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15.5.09

Plano de Apoio ao Sector das Madeiras

[Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz FM98 - repete hoje ás 17H e Domingo, dia 17 às 13H]

Foram hoje recebidos no Governo Civil representantes dos trabalhadores da Platex, para entregarem memorando e pedido de intervenção do Governo, na solução dos problemas aí existentes, que passam por a empresa estar a entrar em lay-Off e os salários de Abril não estarem ainda honrados.

Em primeiro lugar convém explicar que o Lay Off é um regime de excepção, solicitado por uma empresa, que reduzindo o horário de trabalho a METADE, garante ao trabalhador o pagamento de 2/3 da sua remuneração, sem perda de vínculo ou de quaisquer outros direitos ou tempo de serviço. Tem o período máximo de 6 meses e, durante estes, não depende da anuência dos trabalhadores. Cerca de 17% do vencimento é assegurado pela Segurança Social e a qualquer momento pode um trabalhador ser retirado deste regime.

Entretanto já o Governo Civil tinha há cerca de dois meses proposto ao Ministério da Economia o lançamento de uma intervenção prioritária para o sector, que viria a ser anunciada há uma semana, que se denomina PLANO DE APOIO AO SECTOR DA MADEIRA E DO MOBILIÁRIO , constituído por 4 eixos e 31 medidas, que visam criar condições para a manutenção do emprego e desenvolvimento da capacidade exportadora do sector.

"Este programa tem características inovadoras, porque, pela primeira vez, estamos a integrar a madeira e o móvel", sublinhou o Ministro Manuel Pinho na sua apresentação, onde destacou também "o grande enfoque dado à internacionalização e inovação, com apoios concretos para o desenvolvimento do cluster da madeira e do móvel".

A assinatura do memorando de entendimento foi realizada entre um conjunto de entidades públicas e privadas, incluindo representantes da tutela dos sectores da indústria, trabalho e agricultura e ainda várias associações empresariais dos sectores do mobiliário e das indústrias florestais.

O plano de apoio governamental, idêntico ao adoptado para os sectores do automóvel, turismo, têxtil, calçado e cortiça, prevê apoios ao financiamento das empresas, através da facilitação do acesso ao crédito. Mais de 2700 empresas já acederam às linhas de crédito apoiadas pelo Governo, segundo dados do ministério da Economia. O apoio às exportações do sector do mobiliário também está previsto através da partilha do risco com as seguradoras, onde ganha destaque a compra anunciada pelo estado da Importante seguradora COSEC e outras medidas para a internacionalização dinamizadas pelo ICEP. Já a pensar no ciclo económico posterior à crise, o plano prevê ainda medidas de ajustamento ao perfil industrial e tecnológico do sector, apoiando financeiramente, até 40%, a fusão ou aquisição de empresas.

Os cerca de 80 trabalhadores da Platex, hoje recebidos no Governo Civil, foram instados a apostarem na empresa, mantendo os seus postos de trabalho, acreditando que o Governo tudo está a fazer, através de negociações directas que já decorrem com o IAPMEI, para rápida injecção financeira na empresa, que permita recuperar a credibilidade desta junto dos seus fornecedores, RECEBENDO ASSIM MATÉRIA PRIMA e pagar os salários aos seus trabalhadores.

Esse é e sempre foi o entendimento e empenhamento do Governador Civil, num estreito trabalho com os sindicatos e com a administração da empresa, para a manutenção deste importante sector da indústria em laboração no nosso Concelho.

Foram ainda aconselhados os trabalhadores da Platex, a junto do serviço local da segurança social, requererem as actualizações necessárias das suas prestações familiares, em virtude da alteração significativa que seguramente durante os próximos meses vão ter Nos seus rendimentos.

Para isso se criou o ESTADO SOCIAL.

Para isso tem o Governo, ao longo dos últimos 4 anos, aumentado, por exemplo em mais de 25% os respectivos abonos de família, bem como muitas das prestações de apoio familiar.

Para apoiar quem precisa, quando precisa e na medida em que precisa, continuaremos a apostar em defender quem trabalha e quem cria riqueza: é o caso dos trabalhadores e da empresa IFM.

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