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9.9.26

Portugal no contexto das políticas europeias para o Património Cultural | CIDEHUS - Artigo conjunto | Bombico at al. (2026)

 Artigo completo aqui


Cultural challenges of a changing Europe

Desafios culturais de uma Europa em mudança

Sous la direction de Sónia Bombico



Artigo

Portugal no contexto das políticas europeias para o Património Cultural

Sónia Bombico, Luís Ferreira, Leonor Dias Nogueira et Catarina Moura

p. 13–91

Resumo

O texto analisa a participação e o posicionamento de Portugal nas principais políticas e iniciativas europeias no domínio do património cultural, enquadrando-os na evolução das políticas culturais da União Europeia e do Conselho da Europa. 

Partindo de um enquadramento conceptual e institucional das políticas europeias para o património, o estudo centra-se na análise de quatro iniciativas de referência: a Marca do Património Europeu, os Itinerários Culturais do Conselho da Europa, a plataforma digital Europeana e os Prémios Europeus do Património/Europa Nostra Awards


A metodologia adotada combina uma abordagem exploratória de natureza quantitativa e qualitativa, recorrendo à análise de dados institucionais, relatórios oficiais e bases de dados europeias, complementada pela leitura dos resultados de dois Eurobarómetros sobre o Património Cultural e a Cultura, realizados em 2017 e 2025, respetivamente. 


Os resultados evidenciam uma participação portuguesa globalmente consistente e, em alguns domínios, particularmente relevante, como no caso dos Prémios Europa Nostra e da Marca do Património Europeu. Contudo, identificam-se fragilidades estruturais, nomeadamente na coordenação estratégica, na construção de narrativas europeias consistentes e na presença digital, bem como assimetrias persistentes no contexto europeu. 


O artigo evidencia a necessidade de reforçar a articulação entre políticas nacionais e europeias, bem como de promover modelos de governação mais integrados e participativos.



Auteurs

7.9.26

5.9.26

Bons Sons - O contributo possivel do Turismo Sustentável ao Turismo Regenerativo, uma síntese

 


A crescente complexidade dos desafios ambientais, sociais e territoriais associados ao desenvolvimento turístico tem conduzido ao questionamento dos paradigmas tradicionais de sustentabilidade. Embora o desenvolvimento turístico sustentável continue a constituir uma referência central para o planeamento e gestão dos destinos, diversos autores têm vindo a argumentar que a mitigação dos impactos negativos do turismo é insuficiente para responder aos desafios contemporâneos, defendendo a necessidade de abordagens capazes de gerar benefícios líquidos para os territórios, comunidades e ecossistemas (Bellato, Frantzeskaki & Nygaard, 2022; Bellato & Pollock, 2023; Sheldon, 2022).

Neste contexto emerge o conceito de turismo regenerativo, entendido como uma abordagem orientada para a revitalização dos sistemas socio-ecológicos, o fortalecimento das capacidades comunitárias e a criação de relações mutuamente benéficas entre visitantes, residentes e territórios. Ao contrário das abordagens centradas na minimização de impactos, o turismo regenerativo procura contribuir ativamente para processos de transformação territorial, reforçando a resiliência ecológica, cultural, social e económica dos lugares (Bellato, Frantzeskaki & Nygaard, 2022; Bellato & Pollock, 2023; Sheldon, 2022).

Os festivais de música realizados em territórios rurais portugueses constituem um contexto privilegiado para analisar esta transição paradigmática. Estes eventos são frequentemente associados à dinamização económica, valorização cultural, reforço identitário e promoção turística dos territórios anfitriões. Contudo, permanece insuficientemente compreendido em que condições estes contributos ultrapassam uma lógica de desenvolvimento turístico sustentável e passam a configurar processos efetivos de regeneração territorial.


Bibliografia citada:

Bellato, L., Frantzeskaki, N., & Nygaard, C. A. (2022). Regenerative tourism: A conceptual framework leveraging theory and practice. Tourism Geographies, 25(4), 1026–1046. https://doi.org/10.1080/14616688.2022.2044376

Bellato, L., & Pollock, A. (2023). Regenerative tourism: A state-of-the-art review. Tourism Geographies, 27(3–4), 558–567. https://doi.org/10.1080/14616688.2023.2294366

Sheldon, P. J. (2022). Designing regenerative tourism. Edward Elgar Publishing. https://doi.org/10.4337/9781800377486




1.9.26

Do Turismo Sustentável ao Turismo Regenerativo: o contributo para processos de transformação territorial dos espaços rurais portugueses

No âmbito do Programa de Doutoramento em Turismo que tenho vindo a frequentar na Universidade de Évora, irei ao longo dos próximos anos, desenvolver uma investigação subordinada ao tema:

Do Turismo Sustentável ao Turismo Regenerativo: O contributo dos festivais de música para processos de transformação territorial dos espaços rurais portugueses


Plano de Trabalho Proposto e Cronograma do Projeto de Tese, no âmbito do Doutoramento em Turismo da Universidade de Évora, foi aceite pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades - CIDEHUS, onde atuarei como Investigador Doutorando.

O email de investigador, é o luis.js.ferreira@fa.uevora.pt

Sinopse da investigação a desenvolver:

A presente investigação analisa o contributo dos festivais de música (Portugal, 2023) realizados em territórios rurais (Vasta et al., 2023) portugueses para processos de transformação territorial alinhados com princípios de sustentabilidade de regeneração (Nkunzi & Nyikana, 2025; Nugroho et al. 2025). Parte-se do reconhecimento de que sustentabilidade e regeneração não devem ser entendidas como categorias fechadas nem como etapas automaticamente sucessivas (Ho, 2026), mas como lógicas que podem coexistir, em diferentes graus, no mesmo festival e território.

A investigação distingue turismo regenerativo, práticas regenerativas e regeneração territorial, sendo esta última entendida, como um processo multidimensional, gradual e duradouro, resultante da interação entre festival, comunidade local, autarquias, associações, agentes económicos, visitantes e outras dinâmicas territoriais (Roriz & Oliveira, 2023; Fusté-Forné & Hussain, 2025; Turčinović et al., 2025).

A pergunta central é: Em que condições, através de que mecanismos e com que limites os festivais de música realizados em territórios rurais portugueses contribuem para processos de transformação territorial alinhados com princípios de sustentabilidade e/ou de regeneração?

Será adotada uma metodologia de estudos de caso múltiplos (Yin, 2018), com recurso a métodos mistos, em que a componente qualitativa terá uma centralidade interpretativa, enquanto a componente quantitativa terá uma função complementar e contextualizadora, no âmbito de um paradigma positivista já explorado por Portugal (2023), na sua análise de comportamento de turistas em Festivais, em Portugal. A investigação combinará revisão da literatura, análise documental, entrevistas, observação participante (direta e indireta), questionários, dados secundários e reconstrução da trajetória territorial de cada caso. Pretende-se desenvolver um quadro de avaliação que distinga indicadores de atividade, resultado e impacto, permitindo construir perfis multidimensionais de contributo territorial.








A aventura vai, portanto, começar em breve!

28.8.26

Festa do Avante assinala 120 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça

O templário 26/8/2026 - Notícia completa, aqui

A Festa do Avante assinala 120 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça. Espaço da Organização Regional de Santarém será dedicado ao compositor tomarense. Coro Misto da Canto Firme interpretará obras do músico no dia 5 de setembro



20.8.26

PLANAPP | os policy briefs da 3.ª edição do Science4Policy (2025)

O PLANAPP acaba de disponibilizar na Biblioteca de Policy Briefs os documentos resultantes da edição de 2025 do concurso Science4Policy (S4P-25), promovido em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Com esta publicação, passam a estar reunidas num mesmo espaço as sínteses de evidência produzidas nas três edições já concretizadas do concurso, a par dos documentos elaborados no âmbito das Mesas Redondas.

O S4P-25 foi a edição com maior adesão desde o lançamento da iniciativa, em 2023: das 60 propostas elegíveis, foram aprovadas 27 candidaturas, distribuídas por 20 linhas temáticas prioritárias definidas pela a REPLAN – Rede de Serviços de Planeamento e Prospetiva da Administração Pública, no quadro das Agendas Temáticas da Estratégia Portugal 2030. Concluídos no segundo trimestre de 2026, os estudos mobilizaram um financiamento global de cerca de 1,3 milhões de euros.

Cada policy brief traduz um estudo de investigação aplicada num documento curto e orientado para a decisão, que delimita o problema de política pública, sistematiza a evidência disponível e propõe opções e recomendações dirigidas a quem formula e decide. Os trabalhos foram desenvolvidos por equipas de instituições de ensino superior e centros de investigação de diferentes regiões do país, em articulação com organismos da Administração Pública das áreas governativas a que os desafios dizem respeito.

Os temas cobertos acompanham a amplitude das prioridades nacionais, abrangendo o equilíbrio demográfico e a redução das desigualdades, a digitalização, a inovação e as qualificações, a transição climática e a sustentabilidade dos recursos, bem como a competitividade e a coesão territorial.

Ao tornar estes conteúdos acessíveis a partir de um único ponto de entrada, o PLANAPP consolida a Biblioteca como infraestrutura de intermediação de conhecimento, aproximando a produção científica dos tempos e das necessidades da decisão pública e estimulando o diálogo entre a Administração Pública, a comunidade científica e os restantes atores do ecossistema das políticas públicas.

Esta divulgação integra-se no esforço de implementação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que financia esta ação.