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13.11.12

A política e as pessoas comuns

Diz-se muitas vezes que há um divórcio entre a população e os políticos.

Ora um político não é mais do que um cidadão que se candidatou a determinada função, e aí está eleito em representação dos outros. Não é nenhum extra-terrestre que tenha aterrado vindo do nada. Vem da sociedade, expõem-se numa candidatura perante ela, muitas vezes tem já um percurso público, sendo conhecidas as suas opiniões e as suas ações. Um político reconhece-se pela essencia do que trata a política: da análise dos problemas, do encontrar das soluções para eles e da decisão para os resolver!

Especialmente em termos locais, difícil é dizer-se que quando se vota não se sabe em quem ou no que se está a votar. 

Muitas das críticas contra os políticos, são criticas contra nós próprios, cidadãos que escolhemos, de entre nós os nossos representantes. Erramos nesta ou naquela escolha. Avaliámos mal ou fomos ostensivamente enganados, com promessas fáceis ou bombardeados pelas opiniões isentas nos jornais ou, como antigamente, pelo senhor doutor muito respeitado na terra. 

Em todo o caso a escolha foi nossa. 
Os políticos não são eles, somos nós. Nós que votamos (ou não), nós que damos mandatos uns aos outros para os exercermos em nome coletivo.

No tempo presente de cada vez maiores dificuldades, só a preserverança de um espirito isento e livre, capaz de compreender os problemas daqueles  nome dos quais se governa, é garantia de errarmos menos. Sim, porque todos erramos: quando escolhemos enquanto cidadãos ou quando representamos esses mesmos cidadãos. Não há ninguém perfeito.

Dentro de poucos dias o meu partido, o PS, escolherá o seu candidato a Presidente de Câmara para as eleições do inicio de Outubro de 2013. Terminando o prazo de apresentação de candidaturas no próximo dia 22 de Novembro, não se sabe ainda qual virá a ser a decisão.

É no entanto sabido o desejo da esmagadora maioria dos socialistas em Tomar, que desde há anos vêm dando o seu apoio e suporte ao trabalho coletivo, o qual tem tido óbvios protagonistas, com maior ou menor sucesso nas suas atividades públicas, nessa tal representação "política" que falámos ou na execução de outras funções publicas de relevo, no Setor do emprego, da educação ou da representação do estado, por exemplo.

Assim, estou convicto que a solução de candidatura a Presidente de Câmara pelo PS, decididamente a mais bem preparada de sempre, bem como as soluções políticas que serão encontradas, quer na lista da vereação, num pendor mais centrado nas capacidades de decisão e execução, quer na lista de candidatos a deputados municipais, mais virada para o estudo e para a fiscalização da atividade do Município, darão boa conta do que é exigido no tempo presente.
 
Isto porque a política é e deve ser feita por pessoas comuns, com capacidade de decisão e usando de bem senso, muito bom senso...

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