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21.3.16

Soluções para problemas, é o que precisamos, não de invejas...

Tomar tem vivido ao longo dos últimos anos sob o trauma da ausência de soluções.

Os problemas avolumam-se, de quando em vez aparecem propostas de soluções mas, estranhamente muitas delas teimam em não sair do papel, seja por desconfiança dos decisores ou, muitas vezes, por inércias das organizações.

Terrenos do Município - entre a GNR e a passagem inferior da Avenida António Fonseca Simões, para instalação de casas para os ciganos do Flecheiro

Tomemos o exemplo da questão do Flecheiro, agora que é mais evidente que havendo soluções, mesmo com pouco financiamento, o que é essencial é decidir, coisa que muitas das vezes parece em Tomar uma ciência exotérica...
 
Sabemos já que o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano está em negociação com a CCDR de Coimbra e que nele, não havendo financiamento para construção nova, estão praticamente já asseguradas as seguintes verbas:
 
-   Requalificação do espaço público do Flecheiro, com 868.000€, e da Avenida Nuno Álvares Pereira, com 353.000€, de forma a completar as intervenções iniciadas com o Polis, da Ponte do Flecheiro, até ao Padrão, na entrada de Tomar, incluindo a demolição dos abarracados existentes e regularização do terreno;
-   Intervenções de outras entidades, públicas e privadas com 1,45 milhões€, também através de instrumento financeiro;


-   Realojamento de famílias em habitações municipais existentes, com 987.000€, espacialmente vocacionado para o Programa de Intervenção na Comunidade Cigana.
 
 
Neste contexto é de recordar que há 12 anos atrás, o Município de então procurou obter financiamento para a construção de três blocos de apartamentos junto à ETAR, perto da Estação de Santa Cita (freguesia da Madalena), um local sem qualquer ocupação humana e junto às lagoas de tratamento dos esgotos de quase todo o Concelho de Tomar. Tal intenção, como seria de esperar, esbarrou logo na mais elementar avaliação de "responsabilidade humana", que como todos sabemos se deve sobrepor à "responsabilidade ambiental".

Então (em 2004), havia ainda financiamento para construção nova, coisa que hoje não existe, como todos sabemos.


No entanto, o que importa de momento reter são as soluções de localização para eventuais construções permanentes em alvenaria ou madeira.

Durante algum tempo houve ainda a peregrina ideia de disponibilizar o terreno municipal da Machuca para esse efeito, com todas as desvantagens que são tão óbvias que nem é merecido perder mais um segundo a explicá-las.

A aposta do Município, definido internamente em janeiro de 2014 qual a estratégia mestra de atuação para a resolução do "problema" do Flecheiro, bem dentro dos 100 dias que a presidente assumiu para iniciar o processo, foi sempre por uma estratégia de um mix de opções.

Em 2015 tal foi anunciado como passando pela recuperação de edifícios do Município, incluindo nestes escolas e habitações, para ficarem disponíveis para habitação social, lançamento de concursos de atribuição das casas de habitação social entretanto disponíveis, arrendamento de casas para habitação social, eventual criação de núcleos de alojamento temporário (vulgo, parques nómadas), construção permanente em terrenos do município ou adquiridos para o efeito.

Neste contexto a ideia que defendo é que a localização ideal para construção nova, seja ela permanente ou em núcleo de alojamento temporário, seja na Avenida António Fonseca Simões, entre a GNR e a passagem inferior da linha do comboio, para a rotunda do Padrão.

As vantagens de localizar aí um número significativo de famílias é evidente:
- proximidade em relação à sua atual localização, permitindo uma ambientação social fácil;
- terreno de fácil adaptação à construção, permanente em alvenaria e/ou madeira, com infraestruturas já existentes na Avenida;
- terreno propriedade do Município, o que minimiza os custos;
- garantias de proximidade e acessibilidade às habitações, em condições de segurança rodoviária e pública;

Há no mercado alguma soluções técnicas para construções em madeira, que podem aqui ser instaladas com sucesso.
Algumas das imagens aqui colocadas são meros exemplos e conseguem ser encontradas em diversas empresas, tais como sejam a Imowood, a Betonit, a Interaço, a Jular e a Casas em Madeira, entre outras, a preços que variam entre os 12.000€ e os 30.000€ (para tipologias T2/T3), sem custos de implantação e infraestruturas.

Tal como tenho explicado publicamente, quer o orçamento do Município de 2015, quer o de 2016, têm verbas previstas que podem contemplar várias intervenções a nível de Habitação Social, sendo que essa é a prioridade assumida na sua aprovação em Assembleia Municipal.

mero exemplo do que poderia ser a implantação, em construção de madeira no local, sobrando ainda uma área imensa, propriedade do Município, o que facilita diversas opções, entre construção permanente em alvenaria e/ou madeira


Mero exemplo de tipologias de casa de madeira disponíveis no mercado:
http://www.casasdemadeira.com.pt/casa-de-madeira.html/15/t3-143m2

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