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10.1.17

Evocar a memória socialista em dia de até já

No dia em que vai ser depositado junto dos seus, o fundador do Partido Socialista, nada como relembrar a oportunidade de liberdade e vivência em liberdade, que o seu trabalho de luta e de implementação do regime democrático em Portugal, deu a várias gerações, como a minha.

Recordo, do meu álbum de memórias, neste caso fotográficas, três momentos da vida socialista, nos idos dos anos 90.


A primeira, num momento de pausa, na presença organizada pela JS, na Expo92 em Sevilha, onde "invadimos" ordeiramente o Pavilhão da Indonésia, afim de alertar para a situação de Timor Leste, ainda sob ocupação desde 1975. Entre outros, eu inclusive, encontra-se a atual secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ao tempo jovem estudante do primeiro ano do curso de direito na FDL.


A segunda, na Estalagem de Santa Iria, no dia 7 de fevereiro de 1992, por ocasião do meu 25º aniversário e, também reunião do Secretariado Nacional da JS, com figuras mais conhecidas, como Paulo Fonseca (Ourém), Fernando Silva e Lia Bugada (Tomar), Rui Carreteiro (Constância), João Serrano (Lisboa), António José Seguro, António João (Braga), Rui Pereira (Sintra), Sérgio Sousa Pinto, Ascenso Simões (Vila Real), entre outros...


A terceira, numa reunião do secretariado nacional, realizada na Figueira da Foz, algures já em 1993, com a presença, além de alguns dos referidos na foto anterior, de Paulo Alves, Paulo Penedos e Paulo Carapuça, de Coimbra, de António Galamba (Lisboa) e de Catarina Resende (Aveiro).


Sim, porque a fruição da democracia é também a vivência das pessoas que em democracia criaram movimentos, lutaram e lutam, viveram e vivem a essência dos valores, que Soares ajudou e determinou a constituir na sociedade portuguesa.

Mais uma vez obrigado, Soares!
Cá estaremos para dignificar o teu legado: em liberdade!


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