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7.9.11

Rebeldes sem causa

Faz amanhã exactamente um mês que turbas de jovens britânicos semearam o caos pelas ruas de Londres e de outras cidades de Inglaterra. Sem causa aparente, incendiaram e destruição o comércio local, dos seus vizinhos, numa demasiada similitude, não de dimensão claro, com a barbárie da Bósnia nos anos 90.

Sem causa aparente milhares de jovens vão-se movimentando por vários pontos da Europa, em cidades mais ou menos conhecidas. Érea joens estão fartos. De quê? Nada de aparentemente factual. Apenas estão fartos. Sociólogos e politólogos tentam interpretar os seus sentimentos, como nos anos 70 se tentava interpretar a elevada taxa de suicídio entre os jovens escandinavos que tudo tinham, dentro da sociedade "ideal" que a social-democracia europeia havia construído.

Rebeldes são todos os jovens e ainda bem. Não haveria dsenvomvimento e evolução societária se os jovens não fossem rebeldes. Sem amarras e com o sonho como companheiro, em todas as gerações eles procuram o seu caminho, diverso do colectivo existente e único para cada um.

Em Tomar não sobram motivos para causas porque lutar: por uma política efectiva de apoio às famílias em dificuldades; pelo fim da ausência de soluções de longo prazo para a criação de riqueza e de empregos; pelo fim de parte do nosso património estar ao "deus dará", para cuidar há anos e décadas, como o Forúm Romano ou o ex-Convento de Santa Iria; pelo fim das dificuldades para a realização da semana académica na cidade, ora porque se suja, ora porque se faz barulho, levando a que esta se "fechasse" dentro do politécnico; causas e mais causas, também nas áreas rurais que aguardam a finalização de um PDM que devia ter sido revisto há dez anos atrás; pela existência de um modelo de apoio ao associativismo que reconheça as actividades realizadas, dentro da estratégia de desenvolvimento para o Concelho; acesso à programacao cultural igual para todos os residentes do Concelhos, especialmente aos mais novos, com cinema e teatro para todos; causas e mais causas...

Sempre que me lembro da rebeldia, das causas e das suas interpretações, lembro-me de uma velha frase marxista: "Os filósofos limitaram-se até hoje a interpretar o mundo. O que importa porém é transformá-lo".

Querem melhor causa: transformar o mundo, começando pelo que nos rodeia!
Vamos por aí. Tomar agradece!

6.9.11

APOSTAS FEITAS E DESCONTINUADAS: DESENVOLVER O TURISMO EM TOMAR

(Artigo publicado no Jornal "Cidade de Tomar" de 7 de Outubro de 2011)
A aposta no turismo é decisiva para a cidade e o concelho de Tomar. Tem-se perdido demasiado tempo e desperdiçado oportunidades para fazer do turismo uma base económica relevante para a nossa qualidade de vida.

O concelho tem recursos patrimoniais e humanos e uma centralidade geográfica, que lhe permitem desenvolver o turismo ao ponto de recuperar a posição que teve e que perdeu na região com a indústria.

Existem oportunidades e condições para que o turismo proporcione desenvolvimento económico e social à cidade e ao concelho, gerando de forma sustentável rendimentos, empregos, negócios, cultura, educação e melhor qualidade de vida para a população e para as futuras gerações.

Há que desenvolver o processo de criação de riqueza pelo turismo, dando continuidade à mobilização das pessoas e das instituições, para projectos que captem recursos financeiros e empreendedorismo para transformar os recursos humanos e culturais, o património material e imaterial, a paisagem e a natureza em bens e serviços que atraiam mais visitantes e turistas nacionais e estrangeiros, gerando uma economia de turismo sustentada.

O turismo cultural constitui já hoje, uma área de oportunidade e o grande desafio para criar uma indústria turística rentável e sustentável e com benefícios para as populações. O turismo cultural proporciona meios e motivação para manter e valorizar o património histórico e para desenvolver práticas culturais contemporâneas, enriquecendo o legado que vamos deixar para as gerações futuras.

Como a nossa experiência tem confirmado, não basta ter o Convento de Cristo e esperar que o turismo se desenvolva por geração espontânea, os turistas passam por lá e não ficam na cidade, os negócios associados ao turismo não se desenvolvem, o comércio tem estado estagnado, o centro histórico com escassa vida e, excepção ao ano de 2010, com cada vez menos turistas.

O uso e a apropriação do centro histórico pela população e pelos turistas é uma aposta decisiva que tem de ser assumida, programada e executada de forma sistemática, com a liderança da Câmara Municipal e o envolvimento das pessoas e das diversas instituições.

Não basta dizer que Tomar é a “Cidade Templária”, há que desenvolver o conceito e levá-lo à prática. Tomar tem condições para ser o grande centro da temática templária, com uma imensa visibilidade internacional, em termos culturais, científicos e turísticos. Este é um desafio central e parece ter sido uma oportunidade perdida por falta de continuidade das “boas práticas” implementadas em alguns momentos pela autarquia na área da gestão turística.

Tomar pode vir a ser um grande pólo de competitividade no turismo cultural se esse desafio for claramente assumido e continuado. Além do imenso património do concelho e da região envolvente, dispomos do Instituto Politécnico, com competências e valências únicas no país no turismo cultural, na conservação e restauro, na arqueologia, na fotografia, na pintura e nas tecnologias da informação e comunicação. Temos a Delegação do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, a Associação Portuguesa de Turismo Cultural, já com uma projecção interessante e trabalho desenvolvido, temos uma Escola Profissional que prepara jovens para os serviços do turismo, temos diversas empresas de eventos e aventura, com provas dadas na formação e na gestão de actividades de animação e de operação turística, temos o grupo de teatro Fatias de Cá com grande notoriedade nacional e excelente trabalho, música erudita, a grande figura de Fernando Lopes Graça, jazz e outras artes do espectáculo, artesanato e folclore, doçaria conventual, etc, etc…

Os recursos existem e são muitos, a grande questão reside na criação de condições para articular todos estes actores num processo sistemático organizado, com visão e gestão estratégica, com capacidade para gerar sinergias. Já se viu que não basta assinar protocolos e tirar a fotografias para publicar na imprensa local… Desenvolver o Turismo é obter resultados: as pessoas não “comem” marketing ou propoaganda!

E, além dessa aposta central no turismo cultural, é preciso apostar também na diversificação de ofertas – turismo de negócios, turismo de natureza, turismo rural, turismo activo e desportivo, recreio náutico, gastronomia e vinhos e eventos com grande projecção nacional e internacional.

É este, parte do caminho estratégico que foi pensado e seguido durante a nossa jornada de ligação com a promoção turística local, no decurso do ano de 2010.

Os “grandes eventos”, realizados nos últimos anos, como sejam a festa dos Tabuleiros, o Congresso da Sopa, os eventos Lego, os Festivais Tomarimbando e Bons Sons, as recriações e assinalamentos históricos como as “Estátuas vivas”, o “Cerco ao Castelo de 1190” ou a “Esgrima Histórica” na Linhaceira, passando pelas Jornadas Europeias do Património, o “Nabão” activo, como exemplo de cooperação inter-associativa (Pedreira-Sabacheira) para eventos de turismo natureza, o I Festival Internacional de Acordeons dos Templários, os mercados 1900 ou da República, recordam-nos que o potencial existe e, se devidamente promovido por uma estratégia de divulgação permanente e sustentada, dá resultados efectivos, como aconteceu durante 2010, onde ao aumento de visitas de turistas à Cidade, correspondeu o natural aumento de receitas da Hotelaria e por consequência da economia local.

Temos mantido e sustentado que só uma estratégia que promova a concretização de eventos em pelo menos 26 dos 52 fins-de-semana do ano, sejam eles turísticos, culturais ou desportivos, criará efectivamente uma “indústria turística” no Concelho. Só as grandes obras, na envolvente do Castelo ou no Complexo da Levada e, ainda sem projecto museológico, são pouco. São essencialmente “Hardware”.

Importa pois dar atenção ao “Software”. E com Monumentos fechados a maior parte do dia e dos dias, sem horários perceptíveis, ao sabor de “humores” da administração, pouco se poderá adjuvar. Lamentamos assim, que o esforço realizado no ano de 2010, ao estipular um horário de abertura contínuo dos Monumentos entre as 10H e as 18H, excepto à segunda-feira, não tenha tido continuidade. Como é de lamentar que a aposta continuada na promoção, usando os meios de comunicação social nacionais e as brochuras promocionais regulares, usando cada evento para vender o seguinte, não tenham tido continuidade.
Se nos destinos turísticos de referência se trabalha dessa maneira, porque não em Tomar?

3.9.11

O Clamor do Alambor Templário - Parte III

Mais um pormenor do "impacto" da intervenção realizada no Alcazar de Toledo, aqui mais visiveis do que na anterior foto.

Tanto que eu gostaria que o nosso alambor tivesse tratamento análogo. E nesta verossemelhança incluir também o "achado" junto ao Pavilhao Municipal e os túmulos de Santa Maria...

Será que a discussão à volta do alambor nos iré fazer ressurgir a preocupação de preservar os nosso espólios e dar-lhes consistência? Com um projecto de musealização adequado para o futuro MUSEU da LEVADA, como eu há mais de um ano venho "exigindo" ao Sr. Presidente da Câmara?

À volta desta preservação do espólio arqueológico desde o Sec.I ao SEc.XVIII, existe significaticva sinalética interpretativa, a qual introduz e faz viajar o visitante pelas inúmeras ocupaçoes ancestrais deste espaço. Também em Mérida existem excelentes exemplos, os quais também já tive oportunidade de visitar e que sempre que o recordo me pergunto. Porque não Tomar ocupar, de vez, o seu lugar?  

O clamor do Alambor Templário - parte II

Tive oportunidade de recentemente visitar a histórica Cidade de Toledo. Esta foto, tirada dentro do "Alcazar", fortaleza construída no seu mais alto pormontório, despertou na altura em mim a curiosidade de como foi possivel uma intervençao "moderna" que preservou integralmente as descobertas arquelógicas realizadas, aquando das suas mais recentes obras.

O Alcazar de Toledo, alberga além da Biblioteca de Toledo, também o Museu do Exército. Esta parte do edifício, que valorizou construçoes anteriores existentes no espaço, desde os romanos, passando pelos árabes e a idade média, levou o volume construtivo que se pode constatar na imagem.

Acho que no debate importante que se está a fazer a propósito da descoberta histórica do Alambor da torre Nordeste do Castelo Templário de Tomar, é também interessante observar algumas intervençoes realizadas em locais de forte espólio arqueológico.

Acho sempre estranho quando oiço "radicais" clamores, incentivando todos os que como eu se preocupam com a preservaçao do nosso património, a vias únicas de impossibilidade de compatibilizar a modernidade e a preservaçao de achados arqueológicos, tirando partido do desconhecimento de outras soluções.

Espero que o tempo venha a aclarar os espíritos e a evitar que o alambor e o respectivo muro de suporte de terras que o "descobriu", não venham a ter a mesma, vergonhosa, sorte que teve nos últimos 20 anos o Forum Romano, contíguo ao Quartel dos Bombeiros.

Preservar é uma coisa. Abandonar, por fundamentalismos preservacionistas, é outra.
Espero que a opção seja a inteligente...

31.8.11

O clamor do Alambor templário

Está a circular uma curiosa petição pública, que tem o seguinte texto:

"No seguimento das obras de arranjo urbanístico levadas a cabo pela Câmara Municipal de Tomar da envolvente norte do Conjunto Imemorial de Tomar - Património da Humanidade -, foi destruído o alambor primitivo norte do Séc. XII do Castelo Templário de Tomar; um marco único a nível mundial da arquitectura militar medieval do Séc. XII.
As suas pedras, com quase 900 anos, foram retiradas e transportadas para um terreno baldio por trás do Convento de Cristo, onde se encontram abandonadas e desprotegidas, passíveis de serem facilmente furtadas.
Foi ainda iniciada, neste momento, a construção de uma parede de betão de 5m.

Os cidadãos a seguir assinados e identificados, vêm por este meio, requerer a Vossas Excelências a reformulação do mesmo, reintegradas as pedras retiradas, de acordo com as melhores práticas de restauro e conservação da arquitectura militar medieval do Séc. XII, com especial cuidado para a sua singularidade.
Garantindo a sua recuperação, manutenção e sustentabilidade a longo prazo."

Factos:
- o espaço estava previamente identificado como "podendo conter vestígios de construções pré-existentes", o que obrigou a um acompanhamento constante da arqueolgia nos trabalhos efectuados;

- no decurso dos trabalhos para colocação de muro de suporte de terras, foram "escavados" alguns metros de muro, que foi desde logo identificado, pela arqueologia do igespar, como pertencendo ao alambor templário nordeste do castelo do séc.XII, aterrado provavelmente aquando da construção da estrada que está hoje a ser alargada;

- desde o primeiro momento, quer a Sra.Directora do Convento de Cristo, também ela arqueóloga reputada e responsável pelo "caderno de encargos" do acompanhamento da intervenção, enquanto técnica superior do igespar, quer os arqueólogos do igespar, identificaram e acompanharam a remoção das pedras para depósito temporário.

- é neste momento intenção dos técnicos do igespar, segundo informação que me foi prestada, prover a que o alambor descoberto seja estudado e valorizado, na sua pré-localização, o que será realizado no decurso da empreitada e segundo as suas instruções;


Assim sendo, o motivo da petição publica - a salvaguarda do alambor, com o qual eu e todos os de bom senso concordarão, está garantido.

Mais: no decurso dos próximos meses é perfeitamene expectável que venham a ser feitas novas descobertas importantes, de períodos dos séc.XII ao XVIII, uma vez que todo o espaço foi frutos de diversos e notáveis aterros e movimentos de terras, durante esses períodos.
Tal facto previsto no caderno de encargos, foi inclusivé objecto de declaração do vereador socialista Carlos Silva, da primeira vez que impelissem foi presente a reunião de câmara e reafirmado já neste mandato pelos vereadores socialistas aquando da aprovação final.

A petição, motivo de forte e empenhados movimento cívico, não faz por isso já qualquer
sentido. Ou por outra, faz sentido se considerarmos que os arqueólogos do organismo publico que tem por missão própria acompanhar este tipo de intervenções, não saibam desempenhar a sua função técnica, para a qual estão habilitados e são por isso mesmo reconhecidos.
Eu, enquanto autarca e cidadão interessado na salvaguarda do nosso espólio histórico, confio na sua experiência e profissionalismo.

Havendo causas que se justiça a nossa preocupação, como a inexistência de solução para a "ruína do ex-Convento de Sta. Iria", como tenho repetidamente vhamado à atenção do executivo municipal, esta causa está, por agora "morta".

Se há local que está a ser devidamene estudado e acompanhado, esse local é a envolvente da envolvente ao Convento de Cristo.

29.8.11

Câmara declara caducidade a investimento privado que poderia gerar meio milhão de euros de taxas

Com a minha abstenção, a Câmara acaba de aprovar a caducidade de um investimaneto privado, com a construção de 44 fogos de habitação e 4 comerciais, que poderia ter gerado uma receita em taxas municipais de 503450,34€, segundo as ultimas contas dos serviços.
A caducidade foi deliberada exactamente por o promotor não ter levantado a licença de construção do loteamento aprovado em 2008, nem pago as taxas respectivas.
O meu maior lamento e, consequente abstenção, teve como razão  precisamente o facto de o Município ter deixado arrastar o "caso", sem conseguir que o promotor prosseguisse a sua intenção de construção e o "encaixe" financeiro para a autarquia de mais de meio milhão de euros, num momento em que esta carece ao máximo de receitas.
No entanto e, em abono da verdade, o promotor já há mais de um ano tentava "convencer" o executivo de dilatar o prazo de execução das obras de infra-estruturas dos dois anos para os seis, o que viria a ser recusado  por unanimidade em 16/12/2011.
O que é mais de lamentar foi, não ter sido possivel, encontrar uma plataforma de acordo com o promotor de forma a que pudesse vir a ser faseado o investimento e garantida pelo Município o interesse público e a expectável receita. De notar que todo este processo podia, quanto a mim ter outro desenlace, mais favorável a ambas as partes, se tivesse havido empenhamento para encontrar uma solução: é do interesse dos promotores executar obra, criando empregos e riqueza e é interesse do Minicipio ver "desembrulhado" o processo da Rua de Coimbra e o aumento das receitas.

25.8.11

Evolução do número de funcionários do Município de Tomar

Número de funcionários do Município (todos os regimes contratuais)*

31/12/2008 - 441
31/12/2009 - 425 (-3,6%)
31/12/2010 - 390 (-8,2%), aos quais acrescem 174 funcionários transferidos do Ministério da Educação (pessoal não docente das Escolas do 1º, 2º e 3º ciclo)

*segundo informação prestada na reunião de Câmara de hoje

22.8.11

Vinte e um meses de gestão na Protecção Civil de Tomar

No âmbito do pelouro que tutelo, Bombeiros e Protecção Civil, este é o resumo dos gastos autorizados (ao abrigo da competência delegada) e das receitas arrecadadas desde 30 de Outubro de 2009 (inicio das minhas funções como vereador a tempo inteiro), até 31 de Julho de 2011 (21 meses).

Bombeiros e Protecção Civil
Receitas de 349.176,56€ e 259.114,29€ de despesa;

Num total de 21 meses, obtive assim uma taxa de cobertura de 134,8%, tendo o conjunto dos 34 colaboradores directos, de diferentes categorias e vínculos à administração publica, custado ao município cerca de 1,161 milhões€ em remunerações, complementos e subsídios (incluindo segurança social e CGA).

[Remunerações brutas totais de 155.719,03€ Nov-Dez2009 e 510.458,2€ de 2010, sendo o restante em 2011, aos quais acrescem as comparticipações para a segurança social e CGA, em média 16%]

O protocolo em funcionamento, com a Associação de Bombeiros, teve associada uma despesa directa ou indirecta de cerca de 274.185 €.

Fui assim responsável por uma despesa directa e indirecta, neste sector, de cerca de 1,694 Milhão€ e uma receita de cerca de 349 mil€, tendo obtido uma taxa de cobertura de 20,6%.

(Valores obtidos com base nas informações obrigatórias apresentadas às reuniões de Câmara Municipal, nos termos da legislação em vigor)

GASTOS COM GABINETE DE VEREAÇÃO
(De 30/10/2009 a 31/7/2011) - Estimativas

Remunerações - 104.000€
Comparticipações sociais e subsídios - 20.500€
Viaturas e comunicações - 25.500€
Bens e equipamentos - 3.000€


RESULTADOS OPERACIONAIS
(De 30/10/2009 a 22/6/2011) - 600 DIAS DE GESTÃO em comparação com os 600 dias anteriores

  de 9/3/08            a   29/10/09 de 30/10/09        a 22/6/11 Variação
Total de serviços efectuados            13,142               14,864   13.1%
Duração total dos serviços efectuados (Horas)       21,229.17         27,709.05   30.5%
Média em Horas de cada serviço                 1.62                   1.86   15.4%
Total de Doentes transportados             11,275               12,945   14.8%
Transporte de doentes agendado              3,959                 5,726   44.6%
Km percorridos em transporte doentes          848,369         1,823,424   114.9%
Média de Km em cada Serviço             214.29               318.45   48.6%
Montante expectável apurado (€)
   169,673.80  
   346,450.56  
104.2%
Montante expectável gasto nas ambulâncias(€)       76,353.21      218,810.88   186.6%
Saldo directo (€)       93,320.59      127,639.68   36.8%

Os primeiros 600 dias de Gestão, comparados com os 600 dias "homólogos" de gestão

  de 30/10/09        a 22/6/11 de 31/10/07        a 22/6/09 Variação
Total de serviços efectuados            14,864               13,147   13.1%
Duração total dos serviços efectuados (Horas)       27,709.05         20,839.47   33.0%
Média em Horas de cada serviço                 1.86                   1.59   17.6%
Total de Doentes transportados             12,945               11,584   11.7%
Transporte de doentes agendado              5,726                 4,000   43.2%
Km percorridos em transporte doentes       1,823,424            553,708   229.3%
Média de Km em cada Serviço             318.45               138.43   130.0%
Montante expectável apurado (€)   346,450.56      110,741.60   212.8%
Montante expectável gasto nas ambulâncias(€)    218,810.88         55,370.80   295.2%
Saldo directo (€)    127,639.68         55,370.80   130.5%

20.8.11

Eu nem sou destas coisas, mas há cada cromo...

Por agora, leiam esta transcrição integral do site da Rádio Hertz e depois de dia 25 actualizarei este post com um comentário.

"Os Independentes por Tomar, a propósito desta solução constante da autarquia em procurar empréstimos, manifestaram-se preocupados, referindo que esta é a prova de que não há receitas próprias. O vereador PM quer que o executivo repense as estratégias de desenvolvimento económico do concelho:
«As obras a que se destinam os empréstimos a contrair e que foram objecto de comparticipação comunitária, tiveram sempre o apoio dos vereadores Independentes por Tomar. São obras que estão a decorrer e, como é óbvio, terão de ser pagas. Daí o recurso a estes empréstimos para permitir ao município honrar os seus compromissos. No entanto, não deixa de ser preocupante o facto de a autarquia, para poder honrar esses compromissos, ter que recorrer sistematicamente a empréstimos, o que revela falta de receitas próprias, aumentando, assim, o endividamento e expondo, deste modo, a sua incapacidade para criar mecanismos geradores de riqueza e, consequentemente, receitas.

Já a propósito da ParqT, os vereadores Independentes manifestaram preocupação com a sustentabilidade financeira do município. Pelo que, no que concerne aos empréstimos em apreço, tal preocupação não é só com os limites legais de endividamento, mas sim com a capacidade real do município em gerar receitas que permitam solver os compromissos e fazer face às necessidades sociais que se agravam de dia a dia, bem como à gestão corrente da autarquia. Assim, independentemente do nosso voto que é favorável, reiteramos a necessidade do executivo camarário, de forma séria e pragmática, repensar as estratégias de desenvolvimento económico do concelho e consequente captação de investimento, bem como assumir as crescentes responsabilidades que tem em termos de acção social para a comunidade que o município serve»."

"Bem pregas Frei Tomás, olha para o que ele diz, não o que ele faz", diz o povo e é bem verdade. A seu tempo se verá quem está de facto preocupado com a sustentabilidade financeira do Município e com as suas "receitas próprias"...

19.8.11

Nunca é tarde para acordar

Uma das poucas missões que estão cometidas aos vereadores, deputados municipais, presidentes de junta é usarem o tempo de exposição publica, que os órgãos a que pertencem facultam, para chamar à atenção para assuntos, os quais de outra forma vão passando despercebidos.

Vem isto a propósito da mais recente "descoberta" da desvalorização da Estação de Fátima.
Recordo que na ultima reunião de Câmara chamei de novo à atenção do assunto, para que o Presidente da Câmara que representa todos os cidadãos e por conseguinte é o único com a autoridade para ser ouvido fora do Concelho, reunisse com quem de direito para precaver males maiores para o Concelho, em relação à Estação de Fátima.

Há cerca de três anos, fruto da posição que então detinha no Governo civil e também do conhecimento pessoal que detinha, estive durante duas longas horas reunido com o então presidente a CP, abordando um conjunto vasto de situações que ao Distrito diziam respeito.

Naturalmente que como tomarense responsável fiz o que me competia, tomando nota de tudo o que me foi então transmitido e argumentando, com a inevitável lógica de que o nó Ferroviário do IC9, tornava a Estação de Fátima o local apropriado e dequado para ser o principalmacesso a Fátima através do respectivo interface.

Foi com agrado que após algumas semanas recebi desse alto responsável a noticia que nada de "grave" em relação à nossa Estação aconteceria, mas que a "pressão" do lado de Tomar era reduzida, para não dizer inexistente. Do assunto dei conta, genericamente, ao então Presidente da Câmara e por diversas vezes abordei o assunto na Assembleia Muniipal. Eu e o respectivo Presidente da Junta da Sabacheira, também eleito pelo PS.

Um longo silencio e inacção tem entretanto imperado e agora que se prevê o encerramento de linhas, estações e operações, deveria o nosso Presidente fazer o que só ele pode fazer nesta fase: reunir com o Presidente da CP e lutar por Tomar. Já o disse a 4 de Agosto e conto repeti-lo a 25, porque este é o momento.

Ou corremos o risco de ver aberto o IC9 até à Nazaré e fechada a Estaçao de Fátima. Neste tempo de ultra-liberalice, corremos mesmo o risco de passar colectivammente um mau bocado.

17.8.11

Últimos cartuchos

Faltam já poucos dias para a vida retome o seu lufa lufa habitual, para a generalidade dos portugueses ora de ferias.

Não que se tenha notado grandemente no conjunto de notícias, que nos dão sempre a vontade de "querer voltar para a ilha". Mas então que raio, o PS anteriormente no Governo era incapaz, segundo o PSD, de fazer cortes na despesa só sabendo aumentar os impostos, mas agora monóides há 50 dias já nos levou metade do subsidio de Natal, 25% de aumento nos transportes e ainda a antecipação do aumento de 17% no gás e electricidade? Ora para brincar assim também eu sou capaz. Ganhar dizendo uma coisa e fazendo outra, não está nada mal visto.

Mais honesto tem sido o PPD local que nunca precisou de programa ou promessas para ganhar. E tem-se visto o que Tomar tem ganho com isso. Até a vila de Alpiarça, sede de um Concelho rural no coração do nosso Ribatejo e onde, por mero acaso, sou funcionário, nos ultrapassa em Indice de poder de Compra. Não se deve a mim, estou certo disso, que dos 180 dias que lá estive até ser nomeado adjunto do Governador Civil do Distrito de Santarém, estiva ainda quase vinte de férias para participar na campanha vitoriosa do PS em 2005. Terra de gene afável, conversações e muito laboriosa, ganhou de mim um eterno respeito que tento devolver em cada recordação do tempo passado...

Tirando os dislates do Governo PSD-PP, o abuso contra a tropa e as policias e o espalhafato dos futuros derrotados lideres da Franca e Alemanha, pouco mais se tem passado...

Livra!
E ainda é Agosto. A coisa promete!

6.8.11

Sem o crocodilo do Castelo de Bode, como vais ser?

Agosto é uma maravilha. Não há notícias de jeito. Ou seja, o tempo ganha aquele ritmo de que ainda nos lembramos da nossa infância dos anos 70/80, quando até os desenhos animados eram "lentos", antes da introdução da brutal velocidade que a animação japonesa introduziu por esse tempo. Claro que a isso não é estranho o aumento exponencial da capacidade de processamento com o aparecimento do chip,..., mas isso já são contas de outro rosário.

Escrevia eu, que Agosto é uma maravilha, sem notícias. Mas isso cria um problema porque as empresas que gerem jornais têm de pagar os ordenados na mesma e vai daí têm de arranjar maneira de nos convencer, a nós e aos anunciantes, que há de facto notícias.

E todos os verões é a mesma coisa: repetem-se as vidas dos famosos de ferias, as reportagens e entrevistas com turistas, mais ou menos acidentais, criticam-se as obras, necessárias, que prejudicam sempre tudo, escreve-se sobre a crise, pesquisa-se sobre os blogues dos opinion makers locais, aventam-se crises políticas eminentes, declarações bombásticas sobre escritores convencidos, pedantes e armados ao pingarelho, enfim, um sem número de disparates.

E este Verão o que tem dado que falar tem sido o nosso crocodilo. Vejam bem que até fui contactado, oficialmente, pelo jornal da polemica do "pingarelho" para me pronunciar sobre o dito bicho. Ainda tive para dar uma resposta igual e técnica, mas depois dei comigo a pensar que chega de, também nós, os reais fazedores de notícias participarmos na "fantochada" em que todos os verões as redacções são obrigadas a entrar. Vai daí respondi-lues com um "seco": silly season.

Pois! E do dito nem sinal.