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Do Turismo Sustentável ao Turismo Regenerativo: o contributo para processos de transformação territorial dos espaços rurais portugueses
No âmbito do Programa de Doutoramento em Turismo que tenho vindo a frequentar na Universidade de Évora, irei ao longo dos próximos anos, desenvolver uma investigação subordinada ao tema:
Do Turismo Sustentável ao Turismo Regenerativo: O contributo dos festivais de música para processos de transformação territorial dos espaços rurais portugueses
O email de investigador, é o luis.js.ferreira@fa.uevora.pt
Sinopse da investigação a desenvolver:
A
presente investigação analisa o contributo dos festivais de música (Portugal,
2023) realizados em territórios rurais (Vasta et al., 2023) portugueses para
processos de transformação territorial alinhados com princípios de
sustentabilidade de regeneração (Nkunzi & Nyikana, 2025; Nugroho et al.
2025). Parte-se do reconhecimento de que sustentabilidade e regeneração não
devem ser entendidas como categorias fechadas nem como etapas automaticamente
sucessivas (Ho, 2026), mas como lógicas que podem coexistir, em diferentes
graus, no mesmo festival e território.
A investigação distingue turismo regenerativo, práticas regenerativas e regeneração territorial, sendo esta última entendida, como um processo multidimensional, gradual e duradouro, resultante da interação entre festival, comunidade local, autarquias, associações, agentes económicos, visitantes e outras dinâmicas territoriais (Roriz & Oliveira, 2023; Fusté-Forné & Hussain, 2025; Turčinović et al., 2025).
A pergunta central é: Em que condições, através de que mecanismos e com que limites os festivais de música realizados em territórios rurais portugueses contribuem para processos de transformação territorial alinhados com princípios de sustentabilidade e/ou de regeneração?
Será adotada uma metodologia de estudos de caso múltiplos (Yin, 2018), com recurso a métodos mistos, em que a componente qualitativa terá uma centralidade interpretativa, enquanto a componente quantitativa terá uma função complementar e contextualizadora, no âmbito de um paradigma positivista já explorado por Portugal (2023), na sua análise de comportamento de turistas em Festivais, em Portugal. A investigação combinará revisão da literatura, análise documental, entrevistas, observação participante (direta e indireta), questionários, dados secundários e reconstrução da trajetória territorial de cada caso. Pretende-se desenvolver um quadro de avaliação que distinga indicadores de atividade, resultado e impacto, permitindo construir perfis multidimensionais de contributo territorial.
28.8.26
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26.8.26
24.8.26
16.8.26
Mais uma tentativa de limitar a Laicidade do Estado - comunicado da Associação Ateísta Portuguesa
Recentes notícias reportam que "deputadas do partido [Chega] abraçam a dimensão religiosa da sua atividade política"* através da formação do Movimento Mulheres Conservadoras Portugal, que também conta com personalidades dos partidos PSD e CDS-PP.
A Associação Ateísta Portuguesa alerta para o avanço institucional e político de grupos cujos objetivos podem colocar em causa a laicidade do Estado português, que não pode reconhecer nenhum tipo de dimensão religiosa no exercício das suas funções, da mesma forma que não pode exercer controlo político sobre a prática religiosa da sua população.
Um dos princípios estruturantes da sociedade contemporânea diz respeito à posição de laicidade do Estado, princípio esse que assegura que este não adota qualquer religião, garantido desse modo a liberdade religiosa dos cidadãos.
A criação de um movimento ultraconservador, com o aparente aval do Partido Chega, configura um ataque consciente e deliberado contra o princípio da Laicidade, assumindo-se como um projeto atentatório dos mais básicos direitos humanos, em particular os das mulheres e de algumas minorias sexuais e confessionais e, em geral, os de todos os cidadãos.
O referido movimento ultraconservador não esconde os seus objetivos, propósitos e finalidades: há uma intenção declarada de promover um retrocesso civilizacional, constitucional e axiológico, reintroduzindo a religião na esfera pública, nomeadamente na ação parlamentar, com impactos diretos na liberdade de pensamento e de expressão dos cidadãos, mediante alterações nas políticas de Educação, de Saúde e de Solidariedade Social.
A importação de fenómenos que tanto têm prejudicado o Brasil, como o desenvolvimento de uma bancada evangélica no parlamento, parece ser um caminho possível se não provável para este movimento, se aliado a outros do mesmo teor, que se têm vindo a formar nos últimos anos. A infiltração de ideias religiosas entre as pessoas eleitas para legislar conduz a um país onde a fé pessoal se sobrepõe ao interesse público.
A Associação Ateísta Portuguesa, não pode deixar de manifestar a sua preocupação relativamente às consequências nefastas decorrentes da perniciosa influência deste movimento e chama a especial atenção das entidades públicas (órgãos de soberania, partidos políticos e demais instituições), da sociedade civil e de todos os cidadãos para a importância da defesa da laicidade do Estado.


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