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28.7.14

Regulamentos de estacionamento são um momento único para devolver Tomar às pessoas

 

Terminado que foi o processo de discussão pública sobre dois regulamentos relacionados com o trânsito e estacionamento na Cidade de Tomar, foram recebidas inúmeras sugestões de melhoria dos mesmos.

O desafio agora é conseguir que os regulamentos finais venham a contemplar muitas das alterações propostas, uma vez que este é um momento único.
Único, porque exigirá um amplo consenso entre os partidos, de forma a que o que fique definido tenha um alcance temporal longo.

Este tipo de decisões, são decisões pesadas, sob o ponto de vista de impacto público e exigem muito bom senso e devem envolver, na minha opinião, áreas os mais vastas possíveis, de forma a que cada executivo municipal possa optar, quer pelas zonas a tarifar, quer pela politica de isenções e de promoção do estacionamento em parque.

No caso do nosso Concelho, há um impacto não displiciendo na qualidade de vida e de vivenciação do nosso centro histórico, o qual precisa de urgente normalização, a nível do perigoso estacionamento anárquico e das diferentes acessibilidades.

É um desafio para todos os autarcas de todos os partidos durante os próximos meses: por um lado conseguir pensar um pouco mais além, do tempo eleitoral, ou do populismo de não tarifar nada, mas é também um desafio para os cidadãos, que deverão ajudar a que os decisores tomem as melhores opções e garantam o melhor justiça nas isenções ou preços mais baixos.

O grande objetivo deverá conseguir implementar a politica de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, desde há vários anos assumido como o mote de crescimento de Tomar. Isso valorizará a nossa qualidade de vida, libertando a cidade do excesso de carros à superfície, melhorará as condições de segurança de vastas zonas e promoverá uma lógica de valorização urbana, que completada com a reconversão e regeneração urbana (a nível de edifícios e infraestruturas), transformará em menos de uma década a face da nossa Cidade. E isso é essencial para cumprirmos o objetivo de potenciarmos o emprego, a partir do eixo de desenvolvimento do TURISMO.

Devolver Tomar às pessoas está assim ao nosso alcance!

Talvez lá para o Natal (deste ano) possamos ter os dois regulamentos, finalmente aprovados e em execução. Basta que o caminho se faça por partes e sem tentar colocar o carro à frente dos bois, como diz o povo...

20.7.14

Estamos do lado certo da barricada na defesa do PS


Na vida política, também os afetos vão contando. Desde há mais de 11 anos, tenho desenvolvido um trabalho constante e permanente com alguns dos mais ativos protagonistas políticos da nossa região. Nem sempre do mesmo lado, mas na procura constante do melhor para o País, a região e cada uma das nossas localidades.

António Gameiro, atual presidente da Federação e recandidato à mesma, que é também vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República, é um deles. Espero que ganhe a Federação e que derrote, mais uma vez, o grupo de seguidores dos Lacões e dos Lapões deste Distrito, que vivendo em Lisboa, pensam ser o Ribatejo a sua quinta.

Anabela Freitas, a atual presidente da Câmara de Tomar, fez um longo percurso, que permitiu que o Município de Tomar fosse pelo PS reconquistado. As suas características pessoais de determinação e profissionalismo, foram determinantes. Tendo sido diretora do centro de emprego de Tomar e deputada à Assembleia da Republica é um dos melhores quadros políticos que temos no Ribatejo.

Ambos, junto com centenas e milhares de outros, apoiamos António José Seguro e estamos convencidos que isso é o melhor para o PS e para Portugal.

12.7.14

Porque deve Seguro continuar o trabalho que iniciou há três anos

A questão essencial que vai estar nestas eleições internas em abordagem, prende-se com a questão da ética. Dirão os mais afoitos em resultados imediatos que isso não interessa nada. Poderão até ter alguma razão no curto prazo e, parecer, que António Costa mais facilmente venceria a direita e nos daria uma resultado mais alargado.
Acontece porém que isso é falso, apenas e só porque mesmo que fosse verdade, a maior rapidez a chegar a esse resultado, significaria que tal havia sido obtido pelo favor da comunicação social, dos lobbies financeiros e empresariais - nomeadamente os ligados à construção e às multinacionais, e tal representaria que a sua futura atuação estaria LIMITADA e CAPTADA pelos interesses. Logo, a governação que daí adviria, não servia os NOSSOS objetivos, mas sim os objetivos de quem o lá colocaria.

Assim, sabemos bem que só com António José Seguro, o INTERESSE GERAL, do povo, do cidadão, do pequeno empresário, do pensionista normal, do produtor cultural e do saber, que atua de forma independente é representado.

E este tem sido o grande trabalho desenvolvido por Seguro durante estes três anos. Veja-se o exemplo, que sempre tem defendido de baixa do IVA da Restauração. Ele é amigo da economia, porque criaria mais riqueza e protegeria o emprego do setor. Nestes três anos, mais de 100.000 empregos se perderam na restauração, muito em resultado do brutal aumento do IVA de 13% para 23%.

No fundo, cada Português, sabe que a eficácia do caminho iniciado por Seguro é o correto, mesmo que se sinta inclinado a achar que com Costa seria mais fácil. Mas, não acham que chega de "caminhos fáceis", que depois se revelam um grande logro? Não bastou já o engano de Passos?
Eu por mim, aposto no Seguro. E você?

4.7.14

Deverá António Costa ser expulso do PS?

Depois da célebre declaração de António Costa, apresentado agora por alguns avençados da direita, como a "solução" para o PS, realizada pelo próprio nas vésperas do 28 de Maio de 2014, como estando disponível para liderar o PS, fiquei a pensar sobre que razões o teriam animado a tal.

Ora, como após 31 anos de militante e de o ter sido sobre a liderança de todos os Secretários gerais do PS até hoje, de ter visto o PS a ganhar muitas eleições e a perder outras tantas, fiquei na dúvida: seria mais uma luta, como tantas que observei, pelo poder no PS?

Depois de duas vitórias obtidas pelo PS conduzido por António José Seguro, a primeira nas autárquicas, ao conquistar 150 presidências de Câmara - feito nunca até hoje alcançado por qualquer partido em Portugal e a segunda ao obter um dois três melhores resultados de Partidos socialistas ou democratas na Europa, nas eleições de 25 de Maio, nada fazia crer ser possível que a sua liderança fosse contestada.

Na gíria futebolista todos sabemos que em equipa que ganha não se mexe.
Mas Portugal é um País diferente. Do Sul. Muito dado a relações "inorgânicas", senão vejamos:

Carlos Carreira, atual Presidente da Câmara de Cascais, ex-Presidente da Distrital de Lisboa, com quem ACosta fez o "negócio" da reorganização das freguesias que teve direito a Lei própria da Assembleia de Freguesia e financiamento autónomo, ao contrário dos demais 307 Municípios que as viram extintas pela Lei "Relvas"...

Miguel Relvas, ele mesmo, sem tirar nem por, ex-Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, ex-Deputado concorrentemente eleito pelo Distrito de Santarém, sócio de imensa gente neste Distrito e País - da construção civil, às consultoras de negócios e financeiras, à comunicação social, derrotado em Tomar depois de 10 anos de trabalho nosso e "inventor" do funcionário do Ângelo Correia e de outros amigos das negociatas dos lixos e formação, com fortes ramificações no nosso Distrito, na banca (BPP, BPN e BES), estabeleceu acordo de venda dos terrenos do Aeroporto, com a Câmara de Lisboa há menos de dois anos, por 286 milhões€ para a sua Câmara,. A par de imensa redução da dívida da Câmara, o que lhe deu outra folga financeira, diz-se que serão já são mais de 130 avençados na Câmara de Lisboa, num momento em que todos sabemos que os Municípios estão limitadíssimos na admissão de todo o pessoal (em média praticamente todos têm de reduzir os funcionários à razão de 2% ao ano)...

Francisco Balsemão, figura parda do regime, presente em todos os negócios democráticos realizados em Portugal depois do 25 de Abril, "patrão" de um liderante grupo de comunicação, que a muitos tem dado emprego, mantém, há vários anos, ACosta como pivô de comentário no seu canal generalista, além de manter o irmão como diretor do seu principal jornal...

Ora, quando a direita, a finança, o esquema, o Relvas, Balsemão, Carreiras e amigalhaços vêem que o líder do PS, sem rabos de palha, intolerante à cunha e ao favor, defensor da total separação das negociatas da política, acaba de ganhar duas eleições perceberam: vai acabar a mama!

Então que fazer?
Posicionado e devidamente insuflando até ao limite o seu ego e impossibilitado de poder continuar como Presidente de Lisboa ou de concorrer às Presidenciais, bastou ajudar...
E Acosta saiu à rua: falou e lançou o PS na maior desgraça da sua história. Em menos de 1 mês o PS baixou nas sondagens mais de 5%, apesar de Seguro continuar a ser o líder político com melhor imagem em Portugal. [Porque apesar de tudo o que dizem dele, o povo não é estúpido e percebe quando está perante um Homem sério]

Com isso quase que garantiu que o PS não ganhará as próximas legislativas. O sistema lançou a sua última e derradeira carta de sobrevivência. Aqueles que sempre viveram da "saque" do Estado e dos bens públicos, pensam que podem continuar as "festança", até ao dia em que o sistema acabar.

Valerá a pena usar os Estatutos do PS para expulsar ACosta?
Talvez não, porque o prejuízo é irreparável e a prova de prejudicar efetivamente o PS ficará sempre por fazer!

Em Tomar conseguimos provar que mesmo os oportunistas podem ser vencidos. Talvez ainda haja esperança para Portugal! E uma solução de esquerda venha aí e nos salve de tamanhos trambolhões.