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11.4.07

COM A SEGURANÇA DAS POPULAÇÕES NÃO SE BRINCA

Existiu nas últimas semanas uma grande especulação pública a propósito da reformulação do sistema de segurança pública, tendo como epicentro uma determinação governamental visando adequar as áreas territoriais de intervenção da PSP e da GNR.

Um dos objectivos claramente assumidos foi a “eliminação das situações de sobreposição de meios entre as duas forças (GNR e PSP), em especial no respectivo dispositivo territorial”, de modo a “limitar as Freguesias partilhadas entre as duas forças de segurança àquelas em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade das Freguesias aconselham tal partilha”.

Também na nossa zona, tal deliberação teve consequências directas, que entraram em vigor no passado dia 1 de Abril e que, no essencial, passaram pela “entrega” da área territorial de Fátima à GNR, com a consequente saída da PSP. No espaço do Concelho de Tomar foram, no contexto da mesma Resolução do Conselho de Ministros, entregues à GNR o patrulhamento das anteriores Freguesias partilhadas de Carregueiros, Casais, Madalena e S.Pedro.

Em virtude destas alterações, nomeadamente a responsabilidade da GNR em Fátima, a partir do dia 16 de Abril, foi o Comando do Destacamento de Tomar provisoriamente instalado em Ourém, afim de acompanhar devidamente a nova responsabilidade operacional que daí advém. Esta alteração adquire níveis de complexidade operacional e de articulação específicas que levarão, garantidamente, alguns meses a ficarem estabilizadas.

Neste contexto, qualquer especulação pública, tão glosada e propalada por sectores antagónicos da sociedade Tomarense, da saída do Comando de Tomar da GNR, mais do que exercida como reacção à mudança provisória e necessária, parece fundada no mínimo, no completo desconhecimento das questões relativas à garantia da segurança pública. Especialmente quando exercida por responsáveis autárquicos, tal deturpação, que roça a má fé, prejudica o cabal desempenho das mulheres e homens que quer na PSP, quer na GNR, dão muitas vezes em condições difíceis o seu melhor, para garantir a todos nós um sono descansado. É caso para dizer que com a Segurança das populações não se brinca!

O que urge que todos nós cidadãos possamos perceber, é que a actual reformulação pretende incrementar a acessibilidade e a proximidade das forças de segurança aos cidadãos, garantindo a sua presença nos locais onde são mais requeridas, reforçando a visibilidade e valorizando o seu potencial de prevenção e de combate à criminalidade.

O processo de reformulação está ainda a meio, sendo eu um daqueles que entende que a adequação da nova área da PSP no Concelho de Tomar, pode e deve ser alargada, numa primeira fase, para a totalidade das Freguesias da Pedreira, Carregueiros e Madalena.

Outro dos objectivos da reformulação em curso, visa, também, melhorar as condições de funcionamento das forças de segurança, reparando ou reinstalando as subunidades policiais degradadas e reforçando a sua capacidade de intervenção através de mais e melhores meios e equipamentos e do recurso sistemático a novas tecnologias de informação e comunicação.

Neste contexto, o Programa de Investimentos previstos de 48 novas esquadras da PSP, com 38 milhões e 400 mil euros e de 66 novos postos da GNR, com 52 milhões e 800 mil euros, só podem e devem levar a capacidade reivindicativa da nossa autarquia a pugnar pela rápida transferência da PSP para as novas instalações já adquiridas, bem como a construção do novo posto da GNR no Concelho de Tomar.

Procurar confundir isto, com a saída do Quartel-general nos anos 70 de Tomar para Coimbra, só mesmo de saudosistas de um estado policial, onde a garantia de segurança às populações era confundida com o “controle” dessas mesmas populações. Para os velhos do Restelo, sempre contra qualquer mudança, só tenho uma palavra a dizer: com a segurança das populações não de brinca e deixem de tentar fazer politiquice barata com ela!