Tipos de impactes podem ocorrer nas águas subterrâneas na zona de Tomar e que medidas podem ser implementadas para os minimizar.
[Tomar, situa-se essencialmente na bacia sedimentar mezocenozóica do Tejo (essencialmente
calcários do cretácico e jurássico), altitude 55 metros, Coordenadas 39° 36′ 13″
Norte, 8° 24′ 46″ Oeste, distância em linha reta ao mar de 56Km, orientação da
escorrência de águas predominante N-S]
Os impactes mais significativos que podem ocorrer nas águas subterrâneas de Tomar centram-se na eventual sobre-exploração dos aquíferos, por bombagem de furos/poços em aquíferos confinados – uma situação que se dá quando temos duas camadas impermeáveis onde o aquífero se encontra “aprisionado”, situação típica nesta zona cársica.
Nestas circunstâncias bombear água do aquífero, significa retirar deste uma determinada quantidade de fluído, o que cria uma zona de baixas pressões junto do local de extração, com abaixamento do nível freático do poço, originando um fluxo de água em direção a este, gerando um encurvamento das linhas de fluxo. Assim, com múltiplos poços, perto uns dos outros começam a haver zonas de conflito, com interferência entre os cones , fazendo secar os menos profundos instalados no respetivo aquífero. Podem também, em resultado do abaixamento da pressão – pela sobre-extração, dar-se assentamentos dos terrenos – especialmente nestes aquíferos confinados, quando estamos perante calcários já degradados em argilas – o que é comum em parte da região.
Aqui a solução é a de tapar parte dos poços colocados nos aquíferos ou diminuir o caudal bombeado, monitorizando através de de poços de observação criados ao redor de alguns dos poços de maior caudal.
Também podem surgir fenómenos de poluição biológica das águas, quer a dos aquíferos freáticos, quer a dos confinados, de origem de fossas séticas ainda muito comuns na região e da inadequada utilização dos sistemas de tratamento de águas residuais, que leva a que por infiltração, parte dos aquíferos fiquem poluídos.
A estas somam-se os escoamentos superficiais urbanos, especialmente na cidade de Tomar, o que tem impacto na bacia cenozóica do Nabão inferior. A solução aqui é a da implementação de sistemas de fiscalização com reposição coerciva de condução para emissários de tratamento de águas residuais e a devida monitorização e/ou expansão das ETAR’s em funcionamento na região - especialmente notória, essa necessidade, na zona de confluência entre os Concelhos de Ourém e de Tomar.
