Em geral, os modelos de ciclo de vida de gestão por processos de negócios são compostos pelas seguintes fases: planeamento, análise, desenho, implementação, monitorização e controlo, e refinamento (ABPMP, 2013).
A fase de planeamento carateriza-se pela definição de uma estratégia e elaboração de um plano dirigidos à melhoria dos processos na organização. O plano constitui a base do alinhamento entre a estratégia organizacional e a integração de pessoas, processos e sistemas na organização. Nesta fase, são definidas a estratégia organizacional, os objetivos e metas bem como a metodologia a adotar na implementação do projeto de BPM.
A fase seguinte designada de análise de processos de negócio tem o objetivo de compreender o estado atual dos processos organizacionais existentes na organização. Pretende-se documentar a sequência das atividades dos processos, determinar os atores do processo, bem como determinar o tempo, e a metodologia de trabalho realizada. No âmbito da arquitetura de processos no BPM, Samarin (2008, p. 107) refere a existência de vários elementos no processo de negócio, designadamente, “quem (função) está fazendo o quê (objetos e atividades de negócios), quando (coordenação de atividades), e porquê (regras de negócios), como (atividades de negócios) e quais os resultados a atingir (indicadores de desempenho).
Na fase de desenho, realizam-se atividades que focam no desenho e modelação dos processos de negócio com o objetivo de gerar valor ao cliente, assegurando indicadores de desempenho adequados à medição de desempenho.
A fase seguinte é a de implementação de processos de negócio, na qual se efetiva a realização do desenho elaborado, em procedimentos e fluxos de trabalho documentados.
A fase de monitorização e controlo de processos permite aferir a partir de dados relevantes recolhidos se o processo (re)desenhado que se encontra em execução, se comporta adequadamente em relação aos objetivos e indicadores de desempenho, ou se existem erros recorrentes ou desvios face ao comportamento pretendido, permitindo a identificação de anomalias e a realização de ações corretivas.
Segundo a ABPMP, a análise das informações de desempenho de processos poderá suscitar a necessidade de atividades de melhoria, redesenho ou reengenharia de processos (2009, p. 38).
E por fim, a fase do refinamento de processos, que permite a realização de ajustes e melhorias pós-implementação de processos com base nos indicadores e informações de desempenho, em virtude da contínua medição e monitorização de processos de negócio (ABPMP, 2009, p. 38), que fornece a informação necessária para que os gestores de processo possam executar os necessários ajustamentos de modo a atingir os objetivos pretendidos, potenciando a transformação dos processos.
Bibliografia:
Association of Business Process Management Professionals. ABPMP. (2009). Guia para o Gerenciamento de Processos de Negócio Corpo Comum de Conhecimento (BPM CBOK). Versão 2.0. Brasil .
Association of Business Process Management Professionals. ABPMP. (2013). BPM CBOK Guia para o Gerenciamento de Processos de Negócio Corpo Comum de Conhecimento. Versão 3.0. Brasil.
Samarin, A. (2008). How to simplify the evolution of business process lifecycles. CEUR Workshop Proceedings, 335, 106–114.