28.2.22
24.2.22
22.2.22
A Teoria Crítica - Escola de Frankfurt
A Teoria Crítica (Critical Theory) refere-se a
uma abordagem filosófica e sociológica que analisa a sociedade para expor
estruturas de poder, desigualdades e injustiças, com o objetivo de promover a
emancipação humana. [1, 2, 3]
Origem e Contexto
- Escola
de Frankfurt: No sentido restrito, o termo designa o trabalho de
pensadores ligados ao Instituto de Pesquisa Social na Alemanha, a partir
da década de 1930. [1, 2,
3]
- Principais
Autores: Inclui filósofos como Max
Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse e, mais tarde, Jürgen
Habermas. [1,
2]
- Influências:
A base teórica mistura o pensamento de Karl Marx com elementos da
psicanálise de Sigmund Freud e da crítica à razão instrumental. [1, 2]
Principais Características
- União
entre Teoria e Prática (Práxis): Não basta descrever ou interpretar o
mundo; a teoria deve servir para transformar a realidade e desafiar
sistemas injustos. [1,
2, 3]
- Crítica
à Cultura e à Indústria: Examina como a cultura de massa, a mídia e a
tecnologia podem ser usadas para manipular e controlar o comportamento
social. [1, 2, 3]
- Questionamento
da Neutralidade: Afirma que a ciência, a razão e as instituições não
são neutras, pois refletem e mantêm relações de poder existentes. [1, 2, 3]
Como o conceito evoluiu para as teorias sociais modernas?
A transição da Teoria Crítica tradicional (da Escola
de Frankfurt) para as teorias sociais modernas ocorreu através da
expansão do foco de análise: o debate deixou de ser centrado apenas na economia
e na classe social para focar na identidade, no poder disperso e
na linguagem.
1. A Virada Linguística e Comunicativa (Segunda Geração)
- Jürgen
Habermas: Mudou o foco da crítica à dominação econômica para a análise
da comunicação.
- Ação
Comunicativa: Defendeu que a emancipação social ocorre quando os
cidadãos debatem livremente, sem coerção, na esfera pública.
- Razão
Dialógica: Substituiu a ideia de uma razão opressora pela busca de
consenso por meio do diálogo democrático.
2. O Pós-Estruturalismo e a Descentralização do Poder
- Michel
Foucault: Argumentou que o poder não está apenas no Estado ou na
economia, mas espalhado por toda a sociedade (instituições, prisões,
hospitais).
- Saber-Poder:
Demonstrou como a linguagem e as ciências modernas definem o que é
"normal" ou "desviante", controlando os corpos e
comportamentos.
3. A Expansão para os Estudos de Identidade (Teorias
Críticas Contemporâneas)
As teorias modernas aplicaram o método crítico a opressões
específicas, fragmentando a ideia de uma "sociedade universal":
- Teoria
Pós-Colonial: Questiona o eurocentrismo e analisa como o legado do
colonialismo molda as relações econômicas e culturais atuais.
- Teoria
Feminista Crítica: Expõe como o patriarcado e as divisões de género
são estruturas invisíveis de dominação social.
- Teoria
Crítica da Raça (CRT): Examina como o racismo institucional e
sistémico é mantido pelas leis e tradições sociais, mesmo após o fim da
segregação formal.
4. A Intersecionalidade
- Kimberlé
Crenshaw: Introduziu o conceito para demonstrar que as opressões
(raça, género, classe) não operam sozinhas.
- Sistemas
Cruzados: As teorias sociais modernas analisam como essas diferentes
formas de discriminação se sobrepõem e afetam os indivíduos de maneira
acumulada.
20.2.22
16.2.22
14.2.22
12.2.22
10.2.22
Será o CHEGA um fenómeno passageiro?
Esta é a pergunta que todos os Estados-maiores partidários fazem sobre Ventura, desde a sua disruptiva candidatura a Presidente da Câmara de Loures, primeiro no contexto de uma candidatura de direita (PSD+CDS) e, depois de polémicas afirmações sobre a comunidade cigana, apenas pelo PSD, onde viria a obter cerca de 20% dos votos.O "bomba" dos Angry Birds, é fofinho, mas destrói muito à sua passagem...
Pouco tempo depois, já andava a ver de como conseguir registar um Partido, fosse qual fosse o nome, fosse com mais ou menos assinaturas, numa peripécia digna de uma qualquer Associação de Estudantes. Só quem não fez parte de uma jota partidária, ou não organizou eleições internas num partido é que estranhará tamanha balbúrdia e suspeitas na criação e registo de um Partido em Portugal.
Consolidado a nome e apresentado a eleições gerais à Assembleia da República, em 2019, face ao que já se observava e que se acentua no decurso do pós-eleições e, especialmente no pós-inicio da Pandemia (sim, que para o seu fim faltará ainda mais de um ano), logrou obter a eleição de um deputado - precisamente o seu único e conhecido rosto - o ex-Vereador Ventura, eleito anos antes pelo PSD à Câmara comunista de Loures.
Como por aqui analisámos na sequência dessa entrada de novo na Assembleia da República - além das entradas do LIVRE e da Iniciativa Liberal, muitos dos votos para este novo Partido (chamar-lhe-ia quase Movimento), vieram de eleitorados de esquerda, especialmente de anteriores votantes comunistas e bloquistas, mas também de muitos socialistas, ao contrário do que poderia ser mais lógico, que de eleitores tendencialmente de direita ou até, de extrema direita.
Tal facto, espelha em si, a capacidade e inteligência do seu líder Ventura, que além de estudante brilhante, se está a demonstrar um comunicador exímio e, na ausência total de subserviência ao politicamente correto, a capacidade de fazer pelo sistema politico português, aquilo que o "velhote" Santana Lopes, não logrou conseguir fazer: abanar o sistema e contribuir para um novo paradigma.
O Programa, que muitos acabam a discutir - na habitual intelectualice bacôca e irrelevante existente em Portugal, é isso mesmo: IRRELEVANTE. Ventura já demonstrou que mudará as vezes que forem necessárias de discurso, para ir cavalgando a onda da incapacidade dos partidos do main-stream, para darem respostas reais às vidas reais, das pessoas reais do País.
8.2.22
6.2.22
4.2.22
Tendência de empate também no Ribatejo...
Na atual projeção para o Distrito de Santarém teve-se por base as sondagens realizadas até 28 de janeiro de 2022, disponíveis em https://sondagens.rr.sapo.pt/, tendo aí sido selecionadas a última de cada uma das sondagens de todas as empresas - num total de 4, realizou-se depois a média ponderada destas pelo numero de inquirido, e foram as mesmas corrigidas pelo desvio da votação de cada força política para o Distrito de Santarém face à média do continente, em anteriores eleições legislativas de 2019, ponderadas ainda pelo desvio observados nos candidatos presidenciais diretamente ligados ao CHEGA, ao BE e à CDU, nas eleições Presidenciais de 2021, em relação às respetivas votações do continente, uma vez que as sondagens apenas realizam trabalhos de campo no continente.
Margem de erro: Para um intervalo de confiança de 95%, a margem de erro estimada, com base na ponderação das amostras que deram origem a cada uma das sondagens base, associada à presente projeção, estima-se em 4,6%
Resultados:
Assim, obtivemos a projeção atual de resultados para o Distrito de Santarém.
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
BE - 0 a 1 deputados
CDU - 0 a 1 deputados
Notas:
- O 9º deputado a eleger, seria tendencialmente o 4º do PSD em lugar do 5º do PS - a cerca de 3000 votos em falta ao PS.
- A 5ª divisão do PS será nos 6,97% e a 4ª do PSD nos 7,27%, sendo a 1ª da CDU nos 5,87% (a cerca de 2800 votos de conseguir eleger) e sendo a 1ª do BE nos 5,63% (a cerca de 3700 votos deste para eleger)
- O CHEGA está cerca de 3100 votos acima da possibilidade de perder o seu eleito para o 5º do PS.
- Toma-se por base uma votação expetável de 52,5%, equivalente a cerca de 198 mil eleitores.
Projeção anterior - 28JAN2022
(Com base na sondagem das sondagens da RR)
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
BE - 0 a 1 deputados
CDU - 0 a 1 deputados
Nota: o 9º deputado a eleger, seria tendencialmente o 4º do PSD em lugar do 5º do PS - mas apenas por 50 votos em falta ao PS.
A 5ª divisão do PS será nos 7,139% e a 4ª do PSD nos 7,143% (diferença de 50 votos do PS de conseguir eleger), sendo a 1ª da CDU nos 5,89% (a mais de 2500 votos deste para eleger) e sendo a 1ª do BE nos 5,70% (a mais de 2700 votos deste para eleger)
O CHEGA está agora apenas 2000 votos acima da possibilidade de perder o seu eleito para o PS ou para o PSD.
Projeção anterior - 27JAN2022
(Com base em 5 sondagens, a ultima até então de todas as empresas a realizá-las)
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
BE - 0 a 1 deputados
CDU - 0 a 1 deputados
Nota: o 9º deputado a eleger, seria tendencialmente o 5º do PS em lugar do 4º do PSD - mas o nível de incerteza é elevado.
A 5ª divisão do PS será nos 7,02% e a 4ª do PSD nos 6,87% (diferença de 1200 votos do PSD de conseguir eleger), sendo a 1ª do BE nos 6,12% (A mais de 1500 votos deste para eleger e a 1800 votos de diferença quando comparado com o PS)
A CDU nos 5,71% é a que tem menores hipóteses de eleger, pois já estará a mais de 800 votos do BE, a 1500 da 5ª divisão do PS e a 2300 da 4ª divisão do PSD
Projeção anterior - 25JAN2022
(Com base em 19 sondagens)
PS - 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
BE - 0 a 1 deputados
Nota: os 8º e 9º deputados a eleger, seriam tendencialmente para o 5º do PS e o 4º do PSD.
A 5ª divisão do PS será nos 7,14% e a 4ª do PSD nos 6,68%, sendo a 1ª do BE nos 5,91% (A mais de 1500 votos a este para eleger)
A CDU nos 5,66% NÃO ELEGERÁ NINGUÉM, pois já está a mais de 500 votos do BE, a 600 da 6ª divisão do PS e a 2000 da 4ª divisão do PSD
Projeção anterior - 20JAN2022
(Com base em 6 sondagens)
Podemos assim estimar que a distribuição de deputados seria de (a negrito o mais provável de acontecer):
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
CDU - 0 a 1 deputados
BE - 0 a 1 deputados
Nota: os 8º e 9º deputados a eleger, seriam tendencialmente para o 5º do PS e o 4º do PSD.
A 5ª divisão do PS será nos 7,07% e a 4ª do PSD nos 6,66%, sendo a 1ª do BE nos 6,59% (bastando mais 170 votos a este para eleger) e a 1ª da CDU nos 5,75% (bastando mais 1800 votos para este eleger)
Projeção anterior - DEZ2021
(Com base em 4 sondagens)
Podemos assim estimar que a distribuição de deputados seria de:
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 a 4 deputados
CH - 1 deputado
CDU - 0 a 1 deputados
BE - 0 a 1 deputados
Nota: o 9º deputado a eleger, seria tendencialmente para o 5ºdo PS, tendo este uma vantagem de 10.000 votos para isso face à CDU/BE (ou a CDU e BE a cerca de 2000 votos de o conseguir obter). A vantagem da CDU para o BE é de menos de 200 votos prováveis, para tal). Ou, o PS terá uma vantagem de cerca de 1000 votos face ao PSD, de obter o 5º em lugar do PSD obter o 4º.
PS - 4 a 5 deputados
PSD - 3 deputados
CH - 1 deputado
BE - 0 a 1 deputados
CDU - 0 a 1 deputados
Nota: atualmente os deputados são PS(4), PSD(3), BE(1) e CDU(1), tendo tido por base os seguintes resultados em 2019
