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28.1.17

E agora, dona Anabela Freitas?

TOMAR – Luís Boavida deverá ser o escolhido do PSD para candidato à presidência da Câmara

Ao que tudo indica, Luís Boavida é o nome escolhido pela Concelhia de Tomar do Partido Social-Democrata para concorrer à presidência da Câmara, tal como a Hertz tinha adiantado como hipótese na manhã desta mesma quinta-feira.

Ainda não há informação oficial mas terá sido mesmo Luís Boavida o indicado à estrutura nacional do PSD que, agora, por mera formalidade, deverá dar o seu aval à escolha da Concelhia, tal como já foi feito pela Distrital.

O ex-chefe do Departamento Financeiro da Câmara de Tomar sempre foi um nome tido como dos mais fortes candidatos internos dos sociais-democratas e a prova disso é o consenso que terá existido em torno da sua pessoa, mais ainda numa recente sondagem promovida pela Nacional, que incluiu outras opções como João Tenreiro (presidente da Concelhia e actual vereador), José Delgado (membro da Assembleia Municipal pelo PSD), Lurdes Ferromau (presidente da Junta de São Pedro) e Lourenço dos Santos (antigo secretário de Estado).

26.1.17

Afirmação do Turismo, mas sem encerrar meses a Sinagoga, por favor...

Nota do dia, realizado na Rádio Hertz (FM92 e FM98), quinzenalmente às quartas-feiras. Próxima dia 8 de fevereiro de 2017.




As notícias que vêm da área do Turismo são boas.
Com um crescimento sustentado, há vários anos, na casa dos dois dígitos, o ano passado, pela primeira vez desde há 5 anos, as receitas na hotelaria terão aumentado mais do que o crescimento do numero de dormidas, o que significa que está a ser criada uma maior mais valia neste setor. Se a isso juntarmos o impacto direto na restauração e bebidas, que foi aliado a uma baixa, desde julho de 2016, do IVA dos 23% para os 13%, como desde 2012 o PS vinha propondo na oposição e que cumpriu uma vez no poder, pode-se concluir que tivemos um ano Turístico excecional.
Aliás, em Tomar nos últimos 7 anos – de 2009 a 2016, o numero de visitantes ao Convento de Cristo subiu de pouco mais de 150 mil para perto de 300 mil, duplicando assim. Uma excelente tendência de que Tomar tem conseguido tirar algum partido. Os negócios decorrentes deste aumento de fluxo, impulsionado também pela existência em funcionamento desde 2009, do IC9, melhorando a acessibilidade a Tomar, têm ajudado a economia local e, não fora de quando em vez alguns responsáveis municipais, em vários mandatos, se lembrarem de fechar o posto de Turismo aos domingos ou de, teimosamente, o manterem fechado à hora de almoço, melhor acompanhamento poderia ser a estes prestado.
Mas, a estratégia concertada que os diferentes atores – Convento de Cristo, Instituto Politécnico, ADIRN, Município, Freguesias e Associações, têm tido face à marca Templária e, grosso modo, face aos fenómenos de eventos ligados à recriação histórica, têm ajudado a afirmar Tomar no contexto nacional e internacional. Neste plano ganha destaque a criação da Associação Internacional que vai gerir a candidatura da Rota dos Templários a Itinerário Cultural Europeu, onde se encontram envolvidas, além de Tomar, as cidades de Troyes – onde a Ordem dos Templários foi fundada em 1128 e as cidades espanholas de Ponferrada e Monzon.
É pressuposto que no final deste primeiro semestre de 2017, a candidatura em preparação possa ser presente ao Conselho de Europa para começo de avaliação.
Desde que não haja mais percalços, a afirmação do outro grande evento, que é a Festa dos Tabuleiros, também há-de conseguir vir a ter mais sucesso, do que aquele que foi conseguido nas últimas décadas.
O recente esforço de candidatar a Festa a um concurso de eventos, ontem formalmente apresentado no Hotel Tryp Aeroporto, em Lisboa, com a obtenção de um prémio, insere-se nesse esforço, mas não deve fazer esquecer a sempre falada, mas adiada, preparação da candidatura da mesma a Património Imaterial da UNESCO, da qual se deixou, outra vez, de ouvir falar.

Uma última nota, neste início de ano, para o começo das obras da Sinagoga, agora já adjudicadas, mas que espero não venham a colocar o Monumento inacessível durante mais de três meses, ocupando todo o período da Páscoa e, a exemplo do que aconteceu com as obras do Parque Infantil, encerrado de janeiro a novembro do ano passado, para uma simples obra de requalificação. Imagine-se que a Sinagoga ficava fechada na Páscoa e no Verão.
Seria impensável, não seria?

22.1.17

PDM entregue em Lisboa, sem ser apreentado primeiro à população...

Ao contrário do que chegou a ser anunciado pela Presidente da Câmara, a proposta do novo PDM foi entregue em Lisboa, para emissão de parecer final vinculativo, sem qualquer apresentação à população ou recolha de quaisquer sugestões de melhoria. Uma das alterações que mais impacto parece vir a ter é o brutal aumento da área da Cidade de Tomar, integrando nela amplas áreas sem construção, conforme carta em cima. Nunca um documento desta importância foi decidido sem apresentação ou discussão pública em Tomar.

Nem no seio do próprio PS foi o mesmo apresentado ou discutido, uma vez que na comissão política concelhia de julho de 2016(!) o assunto, apesar de aí inserido, não foi discutido porque não havia ninguém preparado para o apresentar ou informar. Parece mentira, mas é verdade.
Havia alguma necessidade de fugir a isto? Porquê o secretismo?

20.1.17

18.1.17

Fitur reforça em Madrid presença de Portugal

Estão espalhados por toda a imprensa as referências à realização de mais uma Feira Internacional de Turismo, em Madrid, com uma presença cada vez maior de players portugueses, institucionais e privados.
Stand de Tomar, em montagem na Feira de Vigo, em 2010
O Turismo, já aqui o fomos escrevendo ao longo dos anos, é o setor económico com maior potencial de crescimento e, desde 2010, tem transportado para Portugal milhares de milhões de euros de "exportações", uma vez que as suas receitas assim são consideradas.

Tomar posiciona-se, desde que em 1997 foi aprovado o Plano Estratégico de Cidade, como um Concelho que tem como vetor de desenvolvimento o Turismo Cultural, mercê do património classificado existente, do património natural e também da capacidade de produção cultural instalada.

Não é de estranhar assim que, especialmente em ano de eleições, os atores políticos se lembrem sempre deste assunto. Acontece que o ritmo em que as coisas são feitas por cá, não é muito compatível com a rápida evolução dos mercados, dos conceitos e das dinâmicas da sociedade digital que vivemos.

Muitas vezes me perguntei, no decurso das diferentes responsabilidades públicas que fui tendo, qual a razão pelo que é bem feito por uns, logo quem se lhes segue a primeira preocupação que parece existir é destruir? Acaso não há sempre aspetos positivos, caminhos abertos e oportunidades a continuar a explorar, em cada gestão municipal, de freguesia, em cada vereação, em cada governo do país?
Eu creio que sim.

Felizmente que a atual Secretária de Estado do Turismo, nora do conhecido tomarense José Maria Mendes Godinho, presidente da Associação do mesmo nome, neste mandato definitivamente albergada em instalações municipais, junto aos Lagares d'El Rey, no centro do futuro espaço museológico da Levada de Tomar, tem dado continuidade às políticas de promoção e desenvolvimento encetadas pelo seu antecessor, Mesquita Nunes, do CDS/PP, demonstrando ser assim possível criar dinâmicas sustentáveis em setores económicos e em estratégias que podem salvar Portugal.

Em Tomar, de quando em vez também o conseguimos, não infelizmente quando tive a oportunidade de gerir este setor (2010), uma vez que até o stand que tivemos o ensejo de adquirir jaz algures, há anos, nos pavilhões da FAI, sem qualquer utilização, por exemplo.

Mas nem tudo é mau e, o início da abertura, em 2013, para o canal Templário realizado no mandato de Carlos Carrão(PSD), em concomitância com a Festa Templária, teve seguimento e crescimento, com a ligação a Monzon (Aragão) e a Troyes (França), nos anos seguintes. Aguarda-se que este ano (2017), finalmente a já criada Associação Europeia de Cidades Templárias, de que Tomar é fundadora, dê finalmente os passos necessários para o reconhecimento do Itinerário Cultural Europeu Templário, junto do Conselho da Europa.

Assim esperemos que, em definitivo, não se percam as dinâmicas que, alicerçadas nos fatores de sucesso e crescimento sustentável, com impactos diretos nas economias locais, em resultado de estados de alma, pura invejosice ou mesmo por displicente incompetência, que por vezes assalta alguns dos atores políticos.

Esperemos...


16.1.17

Gerir um Município, não é tomar conta de um ATL...

Este parque infantil não esteve fechado 10 meses, nem foi com pompa e grande divulgação batizado de “traquinas do Nabão”.
Não.
Parque Infantil da Pedralva (Nazaré)
Este parque infantil, esteve encerrado apenas dois meses e situa-se no Município gerido pelo PS, na Nazaré.
Parque Infantil da Pedralva (Nazaré)
Ao contrário do que alguns por Tomar parecem pensar gerir Municípios, Freguesias e outras quaisquer instituições públicas não é o mesmo que gerir um ATL, sem ofensa para quem todos os dias os tem de gerir.
Assim esteve o Parque Infantil de Tomar, durante 10 meses

Gerir um Município é prevenir, antecipar tendências, saber decidir em tempo útil e saber, especialmente, afrontar os vícios instalados e saber dizer não aos serviços e sim às pessoas.
 
E os cidadãos não são crianças. Querem, isso sim, que lhes resolvam os problemas: sem desculpas!

12.1.17

A política de encerramentos da gestão municipal de Tomar: é pena!

Nota do dia, realizado na Rádio Hertz (FM92 e FM98), quinzenalmente às quartas-feiras. Próxima dia 25 de janeiro de 2017.

O início de cada novo ano é sempre uma excelente oportunidade para renovar os stocks: de desejos, de vontades, de iniciativas, deitando fora o que não presta, passando a página do que não interessa e enfocando no que é importante. É assim na nossa vida individual e deveria ser assim também na nossa vida coletiva.
Terrenos municipais junto à GNR, onde se irão realojar algumas das famílias ciganas do Flecheiro


As notícias que vamos tendo da gestão municipal enchem-nos de esperança que este ano de 2017, não seja um ano tão perdido, como foi o ano anterior. É sabido que vamos finalmente ter as intervenções na Várzea Grande e em Palhavã, terminando assim o ciclo de abandono de áreas imensas da nossa cidade. A continuidade do esforço coletivo que está a ser feito para o realojamento dos ciganos do Flecheiro é outro dos pontos a reter do trabalho dos últimos anos da gestão municipal, que terá continuidade este ano, apostando por exemplo em construir junto à GNR, em terrenos municipais, como eu há dois anos havia proposto.


Mas não há bela sem senão e mais de dois meses depois do encerramento do Parque de Campismo, com a estapafúrdia desculpa da ASAE, a cumprir-se um ano de outro polémico encerramento – durante mais de 10 meses, dos parques infantis, também com a desculpa da ASAE, eis que somos brindados com mais uma pérola do impossível, na política de encerramentos da gestão municipal: a das casas de banho públicas.



Ora, se no início do mandato se andou bem ao promover o arranjo das casas de banho públicas, atrás do edifício da Câmara Municipal, no início da Escadaria de Santiago, o que só foi conseguido numa parceria acertada com a junta urbana, a decisão agora recentemente anunciada pela Presidente Anabela Freitas, não faz qualquer sentido.



Então mais de três anos depois de estar na presidência, descobre que a única solução que tem para as casas de banho públicas é, em lugar de as recuperar, melhorando a sua salubridade geral e condições de uso pelos Turistas e genericamente, por todos os cidadãos que delas necessitem, é encerrá-las? Sinceramente, não entendo. Se não soubéssemos como fazer este tipo de intervenções, em parceria com a junta urbana como se fez no início do mandato, ainda perceberia, agora esta peregrina ideia surge de onde?
Hipótese de requalificação da Várzea Grande, em preparação para ser implementada em 2017 (?)


Enfim, deveria ser Ano Novo, Vida Nova, mas está visto que vamos pelo mesmo caminho do ano transato. É pena!

10.1.17

Evocar a memória socialista em dia de até já

No dia em que vai ser depositado junto dos seus, o fundador do Partido Socialista, nada como relembrar a oportunidade de liberdade e vivência em liberdade, que o seu trabalho de luta e de implementação do regime democrático em Portugal, deu a várias gerações, como a minha.

Recordo, do meu álbum de memórias, neste caso fotográficas, três momentos da vida socialista, nos idos dos anos 90.


A primeira, num momento de pausa, na presença organizada pela JS, na Expo92 em Sevilha, onde "invadimos" ordeiramente o Pavilhão da Indonésia, afim de alertar para a situação de Timor Leste, ainda sob ocupação desde 1975. Entre outros, eu inclusive, encontra-se a atual secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ao tempo jovem estudante do primeiro ano do curso de direito na FDL.


A segunda, na Estalagem de Santa Iria, no dia 7 de fevereiro de 1992, por ocasião do meu 25º aniversário e, também reunião do Secretariado Nacional da JS, com figuras mais conhecidas, como Paulo Fonseca (Ourém), Fernando Silva e Lia Bugada (Tomar), Rui Carreteiro (Constância), João Serrano (Lisboa), António José Seguro, António João (Braga), Rui Pereira (Sintra), Sérgio Sousa Pinto, Ascenso Simões (Vila Real), entre outros...


A terceira, numa reunião do secretariado nacional, realizada na Figueira da Foz, algures já em 1993, com a presença, além de alguns dos referidos na foto anterior, de Paulo Alves, Paulo Penedos e Paulo Carapuça, de Coimbra, de António Galamba (Lisboa) e de Catarina Resende (Aveiro).


Sim, porque a fruição da democracia é também a vivência das pessoas que em democracia criaram movimentos, lutaram e lutam, viveram e vivem a essência dos valores, que Soares ajudou e determinou a constituir na sociedade portuguesa.

Mais uma vez obrigado, Soares!
Cá estaremos para dignificar o teu legado: em liberdade!


8.1.17

Soares é fixe


Evocar a memória de uma figura histórica como Mário Soares é impossível. Especialmente quando nos referimos a alguém a quem ninguém podia ser indiferente.


O bochechas, como foi durante décadas carinhosamente apelidado por inúmeros portugueses, tinha esse condão: o de encher qualquer sala, qualquer lugar, qualquer lar onde entrasse. A sua presença impunha-se, a sua voz cortava com assertividade o ar e o seu pensamento entrava em todos e fazia-nos despertar. Por isso tantos ainda lhe têm um ódio ímpar, como se ele fosse o responsável por uma guerra malfeita e mal resolvida de mais de uma década, num contexto de apogeu da luta pela hegemonia mundial entre os Estados Unidos da América e a então União Soviética.

Mas, como todos vêm frisando por estes dias, o seu maior legado, é a liberdade. A liberdade coletiva e a liberdade individual. Soares era aliás conhecido por ser daqueles políticos, hoje cada vez mais raros, que se borrifava olimpicamente no que diziam ou pensavam dele. Ele sabia bem o que queria, em cada momento e, nunca perdia de vista os eu objetivo, incentivando até a discussão e o pensamento divergente. Era, na sua essência um humanista, mas sempre um Homem livre, que defendia o valor supremo da liberdade.

Conheci Mário Soares na primeira semana da campanha eleitoral para as legislativas de 25 de abril de 1983, tinha então 16 anos. Escassas duas semanas depois entrei para militante do PS e da JS, até hoje. Foi no cruzamento da Estação de Fátima, para a Sabacheira, onde no carro do Mário "francês” o aguardámos, para o acompanhar até à porta da velha sede do PS, hoje desaparecida, na Rua Voluntários da República. Ele vinha no autocarro da campanha e desceu dele para cumprimentar a escassa dezena de pessoas que ali o aguardavam para escoltar até Tomar. Pareceu-me um homem enorme. Era um Homem enorme. Nesse tempo como hoje, Mário Soares impressionou-me e impôs-se na minha vida, até hoje, como referência de luta e de liberdade.

Mais tarde, viria a estar envolvido no MASP jovem em Tomar e no distrito – em 1986 e 1991, mas nunca o apoiei internamente nas suas lutas dentro do PS. Soares era a referência, mas o caminho era diverso.



Estive de novo com ele numa ocasião em abril de 1993, na qualidade de secretário nacional da JS, responsável pelas relações internacionais, na companhia do então Secretário-geral da JS, António José Seguro e o secretário-geral da IUSY (International Union of Socialista Youth), Ricard Torrell, um socialista catalão. Deslocamo-nos ao Palácio de Belém, para o convidar formalmente para presidir a uma conferência no Acampamento Internacional da IUSY, que viríamos a realizar em julho desse ano no Palácio de Cristal na cidade do Porto, sob o lema “O poder da solidariedade”.

Recebeu-nos com a jovialidade dos seus já quase 70 anos e entre a sua forte amizade que então nutria pelo Tózé Seguro, a formalidade do relacionamento com o catalão, lá tive a oportunidade de lhe dizer que era ribatejano de Tomar, me retorquiu com olhar franco e aberto com um “conheço bem”, falando-me do Zé Maria (Mendes Godinho) – que viria nas últimas autárquicas a ser o mandatário da candidatura vitoriosa do PS à autarquia nabantina. A conversa, ultrapassada a questão que aí nos levara, foi por ele conduzida para as principais preocupações dos jovens de então: o pleno acesso destes ao ensino, sem constrangimentos (estávamos então em plena guerra das propinas) e a avaliação do mundo do fim da guerra fria (a queda do muro de Berlim dera-se há escassos 3 anos). Foi uma meia hora bem vivida e, para mim, sempre aprendiz da vida e das vidas, memorável. Reencontrar o Homem grande que conhecera uma década antes, fez-me reencontrar a essência do que era ser cidadão e socialista: saber para onde ir e defender sempre, mas sempre, a liberdade.

Anos mais tarde, dei a cara e apoiei Manuel Alegre na sua disputa a Secretário-geral do PS, em 2004, contra José Sócrates e o filho João Soares, mas nas presidenciais de 2006, não consegui deixar de por ele dar a cara e nele votar (em detrimento de Alegre): o tributo ao Homem, o curvar-me perante os valores que sempre representou foram maiores, que qualquer alinhamento ideológico interno dentro do PS. Fiquei feliz por usar do livre arbítrio que com ele, desde miúdo aprendi a exercer.



Uma década volvida e no seu desaparecimento físico, desloquei-me hoje à sede nacional do partido onde ainda sou militante dirigente concelhio e distrital, mais de 33 anos depois desse encontro na Estação de Fátima em 1983, para no Livro de Condolência, lavrar o meu registo de obrigado.

Os valores que ele para mim representa continuarão vivos para sempre.
Disseste vezes sem conta, aquele que para mim é um marco de identidade diário: só é derrotado quem desiste de lutar.

Obrigado Soares: sempre foste fixe!


6.1.17

Balanço de um ano ganho, mas quase perdido em Tomar


Quando se avalia o que quer que seja, há sempre duas perspetivas de ver a realidade: ou vemos o copo meio cheio ou meio vazio. Sou, sempre o fui, um otimista e sempre acreditei que por natureza as pessoas são boas e fazem o seu melhor, com pequenas e a maioria das vezes irrelevantes exceções. Assim o foi a gestão Municipal em 2016, em Tomar.

Sabemos bem todos, os que há anos olham para a política e para a gestão do Município, que a realidade é quase sempre pior do que a nossa pior imaginação. Ir para o poder e ter de decidir, acarreta sempre uma montanha de obstáculos a ultrapassar em todo o lado e, também em Tomar. O terceiro ano de gestão socialista do Município, foi assim aquele em que se deu continuidade ao que estava previsto, programado e preparado, desde há vários anos e foi executado sem grande rasgo, empenho ou novidade. É já sabido que nos primeiros dois anos (2014-15), 40% do programa proposto havia sido cumprido. Em 2016 subiu para cerca de 44-45%, o que denota o abrandamento do que foram novas ações.  <VER PROGRAMA>

Continuou-se a transferência de competências para as freguesias, com mais trabalhos realizados nos arruamentos e estradas. Terminaram-se as negociações  para os financiamentos europeus que irão trazer cerca de 8 milhões€ de investimento para Tomar, até 2021.

Adiaram-se as intervenções na Várzea Grande e em Palhavã, as quais deveriam já estar em curso, afim de estarem terminadas até ao fim de 2017. Fizeram-se as grandes obras da Ponte do Carril, decidida neste mandato e do Pavilhão da Linhaceira, que foi a grande obra deste mandato, mas iniciada no mandato passado, e decidiu-se a construção do Centro Escolar da Linhaceira.

Avançou um projeto de intervenção para a recuperação da Sinagoga, para a definitiva integração do espólio do Museu Luso-Hebraico e do Aqueduto dos Pegões, tendo-se realizado, mais uma edição da Festa Templária, agora definitivamente enquadrada historicamente, com a reconstituição do cerco de Tomar de 1190. Prosseguiu-se, contra aquele que era a estratégia de anos do PS, o encerramento de Escolas e Salas de pré-escolar e manteve-se, sem razão, encerrados os parques infantis durante quase todo o ano, tendo o ano terminado com outro encerramento não necessário - o do Parque de Campismo. Foi também neste terceiro ano, que o Mercado Municipal reabriu, depois dum corolário peripécias, que poderiam ter garantido a sua abertura um ano antes, reassumindo o seu papel central na economia sustentável local. Houve ainda oportunidade para ter divulgado alguns dos locais onde se poderiam construir alternativas à localização do bairro cigano do Flecheiro, nomeadamente junto à GNR, por minha proposta dada em 2015. E foi um ano de continuidade do realojamento, através do trabalho de intervenção nos bairros sociais, de vários agregados ciganos, através de concurso.


Ficou-se a saber também dos projetos para a Várzea Grande.

Foi este também o ano em que, após decisão da assembleia municipal, se estendeu o estacionamento tarifado na cidade, com o objetivo de melhorar a sua circulação. Por último, foram decididos grandes investimentos na requalificação do quartel dos Bombeiros e continuou-se a colocação de novas ambulâncias ao serviço e o processo de profissionalização, iniciado em 2014.

De facto o copo meio cheio, de continuidade de trabalho programado e meio vazio, com os casos menos dignos da Presidente, com queixas infundadas e a saída com estrondo do seu numero dois da Câmara. Realmente, as nódoas num pano, que poderia ter continuado limpo e a seguir o seu caminho...