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23.2.24
A TEORIA DO CAOS - da onda mundial do disparate, ao "bater de asas da borboleta" no Portugal de 2014
Artigo publicado no Jornal "O Templário", de 19/2/024 (Pag.6) (https://otemplario.pt/)
Na teoria de Lorenz não entrava o PS, quando este postulou a sua teoria, pois na década de sessenta do século passado, este ainda não existia - viria a ser fundado em 1973, mas como adiante veremos, ele ajudará a provar essa mesma teoria.
Estamos em 2014, em Maio, e o PS acaba de ganhar as eleições europeias, após em outubro do ano anterior ter ganho 150 presidências das 308 Câmaras Municipais do País - a maior vitória dum Partido sozinho até então observado.
António José Seguro - um político do interior do país (Penamacor), que nos anos 80 estudou no ISCTE em Lisboa e após um percurso europeu e nacional nas juventudes partidárias - contra o primeiro Governo de maioria absoluta (de Cavaco Silva, 1985-95), viria a ser Professor Universitário (na Universidade Autónoma de Lisboa) e em 2011 eleito Secretário-geral do PS, após a clamorosa derrota de José Sócrates, no rescaldo do seu segundo Governo (2009-11).
Com duas vitórias seguidas - autárquicas e europeias, Seguro em 2014 estava em ótima posição para vir a ser Primeiro Ministro, uma vez que nesse mesmo mês de Maio, o PS liderava as sondagens publicadas, com cerca de 38%, contra 32% da direita unida (PSD-CDS) que estava a governar o País. As eleições estavam programadas para cerca de 18 meses depois - em Outubro de 2015.
Era terça-feira, dia 27 de maio de 2014 e, chegado a casa na hora de almoço abri a televisão e vejo um inefável Presidente da Câmara de Lisboa - António Costa a definir a vitória do PS de dois dias antes, como de "poucochinha". Logo ali percebi, que estávamos perante um "cheque" ao Rei.
A História que se seguiu já todos a conhecemos: Seguro viria a ser substituído na liderança do PS, através dumas primárias em que mais de 177 mil cidadãos (a maioria não-militantes), na sua maioria eleitores habituais de partidos à esquerda do PS, acabariam poor escolher Costa para liderar e ser este o candidato socialista às eleições de 2015, as quais contra todas expetativas perdeu para a coligaçãod e direita PSD-CDS, liderada pelo então Primeiro-Ministro Passos Coelho. Depois, juntou todos os partidos de esquerda, obteve a maioria dos deputados no Parlamento e formou Governos, um primeiro com o apoio de todos, um segundo com o apoio de alguns e um terceiro, após uma crise por eles provocado, no qual obteve uma inexpectável maioria absoluta, a 30/1/2022.
O "poucochinho" de 2014 - um pequeno bater de asas do então Presidente da Câmara de Lisboa, sentado em 285 milhões€ de indemnização pelos terrenos do Aeroporto de Lisboa, "dados" pelo Governo de direita, em 2012 - para que este pudesse privatrizar a ANA aos franceses da Vinci e, com isso hipotecar por várias dácadas a autonomia decisória do país em relação às infraestruturas aeroportuárias. Dizia, este "bater de asas", levou o PS a um sucesso impossível de prever, conduzindo uma parte do partido (e do País) a acreditar que os fins justificavam os meios e que no mundo da política "normal" era assim que a o "sistema" funcionava.
Estranhamente, ou talvez não, também em 2014, a Russia de Putin iniciava a atual Guerra em que nos encontramos - anexando partes do território da atual Ucrânia, incluindo a histórica província russa da Crimeia, onde estava fundeada a maior frota Russa, depois Soviética e depois mais uma vez Russa, numa das poucas saídas permentes do grande Império "continental" Euroasiático Russo tem para o mar temperado.
O mundo fez durante anos vista grossa à nova Guerra que se havia iniciado e, hoje, já quase todos sabem que a Guerra Mundial, na qual estamos mergulhados começou nesse ano - 2014 e, não irá terminar antes de se percorrerem - muito provavelmente, mais uma década, pelo menos. Depois desse início de Guerra, a vitória de Trump em 2016 - após o descalabro racista das presidencias de Obama, o Brexit - na determinação das interferências da guerra de fake promovida a partir da Rússia, passando pela vitória de Bolsonaro no Brasil, a pandemia iniciada na China e a total constrição dos direitos de cidadania, conquistados em mais de 230 anos da Idade Moderna (pós 1789), foram apenas mais factos que nos trouxeram até hoje.
Em Portugal, desde esse ano de 2014, a esquerda - e o PS a líderá-la, julgou que finalmente os ventos da História a haviam colocado no lugar certo, naquele que parecia o momento certo. Nada de mais errado. O "bater de asas" desse dia 27 de maio de 2014, levaria apenas a que parte da sociedade olhasse e visse aquilo que "nós" não víamos: que o Rei ía nu, que o "sistema" que havia sido laboriosamente construído durante décadas, primeiro sob o contributo de Soares, Freitas e Sá Carneiro, depois por Cavaco e Guterres, e finalmente com o concurso diferenciado de Barroso e Sócrates, tinha chegado ao limite.
De incío meras expressões de um neo-liberalismo retrógrado Passista, alicerçado nuns think-thanks das Universidades de direita portuguesas, mas rapidamente transmutados para a "Internacional" a soldo de Moscovo, direta ou indiretamente conectadas, misturando os descamisados da globalização, aos tolos de todas as matizes e classes sociais, do mais iletrado ao doutorado, cujo o único ponto de contacto é / era a revolta perante a expetativa que a esquerda, que o "sistema", lhe havia durante décadas prometido, mas que fruto dos "bateres de asas à lá-Costa", apenas lhes criavam a sensação de que os fins justificavam os meios usados para chegar ao poder, como se esse fosse um fim em si mesmo.
Se nos idos de 2014, o mundo parecia continuar numa Paz eterna e o ato de Costa pareceu "legítimo", hoje sabemos já que tal como no modelo científico de Lorenz - e sim, ele acabou por criar as equações matemáticas que ajudaram a demonstrar a TEORIA DO CAOS, a bagunça em que estamos mergulhados em 2024, começou nesse dia 27 de maio de 2014, precisamente porque TODOS falhámos ao responder à expetativa das pessoas.
Como diria o atual Secretário-geral dum PCP em desaparecimento eleitoral, Paulo Raimundo: "Essa é que é a questão essencial"!
Nem está em dúvida que se vive MUITO MELHOR hoje do que há uma década atrás. No mundo, na Europa e em Portugal. TODOS os indicadores o demonstram. A questão não é, NUNCA foi essa.
Também na União Soviética de 1989 se vivia melhor do que na União Soviética de 1979 ou de 1969, mas não foi por isso que o sistema comunista então ruiu: foi precisamente porque a expetativa da maioria das pessoas foi defraudada. As pessoas olham e têm a perceção, sempre ampliada pelas centrais de produção de fakes direta ou indiretamente contrladas a partir de Moscovo, de que a corrupção alastra, de que os muito ricos estão cada vez mais ricos e melhoram substancialmente mais rápido a sua condição de vida que o Homem da rua, que a liberdade é condicionada por uma comunicação social clássica e "mentirosa", que a ciência também ela é "falsa" - daí o permanente crescimento do negacionsimo científico, na perceção continuada do "nós" - os cidadãos comuns, contra "eles" - os instalados no poder, uma determinada elite dirigente desconectada do idadão comum.
A expetativa atual do Homem da rua é de que a vida dos seus filhos será bem pior que a sua e que entre o hoje e o amanhã, o melhor dos dois dias está a ser o hoje. E isso, sejamos honestos, é mortal para a Liberdade e para a Democracia, como nós a vivemos e durante décadas a concebemos.
No final deste "pequeno passo mais para o CAOS" - o dia 10 de março, podemos acordar muito pior do que como acordámos em todos os dias a seguir à eleições realizadas depois de 27 de maio de 2014 - o dia do tal "bater de asas". Mas, uma coisa tenho para mim como adquirido: os nossos líderes - da direita clássica, à esquerda, não o entenderam ainda e, garanto-vos que quanto mais tarde o entenderem pior será para todos nós: o que vem aí é bem feio e mais uma prova de que a TEORIA DO CAOS está hoje mais atual do que nunca.
Ah. E já agora, convem que TODOS percebamos que estamos em Guerra. E ela é mais do que contra os inimigos da ciência e da civilização - na Ucrânia ou em Gaza, mas contra nós próprios. E essa é a mais difícil Guerra de se travar.
Mas, podem acreditar-me: tal como postulei em 2008 - que até 2020 o mundo entraria em Guerra - tal o impacto que teria a crise do sub-prime do EUA no equilíbrio económico-social mundial, não é muito difícil prever hoje, de que até 2030 poderemos vir a ter - em Portugal, na Europa e no Mundo um ocaso das Liberdades, do Saber e da Civilização na qual nascemos e que julgámos durante décadas (poder) ser permanente.
A Teoria do Caos aí esta, a prová-lo, dia após dia!
Saibamos portanto trabalhar para mudar o rumo dos acontecimentos, que a sorte faz-se.
9.11.22
Riscos e Perigos no colapso da Barragem do Castelo do Bode
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A sério?
29.8.22
Por uma Política de Sustentabilidade Local
17.5.22
1.5.22
Egipto será um grande exportador de hidrogénio verde para a Europa
Notícia original de PPL (28/4/2022)
Com a redução da dependência do petróleo e gás russos como objetivo, a Europa tem acelerado planos para introduzir outras fontes de energia, bem como para produzir hidrogénio verde. Assim sendo, assinou um acordo importante.
Este resultará na criação de uma unidade de produção de hidrogénio verde na Zona Económica do Canal de Suez.
A Europa está numa corrida para reduzir a dependência energética que estabeleceu com a Rússia. O objetivo passa por ter pelo menos 40 GW de capacidade instalada em eletrolisadores, aos quais se juntarão outros 40 GW localizados fora do território. Estes exportarão parte da produção para o nosso mercado.
Nesse sentido, a Europa assinou um acordo com a Masdar, propriedade do fundo estatal de Abu Dhabi Mubadala, e com a empresa energética do Egito Hassan Allam Utilities. Este acordo irá promover a criação de uma grande unidade de produção de hidrogénio verde na Zona Económica do Canal de Suez.
O Egipto goza de abundantes recursos solares e eólicos que permitem a geração de energia renovável a um custo muito competitivo. Um fator-chave para a produção de hidrogénio verde. O Egipto está também muito próximo de mercados onde se espera que a procura de hidrogénio verde aumente mais, proporcionando uma forte oportunidade de exportação para locais como a Europa.
De acordo com os envolvidos no projeto, a primeira fase das instalações estará operacional em 2026, garantindo 100.000 toneladas de metanol verde por ano, por forma a abastecer os navios no Canal de Suez. Posteriormente, o objetivo é que as instalações de eletrolisadores garantam a produção de 4 GW até 2030, uma vez que seria o suficiente para produzir cerca de 2,3 milhões de toneladas de amoníaco verde para exportação, bem como para fornecer hidrogénio verde às indústrias locais.Se queremos chegar a emissões zero líquidas, não o podemos fazer apenas através das energias renováveis. Precisamos de algo para assumir o papel atual do gás natural, especialmente para gerir a sazonalidade e a intermitência, e isto é o hidrogénio.
Se queremos chegar a emissões zero líquidas, não o podemos fazer apenas através das energias renováveis. Precisamos de algo para assumir o papel atual do gás natural, especialmente para gerir a sazonalidade e a intermitência, e isto é o hidrogénio.
Alertou Michele DellaVigna, chefe da unidade de negócios de ações de mercadorias da Goldman Sachs para a região da Europa, Médio Oriente e África, numa entrevista à CNBC.
11.4.22
2.3.22
14.2.22
30.12.21
22.12.21
Evolução da sexta vaga da pandemia (7/1)
Tal como no ano passado, o mês de dezembro assistiu à entrada de mais uma vaga pandémica, a qual tenho definido como "vaga invernal".
Estamos neste momento a finalizar a 5ª vaga (a 11 de janeiro), que tenho defindo como "vaga outonal", ainda visivel no gráfico de hoje.
Temos assim, em termos de resumo das vagas outonais e invernais, o seguinte:
2ªvaga (outonal de 2020):
INICIO: 2/10/2020 PICO: 14/11/2020 FIM: início de janeiro 2021
3ªvaga (invernal de 2020/21):
INICIO: meados de dezembro PICO: 28/1/2021 FIM: 10/3/2021
5ªvaga (outonal de 2021):
INICIO: 24/10/2021 PICO: 8/12/2021 FIM:11/1/2022
6ªvaga (invernal de 2021/22):
INICIO: início de dezembro (provavelmente em 13/12/2021)
PICO: entre 22 e 30 de janeiro 2022
FIM: início de março de 2022
Nota: usamos como método de calculo as médias dos 7 dias anteriores (de forma a aplanar os fins de semana e os feriados) e consideramos inicio e fim de vaga pandémica a média superior ou inferior a 750 novos casos diários. Consideramos ainda que as 2ª/5ª vagas e 3ª/6ª, decresceram a um rácio médio diário de 1/1,2 em relação à sua efetiva subida.
(situação a 18/12/2021)
18.12.21
Aí está a sexta vaga da pandemia
(Acompanhe aqui a sua atualização regular)
Tal como no ano passado, o mês de dezembro assiste à entrada de mais uma vaga pandémica, que tenho definido como a "vaga invernal".
Tal parece estranho, uma vez que ainda parecia estarmos em pleno crescimento da 5ª vaga, que eu defindo como "vaga outonal", ainda bem visivel na primeira semana de dezembro.
Temos assim, em termos de resumo das vagas outonais e invernais, o seguinte:
2ªvaga (outonal de 2020):
INICIO: 2/10/2020 PICO: 14/11/2020 FIM: início de janeiro 2021
3ªvaga (invernal de 2020):
INICIO: meados de dezembro PICO: 28/1/2021 FIM: 10/3/2021
5ªvaga (outonal de 2021):
INICIO: 24/10/2021 PICO: 8/12/2021 FIM: meados de janeiro 2021
6ªvaga (invernal de 2021):
INICIO: início de dezembro PICO: meados de janeiro 2022 FIM: final de fevereiro de 2022
6.12.21
2.12.21
Tecnologia 5G….Mais um Detetor de Histéricos, Promotores do Medo
Existe um podcast brutal chamado “Pessimists“. No fundo, faz uma avaliação histórica sobre a reação da sociedade após o aparecimento de algumas tecnologias ou inovações. Desde o Walkman até à Valsa, passando pela Eletricidade e acabando na Bicicleta. Até o Ursinho de Peluche foi considerada uma monstruosidade horrível capaz de destruir a sociedade tal qual a conhecemos…
Sobre o 5G…
A má ciência…
Conclusão
6.11.21
2.11.21
Nuvens de dióxido de enxofre existentes sobre o Atlântico Norte
Aceder à imagem: https://stream.ecmwf.int/data/gorax-green-000/data/scratch/20211102-2300/1f/render-gorax-green-000-6fe5cac1a363ec1525f54343b6cc9fd8-u2MBaO.png
















