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5.8.16

Jardim de Infância de Além da Ribeira mantem-se em funcionamento

Na sequência da aprovação de uma Moção na Assembleia Municipal, a qual não teve um único voto contra, incluindo do PS, e de proposta aprovada na Câmara Municipal posterior e no mesmo sentido, o Ministério da Educação decidiu manter em funcionamento o Jardim de Infância de Fetal, na antiga freguesia de Além da Ribeira.
Tal como já por aqui escrevemos, a estratégia tecnicista de fechar todos os estabelecimentos de ensino que estão nas condições técnicas para tal definidas, nem sempre é o melhor caminho. Neste caso concreto, havendo vontade, disponibilidade e interesse das populações e dos seus representantes, da junta e assembleia de freguesia, da assembleia e câmara municipal, com votações unanimes ou maioritárias, todas no sentido de manter tal infraestrutura em funcionamento, mal seria que o Ministério não desse seguimento à pretensão, a qual chegou em tempo aos respetivos serviços.

Desde sempre defendi e, durante anos o PS defendeu, que o desenvolvimento do Concelho deve ser equilibrado, com a criação, desenvolvimento ou manutenção de infraestruturas espalhadas pelo Concelho, em detrimento da sua excessiva concentração na Cidade.
Nesse contexto, durante 2007-09, aquando da elaboração, aprovação e inicio da implementação da atual carta educativa - que continua a ter de ser atualizada, que mais não seja para integrar a versão final do Plano Diretor Municipal (PDM), o PS chegou mesmo a defender que quando tal fosse possível, precisamente através de sinergias com Associações locais, IPSS e juntas de freguesia, a manutenção em funcionamento no MINIMO em cada freguesia de um jardim de infância, poderia ter a sua relevância, para a manutenção das crianças de tenra idade na proximidade aos avós e a outros familiares cuidadores, junto das suas comunidades, fomentando os laços identitários nas aldeias do Concelho.

A precipitação dos serviços de educação do Município, neste caso foi muito má conselheira e, pela ação das oposições, mas sem contar com o desacordo do PS nas assembleias de freguesia e municipal, pôde em tempo ser corrigido pelo Ministério, cuja atitude de respeito pelas decisões (em votação) dos autarcas, não pode deixar de se enaltecer.

A velha tática de tentar, quase sem diálogo impor vontades, sem estarem alicerçadas na efetiva vontade popular, sempre representada pelos plenários dos eleitos, funciona só até determinado ponto e, mais grave ainda, é que continuar a não assumir que o jardim de infância vai mesmo manter-se a funcionar, só revela alguma impreparação para a adversidade, que se esperava que todos os autarcas tivessem. E a democracia é a mais bela das adversidades com que um autarca se pode confrontar. TODAS as deliberações são para cumprir e não só as que nos agradam.
 
Felizmente que o PS soube, na sua essência preservar aquele que é o seu historial na defesa dos interesses das populações acompanhando o esforço destas e respeitando as decisões dos órgãos. Ser autarca é ser político, avaliar politicamente as situações e tomar as decisões políticas necessárias, não necessariamente aquelas que parecem tecnicamente as mais adequadas. As pessoas votam em políticos, não em técnicos. E ou percebemos todos isso de uma vez, ou andamos sempre a reboque da tecnocracia.
 
Parabéns às populações de Além da Ribeira, aos meus amigos autarcas eleitos pelo PS na respetiva assembleia de freguesia - Luis Vasconcelos e Mª João Henriques, bem como aos meus camaradas da assembleia municipal. Ajudámos a uma boa solução.

As crianças e as famílias ganham, quando se dialoga, organiza e procuram soluções. E assim deve ser.

 

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