The second issue of GSTC Briefs is now available: “Too Many Labels: Why the
Certification Market Works Against Sustainable Tourism”
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The Global Sustainable Tourism Council (GSTC) has released the second issue
of GSTC Briefs, the quarterly publication series developed through the GSTC
F...
24.12.18
22.12.18
Vamos continuar com salários cada vez mais baixos, se compararmos com os nossos vizinhos
2019 - Salário mínimo nacional, nos países da Europa:
1º Luxemburgo - 2.071,07€ (aumenta 3,62% face a 2018)
2º Irlanda - 1.613,95€ (aumenta 2%)
3º França - 1.598,50€ (aumenta 6,75)
4º Holanda - 1.578,00€ (aumenta 2,7%)
5º Bélgica - 1.562,60€ (aumenta 0,2%)
6º Alemanha - 1.497,80€ (desde que foi criado em 2015)
7º Inglaterra - 1.462,60€ (aumenta 3,5%)
8º Itália - 1.000,00€ (é o valor mínimo praticado, mas não existe na lei)
9º Espanha - 900,00€ (aumenta 22%)
10º Eslovénia - 842,80€ (aumenta 4,7%)
...
12º - Portugal - 600,00€ (aumenta 3,4%)
Principais países Europeus para os quais exportamos (% das exportações totais)
1º Espanha - 17.814,3 x 10^6€ (20,9%)
6º Itália - 2.679,0 x 10^6€ (3,1%) ---- total do peso destes países (60,9%)
1º Luxemburgo - 2.071,07€ (aumenta 3,62% face a 2018)
2º Irlanda - 1.613,95€ (aumenta 2%)
3º França - 1.598,50€ (aumenta 6,75)
4º Holanda - 1.578,00€ (aumenta 2,7%)
5º Bélgica - 1.562,60€ (aumenta 0,2%)
6º Alemanha - 1.497,80€ (desde que foi criado em 2015)
7º Inglaterra - 1.462,60€ (aumenta 3,5%)
8º Itália - 1.000,00€ (é o valor mínimo praticado, mas não existe na lei)
9º Espanha - 900,00€ (aumenta 22%)
10º Eslovénia - 842,80€ (aumenta 4,7%)
...
12º - Portugal - 600,00€ (aumenta 3,4%)
Principais países Europeus para os quais exportamos (% das exportações totais)
1º Espanha - 17.814,3 x 10^6€ (20,9%)
2º França - 10.869,4 x 10^6€ (12,7%)
3º Alemanha - 9.162,7 x 10^6€ (10,7%)
4º Inglaterra - 8.136,1 x 10^6€ (9,5%)
5º Holanda - 3.431,7 x 10^6€ (4,0%)6º Itália - 2.679,0 x 10^6€ (3,1%) ---- total do peso destes países (60,9%)
Salário médio para as "exportações", considerados os pesos relativos dos principais paises europeus para os quais exportamos, com os salários mínimos praticados nos mesmos = 1.288€
Concluí-se assim que o salário mínimo em Portugal será em 2019 de menos de metade (46,6%) do salário médio dos países para os quais exportamos mais de 60% dos nossos bens e serviços.
Uma conclusão que se poderia tirar seria a de que sendo o TRABALHO um dos clássicos fatores de produção - de bens e serviços, qualquer substancial aumento deste teria um impacto não dispiciendo na "capacidade" de exportação, pelo menos para estes seis mercados principais da Europa, para onde exportamos mais de 60% dos bens e serviços (aqui se incluindo a cada vez mais significativa economia do Turismo).
No entanto deveremos considerar uma outra avaliação, que nos leve a refletir da capacidade de "fixar" trabalhadores, mesmo que indiferenciados - e é isso que o salário mínimo reflete em cada país: a remuneração mínima para indiferenciados.
Com tal nível de diferença, quer em relação à média ponderada produzida, quer em relação a Espanha - com maior proximidade física, que é em Portugal de apenas 67%, ou em relação à França/Alemanha/Inglaterra, que é de 40% ou menos, não parece ser plausível de conseguir "reter" em Portugal, mesmo os menos qualificados.
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| Fonte: Pordata, atualizado a 15/6/2018 |
E isso, meus caros amigos, terá consequências a médio e a longo prazo, uma vez que com a livre circulação de trabalhadores, bens e serviços, dificilmente a maioria dos Portugueses que procurem trabalho ficarão em Portugal e o êxodo irá assim aumentar.
Em resumo: assim não vamos lá!
Precisamos de uma governação com uma nova ambição e capacidade para alterar o paradigma atual.
Nota:
Nos anos de 2011 a 2017 (7 anos), emigraram de Portugal cerca de 750.000 pessoas. Tal valor bateu todos os records anteriores e temos de somar 12 anos, entre 1960 e 1971, para obtermos os mesmos 750.000 Portugueses a emigrar.
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| Fonte: PorData, atualizado em 30/4/2018 |
E note-se que a "sangria" não parou, uma vez que em 2017 emigraram 81.051, valor que nos anos 60 só foi ultrapassado em 1965, 66 e 67.
Só para se ter a noção da gravidade disto, o numero de nascimentos em Portugal em 2017 foi de 86.154 - valor quase igual ao daqueles que emigraram, e havia sido de 210.299 (1965), 206.940 (1966) e 202.061 (1967), ou seja cerca de 42% do que foi em média nesses três anos.
Pormenor: Vivíamos nos anos 60/70 em ditadura e com uma guerra a decorrer em três teatros de operações militares...
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Entre outros trabalhos, aconselho este
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Artigos e entrevistas
20.12.18
18.12.18
Você poria um trolha a construir um arranha-céus? O PSD de Tomar fá-lo-ia...
A imagem é forte, mas adequada ao tamanho do disparate...
Até para fazer oposição é preciso saber do que se fala.
Até para fazer oposição é preciso saber do que se fala.
Ora quando se põe um “trolha”, a construir um arranha céus, o mais que se pode esperar é que o prédio caia.

Na recente reunião da Assembleia Municipal de Tomar, esteve em discussão o seu Orçamento para 2019, aprovado pela maioria relativa do PS, à qual se associou o voto do presidente da união de freguesias da Serra-Junceira, que contou com o apoio do PS na sua eleição. Tudo normal, como absolutamente normal é o orçamento em apreço, na casa dos 33 milhões€, sendo certo e sabido que cerca de 90% do mesmo já se encontra comprometido.
Dada a forma, cada vez mais rígida da forma de gestão das autarquias locais, a despesa já comprometida pelos respetivos compromissos plurianuais, cabimentos sem compromisso e outras estratégias de "dívida rolante", muitas das vezes com fornecimentos já efetuados, mas ainda não faturados e todo um mundo de formas de "tornear as regras", dada a grande proximidade entre fornecedores e autarquias, pouco há de margem efetiva de manobra.
O paradigma repete-se indefinidamente, até ao dia em que uma gestão estratégica assuma que ele há coisas que têm MESMO DE MUDAR, para que não se passem os anos a arrastar os problemas com a barriga, meramente a fazer gestão corrente.
É o que há décadas se faz em Tomar, para mal dos nossos pecados.
Um dos epicentros da discussão, entre as tantas por vezes inúteis que por ali se têm, sim porque também por três mandatos ali dei o meu contributo para que tal assim fosse, foi o financiamento às freguesias, este ano nos valores que habitualmente e há quase uma década se vêm repetindo, entre os 500.000/700.000€ por ano, sendo certo que tal montante não é uma OBRIGAÇÃO LEGAL do Município, mas resulta, isso sim, de uma decisão com mais de duas décadas, iniciada no ano de 1995, ainda na gestão do PS, com Pedro Marques na Presidência, de complementar o orçamento de cada freguesia em - na moeda do tempo, com cinco mil contos (hoje 25.000€), para efetuarem obras que seriam (teoricamente) da responsabilidade direta do Municipio.
Ao longo do tempo a forma e os valores foram evoluindo e, sem respaldo legal, ao contrário do que outros municípios fizeram, com a criação de protocolos de delegação de competências e respetiva comparticipação financeira.
Ora, o vice-presidente do PSD local, João Luis de seu nome, também presidente da junta da União de Freguesias de Casais-Alviobeira, autarca que se tem demonstrado esforçado na resolução dos problemas destas duas freguesias unificadas, muitas das vezes com o próprio comprometimento das forças da oposição, agora só do PS, mas anteriormente também de movimentos independentes e da CDU, como é aliás muitas das vezes hábito nas freguesias rurais do nosso País, procurou desmontar o "erro" do financiamento do Município de Tomar, às suas freguesias em 2019.
Com isso pretenderia o esforçado homem, demonstrar que o executivo hoje só gerido pelo PS, beneficiava as freguesias da "sua cor", chamando à sua defesa entre várias tabelas e gráficos que, decerto o outro vice-presidente da estrutura local, anterior membro desta Assembleia Municipal e que foi candidato à junta urbana de tomar, Tiago Carrão, lhe providenciou. Não contente com as tabelas, chamou ainda em sua defesa o "mostrengo" do anterior chefe de gabinete - eu próprio, que segundo ele "teria a mania que mandava na Câmara" e, portanto, teria inventado este sistema - em 2014, para benefício do PS...
Qual “trolha a construir arranha-céus", o que o João Luis não disse é que até 2014, os critérios de atribuição das transferências financeiras para as juntas de freguesia, tinham por base: 1-Populacao; 2-Area; 3-Distancia ao estaleiro municipal (na FAI). A isto acrescia um valor igual para todas as freguesias (sem qq critério objetivo subjacente). Ora isso não era legal.
A partir de 2014, passou a aplicar-se a lei - entretanto melhorada neste aspeto (com a redação dada pela lei 75/2013) e, pouco a pouco, começou a reduzir-se o valor ilegal transferido (aquele fixo para todas), de forma a que todos valores transferidos tivessem por base critérios que fossem objetivos, mensuráveis, escrutináveis e que evoluíssem de forma dinâmica, consoante o empenho na sua execução.
Ah, e já agora, o que o João Luis também não disse é que entre 2014-15, quem acompanhava a área das freguesias era o economista Hugo Costa, em funções de adjunto do Gabinete da Presidência e não eu próprio, como Chefe de Gabinete. Foi um trabalho por ele coordenado, no qual tive humilde contributo, com base na minha experiência na proteção civil, nomeadamente ao propor a introdução do fator de risco florestal, nas áreas de limpeza de caminhos. Entregue o trabalho final à Sra. Presidente, foi por esta despachado à Câmara Municipal, não sem antes e depois, haver sempre margem para melhorias, como todos os trabalhos desta natureza. A construção de um modelo justo, é um trabalho longo, tão longo quanto o planeamento da construção de um arranha-céus, ao qual nenhum de nós entregaria a um qualquer trolha tamanha missão.
Mas é o que dá, colocar quem não sabe a tratar de assuntos sérios e, neste particular, o PSD de Tomar vai ter de adequar melhor os alvos, se quiser efetivamente liderar uma alternativa ganhadora aos gestores do ATL Municipal, no qual os meus camaradas têm transformado a gestão Municipal de Tomar.
Há razões de crítica à forma de financiar as freguesias no Concelho de Tomar? Sem duvida.
Mas não é por aqui e nem eu vou dar "pérolas a porcos", explicando como elas se poderiam fazer, ou melhor, como o sistema de financiamento cruzado às autarquias locais (freguesias), se poderia fazer - e até de forma diferenciada, consoante o grau de comprometimento de cada uma, com base na lei 75/2013.
Parecem mesmo trolhas a construir arranha-céus!
16.12.18
14.12.18
Para quem não sabe, as primeiras greves sempre foram financiadas por solidariedade dos outros
Há uma pseudo-esquerda parasitária atual do sistema político, que se acha superior aos demais. Aplicam os velhos cânones Estalinistas, deturpando a história, distorcendo o tempo e transformando, qual alquimistas, o chumbo em ouro, agora que sabemos há décadas que não há nem amanhãs que cantam, nem o "partido tem telhados de vidro". Tudo é aliás "fake": as "news" e os telhados que afinal são opacos, tão opacos, quanto as visões das liberdades que historicamente espezinharam.
Vem isto a propósito da nova teoria de que quem não está connosco está contra nós - onde é que eu já ouvi isto?, pois parece que as greves boas, são aquelas que são convocadas pelo Comité Central de um qualquer desses agrupamentos Estalinistas da vontade moderna, mas os outros trabalhadores, ditos não alinhados, não têm esse direito.
Para quem não sabe, nos Países industrializados do séc-XIX, a maioria dos operários fabris, trabalhavam entre 12 e 14 horas diárias, todos os dias à excepção do domingo, que afinal parece que Deus servia mesmo para alguma coisa, nesses tempos. As mulheres e as crianças ganhavam cerca de metade dos homens e não havia quase direitos nenhuns.
Claro que a doença, a fome e a miséria eram comuns a toda esta massa trabalhadora que alimentava a economia capitalista industrial e os direitos, conquistados a pulso e a morte, só o foram porque de quando em vez a produção era parada. Nesses dias, de greve, tal como hoje, o "contrato" de trabalho era suspenso - é essa a norma jurídica que permite ao empregador não pagar salário na greve. Só que hoje, mercê do Estado Social, ninguém fica a morrer de fome, mas nesse tempo sim. Razão pela qual os fundos de greve, a exemplo do que era feito para os que ficavam "aleijados" ou demasiado doentes para trabalhar, foram a forma como os trabalhadores se entre-ajudavam. Nos dias de paragem, outros trabalhadores de outras fábricas ou da mesma, que não paravam, quotizavam-se para prover de alimento às famílias que ficavam sem salário.
Foi assim que o nosso Estado Social moderno se formou, sendo isto que está na origem de diversas formas de apoio aos trabalhadores na greve, seja financiando os seus organizadores e dirigentes - em atividades permanentes, seja em pequenos apoios para as atividades sindicais.
Se acaso quem lê não sabia, veja que a semelhança do atual sistema de financiamento da greve dos enfermeiros, através de donativos de outros trabalhadores é, de certa forma, o retorno à forma original de conquistar direitos.
Como pode alguém que se diga "de esquerda" negar a alguém o direito de lutar por direitos legítimos e de, recuperando fórmulas históricas que funcionaram no passado, através delas conseguir o que pretende?
Vivemos de facto tempos em que parece que aqueles que se dizem "de esquerda", são mesmo os maiores inimigos dos que dizem defender, apenas para mais eficazmente os poderem "escravizar" nas "ditaduras dos proletariados" modernos.
De quando em vez, convinha sabermos um pouco mais de história e menos de futebol...
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/como-os-enfermeiros-financiam-as-greves-com-mais-de-700-mil-euros-10313625.html
A consultar:
História do sindicalismo (Trabalho da Universidade de Lisboa)
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Artigos e entrevistas
12.12.18
10.12.18
Ermida da Sra da Conceição fechada (quase) todo o ano
Este exemplar único do maneirismo em Portugal, viu a sua edificação iniciada em 1551, e terá sido "praticamente" terminada em 1571-2, mas havendo referencias já do tempo dos Filipes, no início do sec.XVII, que a dão "ainda incompleta"...
Classificado como Monumento Nacional, desde 16/6/1910, foi dos últimos trabalho realizados sob a supervisão do mestre João de Castilho, único arquiteto cujos trabalhos se encontram espalhados por três países e dois continentes, classificados como Património Mundial, pela UNESCO.
O objetivo da construção desta, hoje Ermida, com orago a NªSrª da Conceição, era a de se transformar no Panteão do Rei D.João III, sob cujo reinado houve franco investimento em obras e melhorias no Convento de Cristo, o qual nunca viria aqui a ser sepultado.
Este Monumento Nacional, gerido pela DGPC (Direção-geral do Património Cultural), sob a égide do Monumento Convento de Cristo, que incluí ainda o Castelo dos Templários e os Pegões Altos do Aqueduto do Convento de Cristo, é daqueles, o que mais isolado se encontra e, praticamente sempre fechado à visitação.
Em boa verdade, também no interior do Castelo e no Convento, vastas áreas se encontram encerradas ao público, a começar pelo antigo Hospital Militar - na zona Norte/Noroeste do complexo e a zona dos antigos Paço do Infante e Alcáçova, com a sua Torre de Menagem, só visitável esporadicamente ao longo do ano, por ocasião de eventos, como a Festa Templária (primeiro fim de semana de julho de todos os anos em que não se realiza a Festa dos Tabuleiros ou o dia da fundação do Castelo - 1 de Março).
Tal como muito do que é gerido centralmente, e no caso específico do Monumento Convento de Cristo, sempre com deficit de trabalhadores, que garantam com a disponibilidade temporal e necessária qualidade, o acesso a todos os espaços sob a sua responsabilidade, este "Mausoléu" está TODO O ANO ENCERRADO, excepto no dia feriado de 8 de dezembro.
É um dos poucos Monumentos da Cidade, públicos e privados, que não se pode visitar. A par deste estão também as Capelas de S.Lourenço (gerida pelo Regimento de Infantaria de Tomar) e de S.Gregório (gerido pela Vigararia de Tomar). O Município de Tomar tem, através de diferentes modelos, garantido a visitação a inúmeros Monumentos, de diferentes proprietários, raramente tendo conseguido que a gestão (centralizada) do Convento de Cristo, permitisse que tal também incluísse a Ermida da Sra. da Conceição.
Também eu, enquanto responsável do Turismo Municipal, nos idos de 2010, o tentei, vendo frustrada essa minha intenção.
Este é um dos bons (maus) exemplos de que a gestão turística é (deveria) ser feita de forma integrada e, especialmente, coordenada por quem tem por missão promover o território e procurar o desenvolvimento, espera-se que sustentável, do mesmo. Uma gestão conjunta mais do que necessária ou, pelo menos, a disponibilidade para deixar trabalhar quem o quer fazer.
No fundo, sabemos bem, Tomar é de todos!
8.12.18
6.12.18
Porque há no PS quem NUNCA aprenda a governar?
a NOTÍCIA...
"Querem guerra, guerra terão."
Professores falam em "absurdo" após reunião com o Governo
Executivo convocou reunião para esta quarta-feira na qual se discutiu "uma lei que não existe". <LER MAIS>
O comentário:
Há cerca de dez anos, todo o país andava em bolinas com a contestação dos sindicatos dos professores, dos professores, das famílias, pela enorme confusão lançada pela - justa tentativa da tutela melhorar o sistema de avaliação destes funcionários do Estado.
O problema então, não era tanto a reforma do sistema de avaliação, mas tão sim toda a forma, quer como o Ministério atuou, quer como a generalidade das Escolas interpretaram aquilo que era exigível. No final, uma enorme trapalhada, mega manifestações, um exacerbar de posições, as tias de Cascais a descerem a avenida ao lado dos extreme-gauche, terminando com a perda da maioria absoluta que José Sócrates havia conquistado para o PS nas eleições de 2005, nas eleições seguintes, onde a sua grande antagonista foi Manuela Ferreira Leite pelo PSD, a tal que havia corrido das listas de candidatos dois históricos da bancada parlamentar social-democrata, precisamente Pedro Passos Coelho (por Vila Real) e Miguel Relvas (por Santarém).
Essa foi a História da altura e todos nos recordamos bem como tal acabou: incapaz de conseguir um acordo parlamentar com uma das forças políticas aí existentes (PSD, PP, PCP, BE e PEV), o PS de Sócrates, cada vez mais acoitado na sua minoria "sapiente", numa Europa a não saber tomar conta da brutal sangria financeira, exercido pelos agiotas, financiados com dinheiro da União, levaram à vitória da direita em eleições antecipadas de 2011, e vários anos (até hoje) de perda de rendimento e de direitos do povo Português.
Perguntarão que ligação existe entre este confronto de Professores com a tutela ministerial de então e a atual? É que uma gerou a outra. Ou seja: foi em resultado da suspensão da contagem do tempo de serviço, para efeitos de progressão da carreira, enquanto não houvesse uma efetiva avaliação (grosso modo), que chegámos aqui, em 2017/18, com a exigência de que, terminada a crise (será que terminou mesmo?) e efetivamente reposto um sistema de avaliação, havia que retomar o processo de eveolução profissional destes trabalhadores da administração pública.
E, foi assim que se passou com, quase, todas as outras carreiras da função pública: já neste ano, foram reposicionados várias centenas de milhares de profissionais da AP, tendo em conta os anos (todos) anteriores, somando as suas avaliações e o pagamento, esse foi distribuído por vários anos - 2018, 2019 e 2020, face às dificuldades orçamentais do País (onde parece que a crise não terminou mesmo, apesar do que a Geringonça nos quis fazer crer).
Mas, os professores, entre outros, ficaram à espera que terminasse a negociação sobre a forma e o modo, como se processaria essa, natural, reposição. Debalde!
A teimosia da tutela, ao insistir em algo que naturalmente o Tribunal Administrativo, o Supremo ou mesmo o Constitucional, a seu tempo, avaliarão como obrigação óbvia do Estado tratar de forma equivalente todas as carreiras da administração pública, sendo no entanto natural que possa haver diferenças na aplicação da reposição financeira efetiva a cada uma, face às disponibilidades orçamentais do País.
Uma teimosia, leva a outra e, mesmo com uma maioria de esquerda, de suporte ao Governo do Partido liderado pelo derrotado das últimas eleições legislativas de 2015 (A.Costa), o PS foi incapaz de perceber que a diferença que poderia haver entre o seu erro anterior (de 2006-8) e o atual, seria a rapidez em que desmontasse e desmobilizasse esta e outras, naturais contestações, de uma massa de trabalhadores que começa a estar farta de ser sempre a mais prejudicada, sempre que algo corre mal no País.
O que o PS de A.Costa não percebe é que a diferença entre a conversa fiada e a governação da gestão das espectativas, obrigava a que "A palavra dada, fosse palavra honrada", como amiúde o líder que ficou conhecido por ser aquele que apelidou uma vitória do PS em 2014, perante toda a direita unida, de poucochinha, mas que depois perdeu as eleições de 2015, para essa mesma direita, por mais percentagem do que aquela pelo qual o PS, por si não liderado (era-o por António José Seguro), havia ganho as Europeias.
Dá ideia que há no PS quem nunca aprenda a Governar.
Se ao caos que há anos se vive na saúde, somado aos cacos em que está transformado o sistema de proteção civil e ao descrédito em que o sistema de defesa nacional e de segurança interna, depois dos casos dos roubos de armas, greves nas prisões, Hospitais, incêndios repetidamente mortais, com uma descoordenação de comando e meios nunca visto, o Governo atuasse com bom senso, talvez pudesse augurar transformar o mais baixo déficit da História democrática do País, num grande sucesso eleitoral em 2019.
Acontece porém que, havendo mesmo no PS quem nunca aprenda a governar, não se augura nada de bom no que se irá passar nos próximos meses. É que a partir das eleições Europeias de Maio, com uma subida em flecha do peso da direita nacionalista e ultra-nacionalista no PE, levará a um poder europeu menos tolerante com gastos públicos de monta a apoiar Países em dificuldades - os mesmos de sempre, que ficarão de novo expostos aos agiotas do costume.
Ou seja, o PS em lugar de governar para as pessoas, envolvendo-as nas suas políticas, preparando essa aliança "povo-governo", para as tormentas que aí vêm, optou pelo confronto e pela irresponsabilidade em todas as frentes, ao sabor de agendas minoritárias e exageradas, como foi o caso das Touradas/Civilização ou a falta objetiva de políticas que facilitem as mulheres a terem mais filhos, parecendo esquecer que são mesmo elas que têm filhos e não os homens, como alguns setores loucos, dão a entender, nas parentalidades exacerbadas e que não têm nexo para a maioria dos cidadãos...
A.Costa, conduz a alta velocidade o PS e o Governo contra a parede.
Até quando?
4.12.18
2.12.18
Nova direita em Espanha, anti-feminista e anti-corrupção cresce em recentes eleições
A notícia original, pode ser lida aqui
O partido em causa (VOX), fundado em 2014 por um ex-lider regional do PP (Partido Popular),da direita clássica, que esteve no poder até este ano, não cresceu, nem teve qualquer relevo até este ano. Excesso de "modernismo", "extremismo regionalista" e "feminismo militante", levaram a um levantamento e renascimento d euma nova direita, fora dos cânones do clássico PP e no, também novo, "Ciudadanos".
O colapso do Estado Espanhol continua, dentro daquele que é o colapso do equilíbrio Europeu. E ainda faltam seis meses para as eleições Europeias. O que aí vem, não se augura simpático para a tolerância e para a liberdade. No entretanto os Partidos do "sistema", no caso Português TODOS os que se encontram atualmente na Assembleia da República, assobiam para o lado.
Nestas eleições da Andaluzia, os clássicos partidos de poder - PSOE no poder e PP na oposição, perderam juntos 21 deputados, dos 80 que detinham, num parlamento com 109 deputados. O novo partido de direita elegeu 12 deputados, entrando pela primeira vez num parlamento regional.
Já não há como esconder o que se passa: o sistema baseado nos partidos tradicionais, das últimas décadas, está em colapso acelerado.
E o caso Espanhol, é só mais um exemplo do que se vem passando por inúmeras democracias, mais ou menos livres, do Estados Unidos e Brasil, à Grã-Bretanha, Holanda, Suécia, Alemanha, Itália ou Hungria. Na mesma linha estão as contestações sociais em França. As acusas são diversas, mas têm sempre um fito comum: a resistência aos fundamentalismos de Estado, seja na imposição de agendas sexistas e de defesa intransigentes de direitos de todo o gato sapato - dos cães, aos vegan, na ofensa à cultura tradicional de cada região/estado, na falência da esperança e num descalabro dos sistemas de saúde, educação e apoios sociais, com cada vez mais ricos e uma classe média a sustentar tudo, com cargas de impostos "pornográficos".
Em resumo: a pachorra está a acabar!
O que vem aí é feio, muito feio e a Liberdade vai ser muito mal tratada, mas só nos podemos queixar de "nós" próprios e do que deixámos fazer aos nossos Partidos, às nossas Instituições. As Raríssimas, as oportunistas, os corruptos, fazem demasiado parte do nosso dia a dia e a incompetência parece ser valorizada,...
Assim, tudo isto vai acabar muito mal,...
(Nota final: parece que hoje a dívida pública Portuguesa atingiu novo máximo histórico - de 251,1 mil milhões€, o que nos leva a pensar que se calhar estamos piores hoje do que em 2010, do que em 2015,... mesmo depois de todos os sacrifícios individuais, coletivos e do Estado. Assim não dá!)
(Nota final: parece que hoje a dívida pública Portuguesa atingiu novo máximo histórico - de 251,1 mil milhões€, o que nos leva a pensar que se calhar estamos piores hoje do que em 2010, do que em 2015,... mesmo depois de todos os sacrifícios individuais, coletivos e do Estado. Assim não dá!)
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