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24.11.16

Demissão de Serrano - FAZER TUDO MAL FEITO


Artigo de opinião publicado no Jornal "O Templário"

O estado maior socialista de Tomar – de Cristóvão à Anabela, deve estar por estas horas rejubilante de autossatisfação, pela demissão do anterior vice-presidente da Câmara, Serrano. É o roda bota fora perfeito, de quem não vê, porque não sabe, que a política não se escreve no curto prazo e que os fins não justificam, nunca, os meios usados. Serrano percebeu, tarde demais, ser a marioneta perfeita e útil, às mãos de quem nunca quis que a gestão da mudança, prometida e ainda por concretizar, fosse efetivamente implementada em Tomar.

Quem governa a medo e pelo medo, só pode esperar morrer pelo medo. A História não regista os fracos, mas sim os que com coragem apontam e fazem o caminho. E em Tomar, a estratégia seguida, afunda a comunidade nas contradições das incapacidades latentes e cada vez mais evidentes dos seus gestores públicos.
Serrano não era perfeito, mas era à entrada do mandato o único eleito, tirando eu próprio, que sabia da poda. Tinha uma visão diferente, tinha nível e pensava fora da caixa. Tudo características demasiado perigosas, numa macroestrutura avessa a pensar e a gerir com transparência e que, ao longo do tempo, demonstrou ser incapaz de liderar qualquer processo de afirmação e Tomar no contexto regional e/ou nacional. Tomar deixou de contar. Infelizmente.

No momento em que escrevo não sei quem substitui Serrano, nem isso importa. Agora, uma oportunidade se abre, para um de dois quadros do PS há muito preparados para o exercício de funções públicas: a advogada síndica da Câmara, Anabela Estanqueiro ou o atual chefe de gabinete, Dr. Virgílio Saraiva. Só a opção da promoção do atual chefe de gabinete não comporta riscos, para o envolvido ou para a organização. Anabela Estanqueiro é, há muitos anos, a sombra política de Anabela Freitas, nunca tendo sido por si apoiada no seu percurso político, por motivos óbvios. Participar na primeira linha de uma estratégia mal desenhada e com resultados demasiado incertos, seria hipotecar o futuro, porque ele precisa dos que sabem e contam.
Alguém imaginava, há apenas um ano atrás, que a gestão da autarquia de Tomar pudesse estar envolvida em tamanha confusão?

Pois. Alea iacta est (os dados estão lançados).

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