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30.3.22

5 Propostas estratégicas para um futuro mais competitivo

 


1. Apoio à colaboração entre empresas e instituições de I&D

A parceria entre empresas, universidades e centros de investigação é um fator determinante para fomentar a transferência de tecnologia e impulsionar a inovação colaborativa. A criação de programas específicos que incentivem estas sinergias pode levar a um aumento significativo de projetos inovadores.

2. Estímulo ao empreendedorismo inovador

As startups e pequenas e médias empresas (PME) de base tecnológica desempenham um papel vital na economia do conhecimento. No entanto, muitas destas empresas enfrentam desafios significativos no seu processo de crescimento.

3. Simplificação dos incentivos fiscais e da burocracia

Os incentivos fiscais, como o Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE), são essenciais para encorajar o investimento em I&D. No entanto, a complexidade dos processos de candidatura e gestão destes incentivos pode afastar muitas empresas, especialmente as de menor dimensão.

4. Diversificação das fontes de financiamento

O acesso ao financiamento continua a ser um dos principais desafios para empresas inovadoras. Para superar esta barreira, é essencial que as empresas portuguesas explorem novas fontes de financiamento, nomeadamente programas internacionais como o Horizonte Europa.

5. Internacionalização das empresas de I&D

A internacionalização é uma estratégia essencial para que as empresas portuguesas se mantenham competitivas num mundo cada vez mais globalizado. O incentivo à exportação de produtos e serviços inovadores pode ser impulsionado por meio de políticas de apoio e participação em redes globais de inovação.


14.3.22

Impactes nas Águas substerrâneas na região de Tomar (análise sintética)

Tipos de impactes podem ocorrer nas águas subterrâneas na zona de Tomar e que medidas podem ser implementadas para os minimizar.

[Tomar, situa-se essencialmente na bacia sedimentar mezocenozóica do Tejo (essencialmente calcários do cretácico e jurássico), altitude 55 metros, Coordenadas 39° 36′ 13″ Norte, 8° 24′ 46″ Oeste, distância em linha reta ao mar de 56Km, orientação da escorrência de águas predominante N-S]



Os impactes mais significativos que podem ocorrer nas águas subterrâneas de Tomar centram-se na eventual sobre-exploração dos aquíferos, por bombagem de furos/poços em aquíferos confinados – uma situação que se dá quando temos duas camadas impermeáveis onde o aquífero se encontra “aprisionado”, situação típica nesta zona cársica.

Nestas circunstâncias bombear água do aquífero, significa retirar deste uma determinada quantidade de fluído, o que cria uma zona de baixas pressões junto do local de extração, com abaixamento do nível freático do poço, originando um fluxo de água em direção a este, gerando um encurvamento das linhas de fluxo. Assim, com múltiplos poços, perto uns dos outros começam a haver zonas de conflito, com interferência entre os cones , fazendo secar os menos profundos instalados no respetivo aquífero. Podem também, em resultado do abaixamento da pressão – pela sobre-extração, dar-se assentamentos dos terrenos – especialmente nestes aquíferos confinados, quando estamos perante calcários já degradados em argilas – o que é comum em parte da região.

Aqui a solução é a de tapar parte dos poços colocados nos aquíferos ou diminuir o caudal bombeado, monitorizando através de de poços de observação criados ao redor de alguns dos poços de maior caudal. 

Também podem surgir fenómenos de poluição biológica das águas, quer a dos aquíferos freáticos, quer a dos confinados, de origem de fossas séticas ainda muito comuns na região e da inadequada utilização dos sistemas de tratamento de águas residuais, que leva a que por infiltração, parte dos aquíferos fiquem poluídos. 
A estas somam-se os escoamentos superficiais urbanos, especialmente na cidade de Tomar, o que tem impacto na bacia cenozóica do Nabão inferior. A solução aqui é a da implementação de sistemas de fiscalização com reposição coerciva de condução para emissários de tratamento de águas residuais e a devida monitorização e/ou expansão das ETAR’s em funcionamento na região - especialmente notória, essa necessidade, na zona de confluência entre os Concelhos de Ourém e de Tomar.

10.3.22

Risco de rutura da Barragem do Castelo do Bode (subsidios para a sua análise...)

SUBSÍDIOS PARA UM PAPEL DA PROTEÇÃO CIVIL NO RISCO DE RUPTURA DA BARRAGEM DO ACSTELO DO BODE

 

http://www.civil.ist.utl.pt/~joana/artigos%20risco%20ABA/pub-2001/capitulo-7-livro-curso%20INAG2001.pdf

 

E ninguém pergunta pelo "Plano de Emergência Externo para o risco especial de colapso da Barragem", a qual já ultrapassou a tempo de vida útil - aquando da sua construção?

 

Alguém sabe o que fazer na eminência de um colapso da Barragem?

 

Uma Barragem que tem armazenadas na sua albufeira cerca de 0,9 milhões de milhões de litros de água (0,9 x 10^12 dm3), uma profundidade junto ao coroamento de mais de 95 metros de água e se estende por mais de 50km, numa bacia hidrográfica (do Tejo), onde vivem mais de 2 milhões de pessoas (abaixo de 50m acima do nível do mar), não precisa de estudo e análise?

Ver ficha da Barragem

 

Sabem as populações da freguesia da Asseiceira e de Paialvo, que a onda primária do colapso as submergiria? 

Que parte da inundação, afetaria todo o vale do Nabão até à Cidade, incluindo partes das freguesias de S.Pedro e da Madalena?

Que vilas e cidades do Ribatejo, a começar pelo Entroncamento desapareceriam, pura e simplesmente?

 

Pois!

Não chega de andarmos a brincar ao ambiente, à segurança e ao planeamento?

Querem falar a sério?

 

Alguns artigos e trabalhos científicos sobre este tema:

- Curso sobre operação e segurança de Barragens - IST, aqui;

 

O Plano de Emergência Externo (PEE) constitui o componente do plano de emergência, previsto no Regulamento de Segurança em Barragens (RSB), relativo ao vale a jusante da barragem excluindo a zona próxima à mesma. Tal como o Plano de Emergência Interno (PEI), este plano constitui um instrumento de organização, orientação e enquadramento de acções eficazes no caso de ocorrer uma emergência.

 

O principal objectivo é o de diminuir o número de vítimas no caso de ocorrer um acidente numa ou mais barragens a montante, incluindo descargas anormais resultantes da tomada de medidas no âmbito do PEI.

O PEE visa, fundamentalmente, a protecção de vidas humanas sendo, assim, um instrumento específico da protecção civil. Nesta conformidade, compreende-se que o RSB (artigo 44º) defina que o “plano de emergência” (entendido aqui como sendo o externo) seja elaborado com intervenção directa do centro operacional de protecção civil distrital e do dono da obra (basicamente através da elaboração do documento com os Cenários Potenciais de Risco Hidrodinâmico.

De acordo com o RSB, o plano de emergência é um “documento vinculativo que determina as ligações hierárquicas e funcionais de todos os intervenientes, atribuindo-lhes as respectivas missões e garantindo a coordenação e o empenhamento progressivo e meios e recursos para fazer face às consequências de um acidente ou de uma catástrofe”.

Não obstante esta característica geral do plano de emergência definida no RSB ser também aplicável ao plano interno é, fundamentalmente, importante ao nível do plano externo. O plano será submetido a parecer da Comissão de Segurança de Barragens e a aprovação conjunta da Autoridade nacional de Emergência e Proteção Civil.