O blogue teve no mês de AGOSTO 89.479 visitas - a maior de sempre e anualmente 61.113 visitas (2025) 43.159 (2024); 35.671 (2023); 48.603 (2022); 117.160 (2021); 50.794 (2020); 48.799 (2019); 98.329 (2018) e 106.801 (2017) +++ e tendo atingido 1milhão de visitantes a 16/4/2026 - ao fim de 16 anos, e o meio milhão em 5/6/2020

10.2.22

Será o CHEGA um fenómeno passageiro?

Esta é a pergunta que todos os Estados-maiores partidários fazem sobre Ventura, desde a sua disruptiva candidatura a Presidente da Câmara de Loures, primeiro no contexto de uma candidatura de direita (PSD+CDS) e, depois de polémicas afirmações sobre a comunidade cigana, apenas pelo PSD, onde viria a obter cerca de 20% dos votos.

O "bomba" dos Angry Birds, é fofinho, mas destrói muito à sua passagem...

Pouco tempo depois, já andava a ver de como conseguir registar um Partido, fosse qual fosse o nome, fosse com mais ou menos assinaturas, numa peripécia digna de uma qualquer Associação de Estudantes. Só quem não fez parte de uma jota partidária, ou não organizou eleições internas num partido é que estranhará tamanha balbúrdia e suspeitas na criação e registo de um Partido em Portugal.

Consolidado a nome e apresentado a eleições gerais à Assembleia da República, em 2019, face ao que já se observava e que se acentua no decurso do pós-eleições e, especialmente no pós-inicio da Pandemia (sim, que para o seu fim faltará ainda mais de um ano), logrou obter a eleição de um deputado - precisamente o seu único e conhecido rosto - o ex-Vereador Ventura, eleito anos antes pelo PSD à Câmara comunista de Loures.

Como por aqui analisámos na sequência dessa entrada de novo na Assembleia da República - além das entradas do LIVRE e da Iniciativa Liberal, muitos dos votos para este novo Partido (chamar-lhe-ia quase Movimento), vieram de eleitorados de esquerda, especialmente de anteriores votantes comunistas e bloquistas, mas também de muitos socialistas, ao contrário do que poderia ser mais lógico, que de eleitores tendencialmente de direita ou até, de extrema direita.

Tal facto, espelha em si, a capacidade e inteligência do seu líder Ventura, que além de estudante brilhante, se está a demonstrar um comunicador exímio e, na ausência total de subserviência ao politicamente correto, a capacidade de fazer pelo sistema politico português, aquilo que o "velhote" Santana Lopes, não logrou conseguir fazer: abanar o sistema e contribuir para um novo paradigma.

O Programa, que muitos acabam a discutir - na habitual intelectualice bacôca e irrelevante existente em Portugal, é isso mesmo: IRRELEVANTE. Ventura já demonstrou que mudará as vezes que forem necessárias de discurso, para ir cavalgando a onda da incapacidade dos partidos do main-stream, para darem respostas reais às vidas reais, das pessoas reais do País.