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21.1.16

A GRANDE ALDEIA ABARRACADA DOS MERCADOS DE TOMAR*

Artigo publicado nesta edição do Jornal "O Cidade de Tomar"


Durante mais de cinco anos temos vivido a vergonha de termos um Mercado instalado numa tenda, depois de, numa péssima decisão da câmara gerida pelo PSD, como bem os vereadores do PS de então disseram, aí terem sido gastos quase 400.000€.

Agora que, finalmente, quase todo o edifício do Mercado Municipal vai voltar a estar aberto (todos os dias?), não sem críticas assertivas, quer em relação à colocação de telhado “sandwich”, quando o Município proíbe aos particulares a sua implantação, quer em relação à autoritária e abusiva atuação do vereador CDU dos Mercados, na distribuição das bancas e dos vendedores, conforme pude ouvir dos próprios, em visita e conversa que há poucas semanas tive com os mesmos.

Sobre o Mercado Municipal e, tirando o facto de as obras se terem arrastado por mais um ano do que o próprio PS tinha exigido à Câmara Municipal, em comunicado do seu secretariado de 2014, por razões que a seu tempo serão do conhecimento público, pouco ou nada foi durante mais de dois anos promovido pela vereação responsável.

O mercado abastecedor continua a funcionar da mesma forma atabalhoada de sempre, criando filas imensas na Ponte Nova, durantes as tardes da sua realização e o Mercado do gado, que se realiza ao primeiro domingo de cada mês no Flecheiro, continua sem qualquer regulação municipal, condições de realização ou sequer se percebe qual a estratégia que a ele subsiste, no contexto dos Mercados regulares. Tudo isto apesar dos então vereadores do PS, em 19/10/2011 terem levado esta mesma questão a reunião de câmara e de aí se terem batido em diversas reuniões para que a gestão dos Mercados – semanal de venda ambulante, abastecedor e do gado, passasse a ter um enquadramento e organização de nível urbano e não daquilo que à vista de todos está: uma grande aldeia abarracada que, cada vez que se realizam, os Mercados transformam Tomar.

Só a título de exemplo, apesar de em diversas reuniões isso ter sido abordado, a continuada divisão do mercado entre o espaço deste e o Parque de Santa Iria, promove situações de perigo de atropelamento nos atravessamentos da Ponte Nova, sem que tal tenha tido qualquer ação por parte da vereação CDU dos Mercados. O futuro que lhes interessa não é, decerto, o da segurança rodoviária, nem o do bom serviço às populações.

Cidade turística por excelência, a permanente vergonha que tem sido o espalhar de plásticos e outros detritos de difícil limpeza, durante a realização do mercado semanal de venda ambulante, apesar de ter sido aprovado no mandato passado em reunião de câmara, proposto pelos então vereadores do PS a solução para o problema, solução aliás implementada com sucesso em diversos Mercados da região. Tal solução passava grosso modo, pela obrigação de que cada comerciante recolhesse na sua zona de venda todos os desperdícios produzidos em recetáculos fornecidos pelos serviços municipais e autuação, com eventual inibição de voltar a vender, a quem não cumprisse. O atual vereador da CDU, coligação que tem no seu seio o Partido “Os verdes”, a nada disto foi sensível e a vergonhosa situação de desproteção ambiental mantêm-se.

Quanto mais tempo permitirá o PS e Tomar a manutenção em funções com pelouro distribuído, de um vereador que se tem mostrado tão incompetente na gestão que lhe foi entregue?

*Luis Ferreira, deputado municipal do PS



P.S. - pode conferir propostas e requerimentos apresentados sobre o assunto:
 
http://pstomar.blogspot.pt/2011/10/ps-apresenta-requerimento-sobre-o.html
http://pstomar.blogspot.pt/2011/11/ps-propoe-fim-dos-plasticos-espalhados.html

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