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4.11.25

Municípios reforçam competências em dados abertos

Notía original aqui: https://dados.gov.pt/pt/posts/municipios-reforcam-competencias-em-dados-abertos-com-apoio-da-enti/

A Estratégia Nacional para os Territórios Inteligentes (ENTI) promoveu 12 workshops dedicados à publicação de dados abertos no portal dados.gov, capacitando centenas de técnicos municipais, impulsionando a transparência e a inovação local.
Entre setembro e outubro, a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE, IP), no âmbito da ENTI, realizou 12 workshops práticos dirigidos a municípios, comunidades intermunicipais e outras entidades da administração pública local, com o objetivo de reforçar as competências na publicação de dados abertos no portal dados.gov.

As sessões promoveram a partilha de conhecimento e boas práticas sobre gestão e abertura de dados, incentivando uma cultura de transparência, inovação e criação de valor.
O impacto destas ações já é visível no portal, com a administração local a representar mais de metade das entidades registadas e um crescente envolvimento de técnicos e equipas municipais no ecossistema de dados abertos.

Atualmente, o dados.gov conta com 419 organizações registadas, das quais 206 aderiram no âmbito dos workshops, resultando na criação de mais de 325 novos utilizadores e na publicação de 110 conjuntos de dados já disponíveis para consulta e reutilização.

Estas iniciativas reforçam o papel da ENTI e da ARTE, na capacitação técnica e na disponibilização de dados abertos, contribuindo para a transformação digital dos territórios.

5.1.25

Carta de Princípios ESG (BCSD)

Trabalho que tem sido desenvolvido pelo BCSD Portugal no âmbito da sua iniciativa Carta de Princípios e Jornada 2030. 

O retrato agregado do estado de maturidade das empresas portuguesas em termos de sustentabilidade, referente a dados de 2021, 2022 e 2023.

Verificou-se que as empresas ainda apresentam uma reduzida maturidade em sustentabilidade.

Nas etapas iniciais da jornada se encontram principalmente microempresas e PMEs, as empresas nas etapas de maior maturidade são, maioritariamente, de grande dimensão.

A Carta de Princípios do BCSD Portugal, publicada em 2017, é o documento que reúne as empresas portuguesas em torno de compromissos comuns de desenvolvimento sustentável para Portugal.

A Carta estabelece os princípios que constituem as linhas orientadoras para uma boa gestão empresarial e pretende criar um referencial voluntário, aplicável a empresas de várias dimensões e setores, baseado em seis princípios.

A Carta é inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, nos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da Organização Internacional do Trabalho e no Pacto Global das Nações Unidas e estabelece o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

O BCSD Portugal pretende, com esta iniciativa, incentivar as boas práticas de gestão e os princípios de sustentabilidade junto de todas as empresas e das suas cadeias de valor.

A Carta está aberta a todas as empresas que partilham a ambição de um futuro sustentável.

No final de 2024, a Carta de Princípios contava com 245 entidades signatárias.


A JORNADA 2030

A Carta de Princípios é implementada pela Jornada 2030 – a agenda comum das empresas pela sustentabilidade em Portugal, que pretende apoiar as empresas a converter a sustentabilidade em ações concretas. Ao subscreverem a Carta, as empresas comprometem-se com a realização da Jornada 2030.

A Jornada 2030, lançada em 2021, é composta por 20 objetivos, 20 metas e 20 indicadores transversais de âmbito ambiental, social e de governo corporativo (ESG, sigla inglesa), demonstrando a contribuição das empresas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desenvolve-se ao longo de 6 etapas – Despertar, Conhecer, Construir, Comunicar, Consolidar e Coliderar.


Propósito

• Alinhar e demonstrar a contribuição das empresas para os ODS;

• Apoiar as empresas a converter a sustentabilidade em ações concretas;

• Apoiar as empresas na identificação de ferramentas e melhores práticas que poderão alavancar a jornada para a sustentabilidade nas suas organizações e cadeia de valor;

• Fornecer às empresas um roteiro para a internalização da sustentabilidade nos seus modelos de negócio.



30.9.24

Do not try to listen, just be

 "Não tentes escutar, sê apenas"

Giko, o macaco em "Solastalgia 2024" de Pedro Valdjiu



27.12.22

Alexandra Reis: quantos mais há como ela na nossa administração pública (direta, indireta e participada pelo Estado)?

A pergunta de hoje é: quantas mais horas a trabalhadora top, que recebeu uma indemnização legal de meio milhão de euros, de uma empresa pública falida - de forma absolutamente legal, vai continuar a orientar o Tesouro nacional?

Quem em seu perfeito juízo deixa de ganhar 17.000€/mês, quatro meses depois é nomeada para ganhar 7600€/mês na NAV - outra empresa pública e decorridos outros tantos meses daí sai para o Governo para ganhar uns míseros 5000€/mês??? [os valores são ilíquidos e estão disponíveis on-line para consulta]
Mais: para aqueles que acham que os Governantes ganham balúrdios, olhem para os cargos que esta trabalhadora Top exerceu, por nomeação, por escolha, em empresas públicas, direta ou indiretamente participadas e questionem-se - como eu faço há mais de 20 anos, o porquê desta elitezinha gozar à nossa custa, sem escrutinio…
Até irem para o Governo, claro…

Quantos milhares estão como ela, com o dinheiro dos nossos impostos a ganharem salários acima do Presidente da República - que é o mais alta magistrado da Pátria e que devia ser aquele a quem os Portugueses mais deviam pagar para os servir?


Nota adicional:

É um problema de gestão pública - não de qualquer questão idiológica, uma vez que a maioria da "elite" que circula entre os diferentes "cargos" e "nomeações" pouco tem de ideológica - nem sequer qualquer ligação ao PS, sendo que na sua maioria são meros "liberais" que gincham mais do que os apoiantes do quarto pastorinho de Fátima, como Costa definiu (e bem) há uma semana. 

A questão é mais funda e tem que ver, com a vergonha que há décadas observo de gente com alguma formação superior (sim, é a base), mas apenas porque são filhos, enteados, ou afilhados, amantes, amigos e amigas de alguém com nome, são convidados, promovidos dentro das empresas públicas, direções-gerais, num verdadeiro "rodízio", quase que diria, "orgia" de gastos à custa dos contribuintes e, no mais, sem qualquer escrutínio. 

Ganham TODOS acima de 5000€/iliquidos por mês, com salários acima de TODOS os autarcas deste País e de quase todos os membros do Governo e deputados. 

Uma vergonha. São uma verdadeira "máfia", sem controlo, que se dão ao luxo de se dizerem "gestores" públicos, mas onde parece que o princípio liberal do "saca-para-nós" é o grande desafio... Está na altura de acabar com isto, e o começo é voltar a colocar o teto de remunerações no salário do Presidente da República, sem extras, nem alcavalas. 

Quem quer estar no serviço público está, quem não quer que vá "criar riqueza" para o privado, sem benesses exageradas à custa do contribuinte e sem escrutínio democrático. 

Que raio. Que miserável vergonha!


E é isto que é publicamente divulgado sobre a senhora engenheira...

Alexandra Reis

Secretária de Estado do Tesouro

Período de governação: 2022-12-02 até à data atual

Biografia

Alexandra Reis nasceu em Leiria, em 1974.

É Licenciada em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro.

Fez o Executive Master in Business Administration (eMBA) pelo IESE-AESE Business School.

Fez o Programa Avançado em Negociação e Influência pela Stanford Graduate School of Business.

Fez o Programa Avançado em Gestão para Executivos em Telecomunicações e Tecnologias Informação (PAGETTI) pela Católica Lisbon School of Business and Economics.

Foi presidente do Conselho de Administração da Navegação Aérea de Portugal - NAV Portugal, E. P. E., de julho a dezembro de 2022.

Foi membro da Comissão Executiva e do Conselho de Administração da TAP, SGPS, TAP, S. A., e da Portugalia,  Presidente do Conselho de Administração da Cateringpor - Catering de Portugal, S.A., membro não executivo do Conselho de Administração da UCS - Cuidados Integrados de Saúde, S.A., de outubro de 2020 a fevereiro de 2022

Foi chief procurement and real estate officer da TAP Air Portugal, entre setembro de 2017 e setembro de 2020.

Foi procurement director para a Europa da NetJets, entre fevereiro de 2016 e setembro de 2017.

Foi diretora de compras do Grupo REN, entre julho de 2010 e fevereiro de 2016.

Foi responsável por Desenvolvimento de Negócio e Fusões & Aquisições Manager na PT Investimentos Internacionais, entre outubro 2007 e julho 2010.

Foi procurement manager na PT Compras, entre setembro 2002 e outubro 2007.

Foi technical account manager na Alcatel Portugal e Lucent Technologies, entre janeiro 1998 e setembro 2002.

Foi senior teaching fellow na AESE Business School.

Foi professora convidada da Porto Business School de 2015 a 2018.


Fonte: consultada às 8h33 de 27/12/2022, em https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/area-de-governo/financas/secretarios-de-estado?i=tesouro

30.3.22

5 Propostas estratégicas para um futuro mais competitivo

 


1. Apoio à colaboração entre empresas e instituições de I&D

A parceria entre empresas, universidades e centros de investigação é um fator determinante para fomentar a transferência de tecnologia e impulsionar a inovação colaborativa. A criação de programas específicos que incentivem estas sinergias pode levar a um aumento significativo de projetos inovadores.

2. Estímulo ao empreendedorismo inovador

As startups e pequenas e médias empresas (PME) de base tecnológica desempenham um papel vital na economia do conhecimento. No entanto, muitas destas empresas enfrentam desafios significativos no seu processo de crescimento.

3. Simplificação dos incentivos fiscais e da burocracia

Os incentivos fiscais, como o Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE), são essenciais para encorajar o investimento em I&D. No entanto, a complexidade dos processos de candidatura e gestão destes incentivos pode afastar muitas empresas, especialmente as de menor dimensão.

4. Diversificação das fontes de financiamento

O acesso ao financiamento continua a ser um dos principais desafios para empresas inovadoras. Para superar esta barreira, é essencial que as empresas portuguesas explorem novas fontes de financiamento, nomeadamente programas internacionais como o Horizonte Europa.

5. Internacionalização das empresas de I&D

A internacionalização é uma estratégia essencial para que as empresas portuguesas se mantenham competitivas num mundo cada vez mais globalizado. O incentivo à exportação de produtos e serviços inovadores pode ser impulsionado por meio de políticas de apoio e participação em redes globais de inovação.


3.1.22

Modelo conceptual dos Processos de Negócio (BPM)

Os processos de negócio consistem em atividades cuja execução coordenada realiza algum objetivo de negócio. Essas atividades podem ser atividades de sistema, atividades de interação com o usuário ou atividades manuais. As atividades manuais não são suportadas por sistemas de informação. Um exemplo de atividade manual é o envio de uma encomenda a um parceiro comercial.

As atividades de interação com o usuário vão um passo além: são atividades realizadas por profissionais do conhecimento, utilizando sistemas de informação. Não há atividade física envolvida. Um exemplo de atividade de interação humana é a inserção de dados em uma solicitação de seguro em um call center. Como os humanos utilizam sistemas de informação para realizar essas atividades, é necessário que existam aplicativos com interfaces de usuário adequadas para permitir um trabalho eficaz. 

Esses aplicativos precisam estar conectados a sistemas de back-end que armazenam os dados inseridos e os disponibilizam para uso futuro. Algumas atividades realizadas durante a execução de um processo de negócios são manuais, mas as mudanças de estado são registradas em um sistema de gestão de processos. 

Um sistema de gerenciamento de processos é utilizado por meio de atividades de interação com o usuário. Por exemplo, a entrega de uma encomenda pode ser monitorada por um sistema de informação. Normalmente, a entrega efetiva de uma encomenda é confirmada pelo destinatário com sua assinatura. 

A entrega efetiva é uma informação importante nos processos de logística que precisa ser representada adequadamente pelos sistemas de informação. Existem diversos tipos de eventos durante um processo logístico.

Esses eventos geralmente ficam disponíveis para o usuário como informações de rastreamento. Embora as atividades sejam de natureza manual, um sistema de informação — o sistema de rastreamento — recebe informações sobre o status atual do processo.


As atividades do sistema não envolvem um usuário humano; elas são executadas por sistemas de informação. Um exemplo de atividade do sistema é a recuperação de informações sobre ações em um aplicativo de corretora ou a verificação do saldo de uma conta bancária. Pressupõe-se que os parâmetros necessários para a invocação estejam disponíveis. Se um usuário humano fornecer essas informações, trata-se de uma atividade de interação com o usuário. Ambos os tipos de atividades requerem acesso aos respectivos sistemas de software.

Certas partes de um processo de negócio podem ser executadas por meio da tecnologia de fluxo de trabalho. Um sistema de gerenciamento de fluxo de trabalho pode garantir que as atividades de um processo de negócio sejam realizadas na ordem especificada e que os sistemas de informação sejam acionados para concretizar a funcionalidade do negócio. Essa relação entre processos de negócio e fluxos de trabalho é representada por uma associação entre as respectivas classes.

Argumentamos que o fluxo de trabalho não é uma subclasse de processo de negócio, visto que um fluxo de trabalho realiza parte de um processo de negócio, portanto, um fluxo de trabalho não está em uma relação de "é um" com um processo de negócio, mas sim em uma associação. Com relação aos tipos de atividades mencionados, as atividades de sistema estão associadas aos fluxos de trabalho, uma vez que as atividades de sistema podem participar de fluxos de trabalho.


Do Capítulo 3. de M. Weske, Business Process Management, https://doi.org/10.1007/978-3-662-69518-0_3