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11.11.11

Presidente da Câmara retirou quiosque do Castelo contra opinião dos vereadores

Partilho com os meus leitores e com a família a quem foi retirado um dos elementos de sobrevivência, a carrinha-quiosque instalada no largo fronteiro do Castelo Templário, a minha total sensação de frustração.

Em Tomar já não se vive em Democracia, sendo o poder e exercido de forma totalmente autocrática e sem qualquer sensibilidade social, sendo que as reuniões de Câmara são uma autêntica "farsa" (teatral), mal dirigida e com os actores desfazendo-se permanentemente em salamaleques fúteis e deslocados do tempo. Nada de jeito se decide e do que se decide, tarde e a más horas a maioria das vezes, só é executado o que o Presidente lhe apetece ou o que alguns serviços, quase autonomamente decidem executar. Chamar ao que ali se passa de Democracia é um claro abuso de linguagem.

Este caso, irrelevante para qualquer obra, que está parada, mais não espelha que o total desprezo pela vida das pessoas. A vereação discutiu e defendeu por maioria (PS+IpT) que o quisosque, embora indo mudando de local, pudesse ir ficando nas imediações da entrada do castelo até à concessão da Cafetaria. Isto em 27/4/2011...

O Presidente da Câmara ligou alguma coisa? Nada!

Mas no entretanto, foi incapaz de prover à candidatura do Centro Escolar da Linhaceira a fundos comunitários (o tal onde os pais se tiveram de substituir ao pelouro da educação e comprar um contentor para colocar no pátio da actual escola).

Mas no entretanto, soube conduzir processo de caducidade para a construção de três prédios junto à Praça de touros que renderia ao Municipio quase 600.000€ de taxas Municipais, no mesmo Municipio onde durante quase um ano não se resgatam taxas por "erro administrativo".

Mas no entretanto, decidiu "pagar" à parqueT uma indemnização choruda (para a qual não há dinheiro para pagar), de "apenas" 6,5Milhões de euros.

Mas no entretanto, deixou caducar a requalificação do flecheiro, com mais de 3Milhões de fundos comunitários, porque não trabalhou para que a mesma pudesse contemplar a construção de novo mercado e iniciar o realojamento da comunidade cigana.

Não. Nada disso interessava. O que era importante era retirar o quiosque, mesmo contra a opinião da maioria dos vereadores. Muito provavelmente por vingança em relação a um litígio tido com a família, aquando do tempo em que o actual Presidente era vereador do urbanismo.

Nada se faz nesta Câmara sem a assinatura do seu Presidente, por muito que qualquer vereador se esforce, pouco ou nada funciona...

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