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28.3.10

Devemos estar a acertar

Estranho título não?
Nem tanto. A permissa da acertividade nem sempre está do nosso lado. A ciência política não é uma ciência exacta, é uma ciência humana e tal como a economia, tem muito erro, baseia-se demais na espectativa e em tendências nem sempre perceptiveis no seu momento inicial.

Mas devemos estar certo!
A julgar pelas reacções 'tresloucadas', permitam-me a dureza, que vereadores, ex-vereadores e eventuais candidatos a tal (de mangueira em punho), têm em relação a banais factos, como por exemplo não poder um eleito local deambolar pelos serviços públicos a pedir isto e aquilo aos funcionários - processos de licenciamento de obras, loteamentos e afins - sem o requerer, nos termos normais por escrito e aguardar naturalmente a disponibilidade dos mesmos serviços, parece-me um exagero absurdo.

Mal seria da administração publica que qualquer eleito pudesse entrar pelos serviços dentro, pedir documentos, informações e esclarecimentos aos funcionários, sem mais. Nem na Republica das Bananas, se existisse, isso seria possível. Mas para o meu colega vereador independente, isso seria normal. Normal agora que ele não manda, porque quando mandava, lembram-se bem como era não lambram?

Mas devemos estar a acertar, acabando com maus hábitos instalados.
Mais divertida é a posição do ex-vereador que andou a "brincar" aos bombeiros, mas que apenas sabia deles dizer mal publicamente como foi a sua inigualável prestação discursiva no aniversario dos Bombeiros de 2009. Nesse dia, a que assisti como adjunto do então Governador Civil, senti vergonha e muita pena do nível ao qual o então vereador dos bombeiros estava a fazer chegar essa instituição. Alem de tudo, veja-se o ridículo, levou o aniversario para o auditório da Biblioteca Municipal, como se não houvesse solução digna no actual quartel.

Este ex-vereador é mesmo um pandego, depois do que (não) fez pela Proteccao Civil de Tomar. Só a titulo de exemplo, pense-se que encontrei um regulamento de Proteccao civil, que estou neste momento a reformular, com base numa Lei de Bases da Proteccao Civil, cujo ordenamento jurídico ficou totalmente alterado a partir 2007. Um pandego que, apesar de não cumprir a Lei principal da Proteccao civil, se perdia a dizer mal dos bombeiros, talvez assumindo a sua verdadeira inépcia de dirigente.

Pensar que qualquer destas duas personagens poderia, algum dia voltar a ser ou vir a ser Presidente da nossa Câmara, mais parece uma
brincadeira de carnaval. Representam duas faces de uma mesma moeda, que é a moeda da frustração.

Devemos estar mesmo a acertar!
Há duvidas?

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