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6.8.11

Sem o crocodilo do Castelo de Bode, como vais ser?

Agosto é uma maravilha. Não há notícias de jeito. Ou seja, o tempo ganha aquele ritmo de que ainda nos lembramos da nossa infância dos anos 70/80, quando até os desenhos animados eram "lentos", antes da introdução da brutal velocidade que a animação japonesa introduziu por esse tempo. Claro que a isso não é estranho o aumento exponencial da capacidade de processamento com o aparecimento do chip,..., mas isso já são contas de outro rosário.

Escrevia eu, que Agosto é uma maravilha, sem notícias. Mas isso cria um problema porque as empresas que gerem jornais têm de pagar os ordenados na mesma e vai daí têm de arranjar maneira de nos convencer, a nós e aos anunciantes, que há de facto notícias.

E todos os verões é a mesma coisa: repetem-se as vidas dos famosos de ferias, as reportagens e entrevistas com turistas, mais ou menos acidentais, criticam-se as obras, necessárias, que prejudicam sempre tudo, escreve-se sobre a crise, pesquisa-se sobre os blogues dos opinion makers locais, aventam-se crises políticas eminentes, declarações bombásticas sobre escritores convencidos, pedantes e armados ao pingarelho, enfim, um sem número de disparates.

E este Verão o que tem dado que falar tem sido o nosso crocodilo. Vejam bem que até fui contactado, oficialmente, pelo jornal da polemica do "pingarelho" para me pronunciar sobre o dito bicho. Ainda tive para dar uma resposta igual e técnica, mas depois dei comigo a pensar que chega de, também nós, os reais fazedores de notícias participarmos na "fantochada" em que todos os verões as redacções são obrigadas a entrar. Vai daí respondi-lues com um "seco": silly season.

Pois! E do dito nem sinal.

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