10.11.20
8.11.20
Aveiro mantém-se no topo do rating concelhio
Notícia original, aqui
A Marktest acabou de publicar os ratings concelhios de 2020, que voltam a colocar o concelho de Aveiro no topo da lista. Braga sobe ao Top 5
Disponíveis na aplicação web Municípios Online, os ratings concelhios são métricas criadas pela Marktest desde 2014 que pretendem dar ferramentas às entidades locais ou às empresas com dispersão regional, ao permitir observar de forma rápida e intuitiva os principais pontos fortes e fracos de cada concelho.
Uma análise do rating concelhio global de 2020 permite verificar que o concelho de Aveiro lidera a tabela. Numa escala de 1 a 20, o concelho obteve 14.1, mantendo a posição de liderança alcançada no ano anterior e mantendo também o valor do rating.
Albufeira também mantém a segunda posição, já alcançada em 2018, com um rating de 13.9, uma décima menos do que em 2019.
Lisboa, que em 2019 estava ex aequo em segundo com Albufeira, desce à terceira posição, com um rating de 13.8, menos duas décimas do que no ano precedente.
Braga sobe da 7ª para a 4ª posição, com um rating de 13.7, mais uma décima do que em 2019.
Cascais encerra a lista dos 5 concelhos com melhor classificação quando analisados conjuntamente os seus indicadores de dinamismo demográfico, económico e qualidade de vida, com um rating de 13.5, menos 4 décimas do que no ano anterior.
Estes ratings estão disponíveis numa aplicação web, onde são apresentados em vários formatos, nomeadamente num dashboard que assinala com uma determinada cor os indicadores e as componentes deste rating de acordo com as notações obtidas. Pela sua visualização, é fácil e imediata a identificação das forças e fraquezas de cada concelho, dando assim um contributo ao estudo das melhores estratégias a adotar em função dessa avaliação.
A aplicação disponibiliza mais de 600 variáveis para vários anos, organizadas pelos temas:
- Demografia
- Famílias
- Habitação
- Educação
- Saúde
- Cultura
- Empresas
- Emprego e Desemprego
- Actividade Económica - Agricultura
- Actividade Económica - Energia
- Actividade Económica - Construção
- Actividade Económica - Comércio
- Actividade Económica - Automóveis
- Actividade Económica - Turismo
- Actividade Económica - Banca
- Eleições
- Índices Marktest
- Ratings concelhios
O Rating concelhio é um novo indicador criado pela Marktest para cada um dos 308 concelhos do país. Este rating tem 3 componentes, criadas a partir de 39 indicadores:
- Dinamismo demográfico: 8 indicadores
- Dinamismo económico: 16 indicadores
- Qualidade de vida: 15 indicadores
Cada indicador foi classificado com uma notação de 1 a 20 tendo em conta a posição do concelho no conjunto dos 308 concelhos do país. Cada componente (demográfica, económica, qualidade de vida) tem uma notação média correspondente à média aritmética dos indicadores que a constituem. O rating concelhio (total) resulta igualmente da média aritmética das suas 3 componentes.
Consulte aqui mais informação sobre estes ratings e a aplicação Municípios Online ou contacte-nos para mais informações.
6.11.20
4.11.20
"A peste" - Camus
"A primeira coisa que a Peste trouxe à nossa cidade foi o exílio"
Albert Camus, in "A peste" (1940)
Num dia igual aos outros, na cidade feliz de Oran, de frente para o mar Mediterrâneo, um rato saiu das sombras e veio morrer ensanguentado, numa rua primaveril...
2.11.20
31.10.20
Métricas de risco - COVID19 (atualização de 8/12)
<Atualização de 8/12/2020>
A 26/10/2020, coloquei este post no meu mural do facebook
29.10.20
Antonín Dvořák - Requiem
27.10.20
25.10.20
23.10.20
21.10.20
19.10.20
Turismo e sustentabilidade
Por António Paixão
O turismo atual é uma grande indústria através do qual a riqueza gerada não tem limites, as fronteiras geográficas não existem, nem o tempo importa. Como podemos verificar nos dados estatísticos de Portugal em relação ao Turismo em 2019.
Em Portugal (dados definitivos 2019), o setor do alojamento turístico (Hotelaria, Alojamento Local, Ter e TH) registou 27,1 milhões de hóspedes, que geraram 70,2 milhões de dormidas, que correspondem a variações de, respetivamente, +7,9% e +4,6%, face ao ano anterior. Com destaque para o aumento, nas dormidas, do mercado norte-americano (+21,4%), brasileiro (+14,6%) e irlandês (+10,0%).
Ao longo dos 12 meses do ano passado, as unidades de alojamento receberam 26,9 milhões de hóspedes, mais 7,3% que em 2018. Destes quase 27 milhões de pessoas, 16,3 milhões eram estrangeiros, mostram os dados do INE, divulgados sexta-feira, 14 de fevereiro 2020.
As dormidas em 2019 subiram 4,1% - para 69,8 milhões, das quais 21,1 milhões foram de turistas nacionais. O Algarve foi a região que registou o maior número de dormidas - 20,9 milhões.
Os proveitos totais (que incluem os valores gastos pelos turistas com o alojamento, mas também outros serviços disponibilizados pelas unidades hoteleiras) aumentaram 7,3% para mais de 4,2 mil milhões de euros. Os hotéis registaram proveitos totais de 2,9 mil milhões de euros e o alojamento local contribuiu com 377 milhões de euros o valor global dos proveitos. Os proveitos de aposento cresceram 7,1% em 2019 para 3,2 mil milhões de euros, de acordo com os dados do gabinete de estatística.
Como é uma atividade crescente em todo o mundo, este crescimento se baseado na lógica quantitativa resulta na desordem do espaço e nas relações de produção que se fazem presentes no mesmo, provocando danos ao meio ambiente e às populações nativas.
Neste contexto, e de acordo com vários autores, tem de se equacionar os impactos positivos e negativos do turismo sobre o meio ambiente e as medidas atenuantes de forma a torna-lo sustentável:
Impactos Ambientais Positivos:
• Criação de planos e programas de conservação e de preservação de áreas naturais, sítios arqueológicos e monumentos históricos;
• Empreendedores turísticos investem em medidas de prevenção para manter a qualidade e atratividade dos recursos naturais e sócios culturais;
• Promoção de certos aspetos em regiões antes não valorizadas, desenvolvendo o seu conhecimento através de programas especiais;
• As rendas da atividade turísticas (impostos, taxas, ingressos) financiam a implantação de equipamentos e medidas de preservação;
• A recuperação psicofísica dos indivíduos;
• Utilização mais sustentável dos espaços e a valorização do convívio direto com a natureza.
Impactos Ambientais Negativos:
• Degradação da paisagem, devido a construções inadequadas ao lugar;
• Contaminação da água, rios e mares, pelo aumento de esgotos não tratados, mau funcionamento dos sistemas de tratamento, descarga de esgotos de iates de recreio;
• Degradação da fauna e da flora local, por desmatamentos, pesca e caça predatória;
• Redução da população de animais cuja coleta se destina à alimentação dos turistas, como camarão, caranguejo, lagostas;
• Poluição do ar, provocada pelos motores, pela produção e consumo de energia;
• Aumento da geração de resíduos sólidos
• Destruição da paisagem natural, dos sítios históricos, dos monumentos e das áreas agropastoris;
• Assoreamento da costa, com a destruição de recifes, corais, restingas, dunas, onde se destacam os constantes aterros para aumentar a área urbana.
Recomendações de medidas atenuantes:
• Estabelecimento de planos diretores participativos para os municípios afetados;
• Zelo pela preservação de áreas protegidas ou ameaçadas. Elaboração e implantação de planos de manejo para as unidades de conservação;
• Planeamento da utilização sustentável da água, avaliando a quantidade das reservas disponíveis e as necessidades previstas;
• Adequação dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos e resíduos sólidos para atendimento das exigências geradas pelo turismo;
• Cumprimento da legislação ambiental;
• Economia do consumo de energia;
• Estabelecimento de programas de educação ambiental para orientação do turista e da comunidade recetora;
• Possibilidade de participação da população afetada no processo de planeamento e execução dos empreendimentos;
• Planeamento do turismo respeitando as formas de vida e as tradições da população local;
• Promoção da capacitação e o aprimoramento profissional da população local.
Assim, a principal medida preventiva aos impactos ambientais do turismo é o bom planeamento, procurando na atividade um aliado à proteção do meio ambiente, para que os projetos turísticos não sejam apenas ambientalmente danosos, mas também economicamente sustentáveis.
No conceito de turismo sustentável, Dias (1999) ressalta que “o manejo adequado, cuidadoso e respeitoso com o meio ambiente, a cultura e as formas de vida das populações locais, não diminui o valor destas áreas como lugares de descanso e lazer, ao contrário, é fator positivo para a atividade turística”.
Resumindo, para que o turismo proporcione efeitos favoráveis nas localidades implantadas, exige não só a conscientização dos utilizadores, mas também uma planificação adequada dos governos, das empresas e das comunidades envolvidas.
Fontes:
1. Instituto nacional estatística
4. Maria Martorano, O turismo sustentável rural como alternativa complementar de renda à propriedade agrícola. Dissertação (mestrado) -2002- Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/82503
5. Silva, Maurício Sanches Duarte. Avaliação de aspectos da fragilidade ambiental para o ecoturismo Dissertação (Mestrado) -- Universidade Federal de São Carlos, 2007
6. MORGANA ROJAS, DIAGNÓSTICO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO DOS ENGENHOS, NO MUNICÍPIO DE AREIA–PB: BASE PARA O AGROTURISMO , Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) –Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Ciências e Recursos Naturais. – 2005





