O blogue teve em 2025, 61.113 visitas 43.159 (2024); 35.671 (2023); 48.603 (2022); 117.160 (2021); 50.794 (2020); 48.799 (2019); 98.329 (2018) e 106.801 (2017) +++ e tendo atingido 1milhão de visitantes a 16/4/2026 - ao fim de 16 anos, e o meio milhão em 5/6/2020
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde e Hospital. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde e Hospital. Mostrar todas as mensagens

29.10.20

Antonín Dvořák - Requiem

Alguns - bons, minutos de Dvorak, em homenagem aos quase 1000 mortos por mês, fora Covid, que há A MAIS em Portugal, desde que a Pandemia começou, por medo e pela incapacidade do sistema de saúde, votado ao abandono pelos Governos, especialmente ao longo da última década.

18.12.17

Abrantes é mesmo a caminho de onde?

O raríssimo ex-Secretério de Estado da saúde Manuel Delgado, há cerca de um mês anunciou que as urgência médico-cirúrgicas de Abrantes seriam sempre para manter, não estando sequer previsto reforços nas de Torres Novas e Tomar. Isto, perante autarcas, deputado e presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, estrutura de que dependem estas três unidades hospitalares.

Na mesma ocasião foram anunciados mais 1,5 milhões€ de investimento na urgência da Unidade de Abrantes, a par de manutenções de pinturas e limpezas nas unidades de Tomar e Torres Novas. Naturalmente que se deseja a todos os cerca de 74mil cidadãos servidos pela unidade de Abrantes - que incluiu concelhos da Beira Baixa e do Norte Alentejano, tenham as melhores condições de acesso ás suas urgências, mercê da dispersão e rarefação populacional aí existente, onde só nos últimos cinco anos, houve uma redução de mais de 15% de habitantes. 

Situação do Plano Estratégico do CHMT - em 2011
A atual (2016) população (potencial) das áreas de influência é a seguinte:
Unidade de Tomar - 91042 (redução de 8,3% face a 2011)
Unidade de Torres Novas - 82160 (redução de 1,1% face a 2011)
Unidade de Abrantes - 73491 (redução de 15,6% face a 2011)




Naturalmente que os cidadãos residentes na área de influência da unidade de Tomar – Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere não querem, nem desejam que outros fiquem com menos do que ambicionam para si próprios, mas só não podem tolerar é que a garantia de acesso aos residentes de territórios sem população resulte de deslocações obrigatórias de 40-50 Km para outros de territórios com muito mais população. 
Ora, se aqui – em Tomar (91mil cidadãos abrangidos) ou Torres Novas (82mil cidadãos abrangidos) não existisse uma Unidade Hospitalar, ainda se poderia compreender, mas havendo nestas duas cidades urgências, que desde 2008 (governo PS) e muito especialmente em 2012 (governo PSD/PP), foram desqualificadas em detrimento de Abrantes, tal é de todo inaceitável. Acresce, para os doentes servidos pela unidade de Tomar, que integrada esta no Centro Hospitalar do Médio Tejo, e estando este na rede de referenciação de Lisboa – a 140 Km de distância, qualquer intervenção hospitalar diferenciada, leve a imediata deslocação para Lisboa, quando a mesma poderia ser, com enorme vantagem para o erário público e para os doentes e suas famílias, ser feito para Coimbra, a apenas 80Km da unidade de Tomar.
Por isso, mais do que nunca se justifica que em Tomar funcione uma urgência médico-cirúrgica, que sirva as populações de Tomar, Ourém e Ferreira do Zêzere, reduzindo assim pressão sobre o Centro Hospitalar de Leiria, para onde cada vez mais os doentes de Ourém se deslocam, cujo acesso é cada vez mais problemático e que possa a unidade de Tomar passar a integrar a na rede de referenciação de Coimbra.
Urgências médico-cirúrgicas em Abrantes, a servir as nossas populações, num local que não é nem a caminho de Lisboa, nem a caminho de Coimbra, é um disparate que não podem os habitantes e os nossos autarcas continuar a tolerar. Chega de gastar dinheiro público malgasto e chega de prejudicar as populações, especialmente destes concelhos – Tomar, Ourém e Ferreira do Zêzere, apenas para tentar justificar o injustificável.


*Luis Ferreira, ex-vereador da Câmara e ex-membro da comissão de acompanhamento do Hospital, da Assembleia Municipal de Tomar


Post Scriptum:

Deve ainda ser lido, como vertente de análise "histórica" a proposta submetida pelos então vereadores do PS - de que eu humildemente fazia parte, em janeiro de 2012, quando o "disparate" se agravou...

30.11.17

Para salvar o Hospital em Tomar

O recente anuncio de investimentos, na otimização energética - de forma afazer baixar a fatura energética anula ou de pinturas externas - preventivas dos visíveis ataques de fungos (que dão aquela coloração escura) nos novos edifícios, fazem parte das obrigações gerais, normais e de manutenção de edifícios públicos. Saúda-se assim, que aproveitando financiamentos comunitários, se cumpra este trabalho de manutenção nas unidades hospitalares de Tomar, Torres Novas e Abrantes.

Situação do Plano Estratégico do CHMT - em 2011
A atual (2016) população (potencial) das áreas de influência é a seguinte:
Unidade de Tomar - 91042 (redução de 8,3% face a 2011)
Unidade de Torres Novas - 82160 (redução de 1,1% face a 2011)
Unidade de Abrantes - 73491 (redução de 15,6% face a 2011)

Nesta última Unidade - Abrantes, após vários milhões de investimento - diretos do Estado e também da própria autarquia abrantina, através de subsídios a uma Associação de direito privado aí sediada; vai-se investir mais 1,5milhões€ nas urgências desta unidade, tentando, mais uma vez, conseguir adaptá-las à realidade colocada, especialmente após 2012, de que toda a área do médio Tejo para ali envia os seus doentes com níveis de necessidades de serviço médico-cirúrgico, só aí existente.

A vergonha e o erro continuam, sem que se pare para pensar.
Por mais milhões que invistam no serviço de urgências de Abrantes, nunca estas conseguirão atingir o nível de serviço previamente existentes nas unidades de Tomar e de Torres Novas, quer face às arquiteturas dos respetivos edifícios e a diferença de vinte anos que os mesmos têm, quer a nível das respetivas infraestruturas.
De recordar que todo o sistema foi projetado para que cada uma das três unidades servisse a sua respetiva área de influência, com especial impacto a nível das urgências, portanto nenhuma destas unidades de saúde hospitalar, estava preparada para servir mais de 200mil habitantes.

Com a famigerada reforma das urgências de 2007, de Correia de Campos - governo PS, tudo se agravou, com a peregrina ideia que os mais de 200mil habitantes do médio Tejo, pudessem ser servidos, a nível de urgências, a partir de Abrantes, desclassificando - gradualmente -, as de Torres Novas e Tomar. Esta situação foi integralmente cumprida a partir de 2012 - Governo PSD/PP, quando nova reestruturação fechou ainda a Medicina Interna, transformando a unidade hospitalar de Tomar, num gigantesco e caro Serviço de Atendimento Permanente (SAP), ao nível de qualquer centro de saúde da rede de cuidados de saúde primários, espalhado pelo País.

A pergunta que sempre fiz, e para a qual não há resposta é: Abrantes é a caminho de onde??? Ou seja, os doentes nas áreas de influência de Tomar ou Torres Novas, conduzidos para Abrantes, a nível de urgências médico-cirúrgicas, não vão a caminho de nenhuma unidade polivalente diferenciada, só existentes em Coimbra e Lisboa, pelo que se perde tempo e eficácia no sistema, conduzindo a mais e maiores custos para as famílias e para o sistema nacional de saúde, além de maiores riscos para a saúde dos utentes.
Só a teimosia de sucessivos governos e gestores do sistema de saúde e, parece, o gostar de estragar dinheiro de todos nós, justifica tamanho disparate.

Urgência médico-cirúrgica existente em Abrantes vai receber mais 1,5milhões€ de investimento e os habitantes dos concelhos mais populosos da NUTIII do Médio tejo - Ourém e Tomar, vão continuar a ser assistidos a caminho de lado nenhum? É preciso ter lata!

De recordar que existem em Santarém (a 35Km de Torres Novas) e em Leiria (a 45Km de Tomar), também urgências médico-cirúrgicas, quer uma quer outra a caminho das urgências polivalentes, existentes em Lisboa (70Km de Santarém) e Coimbra (60Km de Leiria).

Há uma década que os sucessivos governos "destroem" valor e gastam milhões - sem retorno, neste disparate.
Tomar merece isto?

O problema foi acrescido, quando também em 2012, todos os Hospitais ficaram obrigados a cumprir a rede de referenciação, que obriga a que todas as evacuações para cuidados de saúde diferenciados e especializados, não existentes no Centro Hospitalar do Médio Tejo, sejam encaminhados para Lisboa - muito mais longe de Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere, do que Coimbra, por exemplo.

Este é verdadeiramente o problema.
A unidade hospitalar de Tomar devia, há muito, ter deixado na rede de referenciação nacional de "drenar" para Lisboa e passar a fazê-lo para Coimbra. Especialmente quando, após a alteração da obrigatoriedade do cidadão se dirigir ao Hospital da sua zona de residência, a esmagadora maioria dos habitantes do Concelho de Ourém, já se socorrem do Hospital de Leira, na rede de referenciação de Coimbra.

Ora, se nada for feito - ou seja, se Tomar não sair do Centro Hospitalar do Médio Tejo o mais rapidamente que for possível e não passar a integrar a rede de referenciação de Coimbra, o seu encerramento a médio prazo é inexorável. Sim, estou mesmo a falar do seu encerramento. Para evitar isso só precisamos de olhar e ver e, já agora, exigir que os políticos de Tomar - a começar pelos seus atuais autarcas, coloquem o interesse de Tomar acima de quaisquer fidelidades partidárias.

Este é o assunto da década e nele se verá quem, efectivamente, conta.

* Luis Ferreira, Ex-vereador do Município de Tomar e ex-membro da comissão de acompanhamento do Hospital de Tomar



TOMAR – Exclusivo Hertz. Secretário de Estado da Saúde garante que o hospital não irá voltar a ter urgência médico-cirúrgica

Este é um exclusivo Hertz. Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, em declarações à nossa reportagem, deixou claro que o Hospital Nossa Senhora da Graça não irá voltar a ter urgência médico-cirúrgica. Pelo menos – e é isso que se entende – dentro dos próximos anos. Por ocasião da presença em Tomar, neste sábado, junto da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, Manuel Delgado deu, então, uma boa e uma má notícia para a população nabantina, ou seja, confirmou a aquisição de equipamento TAC para a unidade tomarense até final do ano mas deixou claro que a actual urgência – embora seja reforçada pontualmente para melhorar – não será elevada a médico-cirúrgica:
Reprodutor de áudio
Refira-se que o secretário de Estado da Saúde esteve de visita à urgência médico-cirúrgica de Abrantes, espaço que irá receber um investimento de milhão e meio de euros para “crescer” fisicamente, ocupando o lugar das actuais consultas externas, que irão subir de piso:
Reprodutor de áudio
A propósito desta reformulação na urgência de Abrantes, a Hertz falou, ainda, com Carlos Andrade Costa, presidente do Centro Hospitalar do Médio Tejo, catalogando essas intervenções como um passo necessário para melhorar:
Reprodutor de áudio

Post Scriptum:

Deve ainda ser lido, como vertente de análise "histórica" a proposta submetida pelos então vereadores do PS - de que eu humildemente fazia parte, em janeiro de 2012, quando o "disparate" se agravou...

14.6.12

O começo da verdade sobre o Serviço Nacional de Saúde


Defender a saúde é um dever de todos. Comece por si. Peça ao seu Presidente de Câmara e ao seu Deputado que conhece para o defender.

16.4.12

Quem tramou o Centro Hospitalar do Médio Tejo?

Desde Janeiro, muito se tem escrito e dito sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo, mercê do inicio da implementação de um processo sistemático de redução dos serviços, nas unidades hospitalares de Torres Novas e especialmente em Tomar.
Acontece que os problemas, as especulações, a tentativa de o destruir, começaram há muito.

Mas, pelo menos durante os anos da existência do Governo Civil do Distrito de Santarém, no mandato 2005 a 2009, foi possivel trabalhar de forma a garantir que o mesmo não era totalmente "destruido" pelos vários interesses em jogo.

E quando se fala em interesses, não têm os mesmos que ser objetivamente negativos per si. Todos os grandes negócios e setores, públicos ou privados, mexem inúmeros interesses. Alguns legítimos e frontais, outros ilegíticos e covardes. E sobre a presença destes diferentes interesses na vida do Centro Hospitalar do Médio Tejo, temos tido de todos!

Convém no entanto e sobre esta questão, clarificar o posicionamento que durante alguns anos - os mais críticos -, houve em relação ao  Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Desde logo, a leitura de uma visita do então Governador Civil Paulo Fonseca, aqui em Agosto de 2008, já na vigência da famigerada Portaria, que criou urgências diferenciadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas, mas que o Governo decidiu que eram para se manter em complementariedade.

Aliás sobre isso, não é demais recordar que foi o trabalho realizado a partir do Gabinete do Governador Civil chefiado pelo atual Presidente da Camara de Ourém e onde eu próprio era adjunto.
E o que fizemos? Reunimos informação, falámos com os autarcas envolvidos, com profissionais do setor, sempre dentro de uma descrição, que este tipo de assuntos exige. Finalmente e após várias trocas de emails e ofícios com o gabinete do secretário estado da saude, ao tempo o Dr.Francisco Ramos, houve em Santarém reunião, onde ficou assente o modelo de valências e urgências para o Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Sobre as valências, dando continuidade à concentração a prever num Plano estratégico a elaborar, que levasse em linha de conta as já instaladas em cada unidade e a especificidade da distância entre as equipas e as cidades.


Sobre as urgências, o que se sabe: a Portaria contemplaria a particularidade das urgências no médio Tejo terem de funcionar em complementaridade, tendo por referencia a designação de "médico cirúrgica" à instalada em Abrantes e "SUB5" às instaladas em Tomar e Torres Novas. Isto teve de ser assim decidido em virtude da óbvia impossibilidade de adapatação da urgência de Abrantes para poder servir toda a região, conforme o celebre estudo da concentração das urgências elaborado pela Universidade de Coimbra e na altura (2007-08), tanta discussão havia gerado. Para que a urgência de Abranes fosse "adaptada" seriam necessários milhões de investimento e uma redução do serviço às populações servidas por Torres e Abrantes, as quais, naturalmente passariam a aceder às urgências de Santarém e Leiria, ficando assim globalmente mais longe dos serviços hospitalares do que então estavam.

Tudo isto foi estudado, orientado e decidido politicamente, sob os auspícios e coordenação do Governo civil, que era também para isso que existia na altura.

E em conclusão: Nos Governos do PS não fecharam as urgências e as populações de Tomar (Ourém e Ferreira) e de Torres Novas (Alcanena, Entroncamento, Barquinha e Golegã), nao viram a sua qualidade de saúde diminuída.

E o fato é que quem fechou urgências, reduziu valências e consequentemente promoveu despedimentos e deslocalizações de pessoal, bem como reduziu camas hospitalares, foi este Governo PPD-PP, numa lógica economicista que nao respeita as pessoas e a sua vida.

Felizmente que colaborei com um Governo (2005-09), que sendo socialista, respeitou o interesse das populações da minha terra e região.

Ontem realizou-se uma boa manifestação em favor do SNS e contra a reestruturação em curso no CHMT. Independentemente do que se disse e quem disse o que disse, a presença da mole grande de pessoas do Concelho, em defesa do seu Hospital é importante e demonstra, antes de mais, que muitas mais fases, nesta luta justa e solidária.

Parabéns a todos os que deram a cara, entre os quais autarcas de todos os partidos e movimentos políticos de Tomar. Desde muitos Presidentes de Junta e outros autarcas de freguesia, ao Presidente da Câmara e vereadores, à Presidente do PS de Tomar e outros deputados municipais, todos disseram presente: em favor de Tomar!

9.4.12

As insistentes mentiras do Governo sobre o Hospital

Amanhã, Terça-feira dia 10 de Abril, a comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar, será recebida, para efeitos de audição no âmbito do processo parlamentar de apreciação da PETIÇÃO entregue sobre o Centro Hsopitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de NªSra da Graça, de Tomar.

No entretanto, continua a ser impressionante o esforço que diversos setores da nossa região colocam na tentativa de justificar o injustificável, como seja a tentativa, desesperada, de tentar demonstrar que com menos urgências, com menos valências, com menos médicos, enfermeiros e camas hospitalares, as populações têm melhor acesso à saúde.

A resposta dada pelo Governo aos Deputados do PS, que recordo foi tomada a solicitação dos socialistas de Tomar, é anedótica, mentirosa e naquilo em que fala verdade, apenas demonstra que vão existir despedimentos nos Hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes.

Ela pode ser lida http://pstomar.blogspot.pt/2012/03/resposta-do-governo-aos-deputados-do-ps.html, e as conclusões mais abrangentes ficam para cada um.

Eu não percebo em que mundo vive quem defende o que está a ser feito no Centro Hospitalar do Médio Tejo, mas objetivamente os que ajem por medo, mais não estão que a patuar com o mais brutal ataque alguma vez realizado por um Governo ao serviço nacional de saúde e às garantias constitucionais de acesso universal aos cuidados de saúde.

Como já por aqui escrevi e não me canso de repetir, quando se avalia a sustentabilidade do sistema de saúde, dever-se-á levar em linha de conta todo o gosto no acesso á saúde, onde a despesa privada também conta e essa não pára de aumentar: urgências a 20€ em Tomar e Torres Novas e 28€ em Abrantes, acrescidas do custo do transporte (privado)... E o tempo perdido? Em que condições finais aparecereão os doentes nas respetivas urgências ou mesmo nas especialidades, depois de andarem na romaria USF/ centro saúde/ urgencia A/ urgencia B/ internemento 'disto' e 'daquilo'/ nova urgencia ....

Tenho dito e afirmo novamente: é chegada a altura de serem exigidas responsabilidades civis e criminais aos gestores políticos (Governo) e funcionais (ARS e Administração Hospitalar) destas alterações, de forma a que o "erro" e a "degradação da saúde e da vida das pessoas", não possa ser tolerada. Em primeiro lugar, porque não é justo e em segundo porque é ilegal. E as atitudes ilegais levam-se para Tribunal! Já!

5.4.12

A razão de quem diz a verdade sobre a saúde no Médio Tejo

A história escreve-se pela mão dos corajosos, não dos covardes, não dos seguidistas, não dos que se "vergam". E a razão, essa pérola da essência humana, injustamente distribuída, constitui como a verdade, um difícil fardo, que nem todos estão preparados para deter.

Vem isto a propósito do muito que se tem dito e escrito sobre os cuidados de saude na nossa região. Das alterações em que o nossa terra tem estado a ser "laboratório", em prejuízo dos mais débeis, dos mais idosos, de quem sofre e de quem precisa. Claro que os privilegiados, os usurpadores dos recursos do Estado ou os especuladores que vivem à conta do favor do estado para alicerçarem a sua riqueza, dirão sempre que as alterações que se efetuam são para "melhoria do sistema". Mentira digo eu. É mentira sabemos nós.

Desde há meses que o Governo PPD-CDS vem impondo no Médio Tejo no geral e em Tomar em particular, uma das suas mais draconianas políticas: "a poupança na saúde". Mentira. Não se trata de qualquer poupança, mas apenas e só de transferir a despesa do Estado para as famílias, reduzindo o acesso aos cuidados de saude, seja pelo encerramento de serviços, a começar pelas urgências, seja pelo aumento exponencial das taxas de pagamento. Só para se ter uma ideia é hoje mais barato ir a um médico privado com convenção com a ADSE do que ir à unidade de saude familiar do Serviço nacional de saude (centro de saúde ou extensão médica).

Querem poupar? Façam boa gestão: dos recursos humanos, dos equipamentos que têm à disposição, das instalações pagas com financiamento comunitário e com o dinheiro de todos nós. Não se deixem ficar nas mãos dos fornecedores: de mão de obra especializada, de serviços complementares de diagnostico, das farmacêuticas... Façam gestão e não favores!

Tenho andado estupefato com o chorrilho de mentiras que, a propósito das alterações na saúde, vêm sendo ditas e escritas na nossa região. De tudo o que se está a fazer, nem um estudo, nem uma avaliação que sustente as opções tomadas. Nada! O mais e completo amadorismo, cedência a lobbies, aplicação cega das políticas mais neo-fascistas alguma vez seguidas em Portugal.

Em lugar de gerir fecha-se! Em lugar de perseguir os "ladrões", prendem-se os "roubados", neste caso "fechando-os" em casa e até que a doença alastre e o recurso aos cuidados hospitalares se dê apenas para o "corredor da morte". O desprezo pelas pessoas é de tal forma gritante, que se pergunta mesmo se esta gente acha que se safa mesmo sem ir parar com os costados a tribunal, por evidente e ostensivamente negligente incumprimento do serviço publico a que estão obrigados?

Mas por via das dúvidas leiamos quem sabe, quem há varias anos acompanha o processo hospitalar e que se lhes tivessem dado ouvidos há mais anos, muitos dos problemas que hoje vivemos não se estariam a passar:

(in site radio Hertz)

MÉDIO TEJO – Comissão de Utentes da Saúde faz balanço das mudanças implementadas no CHMT

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo escolheu a sede da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais para realizar o primeiro balanço das recentes mudanças levadas a cabo nos três hospitais do CHMT.

Em conferência de imprensa, Manuel José Soares, porta-voz da Comissão, apresentou casos concretos, alguns deles dramáticos, para justificar que as coisas não estão bem, nomeadamente no que diz respeito às urgências da Unidade de Abrantes, algo já admitido pela própria autarca Maria do Céu Albuquerque. Manuel José Soares falou em duplicação de serviços e num episódio concreto que resultou na morte de uma senhora: «Há duplicação dos serviços de urgência. Há pessoas que vão para o Hospital de Tomar, depois seguem para Abrantes e, de seguida, regressam, outra vez, à unidade de Tomar.

E no Hospital Nossa Senhora da Graça, para além dos casos dramáticos de que temos conhecimento, há registo para longos períodos de espera. Já em Torres Novas, há o exemplo de uma pessoa que morreu... Para já, há o tempo inacreditável que passam nas macas e, depois, ainda andam de um lado para o outro. Uma senhora sentiu-se mal. Já tinha um episódio de AVC e tinha Lupus. A senhora, do Entroncamento, chamou o 112 e, depois, foi encaminhada para Torres Novas. E perante o quadro clínico, Torres Novas encaminha a senhora para Abrantes. A estabilização foi feita e, depois, a senhora foi remetida para a medicina interna de Torres Novas novamente. Na quinta-feira, durante a tarde, com a cardiologia a funcionar, a senhora sente que tem novo episódio. Em vez de chamarem os médicos que estão no serviço, metem a senhora numa ambulância para a urgência de Abrantes. Conclusão: a senhora acabou por falecer. Dou outro exemplo: numa insuficiência respiratória, uma pessoa de idade... Em Tomar não há medicina interna mas em Torres Novas existe esse serviço.

A pessoa chega lá e em vez de a internarem a começarem a fazer o tratamento, mandam-na para a urgência de Abrantes, onde está muito tempo à espera... e depois está de regresso a Torres Novas. Falo, agora, de um caso de um doente de urologia, que chega à urgência do Hospital de Tomar. Pegam na pessoa, levam-na para Abrantes e depois de realizarem o tratamento de estabilização é que a mandam para internamento na urologia. De tal maneira que há profissionais que dizem que os doentes estão a chegar muito mal tratados porque estão horas demais em maca. É evidente que tudo isto tem de ser corrigido. E nós alertámos e já apresentámos soluções».

Manuel José Soares garante que a Comissão de Utentes já apresentou propostas de alternativa ao funcionamento que tem sido implementado, dando como exemplo a necessidade da existência, nos três hospitais, do internamento da medicina interna e da pediatria, para além de um serviço de urgência adaptado à procura: «Já que o Conselho de Administração diz que o processo é dinâmico e tem que sofrer correções, então nós avançamos com a nossa proposta no sentido de poder utilizar, de melhor forma, os meios que temos.

Por razões humanas e por razões clínicas é necessário que a urgência, mesmo com a designação de básica, seja readaptada e reavaliada face à procura e à tipologia de doenças de que há registo, isto para além da necessidade de que os internamentos de medicina interna e de pediatria sejam feitos nas três unidades. E há que dar o exemplo da urologia... Praticamente não havia registo de operações em Abrantes e, agora, em Tomar, já multiplicou os números algumas vezes. Entendemos, é um facto, que algumas valências devem ser centralizadas mas, ao menos, que estas apresentem trabalho! Na verdade, ainda ninguém viu nenhum plano de acção para o ano de 2012.

Por exemplo, como é que a cirurgia vai funcionar? Quais são as metas que a cirurgia tem de atingir? Ninguém nos diz como é que os trezentos doentes que eram assistidos no Centro Hospitalar do Médio Tejo, na área da infecciologia... Sabemos que nem há consultas nem tratamentos, pelo que as pessoas até estão a ser aconselhadas a ir para Santarém, que já tem problemas de sobra, e para Leiria. E também não há indicação de quando voltam as consultas de obstetrícia e ginecologia a Tomar».

Ainda na conferência de imprensa, registo para outros dados, à escala nacional, apresentados pela Comissão de Utentes, concretamente face ao número de óbitos nos primeiros meses de 2012. Manuel José Soares lamenta que as pessoas sejam prejudicadas: «Os cuidados de saúde estão mais distantes, mais caros e os utentes e respectivos familiares estão a sofrer. E ninguém até hoje disse que estas situações não se passam! E estes relatos chegam-nos por mails, por testemunhos directos e por observação, uma vez que a Comissão de Utentes também vai às urgências ver o que se passa.

Por exemplo, em Tomar, na terça-feira da semana passada, nem o próprio ecrã que indica os tempos estava a funcionar. Foi necessário protestar para que a normalidade fosse reposta. O próprio presidente do Conselho de Administração diz que os picos na urgência aconteceram só no surto de gripe. Mas a verdade é que há surto de gripe todos os anos. A verdade é que não houve nenhuma semana, do ano de 2012, onde houvesse registo para menos óbitos relativamente às semanas correspondentes do ano passado».

19.3.12

Hospital de Tomar - preços dos autocarros da urgência e outros

Consultando a Tabela de preços e horários da ligações entre os Hospitais do Médio Tejo, decidida implementar em Março de 2012, pela Rodoviária do Tejo, ficamos a saber várias coisas.

Em primeiro lugar, que com mais de 10 anos de atraso, pelo menos em relação à proposta publica avançada por vários dirigentes socialistas locais, entre os quais humildemente me incluo, é finalmente implementado uma primeira ligação, digna desse nome, entre as quatro maiores cidades do médio Tejo.

Em segundo lugar, ficamos a saber que após o encerramento das urgências, dignas desse nome, no hospital de Tomar e de Torres Novas, os tomarenses precisam de "apenas" 5,5€ para ir e vir a Torres Novas ou à "super-urgência" de Abrantes. Um custo acrescido, que durante os Governos do PS não tiveram nunca que suportar, porque se mantiveram urgências nos três Hospitais.

Em terceiro lugar, que o grande Hospital com corredores de 40Km, com as urgências todas em Abrantes, com a redução global de 10% das camas, sendo de mais de 30% só em Tomar, de onde, entre outras, saiu a medicina interna, não está a poupar um cêntimo, visto que as famílias estão a gastar, em transportes, taxas acrescidas e tempo perdido, aquilo que esta administração incompetente pensa poupar, mas que até hoje não demonstrou fazê-lo.

Em quarto lugar, esta administração Hospitalar, que mais não faz do que aplicar a bitola liberalizante do Governo com a maior insensibilidade social, depois do 25 de Abril, destruindo tudo o que se havia ganho, a nível de acesso à qualidade de serviços de saude nas ultimas décadas.

Não sei como vai terminar a estória, mas parece-me que não só vai terminar mal para o Governo, como este Conselho de administração irá encostar os costados na barra, em múltiplas audiências em tribunal, quando os nossos cidadãos começarem a morrer com esta ignóbil e desumana actuação.

P.S. - Como utente regular do Hospital de Tomar, onde só tenho bem a dizer de todo o pessoal em serviço nas urgências e especialidades varias, tive há pouco mais de uma semana a oportunidade de lá estar e mete dó ver corredores vazios de utentes e de pessoal ao serviço, dezenas de gabinetes fechados e tudo aquilo a consumir recursos públicos para não servir de quase nada. Se isto é boa gestão publica eu vou ali e já venho!

13.1.12

Este Sábado às 20H00 junto ao Hospital em sua defesa


Na sequência das pré-anunciadas decisões sobre o Hospital, quando o PS tomou uma posição e um conjunto de decisões e iniciativas , como por exemplo a pergunta ao Governo sobre a reorganização dos serviços, depois da distribuição (anónima) dos cartazes junto a este post, circula agora uma convocatória via sms que diz o seguinte: "O hospital está a morrer! O povo de Tomar precisa de se unir. Vamos todos juntos mostrar o nosso descontentamento perante esta situação! Dia 14, 20 horas, em frente ao hospital de Tomar. Passa a palavra".

Neste momento, compete a todos dizerem presente!

Entretanto está já marcada uma reunião de Câmara, pedida pelo PS e aceite pelos outros eleitos, para Segunda-feira, às 15H00.