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11.9.07

GOVERNO INVESTE NAS TECNOLOGIAS... Este um bom sinal.


RESUMO DO PROGRAMA DE GENERALIZAÇÃO DO ACESSO A COMPUTADORES PESSOAS E À LIGAÇÃO À INTERNET POR BANDA LARGA
PÚBLICO – ALUNOS E PROFESSORES

Iniciativa para a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga – oportunidades; escola; professores

A Iniciativa para a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga tem como objectivo o financiamento de acções que promovam o acesso à sociedade de informação.
Estas acções são destinadas, respectivamente, aos indivíduos em processo de Reconhecimento e Validação de Competências (Novas Oportunidades), aos alunos do 10.º ano e aos professores do ensino básico e secundário.

Oferta foi anunciada para o -escola
Mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 Euros e pagando entre 17.5 e 35 Euros por mês durante 3 anos, os beneficiários do programa - escola terão direito a um computador portátil, acesso gratuito à Internet em banda larga durante 3 anos e a uma linha telefónica.

Existem dois escalões de bonificação para agregados familiares de baixos rendimentos:
- os alunos da ASE não pagam qualquer quantia inicial e pagam 5€/ mês durante 3 anos
- os alunos de um escalão intermédio, criado para este programa, não pagam qualquer quantia inicial e pagam 15€/ mês durante 3 anos

Oferta foi anunciada para o -professor
Mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 Euros e pagando entre 17.5 e 35 Euros por mês durante 3 anos, os beneficiários do programa - professor terão direito a um computador portátil, acesso gratuito à Internet em banda larga durante 3 anos e a uma linha telefónica.

O processo de obter um computador: é entregue a cada professor e a cada aluno do 10.º ano um voucher com um código (o código é impresso na escola) através do qual deverá ser feita a inscrição no site. Com esse código deve dirigir-se ao site www.eescola.net e preencher apenas um formulário electrónico, segundo as instruções fornecidas no sítio da Internet do programa escola.

4.9.07

A Energia Nuclear? Solução?

Créditos a António Cerveira Pinto



"Fifteen years ago I thought solar power was impractical because I thought nuclear power was the answer. But I spent some time on an advisory committee on waste disposal to the Atomic Energy Commission. After that, I began to be very, very skeptical because of the hazards. That's when I began to study solar power. I'm convinced we have the technology to handle it right now. We could make the transition in a matter of decades if we begin now.?"


M. King Hubbert (1974)



A energia nuclear não é renovável, nem substitui o potencial energético e tecnológico dos hidrocarbonetos.



Mas teremos alternativa? As reservas de urânio conhecidas, no máximo uns 4 milhões e 500 mil toneladas, das quais se extraem por agora cerca de 35 mil ton./ano, para um consumo anual médio de 65 mil toneladas (o diferencial provem da recuperação do vasto arsenal atómico da ex-URSS e do enriquecimento de escórias por aproveitar) duraria 69 anos (2075) se o actual número de reactores (441) e o respectivo consumo se mantivessem inalteráveis.



No entanto, em Dezembro de 2004 o American Nuclear Society registava mais 49 reactores em construção ou encomendados. E por outro lado, países como a China (11 reactores), a India (22 reactores) e a Rússia (38 reactores) estão muito longe de atingir os patamares nucleares dos Estados Unidos (104 reactores) e da Europa a 25 (166 reactores).



As contas são simples: quando a China, a India e a Rússia se aproximarem dos patamares nucleares norte-americano e europeu, sobretudo depois de os preços do petróleo e do gás natural ultrapassarem certos limiares, o actual número de reactores nucleares poderá facilmente chegar aos 650. Estaremos então no ano 2020... O consumo de urânio poderá andar pelas 97.500 ton./ano. A esperança de vida das centrais de fissão nuclear projectar-se-à então para o ano 2057, e não para o ano 2075, como sucederia se os actuais consumos de urânio não sofressem qualquer incremento! Valerá a pena? Será inevitável? Chegará a fusão nuclear entretanto?



Depois de terminado o ciclo da fissão nuclear, basicamente destinado à produção de electricidade, as gerações futuras ficarão com um lixo muito perigoso para administrar, cuja diluição natural custará biliões de Euros, durante muitíssimos anos, já que a escória nuclear pode levar até 500 anos a ?dissolver-se? na Natureza. Por outro lado, a curto e médio prazo, nenhuma das conhecidas alternativas ao petróleo, ao gás natural e ao carvão (hidroeléctricas, paineis solares, eólicas, bio-massa, bio-diesel, hidrogéneo, ondas e termo-despolimerização), são capazes de gerar os montantes de energia eléctrica necessários para evitar um duradouro apagão à escala planetária! Os conflitos bélicos em curso e futuros andam há muito e continuarão a andar todos em volta destes problemas. Onde está o resto do petróleo?! Onde está o urânio?! Onde estão as terras capazes de processar a alimentação necessária a um planeta a caminho dos 9 mil milhões de almas?! Estas são as grandes perguntas do século, cujas respostas parecem continuar mais na ponta dos ?cutters?... e dos mísseis nucleares, do que no bom senso.



Já ouviram falar de Negawatts?




Imagem: esquema de um reactor nuclear de água pressurizada - PWR.MAPAS


para obter 2 mapas actualizados da localização das centrais nucleares por esse mundo fora, basta encomendá-los ao American Nuclear Society.



Reactores nucleares: excelente artigo no Wikipedia.



Um artigo publicado no FEASTA - Foundation for the Economics of Sustainability, que desmistifica a ideia de que o nuclear é uma energia limpa. In WHY NUCLEAR POWER CANNOT BE A MAJOR ENERGY SOURCE by David Fleming, April 2006