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23.1.20

Só Ourém e Tomar ainda estão na TEJO AMBIENTE

Notícia - O Mirante

Estava previsto a empresa intermunicipal Tejo Ambiente arrancar a 1 de Janeiro de 2020 com os seis municípios que aderiram.



A empresa intermunicipal Tejo Ambiente iniciou a sua actividade a 1 de Janeiro de 2020 como estava previsto. A novidade é que apenas os municípios de Ourém e Tomar arrancaram a sua actividade na empresa. Os restantes quatro municípios – Sardoal, Mação, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere têm até 31 de Março para entrar na empresa. O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD/CDS) explicou a O MIRANTE que os quatro concelhos ainda não iniciaram porque muitos funcionários das autarquias em causa não aceitaram transitar para a empresa intermunicipal. O que vai obrigar as câmaras a contratarem pessoal. Situação que demora sempre algum tempo.
As lojas de atendimento ao público ainda não estão todas equipadas e prontas a funcionar, o que também levou à decisão de adiar a entrada dos quatros municípios. “Está previsto no regulamento porque a empresa tem seis meses para estar a funcionar em pleno”, explicou Albuquerque a O MIRANTE. Em Tomar a grande maioria dos funcionários dos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) aceitou transitar para a Tejo Ambiente, o que permitiu começar a laborar no dia 1 de Janeiro.
Em Vila Nova da Barquinha, por exemplo, estava previsto dez trabalhadores do município passarem para a nova empresa intermunicipal, mas apenas três aderiram. O que vai obrigar a Tejo Ambiente a contratar pessoal no exterior, com os procedimentos concursais obrigatórios, que demoram sempre algum tempo. Na Barquinha, a Tejo Ambiente vai ter que requalificar um espaço para instalar os seus serviços mas esse processo ainda não se iniciou.
A Tejo Ambiente vai gerir os sistemas de abastecimento de água e de saneamento básico dos concelhos de Tomar, Ourém, Sardoal, Mação, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere. A empresa tem um capital social de 600 mil euros e os municípios de Tomar e de Ourém detêm as maiores participações (com 35,63% e 32,37%, respectivamente), seguidos de Mação (10,85%), Ferreira do Zêzere (7,94%), Vila Nova da Barquinha (7,63%) e Sardoal (5,58%).
Estima-se que o investimento nas redes de água e saneamento ascenda a 124,3 milhões de euros nos próximos 30 anos, com um apoio de fundos comunitários de 56 milhões de euros. Cerca de 38 milhões vão ser investidos nos primeiros cinco anos. Por sectores, 53 milhões de euros vão ser investidos no abastecimento de água, 47 milhões em saneamento e 11,2 milhões na recolha de resíduos urbanos. O tarifário vai ser uniforme para os seis concelhos, o que faz com que haja um aumento no preço da factura da água nos concelhos de Sardoal e Mação.
A sede da empresa intermunicipal será em Ourém, onde vão ficar concentrados todos os serviços administrativos, contabilidade, recursos humanos e compras. Em Tomar ficará um Pólo de Engenharia e Tecnologia. Em todos os concelhos haverá centros operacionais para assegurar a proximidade à população.

19.1.20

O Mito da Meritocracia... (a visão de João Júlio Cerqueira)

Com a devida vénia ao Dr. João Júlio Cerqueira, e ao seu projeto scimed.pt

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O termo “meritocracia” foi criado por Michael Young, quando escreveu o romance satírico em 1958, “The Rise of Meritocracy”. No livro, Young descrevia um tipo de auto-ilusão em que as pessoas ricas se convenciam que a sua riqueza era evidência da sua superioridade moral. A piada é que a sátira virou dogma. Hoje vivemos da meritocracia. Onde nos convenceram que aquilo que alcançamos depende apenas da nosso trabalho árduo e perseverança. Se não consegues, a culpa é tua. Não te esforçaste o suficiente.
Não só isso, como se criou outra piada interessante. A ideia da meritocracia começou por ser uma ideia anti-aristrocrática já que, cada um de nós, independentemente das nossas origens, poderia ser rico, famoso e bem sucedido dependendo apenas do nosso mérito. No entanto, esta atitude/ideologia transformou-se num modelo de perpetuação de uma nova aristrocacia, já que um dos maiores fatores para ser bem sucedido na vida é ser filho de pessoas bem sucedidasMesmo que tenham más notas na escola.
E ser filho de pessoas bem sucedidas influencia o nosso futuro sucesso de duas formas. Os genes que herdamos e o ambiente familiar e sócio-económico em que somos criados.  Dado que ninguém escolhe o seu próprio genoma, não estou a ver onde está o mérito disso. E como ninguém escolhe a família onde nasce – se rica se pobre, com bom ou mau aporte nutricional, se bem conectada em termos sociais ou nem por isso, se numa família estruturada ou não – também não me parece que seja possível atribuir o nosso mérito a essas ocorrências.
Aliás, uma das passagens do Behave, do Salpolsky, que mais me impressionou, foi esta:
“A conexão entre a adversidade infantil e a maturação frontocortical é visível quando se estuda a pobreza infantil. O trabalho de Martha Farah, da Universidade da Pensilvânia, Tom Boyce, da UCSF, e outros demonstra algo ultrajante: aos cinco anos, quanto menor o estatuto socioeconómico de uma criança, em média, (a) maiores os níveis basais de glicocorticóides e/ou mais reativa a resposta ao stresse glicocorticóide, (b) mais fino é o córtex frontal e menor o seu metabolismo, e (c) mais fraca é a função frontal em relação à memória operacional, regulação das emoções, controlo de impulsos e tomada de decisões executivas; além disso, para obter uma regulação frontal equivalente, as crianças com estatuto socioeconómico mais baixo devem ativar mais o córtex frontal do que as crianças com estatuto socioeconómico mais alto. Além disso, a pobreza infantil prejudica a maturação do corpo caloso, um feixe de fibras axonais que conectam os dois hemisférios e integram a sua função. Isso é tão errado – escolha estupidamente uma família pobre para nascer e, no jardim de infância, a probabilidade de ter sucesso nos testes de marshmallow da vida já estão contra si.
Pesquisas consideráveis ​​concentram-se em como a pobreza “penetra na pele”. Alguns mecanismos são específicos para o ser humano – se é pobre, é mais provável que cresça próximo de toxinas ambientais, num bairro perigoso, com mais lojas de bebidas alcoólicas do que os mercados que vendem vegetais; é menos provável que frequente uma boa escola ou tenha pais com tempo para ler para si. É provável que na sua comunidade tenha pouco capital social e você, baixa auto-estima.”
Mas estas pessoas, para além de terem nascido numa família com condições sócio-económicas favoráveis e terem a bênção genética, também conseguiram ter o “mérito” de nascer num país, numa sociedade, capaz de aproveitar todo o seu esforço e mérito. Como exemplo, se fossem mulheres e nascessem na Arábia Saudita, dificilmente iriam conseguir alcançar alguma coisa de relevante, dadas as limitações impostas às mulheres nessa sociedade. Ou se tivessem nascido numa aldeia na Nigéria e a vossa aldeia fosse dizimida pelo Boko Haram e vocês transformados em Crianças-Soldado, dificilmente iriam ter capacidade para criar uma Startup fantástica na área da Inteligência Artificial. Portanto, parabéns pela vossa sorte.

Os “Meritocráticos” Versus Instituições Governamentais

A coisa mais perversa associada a esta ideia da meritocracia, é que levou a uma corrente liberal anti-Estado. No fundo, a lógica é a seguinte: “se eu fui bem sucedido na vida à conta do meu esforço e tu não foste bem sucedido porque és um preguiçoso e não te esforçaste o suficiente, porque é que eu tenho que pagar mais impostos para te sustentar a ti?”
Surge assim a ideia do “Self Made Man” criado no vazio, como se não tivesse sido o Estado (ou seja, todos nós), os responsáveis pela criação das infraestruturas, das instituições e serviços que permitiram ao “Self Made Man” prosperar. Mas o mais importante, é que o Estado é dos poucos mecanismos que poderá impor um verdadeiro sistema meritocrático, ajudando a reduzir as desvantagens existentes entres os diferentes estratos sociais, para que as crianças que tiveram o azar de ser menos afortunadas nos ambientes em que nasceram, tenha menos desvantagens em comparação às crianças que nasceram em “berços de ouro”. Um estudo da OCDE mostra quantas gerações são necessárias para subir no estrato sócio-económico. E não há surpresas…países nórdicos, conhecidos pela sua menor desigualdade sócio-económica, permite uma mais rápida mobilidade social.
Não só isso, como o desrespeito pelo Estado demonstrado por esta ala meritocrática é um pontapé na boca a todos nós, já que o investimento público em investigação, inovação, tecnologia é um dos grandes pilares que permite que estes “Self Made Man” vão surgindo. O telemóvel que temos na mão, é graças ao investimento do Estado. Mesma coisa para GPS, baterias de lítio, airbags e a Internet. E a mesma coisa para muitos dos fármacos que consumimos hoje em dia (123).
Mas não é apenas isso. É a sociedade e todas as instituições criadas pela sociedade que permitiram a evolução cultural e a acumulação de conhecimento. Portanto, quando um “Self Made Man” cria alguma tecnologia revolucionária, o mérito dele é uma ínfima parte de todo o processo de criação, já que assenta em conhecimento produzido por milhares de pessoas que o antecederam. Aliás, hoje em dia grandes descobertas são feitas por equipas de pessoas e não por uma pessoa só, dada a complexidade cada vez maior em fazer avançar o conhecimento e produzir tecnologia.
Mas mais…estes Meritocratas não seriam nada, na ausência das pessoas “sem grande mérito” ou status social, que lhes produzem a comida, constroem a casa, mantém os sistemas de canalização, de eletricidade e aquecimento, fazem recolha do lixo, etc. Aqueles funcionários sem mérito que recebem pouco, mas que mantêm todas as nossas infrastruturas a funcionar.
Citando o Ricardo Lopes, do Canal Dissenter, esta atitude dos meritocratas “é uma falta de respeito abjecta pela sociedade em que vivem, pela longa história da humanidade e o nível mais alto de arrogância e egocentrismo que alguém pode atingir.
O Meritocrata não é nada sem a sociedade em que está inserido e as condições que essa sociedade lhe proporcionou para se transformar neste “Self Made Man”, super empreendedor, que enriqueceu imenso graças a uma ideia genial criada às costas de milhares de pessoas que contribuíram para que essa ideia genial pudesse ter surgido.

Conclusão

Portanto, o nosso mérito será qualquer coisa como 90% sorte, 10% esforço. Certamente que ver as coisas desta forma tira muito glamour a todas as nossas conquistas sociais. Mas é a realidade.
Que fique claro, não se está a falar contra os empreendedores. Eles têm mérito e alguns deles revolucionaram a sociedade em que vivemos. Agora, que se acabe com esta ideia que surgem no vazio, que o seu mérito é exclusivamente seu e que os com pouco mérito o são por “preguiça” e “não se terem esforçado o suficiente”. Obviamente que também existem os preguiçosos, mas a generalização como forma de atacar o Estado Social para reduzir a contribuição do “Self Made Man” via impostos para a sociedade, é só ridícula.
E, para quem acha que o “Self Made Man” conseguiu erguer-se à custa de um trabalho imenso, investindo 100 horas por semana na sua carreira, desengane-se. Os CEOs trabalham em média 60 horas por semana. Não é mau…mas agora vamos imaginar a mãe solteira com dois empregos, a receber o ordenado mínimo, sem ajuda em casa para tomar conta dos filhos, o que significa que ainda tem que fazer a lida doméstica e acompanhar as crianças na escola…faltará esforço a esta pessoa? Onde está a sua recompensa por este esforço? Ou terá tido azar relativamente às suas condicionantes de vida?
E terminamos com um vídeo do Rationality Rules, que devia ser visto por todos estes Self Made Man liberais, que pensam no Estado como um sorvedouro de impostos inútil, que apenas serve para matar a iniciativa privada:

17.1.20

15.1.20

Central do Pego a "produzir" Hidrogénio? Excelente projeto!

A ser assim, ou seja, a fazer-se este caminho, o ambiente e a região agradecem. A ideia peregrina de colocar a atual Central Termoeletrica a queimar biomassa florestal, seria sempre um desastre - ambiental e económico, para a Floresta Portuguesa e para as comunidades rurais.

UTILIZAÇÃO DO H2:
Equipamentos de queima, tal como os outros combustíveis, mas a aplicação preferencial para o hidrogénio é em pilhas de combustível que são dispositivos capazes de converter,
de forma limpa e eficiente, Hidrogénio e oxigénio em electricidade e calor.

O Hidrogénio é um elemento chave do novo paradigma energético. É um combustível alternativo aos hidrocarbonetos, gera energia através de uma pilha de combustível o hidrogénio produz directamente energia eléctrica (reagindo com o oxigénio ao ar). O subproduto da reacção é a água.

VANTAGENS DO H2:
- pode ser produzido a partir de diversas fontes de energia (combustíveis fósseis, energia nuclear, energias renováveis), com uma razoável eficiência, desperdiçando pouca energia;

- é facilmente conversível (com elevada eficiência) em calor e electricidade;

- em relação à electricidade, tem a vantagem de ser transportável e armazenável em grande escala.

- é uma substância completamente amigável, a sua utilização em tecnologias adequadas só produz água.

- como qualquer combustível, um manuseamento seguro depende do conhecimento das características físicas e químicas deste. O Hidrogénio manuseado com este conhecimento é um combustível seguro.


Resta perceber se estamos a falar em "produzir" H2, nomeadamente a partir da Eletrólise da água ou por Reformação (compressão de hidrocarbonetos) ou da "queima" de H2 para produzir eletricidade.


Notícia - O MIRANTE

Tomar quer Central do Pego a produzir hidrogénio

Tomar quer Central do Pego a produzir hidrogénio
RECONVERSÃ

A proposta vai ser apresentada a 16 de Janeiro na reunião da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) e depois aos administradores da Tejo Energia.

O município de Tomar quer que a Central do Pego passe a produzir hidrogénio. Para isso, a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), teve já uma reunião prévia com os administradores da Tejo Energia, que gerem a Central do Pego, para apresentar a ideia que é ainda “muito embrionária”.
O desafio foi lançado e será apresentado aos municípios parceiros que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) para ser debatida. Posteriormente, será apresentada “com maior rigor técnico” à administração da central termoeléctrica. O anúncio foi feito pela autarca em resposta a um munícipe que questionou o executivo na reunião de câmara de 6 de Janeiro.
Na reunião com a CIMT de 16 de Janeiro a autarca irá acompanhada por técnicos sobre esta matéria, dos institutos politécnicos de Tomar e Portalegre, que se encontram a estudar a possibilidade. Se a proposta avançar a central termoeléctrica do Pego terá que sofrer uma reconversão que envolverá milhares de euros. Neste sentido, a autarca sublinha que a ser viável, tanto o Governo português como a União Europeia terão que “alinhar-se” com a estratégia definida.
Recorde-se que a central termoeléctrica, localizada nas freguesias do Pego e Concavada, a cerca de oito quilómetros da cidade de Abrantes, tem fecho anunciado para final de 2021 e estão a ser avaliadas novas finalidades para aquele complexo. A Central do Pego dá emprego a várias centenas de trabalhadores da região do Médio Tejo, o que tem preocupado todos os municípios que integram a CIMT.

13.1.20

11.1.20

Em defesa do nosso Rio. Nabão com vida! - MANIFESTO



MANIFESTO


Há décadas que o nosso rio, o rio Nabão, passou desgraçadamente a ser o parente pobre do concelho.

Vítima de maus tratos sucessivos e de negligência sem precedentes, tem sofrido nos últimos anos verdadeiros atentados ambientais, em total impunidade por parte da APA ( Agência Portuguesa do Ambiente) e sem que o Município e a comunidade, tenham conseguido mobilizar-se na defesa deste património que é de todos.

O ano de 2019 foi particularmente feroz na devastação ambiental do nosso rio e apesar de os agentes poluidores estarem, aparentemente, identificados, a verdade é que não vemos serem tomadas medidas, nem em termos de contra-ordenações, nem em termos de regularização da atividade dos agentes poluidores.

Os tomarenses exigem mais das autoridades competentes, nomeadamente:

A publicitação da identificação das principais fontes poluidoras do Rio Nabão, em resultado dos atos de fiscalização / inspeção realizados pelas autoridades competentes, nomeadamente o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e da APA;

O estabelecimento de um calendário, por parte dos Municípios da bacia hidrográfica do Nabão, nomeadamente dos de Ourém e de Tomar, para a monitorização, mitigação do risco e resolução dos principais problemas ambientais identificados.


O nosso rio, de que tantos tomarenses guardam boas memórias, faz parte do nossa história e do nosso inconsciente colectivo. Queremos que o seja também para os nossos filhos e netos.

Ação em defesa do rio, exige-se.
Façamos ouvir a nossa voz.





9.1.20

7.1.20

Autarcas de Ourém e de Tomar deveriam ter vergonha na cara, mas isso era exigir muito...

João Moura (Presidente da Assembleia) e Luis Albuquerque (Presidente da Câmara)
- os atuais autarcas de Ourém (Foto: mediotejo.net)

O patusco Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, de seu nome João Moura, inefável carregador de pianos (políticos) dentro do seu partido - o PSD, garante nada mais, nada menos do que não é a ETAR de Seiça a poluir (entre outros) o Rio Nabão.
As evidências reportadas em registo video não mentem. Os relatórios e a prosápia do autarca sim.


Zeca Pereira e Anabela Freitas - os Presidentes
(da Assembleia e da Câmara) de Tomar
Pode aliás juntar-se à sua colega Presidente do Município de Tomar, que desde 2015 é co-responsável com este problema, pois como Presidente do Município e como membro das empresas concessionárias (públicas) das Águas do Centro primeiro e depois das Águas do Vale do Tejo, aceitou e fechou os olhos à espécie de ETAR colocada na Pedreira, a qual desde então não deixa de colocar a saúde pública da cidade de Tomar em risco, poluindo ainda mais o Rio Nabão.

Os autarcas de Ourém e de Tomar, mormente os seus Presidentes, não podem querer sacudir a sua água do capote quando se arrastam anos no poder sem nada fazer para resolver este e outros graves problemas ambientais.

E se não fora a determinação e ação de Américo Costa, continuaríamos na habitual conversa mole...

Com autarcas destes alguém pode dormir um dia descansado?



Notícia de O Mirante

Ourém diz que não é responsável por poluição no Nabão em Tomar

Os técnicos da Câmara de Ourém estiveram na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Seiça, onde fizeram análises à água, garantindo não existir qualquer problema e que não é este equipamento que polui o rio Nabão. A informação foi dada pelo presidente da Assembleia Municipal de Ourém (AMO), João Moura (PSD), durante a sessão extraordinária realizada em Dezembro, um dia após um novo episódio de poluição no rio, na zona de Tomar.


A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), escreveu ao ministro do Ambiente a exigir medidas para resolver o problema da poluição naquele rio. As informações prestadas na Assembleia de Ourém foram baseadas num relatório da câmara, que foi distribuído a todos os eleitos da assembleia. O documento, que comprova não existirem anomalias na ETAR de Seiça, foi enviado ao município de Tomar.

“No dia 16 de Dezembro, data em que ocorreu uma elevada descarga poluente no Nabão, não houve qualquer registo de anomalia na ETAR de Seiça. Houve apenas um aumento do caudal da ETAR devido à elevada quantidade de chuva que caiu nesse dia. Esse aumento de caudal poderia ter provocado uma sobrecarga hidráulica no sistema originando o arrastamento de sólidos pelo decantador secundário, mas tal não aconteceu”, referiu João Moura, que leu o relatório na assembleia.

No dia seguinte à detecção do foco de poluição foi feito novo acompanhamento à ETAR de Seiça e não houve descargas anormais nem existia sedimentos nas margens. João Moura considera que tem sido injusta a forma como algumas pessoas, sobretudo nas redes sociais, atribuem a poluição no rio Nabão a Ourém e à ETAR de Seiça. “É importante que se descubram rapidamente quais são os focos poluidores do rio”, defendeu o autarca.

Anabela Freitas reivindica o cumprimento de acções definidas em 2017 que até hoje não foram cumpridas, solicitando ao ministro do Ambiente que as “entidades competentes actuem, a lei seja cumprida e os infractores sejam punidos”, escreveu a autarca ao ministro do Ambiente.

A presidente de Tomar lembra que desde 2016 que o município tem apresentado sucessivas queixas no Serviço de Protecção da Natureza do Ambiente (SEPNA) da GNR com conhecimento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). E acrescenta que houve reuniões há dois anos no Ministério do Ambiente, onde o ministro esteve presente, nas quais foram delineadas várias acções.

Anabela Freitas autarca diz que as causas estão identificadas e são várias. “Não digo que não existam descargas ilegais, porque no relatório que a APA nos entregou foram identificadas ao longo do Nabão onze possíveis focos e descargas e nem todos são a montante da cidade”, referiu.

5.1.20

Sorrow

3.1.20

Alterações na Associação Portuguesa de Turismo Cultural

www.mediotejo.net


Tomar | Lígia Mateus é a nova secretária geral da Associação de Turismo Militar

Lígia Mateus é desde o início de janeiro a nova Secretária-geral da Associação de Turismo Militar Português (ATMPT), sucedendo no cargo a João Pinto Coelho.
Lígia Mateus é desde o início deste mês de janeiro de 2020 a nova secretária-geral da Associação de Turismo Militar Português (ATMPT), sucedendo no cargo a João Pinto Coelho. A nova direção da ATMPT, presidida por Álvaro Covões e igualmente composta por João Pinto Coelho e João Mareco, justifica a escolha para o cargo com a “experiência, competência profissional e qualidade humana” da nomeada.
Em comunicado, a Associação de Turismo Militar refere que, “face aos desafios e objetivos propostos para os próximos anos, nomeadamente na dinamização das redes nacionais e internacionais constituídas até ao momento e na contribuição para o desenvolvimento, concertação e afirmação da oferta singular e inovadora do Turismo Militar Português, a ATMPT fortalece a sua nova equipa com a participação de Lígia Mateus”.

Lígia Salgueiro Coutinho Mateus foi responsável pela área de gestão de projetos da Associação de Turismo Militar Português durante 2019, desenvolve investigação nas áreas da Conservação e Restauro e da História da Arte, tem participado e acompanhado projetos académicos e empresariais de âmbito nacional e internacional, e desenvolve atividade enquanto investigadora do Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes (Techn&Art) do Instituto Politécnico de Tomar (IPT).