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8.9.11

As pessoas andam enervadas... com razão

Vivemos um tempo de grandes tensões sociais. As pessoas andam irritadas. A crise, em vigor desde 2008 obrigou os estados a fluxos e refluxos de investimento social, tendo primeiro gasto para manter o status quo e depois "obrigados" a poupar, poupar, poupar...

Tudo isto enerva. E, especialmente num terra que há mais de três anos que não vê instalar-se qualquer empresa que emprrgue mais do que 5 trabalhadores, isso torna-se terrível.

As pessoas andam enervadas e acreditam, e bem, que a culpa também é do Município. E digo bem, porque competirá sempre aos eleitos pelo povo encontrarem as melhores soluções para o povo. Ora, é notório que a Município não tem tido política sustentada para o investimento, apesar de ter uma pomposa Divisão para o desenvolvimento económico.

É notório que quando se investe em grandes obras nas áreas estratégicas da cultura e do turismo, apenas tal foi feito no contexto da obra publica, faltando o "sumo", ou seja faltando o projecto de exploração e de sustentabilidade de médio-longo prazo, por exemplo o projecto de musealização para o futuro Museu da Levada, como venho repetidamente chamado à atenção há mais de uma ano. 

Um Município que o ano passado decidiu que quem tivesse imóveis devolutas ou a cair no Centro Histórico, tivesse que pagar o dobro ou o triplo do IMI, para este ano pudesse começar a desagravar, em 30%, a quem tivesse feito obras de requalificação, o que está neste momento a ser proposto e discutido, para aplicação no ano de 2012.

O Município psrece conviver bem com uns transportes públicos que dão 400 mil euros de prejuízo, com uma gestão desportiva que dá quase um milhão de euros de prejuízo ou que dá "borlas" a todas as entidades que usufruem dos espaços públicos e das salas de espectáculo do Municipio, sem cuidar de que haja pelo menos um simbólico pagamento de 10-20 ou 30%, ponderados nomeadamente o relevo municipal das iniciativas.

Um Município que se arrasta nos anos para obter um PDM, que clarifique as dimensões das aldeias dos Concelhos e valorize as áreas de localização empresarial, naturalmente enerva as pessoas. Eu próprio vivo diariamente enervado com estas e outras situações, como por exemplo a área da preservação dos vestígios culturais, a falta de solução para o ex-Convento de Santa Iria, o "buraco" do Fórum Romano ou o "enterro" efectuado ás supulturas descobertas nas imediações da Igreja Santa Maria.

É compreensível que neste estado de coisas, qualquer acontecimento, como a descoberta recente do Alambor, gere "paixões" algo exageradas. É a minha opinião.

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