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21.10.25

PS perde as eleições em Tomar, em razão dos votos urbanos

Qualquer boa análise precisa de tempo, deixá-lo passar e olhar para a realidade, preferencialmente despida de qualquer emoção.

A AD ganhou a Câmara de Tomar e de forma indiscutível as eleições no Concelho, ganhando ao PS duas freguesias das 5 que este geria, precisamente a com maior população - a Urbana e a com menor população - a Sabacheira.
Ambas as situações, apesar da minha amizade de longos anos com a família Graça (António Graça) da Sabacheira e a mais recente, mas não menos empenhada, com o Lino Rosario Confraria Freitas e a sua equipa, não me surpreenderam.
A missão na urbana era Hérculea tal a pequena diferença de votos entre o PS e o PSD+CDS nas últimas eleições, como pela saída do decano dos autarcas de freguesia - o Senhor Augusto Barros com quem muito aprendi. Bastava a perda de uma dezena de votos e tudo estaria perdido. Com a saída em rotura do ex-Secretário da Junta que desde a primeira hora acompanhava Augusto Barros, desde a vitória socialista de 2013, tão desfecho era à partida quase inevitável.
Humildemente tentei ajudar, produzindo com as minhas “assistentes virtuais” uma ou outra música, que não lograram levá-lo à vitória, mas pelo menos o animaram e à sua, sempre muito difícil, campanha.
Já no PS Sabacheira, com a perda do apoio da funcionária administrativa da Junta, que acumulava com a função de padeira única das aldeias que a constituem, transformou aquela disputa apenas em controlo de danos e, pouco mais.
Mas, nem uma, nem outra votação para as juntas teve influência determinante na perda da presidência da Câmara.
Isto porque, embora no caso da Sabacheira a diferença de votos entre a freguesia, a assembleia e a câmara fosse muito pequena, a alteração de diferença absoluta entre uma eleição e outra (21 vs 25), resultou num ganho de cerca de 270 votos a favor da AD.
A AD ganhou ao PS a Câmara por 571 votos de diferença.
Portanto, a Sabacheira não explica a derrota.
O que pode em 95% de probabilidade a são as votações na freguesia urbana, para a eleição da Câmara Municipal. Aqui, em 2021, os partidos da AD (PSD+CDS) haviam ficado a escassos 62 votos do PS.
E é aqui - no contexto da Cidade - que Tiago Carrão e a sua lista de “betinhos de sacristia” levam a melhor sobre a muito mais bem preparada e experiente aposta de Hugo Cristóvão.
A AD ganha para a Câmara por mais 662 votos, ou seja, recuperou mais de 700 votos de diferença em relação ao PS.
E a responsabilidade não pode ser colocada na lista para a Freguesia, porque o que é facto é que a melhor votação nesta freguesia (urbana) foi na lista da Câmara liderada por Hugo Cristóvão.
Algo falhou na penetração da candidatura do PS, na cidade.
O que é facto é que nas outras 11 freguesias, peri-urbanas ou rurais o PS ganhou com uma vantagem de 91 votos, contando ainda assim com o brutal desaire da Sabacheira, que foi totalmente compensado com os brilhantes resultados na união de freguesias de Casais e Alviobeida e ainda em S.Pedro.
É na cidade que as eleições são perdidas.
Porquê?
O que estava errado na lista de candidatos encabeçada pelo Hugo Cristóvão?
O cabeça de lista? Os candidatos Filipa Fernandes há poucos anos nestas lides, ou o José Manuel Mendes Delgado, que abraçou o projeto depois de ter sido em vários mandatos - em Lisboa e Tomar, autarca do PPD ou a já longa militante do PS Anabela Estanqueiro? Ou tudo junto? Ou…?
Talvez numa segunda oportunidade de análise, seja possível ir mais profundamente naquilo que realmente terá importado neste processo de perda da Câmara para os “betinhos”…🌿🌿🌿

Anexo: tabela de votações na freguesia urbana na eleição para a Câmara.


13.10.25

ANÁLISE DE RESULTADOS E PROJEÇÕES ELEITORAIS NA NOITE DAS AUTÁRQUICAS

Acompanhado do Casimiro Serra e do professor Silvio Brito, estivemos na Rádio Hertz, durante mais de quatro horas e meia, a tentar ir descodificando o evoluir da noite eleitoral.

Fomos os primeiros a estimar a composição da Câmara (3/3/1), com base em apenas 2 mesas eleitorais, quando ficou claro que o CH iria ter entre 12-14% na eleição para esse orgão - viria a ter precisamente 13,11%.

E fomos os primeiros a anunciar a eventual composição da Junta Urbana - com 6/4/2/1 - viria a ficar 6/5/1/1, com a eleição clara de Alexandre Horta para Presidente da segunda mais populosa Freguesia do Distrito de Santarém.


27.6.25

Andar com a canga esquerdista às costas? Não. Não queremos!

 As próximas autárquicas em Tomar são cruciais, quer para o futuro do Concelho, quer para o futuro próximo de alguns dos seus recentes protagonistas.

Se, por um lado, é absolutamente evidente a tentativa de aposta numa candidatura mais jovem, por parte do PPD, por outro ela apresenta-se desprovida da dinâmica de vitória, que as circunstâncias nacionais poderiam permitir. Talvez porque no geral é uma candidatura alicerçada na Sacristia e isso, como a História, demonstrou não contribui em nada para o saber, nem para a evolução da humanidade, antes pelo contrário.

Às novas circunstâncias políticas nacionais deu o incumbente, Professor Hugo Cristóvão, uma resposta ágil, inteligente e ganhadora. Alicerçado num ciclo de mandatos onde foi 10 anos vereador a tempo inteiro e 2 como Presidente, nos quais com altos e baixos, lá se foram cumprindo os compromissos estruturantes avançado com o PS na mudança de ciclo operada em 2013, após nos dez anos anteriores terem sido preparados os atores do futuro - ele próprio, a sua antecessora, o deputado Hugo Costa e demais vereadores e deputados municipais, presidentes e membros das juntas, num trabalho que teria sempre de dar frutos.

Eis que aqui chegados urge perguntar: tem esta candidatura à Câmara hipóteses de ganhar, dadas as terríveis circunstâncias nacionais onde António Costa conduziu o PS, deixando a bomba relógio que explodiria nas mãos de Pedro Nuno Santos, que com orgulho apoiei?

A resposta não é, nem pode ser equivoca. Pode! E tem tudo para dar certo. Baseia-se em competência, maturidade e capacidade de compromisso, por amor a Tomar. Filipa Fernandes - com 8 anos de vereação, o Engº José Delgado com maior numero de anos de vereações em Lisboa e em Tomar, sempre eleito pelo PPD e a Advogada Anabela Estanqueiro, que conta com mais de uma década de experiência como advogada síndica do Município. Um topo de lista, que terá pelo menos mais uns 7-10 candidatos, que auguro tudo de bom, se os eleitores forem justos, com o que foi feito e com a capacidade que este escol tem para fazer no futuro.

O problema, o único problema está sempre no mesmo sítio: nos detalhes. Num momento de ciclo político onde os cidadãos parecem ter intuído que dos movimentos à esquerda do PS pouco se pode esperar para o desenvolvimento da Pátria. Que deles e dos que o frequentaram, apenas se espera ressentimento e narrativas que alimentaram e alimentam os populismos extremistas, agora bem visíveis a nível nacional (e europeu) e que irão também ter uma palavras a dizer na futura governabilidade do Concelho.

Eis porque a simples especulação de que algum desses anteriores protagonistas - da CDU ou do BE, possa integrar as listas do PS, em lugar hipoteticamente elegível, em detrimento dum qualquer socialista ou independente, que sendo "gente de bem", no nosso espaço politico futuro, merece e deve ter o espaço de ajuda à construção duma Tomar mais Humanista e menos ressabiada. Os "tomarenses de bem", são os que no seu dia a dia, constroem o sucesso, ambicionam o crescimento económico e têm a ambição de viver numa Cidade, num Concelho normal, de gente normal, sem cultura woke, sem causas fraturantes, nem nada dessa cartilha (tralha), que durante anos tivemos de aturar, como se de "gente de bem" estivéssemos a falar.

Ora, portanto, se o PS quiser fazer mesmo parte da solução de futuro do Concelho de Tomar, tem de fazer exatamente o que está a ser feito na lista da Câmara: escolher entre os nossos e entre os que nos estão próximos, os melhores. Não pode, nem deve, transmitir mensagens equivocas ao eleitorado: para se ser de esquerda basta ser do PS, não precisamos, não queremos, andar com a canga extremista que durante anos foi, por exemplo o BE, ou a malta da CDU, que parece que ainda vive no Planeta nenhures, quando algures aqui, estão as pessoas reais.

Se o PS em Tomar cruzar essa linha, lixa-se!

Debate na Rádio Hertz, entre os cabeças lista à Assembleia Municipal (2009). 
Da esquerda para a direta: Paulo Mendes (BE), Hugo Cristóvão (PS) e Miguel Relvas (PSD) 
[publicado há dias no mural de Hugo Cristóvão]

Post Scriptum: Espero que a publicação desta foto tenha sido uma mera coincidência e que Hugo Cristóvão não pense em convidar Miguel Relvas para Mandatário. É que tudo tem um limite... 😆


4.9.21

Lixo continua a atulhar semanalmente o Mercado Municipal de Tomar - O ano passado e neste também...

Foto: Site cidadetomar.pt
Os responsáveis disto, na última década, têm nome (e cara):
Bruno Braça (vereador)

Corvelo de Sousa (Presidente)


Helder Henriques (atual vereador)
Anabela Freitas (atual presidente) e Bruno Graça (vereador)

Vereadores - Carlos Carrão (PSD), Bruno Graça (CDU), Hélder Henriques (PS).
Presidentes - Corvelo Sousa (PSD), Carlos Carrão (PSD), Anabela Freitas (PS).




Carlos Carrão (Vereador de depois Presidente)
Quando os vir na rua, não se esqueça: são e foram eles os responsáveis por isto durante mais de 10 anos!



O que faz a diferença, muitas das vezes, não são os partidos, mas sim as pessoas e a sua capacidade para lutar contra os paradigmas e as inercias instaladas que perpetuam os problemas, quando as soluções são simples, como aliás propôs a atual vereadora do PSD, como anteriormente eu (pelo PS), ou a vereadora Graça Costa (pelos independentes) também havíamos proposto...

21.9.20

Novo PDM de Tomar é já Estratégico ou ainda é Racionalista?

Estamos prestes a ter a versão pública do novo PDM de Tomar, já terminado em 2016, mas sobre ele - e do que conheci até ao final de 2015, quando por minha iniciativa solicitei a exoneração de Chefe de Gabinete do Município, farto que estava do ATL, abordarei a seu tempo, de forma completa.



No entanto sobre ele, convém refletir e identificar:

-A escola de Chicago nos Estados Unidos (anos 40), a qual contribuiu para a evolução do planeamento e consequentemente no seu desenvolvimento do modelo de planeamento racional. Este modelo, assenta numa sequência de ações de acordo com um determinado percurso, cuja sequência é definida em quatro passos fundamentais, tais como: a análise da situação, a definição do percurso a seguir, a avaliação comparativa de alternativas e a seleção da melhor alternativa.

-A escola de Investigação Operacional em Coventry, na Grã Bretanha(anos 60), foi criado uma nova estrutura chamada de modelo estratégico, o qual se veio a tornar numa alternativa ao modelo racionalista. Este novo modelo caracteriza-se por ser cíclico, de contínua interação e incerteza, em situações de conflito torna-se mais flexível e adaptativo, por isso torna-se mais próximo da realidade e do poder da decisão.

Em conclusão, estes dois modelos racionalista e o estratégico, constituem os dois grandes métodos de planeamento. Na realidade, ambos são utilizados de uma forma combinada, por vezes, o que permite a obtenção de soluções de planeamento diversas e mantendo as suas características de cada unidade de planeamento.

Claro que a equipa do Prof. Antunes Ferreira, que desde 2007 vem coordenando os trabalhos de revisão, irá apresentar a versão, sobre o modelo misto, mas dito de visão estratégica, ou pelo menos aparentando tal.

Do que me lembro, ele assentará em quatro vetores:
1 - Dinamização económica;
2 - Estruturação da mobilidade;
3 - Estruturação dos espaços urbanos;
4 - Valorização ambiental e da paisagem

A seu tempo iremos ver se o pecado original do Plano - macrocêntrico o, na cidade e nos seus arredores diretos, com a política dos chamados centros cívico, muito ao estilo "sul-africano" do Paiva (PSD, 1998-2008) se mantém.

Depois do disparate do Projeto de requalificação da Av. Nuno Álvares, sem a instalação de uma rotunda, do enfiamento da Av. Luis Bonet, que vem da nova Ponte do Flecheiro, o que é de esperar é mesmo um SEGUIDISMO bacôco, provando que o único que projetou a cidade/concelho, até hoje - E MAL,  foi Paiva e todos os que lhe seguiram, são meros meninos de coro, o que até nem é de estranhar,...


A ler:

22.4.20

Os plásticos que poluem o Rio Nabão...

Em abono da verdade a situação dos plásticos no Mercado Municipal podia estar há anos resolvida, pois no mandato 2009-13, foi apresentada recomendação na Câmara para que os serviços propusessem alteração do regulamento, de forma a que, por exemplo, quem não colocasse o lixo produzido em receptáculos entregues pela autarquia, pudesse ser proibido de acesso posterior ou pagamento de uma taxa acrescida.
Uns anos depois foi assim que o Entroncamento, quase, resolveu o problema.

A chave aqui, passa não só pela alteração do respetivo regulamento, por um lado e pelo aumento da fiscalização pelo outro - com recurso eventualmente à força policial, acompanhando os fiscais municipais.
Nada foi feito, nem nesse mandato, nem no seguinte. 
Inclusivamente foram, no passado mandato (2013-17), reduzido o numero de fiscais municipais.
Os vereadores do pelouro nos dois mandatos, para que se saiba da sua infeliz incompetência pela inação, foram entre 2009-13, Carlos Carrão e entre 2013-17, Bruno Graça. Os Presidentes que deixaram andar, sem nada fazerem, foram: Corvelo de Sousa, Carlos Carrão e Anabela Freitas.
Para que conste e não se esqueçam: há sempre soluções. Falta, muitas das vezes coragem e, outras vezes, competência.

Entretanto passaram mais 10 anos de lixo semanal...
Executivo municipal 2009-13

10.2.20

Hugo Cristóvão VIOLOU vários direitos consagrados na lei: para quê?

Notícia original, aqui

Funcionário da Câmara de Tomar denunciado por receber dinheiro ilícito


Situação foi revelada pelo vice-presidente do município e o caso já seguiu para o Ministério Público.

Um funcionário da Câmara de Tomar foi denunciado ao Ministério Público por, alegadamente, ter recebido dinheiro ilicitamente pela prestação de determinados serviços a terceiros. A denúncia foi feita pelo vice-presidente do município na reunião de câmara que se realizou na tarde de segunda-feira, 3 de Fevereiro. Hugo Cristóvão afirmou que o caso seguiu para o Ministério Público, tendo-se iniciado averiguações internas na câmara municipal e deverá seguir-se abertura de um processo disciplinar.
“A situação foi reportada e está, à primeira vista, confirmada e indicia uma situação de crime. Foi o município que denunciou a situação ao Ministério Público. Internamente estamos a avançar com um processo de averiguações para um eventual processo disciplinar”, sublinhou. Cristóvão não quis adiantar muito mais sobre o caso. “Não queremos condicionar o trabalho do Ministério Público, até porque sabemos que estas coisas demoram tempo. No entanto, achamos importante reportar esta situação publicamente”, defendeu.
O autarca disse que o município fez o que lhe competia. A nível interno as averiguações já começaram. O vereador adiantou que tendo em conta a suspeita, e tratando-se de um crime, no mínimo o caso pode levar ao despedimento do funcionário”, disse Hugo Cristóvão.


COMENTÁRIO:

No momento em que escrevo, desconheço (por opção própria) a identidade do colega trabalhador do Município de Tomar, o qual viu os seus direitos enquanto trabalhador e, a acreditar na notícia, na sua eventual condição de arguido - após a necessária aferição pelo Ministério Público, expostas desta forma por um dirigente do Município, neste caso por um eleito local - Vereador.

Antes de mais convém que percebamos que o Hugo Cristóvão, não é um estranho à administração pública, tendo antes de ser feito, leia-se eleito, vereador, exercido funções de dirigente no extinto Instituto Português da Juventude (2005-07) e como sub-diretor do extinto Agrupamento de Escolas da Freixianda (2010-12). 

Ou seja, exerceu funções dirigentes, tendo responsabilidades diretas sobre funcionários públicos, quer do regime geral, quer de corpo docente (regime especial), quer em contrato individual de trabalho. Ou seja, geriu recursos humanos e, sei-o bem, teve de acompanhar processos disciplinares levantados a trabalhadores. 
Deveria assim saber, quer pelas experiências anteriores, quer pelo mais elementar bom senso que não se expõe NENHUM trabalhador publicamente, a uma vexatória condenação na praça pública.
Mas Hugo Cristóvão, não se coibiu de mesmo antes de qualquer finalização de procedimento disciplinar - o qual ainda não foi sequer iniciado (mas apenas, segundo a notícia, o respetivo processos de averiguações), nem de decisão do Ministério Público, sobre as imputações que a administração municipal sobre ele tidas, vir anunciar estrondosamente tal facto.
Juro que NUNCA, em mais de 30 anos de funções públicas, vi tal coisa e, muito menos, um Vereador armado em justiceiro, anunciando que o mesmo processo (ainda não iniciado), pode levar à "expulsão" da administração pública.

A desfaçatez ética, a total ausência de humanidade na atuação e prepotência néscia que tal atitude repassa, não é compatível com a elevada estatura a que, sempre o Hugo se alcandurou e que, diga-se em abono da verdade, durante alguns anos, acreditei ele ter.  

O que Hugo Cristóvão, se estivesse  a atuar de boa fé, fosse gestor público eivado de bom senso nas suas decisões, e afirmações, deveria saber era que:

Princípios fundamentais da Administração Pública 

 A Administração Pública visa a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos. Os respetivos órgãos e trabalhadores estão subordinados à Constituição e à Lei – princípio da legalidade – e devem atuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa-fé (artigo 266.º da CRP e artigos 3.º, 4.º e 6.º a 10.º do CPA). *** 

 Os demais princípios gerais da atividade administrativa pública, de entre outros, os da boa administração, da colaboração com os particulares, da participação, da decisão, da responsabilidade, da administração aberta e da proteção de dados pessoais são aplicáveis ao procedimento disciplinar e devem ser conjugados com os princípios basilares do direito sancionatório público e com os princípios do regime disciplinar público (artigos 5.º e 11.º a 19.º do CPA).


Outros princípios do procedimento disciplinar público 
Princípio do exercício procedimentalizado do poder disciplinar - não pode haver lugar à aplicação de uma sanção disciplinar, à excepção da aplicação da sanção disciplinar de repreensão, sem que tenha sido previamente organizado o competente procedimento disciplinar, e sem que tenha sido dada oportunidade ao trabalhador para apresentar a sua defesa – artigos 194.º, n.º 1 e 298.º da LTFP. 
Princípio da unidade da infração disciplinar – não pode ser aplicada mais de uma sanção disciplinar, por cada infracção praticada, por infracções acumuladas que tenham sido apreciadas num único processo, ou por infracções que tenham sido apreciadas em processos que foram apensados, independentemente do facto das mesmas se terem prolongado no tempo – artigos 180.º, n.º 3 e 199.º n.º 1, da LTFP. 
Princípio da publicidade do processo disciplinar – o processo disciplinar só tem natureza secreta até à dedução da acusação, sem prejuízo da faculdade, que poderá ser concedida ao trabalhador, de poder consultar o processo na fase de instrução, embora sujeito ao dever de sigilo, podendo consubstanciar a quebra deste dever de sigilo a prática de infração disciplinar – artigo 200.º da LTFP. 
Princípio da autonomia processual – o procedimento disciplinar é independente e autónomo do processo-crime, sendo diferentes os pressupostos da respetiva responsabilidade e diversa a natureza e finalidade das sanções aplicadas nos respectivos processos – artigo 179.º, n.º 3 da LTFP.
Princípios basilares do direito sancionatório público 
Princípio da culpa – a aplicação de uma sanção pressupõe sempre a existência de culpa, consubstanciada num juízo de reprovação e/ou de censurabilidade, pelo facto de o trabalhador não ter atuado, de acordo com os deveres funcionais que conhecia ou podia/devia conhecer, encontrando-se em condições de o fazer e de se motivar por eles – artigo 29.º, n.º 4 da CRP e 183.º da LTFP. 
Princípio do contraditório/audiência e defesa – reconhece ao trabalhador o direito de ser ouvido em qualquer fase do processo, de se pronunciar, de impugnar todos os testemunhos/depoimentos e/ou demais elementos de prova juntos ao processo – artigos 32.º, n.º 10 e 269.º, n.º 3 da CRP, artigos 203.º e 214.º a 218.º da LTPF. 
Princípio da presunção de inocência - todo o trabalhador se presume inocente até ao trânsito em julgado da condenação – artigo 32.º, n.º 2, da CRP e artigo 204.º da LTFP. 
Princípio do “In Dubio Pro Reo” – a prova recolhida tem de legitimar uma convicção segura da materialidade dos factos imputados, para além de toda a dúvida razoável, de forma a poder ser aplicada uma sanção.  Princípio do “Non Bis In Idem” – ninguém pode ser julgado mais do que uma vez pelo mesmo facto – artigo 29.º, n.º 5 da CRP. 
Princípio do inquisitório – o instrutor tem o poder/dever de proceder à realização de todos os atos de instrução, que considere convenientes e necessários para a instrução do procedimento disciplinar, com vista à descoberta da verdade material dos factos, podendo também adotar as providências que se afigurem convenientes, em conformidade com os princípios gerais do processo penal – artigo 58.º do CPA e artigos 201.º, n.º 2 e 212.º da LTFP.



Ora pela leitura dos vários princípios supra e - apenas no contexto do processo disciplinar (de caráter administrativo) levantado pelo Município, se torna evidente que o Hugo Cristóvão, enquanto dirigente do Município de Tomar VIOLOU vários dos direitos que estão consagrados ao trabalhador em causa, não prestando dessa forma bom serviço à causa pública, à democracia e ao estado de direito.
TOMAR MERECE ISTO?


©Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto.
O autor autoriza a partilha deste texto - ou de excertos do mesmo-, desde que, se mantenha o formato original e mencione, obrigatoriamente, a autoria do mesmo.

6.2.20

Utilização de viaturas do Município para fins particulares?

Artigo de capa do, retomado, Discurso Direto, já no nº40, que pode ser lido na íntegra, aqui



Tem-se lido por aí que nesta gestão "da mudança", a presidente tem usado a sua viatura oficial, que habitualmente conduz, para se deslocar para tratar de assuntos da sua vida particular, como teria sido aquando de recente internamento hospitalar do seu filho menor, em Abrantes.

Em abono da verdade a utilização de viaturas do Estado, está limitada ao estrito desenvolvimento de atividades oficiais dos seus funcionários e/ou dirigentes, incluindo-se neste caso, naturalmente os presidentes, vereadores e demais membros dos staff's políticos de gestão das autarquias. 
Hugo Cristóvão - presidente da Concelhia do PS, Anabela Freitas e
Filipa Fernandes (vereadora)- foto: mediotejo.net

A utilização de bens do Estado para fins particulares, sujeita o infrator a processo disciplinar, enquanto funcionário, ou a participação ao Ministério Público, se político, para efeitos de eventual indiciação pelo crime de peculato de uso. A prova é sempre difícil de estabelecer, uma vez que um autarca (ou o seu staff político), está sempre em serviço, ao contrário dos demais funcionários do Estado e, a utilização das viaturas pouco regulada internamente e, muitas das vezes, sem o adequado boletim de registo de quilómetros, o que não era hábito em Tomar, até ao final de 2015.

Tem-se entretanto ouvido por aí, que vereadores há que andando a prover à melhoria da sua formação académica, de forma a não se ficarem pelo simples bacharelato de que a Presidente é possuidora, apesar de sempre tratada por Doutora, vão usando das viaturas oficiais, para se deslocarem centenas de quilómetros semanalmente. Obviamente que não acredito que tal esteja a ser feito e que, naturalmente, haverão reuniões e outros necessários trabalhos que justifiquem tais viagens. 

Bem sabemos, infelizmente, que apesar de haver larga oferta formativa no ensino superior em Tomar (incluindo a área do Turismo), sempre há quem queira complicar e, também quem na inveja mesquinha, sempre anteveja nas deslocações dos autarcas, ilicitudes que, naturalmente, não passam de mera especulação... ╬

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2.2.20

Lixeira no Mercado Semanal continua... [Há anos que assim é]

Os responsáveis disto, na última década, têm nome:
Vereadores - Carlos Carrão (PSD), Bruno Graça (CDU), Hélder Henriques (PS).
Presidentes - Corvelo Sousa (PSD), Carlos Carrão (PSD), Anabela Freitas (PS).

Quando os vir na rua, não se esqueça: são e foram eles os responsáveis por isto durante 10 anos!

O que faz a diferença, muitas das vezes, não são os partidos, mas sim as pessoas e a sua capacidade para lutar contra os paradigmas e as inércias instaladas que perpetuam os problemas, quando as soluções são simples, como aliás propôs a atual vereadora do PSD, como anteriormente eu (pelo PS), ou a vereador Graça Costa (pelo independentes) também havíamos proposto...




Notícia do Jornal "O Cidade de Tomar"

ANA ISABEL FELÍCIO | 2020-01-21 14:59:11
Lixo deixado no chão no final do mercado das sextas

Ver o espaço do mercado municipal aproveitado durante todo o ano, é uma das pretensões do PSD, tendo a vereadora Célia Bonet apresentado, na reunião de câmara, na segunda feira, algumas preocupações com aquele espaço que, segundo a mesma, constitui “um fator de dinamização da economia local”.


Para a vereadora, “a proteção ambiental não tem sido colocada em prática”, prova disso “o abuso que ali se verifica no final do mercado à sexta feira, sendo o Nabão também uma vítima desses abusos”, disse. Lembrou a vereadora que o PSD tem apresentado propostas no sentido de que o regulamento seja alterado de forma a que as pessoas que não limpam sejam penalizadas.

O vereador com o pelouro do mercado, Hélder Henriques, respondeu que esta situação é, de facto, uma preocupação e têm sido distribuídos sacos de plástico para que os vendedores possam recolher o material no fim do mercado. No entanto, alguns desses vendedores dizem que não são os responsáveis pelo lixo e gera-se uma situação difícil de controlar.

Segundo o vereador, também tem sido pedido aos funcionários da câmara que sensibilizem os vendedores nesse sentido, o que nem sempre conseguem.