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1.11.12

A incapaz esperança de Obama

Transcrevo a seguir, do blogue "memória virtual", a ultima analise à grelha de partida para as eleicoes presidenciais deste fim de semana nos Estados Unidos, onde o atual presidente não tem ainda a reeleição garantida.

Acho perfeitamente natural tal fato, apesar de Romney ser um conservador e ter por vezes tiradas "tolas", mas tipicamente americanas, uma vez que a frustração em relação à retórica e à indução de promessas deixadas por Obama nas eleicoes de 2008 quando, contra todas as espetativas, derrotou a grande candidata Hillary Clinton, nas primarias e de seguida levou de vencida o candidato republicano, tendo por base o voto rácico negro e das minorias "miseráveis" da América pôs-industrial e de suburbio.

Com conversa de presbítero, Obama elevou a esperança dos pobres e dos miseráveis americanos fazendo-os acreditar no impossível, num pais que destrói a economia mundial e afunda o mundo ocidental com financiamento sucessivo obtido na China.

Obama equivale hoje à frustração de uma classe baixa que pensava sair da miséria e de uma classe media que pensava "safar-se" sem ter de pagar o cartão de crédito. Mas enganaram-se porque o poder de Obama é nulo, a sua capacidade política menor ainda e quem manda na América (e no mundo) nao quer saber dos milhões de negros que votaram em Obama, n dos milhões de pobres e deserdados que nele acreditaram. Esse foi sempre o grande calcanhar de Aquiles de Obama: vender frustração.

Pode até ganhar ainda este ano. Mas o caminho que trilhou entregará os estados Unidos à extrema-direita "religiosa" e com isso aproximará ainda mais o mundo da grande guerra que se aproxima...

Mas vamos à análise:


Eleições Presidenciais EUA - 2008
A uma semana das eleições Presidenciais nos EUA, é altura de começar a arriscar nestas actualizações do acompanhamento da evolução das tendências, que aqui tenho vindo a fazer, com o apoio de um grafismo disponibilizado pelaCNN. Tendo por base as inúmeras sondagensrealizadas até à data, preparei o seguinte mapa, por Estado:
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
Barack Obama
Claro favoritismo de Barack Obama - 18 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (20), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (11), Michigan (16), Minnesota (10), New Jersey (14), New York (29), Novo México (5), Oregon (7), Pennsylvania (20), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12); para além do District of Columbia (3) – correspondendo a um total de 237 “Grandes Eleitores”.

Mitt Romney
Claro favoritismo de Mitt Romney  - 24 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arizona (11), Arkansas (6), Carolina do Norte (15), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Georgia (16), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (8), Mississippi (6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), West Virginia (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 206 “Grandes Eleitores”.

Sendo a vitória nestas eleições alcançada com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, tudo se deverá decidir nos restantes 8 Estados (os quais correspondem a um total de 95 “Grandes Eleitores”),  apresentando as seguintes tendências:
  • Ligeiro favoritismo de Barack Obama - Iowa (6), Nevada (6) e New Hampshire (4)
  • Ligeiro favoritismo de Mitt Romney - N/A
  • “Empate técnico” – Colorado (9), Florida (29), Ohio (18), Virgínia (13) e Wisconsin (10)
Considerando que as tendências se confirmarão nos casos de Iowa, Nevada e New Hampshire, a projecção de “Grandes Eleitores” passaria a totalizar 253 para Barack Obama, face a 206 para Mitt Romney – e a verdadeira grande disputa estaria reduzida a 5 Estados, onde estão em jogo 79″Grandes Eleitores” (nos quais, em 2008, Barack Obama venceu então em todos eles!)… e, em que, neste cenário, apenas necessitaria somar mais 17 “Grandes Eleitores”, podendo a “chave” decisiva estar no Ohio.
Salvo falhas significativas nas tendências apontadas pelas sondagens, depois do último debate entre os candidatos, Barack Obama parece agora bem mais seguro, posicionando-se como claro favorito à vitória, uma vez que surge também ligeiramente acima nas intenções de voto no Ohio e Wisconsin, enquanto Mitt Romney surge em posição ligeiramente favorável apenas na Florida, com Colorado e Virgínia absolutamente indefinidos.
Em resumo, se Barack Obama  confirmar as vitórias no Iowa, Nevada, New Hampshire e Ohio (tendo ainda o Wisconsin de “reserva”, para poder substituir uma eventual falha num dos três primeiros Estados referidos), assegurará a reeleição.
Em relação à projecção anterior, registo as seguintes alterações:
  • passagem “firme”, para o lado de Barack Obama dos Estados do Michigan e Pennsylvania (mais 36 “Grandes eleitores”);
  • passagem “firme”, para o lado de Mitt Romney dos Estados da Carolina do Sul e do Tennessee (mais 20 “Grandes eleitores”);
  • passagem para “ligeiro favoritismo” de Barack Obama – Iowa, Nevada e New Hampshire (anteriormente em “empate técnico”)
  • alteração de tendência nos Estados em situação de “empate técnico”, que estavam ligeiramente a favor de Mitt Romney, para tendência indefinida - Colorado e Virgínia.

6 comentários:

Rui Rodrigues disse...

Lá arranjaram forma de dar ao povo a opção entre o mesmo e mais do mesmo. Típico e comum aos sistemas capitalistas e fascistas dipolares disfarçados de democracia manipulados pelos donos do dinheiro. As verdadeiras opções e mudanças reais para a participação dos EU no mundo foram muito promovidas no início para que o povo aceitasse o seu inevitável desaparecimento da corrida como uma opção democrática... degradante e em nada promove a esperança da humanidade... mas sei que está para breve o dia em que o povo será temido (a nível mundial) e este defunto sistema de coisas justamente perecerá.

Marco da Raquel disse...

Farei das palavras de Mario Soares, as minhas. Sem adicionar uma virgula, a Europa nem sabe é o Mitt, e parece passar ao lado...agora quanto voltarmos às guerras " preventivas ", havemos de falar. America é um grande pais, tem uma constituiçao que devia ser lida em todo o Mundo, e tem um principio que apesar de ser deista acho exactamente o que os homens inteligentes pensam " in God we trust " , pois já naquela altura eles diziam que nos Homens nao se pode confiar. Disse

Luis Ferreira disse...

É tudo muito bonito mas os custos da "fraude Obama", vão ser muito elevados. Escrevam isso...

Hugo Cristóvão disse...

Tens de te informar melhor sobre o que se passa nos EUA, e do que de facto Obama realizou, o estado em que recebeu o país, as dificuldades que enfrentou, e o que significou para os EUA e para o mundo estes 4 anos do seu mandato.

Há muitos anos que quase diariamente vejo noticiários e outros programas americanos. A realidade é muito diferente.

A tua análise, recorrente, é baseada em preconceito e em desconhecimento, que fica bem patente pelos adjetivos que usas.

"Com conversa de presbítero, Obama..."?! E pergunto-me, terás alguma vez ouvido um discurso de Obama? Sabes alguma coisa das medidas que tomou?

O facto de as eleições não estarem ainda ganhas tem que ver com os efeitos da crise (iguais a muitos outros países desenvolvidos que têm feito cair governos) à sociologia conservadora e sim, hipocritamente religiosa de muitos dos estados, e ao método de eleição indireta que na prática dá a meia dúzia de estados o poder de decidir, e faz com que o presidente com mais votos não seja necessariamente o eleito.
Já para não falar que nos EUA a generalidade dos órgãos de comunicação faz campanha assumida e sem olhar a meios e métodos, e a maioria é detida por forças conservadoras, encabeçadas pela FOX News.

Leonel Vicente disse...

Obrigado pela referência ao blogue Memória Virtual!

Luis Ferreira disse...

Camarada Hugo Cristóvão, não se trata de qualquer preconceito ou desconhecimento em relação ao modelo americano ou mesmo aos discursos de Obama. São perfeitos. Tão perfeitos e escolásticos que nem sequer são reais. Esse é o seu grande problema: são falsos, induzem demais e dizem de menos.

Criam espetativas e devolvem frustração, quando o tempo (desde a bolha de 2007) exigia realismo, linguagem verdadeira e não conversa de presbítero. Sim, conversa da "treta". Sim, voto rácico.

Nunca, um candidato republicano ou democrata, foi eleito com 80% dos votos de uma determinada "etnia". Até Obama. Só foi eleito, porque literalmente quase todos os afro-americanos votaram nele. Se o voto "normal" e "ideológico" desse nicho tivesse sido o que até ai era, teria sido o senhor das batatas congeladas a ganhar em 2008.

E já agora não há ideias "passíveis" de serem ditas em publico ou adjectivos "usáveis", dentro de uma qualquer norma moral.

A única norma é a norma ética, a qual nos deve condicionar a explicar e clarificar a opinião, por muito dura ou "divergente" que seja.

Sei que não é politicamente correto ser de esquerda europeia e não "acreditar" em Obama. Mas infelizmente temo que o seu "fim" e do modelo "perfeito" e "irreal" que continua a criar, degenere no acesso ao poder do Tea Party, que dá respostas reais, aos problema reais dos americanos. Instalada a extrema-direita na América, governos fantoches como o que temos em Portugal ficarão livres para fazerem totalmente o que querem ou o que os "banqueiros do mundo" desejam.

Os ganhos de Obama a nível de política domestica são miríficos, bem como a nível de política internacional são uma desgraça: todo o médio Oriente a ferro e fogo, a ditadura dos combustíveis cada vez pior. O total descontrolo financeiro e a imposição de cada vez maiores "subversões democráticas" na Europa...

Enfim, Hugo. Informação e conhecimento sobre a presidência Obama não falta. E sobre a realidade também não. E elas chocam. E muito!