O blogue teve em 2025, 61.113 visitas 43.159 em 2024; 35.671 em 2023; 48.603 em 2022; 117.160 (2021); 50.794 (2020); 48.799 (2019); 98.329 (2018) e 106.801 (2017) +++ e quase 940mil desde julho/2010, tendo atingido meio milhão em 5/6/2020

5.11.25

Municípios reforçam competências em dados abertos

Notía original aqui: https://dados.gov.pt/pt/posts/municipios-reforcam-competencias-em-dados-abertos-com-apoio-da-enti/

A Estratégia Nacional para os Territórios Inteligentes (ENTI) promoveu 12 workshops dedicados à publicação de dados abertos no portal dados.gov, capacitando centenas de técnicos municipais, impulsionando a transparência e a inovação local.
Entre setembro e outubro, a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE, IP), no âmbito da ENTI, realizou 12 workshops práticos dirigidos a municípios, comunidades intermunicipais e outras entidades da administração pública local, com o objetivo de reforçar as competências na publicação de dados abertos no portal dados.gov.

As sessões promoveram a partilha de conhecimento e boas práticas sobre gestão e abertura de dados, incentivando uma cultura de transparência, inovação e criação de valor.
O impacto destas ações já é visível no portal, com a administração local a representar mais de metade das entidades registadas e um crescente envolvimento de técnicos e equipas municipais no ecossistema de dados abertos.

Atualmente, o dados.gov conta com 419 organizações registadas, das quais 206 aderiram no âmbito dos workshops, resultando na criação de mais de 325 novos utilizadores e na publicação de 110 conjuntos de dados já disponíveis para consulta e reutilização.

Estas iniciativas reforçam o papel da ENTI e da ARTE, na capacitação técnica e na disponibilização de dados abertos, contribuindo para a transformação digital dos territórios.

18.10.25

PS perde as eleições em Tomar, em razão dos votos urbanos

Qualquer boa análise precisa de tempo, deixá-lo passar e olhar para a realidade, preferencialmente despida de qualquer emoção.

A AD ganhou a Câmara de Tomar e de forma indiscutível as eleições no Concelho, ganhando ao PS duas freguesias das 5 que este geria, precisamente a com maior população - a Urbana e a com menor população - a Sabacheira.
Ambas as situações, apesar da minha amizade de longos anos com a família Graça (António Graça) da Sabacheira e a mais recente, mas não menos empenhada, com o Lino Rosario Confraria Freitas e a sua equipa, não me surpreenderam.
A missão na urbana era Hérculea tal a pequena diferença de votos entre o PS e o PSD+CDS nas últimas eleições, como pela saída do decano dos autarcas de freguesia - o Senhor Augusto Barros com quem muito aprendi. Bastava a perda de uma dezena de votos e tudo estaria perdido. Com a saída em rotura do ex-Secretário da Junta que desde a primeira hora acompanhava Augusto Barros, desde a vitória socialista de 2013, tão desfecho era à partida quase inevitável.
Humildemente tentei ajudar, produzindo com as minhas “assistentes virtuais” uma ou outra música, que não lograram levá-lo à vitória, mas pelo menos o animaram e à sua, sempre muito difícil, campanha.
Já no PS Sabacheira, com a perda do apoio da funcionária administrativa da Junta, que acumulava com a função de padeira única das aldeias que a constituem, transformou aquela disputa apenas em controlo de danos e, pouco mais.
Mas, nem uma, nem outra votação para as juntas teve influência determinante na perda da presidência da Câmara.
Isto porque, embora no caso da Sabacheira a diferença de votos entre a freguesia, a assembleia e a câmara fosse muito pequena, a alteração de diferença absoluta entre uma eleição e outra (21 vs 25), resultou num ganho de cerca de 270 votos a favor da AD.
A AD ganhou ao PS a Câmara por 571 votos de diferença.
Portanto, a Sabacheira não explica a derrota.
O que pode em 95% de probabilidade a são as votações na freguesia urbana, para a eleição da Câmara Municipal. Aqui, em 2021, os partidos da AD (PSD+CDS) haviam ficado a escassos 62 votos do PS.
E é aqui - no contexto da Cidade - que Tiago Carrão e a sua lista de “betinhos de sacristia” levam a melhor sobre a muito mais bem preparada e experiente aposta de Hugo Cristóvão.
A AD ganha para a Câmara por mais 662 votos, ou seja, recuperou mais de 700 votos de diferença em relação ao PS.
E a responsabilidade não pode ser colocada na lista para a Freguesia, porque o que é facto é que a melhor votação nesta freguesia (urbana) foi na lista da Câmara liderada por Hugo Cristóvão.
Algo falhou na penetração da candidatura do PS, na cidade.
O que é facto é que nas outras 11 freguesias, peri-urbanas ou rurais o PS ganhou com uma vantagem de 91 votos, contando ainda assim com o brutal desaire da Sabacheira, que foi totalmente compensado com os brilhantes resultados na união de freguesias de Casais e Alviobeida e ainda em S.Pedro.
É na cidade que as eleições são perdidas.
Porquê?
O que estava errado na lista de candidatos encabeçada pelo Hugo Cristóvão?
O cabeça de lista? Os candidatos Filipa Fernandes há poucos anos nestas lides, ou o José Manuel Mendes Delgado, que abraçou o projeto depois de ter sido em vários mandatos - em Lisboa e Tomar, autarca do PPD ou a já longa militante do PS Anabela Estanqueiro? Ou tudo junto? Ou…?
Talvez numa segunda oportunidade de análise, seja possível ir mais profundamente naquilo que realmente terá importado neste processo de perda da Câmara para os “betinhos”…🌿🌿🌿

Anexo: tabela de votações na freguesia urbana na eleição para a Câmara.


13.10.25

ANÁLISE DE RESULTADOS E PROJEÇÕES ELEITORAIS NA NOITE DAS AUTÁRQUICAS

Acompanhado do Casimiro Serra e do professor Silvio Brito, estivemos na Rádio Hertz, durante mais de quatro horas e meia, a tentar ir descodificando o evoluir da noite eleitoral.

Fomos os primeiros a estimar a composição da Câmara (3/3/1), com base em apenas 2 mesas eleitorais, quando ficou claro que o CH iria ter entre 12-14% na eleição para esse orgão - viria a ter precisamente 13,11%.

E fomos os primeiros a anunciar a eventual composição da Junta Urbana - com 6/4/2/1 - viria a ficar 6/5/1/1, com a eleição clara de Alexandre Horta para Presidente da segunda mais populosa Freguesia do Distrito de Santarém.


27.6.25

Andar com a canga esquerdista às costas? Não. Não queremos!

 As próximas autárquicas em Tomar são cruciais, quer para o futuro do Concelho, quer para o futuro próximo de alguns dos seus recentes protagonistas.

Se, por um lado, é absolutamente evidente a tentativa de aposta numa candidatura mais jovem, por parte do PPD, por outro ela apresenta-se desprovida da dinâmica de vitória, que as circunstâncias nacionais poderiam permitir. Talvez porque no geral é uma candidatura alicerçada na Sacristia e isso, como a História, demonstrou não contribui em nada para o saber, nem para a evolução da humanidade, antes pelo contrário.

Às novas circunstâncias políticas nacionais deu o incumbente, Professor Hugo Cristóvão, uma resposta ágil, inteligente e ganhadora. Alicerçado num ciclo de mandatos onde foi 10 anos vereador a tempo inteiro e 2 como Presidente, nos quais com altos e baixos, lá se foram cumprindo os compromissos estruturantes avançado com o PS na mudança de ciclo operada em 2013, após nos dez anos anteriores terem sido preparados os atores do futuro - ele próprio, a sua antecessora, o deputado Hugo Costa e demais vereadores e deputados municipais, presidentes e membros das juntas, num trabalho que teria sempre de dar frutos.

Eis que aqui chegados urge perguntar: tem esta candidatura à Câmara hipóteses de ganhar, dadas as terríveis circunstâncias nacionais onde António Costa conduziu o PS, deixando a bomba relógio que explodiria nas mãos de Pedro Nuno Santos, que com orgulho apoiei?

A resposta não é, nem pode ser equivoca. Pode! E tem tudo para dar certo. Baseia-se em competência, maturidade e capacidade de compromisso, por amor a Tomar. Filipa Fernandes - com 8 anos de vereação, o Engº José Delgado com maior numero de anos de vereações em Lisboa e em Tomar, sempre eleito pelo PPD e a Advogada Anabela Estanqueiro, que conta com mais de uma década de experiência como advogada síndica do Município. Um topo de lista, que terá pelo menos mais uns 7-10 candidatos, que auguro tudo de bom, se os eleitores forem justos, com o que foi feito e com a capacidade que este escol tem para fazer no futuro.

O problema, o único problema está sempre no mesmo sítio: nos detalhes. Num momento de ciclo político onde os cidadãos parecem ter intuído que dos movimentos à esquerda do PS pouco se pode esperar para o desenvolvimento da Pátria. Que deles e dos que o frequentaram, apenas se espera ressentimento e narrativas que alimentaram e alimentam os populismos extremistas, agora bem visíveis a nível nacional (e europeu) e que irão também ter uma palavras a dizer na futura governabilidade do Concelho.

Eis porque a simples especulação de que algum desses anteriores protagonistas - da CDU ou do BE, possa integrar as listas do PS, em lugar hipoteticamente elegível, em detrimento dum qualquer socialista ou independente, que sendo "gente de bem", no nosso espaço politico futuro, merece e deve ter o espaço de ajuda à construção duma Tomar mais Humanista e menos ressabiada. Os "tomarenses de bem", são os que no seu dia a dia, constroem o sucesso, ambicionam o crescimento económico e têm a ambição de viver numa Cidade, num Concelho normal, de gente normal, sem cultura woke, sem causas fraturantes, nem nada dessa cartilha (tralha), que durante anos tivemos de aturar, como se de "gente de bem" estivéssemos a falar.

Ora, portanto, se o PS quiser fazer mesmo parte da solução de futuro do Concelho de Tomar, tem de fazer exatamente o que está a ser feito na lista da Câmara: escolher entre os nossos e entre os que nos estão próximos, os melhores. Não pode, nem deve, transmitir mensagens equivocas ao eleitorado: para se ser de esquerda basta ser do PS, não precisamos, não queremos, andar com a canga extremista que durante anos foi, por exemplo o BE, ou a malta da CDU, que parece que ainda vive no Planeta nenhures, quando algures aqui, estão as pessoas reais.

Se o PS em Tomar cruzar essa linha, lixa-se!

Debate na Rádio Hertz, entre os cabeças lista à Assembleia Municipal (2009). 
Da esquerda para a direta: Paulo Mendes (BE), Hugo Cristóvão (PS) e Miguel Relvas (PSD) 
[publicado há dias no mural de Hugo Cristóvão]

Post Scriptum: Espero que a publicação desta foto tenha sido uma mera coincidência e que Hugo Cristóvão não pense em convidar Miguel Relvas para Mandatário. É que tudo tem um limite... 😆


5.1.25

Carta de Princípios ESG (BCSD)

Trabalho que tem sido desenvolvido pelo BCSD Portugal no âmbito da sua iniciativa Carta de Princípios e Jornada 2030. 

O retrato agregado do estado de maturidade das empresas portuguesas em termos de sustentabilidade, referente a dados de 2021, 2022 e 2023.

Verificou-se que as empresas ainda apresentam uma reduzida maturidade em sustentabilidade.

Nas etapas iniciais da jornada se encontram principalmente microempresas e PMEs, as empresas nas etapas de maior maturidade são, maioritariamente, de grande dimensão.

A Carta de Princípios do BCSD Portugal, publicada em 2017, é o documento que reúne as empresas portuguesas em torno de compromissos comuns de desenvolvimento sustentável para Portugal.

A Carta estabelece os princípios que constituem as linhas orientadoras para uma boa gestão empresarial e pretende criar um referencial voluntário, aplicável a empresas de várias dimensões e setores, baseado em seis princípios.

A Carta é inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, nos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da Organização Internacional do Trabalho e no Pacto Global das Nações Unidas e estabelece o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O BCSD Portugal pretende, com esta iniciativa, incentivar as boas práticas de gestão e os princípios de sustentabilidade junto de todas as empresas e das suas cadeias de valor.

A Carta está aberta a todas as empresas que partilham a ambição de um futuro sustentável.

No final de 2024, a Carta de Princípios contava com 245 entidades signatárias.


A JORNADA 2030

A Carta de Princípios é implementada pela Jornada 2030 – a agenda comum das empresas pela sustentabilidade em Portugal, que pretende apoiar as empresas a converter a sustentabilidade em ações concretas. Ao subscreverem a Carta, as empresas comprometem-se com a realização da Jornada 2030.

A Jornada 2030, lançada em 2021, é composta por 20 objetivos, 20 metas e 20 indicadores transversais de âmbito ambiental, social e de governo corporativo (ESG, sigla inglesa), demonstrando a contribuição das empresas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desenvolve-se ao longo de 6 etapas – Despertar, Conhecer, Construir, Comunicar, Consolidar e Coliderar.


Propósito

• Alinhar e demonstrar a contribuição das empresas para os ODS;

• Apoiar as empresas a converter a sustentabilidade em ações concretas;

• Apoiar as empresas na identificação de ferramentas e melhores práticas que poderão alavancar a jornada para a sustentabilidade nas suas organizações e cadeia de valor;

• Fornecer às empresas um roteiro para a internalização da sustentabilidade nos seus modelos de negócio.