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7.3.16

Vereador da CDU tem passado o tempo a atacar o PS


Muito se tem falado, em voz baixa, sobre o estado da coligação, ou melhor, da base de entendimento do PS com a CDU, que lhes permitiu aceder a responsabilidades diretas na gestão do Município e das razões porque sempre houve mau estar por essa situação.
Muito se fala, mas pouco se faz, que isto de decidir é em Tomar quase uma ciência exotérica…
 
Vou relatar apenas alguns factos que, mais ou menos públicos, denotam o que tem sido a convivência com a CDU na gestão Municipal:
- Pouco tempo depois da instalação do pessoal político no 2º andar do Edifício Municipal, com gabinete para cada um dos vereadores, com garantia de apoio administrativo e político, o vereador Bruno Graça, abandonou a sala e instalou-se num “bunker” na Rua Joaquim Jacinto, onde funcionam os serviços dos Mercados Municipais, sem qualquer justificação, mas que apenas pretendeu “furtar-se” a estar próximo da presidente e dos demais eleitos e pessoal de apoio;
- Inúmeras votações diferenciadas e dúvidas públicas, mesmo depois de nas reuniões de preparação, quer com a Presidente, quer com esclarecimentos posteriores fornecidos, nomeadamente em relação às especificidades da gestão pública municipal, face ao nível de conhecimento/preparação/entendimento do vereador, numa atitude de permanente desconfiança notória, evidente e com excessos de linguagem impróprios e desadequados, em que o célebre “deviam era ser presos 50 funcionários” é uma das pérolas…;
- Ataques permanentes a todas as áreas geridas pelo PS, com especial incidência naquelas que eram geridas diretamente pela Presidente de Câmara;
- Tentativa de durante dois anos se demarcar sempre das inúmeras decisões sobre o Mercado Municipal;
- Rejeição, desde a primeira hora, de qualquer apoio técnico e político, por parte do gabinete de apoio, às áreas que lhe estavam atribuídas, mesmo tendo em conta a experiência, por exemplo, do secretário da vereação, que havia até 2009 sido secretário pessoal de um vereador com o pelouro dos mercados;
- Ausência de propostas concretas exequíveis no contexto da administração pública municipal, a qualquer dos problemas detetados e que foram imensos, nomeadamente no decurso do primeiro ano da governação, num completo desconhecimento da Lei e dos enquadramentos procedimentais em vigor nas autarquias;
- Nas reuniões conjuntas com a CDU, ataques permanentes do vereador às soluções apresentadas pelo PS, sem qualquer alternativa viável apresentada;
- Ausência de preocupação com os trabalhadores, especialmente conhecida a declaração lida a 3 de fevereiro de 2014, em que se leu: “a CDU demarca-se do despacho, assinado pela senhora presidente, que concede aos trabalhadores da autarquia tolerância de ponto todas as primeiras 2ª feiras de cada mês” e onde se afirmava que “trata-se de uma decisão que objetivamente serve os desígnios do governo PSD/CDS ea sua política de ataque aos trabalhadores da administração pública”(!)
- Desvalorização da criação do Balcão Único, como espaço de concentração de atendimentos do Município;
- Demarcação da política de mobilidade intercarreiras, implementada nos primeiros dois anos do mandato, uma vez por ano, valorizando os recursos humanos e a obtenção de novas valências formativas e capacidades operacionais demonstradas;
E, como alguém escreveu de forma muito clara:
“No PS devemos ser tolerantes, mas estarmos permanentemente a ser atacados e termos de estar calado – chega!”.
E, como muito bem, esse mesmo alguém recordou, de que bancada em plena Assembleia Municipal, surgiuram vozes para calar o líder do PS e da bancada, o atual deputado na Assembleia da República Hugo Costa? Pensar-se-ia ser da bancada da oposição do PSD, mas foi precisamente da bancada da CDU…
Mais palavras para quê? Factos, são factos!
Quanto mais tempo tolerará o PS, isto?

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