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25.3.16

Explicação da Maçonaria: um contributo

Há o hábito em todas as ordens e organizações do Homem, em explicar aos recém chegados a essência da organização em que este acabou de entrar.
 
Sem os pormenores que, um pouco por todo o lado acabam por ser pesquizáveis, pode e deve ser do conhecimento geral, uma visão dada aqueles que sendo considerados capazes pelos seus irmãos de verem a luz, têm no primeiro dia na augusta Ordem da Maçonaria Universal.
 
Em Sexta-feira santa, nada de mais icónico que lembrar o Templo, os Templos do saber que, em antítese ao obscurantismo dos deísmos, invectam a cada Homem, que se pretende Livre e de bons costumes, a continuar a busca da Perfeição, sem o conforto simples de uma qualquer fé, que nos retira a obrigação de tudo questionarmos, até e especialmente a nós próprios.
 
 
(Do ritual da Iniciação)
GUARDA INTERNO - Venerável mestre, à porta do Templo bateu um profano que deseja ser admitido nos mistérios e privilégios da antiga e nobre Ordem Maçónica.
 
VENERÁVEL - Como pôde ele conceber tal esperança?
 
GUARDA INTERNO - Porque é livre e de bons costumes.
 
 
Explicação da Maçonaria aos recém-recebidos
(Discurso do Padre D. André de Morais Sarmento, em 1791, que é o mais antigo texto maçónico português conhecido, tendo chegado aos nossos dias por estar integrado num processo de Inquisição, de que o Padre foi alvo, pela Santa Madre Igreja, originalmente transcrito na "História da Maçonaria em Portugal, do Professor A.H. de Oliveira Marques, Vol.I, página 57)
 
Quem tal diria, Maçons, que Vós vínheis achar uma Sociedade de Honra, e de Virtude! Esta Sociedade tam antiga como os Homens, tem sido olhada pelos mesmos homens com olhos fascinantes, aplicando lhe ideias humas exóticas, outras criminosas, todas aerias, e poucas Verdadeiras.
 
Eu não pretendo fazer-vos hum discurso pomposo na vossa augusta recepção: entre nós reina sempre a simplicidade e moderação; unicamente vou expor-vos as vossas obrigações que acabais de contrahir.
 
E a primeira he aquella imposta a todo o homem, de conservar hum coraçºão incorrupto, apartado dos vícios, despido das funestas paixões e ornado das virtudes que inspira a Razão e a Humanidade. Isto significa a vossa entrada despidos de todos os metais; vestidos só das virtudes.
 
A segunda huma particular obediência, a fidelidade ao Rei, à Pátria segundo o legítimo Poder, e Governo, a que foreis secquitos. esta he a vontade, e impreterível obrigação dos Maçons, pois que elle he pela sua profissão hum Homem de Caridade, de união, e de virtude social, que sem obediência ao Poder Soberano do princepe não seria mais que hum rebelde, insocial, e hum scismatico da união, e da verdadeira Maçonaria, que só quer união, caridade, paz e obediência legitima.
 
A terceira obrigação, he de socorrer os vossos irmãos nas suas necessidades, Irmãos que vos forem conhecidos por hum exame maduro e exacto.
 
E é por isto que contrahistes a quarta obrigação, de não revelar o segredo, que consiste nos sinais, palavras, e toques que se vos tem ensinado: porquanto revelados eles, nos veríamos incomodados de infinitos Irmãos, aprocrifos, e necessitados, e viria uma sociedade tam virtuosa, e útil, desvanecer-se, e a profanar-se.
 
Vedes aqui o que viestes achar (...)
 

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