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4.11.12

A aposta nas energias renováveis de Obama e do PS em Portugal

 

O Homem da frustração, para as classes baixas e médias baixas, Obama, tem seguido a cartilha democrata em setor chave para a sustentabilidade: a energia renovável. De recordar a importância que teve a vitória de Al Gore, sim a vitória, que Gore teve mais votos nas presidenciais do que Bush filho, dizia, para a assumpção do desenvolvimento sustentável, como paradigma da governação democrata de Obama.
 
Ou seja, nem tudo é mau nesta sua presidência:
 
O primeiro mandato de Obama foi caracterizado por uma aposta nas energias renováveis, uma estratégia muito criticada pelo partido Republicano, e o presidente apresentou os resultados desta estratégia passados 4 anos desde o seu início. “Nós dobrámos o uso de energia renovável e milhares de americanos tem hoje emprego a construir turbinas de vento e baterias duradouras. Só no último ano reduzimos as importações de petróleo em um milhão de barris por dia,[31.000 milhões€] mais do que qualquer administração na história recente. E hoje, os Estados Unidos da América são menos dependentes de petróleo estrangeiro do que em algum momento das duas últimas décadas”.
 
 
E em Portugal, o que fizeram os Governos PS?
 
Segundo Catarina Jesus, mestre pela Católica, no seu estudo sobre o Impacto Macroeconómico do Sector das Energias Renováveis em Portugal:
 



Conclui-se que o sector das energias renováveis apresenta um impacto significativo a nível da criação de riqueza em Portugal, uma vez que tem vindo a crescer a um ritmo superior ao da economia nacional, sendo expectável que represente aproximadamente 2% do PIB nacional em 2015 (face a 0,9% em 2005). Também no que diz respeito ao ambiente, o seu impacto é relevante, uma vez que contribui significativamente para a redução das emissões de CO2

Porém, é ao nível do emprego indirecto e da dependência energética que o sector permite maiores benefícios, devido ao elevado potencial para criação de postos de trabalho nos restantes sectores da economia e à redução significativa da importação de combustíveis fósseis e de energia eléctrica, que se traduz numa poupança considerável a nível da balança comercial portuguesa.
 
No que diz respeito à capacidade instalada em fontes de energias renováveis, a energia eólica evoluiu de forma acelerada: representando em 2005 apenas 17% da capacidade total instalada para produção eléctrica a partir de fontes de energia renovável, face a um domínio da energia hídrica na ordem dos 75%, atingiu em 2010 41% deste mix, sendo expectável que em 2015 supere já a energia hídrica – que representará apenas 40% do mix, face aos 48% da energia eólica.
 
Estima-se que em 2005 o contributo directo do sector das energias renováveis para o PIB português tenha sido de aproximadamente 700 milhões de euros, com a energia hídrica destacada enquanto a mais relevante (77%). A evolução do sector e de cada uma das fontes de energia renovável que o compõem, nomeadamente a energia eólica, justificam a evolução da sua contribuição directa para o PIB nacional. Em 2010, esta rondava valores próximos dos 1.300 milhões de euros, [Crescimento de mais de 80%] dos quais uma percentagem já significativa – quase 40% – se devia à energia eólica. Segundo as estimativas efectuadas, é expectável que em 2015 o impacto directo do sector das energias renováveis na economia portuguesa atinja um montante de aproximadamente 1.900 milhões de euros, dominado pela preponderância dos sectores hídrico (34%) e eólico (42%), mas apresentando também contribuições razoáveis das restantes fontes renováveis, em particular da energia solar fotovoltaica (14%, considerada para efeitos do gráfico no âmbito das "Outras Energias Renováveis").
 



Em 2005 a actividade do sector das energias renováveis contribuiu de forma indirecta para os restantes sectores da economia em cerca de 600 milhões de euros. A fonte renovável que registou a maior contribuição indirecta para o PIB dos restantes sectores da economia foi a energia hídrica (81%). Em 2010, o impacto indirecto do sector das energias renováveis no PIB português ascendeu a 1.100 milhões de euros [Crescimento de mais de 80%], dos quais 30% se deviam à energia eólica (face a apenas 11% em 2005).

 



Estima-se que a riqueza total gerada por este sector na economia nacional tenha correspondido a cerca de 1.300 milhões de euros em 2005, os quais aumentaram para cerca de 2.400 milhões de euros em 2010 [Crescimento de mais de 80%], sendo expectável que atinjam aproximadamente 3.500 milhões de euros em 2015. A redefinição de apostas e a evolução do sector justificam que, actualmente e no futuro, as fontes de energia renovável que criam mais riqueza a nível da economia nacional sejam, a par da energia hídrica, a eólica e a solar fotovoltaica.

 
O emprego gerado ao nível do sector das energias renováveis apresentou sempre taxas de crescimento superiores face ao emprego nacional. Neste período, Portugal registou uma taxa de crescimento médio anual do emprego no sector das energias renováveis de 8%, substancialmente superior à taxa de crescimento médio anual de -1% apresentada pelo emprego nacional.
 
Nota: Para uma consulta completa aqui
 

BALANÇO DE 2011 NAS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL (http://www.apren.pt)

Balanço 2011 - Renováveis em Portugal
A electricidade de origem renovável foi responsável por 46,8 por cento do total do consumo eléctrico em Portugal continental no ano de 2011, segundo o balanço à produção de electricidade da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Em 2011, a produção de electricidade de origem renovável em regime especial (PRE-FER) foi responsável por 25,1 por cento da electricidade consumida em Portugal, dos quais 17,6 por cento foram provenientes da energia eólica. No total, em cada hora de consumo de electricidade em 2011, quinze minutos tiveram origem em centrais renováveis* dos quais onze minutos foram produzidos pela energia eólica.

Tendo por base a aplicação da correcção da hidraulicidade, que tem em conta o facto de 2011 ter sido menos húmido que o ano médio, a incorporação de electricidade renovável no consumo nacional atingiu os 48,9 por cento em 2011, o que representa um aumento face aos 45,1 por cento registados em 2010.

A APREN destaca outros factos de relevo:

• A produção de electricidade de origem renovável* permitiu poupar 721 milhões de euros na importação de combustíveis fósseis (gás natural, carvão, e fuel nas Regiões Autónomas) e 104 milhões de euros em licenças de emissão de CO2. No total, a produção de electricidade renovável por produtores independentes permitiu uma poupança de 825 milhões de euros, mais 195 milhões de euros do que em 2010.

• A produção de electricidade de origem renovável evitou o equivalente à emissão de 8 milhões de toneladas de CO2, um valor que corresponde a mais de 10 por cento do valor total de emissões definido para Portugal.

• No dia 12 de Novembro, entre as 7 e as 8 horas da manhã, todo o consumo de electricidade em Portugal foi assegurado pela Produção em Regime Especial tendo, nesse mesmo dia, 64 por cento do consumo sido assegurado pela produção eólica.

“O aumento do preço dos combustíveis vai reafirmar a importância dos benefícios que o sector traz para o desenvolvimento do País, uma vez que o preço da electricidade renovável é totalmente independente. Este é um factor que contribuí para aumentar a segurança de abastecimento e a independência energética, aspectos fundamentais para o relançamento da economia portuguesa”, afirma António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis.


* PRE Renovável, ou seja, toda a Renovável excluindo a Grande Hídrica.
Fonte: Dados da REN e análise APREN
 
Minha conclusão:
Estes são, alguns dos dados relevantes que nos recordam que boas políticas contribuem para um desenvolviemento económico sustentado é sustentável. Nisto, como em outras áreas, estava o PS no caminho correto e a Presidência Democrata Americana, embora com resultados mais débeis, também.

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