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31.10.16

Encerramento do Parque de Estacionamento do Pavilhão à noite pouparia 23 mil euros/ano


A discussão mantem-se, desde que na última Assembleia Municipal, há um mês atrás, o assunto acabaria por ser "polémico", face à omissão reiterada de informações que a Presidente Anabela Freitas deu aos deputados municipais, face à alteração que promoveu do regulamento dos Parques cobertos - Parque de Estacionamento da Praça da República e do Pavilhão Municipal.

Mas as questões, além das aqui já abordadas e relacionadas com a gestão da mobilidade e do apoio a atividades desportivas, são também financeiras. E sobre essas convém que se abordem os grandes números.

Em 2015, o Parque de Estacionamento da Praça da República teve cerca de 106.000€ de receita e cerca de 86.000€ de despesa - isto sem contar a amortização dos quase 10 milhões de euros que o processo da ParqueT nos custou a todos. Um saldo "direto", positivo de cerca de 20.000€!

Em 2015, o Parque de Estacionamento do Pavilhão teve cerca de 56.000€ de receita e cerca de 84.000€ de despesa - sem contar a amortização da sua construção, da qual ainda falta "acertar" um processo de cerca de 900.000€ que se arrasta em Tribunal, contra a Construtora S.José. Um saldo "direto", negativo de cerca de 28.000€!

Acontece que os dois Parques têm sistemas de bilhética diferentes e não compatíveis, já ultrapassados e que precisam, há vários anos, de investimento nomeadamente para que seja possível compatibilizar tarifas, visionamentos e utilização comum, com politicas de descontos pró-ativas, já permitidas pelo atual regulamento. O valor estimado ascende no total dos dois Parques em valores que podem oscilar entre os 50-75.000€, consoante as opções técnicas exercidas.

Se, como é cada vez mais notório, a opção for para colocar o parque de Estacionamento do Pavilhão, a funcionar "fechado" à noite, com acesso apenas aos avençados - em regra residentes da área do estacionamento tarifado, face às baixas tarifas dessa mesma avença, tal necessitará de um investimento adicional nesse Parque de cerca de 5.000€.

Os valores globais, só do custo das vigilâncias "humanas", por cada Parque, rondam os 69.000€/ano. Daí ser fácil perceber que a poupança tida com o "encerramento" do Parque do Pavilhão à noite, ou melhor, a sua mera transformação em Garagem dos avençados, poderia poupar em vigilância, cerca de 23.000€/ano.

Em resumo a situação (financeira) é a seguinte:
Saldo direto de exploração (em 2015) = -8.000€
Investimentos totais necessários = 80.000€
Redução de gastos anuais, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão = 23.000€

Considerando os valores de referência, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão e que não haveriam alterações significativas no perfil de ocupação dos Parques - o que não é linear, especialmente com a introdução do estacionamento tarifado à superfície, a partir deste dia 1 de novembro, teríamos no ano de 2017:
Saldo direto de exploração = +15.000€
Investimentos realizados = 80.000€

Conclui-se assim que seriam necessários cerca de 5 anos para recuperar os investimentos realizados, mas os Parques passariam a ter saldo de exploração "direto" positivo.

A outra questão que se pode, e deve aqui colocar é: não haverá outra possível abordagem na gestão e exploração dos Parques? A qual passasse, por exemplo, por contratualizar com empresa toda a sua gestão, manutenção e realização de investimentos, recebendo o Município uma renda fixa e variável face às receitas?

Os serviços do Município há anos que insistem que o caminho agora realizado - com gestão direta, é o melhor, mas também há anos que não estou convencido disso, visto que há no mercado inúmeras empresas cuja sua especialização é fazerem precisamente isso e com vantagens inegáveis para a gestão pública. Mas, esta como inúmeras questões em Tomar, são quase um tabu e os anos passam sem que se estudem em profundidade.



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