pelo desporto ou pelos acampamentos da Gualdim-Pais.
Sempre foi aquela instituição, uma casa de diversidade, de respeito e de entre ajuda, fortemente alicerçada na construção solidária, onde as grandes discussões sempre aconteceram para melhoria e engrandecimento do projecto que, estou certo que todos, íamos construindo.

Varias vezes ao longo da sua história, foram tentados aproveitamentos partidários, a que sempre os seus sócios e dirigentes souberam por cobro e limite.
Esperemos que a expectável candidatura pela CDU à Câmara Municipal, do seu Presidente da Direcção, não venha a colocar novamente essa questão, sobre uma instituição que é pertença de todos os seus sócios, de todos os quadrantes partidários.
Para mim e estou certo que para muitos outros não comunistas, a Gualdim-Pais é muito mais do que o seu Presidente e as suas perfeitamente legítimas, participações cívicas na política Tomarense.

A Gualdim-Pais é uma instituição que deverá ser honrada na sua história, com total independência partidária, respeitando o trabalho que a todos permitiu fazer em prol da cultura e do desporto no Concelho de Tomar.

6.4.09


AS MULHERES NA PRIMEIRA REPUBLICA - Percursos e imagens
Na Biblioteca-Museu República e Resistência, Espaço da Cidade Universitária (Lisboa) - Rua Alberto Sousa 10A (Zona B do Rêgo)
CICLO DE CONFERÊNCIAS
22-Abril (18H30)
29-Abril (18H30)
6-Maio (18H30)
Parceria CML/Univ Nova/FCSH

25.3.09

Extracto do Jornal, O Cidade de Tomar, da passada semana.

Exemplo de uma actuação sindical correcta: denunciar erros do sistema, para que ele possa melhorar.

Desconheço neste momento, sinceramente, se esta questão é de todo assim, mas em todo o caso o que aqui é relevante são duas coisas:

1º Um exemplo de um sindicalismo, que não é de correia de transmissão de um qualquer comité central, ou dirigido localmente por um qualquer;

2º A prova de que muito falta ainda fazer no nosso Ministério da Educação, apesar de todas as críticas que se tem feito à actuação do Governo no sector: alguns dos serviços mantêm os velhos hábitos de não passarem cartuxo a ninguém, funcionando em verdadeira autogestão.

No final, vão ver, lá se assumirá o erro, com a coitada da Ministra a pagar as favas, mas ninguém dentro da estrutura administrativa do sector responsável, será responsabilizado pelo erro.

Não será tempo de pôr mesmo aquilo na ordem?

20.3.09

Precisamos em Tomar, de mudar!

Vimos dando nos primeiros meses deste ano, especial atenção às situações decorrentes da crise financeira internacional, que rapidamente alastrou por todo o mundo e começa agora a fazer-se sentir, de forma cada vez mais notória, também, no nosso Concelho.

Tendo uma origem bem identificada na total e absoluta irresponsabilidade da alta finança internacional, o colapso deste NEO-LIBERALISMO económico e político, tem levado à redução abrupta do consumo mundial.

Com a redução do consumo, cada vez mais empresas têm dificuldade em vender os seus produtos, e com o sucessivo aperto por parte das instituições financeiras, que renegoceiam os spreds comerciais, neste momento, já na ordem dos 15 a 20% ao ano, mais empresas têm dificuldade em se financiar para cumprir o pagamento dos salários aos trabalhadores e as contribuições ao Estado.

Apesar de estarmos, em Portugal, muito longe da situação que tínhamos há 24 anos, quando mais de meio milhão de Portugueses tinha mais de 6 meses de salários em atraso, a situação começa a ser preocupante.

Também no nosso Concelho situações em médios e grandes grupos como o Freitas Lopes, a Platex ou o João Salvador, que envolvem já perto de 700 trabalhadores, não podem deixar de nos preocupar. Especial atenção merece quando um destes grupos aponta, além da crise financeira internacional, o facto de o Município não honrar os compromissos financeiros que para com ele tem.

Especialmente agora que o tribunal de contas recusou aceitar o empréstimo para a Câmara pagar a decisão judicial de indemnizar a ParqT, em mais de 750.000€, não vai conseguir a Câmara pagar o que deve ao João Salvador ou a outra qualquer empresa.
A falência técnica da Câmara PSD é cada vez mais uma realidade, como sempre o PS disse.
O problema da crise em Tomar, não é assim de hoje, como muito bem sabemos.


A nível nacional e perante o avolumar de problemas financeiros, económicos e agora também sociais, tem o Governo dado resposta pronta, seja estendendo o subsídio social para desempregados por mais seis meses, que a título excepcional entra em funcionamento no próximo dia 1 de Abril, seja reduzindo o pagamento especial por conta e baixando o IRC às Empresas, por exemplo.

Também em inúmeros Municípios maiorias e oposições políticas confluíram para minorar os impactos sociais junto dos seus cidadãos. Em Tomar o assunto assumia especial ênfase em virtude de sucessivos anos de verdadeira RAPINA financeira feita pela Câmara aos seus cidadãos. Fosse nas taxas para a construção ou outras taxas aplicadas por exemplo para a instalação de empresas, na área do comércio, da indústria ou dos serviços. Só para se ter uma ideia um T3 em Tomar tem incorpurado em taxas para o Município, directas e indirectas, mais de 10.000 €, enquanto que em Abrantes ou Torres Novas, o valor não atinge 4.000€.

Nesse sentido, foi feito um esforço por toda a oposição para apresentar propostas que melhorassem a situação das pessoas e das empresas de Tomar. Na essência, o PSD recusou TODAS as que foram presentes pelo PS.

Recordo neste momento duas apresentadas pelo PS, e recusadas, que fazem todo o sentido.
A primeira que era a ISENÇÃO nos Transportes Urbanos de Tomar para todas as crianças até aos 10 anos e a redução de 75% nos bilhetes para os jovens até aos 18 anos e dos idosos com mais de 65, garantindo ainda a extensão da rede para a periferia da Cidade, que mais tarde os seus residentes vieram a exigir.
E, a segunda, a isenção total de taxas para investimentos do comércio local, das pequenas industrias e investimentos no turismo e a devolução de UMA HORA no Estacionamento a quem adquirisse produtos no Comércio local.

Estes exemplos, seguem na boa linha do que o Governo agora deliberou, criando uma moratória no pagamento das prestações à habitação.

Na habitação, as famílias serão auxiliadas com empréstimos para habitação própria e que tenham um dos membros do casal em situação de desemprego há mais de três meses.
Será criada, com as instituições financeiras, uma moratória nas prestações de crédito à habitação. Esta moratória poderá prolongar-se por dois anos e pode ser requerida até ao fim de 2009. Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50% na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5%.

Se o Governo PS defende as famílias, porque não o faz, também a Câmara PSD?

Ainda no que diz respeito ao investimento que vimos fazendo nas famílias e em Tomar, convém lembrar o Programa de Alargamento da Rede de Educação Pré-Escolar, estabelecido com municípios e instituições de solidariedade, de forma a poder garantir a TODAS as crianças com 5 anos o acesso ao PRÉ-ESCOLAR.

Com um investimento de 36 milhões de euros, 50% suportado pelos Ministérios do Trabalho e da Segurança Social e da Educação, o programa tem por base a concertação estratégica entre o governo, as autarquias e as instituições privadas de solidariedade social. 300.000€ já foram investidos em Tomar, na nova creche da Gualdim-pais, que será inaugurada no Sábado dia 28, às 15Horas pelo Ministro do Trabalho Vieira da Silva.
Com esta medida pretende-se generalizar o acesso ao ensino pré-escolar para combater as desigualdades.

Promover a justiça social é, sempre foi, o apanágio da governação socialista.
Por isso, precisamos em Tomar de mudar.
Mas já agora, só vale a pena mudar, se for mesmo para melhor.
O PS em Tomar vem demonstrando, de facto, ser a melhor solução para o nosso futuro.
Pode acreditar!


[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz - FM98, hoje após o noticiário das 13H00, repetido no Domingo, também após o noticiário das 13H00]

18.3.09

UMA SÓ ATITUDE: A DEFESA DE TOMAR!

Temos vivido os últimos anos em Tomar, naquilo que poderemos definir como a fuga contemplativa.
Fugimos permanentemente dos problemas, com isso ajudando a criar outros. De seguida contemplamo-los, colocando quase sempre a culpa em terceiros.

Primeiro foi a culpar a economia nacional ou internacional, pelas sucessivas falências, pelas sucessivas incapacidades de gerirem os seus grupos empresariais, demonstradas pelas famílias tradicionais e de referência de Tomar. Incapacidades cimentadas na inadaptação aos novos paradigmas tecnológicos e de gestão dos anos 70 e 80.

Depois, foi durante essas e seguintes décadas, a fuga à realidade alimentada pela sucessiva especulação imobiliária, que teve o seu auge em meados dos anos 90, brilhantemente continuado nos anos seguintes. Aos problemas existentes, sem resolução eficaz, juntaram-se outros, a começar pela sucessiva rapina aos bolsos dos tomarenses, com elevadas taxas administrativas e prestação de serviços ao nível do terceiro mundo.

Temos fugido assim da realidade, culpando sucessivamente todos os Governos pelos males que são de nossa responsabilidade, especialmente porque a escolha da Câmara só depende de nós e na escolha do Governo, os tomarenses contam apenas com 0,5% dos votos, ou seja não decidem absolutamente nada.

A defesa de Tomar, de quem defende verdadeiramente Tomar, a sua história, compromisso simbólico e futuro estratégico, faz-se fazendo. Não se faz dizendo que se faz. Essa é uma diferença a que pouco a pouco, cada vez mais pessoas vão dando valor: valorizam quem apresenta resultados.

Os resultados da Câmara ou a ausência deles, são cada vez mais notórios. Quanto ao resto é fácil de ver:

Quem resolveu em definitivo as acessibilidades de Tomar à Nazaré (IC9) e a Coimbra (IC3), o primeiro já adjudicado e que será concluído até ao Verão de 2011 e o segundo no final do processo de adjudicação?

Quem resolveu em definitivo a vergonha que era a manutenção do Tribunal de Trabalho nas suas velhas instalações e abriu novas e funcionais instalações para o mesmo?

E quem instalou a PSP numa nova esquadra, devolvendo ao Município um edifício de sua propriedade, que durante dezenas de anos por essa foi ocupada?

Quem trouxe para Tomar um dos cem mini-campos desportivos, sintéticos, a nível nacional e dos oito do Distrito, a instalar até final de Maio, junto à associação das Serras da Sabacheira, que beneficiará a prática desportiva informal?

E quem investiu de forma determinante na nova creche da Gualdim-pais e que o Ministro Vieira da Silva vem inaugurar oficialmente no próximo dia 28 de Março?

Quem investiu desta forma em Tomar, sem ter responsabilidade directa na gestão do Município, merece ter o apoio do povo para governar o Município de Tomar.

Essa decisão podemos nós tomar, sem a ajuda de ninguém.

E aí acabarão definitivamente as desculpas!


[Artigo publicado na edição de 20 de Março de 2009, do Jornal "O Templário"]

11.3.09

Uma pessoa a falar verdade?

MEDINA CARREIRA, dixit

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"


E eu até nem sou de citar muito os outros ou de propagandear quem diz "apenas mal", mas este apanhado do Prof.Doutor Medina Carreira é de facto exemplar.

Exemplar pela pluralidade do pensamento que denota. Pela sua acutilância e coragem que demonstra. Pela clareza com que afirma aquilo que muitos não querem ver, mas que é essencial: DIZER A VERDADE AO POVO.
Quem assim agir, estou certo, ganhará muitos inimigos, mas no final acabará por ter a população do seu lado.

Os valores e os princípios não são negociáveis. A ética republicana que na política devemos prosseguir, também não.

Não há Homens sempre certos, nem sequer ideias sempre correctas. Há sim circunstâncias (MOMENTOS) e pensamentos (IDEIAS) correctas e pessoas que em cada o momento as/os sabem colocar em marcha.

Que façamos nós parte desse movimento: PELA VERDADE NA POLÍTICA!

6.3.09

Nota do dia na Rádio Hertz

Nota do dia, na Rádio Hertz [FM 98], lida hoje, após o noticiária das 13H00, repetida noDomingo, dia 8 de Março, depois do noticiário das 13H00.


As últimas semanas têm sido muito positivas para Tomar, apesar de algum desânimo que representou a resposta do Município às dificuldades dos Tomarenses, nas medidas de combate à crise.

Dizemos isso porque, por exemplo, foi ontem assinado em Lisboa um contrato entre o Instituto do Desporto, a Federação Portuguesa de Futebol e o Município, para a instalação no Concelho de um dos 100 mini–campos desportivos, pagos pelo Estado, a serem colocados esta ano em todo o País.


Estes mini-campos, são conforme o próprio nome indica, pequenos campos, em piso sintético, com dimensões aproximadas de 22 por 12 metros, que permitem a prática desportiva informal de futebol, andebol, basquetebol ou outros jogos com bola.

O grande objectivo destes mini-campos é o de fomentar a pratica desportiva, não oficial, portanto de tipo informal e é totalmente pago pela administração central, ficando apenas a autarquia com a responsabilidade da sua manutenção. Trata-se assim de uma oferta do Governo ao Concelho de Tomar, facto que não é demais destacar, especialmente quando estamos em tempo de dificuldades financeiras.

Este mini-campo irá ser instalado e ficar, digamos assim, à guarda do Grupo Desportivo e Recreativo da Sabacheira, clube que vem tendo nos últimos anos um desenvolvimento espectacular na divulgação e captação de centenas de jovens para a actividade física e dirigido por uma equipa jovem e dinâmica.

A juntar a esta boa notícia temos uma outra, que devendo orgulhar todos os Tomarenses, motivou uma azeda troca de galhardetes na última assembleia municipal.

Falamos da assinatura, realizada no castelo de Leiria no passado dia 26 de Fevereiro, do contrato de concessão Litoral-Oeste, onde está inserido o nosso IC9. E digo nosso, porque em todos os discursos e divulgação de comunicação efectuada pelo concessionário, onde pontua entre outros o Grupo Lena, a relevância era colocada na construção do IC9 entre a Nazaré e Tomar.
Esta cerimónia, onde como vem sendo cada vez mais hábito a Câmara de Tomar optou pela ausência, garante a conclusão do IC9 que nos ligará à Nazaré, até Julho de 2011.

A importância desta estrada é de todos sabida e representa a redução de 46% dos acidentes rodoviários neste percurso existentes, bem como a redução de 33 minutos no percurso efectuado entre Tomar e a Nazaré.

Ao optar por estar ausente da cerimónia de assinatura, a Câmara de Tomar e o seu Presidente Corvêlo de Sousa, demonstram o desinteresse pela construção desta via, bem como pelo IC3, que o PS já garantiu continuar a pressionar para a sua concretização, que estamos certos poderá vir a ter desenlace de concessão até Junho deste ano.

Ainda sobre o IC9, as obras a partir da Estação de Fátima arrancarão brevemente. Com este importante investimento, que ficará 25% mais barato do que havia sido lançado a concurso, Tomar ganha finalmente acesso ao litoral e o nosso Convento de Cristo, dimensão real de parceria com o Mosteiro da Batalha e de Alcobaça.
Mais do que a candidatura ao QREN, onde o Município se envolveu, mas que com a incapacidade de execução que se lhe conhece, infelizmente não vai representar uma melhoria substancial na visibilidade do nosso Convento de Cristo, o IC9 vai tornar Tomar novamente um centro importante de desenvolvimento regional.

Devemos mais esta afirmação ao Governo socialista, que conseguiu finalmente tirar do papel uma estrada de importância crucial para o futuro de Tomar.

E por falar em futuro, foi também notícia na última Assembleia Municipal as questões relacionadas com a segurança na cidade de Tomar. Dando relevo a algumas situações, que envolveram recentemente alguns grupos de jovens e também um conhecido comerciante da noite da nossa Cidade, a bancada do PS apresentou uma recomendação à Câmara, prontamente recusada pelo PSD.

Num sectarismo sem precedentes, orientado apenas pela sua completa e absoluta fobia contra os socialistas, seja no governo ou às propostas úteis, ponderadas e responsáveis que o PS tem vindo a apresentar em Tomar, o PSD vota contra tudo o que o PS apresenta sem sequer ler.

A Lei permite que a Câmara Municipal, se proponha criar o Conselho Municipal de Segurança, de forma a serem tomadas medidas imediatas de actuação e de combate à violência e à criminalidade em Tomar. Mais, em Agosto do ano passado o Governo Socialista elaborou com a Associação Nacional de Municípios um protocolo visando, a criação de um CONTRATO DE SEGURANÇA, a assinar entre o Município e a autoridade de segurança respectiva (PSP e GNR), através de uma proposta que terá de partir da Câmara.

Portanto CONSELHO Municipal de Segurança e CONTRATO de SEGURANÇA, dois instrumentos ao dispor da Câmara PSD, que esta recusou mais uma vez, apenas e só, porque foi proposto pelo PS.

Além de omitir nas actas da Assembleia Municipal, a generalidade das intervenções dos deputados municipais eleitos pelo PS, o que levou este pela primeira vez a votar contra as respectivas actas, a maioria que Miguel Relvas gere na Assembleia Municipal, e a maioria que Corvêlo de Sousa gere na Câmara, bloqueiam propostas correctas e que melhorariam a vida dos Tomarenses, apenas por profundo sectarismo e incapacidade de as lerem antes de votarem.

É se calhar tempo para os aconselhar a frequentarem de novo a escola primária, porque lá, além de se aprender a ler e a contar e agora, desde que o PS está no Governo, se aprende muito mais como por exemplo Inglês, a maioria PSD da Câmara de Tomar, poderia apreender a estar ao serviço das populações, em lugar de estar ao serviço de si própria.

Ausente do IC9, desligado do IC3, recusando propostas do PS para a melhoria da segurança das populações, insensível aos problemas sociais dos Tomarenses e das suas Empresas, que vêm sendo roubados, na água e nas taxas ao longo dos últimos anos, o PSD em Tomar é cada vez mais parte do problema em lugar de ser parte da solução.

Felizmente que temos o PS para ser alternativa a esta gente!

20.2.09

Bombeiros, Medalhas e Carnaval

Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz [FM 98], retransmitida Domingo, dia 22, após o noticiário das 13Horas.



Tivemos esta semana o aniversário dos Bombeiros Municipais de Tomar, onde foi notória a importância que as entidades públicas dão aos homens e mulheres que aí prestam serviço, voluntário e profissional, para ocorrer a todas as solicitações de emergência que vão ocorrendo no Concelho. Lamentável foi, que nesta cerimónia o vereador do pelouro, Ivo Santos, se tenha preocupado em atacar os voluntários acusando-os de não cumprirem as suas obrigações, ao velho estilo caceteiro com que António Paiva nos habituou no relacionamento com os Bombeiros.

Base dos sistema de protecção civil, os Bombeiros de Tomar, cumprem uma nobre e importante missão que merecia ser mais estimada e dignificada pelo seu vereador, que deveria confinar as suas criticas às reuniões internas, a realizar com os homens e mulheres que aí exercem o voluntariado, e não fazê-lo na praça pública.

Sobre outro tema em relevo nas últimas semanas, ficamos a saber que afinal havia também por parte dos vereadores independentes o interesse em que houvesse um regulamento para medalhas homenagens, quando o ano passado tentaram, com má fé e oportunismo bacoco, impor uma homenagem a todos os ex-autarcas de Tomar, com excepção do ex-presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Engº José Mendes, eleito pelo Partido Socialista.

Ficamos a saber isso, porque o vereador do PS, Carlos Silva, apresentou este ano uma proposta de regulamento que era exactamente o mesmo REGULAMENTO, que o então vereador da CDU Rosa Dias apresentou à Câmara em 1989 e posteriormente em 1993, entregou ao presidente da altura, hoje vereador Pedro Marques.

Ou seja, os actuais vereadores dos independentes, tinham uma Proposta de Regulamento sua, que não apresentaram o ano passado. Aí foram buscar uma proposta do PS de 2007 onde era proposta uma homenagem às figuras em destaque na sociedade Tomarense, da cultura ao desporto, das artes á politica, "esquecendo-se" que tinham uma proposta com quase 20 anos que não apresentaram.

Agora que o PS recuperou a proposta deles de há 20 anos, EXACTAMENTE IGUAL, nem um, nem outro vereador dos independentes, viram que era a proposta que conheciam há imensos anos e que o ano passado se esqueceram de apresentar, na sua fobia anti-PS.
Prestaram assim um mau serviço a Tomar.
Mas ainda sobre este assunto, melhor não andou o PSD que na mesma reunião de Câmara veio falar de uma Proposta que dizem ter mas que ninguém conhece, nem nunca foi apresentada.

O Vereador Carlos Silva e o PS, conseguiram mais uma vez demonstrar que aqueles senhores que há vinte anos por lá andam na Câmara, são parte do PROBLEMA e NÃO PARTE DA SOLUÇÃO!

Outro facto interessante que tivemos também nas últimas semanas foi a atribuição de cerca de 30 mil euros de apoio para o Carnaval de Tomar, com o que estou indiscutivelmente de acordo. O problema é que houve o esquecimento, mais uma vez, do Carnaval da Linhaceira. Desde 2007 que o PS vem exigindo, com propostas concretas na Câmara e Assembleia Municipal, que o Carnaval da Linhaceira, seja considerado como parte um mais vasto “Carnaval do Concelho de Tomar”, e por isso mesmo receba um apoio que valorize e dignifique o empenhamento das gentes daquela terra, que há 18 anos consecutivos vêm organizando um Carnaval que promove a Linhaceira, a Freguesia da Asseiceira, mas muito especialmente o Concelho de Tomar.

Todos os anos o PSD recusa dar apoio ao Carnaval da Linhaceira.
Todos os anos o PS relembra o assunto.
Haverá, estou certo, um dia em que os cidadãos de Tomar, independentemente do sítio onde vivam, sejam tratados de igual forma. Sem AMOS, NEM SENHORES, SEM MEDO, NEM OPORTUNISMOS.
Porque os palhaços, esses, são mesmo bons é no circo ou então, por estes dias, mas só por estes dias, por aí.

Um bom carnaval para Todos.

11.2.09

APOSTAMOS NAS FAMÍLIAS

A Câmara de Tomar aprovou recentemente um conjunto de propostas que visam minorar a crise económica vigente e em curso há diversos anos no nosso Concelho. O Vereador do PS não se opôs a nenhuma das propostas apresentadas, embora tivessem os socialistas propostas melhores e de maior alcance que as entretanto aprovadas pelos responsáveis do Município dos últimos 20 anos.

A exemplo do que temos vindo a fazer no Governo, com uma determinada e sustentável política de apoio às famílias, onde o aumento em mais de 25% dos abonos de família para os escalões de mais baixos rendimentos é apenas um exemplo, propuseram os socialistas em Tomar um conjunto de medidas, quase todas recusadas pelo PSD.

Propusemos que o Município avançasse com um programa de recuperação de habitações degradadas no Concelho. Quem sabe quantos dos nossos vizinhos vivem ainda em condições habitacionais degradantes? Propusemos também que o IRS no Concelho fosse reduzido, nos termos da Lei que permite aos Municípios disporem até 3% dessa verba, para melhorar o dinheiro disponível das famílias que pagam impostos. Mas nas propostas que os socialistas apresentaram olhamos para outro aspecto importante da vida das famílias de Tomar, quando propusemos que o Município devolvesse 1 hora de estacionamento a todos os utentes do comércio local, de forma a promover o comprar nas lojas do comércio local, contribuindo para manter o emprego.

Também neste âmbito propôs o PS, que houvesse total isenção de taxas para investimentos no Comércio, tendo como limite 100 mil euros de isenções. Propusemos a mesma lógica para taxas para investimento no Turismo, no limite de 100 mil euros e para a Indústria, com isenção de taxas até 200 mil euros.

O grande objectivo aqui, como em termos das políticas nacionais de apoio às empresas, foi o de tentar garantir os postos de trabalho, existentes e, preferencialmente, ajudar a criar novos. Uma das melhores formas de ajudar as famílias hoje, é tentar garantir que estas conseguem manter o emprego. Para manter o emprego é necessário incentivar e facilitar o investimento das e nas empresas. A tudo isto o PSD em Tomar disse não.

Para mal de todos quantos vivem, estudam, trabalham ou gostam de Tomar o PSD decidiu fazer parte do problema, indiferente às dificuldades das empresas locais, indiferente à usura de taxas de todo o tipo, que durante mais de uma década tem mantido, sobre quem cria riqueza ou vive em Tomar.

Quando o PS propôs que o Município devolvesse metade das taxas que cobrou, na nossa perspectiva indevidamente, a quem comprou ou construiu casa em Tomar depois de 2004, até ao limite de 200 mil euros, o PSD votou contra argumentando que isso seria assumir que errou. E qual seria o problema disso? Acaso quem exerce o poder, em Tomar ou em Lisboa acerta sempre o que faz? Não poderiam, já este ano, as famílias que tiveram assim de comprar mais caras as suas casas, em virtude dessa política da Câmara, serem ressarcidas em parte?

E que dizer da nossa proposta, também recusada, de dar total isenção de taxas, para quaisquer intervenções em casas dentro das localidades? De facilitar a junção de artigos matriciais, afim de recuperar parte das casas degradadas no interior das aldeias e da cidade, reduzindo o risco de desertificação?

E que dizer do subsídio a fundo perdido por nascimento, entre 400 e 600 euros, proposto pelo PS e recusado? Não iria ajudar todas as famílias, com património de valor inferior a 250 mil euros, a suportarem melhor a chegada de um novo membro?

Era justo ou não?

Porque será que o PSD a recusou, quando em muitos Municípios por si geridos o aprovou?

Apenas pelo facto de ter sido proposto pelo PS.

Percebe-se: Corvêlo de Sousa e o seu PSD optam em Tomar por prejudicar as empresas e as famílias, apenas e só porque as propostas que as ajudavam vieram da sua oposição política. Pena que assim seja. Quando for chamado a renovar a sua confiança neles, por favor não se esqueça de lhes agradecer.

10.2.09

"O Homem da Luta"

videoCom um obrigado ao meu camarada e amigo José Velho, que descobriu este tesourinho deprimente, deixo-vos com um dos artistas do momento, da cena política internacional e onde os outros países depositam inúmeras esperanças para retirar o mundo ocidental da crise.

Depois de ouvirem este brilhante discurso, do nosso Presidente da Comissão Europeia, perguntem-se "em que raio" de língua está o homem a falar. Deve ser já um "europês" qualquer dos anos 70.

6.2.09

PARA QUE SERVE AFINAL O PDM ?

Como todos sabemos o PDM de Tomar está há dez anos em revisão. Está a concorrer já, em termos de longevidade, com os célebres andaimes que o Governo de Cavaco Silva nos doou na Charola do Convento de Cristo. Não era a promessa de uma revisão rápida do PDM de Tomar, um dos motes da campanha do PSD em 1997?

Mas carregados que estamos de tempo para esperar e na ausência do trabalho concluído, vamos tendo estudos, documentos enquadradores, estratégicos, análises e visões, etc. Num dos estudos fomos descobrir o que poderia ser considerado um “tesourinho deprimente dos Gato Fedorento”, se não se desse o caso de serem mesmo verdade os dados aí lançados. Falamos da análise ao estado da Rede Viária Municipal, realizado pela equipe de revisão do PDM. Os dados são os seguintes:

% Estradas e Caminhos em Mau Estado ou não asfaltadas

Menor que 20% dos Km existentes: Alviobeira, Casais, Carregueiros,
S.João, Paialvo, Asseiceira,
Sta Maria, S.Pedro e Junceira

Entre 20 e 30%: Sabacheira, Pedreira e Madalena

Entre 30 e 40%: Beselga, Olalhas e Além Ribeira

Superior a 40% dos Km existentes: Serra

Num olhar atento verificamos que 9 das 16 freguesias do concelho têm menos de 20% das suas estradas e caminhos municipais em mau estado ou não asfaltadas.
Um dos aspectos curiosos que salta à vista, é que das outras sete freguesias com as suas estradas mais deterioradas, quatro são governadas por autarcas do PS - Sabacheira, Madalena, Beselga e Além da Ribeira.
Aliás, se olharmos com mais atenção, das cinco Freguesias que são governadas por autarcas do PS, quatro estão entre as que têm as suas estradas mais degradadas.

Tal facto só é relevante porque esta semana, mais uma vez, a maioria PSD aprovou a transferência de verbas para as Freguesias, que não tem em conta as necessidades efectivas de melhoria, por exemplo, da rede viária municipal aí existente.

As estradas e caminhos municipais, responsabilidade da câmara e não das juntas como muitas vezes pensamos, não são por esta arranjadas. O grande objectivo da Câmara deveria ser que as populações, independentemente da freguesia onde vivessem, tivessem as mesmas condições de acesso e mobilidade, devendo a Câmara investir mais nos arranjos, justamente nas Freguesias onde as condições são, ainda hoje piores.

E estão nesse caso as Freguesias da Serra de Tomar, da Beselga, das Olalhas, de Além da Ribeira, da Sabacheira, da Pedreira e da Madalena. Bem sabemos que estas Freguesias todas juntas não têm mais do que 9 mil eleitores, mas devem ser estas populações prejudicadas por não terem peso eleitoral no Concelho?.

A gestão do PSD tem contribuído assim ao longo dos anos, para degradar as condições de vida de parte substancial dos residentes das freguesias, usando de “partidarite barata e sectária” em favor de algumas Freguesias em detrimento de outras.

Forma diferente de actuar tem tido o Governo do PS, quando tem investido no Concelho de Tomar, apesar deste ser governado pelo PSD: o novo Tribunal de Trabalho e a nova Esquadra da PSP, são disso claro exemplo.

Quando olhamos para esta forma de actuar e marcando passo a revisão do PDM, cabe perguntar: quanto mais tempo tem os Tomarenses de aturar tamanha mesquinhez e irresponsabilidade?

3.2.09

Descoberto o responsável pela crise em Tomar

Uma das vantagens que tenho no meu trabalho como adjunto do Governador Civil, em Santarém, é poder-me deslocar a diversos locais do Distrito, muitos dos quais completamente inexpectáveis.

Um outro dia, numa dessas deslocações e enquanto me perguntava pelas verdadeiras razões que levaram a maioria PSD a descobrir a crise em Tomar só agora em Janeiro de 2009, acabei por encontrar o responsável pela crise.


Só não sei ainda que nome lhe hei-de dar. Mas estou cá a pensar num bem giro!

30.1.09

"Pedro Marques Jogador e Árbitro"

Da última Página do Jornal "O Cidade de Tomar" de 10/Março/1995, retiro o seguinte texto de opinião, assinado por um tal José Nascimento Ribeiro, que honestamente desconheço de todo.

Estou certo que o Jornal, cujo Director era António Madureira e o Chefe de Redação Carlos Carrão, conhecia bem o autor e entendeu dar-lhe o destaque de última página.
Deve ser, por isso mesmo, um destacado cidadão a quem Pedro Marques nunca ameaçou colocar em Tribunal, o que aliás me parece muito bem, visto que assim não passou por pusilânime, como o tem sido comigo desde Agosto do ano passado.

Mas vamos ao texto, que até é engraçado e nos dá uma boa perpectiva sobre uma visão, que se pode ter da sua actuação como Presidente de Câmara. E isso, de facto é a única coisa que interessa, depois de todos os anos que já passaram.

Nota: O texto é o do Jornal, os destacados, itálicos e notas são de minha autoria


ACTUAL, por José Nascimento Ribeiro
Pedro Marques Jogador e Árbitro

Ao contrário daquilo que tem sido escrito pela imprensa e pela oposição partidária [PSD], a actuação de Pedro Marques enquanto Presidente da Câmara não parece estar ferida de ilegaldades graves como aquelas de que é acusado.

Senão, vejamos: a lei prevê sanções como a perda de mandato e a nulidade dos actos administrativos, noa casos em que o membro da C.M.

(1) intervenha em processo no qual tenha interesse ou
(2) não dê conhecimento à C.M. de que a matéria em apreciação lhe diz directamente respeito;

e determina a pena criminal de prisão na situação de corrupção em que o membro da C.M.

(3) receba qualquer vantagem, patrimonial ou não, para a prática de acto no uso das suas atribuições

Ora acontece que em todos estes casos, Pedro Marques parece ter tido uma actuação, enquanto Presidente de Câmara, juridicamente inatacável. E afirma-se que tal inocência é aparentemente pela razão elementar de que, a acreditar nas versões publicadas na imprensa - que estão longe de ser amistosas ou brandas -, os factos invocados para o crucificarem não constituem matéria legalmente relevante.

Por outras palavras: os factos que a imprensa e a oposição partidária [PSD] argumentam não são ilegalidades nem crimes.

Em primeiro lugar, o Presidente não participou nas deliberações nas quais tinha interesse próprio.

Em segundo lugar, o Presidente justificou essa não participação com a circunstância de nelas ter interesse directo.

Em terceiro lugar, apesar de ter aceite utilizar uma viatura de luxo da empresa de que era sócio e que tinha interesses pendentes na Câmara, não favoreceu a mesma empresa pois nem sequer participou nas deliberações.

Então dir-se-á: mas afinal Pedro Marques valeu-se da sua posição na Câmara Municipal para se lançar como empresário, construindo uma fortuna em negócios propiciados pelo próprio órgão em cuja presidência deveria salvaguardar e defender o interesse público...

Tudo indica que sim.

Mas enquanto o Presidente observava escrupulosamente as normas legais aplicáveis aos actos praticados por si e pelo órgão a que pertence, o cidadão Pedro Marques patrocinava interesses particulares, quer próprios quer comuns à empresa de que veio a ser sócio.

Digamos que Pedro Marques, jogador por formação e árbitro por eleição, sempre foi jogador enquanto árbitro, mas nunca arbitrou quando jogou. Antes de concretizados os seus sonhos, em caso algum os confessou. Do segredo fez a alma do negócio. Tomando a lei como coisa séria, o público Pedro não podia discriminar os interesses do privado Pedro.



Nota:
Ora digam lá se o articulista tinha ou não piada?
E ainda há por aí quem diga que eu uso terminologia ofensiva, indecorosa e faço ataques descabidos, ao "exemplo de Presidente" que tivemos em Tomar, entre 1990 e 1997.
Pois está visto que o biltre sou eu!

27.1.09


A propósito de crises, vejam só estes indicadores para o 3º maior parceiro económico português: a Inglaterra!

Recordemos, só para nossa orientação o que vamos investir nos Portugueses no decurso destes primeiros 6 meses de 2009, para minorar o impacto da crise internacional:
800 Milhões€ - Apoio às empresas (ModCom, reconversão turismo e
linhas de crédito bonificado PME)
580 Milhões€ - Medidas de apoio ao emprego, dos quais 285 milhões directamente para a manutenção de emprego
500 Milhões€ - Modernização de 100 Escolas Secundárias, entre as quais a Escola Jácome Ratton (Ex-Escola Industrial de Tomar)
280 Milhões€ - Comparticipação para investimento nas energias renováveis (Publico e Privado)
50 Milhões€ - Investimento nas redes de banda larga de nova geração (especialmente para o interior do País)
No apoio ao emprego de destacar os 105 Milhões€ de apoio aos jovens no acesso ao emprego, com a criação de 12.000 novos estágios remunerados.
Outras medidas de forte impacto social:
Redução das comparticipaçõs para a Segurança Social, para trabalhadores com mais de 45 anos e para Empresas com menos de 50 trabalhadores (95% das empresas nacionais), de 23,75% para 20,75% (-250€/trabalhador/ano em média).
Mais seis meses de subsídio social de desemprego, que pode representar mais cerca de 2100€ por cada trabalhador desempregado.
Pagamento de 2000€ à contratação de jovens e desempregados inscritos há mais de seis meses, acumulável com 2 anos de isenção para a segurança social.
Nova linha de crédito de 2000 Milhões€ para PME (Empresas até 50 trabalhadores), algumas das quais com garantia de juros indexados à euribor 3 meses menos 0,5%.
O Pagamento Especial por Conta, para PME, é reduzido de 1250€ para 1000€.
É implementado o sistema de autoliquidação do IVA, na prestação de bens e serviços à administração pública, de montante superior a 500€.
É criado um sistema de apoio à instalação de paineis solares e microgeração.

25.1.09

Alguns pensamentos para reflectir

A selecção que recebemos todos os dias é vasta, de coisas interessantes, que muitas vezes apenas servem para sorrismos. Seleccionei hoje esta para partilhar com todos vós.

"O filho que muitas vezes não limpa o quarto e FICA vendo televisão , significa que está em Casa.
A desordem que tenho que limpar depois de uma festa , significa que estivemos rodeados de familiares e amigos .

As roupas que estão apertadas, significa que tenho mais do que o suficiente para comer .

O trabalho que tenho em limpar a Casa, significa que a tenho .

As queixas que escuto acerca do governo, significa que tenho liberdade de expressão.

Não encontro estacionamento, significa que tenho carro.

Os gritos das crianças, significa que posso ouvir.

O cansaço no final do dia, significa que posso trabalhar.

O despertador que me acorda todas as manhãs, significa que estou vivo.

23.1.09

Eu iLUÍSionista me confesso

Contaram-me arautos que pileca estranha e abatida democraticamente em contenda interna antiga, zurziu um qualquer vómito em defesa de seu dono.

Como só ofende quem pode e não quem quer e ao vómito se não responde, apenas se limpa, aconselho vivamente o uso de restaurador OLEX p'rá careca da dita!

E já agora, certos arrotos, mais não são que um espelho, um reflexo de quem não consegue chegar, sequer, a um pequeno esboço de reflexão. A certas mantas, pela sua composição, se não pode profundizar, certos de que se aí penetrassemos poderíamos vislumbrar certos gastropodes que muito esperneiam.

Deixá-los coitados, que não sabem o que dizem.

UMA CLARA APOSTA EM TOMAR

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz, hoje depois do noticiário das 13H00, repete Domigo depois das 13H00]

O Governo da República concluiu esta semana a resolução de mais um problema histórico de Tomar, a inauguração da nova esquadra da PSP de Tomar.

Alojada em amplas e remodeladas instalações, numa zona desafogada da cidade, a meio caminho entre as Escolas e o Hospital, numa zona residencial por excelência, têm muito melhores condições de trabalho os cerca de noventa homens e mulheres que servem os cidadãos de vários Concelhos do Médio Tejo, mas muito especialmente as Freguesias de S.João Baptista e Santa Maria dos Olivais, do Concelho de Tomar.

Estas instalações, resultado do investimento do Governo, em mais de Um milhão e cem mil Euros, encerram em si a coordenação policial de todo o Médio Tejo, agrupando a superintendência sobre as Cidades de Ourém, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes, como foi sublinhado pelo Senhor Ministro da Administração Interna, que esteve em Tomar e presidiu à cerimónia.

Por isso, além de representar a melhoria de instalações, de condições de trabalho e de prestação de serviços de segurança às populações de Tomar, este acto, presidido pela terceira figura do Governo da República, representa a assumpção por parte do nosso Governo do papel liderante de Tomar, neste sector, junto do Médio Tejo.

Aliás, esta notícia a juntar à garantia mais do que assumida pelo Governo e pelo Comando Distrital da GNR, da manutenção em Tomar do Comando do destacamento que agrupa os Concelhos de Barquinha, Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar, vem provar que aqueles que se agitaram há cerca de dois anos, criando a especulação da saída de Tomar do Comando da GNR, não só não falavam verdade, como teve o PS ocasião de esclarecer na altura, como não passaram de agitadores baratos, eivados de um claro oportunismo demagógico, típico dos fracos.

Por isso, não só o Governo PS resolveu mais um problema de Tomar, com décadas de indefinição, com estas novas instalações para a PSP, como também por exemplo já resolveu o problema do Tribunal de Trabalho de Tomar, já devolveu a dignidade ao antigo Colégio com o programa de manutenção e de pinturas aí realizado, ou com a obra de remodelação quase total que vai ser implementada na Escola Jácome Ratton.

Nunca um Governo depois do 25 de Abril investiu tanto nos Tomarenses.
Nunca um Governo investiu tanto em Tomar.

E isso mesmo devemos todos reconhecer, permitam-me afirmá-lo, mesmo aqueles que não gostam assim tanto do PS ou do Governo Sócrates.

Factos são factos.
E quando falamos dos mais de seis milhões de euros que foram aprovados para construir uma nova escola onde hoje está o Colégio;
Quando falamos no novo IC3 que está a concurso e que nos vai levar a Coimbra;
Quando falamos do IC9 que tem já quase prontos mais quase 5 Km entre Carregueiros e a Estação de Fátima, e nos levará até 2013 à Nazaré;
Quando falamos na nova creche da Gualdim-Pais, com um investimento público de mais de 300 mil euros, para mais cerca de 35 crianças terem cuidados educativos, comparticipados pela Segurança Social, dando claro exemplo do investimento que também o nosso Governo vem fazendo no apoio às famílias;
Quando falamos disso tudo, falamos de um Governo que investe em Tomar!

Podíamos ainda falar da melhoria das instalações das Associações de Vila Nova em Paialvo, do Paço da Comenda na Madalena, do ringue da Banda da Pedreira ou das obras da Igreja de Carregueiros.
Podíamos falar também na importante comparticipação que foi dada para novas carrinhas de apoio às IPSS da Venda Nova, da Gualdim-pais ou das Olalhas.

Tomar pode estar orgulhosa, do Governo, dos seus representantes, nomeadamente o Ministro da Administração Interna que por cá esteve esta semana, mas também do Secretário de Estado da Justiça Conde Rodrigues ou do Ministro do Trabalho Vieira da Silva.

O que vem sendo feito pelo PS, pelo Governo do PS, em prol de Tomar é a prova provada que vale a pena confiar nos socialistas e nas suas visões e políticas para o futuro, quer do País, quer do Concelho.

Um bom fim-de-semana para todos.

18.1.09

TOMAR ESTÁ HÁ QUINZE ANOS À DERIVA

Recupero hoje anterior post, de 14 de Agosto de 2008, visto que se aproximam os seis meses que a Lei dá para a formalização da queixa por difamação.
Se ela não for realizada, isso é mais uma prova de que a cobardia e a ameaça são apanágios típicos dos fracos e dos que não têm razão!

http://vamosporaqui.blogspot.com/2008/08/tomar-est-h-15-anos-deriva-parte-ii.html

O meu anterior post, sobre a deriva que leva Tomar, nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública, inserida na edição de hoje do Jornal “O Templário”, onde me ameaça com queixa judicial por difamação, o que obviamente merece o meu comentário.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os seguintes factos, de matiz essencialmente política, em apreço:

Foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, com incidência directa no seu segundo mandato, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”, como escrevi;

“O facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996, por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997;

Ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 elementos com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.
De recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT era na altura membro da Comissão Política, só o tendo deixar de ser por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, participou nas reuniões para decisão do candidato e nem esse membro o propôs para Presidente;

Teimosamente o Vereador continua a ter uma dificuldade imensa em lidar com opinião contrária, diferente, com estratégia diversa, forma alternativa de ver a condução da vida pública autárquica e o desenvolvimento do Concelho. Já era assim durante o seu segundo mandato, nos anos 90, mantendo-se ainda assim hoje. Ou seja, além de obstinado não aprende com o tempo: feitios!

Teimosamente acha que o difamei por o considerar “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. Pois que se saiba que é essa a minha opinião: Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI, por isso é um "cadáver político", convencido que a água passa duas vezes por baixo da mesma ponte, o que como todos sabemos não acontece. É um "furúnculo" pelo simples facto de a manter-se no sistema é mais um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho - um verdadeiro custo de contexto, certo de que o ficar na mesma significa, nos tempos que correm, andar para trás. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

Teimosamente entende que o recordar que foi “o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, como escrevi no meu anterior post, é também difamação. Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano, quando o que estava em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008?

O chamar à atenção desse facto, no meu post de 28 de Julho, foi no sentido de relembrar, na minha opinião, o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar pois nunca mais Tomar voltou “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.
Embora que as maiorias PSD que se lhe seguiram na Câmara Municipal, tomaram algumas opções tremendamente erradas que recordo só a título de exemplo, o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar (1000 lugares à superfície da Cidade durante 20 anos em troca da polémica construção do parque por detrás da Câmara), feito com a ParqT, que poderá levar a um pagamento por parte da Câmara de mais de dez milhões de euros de indemnização.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Combato a injustiça desde os 11 anos de idade, pelo que dificilmente hoje, trinta anos passados, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso. Portanto desengane-se ao ir por aí!

E já agora deveria o Vereador aprender que os fantasmas que o perseguem desde os anos 90, conforme tive oportunidade de escrever no post “Os três equívocos da assembleia municipal”, não é em tribunal que eles se tratam, mas sim noutro local.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.
Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.
A mim ainda não conhecem, mas se os acasos da vida pública alguma vez me levassem à função que o Vereador ocupou em tempos à frente dos destinos da Câmara de Tomar, esperaria ter aprendido com ele, a bem do interesse público, o que não fazer.

12.1.09

O PASSADO EXPLICADO AOS JOVENS ADULTOS DE HOJE!

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FALTAM 41 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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O DESAFIO DE DUAS GERAÇÕES


Corrupção!

Esta era a palavra que mais se ouvia em surdina, na Tomar dos anos 90, altura em que o leitor era ainda uma criança ou quando muito, um jovem adolescente.

Nessa altura você ainda não votava, mas os seus pais e avós sim. E votaram maioritariamente Pedro Marques, em 1989 e 1993. Acreditavam eles, que era o que melhor ajudaria a que você pudesse crescer, arranjar emprego e viver em Tomar. Mentira, como pode constatar hoje! Mas a culpa não foi dos seus pais ou avós, que escolheram bem na altura. A culpa também não é da corrupção que na altura se falava que existia na Câmara, mas que todos sabemos não ser verdade. Então?

Atente por exemplo ao facto de as casas serem ainda muito caras em Tomar. Já pensou porquê? Ou porque é que os seus pais não conseguiram construir aquela casa que queriam, praticamente no meio da aldeia de onde são? Pedro Marques e o seu PDM, aprovado em 1994, são a resposta que procurava. Corrupção na Câmara de Tomar? Não! Essa como sabemos nunca existiu. Apenas e só incompetência!

Muita incompetência da parte de quem era na altura o Presidente da Câmara.

Muita falta de visão e estratégia, para dar a volta aos estrangulamentos legais, em todos os tempos existentes para as autarquias. Muita incompetência para lidar com os interesses que um pouco por todo o lado se chocavam, desde o seu gabinete pessoal, a equipas de projectistas, empresários da construção e especuladores vários. Muita, mas muita incompetência, que pode ler em dezenas de páginas das edições dos Jornais nos anos de 1993 a 1996.

Quando você era ainda uma criança ou adolescente na Tomar dos anos 90, houve um Presidente de Câmara que para explicar um negócio perfeitamente legítimo, no qual estava envolvido, respondia alto e bom som aos Deputados Municipais (Fevereiro/1995) que “têm é inveja que eu faça bons negócios”. Ninguém tinha, como é óbvio. A única coisa que se pedia era que tratasse e “fizesse” bons negócios para a Autarquia, para Tomar e não para si! Para isso havia sido eleito.

Hoje você sabe bem que só investindo, pode ser recompensado.
Sabe que não pode esperar que o sucesso nos estudos se faça sem estudo.
Que o emprego lhe vá bater à porta ou que venha através do hi5.
Sabe que o SecondLife é um mundo virtual e que no mundo real o emprego que o espera, não é no Estado, como na geração dos seus pais.
Sabe bem que seja qual for o emprego que arranje, muito provavelmente nas áreas metropolitanas e não em Tomar, não vai ser para toda a vida.
Você sabe isso e assim não há-de achar normal que o Presidente da Câmara nos anos 90 em Tomar fazia negócios, sempre legais, mas que não os fazia antes de ser Presidente.

Os negócios privados do Presidente dos anos 90 não lhe interessam nem a si, nem aos seus pais e avós que nele votaram ao tempo. A única coisa que lhe interessava a si, a mim, que tinha na altura pouco mais do que a sua idade hoje e a todos, era que tivesse colocado igual empenho no desenvolvimento de Tomar e que portanto tivesse sido um bom Presidente. Infelizmente para todos nós, não foi! Por isso mesmo foi corrido em 1996, pelo PS e por unanimidade, coisa difícil de acontecer nos Partidos, acredite!

Até hoje o PS não voltou a ganhar a Câmara, mas Tomar livrou-se da fama que tinha, para bem da nossa dignidade colectiva. Os seus pais e avós e depois você, assim que começou a votar, não mais voltaram a confiar a Câmara ao PS, penalizando-o por este ter sido o responsável por esse período triste da nossa história recente. Mas o que se lhe tem seguido, também não resolveu o problema do desenvolvimento e da criação de riqueza no Concelho, como muito bem sabe.

Eis chegado o momento da sua geração e da minha, encontrar um mais eficaz e objectivo Projecto, que nos permita usar o SABER e a ESPERANÇA em nosso, colectivo, benefício.

O Arquitecto José Becerra Vitorino dá hoje corpo a esse Projecto. A igualha do mesmo saco do cinzentismo da continuade (Corvelo Sousa-PSD) ou o oportunismo do regresso ao passado (Pedro Marques-Independentes), representam só e apenas, a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

9.1.09

Nota do dia na Rádio Hertz

[Lida aos microfones da Rádio Hertz FM98, quinzenalmente, às Sextas-feiras, depois do noticiário das 13H00 - repete no Domingo seguinte. Próxima nota do dia SEXTA dia 23/Janeiro]

Boa tarde

Tivemos esta semana uma novidade em Tomar, que foi a de descobrirmos que afinal a câmara está preocupada com a crise.

Deduzimos que seria com a crise em que esta maioria PSD colocou TOMAR há mais de 10 anos, quando por exemplo subiu o preço da água para mais do dobro do que era antes. Lembram-se?

Quando mais do que triplicou as taxas para quem pretende construir ou arranjar a sua casa. Recordam-se?

Esta Câmara PSD, que nos governa há dez anos recusou por exemplo investir na recuperação do Mercado Municipal, por achar que não havia necessidade da venda de produtos de produção auócone no mesmo.

Recusou anos a fio propostas do PS nesse sentido.

Recusou ainda em Novembro de 2007 uma Proposta do PS para baixar o IRS no Concelho de Tomar em 1%.

Se tal proposta tivesse sido aprovada todas as famílias de Tomar veria a devolução do IRS este ano, entre Julho e Agosto, ter um acréscimo que no total representaria cerca de 200.000€ .

A crise está instalada em Tomar há muitos anos e a sua responsabilidade tem sido daqueles que hoje apressadamente vêm propor paliativos.

Durante 10 anos não se preocupou a Câmara em melhorar as condições para a fixação de empresas, para o desenvolvimento dos negócios.

Durante 10 anos cada INVESTIDOR foi visto pela Câmara quase como um perigoso “delinquente” que aí vinha para assaltar a Câmara. É essa a forma como olha sempre a Câmara aqueles que querem INVESTIR, QUE QUEREM CRIAR EMPREGO: Só colocam dificuldades.

Ora o PS pugnou durante anos até conseguir que a Câmara colocasse no seu orçamento uma pequena medida de apoio a pequenos investimentos. Mas até hoje não deu execução a este Programa de Apoio. O PS propôs por exemplo, já em 2005, que a Câmara estreitasse parcerias com a NERSANT PARA INVESTIR na criação de riqueza no Concelho de Tomar.

Sobre a água sempre defendeu o PS que deveria haver uma tarifa familiar, de forma a que se pagasse a água pelo consumo per capita e não com a actual tarifa que prejudica as famílias mais numerosas e não beneficia a poupança desse recurso cada vez mais escasso.

Não aumentar, pura e simplesmente a água, é uma medida populista que não beneficia quem mais precisa, por exemplo. Mas sobre este assunto, de medidas para combater a crise iremos ter nas próximas semanas mais novidades. Estão já marcadas duas reuniões de Câmara e uma reunião da Assembleia Municipal sobre o assunto.

7.1.09

HÁ DOIS PROJECTOS PARA TOMAR, BASTA ESCOLHER!

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FALTAM 42 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Neste ano de 2009 temos dois projectos para o nosso Concelho, bem claros.

Um dos projectos, pretende fazer a mudança necessária para Tomar recuperar o seu orgulho e dinâmica, numa lógica de rede de cidades e de parcerias com o Governo socialista. Outro, bipolar, pretende apenas a continuação do que temos tido ou quando muito o regresso a um passado de oportunismos, como se as soluções que foram válidas ontem, fossem garantia de sucesso para o futuro.

O projecto da esperança, junta a experiência e a juventude, o saber e o trabalho, a honestidade e a ética, fazendo com esta a argamassa com que se constrói o futuro, respeitando o passado. O outro projecto, de regresso ao passado ou de continuidade, faz da história um dogmatismo e não racionaliza que o mundo de hoje exige novas respostas, que não as de há 10 ou 20 anos atrás.
O projecto da liderança, tira partido da rede de contactos e conhecimentos nos sectores da economia e do emprego, alicerçando uma rede de trabalho com o Governo PS e com as Câmaras PS de Torres Novas, Barquinha e Abrantes a nível do Médio Tejo, para desenvolver Tomar. O outro, dicotómico entre a laranja murcha, já sem alma nem saber, e o oportunismo independente, insiste no orgulhosamente sós, esquecendo que no mundo complexo, em crise e competitivo de hoje, só se sobrevive em rede/parceria, com uma atitude pró-activa e não apenas reactiva.

O projecto que o PS está a hoje a construir, liderado pelo Arquitecto José Becerra Vitorino pretende, por exemplo, criar a figura do GESTOR DE NEGÓCIOS MUNICIPAL, com o objectivo de acompanhar o investidor que pretende fixar ou expandir a sua empresa já instalada no Concelho. Este “gestor” deverá ter a formação adequada, sendo que hoje, por exemplo, o Município já tem nos seus quadros inúmeros funcionários que à sua custa obtiveram formação superior, muitos deles no Politécnico de Tomar, que lhes permitem poder vir a ser parte deste importante instrumento para a criação de emprego e riqueza em Tomar.

O acompanhar de todo o projecto de investimentos, desde o seu primeiro contacto com o Município, fomentando as redes e parcerias, facilitadoras do contacto com o Instituto de Emprego, o Instituto Politécnico, o NERSANT/ACITOFEBA, os serviços do Ministério da Economia, permitiria a este “gestor de negócios municipal” ser o motor do novo paradigma de relacionamento do Município com o futuro!

Só com empresas haverá emprego e só com criação de riqueza haverá desenvolvimento. Só com um verdadeiro SIMPLEX MUNICIPAL, facilitaremos a vida a todos, aproveitando os recursos humanos que já temos na autarquia, facilitando a vida a quem quer INVESTIR, sem os favores do passado, mas com as regras claras do futuro.

Os projectos políticos do passado alimentavam-se, muitas vezes, do “criar dificuldades, para vender facilidades”.

O projecto político do futuro, já hoje necessário, vê em cada cidadão um parceiro e em cada empresário um elo, que une a AUTARQUIA e o DESENVOLVIMENTO, de forma a garantir á geração dos nossos filhos e netos os recursos sociais, ambientais e económicos, sem colocar em causa as opções que estes queiram vir a tomar. O Arquitecto José Becerra Vitorino, dá hoje corpo a esse projecto. A igualha do mesmo saco, do cinzentismo da continuade (PSD) ao oportunismo do regresso ao passado (Independentes), representa só e apenas a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

28.12.08

Em Tomar "Presidente sob investigação" [Abril de 1995]

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FALTAM 43 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Nota:
1. O FACTOS RELATADOS SÃO OS PUBLICADOS NO RESPECTIVO JORNAL;
2. O PROCESSO FOI ARQUIVADO JÁ NO DECURSO DE 1997, JÁ APÓS O PS TER DECIDIDO NÃO VOLTAR A CANDIDATAR P.MARQUES E TER ESCOLHIDO ANTÓNIO ALEXANDRE PARA AS AUTARQUIACAS DE 1997.

PORTANTO: OS FACTOS NUNCA FORAM APURADOS OU SE CHEGOU A QUALQUER CONCLUSÃO SOBRE OS MESMOS, SENDO CERTO QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO ENCONTROU MATÉRIA DE FACTO PARA LEVAR O CASO A TRIBUNAL.



Do Jornal "O Templário" 13 de Abril de 1995, 1ºPágina e Página3

"O delegado do Procurador da República no Tribunal de Tomar já está a investigar os negócios do Prsidente da Câmara, no sentido de apurar se há ou não maéria crime. Um processo enviado pela Assembleia Municipal, cuja fase de inquérito está a ser pessoalmente acompanhada peo Procurador." - Este é sub-título da notícia

"O Delegado do Procurador Geral da República no Tribunal de Toma, José Guerreiro, confirmou a "O Templário" que já está em fase de inquérito o ossir remetido `Procuradoria, referente aos negócios do Presidente da Câmara de Tomar, o independente socialista Pedo Marques.
'O expediente foi recebido na Procuradoria e eu avoquei o inquérito para pessoalmente o acompanhar'
Refere que 'já foram solicitadas alguas diligências reportadas úteise entretanto aguarda-se'. Incitado a especificar que ipo de diligências, o delegado do Procurador limita-se a afirmar que 'na fase de inquérito não digo absolutamente nada'.

Existência ou não de matéria crime

Em relação a um previzível prazo para conclusão do inquérito, Joé Guerreiro também não se pronuncia.
'Não posso adiantar rigorosamente nada', refere. Justifica que 'uma investigação criminal tem determinadas regras, aspectos técnicos. Ora, é mediante a recolha desses aspectos técnicos que vai ser exercida a acção do Ministério Público. Ou acusaou arquiva, consoante os elementos de prova que recolha, no aspecto de suficiência ou insuficiência quanto à existência ou inexistência de atéria crime'.

O prazo

Perante a nossa insistência quanto ao prazo previsível para a conclusão do inquérito, o delegado do Procurador afirma que 'mesmo que fosse possível, não iria adiantar as previsões. De qualquer forma, um inquérito tem um prazo de oito meses para ser ultimado, isto em termos gerais, pois cada caso é um caso'!
Sempre num tom lacónico, José Guerreiro, concluiu: 'vou dirigir a investigação. Embora não aja trunfos escondidos na manga há sempre aspectos que visam um certo saneamento daquilo que é inutil. O processo tem que ser sentrado o mais posível no aspecto que é preciso investigar. Todos os elelmentos que se receberam fazem parte de um conjunto amplo do qual é preciso sanear os aspectos que não terão nada a ver com o assunto. De modo que é essa triagem que estou a fazer.'

'O Templário' contactou ainda o primeiro secretário da Mesa da Assembleia Municipal, o socialista Manso Marques, uma vez que o Presidente do órgão se encontrava no estrangeiro em afazeres profissionais. Manso Marques informou que o dossier sobre os negócios do Presidente da Câmara foi entregue por mão, na Delegação, no dia 21 do mês passado. [21/Março/1995]Do dossier apenas constam cópias do extracto de actas da Assembleia Municipal em que o assuto é mencionado e recortes de imprensa.

De sublinhar que não foram incluídas no processo cópias das deliberações do executio referentes às aprovações da empresa Servirama, de que o presidente é sócio e a mulher gerente, e á Repsol.

O envio deste dossier ao Procurador da República junto do tribunal da Comarca de Tomar, recorde-se, resultou de uma delibração da Mesa da Assembleia Municipal, sujeita à aprovação da Assembleia Municipal, na sessão de24 de Fevereiro [de 1995].

Em relação ao tempo que mediou a deisão da Assembleia e o envio do dossier ao Procurador, Manso Marques explicou que tal se deveu à necessidade de ultimar toda a documentação, nomeadamente a redacção e aprovação pela Mesa da acta da última Assembleia.

Na altura, a posição da Mesa da Assembleia causou algum mau estar e irritação do Presidente da Câmara. É que aquele órgão é constituído única e exclusivamente por militntes do Parido Socialista: JoséMendes, Manso Marques e José Pereira.

Aliás, Manso Marques, advogado, foi o vogal que mais se destacou nas intervenções na Assembleia sobre os negócios privados de Pedro Marques.

'Indícios suficientes'

É ele quem na última sessão considera que 'o assunto é de gravidade notória' e que a Mesa só devia tomar uma posição quando 'houvesse indícios suficientes'. A participação ao Procurador, referia ainda Manso Marques 'é sobre a natureza e não de ilícito penal'.

É ainda Manso Marques quem na Asembleia Municipal de 30 de Novembro de 1994 faz a intervenção mais acutilante.

A propósito da utilização do Volvo pelo Presidente da Câmara, cedido pela Servirama, e que mensalmente custa à firma mais de 300 contos, Manso Marques, nada satisfeito com as explicações de Pedro Marques, afirma: 'O Senhor presidente da Câmara disse que o assunto do carro era competência da firma, se estava legal ou não estava legal, essa é uma das competências, mas também a competência política e nossa e uma questão políica é: o senhor presidente usa ou não usa um favor da firma, e a que troco?(...)
Portanto se o carro é cedido gratuitamentepela esposa, em seu nome pessoal, ou pela firma, está a usar dum benefício próprio duma empresa. E a questão que eu ponho à Assembleia é: porquê a ele e não a qualquer um de nós? Que razão há para isso? Qual é que é a explicação lógica? Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa? É esta justifcação ética que nós pedimos aqui!' "


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Para que se saiba:
Servirama era a empresa proprietária (concessionária) do posto de abastecimento de combustíveis da Repsol na Estrada da Serra, criada após Pedro Marques já ser Presidente da Câmara Municipal de Tomar, onde este era sócio e a esposa gerente.

O Veículo em causa era um Volvo, em tudo semelhante ao na altura em uso da Presidência da Câmara.

As actas referidas, da Câmara Municipal, são as que dizem reseito à aprovação da instalação do referido posto de abastecimento de combustíveis diz respeito. Como sabemos ao titulares de lugares executivos nas Câmaras Municipais está vedado a tomada de decisões que a eles ou aos seus familiares directos diga respeito.

Todo o processo foi arquivado, conforme já dissemos. Fica no entanto, sempre a dúvida ética que o Deputado Manso Marques (PS) na altura tinha: "Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa?".

12.12.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia quinzenal, lida hoje na Rádio Hertz (FM98). Esta e as outras crónicas repetem, como sempre, no Domigo depois do noticiário das 13H. A próxima crónica será na sexta-feira dia 26 de Dezembro, depois do noticiário das 13H00.
Boa tarde

Foi aprovado recentemente mais um orçamento para o Município de Tomar.
Depois de quinze anos de desnorte e desperdício, insistem os habituais responsáveis, em continuar o disparate.

Continuamos a não ter um investimento que se veja reprodutivo, que represente uma melhoria competitiva para o nosso Município. O descalabro que vem desde o segundo mandato de Pedro Marques, continuado sem solução à vista por mais 11 anos de PSD, tem tido como resultado o definhar do comércio, o afastamento dos mais bem preparados do nosso Concelho para as áreas metropolitanas, a redução da importância das empresas instaladas no nosso Concelho, a redução do emprego, enfim a perda de importância de Tomar no contexto regional!
Começou com o PDM feito à pressa, sem visão, com muito interesse particular metido à pressão sem acautelar devidamente o interesse colectivo, deixando de fora de zonas construtivas quase metade das casas existentes no espaço rural do nosso Concelho e com isso inviabilizando a fixação de mais gente em Tomar.
Continuou com a ânsia, só por si errada, de concorrer a tudo o que fosse fundos comunitários, mesmo que para o desenvolvimento do tecido económico do Concelho isso pouco contasse. Tem o seu auge no caos financeiro que representa para todos nós os quase 10 milhões de euros de responsabilidades do Município sobre o Parque de Estacionamento por detrás da Câmara e a construção de uma bonita Ponte, não prioritária e que parece que nunca mais abre.

O resumo que se pode ter destes últimos 15 anos só pode, com honestidade, ser negativo. Despedido por justa causa, e bem despedido que foi Pedro Marques pelo PS em 97, este pagou a factura nas eleições seguintes, como convém em democracia. Estes 11 anos que se lhe têm seguido também não têm sido melhores.

O Vereador Socialista Carlos Silva e o candidato Arquitecto Becerra Vitorino explicaram bem os motivos pelos quais, não podia o PS votar a favor de um Orçamento, que não recolheu um único dos contributos dados antes para o melhorar:

Continua por cumprir o grande objectivo de criar condições para o desenvolvimento económico, adequando as taxas cobradas pelo Município, criando o gabinete de apoio ao Investidor, aproveitando os funcionários que nele existem com formação para ajudar a criar novos investimentos, a aumentar a capacidade competitiva dos já existentes E COM ISSO A CRIAR TRABALHO E EMPREGO.

Falta tornar a Câmara um verdadeiro parceiro na área da cultura e do Desporto, resolvendo por exemplo, definitivamente o caso do União de Tomar.

Urge fazer uma Câmara parceira das Empresas, dos empresários e dos trabalhadores que existem hoje e daqueles que queremos que existam no futuro.
Falta entregar às juntas de Freguesia mais competências e verbas para as executarem, sabendo todos que o dinheiro gerido mais próximo das necessidades reais e efectivas das pessoas é sempre mais reprodutivo.
Um orçamento que deveria ter na clareza e correcção um dos seus pergaminhos, uma parte importante das verbas não estão classificadas, ou seja, não se sabe para que servem efectivamente, o que em ano de eleições pode permitir todo o tipo de disparates.

Disparate não foi certamente o grande investimento que o estado está a fazer na nova creche da Gualdim-Pais, com o especial empenhamento desta e que foi visitada pelo Sr. Governador Civil em dia de reunião de Câmara.
Vereadores que nesta mesma rádio se entretiveram em semana anterior a dizer mal dessa visita, sabem bem que os assuntos de estado são tratados com dignidade de estado e se alguém os devia ter convidado seria o Sr.Presidente da Câmara. A pequena visita realizada foi apenas a propósito da inauguração de uma exposição itenerante da Direcção Distrital de Finanças que abria nesse mesmo dia. Não foi quebrado qualquer protocolo, o Governador Civil informou da sua vinda e convidou o Sr. Presidente de Câmara que informou que nem ele nem qualquer dos Srs. Vereadores poderiam estar presentes em virtude de se tratar de dia de reunião de Câmara. Assunto encerrado!

Mas Tomar não vive só das invejas e das tricas dos excluídos da política.
Hoje foi inaugurado o novo Tribunal de Trabalho de Tomar.

Motivo de orgulho para todos os funcionários, advogados, solicitadores, trabalhadores e empresários que durante décadas trabalharam e acederam à justiça em condições indignas para um dos mais antigos Tribunais de Trabalho do País, esta nova localização, no Palácio de Alvaiázere, só foi possível pelo empenhamento sério e honrado de um Governo e de um Governante que leva à prática a verticalidade e probidade do serviço Público.
Conde Rodrigues, Secretário de Estado da Justiça do Governo da República Portuguesa, prometeu em Tomar que até ao final do ano o Tribunal de Trabalho estaria a funcionar em novas instalações.
O Governante Socialista cumpriu o que prometeu. Político de uma geração política diferente, longe do “amiguismo petulante” ou do “interessezito bacôco”, Ex-Presidente de Câmara do Cartaxo, honra com o seu empenhamento todos os que, como ele, dão todos os dias com seriedade o seu melhor para que o estado possa cumprir uma das suas mais importantes missões: SER JUSTO!
E COMO É TEMPO DE CELEBRAR A ALEGRIA E O DESEJO DE UM FUTURO MELHOR, vos deixo com os melhores votos de boas festas e de um espírito crítico sempre presente.

10.12.08

A EDUCAÇÃO É ASSUNTO DEMASIADO IMPORTANTE PARA SER APENAS DISCUTIDO PELOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

E porque isso é cada vez mais verdade, tomemos atenção a este facto:

Especialistas reunidos em Espanha Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro 'Família eEscola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'

As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois.
Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'
A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

28.11.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Nota do dia lida hoje na Rádio Hertz (FM 98), que repete no Domingo (dia 30/11), após as 13H00.

Boa Tarde

Aproximados que estamos do final do ano, começa a ser tempo de algum balanço.

Época optima para olharmos, por exemplo, à falta em Tomar de uma nova Ponte na Arrascada, a ligar a Estrada do Prado à Chorumela e da Ponte de S.Lourenço, ali para os lados do Padrão.

De olharmos, também por exemplo, para o descalabro em que esta Câmara nos colocou, com o problema do parque de Estacionamento, no negócio ruinoso que assinou com a empresa ParqueT, sem qualquer solução à vista.

Mas nem tudo é mau na nossa terra. E para o provar estão aí dois bons exemplos: na pequena passagem do Governador Civil esta semana pelo Concelho, para a abertura de uma exposição itenerante da Direção de Finanças, sobre Cidadania Fiscal, foi possivel visitar o maior investimento social em curso no dsitrito neste momento.

A futura creche da Gualdim-Pais, a aentrar em funcionamento muito provavelmente durante o mês de Janeiro, vai proporcionar a possibilidade a 33 crianças de terem uma nova infra-estrutura, para fomentar o seu melhor desenvolvimento, com o apoio do Estado.

E o apoio do estado aqui significa um financiamento de mais de 100 mil contos, com a Gualdim-Pais a colocar mais cerca de 60 mil. Este é o maior investimento em curso de âmbito social no Distrito, com financiamento público, razão para ser visitado e relevado como de importante para toda a comunidade tomarense.

Este investimento prova aliás a forte aposta que o Governo PS faz na área social e também no respeito que este Governo tem por Tomar.

E por falar em respeito, termos o segundo aspecto claramente positivo que é o cumprimento de uma promessa realizada a Tomar, já este ano, no âmbito de uma visita feita pelo Sr.Secretário de Estado da Justiça.

Essa promesa assumida após este ter tomado contacto directo com as miseráveis condições em que há décadas funciona o tribunal de Trabalho de Tomar, foi o de até ao final do ano este ser transferido para o Palácio de Alvaiázere, junto à Várzea Grande.

E não é mesmo que até ao final do ano este problema endémico de Tomar fica resolvido, sendo que funcionários e utentes deste importante serviço público, passam a ter as dignas condições que o mundo moderno exige.

Um Governo que cumpre.
Um Governo que respeita.
Uma Tomar que reconhece e agradece aos homens bons, livres e de bons costumes, que como o Secretário de Estado da Justiça, sabe actuar com a ética, que outros continuam a desconhecer.

14.11.08

4ªCrónica (Quinzenal), lida hoje aos microfones da
Rácio Hertz (FM 98), após o noticiário das 13H00 - repete ao Domingo depois das 13H00

Fomos confrontados esta semana com a triste notícia do falecimento do ex-Presidente da Câmara Municipal e ex-Presidente do CIRE, o Sr.Luis Bonet. Do alto dos seus 86 anos, o Sr. Bonet era o exemplo vivo do que deve ser o serviço à causa pública. Exerceu sempre com honra e probidade as diversas funções públicas, que foi tendo ao longo da vida. Era pessoa afável, capaz sempre de uma palavra de incentivo, de um sorriso simpatico mesmo na adversidade.

Foi durante mais de 20 anos Presidente do CIRE, tendo sido recentemente homenageado por ocasião da sua saída dessa função, por objectivas razões da sua saúde. Teria também já este ano sido homenageado pelo Município, não fora a tentativa de oportunismo bacoco e invejoso de um determinado grupo político, ao subverter uma proposta de justa homenagem aos Homens bons do Município, em tempo apresentada pelo Partido Socialista.

Foi aliás por este Partido e em nome do qual, que o Sr. Luis Bonet foi eleito exerceu o seu mandato de Presidente da Câmra Municipal de Tomar, entre 1977 e 1980. Nesse tempo os autarcas não tinham, nem as remunerações, nem as mordomias de hoje: trabalhava-se sem meios, físicos ou financeiros. Nesse tempo estava-se na Câmara não pelos negócios, ou na sua expectativa, mas sim pelo desenvolvimento e riqueza de todos.

Se hoje existe a Nabância e por via dela muitos tiveram acesso a habitação digna na nossa Cidade, tal se deve à Câmara PS de Luis Bonet. Recordo que quer na aldeia de meus pais e avós, o Marmeleiro, quer na generalidade das aldeias do nosso Concelho, a águas canalizada e a luz chegaram na Câmara PS de Luis Bonet. Era um tempo diferente em que havia responsabilidade, educação, lisura no trato e reapeito pelos adversários.

Luis Bonet representa para os tomarenses, homens livres e de bons costumes, socialistas, republicanos, tolerantes e outros, o exemplo a seguir, esquecendo definitivamente aqueles que apenas querem estar na vida pública para "fazer bons negócios".

Este é o grande exemplo que Luis Bonet nos deixou. QUE EM PAZ DESCANSE NA ETERNIDADE.

3.11.08

O GRUPO DOS FANFARRÕES

Havia, até há algumas décadas atrás um pouco por todo o País, uma figura típica que, sob qualquer pretexto, fosse numa feira ou festa popular ou num qualquer final de tarde na taberna, a todos os que o interpelavam ou não, prometia tira teimas e por vezes se envolvia em alguma escaramuça - O FANFARRÃO!

Tal personagem característica de um Portugal tipicamente atrasado, do sec.XIX e XX, tanto podia ser o grogue da terra, como um qualquer fidalgo ou ricaço, a dar-se ares de importantão. Esta segunda espécie de fanfarrão, normalmente fazia-se acompanhar pelo seu feitor ou capataz, quando não por um qualquer jornaleiro a soldo. Metia tal espécime medo, que na altura simpaticamente o povo chamava de respeito.

Ainda hoje vemos esse mesmo respeito, no tirar de chapéu nos filmes de “O Padrinho”, ou por aí a alguns doutores ou ex-presidentes disto e daquilo, não vá o diabo tecê-las.

O diabo é que quando, por força dos novos tempos, alcandorados no desenvolvimento e classe que o dito povo foi adquirindo, percebendo os novos valores éticos e criando novos poderes, o medo, escondido no tal respeito, deixou para a maioria de nós, de existir.

Personagem de todos nós conhecida, usa diletantemente esse estilo típico do Portugal do Sec.XIX, tendo mandado recentemente dois algozes no encalce do autor destas linhas, após este ter recordado o tempo e as circunstâncias negras que, na sua opinião, envolveram os anos da Presidência dele em Tomar.

A um, deu a tarefa de no jornal O Templário tentar levantar suspeitas sobre parte da vida profissional do autor, o que em tempo se provará totalmente falso. Esse mesmo, que ameaçando com perseguição num texto sem qualquer nível, nem ética, a que o Prof. António Rebelo e bem, classificou de tipo quase siciliano, em escrito posteriormente publicado no Jornal Cidade de Tomar.

A outro, deputado municipal do grupo independente, deu a tarefa de ameaçar com pimenta na língua, como na aldeia do dito se fazia, diz ele, aos meninos rabinos, em discurso escrito e lido com pompa e circunstância. Altercação prontamente respondida pela bancada socialista que estes, os socialistas, não admitiam quaisquer ameaças à sua conduta ou coacção à livre expressão ou opinião.

Aos dois e também eventualmente a um terceiro, dito entendido de artes e ofícios de tíbia cantante, foi encomendado um outro trabalho de promoção de um abaixo assinado, sem remetente, falsamente dito como tendo sido assinado por mil cidadãos e prontamente divulgado na comunicação social, como se no tempo da inquisição vivêssemos.

Infelizmente o espoleta, escondido atrás da sua prosápia balofa, é incapaz de alinhavar uma ideia nova para o futuro de Tomar, que não tenha sido tirada, directa ou indirectamente, da Agenda para o Desenvolvimento proposta pelo PS em 2005, conforme ficou demonstrado em recente e apressada entrevista. Tal tornaria o nível da discussão política elevado, mas este prefere, agora e sempre, a tentativa legal de assédio e ameaça velada, aos eleitos do partido socialista, sem argumentos que não sejam os da má fé típica dos desprezados. Quando os argumentos são fracos, este e outros de igual índole, além de se refugiarem por vezes em ameaças sob anonimato, fogem da clareza, da honestidade intelectual, da frontalidade e da ética republicana, preferindo sempre a conivência política velada e o uso dos métodos ancestrais do respeito.

A sociedade cível do Sec.XXI não pode continuar a tolerar este tipo de políticos, que toda a gente conhece pelos piores motivos, bastando para isso reler a imprensa tomarense de 1994 a 1997, por muito que se tentem vitimizar, quais virgens impolutas.

Para terminar, continua o autor destas linhas a esperar sentado, por mais sessenta dias, a acção em tribunal com que a dita personagem o tentou ameaçar, para aí, no seu próprio terreno profissional, lhe infligir mais uma derrota.

31.10.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Esta foi a 3ªNota do dia na Rádio Hertz (98MHz Fm), que foi para o ar depois do noticiário das 13H00.
A próxima nota do dia será na Sexta-feira, dia 14 de Novembro.

Nota do dia de 31 de Outubro de 2008

Saudações a todos os ouvintes e vamos começar hoje esta nota do dia, com uma pequena referência à crise internacional, ou melhor, à sua expressão no contexto nacional.

Estamos a falar, claro está, do verdadeiro tiro no pé dado pela líder do PSD, Ferreira Leite, quando assumiu que dado o tempo de crise seria avisado o Governo não aumentar o salário mínimo nacional em 24€, para a "espantosa" quantia de 450€, com o ímpar argumento que tal prejudicaria as empresas portuguesas.

O PSD pretendia assim que o Governo Socialista fizesse tábua rasa dos acordos firmados em patrões e sindicatos, quiçá para o criticar de seguida [ao Governo].

Desde há dois anos que está acordado que o salário mínimo nacionalem 2009 é para ser de 450€, como sabemos que em 2011 deverá ser de 500€.

Em momentos de turbulência como este, é precisamente para aqueles que menos têm que devemos olhar.

Quatrocentos e cinquenta euros por mês é, ainda, um "salário de miséria" que não permite a ninguém viver com o mínimo de dignidade. Agora imagine-se com menos.

Ferreira Leite e o PSD, ao fazerem voz com alguns, poucos felizmente, patrões de empresas que exploram mão de obra neste País, prestou um mau serviço a Portugal, à política portuguesa e muito especialmente ao cerca de 10% de trabalhadores que ainda vivem com menos de 500€ por mês.

O segundo ponto de análise nesta nota do dia vai, de forma natural, para as obras do POlis em Tomar e para o disparate continuado que é a construção de muros de betão no Rio, sem cuidar de os revestir de um material, por exemplo pedra, que os enquadrasse com a beleza do nosso Rio Nabão.

Já propôs por diversas vezes o PS, na Câmara e Assembleia, que tal fosse feito, mas quer Paiva há 3 anos, quer Corvelo hoje, teimam em fazer as coisas mal feitas, só pela sua cabeça, sem ouvirem a opinião de ninguém.

Já agora e para terminar, lembrar que esta semana propôs o PS que o sentido da Ponte Velha fosse alterado, assim que entrar em funcionamento a nova Ponte dos Templários, ali para os lados do Flecheiro.

Desta vez esperamos uqe a maioria PSD que nos desgoverna há mais de dez anos tenha um rebate de consciência e aceite esta proposta séria, da única oposição credível, que é o a do PS.

Até daqui a quinze dias e façam o favor de ser felizes, neste nosso belo Concelho de Tomar.

17.10.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Em semana de abertura da feira de Santa Iria, este ano envolvida em farta polémica quanto à sua localização, muitas e variadas notas se nos oferecem fazer.

Comecemos então pela brincadeira de mau gosto que o putativo candidato laranja à Câmara de Tomar, Ivo Santos, nos brindou durante os meses de Verão com a tentativa, gorada, de colocar a feira num descampado de milho, ali para os lados de Marmelais de Baixo.
Denunciada a situação pelo PS em reunião de Câmara e após a firme recusa dos feirantes em ir para um terreno sem quaisquer condições para receber tal evento, foi decidido colocar a Feira de Santa Iria no sítio costumeiro, que para bem dos forasteiros, permite uma vivência única de uma antiga feira, como é o caso da Feira de Santa Iria.

Passemos à polémica, que já o deixou de o ser do nome da nova e bonita Ponte que liga o cruzamento da Aral à Igreja Templária de Santa Maria dos Olivais. Digo nova porque o é, digo bonita, porque todas as pontes o são, pelo simples facto de sempre ligarem dois pontos que antes estavam apartados entre si, apesar de sempre ter considerado que a mesma não era prioritária.

Uma ponte em S.Lourenço era mais útil e uma outra na Arrascada, na Estrada do Prado, também. Insistiu o anterior presidente que tinha de ser ali. OK! Já lá está. Vamos agora usá-la e baptizá-la. O PS já propôs um nome que a dignificasse em vida, já que nasceu enjeitada e de parto difícil. Só o nome TEMPLÁRIOS tem em Tomar o alcance de fugir às polémicas estéreis e vãs dos, sempre, aprendizes de feiticeiro, que pelas nossas terras populam.

Terminamos lembrando que hoje tem lugar a conferência pública sobre os Municípios e seus desafios na União Europeia, às 9 da noite, na Biblioteca Municipal de Tomar. Será o orador o ex-Comissário Europeu, Dr. António Vitorino, hoje Presidente da Fundação Res-Pública. Numa terra que ganha cada dia que passa uma nova dinâmica de ÉTICA REPUBLICANA de SERVIÇO PÚBLICO, será um gosto ouvir quem sabe e para o qual está também o ouvinte também convidado a assistir. É às nove da noite na Biblioteca Municipal.

7.10.08

ÉTICA REPUBLICANA EM TOMAR


Nos tempos conturbados que vivemos, temos tendência a perder referências. Temos tendência a duvidar do que vemos, do que ouvimos. Desconfiamos de tudo, de todos. Julgamos muitas vezes os outros pelos piores exemplos que ao nosso redor encontramos. Muitas vezes ouvimos falar de ética republicana e ficamos sempre na dúvida se estamos a falar de história ou de filosofia. Podendo embora estar a falar de uma ou de outra, de facto, falamos de VERDADE. Falamos de SERIEDADE. Falamos de HONRA. Falamos de LIBERDADE. Mas também falamos de IGUALDADE e de FRATERNIDADE.

Nas sociedades modernas os valores como sejam o da palavra ou da honra, parecem estar em causa de forma permanente. Não é o caso no Partido Socialista em Tomar. Aqui a ética é parte do código genético.

Os quatro homens que se disponibilizaram para serem candidatos a Presidente de Câmara pelo PS, assinaram por sua iniciativa própria, um compromisso de honra perante os cerca de 40 dirigentes, que dois dias depois escolheram um deles para candidato. Tomaram com isso, uma atitude pouco comum e a importância de tal acto nobre e sério, tomado por homens livres e de bons costumes, é merecedor do respeito de todos nós, especialmente porque além de assinado foi o mesmo lido em voz alta perante todos os presentes.

Esta atitude ajuda a dar garantias aos cidadãos que as Mulheres e os Homens que o PS venha a escolher para serem seus candidatos serão de elevada idoneidade e proeminente atitude ética, ao contrário de algum agrupamento de interesses mais ou menos espontâneo para uma qualquer eleição.

E que assinaram os candidatos de tão importante, perguntará o leitor?
O Arq.Becerra Vitorino, que viria a ser o escolhido por 66% dos votos, bem como o Prof.António Rebelo, o Prof. Zeca Pereira, e o Dr.António Mourão, disseram: “declaro pela minha honra assumir, desde esta data e até, ao pós eleições autárquicas se não for o escolhido ou até ao final da vigência do mandato (...), caso escolhido, o presente compromisso de honra, que por mim (...) vai assinado”.

O Compromisso destes homens foi no sentido, entre outros, de “manter um comportamento público de dedicação e idoneidade ética republicana de serviço à causa pública”, de “respeitar a democracia interna”, de “cumprir e fazer cumprir as determinações”, de “colaborar nas tomadas de posição do Partido” e também de “assumir as estratégias concertadas do PS para o desenvolvimento sustentável das Freguesias e do Concelho, como matriz de incremento de políticas sociais e económicas equilibradas”.

Mas o facto mais importante deste compromisso, que todos os candidatos do PS irão assinar também, é o de “manter postura integra, séria e responsável, de elevada ética republicana, como imperativa forma de contribuição para a sempre necessária credibilização do PS e da política”, o de “usar de linguagem cordial e comportamento público idóneo,(...), seja aos restantes pré-candidatos ou ao candidato escolhido.”, bem como “em assuntos de natureza política, colocar sempre os objectivos colectivos do PS com prioridade sobre quaisquer outros de natureza pessoal ou individual, assumindo uma permanente atitude de integração em equipa”.


No Domingo após a eleição foram devolvidos aos candidatos não escolhidos os seus compromissos, como forma de confiança de que honrarão o que dois dias antes se haviam comprometido. Neste PS, as pessoas de bem e de palavra sempre tiveram e terão lugar.

Se outros motivos não houvesse, o simples facto de quatro Homens se disporem a cumprir os preceitos desta NOVA POLÍTICA, onde o interesse público e dos outros, está sempre acima do interesse individual, é razão mais do que suficiente para todos nos orgulharmos do facto de em Tomar darmos, cada vez mais, o exemplo em matéria dos valores de ética republicana de serviço público.


Este, não tenho quaisquer dúvidas, é o caminho que devemos trilhar na política do Sec.XXI e para o qual, pouco a pouco, vamos conseguindo conquistar mais cidadãos.

28.9.08

Hawking diz que explicações da Ciência não deixam espaço para Deus

Hawking fez um prognóstico muito pessimista: "Será muito difícil evitar um desastre no planeta Terra nos próximos cem anos"

A origem do Universo – Expresso – 24.SET.2008


Falando hoje aos jornalistas na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, Stephen Hawking salientou que as leis em que se baseia a Ciência para explicar a origem do Universo "não deixam muito espaço nem para os milagres nem para Deus".

Citado pela edição online do diário espanhol "El País", o professor de Física Teórica da Universidade de Cambridge disse que acreditava que o desenvolvimento da Ciência permitirá um dia "dar uma resposta definitiva sobre a origem do Universo".

Referindo-se às experiências que vão ser levadas a cabo no LHC - o gigantesco acelerador de partículas do CERN, em Genebra, que agora está parado devido a uma avaria - Stephen Hawking acha que "seria muito mais interessante" para a Ciência se o LHC não encontrasse o bosão de Higgs, a partícula elementar que falta descobrir para completar o actual modelo de explicação da matéria, da sua composição e origem.

Com efeito, se o Higgs não fosse encontrado, os cientistas chegariam à conclusão "que algo está mal e que precisam de voltar a pensar sobre o assunto", isto é, a ciência teria de encontrar um novo modelo-padrão para explicar a matéria.

Sobre o a evolução da espécie humana, Hawking defendeu que "o futuro a longo prazo da raça humana está no espaço" e fez um prognóstico muito pessimista: "Será muito difícil evitar um desastre no planeta Terra nos próximos cem anos".

26.9.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Iniciei esta semana uma colaboração, que espero que regular com a Rádio Hertz (FM 98) e a convite desta.
A "Nota do Dia" de minha responsabilidae irá para o ar quinzenalmente, às Sextas-feiras, após o noticiário das 13h e das 19h. A próxima será na sexta-feira dia 10 de Outubro.
Nesta primeira emissão ouve sérios problemas de audição, mercê de uma deficiente gravação, pelo menos na edição das 13horas.

Nota do dia, 26 de Setembro de 2008

Boa tarde

O PS em Tomar é hoje notícia por três motivos distintos:
Em primeiro lugar porque ao contrário do que é noticiado [no Jornal "O Templário"], não há dois candidatos à Distrital , mas apenas o Goververnador Civil Paulo Fonseca é candidato. Isto num ano político em que haverão três eleições [Europeias, Legislativas e Autárquicas].

Em segundo lugar porque também ao contrário do que é noticiado, o Presidente do PS Tomar, Prof. Hugo Cristóvão nunca afirmou que o PS caminhava para uma derrota, mas isso sim, que por vontade de poucos, isso poderia acontecer.

No plenário de militantes realizado na passada Sexta-feira, o que se tornou evidente foi o completo isolamento dos que, no interior do PS, aonda insistem em defender os seus adversários. José Soares entrou sozinho, falou sozinho e sozinho meteu a violinha no saco à saída.

O que de mais importante aí se passou, além da constatação do eneorme trabalho realizado nestes 3 anos, foi a possibilidade de algumas das propostas do PS terem sido aceites pela Câmara Municipal e já estarem em execução, como sejam a criação da Zona Empresarial de vale dos Ovos, no futuro PDM; o abaixamento do IMI [de 0,5 para 0,4 nos prédios novos]; a entrega das AEC's [actividades de enriquecimento curricular para o 1ºCiclo] da Música a Associações do Concelho; Promoção do Convento de Cristo, por ocasião das 7 maravilhas de Portugal; participação e empenhamento da câmara de Tomar na Resitejo; novos prazos para alterações ao PDM; Passadeiras várias junto a Escolas do Concelho; Projectos de requalificação da EN110 da Cidade até à rotunda do IC9 e da cidade à rotunda do IC3.

Nota positiva é claramente o trabalho de auscultação sobre o PDM, que o PS está a realizar nas Freguesias e que continua hoje à noite em S.Pedro, amanhã à tarde na Associação da Linhaceira e no Domingo à tarde em Alviobeira e Valdonas.

22.9.08

Do descalabro às promessas não cumpridas...

A questão que todos os dias muitos dos Tomarenses se colocam é esta: será possível ultrapassarmos 15 anos de oportunidades perdidas, no nosso Concelho?

Desde 1994 que Tomar vive um ciclo negro de oportunidades perdidas, de equívocos e de frustrações diversas. Desde logo o descalabro da última Câmara gerida por Pedro Marques, conforme tive na altura oportunidade de escrever e de recentemente, de forma propositadamente polémica, relembrar: um descalabro de imagem no contexto regional desde logo.

Um descalabro de respeito entre o então presidente, vereadores, deputados municipais, jornalistas, empresários, investidores e cidadãos.
Um descalabro de meias verdades e meias mentiras, todos os dias repetidas e faladas, sem se perceber até hoje onde começava e acabava cada uma delas.
Um descalabro na fixação de empresas, de apoio à dinâmica cultural e desportiva, de afirmação regional.

Esta última Câmara PS terminou com o “despedimento por justa causa” do então presidente, fartos que estavam os socialistas e os munícipes, de aturar o seu estilo e forma de actuar, sem ouvir nada nem ninguém, sem dar conta e contas do que fazia, dizia fazer ou queria fazer.
Despedimento ainda por conta de um PDM mal amanhado, errado nos pressupostos e pelos dislates que prejudicaram nos anos seguintes milhares de cidadãos.

Seguiu-se uma esperança de algo novo, encarnado pela vitória do PSD/António Paiva, com a promessa entre outras de rápida e imediata revisão do PDM, até hoje.

Promessa de criação da marca templária e do parque temático, anunciado com pompa e circunstância e até hoje fechado na gaveta dos consultores espanhóis que Miguel Relvas à pressa engendrou.

Promessa de que a então “água mais cara do País” diziam, teria os dias contados, mas que o PSD aumentou para o dobro.

Promessa de criação do gabinete de apoio ao investidor e ao emigrante, capaz de relançar Tomar
na senda da fixação de empresas e criação de riqueza sem par, até hoje.

Promessa de ouvir e respeitar as opiniões contrárias ao invés do anterior presidente, logo quebrada pelo braço de ferro com o PSD, de onde acabaria por sair vitima António Fidalgo.

Promessa de investir mais nas Freguesias rurais, facilitando a vida aos seus residentes, prontamente destruída com o continuado encerramento de escolas e redução do apoio às associações

Promessa de tirar partido das oportunidades que sucessivos Governos criaram, como por exemplo o Polis, um rotundo falhanço no alcance que poderia ter.
Dele nos vai sobrar uma ponte, um parque desportivo renovado a preços da Suécia e vários muros de betão armado à vista sobre o rio e pouco mais.

Mas a cereja em cima do bolo destes 15 anos de malfada existência de pérfidos gestores públicos e maus gestores privados, é o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar à ParqueT durante 20 anos.

Este verdadeiro “crime público”, capaz de fazer revolver na tumba o nosso fundador, Mestre Gualdim-Paes, deveria dar lugar ao cabal apuramento de responsabilidades, como já por diversas vezes o PS propôs.

Simpático é ver o permanente assobiar para o lado do grupo político de Pedro Marques a esta questão: nunca, mas nunca se pode ir tentar apurar responsabilidades nesta Câmara, não vá o diabo tece-las.

Quem tem afinal medo da transparência? Quem teme pela investigação das circunstâncias em que diversos planos de ordenamento foram realizados, mantidos em stand-by e a conta gotas aprovados e resolvidos, durante estes últimos 15 anos?

Quanto custará a Tomar que nunca se investigue devidamente as circunstâncias que rodeiam o contrato do estacionamento?
Mais importante ainda: quanto custará a Tomar o seu cabal cumprimento?

Quanto custou a Tomar não criar um pavilhão desportivo com dimensão adequada e no local adequado?

Quanto custou a Tomar destruir o seu parque de campismo, sem alternativa em funcionamento?

Quanto custou abandonar à sua sorte o associativismo recreativo, cultural e desportivo?

Quanto custou a Tomar a ausência de uma política de fixação de empresas, para criar empregos e com isso todos podermos viver melhor?

Quanto custou a Tomar viver há mais de 20 anos de costas voltadas para o seu instituto politécnico?

Quantos anos terão todos os tomarenses que ter o seu desenvolvimento hipotecado por força dos erros, das omissões, das incompetências de uma classe política cega, surda e muda perante os desafios do mundo moderno?

Evoluíram ou não de forma visível nestes últimos 15 anos, as cidades do entroncamento, abrantes, torres novas, ourém, cartaxo, almeirim, e rio maior? Criaram Empregos e riqueza e nós não! Porquê?

Mas estas sucessivas levas de responsáveis políticos que durante 15 anos nos governaram, querem enganar quem?

É ou não necessário romper de forma firme e determinada com este ciclo de oportunidades perdidas?

É ou não necessário voltar a acreditar na terra onde nascemos, onde crescemos ou na qual decidimos viver?

Há ou não solução para Tomar?
Eu acredito que sim, lutando todos os dias para ajudar a construir essa solução.
E você está disposto incomodar-se e ajudar também?
Por si, pelos seus filhos e pelos seus netos, não deixe que lhe atirem mais areia para os olhos!

13.9.08

Comentários possiveis

Este espaço agora é livre para se fazerem comentários.

[Pois parece que os comentadores gostam mesmo é de ser anónimos.
Felizmente que cada vez mais pessoas percebem a importência da net como forma de avaliar a capacidade, frontalidade e verticalidade dos homens públicos.
Este novo paradigma, que já não é novo diga-se em abono da verdade, veio para ficar.
Da minha parte garanto que todos os comentários (moderados é claro) que venham a ser submetidos, mesmo que contrários à minha opinião, serão publicados, desde que dentro de determinados limites de linguagem.
Claro está que muito continuarão no anonimato a tentar difamar tudo e todos.
São estilos, alavancados na cobardia típica dos fracos.
E sobre eles, todos sabemos, que não reza a história.] 21/9; 23/9

12.9.08

PRESIDENTE DE CÂMARA - HOMEM DE NEGÓCIOS

Jornal "O Cidade de Tomar", 28/Abril/1995, Pg.9

Por Carlos Carrão

[PEDRO MARQUES, PRESIDENTE DE CÂMARA - HOMEM DE NEGÓCIOS

Ficará para a história, a célebre frase do actual presidente da Câmara Municipal de Tomar, Pedro Marques, na sessão da Assembleia Municipal [de 24 de Fevereiro de 1995] quando, face às críticas que lhe têm sido dirigidas pela comunicação social, afirmou: "têm inveja é que eu faça bons negócios".

Pela minha parte, não tenho qualquer inveja, pelo contrário, aprecio as pessoas que fazem bons negócios, é sinal de que têm capacidade para os fazerem.

Lamento, isso sim, é que esses "bons negócios" sejam apenas pessoais, enão tenha havido a mesma capacidade para os fazer em benefício do Concelho: como a captação de novas indústrias, a instalação de novas infra-estruturas culturais, desportivas e turísticas, etc.

E, por isso, ignoro, como sempre ignorei, os seus negócios pessoais. Não posso é, como cidadão tomarense, demitir-me, hoje, de criticar a sua desastrosa gestão autárquica, em especial neste 2º mandato. Essencialmente, porque os seus efeitos mais negativos se irão fazer sentir apenas daqui a alguns anos. Mas, nessa altura, não há nada a fazer...

Há uma outra questão de fundo subjacente a toda esta polémica do "presidente de câmara - homem de negócios", e que é pertinente termos presente. É que, o exercício de um cargo político (autárquico, ou a qualquer outro nível), não pode ser visto primacialmente como uma fonte de rendimento pessoal, ou de aquisição de riqueza.

A política, deve ser, acima de tudo, um serviço público, em que a actuação dos titulares dos diversos cargos deve ser movida apenas e só pela sua capacidade e talento a favor da comunidade. Tem a ver, portanto, apenas com a ética individual que se tem ou não. E, não vale a pena virem argumentar com os inconvenientes e sacrifícios de "estar" na política a tempo inteiro. porque só vai para a política quem quer...]


UM COMENTÁRIO:

Carlos Carrão(PSD) lá sabe do que escreve. Acha ele e penso eu também, que a Política deve ser um serviço público. "Que tem a haver com ÉTICA INDIVIDUAL QUE SE TEM OU NÃO".

Quando alguém , que exercia na altura as funções de Presidente de Câmara e é hoje novamente Vereador na Câmara Municipal, afirma em plena Assembleia Municipal (de 24/2/1995) que "TÊM É INVEJA QUE EU FAÇA BONS NEGÓCIOS", perante critícas de adversários, está a dizer o quê?

Para bom entendedor ESTA PALAVRA BASTA.`
E é bom de se ver que pela boca morre o paixe.

De qualquer forma também não deixa de ser interessante confrontar Carlos Carrão(PSD) com aquele mimo jornalística de "como a captação de novas indústrias, a instalação de novas infra-estruturas culturais, desportivas e turísticas, etc" que ele, enquanto Vereador e o seu maioritário PSD nestes últimos 10 anos, foram incapazes de cumprir.

Depois admiram-se de o PS, cada vez mais, afirmar que é TEMPO DE ULTRAPASSAR ESTES ÚLTIMOS 15 ANOS DE MÁ MEMÓRIA PARA TODOS!

Isto meus amigos é que é Ética Republicana: Verdade, Justeza e Frontalidade!

9.9.08

TOMAR ESTÁ HÁ QUINZE ANOS À DERIVA - III

Anterior opinião que escrevi sobre a deriva que leva Tomar nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública onde me ameaçou com queixa judicial por difamação, a exemplo do seu conhecido “bom feitio” para opiniões divergentes.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os três seguintes factos políticos:

Primeiro, foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, especialmente entre 1994 e 1997, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.

Segundo, “o facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996 e por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997. Entende ser isto difamação? Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano? Quando o que estava aí em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4- Estrada da Serra), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008? Foi aliás o Vereador que veio lembrar a circunstância dos processos em que esteve envolvido, nessa mesma Assembleia.

Terceiro, ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 membros com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.

É importante recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT e promotor de espúrio baixo assinado, era na altura dirigente do PS e nem mesmo ele o propôs para Presidente. Esse cidadão, aliás, só não foi candidato pelo PS por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, o que atesta a ética e os valores pelos quais se movem alguns dos apoiantes do Vereador.

Teimosamente acha-se difamado por o considerar hoje “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. O que é certo é que Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI. A água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte como todos nós sabemos. É algo que está a mais, pelo simples facto de que a manter-se no sistema é um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho, um verdadeiro custo de contexto. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

O chamar à atenção desse facto, foi no sentido de relembrar o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar, em virtude de nunca mais Tomar voltar “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Nunca, mesmo que tente, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.

Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.

E a bem do interesse público, convém que nunca mais o esqueçam.

5.9.08

PORQUE NÃO PODEMOS ESQUECER:

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam"
Edmund Burke

Pois parece que incomodei os meninos dos IpT.

O TEXTO DA COISA
Cidade de Tomar, 5/Setembro/2008, Pg. 4

[Segundo o texto divulgado pelos responsáveis desta iniciativa "Esta carta aberta vem a propósito de um artigo, da autoria de um senhor que dá pelo nome de Luis Ferreira, publicado no jornal 'O Templário' de 7 de Agosto de 2008, no qual é colocada em questão a honra do dr. Pedro Marques, ex-presidente da Câmara Municipal de Tomar.

Ao lermos o referido artigo, interrogamo-nos: Em que país é que vivemos? Estaremos, por acaso e sem dar conta disso, a viver numa república das bananas? Não. Não estamos. Estamos a viver num país que se pretende democrático e onde a honra das pessoas não pode ser posta em causa, por dá cá aquela palha.

No artigo em apreço, o senhor Luis Ferreira utiliza termos que poderíamos até considerar de terrorismo verbal e que são impróprios de um Estado de Direito em que vivemos e queremos continuar a viver.

As afirmações e insinuações ali escritas são de uma baixeza intolerável que em nada dignifica o partido a que se diz pertencer.

O autor apoia-se, ou refigia-se, em referências à história, honorabilidade e ética republicana do partido em que milita, sem se dar conta do seu vazio intelectual e ideológico e, também, sem história nem mérito comprovados para falar em nome de um Partido que se pretende honrado e em que o seu principal líder, Secretário Geral, em plena Assembleia da República, já afirmou: "Na política, como na vida, não vale tudo."

Assim, os signatários desta Carta Aberta repudiam veementemente a linguagem utilizada e as insinuações mencionadas no referido artigo de opinião, escrito pelo tal senhor Luis Ferreira, e incentivamos os tomarenses a não pactuarem com tais impropérios que em nada dignificam a política.

Esta Carta Aberta é um gesto de solidariedade em defesa da honra do dr. Pedro Marques.

Que os partidos saibam libertar-se das garras e dos oportunismos daqueles que acham que nesta vida tudo vale.

Tomar merece melhor.]



O COMENTÁRIO À COISA

Ora pois, vamos lá dissecar:

[Há coisas sobre as quais não podemos ser indiferentes e oportunismos sobre os quais não podemos calar a nossa revolta!

Nunca como antes de Pedro Marques ter sido eleito para o segundo mandato de Presidente de Câmara(1993-1997), Tomar tinha estado na boca do mundo como antro de oportunismo e “favor fácil”.

O Presidente na altura eleito por maioria absoluta pelo PS, viria a tornar-se o maior flop da vida política do Distrito de Santarém do pós-25 de Abril.

Tomar está efectivamente à deriva desde 1994, altura em que Pedro Marques foi eleito para o seu segundo mandato.

Nas eleições seguintes, bem decidiu o PS não o candidatar, em decisão tomada por unanimidade dos 24 membros da sua Comissão Política, à qual tinham concorrido duas listas, uma encabeçada pelo Engº José Mendes que ganhou, e outra por mim próprio.

Porque razão tomaria em 1996 o PS, por unanimidade, a decisão de não candidatar o seu Presidente de Câmara?

Porque razão, anos mais tarde em 2005, não apoiaria o PS o seu desejo de regresso às lides autárquicas?

Se calhar o simples facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas, foram razão próxima e determinante para nunca, mas nunca mais, qualquer dirigente responsável pelo PS equacionar sequer a sua recandidatura em nome de um Partido com história, honorabilidade e ética republicana como o Partido Socialista.

Como escrevi em 1994, à mulher de César não basta ser séria, é mesmo preciso parecê-lo, pelo que passados quinze anos, só o mais distraído observador não entende que Pedro Marques é mais do que uma figura do passado, é um verdadeiro cadáver político no Concelho de Tomar.

Afastado e bem que foi António Paiva(PSD), numa brilhante estratégia desenvolvida pelo poder do PS e do PSD a nível nacional, só falta mesmo tirar este “furúnculo” do sistema político Tomarense.

Não por qualquer questão pessoal, sobre a qual não nos movemos, mas simplesmente porque a condução da política não se pode alicerçar no “favorzinho”, no “interessezinho”, no “jeitinho”, tão característico das sociedades do terceiro mundo.

Se os Tomarenses quisessem, o que não acreditamos, transformar a sua terra numa nova Gondomar, Felgueiras ou Marco de Canavezes, poderiam apostar neste regresso ao passado.

Por outro lado, se o caminho for, como julgamos, a criação de riqueza e a busca do seu lugar no contexto regional, completamente perdido nos últimos 15 anos, poderão contar com as equipas que o PS obviamente sem Pedro Marques, encontrará!

Até lá temos de aceitar, democraticamente, a existência deste tipo de “associações de interesses”, que hoje se apresentam como Independentes.

Que o caminho não é por aqui, passados quinze anos de atrofia e desprestígio de Tomar, disso não tenho a mínima dúvida!]


E portanto meus caros, o que está dito, está dito. Custa ouvir a verdade não é? Azarito!


Post Scriptum
Se virem que não têm assinaturas suficientes para preparar já um AUTO DE FÉ, que deve ser A FÉ (DOGMATISMO) o que vos move em detrimento da ÉTICA da RAZÃO, podem sempre colocar uma banquinha à entrada da corredoura, como nos tempos do PREC(1974-75) e gritar: A TERRA A QUEM A TRABALHA. NEM MAIS UM SOLDADO PARA ANGOLA, ou outro qualquer dos slogans da época.

Podem sempre inventar novos, do tipo: FURÚNCULO AMIGO O POVO ESTÁ CONTIGO. VIVA A REFORMA (esqueçam a agrária, que isso já não se usa)

Acho que assim a coisa ainda pode funcionar...

Nota: Peço desculpa por colocar a referência aos anos do Prec, mas a maioria das pessoas que frequenta este Blog nem nunca tinha ouvido falar disso...

25.8.08

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO PRECISA-SE!

Na "Agenda para o desenvolvimento do Concelho de Tomar" propunha o PS, na sua página 10/11:

De forma a garantir um desenvolvimento equilibrado do Concelho, a revisão do PDM contempla a criação de 3 NOVOS PARQUES EMPRESARIAIS:

- NORDESTE: Alviobeira / Pintado (Proximidade à Zona do Pinhal e nó do IC3/Variante a Ferreira do Zêzere
- SUL: Santa Cita/Asseiceira (Proximidade à A23/A1 e actual Zona Industrial)
- NOROESTE: Vale do Ovos (Proximidade ao Pinhal Litoral e nó do IC9/Estação Fátima)


Promover a criação de condições para o Desenvolvimento Económico, criando:

A Fundação para o Desenvolvimento Económico, Social e Ambiental e Ninhos de Empresas, de forma a optimizar a captação de investimento para o Concelho, criando bolsas de ideias de negócios, por exemplo.

O Sistema de apoio ao Investidor, de forma a desburocratizar e acelerar os procedimentos de criação, instalação e licenciamento das empresas, provendo informação em tempo real (online) do estado do processo de licenciamento municipal.

- A rede de EMBAIXADAS DE TOMAR, utilizando as Associações de Tomarenses, espalhadas pelo Mundo, como embaixadas permanentes da promoção económica do Concelho, onde a Casa do Concelho de Tomar em Lisboa, toma um lugar de destaque.

24.8.08

TOMAR ESTÁ DOENTE

Uma das vantagens do mundo actual é a rápida transmissão de informação. Hoje em dia temos quase tudo on-line (em linha informática), ou seja, exactamente à distância de um clique do rato do nosso computador. O acesso à informação deixou de estar apenas nas mãos de uns quantos esclarecidos, para chegar a todos a todo o tempo, assim se democratizando rapidamente.

Neste novo paradigma informativo, difícil é perceber como alguns pretendem que pensemos que o mundo era como há vinte ou trinta anos, onde ainda era possível esconder ou fazer esquecer os dislates, as incongruências de actuação, o favor ou o jeito colocado de forma amiga na mão que dá de comer...

Este novo tempo é mais justo, é mais perfeito e exige uma cidadania mais activa e forte. Menos tolerante perante a ignorância ou perante o dogmatismo sempre alimentado pelo compadrio de valores e acções.

Tenho a felicidade de pertencer a uma geração totalmente educada já depois do 25 de Abril, onde se leu os “Esteiros” de Soeiro, onde se deu valor ao “pensar pela própria cabeça” e onde ao seguidismo de algumas gerações anteriores perante os fortes e poderosos, o medo às “grandes famílias” das terras pequenas ou os hábitos pequeno-burgueses de uma sociedade ainda muito “Ai Senhor das Furnas, que escuro vai dentro de nós”, por exemplo, não fazem já parte da nossa vivência.

Pertencer a uma geração que tem “mundo na cabeça” é de facto um orgulho que não enjeito e em todas as missões onde me tenho empenhado quer sejam de cariz local, regional, nacional ou europeu, tenho procurado actuar com a probidade e ensinamentos que em cada uma delas vou colhendo. O gosto pelo ler e ouvir as opiniões dos outros, muito especialmente daqueles com os quais estou normalmente em desacordo, muitas vezes me tem ajudado a mudar a minha opinião e com isso a tomar decisões mais audazes, acertivas e justas. Quem comigo teve oportunidade de trabalhar nos últimos anos, na difícil gestão política do PS em Tomar, sabe que assim é.

Uma das verdades que aprendi da vida, nestes 41 anos de que me orgulho, é que nem sempre temos razão. Outra que aprendi é que quando o temos não nos devemos calar, sob pena de se poder achar que somos frouxos, medrosos ou medíocres.

Vem isto a propósito de um escrito que guardei, ao qual não terei dado eventualmente o devido valor, mas que revela da visão e leitura política que ao tempo (1995) se fazia daquilo que era a gestão do então Presidente de Câmara eleito pelo PS. Quem o escreve é o actual Vereador Carlos Carrão, eleito pelo PSD e seu mais que provável candidato às eleições de 2009. Deverá ser dado o devido desconto pelo facto deste Vereador ser um adversário político, mas os factos relatados e estado de espírito da época, ajudam-nos a relembrar que esse caminho nunca mais deverá ser trilhado, a bem da nossa sanidade e orgulho como Tomarenses.

Escrevia então Carlos Carrão, no Jornal “O Cidade de Tomar”, do dia 6 de Outubro de 1995, na sua Página 5, sob o título TOMAR ESTÁ DOENTE, com selecção, itálicos e destaque da minha responsabilidade:

“(...)Na realidade, não tenho conhecimento de, na nossa história municipal, antes ou depois do 25 de Abril, terem existido cenas tão tristes (com denúncias, ameaças e chantagens à mistura), na mais importante instituição municipal nabantina, o edifício dos Paços do Concelho. (...)

Discussões como a verificada entre o Presidente da Câmara [Pedro Marques] e um munícipe (construtor civil) em que se utilizaram expressões como:
“o sr. Não perdoa nada, eu também não lhe posso perdoar nada a si, pá...”,
“tenho de lhe dar todas e se eu descarrego a manga, então o sr. presidente é que vai desta... eu tenho o saco cheio...”,
“demita-se sr. presidente, o sr. não está a fazer nada na Câmara... o senhor só quer encher o seu saco e está-se marimbando para os outros...”,
“o sr. não ajuda nada a população, só causa problemas, o sr. é maldoso... por qualquer coisa, o sr. é ruim... entrou para a Câmara e pensa que é dono da Câmara, mas isto não é seu...”,
“pode chamar à vontade a autoridade, sabe bem que, quando eu for preso, o sr. vai primeiro do que eu...”,
“se fosse uma compra feita pelo sr. era tudo fácil...”,
“o sr. pode quando é para os seus amigos”...
quando é para encher o saco, o sr. resolve... eu tenho prova disso e vou mostrar-lhe em breve...” (...), são “diálogos” que travados na sala de reuniões do executivo camarário, envergonham qualquer tomarense...

Tomar está doente! É uma epidemia provocada por parasitas para os quais ainda não foi encontrado o antídoto eficaz. Entretanto a nossa imagem externa está cada vez mais degradada. Tomar que tem as condições para ser o Concelho mais importante da região, vê-se, desta forma, vítima de “chacota”, por parte dos vizinhos. Algo tem de ser feito para inverter este caminho, sob pena de, perante a nossa indiferença, o descrédito se instalar... (...)”


Em política, como na vida direi mesmo, a memória é importante. Cometer o mesmo erro várias vezes ou é sintoma de ignorância ou de masoquismo. Penso que quer por uma razão, quer pela outra, esquecer o que foram os anos de Pedro Marques como Presidente de Câmara em Tomar seria para todos um erro colossal e de consequências imprevisíveis!


Post Scriptum
Nota de vão de escada: Contaram-me arautos que pileca estranha e abatida democraticamente em contenda interna antiga, zurziu um qualquer vómito em defesa de seu dono. Como só ofende quem pode e não quem quer e ao vómito se não responde, apenas se limpa, aconselho vivamente o uso de restaurador Olex p'rá careca da dita!

16.8.08

O que propunha o PS para o Mercado Municipal?



É hora de relembrar, algumas das propostas que o PS assumiu defender e constantes na "Agenda para o desenvolvimento do Concelho de Tomar", aprovada em Julho de 2005, depois de mais de um ano de trabalho.





Num momento em que o debate política vai a caminho de atingir elevados decibéis, convém recentrar a discussão naquilo que é essencial: as propostas, a consistência, as alternativas e a capacidade de com seriedade, as implementar.



A vantagem do PS é ser uma entidade política com história, rosto, número de contribuinte, morada e declaração de princípios e não um qualquer agregado momentâneo para um interesse específico.

Faz portanto todo o sentido aqui se relembrar uma das passagens da "Agenda do PS":





DESENVOLVIEMNTO ECONÓMICO





(...)


A Proposta do Partido Socialista para a ocupação do espaço do Mercado Municipal. contempla a efectivação de uma verdadeira MONTRA REGIONAL, articulando os Mercados da seguinte forma:





a) Manter o mercado dos frescos no espaço actual, com melhoramentos que permitam a instalação de venda de produtos tradicionais;





b) Transferir a venda de outros produtos, na área urbana da cidade, garantindo a ligação dos dois mercados eventualmente através de transportes públicos;





c) Transferir o mercado abastecedor para um dos parques empresariais do Concelho.





(...)



in "Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar", PS Tomar - Julho 2005, Pg.9

14.8.08

Tomar está há 15 anos à deriva - Parte II

O meu anterior post, sobre a deriva que leva Tomar, nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública, inserida na edição de hoje do Jornal “O Templário”, onde me ameaça com queixa judicial por difamação, o que obviamente merece o meu comentário.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os seguintes factos, de matiz essencialmente política, em apreço:

1º Foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, com incidência directa no seu segundo mandato, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”, como escrevi;

2º “O facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996, por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997;

Ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 elementos com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.
De recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT era na altura membro da Comissão Política, só o tendo deixar de ser por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, participou nas reuniões para decisão do candidato e nem esse membro o propôs para Presidente;

Teimosamente o Vereador continua a ter uma dificuldade imensa em lidar com opinião contrária, diferente, com estratégia diversa, forma alternativa de ver a condução da vida pública autárquica e o desenvolvimento do Concelho. Já era assim durante o seu segundo mandato, nos anos 90, mantendo-se ainda assim hoje. Ou seja, além de obstinado não aprende com o tempo: feitios!

Teimosamente acha que o difamei por o considerar “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. Pois que se saiba que é essa a minha opinião: Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI, por isso é um "cadáver político", convencido que a água passa duas vezes por baixo da mesma ponte, o que como todos sabemos não acontece. É um "furúnculo" pelo simples facto de a manter-se no sistema é mais um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho - um verdadeiro custo de contexto, certo de que o ficar na mesma significa, nos tempos que correm, andar para trás. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

Teimosamente entende que o recordar que foi “o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, como escrevi no meu anterior post, é também difamação. Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano, quando o que estava em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008?

O chamar à atenção desse facto, no meu post de 28 de Julho, foi no sentido de relembrar, na minha opinião, o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar pois nunca mais Tomar voltou “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.
Embora que as maiorias PSD que se lhe seguiram na Câmara Municipal, tomaram algumas opções tremendamente erradas que recordo só a título de exemplo, o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar (1000 lugares à superfície da Cidade durante 20 anos em troca da polémica construção do parque por detrás da Câmara), feito com a ParqT, que poderá levar a um pagamento por parte da Câmara de mais de dez milhões de euros de indemnização.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Combato a injustiça desde os 11 anos de idade, pelo que dificilmente hoje, trinta anos passados, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso. Portanto desengane-se ao ir por aí!

E já agora deveria o Vereador aprender que os fantasmas que o perseguem desde os anos 90, conforme tive oportunidade de escrever no post “Os três equívocos da assembleia municipal”, não é em tribunal que eles se tratam, mas sim noutro local.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.
Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.
A mim ainda não conhecem, mas se os acasos da vida pública alguma vez me levassem à função que o Vereador ocupou em tempos à frente dos destinos da Câmara de Tomar, esperaria ter aprendido com ele, a bem do interesse público, o que não fazer.

10.8.08

Uma análise do e-escolinha

Esta é uma opinião polémica e negativa para o Programa do Governo, mas de qualquer forma não é descabido analisar.


http://www.sintravox.com/Nacional/178.html

4.8.08

Porque não?

"Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola."

Fernando Pessoa, em "O Eu Profundo"

1.8.08

Um forte e justo abraço para as Férias


28.7.08

Tomar está há quinze anos à deriva!

Há coisas sobre as quais não podemos ser indiferentes e oportunismos sobre os quais não podemos calar a nossa revolta!

Nunca como antes de Pedro Marques ter sido eleito para o segundo mandato de Presidente de Câmara(1993-1997), Tomar tinha estado na boca do mundo como antro de oportunismo e “favor fácil”. O Presidente na altura eleito por maioria absoluta pelo PS, viria a tornar-se o maior flop da vida política do Distrito de Santarém do pós-25 de Abril.

Tomar está efectivamente à deriva desde 1994, altura em que Pedro Marques foi eleito para o seu segundo mandato. Nas eleições seguintes, bem decidiu o PS não o candidatar, em decisão tomada por unanimidade dos 24 membros da sua Comissão Política, à qual tinham concorrido duas listas, uma encabeçada pelo Engº José Mendes que ganhou, e outra por mim próprio.

Porque razão tomaria em 1996 o PS, por unanimidade, a decisão de não candidatar o seu Presidente de Câmara? Porque razão, anos mais tarde em 2005, não apoiaria o PS o seu desejo de regresso às lides autárquicas?

Se calhar o simples facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas, foram razão próxima e determinante para nunca, mas nunca mais, qualquer dirigente responsável pelo PS equacionar sequer a sua recandidatura em nome de um Partido com história, honorabilidade e ética republicana como o Partido Socialista.

Como escrevi em 1994, à mulher de César não basta ser séria, é mesmo preciso parecê-lo, pelo que passados quinze anos, só o mais distraído observador não entende que Pedro Marques é mais do que uma figura do passado, é um verdadeiro cadáver político no Concelho de Tomar.

Afastado e bem que foi António Paiva(PSD), numa brilhante estratégia desenvolvida pelo poder do PS e do PSD a nível nacional, só falta mesmo tirar este “furúnculo” do sistema político Tomarense. Não por qualquer questão pessoal, sobre a qual não nos movemos, mas simplesmente porque a condução da política não se pode alicerçar no “favorzinho”, no “interessezinho”, no “jeitinho”, tão característico das sociedades do terceiro mundo.

Se os Tomarenses quisessem, o que não acreditamos, transformar a sua terra numa nova Gondomar, Felgueiras ou Marco de Canavezes, poderiam apostar neste regresso ao passado. Por outro lado, se o caminho for, como julgamos, a criação de riqueza e a busca do seu lugar no contexto regional, completamente perdido nos últimos 15 anos, poderão contar com as equipas que o PS obviamente sem Pedro Marques, encontrará!

Até lá temos de aceitar, democraticamente, a existência deste tipo de “associações de interesses”, que hoje se apresentam como Independentes.

Que o caminho não é por aqui, passados quinze anos de atrofia e desprestígio de Tomar, disso não tenho a mínima dúvida!

25.7.08

OS TRÊS EQUÍVOCOS

DA ÚLTIMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Artigo de opinião, publicado na edição do Jornal "O Cidade de Tomar", de 25 de Julho de 2008

A Assembleia Municipal é sempre um órgão político difícil de explicar à generalidade das pessoas. Se por um lado parece não ter qualquer poder, por outro pode bloquear a possibilidade do Município funcionar, recusando propostas da respectiva Câmara, o respectivo Orçamento, Planos de Pormenor, enfim todo um conjunto de documentos e decisões que criam as condições para que um Município funcione.

Constitui no entanto a Assembleia Municipal a expressão máxima da vontade popular, como tal definida em eleições livres e justas, devidamente fiscalizadas e auditadas por órgãos independentes da República, aí estando representados todos os Partidos, Coligações ou grupos de cidadãos independentes, que conseguem um mínimo de votos, que em Tomar ronda os 800/900 votos.

É portanto um órgão muito mais democrático que a Câmara Municipal, onde menos forças por tradição estão representadas. No caso de Tomar estão representadas três forças na Câmara (PSD, IpT e PS) e cinco na Assembleia (PSD, PS, IpT, CDU e BE).

A Assembleia é assim o verdadeiro Parlamento Local onde o poder, a Câmara Municipal, tem de prestar contas, ora propondo a tomada de decisões, ora explicando as decisões tomadas, nos termos definidos na Lei 169/99. Nela coexistem ainda todos os Presidentes de Junta de Freguesia eleitos no Concelho, com igual direito e legitimidade aos directamente eleitos pelo povo. No caso de Tomar, aos 16 Presidentes de Junta (9 PSD, 5 PS, 2 CDU), juntam-se 21 eleitos em sufrágio universal (10 PSD, 5PS, 4IpT, 1CDU e 1BE).

Os debates existentes neste “pequeno parlamento local”, composto em Tomar por 37 pessoas que apenas recebem uma senha de presença às respectivas reuniões num valor próximo dos 67€, são normalmente bastante vivos e ajudam a Câmara a melhorar as suas decisões, quando assim o decide fazer, ouvindo, ou aos representantes do povo o de entenderem melhor as decisões por esta tomadas. De qualquer forma, o trabalho produzido quando há verdadeiro interesse de procura do interesse público, é satisfatório e valoriza todos os intervenientes.

De quando em vez os decibeis do debate sobem um pouco, da intervenção passa-se ao claro insulto e vai daí, por vezes dão-se episódios que pouco dignificam os detractores, como por exemplo quando o ex-Presidente, em Julho de 2006, procurou ofender a minha idoneidade profissional em resposta a um ataque político sobre a sua ineficácia de defesa do interesse de Tomar na questão do Hospital de Tomar, ou mais recentemente quando o deputado do Bloco se insurgiu com adjectivos desadequados à pessoa do Presidente da Assembleia e à minha própria a propósito da melhoria da grelha de tempos de intervenção na Assembleia.

Este é claramente o primeiro equívoco. O Bloco ao escolher para seu deputado municipal o, estou certo, único professor que não sabe fazer uma conta de dividir errou, porque assim não dignificou o órgão Assembleia, nem os seus eleitores, porque quanto é público e assumido, o dito deputado quando a agenda não lhe interessa e quando lhe convém não se faz substituir para assim não deixar que o BE tenha a sua voz diferenciada na Assembleia.

O equívoco é este deputado confundir que foi eleito como cidadão que é e não como representante de uma força política, achando que não deve, nem tem que prestar contas a ninguém e que pode fazer e dizer o que quer e lhe apetece, sem cuidar da necessária urbanidade e respeito pelos eleitores e pelos órgãos para os quais é eleito. Já um mês antes o mesmo deputado abandonara a reunião da Comissão de acompanhamento do PDM, por a representante do PSD se ter recusado e bem, a pedir desculpa pela mudança de posição que operara, a propósito da Carta Educativa, entre uma reunião de Comissão e o plenário da Assembleia Municipal.

O deputado do Bloco confunde a representação política com a sua pessoa, o que não sendo caso único, não valoriza o respeito que os mais de mil eleitores do BE em Tomar mereciam.

Quanto ao facto de ser o único docente que não sabe dividir é simples: Uma hora tem 60 minutos. A Lei já citada diz que há um período de uma hora antes da ordem do dia para os deputados municipais abordarem assuntos de interesse para o Concelho. A Assembleia em Tomar tem 37 membros com direito a falar. O Bloco tem um único eleito. Ao Bloco caberão exactamente 1/37 dos sessenta minutos que tem uma hora, o que dá cerca de 1 minuto e 37 segundos. Ora a grelha de tempos que foi entretanto aprovada dá ao BE 4 minutos. O que há de errado nisso? Só se for o PSD e o PS considerarem-se prejudicados pois o tempo que é dado a mais ao BE (e à CDU e aos IpT), lhes é retirado ao tempo a que estes (PSD e PS) teriam direito.

O segundo equívoco da Assembleia resulta do facto do PSD não conseguir sair deste estado letárgico de quase “guerra civil” e “orfandade”, no qual vive mergulhado nos últimos dois anos, com sucessivas guerras locais, distritais e nacionais e com a fuga do ex-Presidente para Coimbra.

Ora precisamente na Assembleia onde o PS apresenta uma justíssima Moção de Censura, que pode ser lida na íntegra em http://www.tomar.psdigital.org, o PSD não conseguiu esboçar uma defesa sequer. A única tentativa desastrada que fez, nos mais de 20 minutos de tempo que teve à disposição foi para o Presidente da Junceira(PSD) ler e citar várias cartas que havia trocado com a Câmara(PSD), onde esta nada lhe respondia, mais parecendo interessado em se justificar perante a sua inglória e ineficaz gestão da Freguesia, do que em responder à Moção de censura apresentada pelo PS.

Com tal atitude o referido Presidente de Junta PSD, só deu razão à profundidade e justeza da Moção apresentada. Esta atitude da bancada do PSD, cada vez mais entregue a um conjunto amorfo e perfeitamente injustificável de pessoal político fraco de ideias e ausente de espírito crítico, em nada valoriza a Assembleia em primeiro lugar e não cria condições para uma melhor gestão por parte da Câmara PSD, o que deveria constituir o seu objectivo primeiro. Ou será que estão interessados em que ela vá rapidamente para casa? Ou será que não conseguem já ultrapassar as divergências, entre apoiantes de Carrão, de Ivo e de Corvelo? Não acham que o Concelho, depois de mais de 12 anos de incapacidade total, merecia um pouco de respeito e de trabalho? Este é o segundo equívoco e o mais grave.

Quanto ao terceiro equívoco ele é de outra natureza, menor sob o ponto de vista das consequências directas que pode ter no futuro, mas mais estranho que é o facto de haver ainda quem ache que a água passa duas vezes debaixo da mesma ponte.

Resultado talvez da paragem no tempo que se observa cada vez com mais nitidez em Tomar, o ex-Presidente de Câmara eleito há quase vinte anos pelo PS, hoje vereador dos IpT, vive num mundo de fantasmas, tendo pedido a palavra em defesa da honra, quando nunca a sua idoneidade foi colocada em causa na dita Assembleia. Veio falar de processos na Judiciária, de perseguições, de autos, de arquivamentos, de sabe-se lá de que fantasmas foi buscar ao sótão ou à consciência quiçá, na tentativa de desvalorizar aquilo que é um facto pelo PS sempre denunciado: a vergonha que foi todo o processo, por si iniciado, relativo a uma operação urbanística junto à Estrada da Serra, denominada UOPG4, que devia levar a uma aprofundada investigação processual, que o PS já pediu, mas que ninguém, leia-se PSD e IpT, parece interessado em promover.

A acusação de cambalacho político entre a última Câmara de Pedro Marques, as duas de António Paiva e actual é um adjectivo demasiado suave para caracterizar essa e outras situações, onde infelizmente a Câmara se tem “enterrado” na última década e meia, de onde sobressai como caso maior o Parque de Estacionamento por detrás da Câmara e o Contrato de Concessão assinado com a ParqT.

Bonito de ver esta conivência sempre presente entre IpT e PSD, quando se trata de tentar passar uma esponja nas tropelias do passado. O problema dos políticos do passado é que confundem sempre a árvore com a floresta e o seu umbigo com o mundo!

Pois que se deixem de equívocos e façam mas é o que têm a fazer: trabalhem, que foi para isso que o povo os elegeu!

24.7.08

MOÇÃO DE CENSURA DO PS

PORQUE RAZÃO NÃO A VOTOU A CDU E O BE?

Artigo de opinião publicado no Jornal "O Templário", na sua edição de 24 de Julho de 2008

O PS apresentou na última Assembleia Municipal uma Moção de Censura à Câmara PSD, que viria a ser recusada com 20 votos contra do PSD e do Presidente de Carregueiros, e 13 a favor do PS e dos IpT. A CDU e o BE não participaram na votação tendo abandonado a sala.

Estranho? Nem tanto.
Quais os argumentos invocados? De ambos, CDU e BE, a alteração das grelhas de tempos que proposta pelo PS, viria a ser discutida dois pontos da ordem de trabalhos mais à frente.
Tal argumento não pode ser levado a sério, pois mesmo que tivessem alguma razão, o que também não é o caso, o que estava a ser votado era a censura à Câmara Municipal, à sua gestão ineficaz, às suas políticas erradas, ao devaneio autista que perpassou durante mais de dez anos por Tomar, à incapacidade para promover o desenvolvimento económico e a fixação de população, a revisão do PDM prometida há dez anos, o desrespeito pelas decisões da Assembleia Municipal mesmo votadas pela sua própria maioria, enfim um desfiar de razões que podem ser lidas na íntegra em http://www.tomar.psdigital.org.

O que objectivamente não quis a CDU, nem o BE fazer foi votar ao lado do PS contra a Câmara PSD. Por dois motivos diferentes na origem mas iguais no resultado, a CDU porque embora diga sempre que quer que o PS “governe para os trabalhadores, as mulheres, os reformados e pensionistas e construa políticas de esquerda”, no fundo não deseja que assim seja, preferindo reiteradamente que quanto pior melhor.

A actual CDU, capa para o mais dogmático Partido Comunista do mundo desenvolvido, apenas se quer alimentar da desgraça e miséria alheia, enquanto os seus dirigentes se banqueteiam no orçamento dos altos cargos do dirigismo e funcionalismo sindical, mais parecendo um bando de abutres que procuram a mais pútrida carcaça para se alimentar. Este PC que dá corpo a esta CDU, só é capaz de mostrar a sua força contra o PS, preferindo claramente que o poder esteja entregue aquilo que eles apelidam de direita, mas que mais não faz do que alimentar o seu dogmatismo balofo dos baús da história. Em Tomar não é diferente. Basta ouvir as intervenções que são proferidas na Assembleia pelo seu deputado eleito, para se perceber que por vontade da CDU, já teríamos acabado de vez com os ricos, quando o que falta é acabar com os pobres.

O BE, porque tendo adjudicado a sua representação a um cidadão que em caso de discordância com as posições do Bloco opta por faltar à Assembleia e não se fazer substituir, privando assim o BE de ter a sua representação que o povo votou para ter na Assembleia, mais não se pode esperar que este, naquilo que é essencial, seja conivente com a gestão PSD.

Ao não quererem votar a Moção de censura apresentada pelo PS, a CDU e o BE na Assembleia deram razão à cada vez mais notória conivência de públicas virtudes políticas com privados vícios políticos. Têm objectivamente medo que o PS possa chegar ao poder da Câmara Municipal, porque sabem bem que este irá mudar as coisas! Preferem de forma clara o PSD, que mantém tudo como está. Nem querem saber se será com o grupo do Carrão, do Ivo ou do Corvelo. Mas que preferem o PSD isso é notório.

Mas se é assim porque não fazem como o Presidente de Junta de Carregueiros eleito pela CDU e agora em transição acelerada para o PSD? Porque não vão já para o PSD e deixam de defraudar quem votou neles?

A clareza, a honestidade intelectual, a frontalidade é sempre melhor do que a conivência velada.

Todos ficámos a saber que para a CDU e para o BE, não havia quaisquer razões para censurar a Câmara PSD. Logo esta que é a pior desde o 25 de Abril. Lindo!

12.7.08

O PROFESSOR, O MESTRE e O CACHOPO

Confesso que andei na escola primária e aí tive aquele que considero o mais marcante professor de toda a minha vida até hoje. O seu nome é reconhecido por muitos da minha geração e de outras pois este professor exerceu a sua actividade durante muitos anos, tendo inclusivé sido Vereador na Câmara Municipal de Ourém. O Professor Diamantino, entretanto falecido há já uns anos, deixou em mim um indelével respeito pela profissão de Docente, que viria mais tarde a dar o devido valor pelo facto de ter durante sete anos partilhado a minha vida com as aventuras e desventuras dessa profissão com a mãe dos meus filhos.

Mas o meu professor primário, homem sério e recto, excelente pedagogo, despertou em mim o gosto por aprender as letras e muito especialmente os números. Julgo que foi com o professor primário que eu, como penso que todos, aprendemos as mais elementares operações matemática.

Aprendemos por exemplo a contar, a subtrair, a multiplicar e a dividir. Não sei se foi aí que aprendi a dividir 60 por 37, se calhar foi até mais tarde, mas os ensinamentos que o meu professor primário me deu foram essenciais para saber fazer essa e outras contas.

Hoje há um professor primário, de nome trincão, que não sabe contar. Por vezes dou comigo a pensar que nem sequer saberá ler, mas isso são contas de outro rosário, que para aqui não são chamadas. Infelizmente não só não sabe contar, como ainda parece estar naquele estádio de desenvolvimento do conhecimento em que pensa que o mundo gira em torno dele.

Juro que me lembro do meu filho que tem hoje 7 anos, de já ter passado essa fase, mas pode só ser impressão minha, que como todos sabem não sou pedagogo e portanto incapaz de chamar a outro cachopo ou um outro qualquer epitáfio quando perdido de razão, de nada mais me lembraria do que proferir impropérios só pelo prazer de "apalhaçar" a vida.

Mas afinal porque é que é importante que o professor primário, saiba dividir 60 por 37?
É que dava jeito que por exemplo se soubesse que cada hora tem 60 minutos e não mais.
É que era ter um pouco de cultura se se soubesse interpretar que "proporcional", quer dizer proporcional e não uma qualquer outra coisa que nos sirva em cada ocasião.
É que era humilde perceber que quando se é um(1) em 37, é-se apenas um em trinta e sete e não mais. Especialmente quando se trata de ser eleito e se exerce mandato em nome do povo, convem aprender a respeitar não só a vontade dos que votaram em nós, mas também dos que votaram nos outros.

Penso que para se poder exercer em Portugal a profissão de professor primário, hoje diz-se do primeiro ciclo do ensino básico, é mesmo preciso saber um pouco mais do que ler e escrever, sendo também preciso saber contar.
Juro que o meu Professor primário sabia. ~
Juro que todos os professores com os quais tenho trabalhado ao longo da vida, e têm sido centenas, também sabem. Então porque raio é que o Bloco de Esquerda escolheu logo para seu Deputado Municipal o único que não sabe contar? É preciso azar!

Então a dita personagem, egocêntrica e afectada, desata num conjunto de impropérios para quem propõe e suporta que se a distribuição dos tempos para se falar numa assembleia devem ser proporcionais, se uma hora tem apenas 60 minutos e se ele é um único eleito, muito naturalmente só poderia ter um tempo na casa de 37/60, o que na minha terra dá cerca de 1 minuto e 37 segundos.

Ora o afectado deputado acha que o facto de numa hora, que tem 60 minutos, poder falar 4 minutos, quando por direito só teria 1 minuto e 37 segundos é uma injustiça? Pois tem absoluta razão! Como diz o povo "quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lado lhe vêem"...

De facto, é através do principio de solidariedade entre os diferentes grupos municipais que os que têm mais eleitos, o PSD com 19 e o PS com 10, perdem um pouco do seu tempo para que os que têm menos possam falar um pouco mais. Assim era e assim se mantem.

O PS teria direito, na tal hora que apenas tem 60 minutos, a cerca de 16 minutos e 10 segundos, mas na verdade apenas tem direito a 15. O minuto e dez segundos que o PS perde vai juntar-se a outros minutos que o PSD perde para que o BE, com 1 eleito, a CDU com 2 e os Independentes com 4, possam ter um pouco mais do que teriam direito pela proporcionalidade. O BE fica com 4 (tinha direito a 1min e 37seg), a CDU fica com 6 (tinha direito a 3min e 14seg) e os independentes ficam com 8 (tinham direito a 6min e 28seg). Isto é mais do que justo ou não?

Vir hoje o deputado do Bloco dizer que sempre defendeu uma proporcionalidade com cinco minutos para cada Deputado é não saber fazer contas, pois com 37 eleitos, cada hora passava a ter 185 minutos. Por muito mau que seja este Professor, decerto que ainda saberá fazer contas mínimas ou socorrer-se de um dos seus excelentes colegas para o ensinarem!

Felizmente que o meu filho não o teve como docente!
Felizmente para mim que tive um Mestre como professor primário.
Felizmente para os cachopos da escola de hoje que têm excelentes prossionais, empenhados e astutos o suficiente para ensinarem bem os filhos dos outros e transmitirem valores de respeito, ética e verdade, que felizmanete só a alguns vão faltando!

16.6.08

CURSO DE MESTRADO EM CAMPOS DE GOLF - Uma opção para não licenciados...

Isto pode parecer uma brincadeira, mas não é. Pode ser consultado no diário da República no seguinte link: http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf

Apenas transcrevo as partes mais interessantes

UNIVERSIDADE DO ALGARVE
Serviços Académicos
Deliberação n.º 705/2008



Criação
1 — A Universidade do Algarve, através da Faculdade de Engenharia
de Recursos Naturais, da Faculdade de Economia e da Escola Superior
de Gestão, Hotelaria e Turismo confere o grau de mestre em Gestão e
Manutenção de Campos de Golfe
e ministra o ciclo de estudos a ele
conducente.
2 — O grau de mestre em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe,
é conferido nas seguintes áreas de especialização:
Gestão;
Manutenção.



Habilitações de acesso
1 — Poderão candidatar -se ao curso de Mestrado em Gestão e Manutenção
de Campos de Golfe:
(...)
d) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional,
que seja reconhecido como atestando capacidade para realização
deste ciclo de estudos
pelos Conselhos Científicos da Faculdade
de Engenharia de Recursos Naturais, da Faculdade de Economia e
da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade
do Algarve.

2 — O reconhecimento a que se referem as alíneas b) a d) do n.º 1 tem
como efeito apenas o acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de
mestre e não confere ao seu titular a equivalência ao grau de licenciado
ou reconhecimento desse grau.

CONCLUSÃO:
Pode ser-se Mestre sem se ser Licenciado... LINDO!

11.6.08

COMBUSTÍVEL - A LEI

Os perceitos da Lei devem ter prevalência sobre justas reivindicações da INPACAPACIDADE GLOBAL para lidar com o "Capitalismo Liberal e Selvagem" em que claramente vivemos.

Vejamos por isso, e com a devida vénia ao meu camarada Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim, Dr.Armindo Bento, aqui vai um resumo e leitura interessante:

Artigo 57.º (CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA PORTUGUESA)
Direito à greve e proibição do lock-out

1. É garantido o direito à greve.
2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defenderatravés da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, deserviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos einstalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrerà satisfação de necessidades sociais impreteríveis.
4. É proibido o lock-out.

O direito à greve é um direito de ordem superior, um direito de ordem constitucional, que se sobrepôe a outros de ordem inferior, se necessário!

Hoje assistimos em directo na televisão a vários crimes previstos e punidos no Código Penal, nomeadamente coacção, dano, lançamento de projécteis contra veículos, etc., perante alguma complacência das forças de segurança.

Os camionistas gozam de imunidade?
Se fosse um piquete de uma greve de trabalhadores a impedir pela forçaum camião de entrar numa empresa, a polícia de intervenção seriachamada a resolver a questão, como sucedeu há uns meses numa greve detrabalhadores do lixo.

Hoje nada disso sucedeu nas várias situações de coacção ocorridas.
Os camionistas gozam de alguma imunidade?

Se os trabalhadores em greve desrespeitarem os serviços mínimosessenciais, são objecto de requisição administrativa. Hoje foi impedida a circulação e o transporte de bens essenciais.
Os camionistas gozam de alguma imunidade?

E a autoridade do Estado entrou em licença sabática?
Ou me engano muito, ou o Governo está a arranjar lenha para se queimar.

Lock-out
Artigo 605º do Código do Trabalho

1 — É proibido o lock-out.
2 — Considera-se lock-out qualquer decisão unilateral do empregador que se traduza na paralisação total ou parcial da empresa ou na interdição do acesso aos locais de trabalho a alguns ou à totalidadedos trabalhadores e, ainda, na recusa em fornecer trabalho, condições e instrumentos de trabalho que determine ou possa determinar a paralisação de todos ou alguns sectores da empresa ou desde que, em qualquer caso, vise atingir finalidades alheias à normal actividade da empresa.

Sanção
Artº 689º (Greve e lock-out)
"Constitui contra-ordenação muito grave todo o acto do empregador que implique coacção sobre o trabalhador no sentido de não aderir à greve ou que o prejudique ou discrimine por motivo de aderir ou não à greve, bem como a violação do disposto nos artigos 596º e 605º."

Artigo 613º
Violação do direito à greve
1 — A violação do disposto nos artigos 596º e 603º é punida com penade multa até 120 dias.
2 — A violação do disposto no artigo 605º é punida com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

13.5.08

Centros escolares: «A Educação é uma prioridade do QREN»


A construção de novos centros escolares é «uma das prioridades do Quadro de Referência Estratégico Nacional», afirmou o Primeiro-Ministro na assinatura de 126 contratos para construção ou reabilitação destes equipamentos com 56 câmaras do Norte, a 7 de Maio, no Porto.

José Sócrates sublinhou a importância de executar o QREN «com celeridade e, naturalmente, com exigência», apontando que as «aprovações rápidas destes projectos devem servir de referência e de exemplo para todos os programas operacionais e para todas as áreas de financiamento que o QREN cobre».

Dos 126 contratos, 67 são para ampliação e 59 para construções de raiz, estimando-se que sirvam 33 600 alunos (9160 do pré-escolar e 24 440 do primeiro ciclo do ensino básico). Serão disponibilizadas 1400 salas de aula, num investimento total de 142 milhões de euros, sendo os fundos comunitários de 100 milhões.

O PM criticou o atraso no encerramento das escolas com menos de 10 alunos: «Por falta de coragem politica convivemos durante anos a fio com situações que davam como consequência a exclusão e o abandono escolar», como «estava demonstrado por relatórios atrás de relatórios que convidavam os poderes políticos e as câmaras a não manterem abertas escolas com menos de 10 alunos», pois «prejudicam essas crianças e prejudicam o sistema de ensino».

A «mudança muito significativa, muito profunda e ambiciosa» levada a cabo pelo actual Governo no 1º ciclo do ensino básico, «representará o que será o País do futuro», disse ainda. Sócrates salientou que, há três anos, apenas 20% das escolas primárias davam refeições aos alunos, taxa que se situa hoje em mais de 80%; que em 2005 «só 40% das escolas funcionava até às 17h30», o que era «um sinal de desistência da escola pública».

«Não podemos desistir de ter a ambição de ter uma escola que tenha tudo isto, em benefício das famílias e dos alunos», acrescentou ainda.

8.5.08

SORRISO DE CANDIDATO

O Jornal de referência na região [O Mirante], já pela segunda vez publica, uma vez em notícia firme e agora na sua secção "brincalhona" [Cavaleiro Andante, 1/5/2008], a possibilidade do Governador Civil de Santarém poder ser candidato ao Município de Tomar.

Em termos puramente académicos até poderia, porque como ele próprio tem recorrentemente dito, quem está na vida política deverá estar à disposição dos Partidos, neste caso do PS, para se candidatar e exercer os mandatos políticos onde quer que tal seja necessário. É este não só o seu pensamento político, que partilho, como a obrigação de quem se afirma de uma esquerda de serviço público, como vem sendo o caso.

Tal academismo da solução não passa disso mesmo, pelo simples facto de existirem em Tomar inúmeras figuras públicas com igual capacidade, amor à causa pública semelhante e perspectiva solidária de intervenção política suficiente, para darem a cara por Tomar e pelo Partido Socialista nas eleições autárquicas de 2009.

Mal seria que a maior organização política de Tomar e a segunda maior Secção do PS do Distrito de Santarém, não tivesse a ousadia de saber e poder escolher, em total e absoluta liberdade de consciência, os seus autarcas para o mandato de 2009-13. O simples facto de se falar da hipotética candidatura do Governador Civil a Tomar, só releva para a importância que tal facto poderia constituir para a sua pessoa e que muito o honraria, estou certo disso.

A "aura" Templária que nos perpassa, na plena e firme afirmação dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, impele-nos a desejar aos nossos amigos e vizinhos de Ourém, o mais fraterno e forte abraço de boa sorte na sua demanda pelo Santo Graal. Toda a Região agradece.

1.5.08

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO TRABALHO

Todos sabemos que as alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.

Portugal padece de graves e estruturantes problemas endémicos, que apenas a alteração do Código do trabalho, dando mais relevência à responsabilidade de trabalhadores e empregadores, pode não resolver. O problema de base é mesmo cultural e só se resolve com ATITUDE!

A discussão sobre a revisão do código do trabalho teve, desde já, uma grande diferença por relação à que ocorreu aquando do governo PSD/PP: uma conflitualidade política muito inferior.

São boas notícias e não é difícil perceber as razões para que assim seja.
Há cinco anos, as alterações do direito do trabalho foram apresentadas como a solução para todos os problemas de competitividade da economia portuguesa. Enquanto o Governo se envolvia numa cruzada que visava enfraquecer o papel dos sindicatos na contratação colectiva, estes viam nas alterações à legislação laboral o mais sério ataque aos direitos dos trabalhadores. Ambas as partes, politizaram a discussão, entrincheirando-se em posições que impossibilitaram a negociação.
A proposta agora apresentada pelo Governo tem, deste ponto de vista, um conjunto de vantagens. Antes de mais, o executivo não aproveitou a revisão da legislação laboral para encetar uma cruzada ideológica, de forte carga simbólica. Pelo contrário, a proposta é uma base para discussão, que procura criar condições efectivas para um consenso.
Depois em momento algum o Governo indiciou que esta era a mãe de todas as reformas. As alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.
O tema "precariedade" é um bom exemplo da terceira via em que assenta a proposta do Governo.
Uma das singularidades do mercado de trabalho português é a existência de elevados níveis de vínculos precários. Entre nós, cerca de 20% do emprego é precário, um valor 6 pontos percentuais superior à média europeia.
De acordo com o inquérito ao emprego do INE, em 2007, havia cerca de 3 milhões de contratos sem termo para cerca de 700 mil com termo.
A estes há que somar outra das especificidades nacionais, o número muito significativo de independentes, cerca de 1,2 milhões (uma grande parte são agricultores idosos). Entre estes independentes esconde-se o que não é uma situação de precariedade, mas, sim, de ilegalidade – os falsos recibos verdes.
O emprego precário tem sido o escape das empresas (e convém não esquecer, do Estado) para criar emprego num contexto de fragilidade do tecido económico português. Perante um cenário de rigidez formal da lei, as empresas operam nas margens da ilegalidade, aproveitando a baixa eficácia da regulação laboral.
Perante este cenário, o discurso político tende a alternar entre dois extremos: de um lado, aqueles que afirmam que a solução para a precariedade é a flexibilização do mercado de trabalho, designadamente desprotegendo aqueles que têm vínculos certos e sem termo. Do outro, os que afirmam que é preciso combater a precariedade, rigidificando a lei e fiscalizando as ilegalidades (ou seja, nomeadamente proibindo os abusos nos recibos verdes). Nenhuma destas soluções é viável. A primeira porque esquece, por um lado, que o direito do trabalho assenta numa assimetria de posição entre empregadores e empregado, em que a lei é o garante de alguma equidade, e por outro, que a liberalização do mercado de trabalho em Portugal fragilizaria ainda mais o tecido social português. A segunda porque esquece que um incremento da rigidez seria necessariamente acompanhado de maior flexibilidade de facto e, tendo em conta a extrema debilidade do nosso tecido económico, transformaria o grosso dos precários em desempregados.
A solução que o Governo apresentou é uma terceira via criativa para um dilema fundamental da regulação do mercado de trabalho português.
Com o fim da taxa social única, as empresas passam a descontar menos para os contratos sem termo e mais para os contratos a termo. Simultaneamente, dão-se passos fundamentais para que os independentes passem a ter algum tipo de protecção social comparticipada pelo empregador (através do pagamento de 5 pontos percentuais da taxa contributiva).
Desse ponto de vista, trata-se da versão portuguesa do princípio da flexigurança.
Troca-se maior flexibilidade (em última análise, através do reconhecimento de soluções de grande precariedade) por alguma segurança em sede de protecção social.
Há, contudo, pontos críticos que estão ainda por esclarecer. Desde logo o fim da taxa social única. A proposta do Governo é omissa quanto ao impacto para a receita da segurança social destas alterações. Depois, apesar das medidas que visam o reforço da presunção da existência de um contrato para os independentes, sobre estes continua a pairar a cobertura pelo direito civil.
Este começo de processo revela a essência da Governação PS: Uma atitude consistente e determinada na resolução dos problemas existentes, assumindo a via negocial, mas sem transigir nos objectivos.
Post Scriptum - O papel da CGTP
Ainda as negociações não tiveram início e já a CGTP organiza grandiosas manifestações contra as alterações da legislação laboral, ao mesmo tempo vai negociar, aproveitar os tempos de antena e no fim anunciar que não assina qualquer acordo. Daqui a uns tempos volta à luta nas ruas contra qualquer alteração da legislação que não aprovou.

O actual código laboral pelo qual a CGTP luta já suscitou dezenas de greves e de manifestações ao longo da sua história, resulta de vários acordos que a CGTP nunca assinou e de longos processos negociais onde a CGTP só esteve presente para dizer que não assinaria e aproveitar a exposição mediática.
Basta ler a entrevista de Jerónimo de Sousa ao Diário de Notícias para se saber que por melhor que seja o acordo ou por maiores que sejam as cedências do patronato, Carvalho da Silva está proibido pelo seu partido de concordar com o que quer que seja, ele não foi designado pelo PCP para estar à frente da CGTP para dizer o que pensa ou para defender os interesses dos trabalhadores, mas sim para actuar de acordo com a agenda político-eleitoral do PCP e neste momento o que interessa a este partido é agitação na rua, porque quanto pior melhor.
Está talvez na hora de as outras partes - Sindicatos e Patrões - convidarem a CGTP a não participar nas negociações já que lá está de má fé.

29.4.08

video

15.4.08

AKORDO ORTOGRAFICO

Confesso que sou um apoiante do acordo ortografico, mas não posso deixar de me rir com esta abordagem, exagerada de todo, que não quis deixar de partilhar convosco.


REFORMA Ortográfica com " HUMOR "

Eis aqui um programa de cinco Anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave.
Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
No segundo ano
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil..

No terceiro Ano
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando
kom teror de soletrar..

No quarto ano
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.

No quinto ano
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu e vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti.

Olia ço ki maravilia!

26.3.08

Motor revolucionário


Mão amiga, fez-me chegar este Video, que mesmo que não seja verdade, nos aponta um caminho interessante e nos relembra a dependência do Petrólio.

24.3.08

Quando se é jovem todo o mundo está ali à mão.

A pedido da Redacção do Jornal "O Cidade de Tomar", a propósito do seu aniversário em 2008.

Na Tomar de há vinte anos ser jovem era uma seca, não havendo em Tomar mais do que um local da noite, que não fosse uma cervejaria. Havia é certo todo o tipo de oferta de ensino, um conservatório, um instituto de línguas, dois cinemas a funcionar e o único centro comercial de toda a região. Mas fora daqui havia um mundo inteiro de outras oportunidades, razão pela qual muitos da minha geração daqui saímos e poucos voltaram passados vinte anos.

Muito provavelmente, os jovens de hoje dirão exactamente o mesmo, sinal óbvio de que algo falhou.

Haviam na altura em Tomar locais que são hoje apenas uma recordação como o Salão de Jogos Obélix, a Cervejaria Noite e Sol e Bar Frederico, onde hoje é o Casablanca na Rua de S.João. Sendo um sítio ímpar, o Bar Frederico era um local onde dava gosto estar, com um estilo intimista, apropriado para uma conversa de fim de noite, augurando por algo de mais firme e desenvolto nas horas que se seguiriam… Horas essas por vezes passadas até de madrugada na celebérrima Discoteca local, o Pim-pim, hoje transformada num local de culto…

Tomar evoluiu muitos nestes vinte anos, não só pelos locais de noite e da noite onde se pode estar, sem preconceitos, professando este e aquele culto ou mesmo nenhum, para aqueles que se dizem livres.

Tomar estava na altura nos Jogos sem Fronteiras, hoje faz parte de uma Comunidade Urbana apontando o seu caminho na Europa, como meta a atingir. Tomar na altura era gerida por uma Câmara PPD, onde a esposa do actual Presidente era Vereadora de um Partido que já não existe: o PRD. As opções de trabalho para a minha geração que havia saído há pouco do Liceu eram poucas: vida militar, um qualquer trabalho pouco especializado nas Indústrias e Serviços da região ou a aventura numa das áreas metropolitanas de Portugal ou da Europa (França e Suiça especialmente).

Estávamos no início da nossa via Europeia a 12, depois do rotundo falhanço do caminho Africano. Hoje olhamos para Africa e Brasil como forma de sublimarmos os labirintos de uma Europa a 27. Tomar tinha na altura um Presidente que havia retornado de Moçambique, hoje quase já não nos lembramos de um outro que por lá e por aí cirandou a caminho do Portugal dos pequeninos…

Tomar era terra farta de sobra para os enteados e parca de oportunidades para os filhos, como aliás todas as terras desta província imensa que de Lisboa se entreolhava e espreitava para o seu território.

O Instituto Politécnico dava os seus primeiros passos pelas mãos de Baeta Neves e Júlio das Neves, com o alcance e visão que hoje estão há prova, sendo esta a Indústria que mantém Tomar viva. Becerra Vitorino era um jovem arquitecto e promissor Vereador, como passados vinte anos se vê e se verá.

Muito se mantém hoje dessa Cidade dos anos 80, além das dificuldades para os Jovens, da Câmara PPD, da dificuldade de investir e singrar, dos partidos e dos grupos políticos que o não são… São disso exemplo a Estátua do Mestre Gualdim-pais, no mesmo local onde nunca deveria ter sido colocada, o Pavilhão da Gualdim-Pais que por essa altura começava e que hoje é uma referência regional e o nosso Jornal Cidade de Tomar.

Este nosso Jornal é hoje deveras mais arejado e onde muitas vezes os comunicados do PS são publicados, coisa que nos anos 80 era por vezes difícil… À evolução os meus parabéns. Esperemos que os próximos 20 anos nos tragam um ainda melhor caminho.

19.3.08

A PÁSCOA

A Páscoa é sempre no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março).
Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida!
E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).
A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos).
A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.
Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos).
A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818.
Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

4.3.08

OUTRA VISÃO SOBRE A MINISTRA DA EDUCAÇÃO

www.nossomoscapazes.blogspot.com
Armindo Bento, Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim

A Escola tem que mudar, pois à sua volta tudo mudou, só que ainda não deram conta!

Quem tem assistido nestes últimos tempos aos debates em torno do ensino , somos levados a pensar que em Portugal, ao contrário dos outros paises europeus, as escolas são CENTROS DE DIA onde os professores ensinam a outros professores como nas universidades abertas. Até parece, que as nossas escolas foram feitas e existem apenas e só a pensar nos professores, onde os alunos são mera matéria-prima das escolas e os pais , esse nem sequer existem !
Ainda que modestamente temos tentado,reafirmar, sempre que possivel ser contra aqueles que por facilitismo,medo da perda de votos e aversão à mudança, alinham na "orquestração quase mafiosa",para a substituição da Ministra da Educação. É reconhecido e demonstrado a sua muita corajem na aplicação de medidas tão necessárias para ajudar este País a sair do atoleiro de interesses que germinam em cada canto.
A SENHORA Ministra, sim porque é uma SENHORA com maiúsculas,é talvez o melhor GOVERNANTE que desde o 25 de Abril passou pelo Ministério da Educação e sem dúvida competente,enfrenta os lobis e os interesses particulares há muito instalados nos sindicatos que a todos nos envergonham pelo degradante espectáculo que estão sempre a promover.
Eu e muitos portugueses sentiram uma enorma vergonha " daquele miudo que se disse professor de matemática e que insultou a senhora Ministra( bem sei que nos jornais de domingo já vinha apresentar desculpas pelo que disse, "dado as suas afirmações não corresponderem à verdade e que se ficou a dever a sentir-se muito nervoso " Quem tem filhos, e os jovens professores mais velhos do que aquele "sábio" a esta hora e não só os seus pais, estarão tão envergonhados como eles devem estar.
Só espero que o Senhor Presidente da República que não vai a votos, defenda esta Ministra e dê o exemplo da Irlanda onde os professores são a base do sucesso da economia pelos alunos que preparam e formam no interesse do seu País. Será que algum Sindicato de Professores em Portugal pode dizer o mesmo? Vejam as recentes estatisticas e o ranking do ensino europeu. Não devemos todos meditar o que andam os nossos professores a fazer ? É uma pena que este País com quase nove séculos continue na idade da pedra!
Alguns espertos, e estou a incluir a maioria dos professores, para não falar de outras classes corporativas, continuam a pensar que são o centro do mundo e os restantes cidadãos são parvos. Todos ou quase todos os Portugueses tem ideia, por experiência vivida, do que é ter um filho que passa o tempo quase todo sem aulas porque o (a) professor(a) faltou. Um país que gasta imensos recursos no ensino (salários, dos mais elevados, dos professores) e não consegue ter resultados que se vejam, ou será que os portugueses ficaram, de repente, estúpidos?
Tenho procurado por argumentos e motivos que fossem justos ou razoáveis, para tanta contestação e tanto insulto, mas sempre em vão. É precisamente este «sindicalismo em estado puro» que ameaça hoje, destruir o futuro do ensino público em Portugal. Tenho amigos professores, que me dizem sentirem-se hoje pela primeira vez, em democracia, com receio de partilhar a sua opinião em relação à actuação demagógica e até reaccionária de sindicalistas, que de professores são muito pouco,( não sei até se alguma vez exerceram a sua profissão ...) pois são profissionais da politica, que apenas e só pretendem que nada mude, para que tudo fique na mesma, isto é defendem só os seus interesses particulares e os interesses partidários daqueles que sempre viveram da politica.
Na minha opinião não seria necessário que os professores se deixem assombrar pelo fantasma da avaliação pois apenas se terá que explicar por que tem a Escola que mudar, quando à sua volta tudo mudou, e os professores de facto ainda não deram por isso !
Como é possível estar contra as aulas de substituição ou mascarar essa oposição inicial com a posterior reivindicação de as tolerar desde que pagas em horas extraordinárias, quando se sabe da necessidade dos alunos?
Como é possível ser contra a avaliação, ou apenas contra a sua complexidade, ignorando o rigor e a qualidade que devem ser colocados em cada metodo de avaliação?
Como é possível ser contra a hierarquia docente, assente em critérios objectivos, com o argumento de que a selecção não foi perfeita, terá deixado alguns de fora,( sindicalista ....) ou deva ainda ser corrigida? Porventura ficou fechada a porta do aperfeiçoamento das soluções?
Como é possível ser contra a direcção unipessoal das escolas, com base em planos, programas e órgãos consultivos de representação comunitária, com o velho e gasto argumento da alegada "gestão democrática das escolas"? Em que século vivem os opositores das reformas na Educação?
Terão eles pensado no dia seguinte e como vai ser o futuro deste nosso País?

2.3.08

AFINAL O QUE SE PASSA PELA CASA DA ROSA?

Texto de Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS, ex-Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário



1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.

Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?

Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres?
Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos
nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia
parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?

Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.

Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se
investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem
fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento.

Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!

O país cansa!

Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais
exigentes.

Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

6.2.08

O ADVOGADO, MAÇON E POETA QUE REVOLUCIONOU A SAÚDE


(Tomar, na rota e na vida de António Arnaut, na fundação do Partido Socialista)


Por FERNANDO MADAÍL , DN 2/2/2008



É hoje o militante nº 4 do PS, que ajudou a fundar após espatifar um 'Opel' - O Opel Ascona - que, no Portugal de então, para evitar confusões, se chamava Opel 1604 -, novinho de oito dias, estava destruído, mas António Arnaut evitava que a polícia tomasse conta da ocorrência.


Aceitou as desculpas da senhora que, numa curva junto ao cruzamento da barragem de Castelo do Bode, tinha atravessado a faixa de rodagem e atirado o seu carro para a ravina. Surgiu ali, por acaso, um conhecido, a quem o advogado de Coimbra confiou o automóvel. Levou o amigo Fernando Valle, então com 73 anos, a fazer um curativo ao hospital de Tomar e seguiram, na companhia de Fernando Borges, até Lisboa num táxi.


Naquela tarde de Abril de 1973, o futuro ministro dos Assuntos Sociais e os seus camaradas preparavam- -se para apanhar avião para Zurique, uma das escalas dos socialistas portugueses que se iam reunir em Bad Munstereifel, onde a ASP (Acção Socialista Portuguesa) se transformaria no PS.


Natural da localidade de Cumieira, concelho de Penela, onde nasceu a 28 de Janeiro de 1936, licenciou-se em Direito, em Coimbra, em 1959. Integrou a comissão distrital da candidatura de Delgado e, por subscrever um abaixo-assinado de católicos progressistas, foi arguido num processo instruído pela PIDE, de que seria amnistiado.


Em 1965, ao proferir uma palestra no Teatro Avenida, onde estava Torga, o escritor sugeriu a Fernando Valle que convidasse aquele jovem para a ASP, a que Arnaut aderiu em 1966. A partir daí, A. Duarte Arnaut (então, o seu nome profissional) passa a surgir associado àquela corrente oposicionista. Integrou a lista da CDE em 1969 e, em 1973, apresentou uma comunicação no Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.


Em Bad Munstereifel, por indicação de Soares, Arnaut preside às sessões e, apesar do seu voto ter sido contra a decisão, a ASP transformava-se em partido político, garantindo assim o assento na Internacional Socialista sem ser com o mero estatuto de observador. Arnaut dactilografaria também a acta desse histórico dia 19 de Abril, terminando o texto com a frase: "Eram 18 horas."


O programa, que os exilados Soares e Tito de Morais levariam a Vigo, entrou em Portugal na roupa das mulheres dos três socialistas que foram à Galiza: além de Arnaut, António Macedo e Marcelo Curto.Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Penela após o 25 de Abril, no 1.º de Maio de 1974 discursa no estádio universitário de Coimbra perante uma multidão que Torga definiu como "colossal cortejo".


A 1 de Junho, está no primeiro comício do PS em Coimbra; depois no que teve a presença de Mitterrand; certa ocasião, recordará Fernando Valle, "esteve a falar duas ou três horas num comício na Praça 8 de Maio", enquanto esperavam por Soares, "que se atrasava sempre".Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República (chegaria a ser vice-presidente do parlamento), inicialmente apontado para a pasta da Justiça, foi convidado para ministro dos Assuntos Sociais (reunia as pastas da Saúde e da Segurança Social) do II Governo Constitucional, resultante da efémera coligação entre o PS de Mário Soares e o CDS de Freitas do Amaral.


Durante algum tempo, quando os jornalistas, que sabiam que ele teria estado a preparar a sua ida para o outro ministério, lhe lembravam esse facto, alegava que era "ministro da justiça social". Apesar de ser o gabinete com formação mais à direita que se formara desde o 25 de Abril, tinha no programa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sempre aplaudido pela esquerda. Assume a responsabilidade política da Lei 56/79, aprovada pelo parlamento quando o PS já tinha saído do poder, mas lembra que a parte técnica foi desenvolvida por Mário Mendes, Miller Guerra, Gonçalves Ferreira e por um então jovem professor da Escola Nacional de Saúde Pública, Correia de Campos.


Caiu o Governo e, depois, Soares recusou apoiar a recandidatura presidencial de Eanes. Um dos críticos desta decisão foi Arnaut. No IV Congresso, em 1981, defrontavam-se soaristas e Ex-Secretariado - cujos "sete magníficos" eram Zenha, Arnaut, Sampaio, Constâncio, Guterres, Miller Guerra e Ramos da Costa. Após a derrota desta linha e do seu afastamento da lista de deputados, crítico do Bloco Central e apoiante da candidatura presidencial de Zenha contra Soares, afastou-se da actividade partidária, embora nunca se desfiliando - é hoje o militante nº 4, após Soares, Maria Barroso e António Campos.


Agora, é o primeiro subscritor da petição à Assembleia da República em defesa do SNS, que deve ser encarado como "imperativo nacional", pois já na época em que surgiu "foi uma reforma mais ética que ideológica". Classificaria a actuação do ministro, em declarações ao Expresso, como "ultraliberalismo sem regras e à solta".


Após a sua queda, reconhece ao DN que Correia de Campos "tinha razão em muitos aspectos da reforma, mas faltou-lhe sensibilidade social e espírito de diálogo". E à agência Lusa, lamentando que "poucas vozes se levantem em defesa da maior conquista social do século XX português", acrescentaria que, "se [o Partido Socialista] não quer mudar de nome, tem de defender certos valores que fazem parte da sua matriz". Afinal, fala com a autoridade de quem espatifou um Opel para fundar o PS.

31.1.08

Hoje é o primeiro dia, do resto da minha vida...

Como dizia o poeta...


SOPROS DO VENTO

Quantas estradas um homem precisa percorrer
Antes que homem se possa chamar?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que possa na praia repousar?
E por quantas vezes balas voarão
Balas de canhão repetidas
Até que sejam para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantas vezes deve um homem olhar para cima
Até que possa o céu vislumbrar?
Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que o lamento de outro homem possa ouvir ?
E quantas mortes mais serão necessárias
Até que se perceba que hà pessoas a morrerem demais?

A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantos anos deve uma montanha existir
Até que se desmanche no mar?
Quantos anos ainda deverão existir
Até que as pessoas possam viver livres?
E quantas vezes pode um homem virar a cabeça
E fingir que não vê?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta meu amigo vem soprando no vento…

Bob Dylan ( 1962)

30.1.08

Livros para Ler ou Imprimir

É só clicar no título para ler ou imprimir.

A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro ocea