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25.3.09

Extracto do Jornal, O Cidade de Tomar, da passada semana.

Exemplo de uma actuação sindical correcta: denunciar erros do sistema, para que ele possa melhorar.

Desconheço neste momento, sinceramente, se esta questão é de todo assim, mas em todo o caso o que aqui é relevante são duas coisas:

1º Um exemplo de um sindicalismo, que não é de correia de transmissão de um qualquer comité central, ou dirigido localmente por um qualquer;

2º A prova de que muito falta ainda fazer no nosso Ministério da Educação, apesar de todas as críticas que se tem feito à actuação do Governo no sector: alguns dos serviços mantêm os velhos hábitos de não passarem cartuxo a ninguém, funcionando em verdadeira autogestão.

No final, vão ver, lá se assumirá o erro, com a coitada da Ministra a pagar as favas, mas ninguém dentro da estrutura administrativa do sector responsável, será responsabilizado pelo erro.

Não será tempo de pôr mesmo aquilo na ordem?

20.3.09

Precisamos em Tomar, de mudar!

Vimos dando nos primeiros meses deste ano, especial atenção às situações decorrentes da crise financeira internacional, que rapidamente alastrou por todo o mundo e começa agora a fazer-se sentir, de forma cada vez mais notória, também, no nosso Concelho.

Tendo uma origem bem identificada na total e absoluta irresponsabilidade da alta finança internacional, o colapso deste NEO-LIBERALISMO económico e político, tem levado à redução abrupta do consumo mundial.

Com a redução do consumo, cada vez mais empresas têm dificuldade em vender os seus produtos, e com o sucessivo aperto por parte das instituições financeiras, que renegoceiam os spreds comerciais, neste momento, já na ordem dos 15 a 20% ao ano, mais empresas têm dificuldade em se financiar para cumprir o pagamento dos salários aos trabalhadores e as contribuições ao Estado.

Apesar de estarmos, em Portugal, muito longe da situação que tínhamos há 24 anos, quando mais de meio milhão de Portugueses tinha mais de 6 meses de salários em atraso, a situação começa a ser preocupante.

Também no nosso Concelho situações em médios e grandes grupos como o Freitas Lopes, a Platex ou o João Salvador, que envolvem já perto de 700 trabalhadores, não podem deixar de nos preocupar. Especial atenção merece quando um destes grupos aponta, além da crise financeira internacional, o facto de o Município não honrar os compromissos financeiros que para com ele tem.

Especialmente agora que o tribunal de contas recusou aceitar o empréstimo para a Câmara pagar a decisão judicial de indemnizar a ParqT, em mais de 750.000€, não vai conseguir a Câmara pagar o que deve ao João Salvador ou a outra qualquer empresa.
A falência técnica da Câmara PSD é cada vez mais uma realidade, como sempre o PS disse.
O problema da crise em Tomar, não é assim de hoje, como muito bem sabemos.


A nível nacional e perante o avolumar de problemas financeiros, económicos e agora também sociais, tem o Governo dado resposta pronta, seja estendendo o subsídio social para desempregados por mais seis meses, que a título excepcional entra em funcionamento no próximo dia 1 de Abril, seja reduzindo o pagamento especial por conta e baixando o IRC às Empresas, por exemplo.

Também em inúmeros Municípios maiorias e oposições políticas confluíram para minorar os impactos sociais junto dos seus cidadãos. Em Tomar o assunto assumia especial ênfase em virtude de sucessivos anos de verdadeira RAPINA financeira feita pela Câmara aos seus cidadãos. Fosse nas taxas para a construção ou outras taxas aplicadas por exemplo para a instalação de empresas, na área do comércio, da indústria ou dos serviços. Só para se ter uma ideia um T3 em Tomar tem incorpurado em taxas para o Município, directas e indirectas, mais de 10.000 €, enquanto que em Abrantes ou Torres Novas, o valor não atinge 4.000€.

Nesse sentido, foi feito um esforço por toda a oposição para apresentar propostas que melhorassem a situação das pessoas e das empresas de Tomar. Na essência, o PSD recusou TODAS as que foram presentes pelo PS.

Recordo neste momento duas apresentadas pelo PS, e recusadas, que fazem todo o sentido.
A primeira que era a ISENÇÃO nos Transportes Urbanos de Tomar para todas as crianças até aos 10 anos e a redução de 75% nos bilhetes para os jovens até aos 18 anos e dos idosos com mais de 65, garantindo ainda a extensão da rede para a periferia da Cidade, que mais tarde os seus residentes vieram a exigir.
E, a segunda, a isenção total de taxas para investimentos do comércio local, das pequenas industrias e investimentos no turismo e a devolução de UMA HORA no Estacionamento a quem adquirisse produtos no Comércio local.

Estes exemplos, seguem na boa linha do que o Governo agora deliberou, criando uma moratória no pagamento das prestações à habitação.

Na habitação, as famílias serão auxiliadas com empréstimos para habitação própria e que tenham um dos membros do casal em situação de desemprego há mais de três meses.
Será criada, com as instituições financeiras, uma moratória nas prestações de crédito à habitação. Esta moratória poderá prolongar-se por dois anos e pode ser requerida até ao fim de 2009. Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50% na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5%.

Se o Governo PS defende as famílias, porque não o faz, também a Câmara PSD?

Ainda no que diz respeito ao investimento que vimos fazendo nas famílias e em Tomar, convém lembrar o Programa de Alargamento da Rede de Educação Pré-Escolar, estabelecido com municípios e instituições de solidariedade, de forma a poder garantir a TODAS as crianças com 5 anos o acesso ao PRÉ-ESCOLAR.

Com um investimento de 36 milhões de euros, 50% suportado pelos Ministérios do Trabalho e da Segurança Social e da Educação, o programa tem por base a concertação estratégica entre o governo, as autarquias e as instituições privadas de solidariedade social. 300.000€ já foram investidos em Tomar, na nova creche da Gualdim-pais, que será inaugurada no Sábado dia 28, às 15Horas pelo Ministro do Trabalho Vieira da Silva.
Com esta medida pretende-se generalizar o acesso ao ensino pré-escolar para combater as desigualdades.

Promover a justiça social é, sempre foi, o apanágio da governação socialista.
Por isso, precisamos em Tomar de mudar.
Mas já agora, só vale a pena mudar, se for mesmo para melhor.
O PS em Tomar vem demonstrando, de facto, ser a melhor solução para o nosso futuro.
Pode acreditar!


[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz - FM98, hoje após o noticiário das 13H00, repetido no Domingo, também após o noticiário das 13H00]

18.3.09

UMA SÓ ATITUDE: A DEFESA DE TOMAR!

Temos vivido os últimos anos em Tomar, naquilo que poderemos definir como a fuga contemplativa.
Fugimos permanentemente dos problemas, com isso ajudando a criar outros. De seguida contemplamo-los, colocando quase sempre a culpa em terceiros.

Primeiro foi a culpar a economia nacional ou internacional, pelas sucessivas falências, pelas sucessivas incapacidades de gerirem os seus grupos empresariais, demonstradas pelas famílias tradicionais e de referência de Tomar. Incapacidades cimentadas na inadaptação aos novos paradigmas tecnológicos e de gestão dos anos 70 e 80.

Depois, foi durante essas e seguintes décadas, a fuga à realidade alimentada pela sucessiva especulação imobiliária, que teve o seu auge em meados dos anos 90, brilhantemente continuado nos anos seguintes. Aos problemas existentes, sem resolução eficaz, juntaram-se outros, a começar pela sucessiva rapina aos bolsos dos tomarenses, com elevadas taxas administrativas e prestação de serviços ao nível do terceiro mundo.

Temos fugido assim da realidade, culpando sucessivamente todos os Governos pelos males que são de nossa responsabilidade, especialmente porque a escolha da Câmara só depende de nós e na escolha do Governo, os tomarenses contam apenas com 0,5% dos votos, ou seja não decidem absolutamente nada.

A defesa de Tomar, de quem defende verdadeiramente Tomar, a sua história, compromisso simbólico e futuro estratégico, faz-se fazendo. Não se faz dizendo que se faz. Essa é uma diferença a que pouco a pouco, cada vez mais pessoas vão dando valor: valorizam quem apresenta resultados.

Os resultados da Câmara ou a ausência deles, são cada vez mais notórios. Quanto ao resto é fácil de ver:

Quem resolveu em definitivo as acessibilidades de Tomar à Nazaré (IC9) e a Coimbra (IC3), o primeiro já adjudicado e que será concluído até ao Verão de 2011 e o segundo no final do processo de adjudicação?

Quem resolveu em definitivo a vergonha que era a manutenção do Tribunal de Trabalho nas suas velhas instalações e abriu novas e funcionais instalações para o mesmo?

E quem instalou a PSP numa nova esquadra, devolvendo ao Município um edifício de sua propriedade, que durante dezenas de anos por essa foi ocupada?

Quem trouxe para Tomar um dos cem mini-campos desportivos, sintéticos, a nível nacional e dos oito do Distrito, a instalar até final de Maio, junto à associação das Serras da Sabacheira, que beneficiará a prática desportiva informal?

E quem investiu de forma determinante na nova creche da Gualdim-pais e que o Ministro Vieira da Silva vem inaugurar oficialmente no próximo dia 28 de Março?

Quem investiu desta forma em Tomar, sem ter responsabilidade directa na gestão do Município, merece ter o apoio do povo para governar o Município de Tomar.

Essa decisão podemos nós tomar, sem a ajuda de ninguém.

E aí acabarão definitivamente as desculpas!


[Artigo publicado na edição de 20 de Março de 2009, do Jornal "O Templário"]

11.3.09

Uma pessoa a falar verdade?

MEDINA CARREIRA, dixit

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"


E eu até nem sou de citar muito os outros ou de propagandear quem diz "apenas mal", mas este apanhado do Prof.Doutor Medina Carreira é de facto exemplar.

Exemplar pela pluralidade do pensamento que denota. Pela sua acutilância e coragem que demonstra. Pela clareza com que afirma aquilo que muitos não querem ver, mas que é essencial: DIZER A VERDADE AO POVO.
Quem assim agir, estou certo, ganhará muitos inimigos, mas no final acabará por ter a população do seu lado.

Os valores e os princípios não são negociáveis. A ética republicana que na política devemos prosseguir, também não.

Não há Homens sempre certos, nem sequer ideias sempre correctas. Há sim circunstâncias (MOMENTOS) e pensamentos (IDEIAS) correctas e pessoas que em cada o momento as/os sabem colocar em marcha.

Que façamos nós parte desse movimento: PELA VERDADE NA POLÍTICA!

6.3.09

Nota do dia na Rádio Hertz

Nota do dia, na Rádio Hertz [FM 98], lida hoje, após o noticiária das 13H00, repetida noDomingo, dia 8 de Março, depois do noticiário das 13H00.


As últimas semanas têm sido muito positivas para Tomar, apesar de algum desânimo que representou a resposta do Município às dificuldades dos Tomarenses, nas medidas de combate à crise.

Dizemos isso porque, por exemplo, foi ontem assinado em Lisboa um contrato entre o Instituto do Desporto, a Federação Portuguesa de Futebol e o Município, para a instalação no Concelho de um dos 100 mini–campos desportivos, pagos pelo Estado, a serem colocados esta ano em todo o País.


Estes mini-campos, são conforme o próprio nome indica, pequenos campos, em piso sintético, com dimensões aproximadas de 22 por 12 metros, que permitem a prática desportiva informal de futebol, andebol, basquetebol ou outros jogos com bola.

O grande objectivo destes mini-campos é o de fomentar a pratica desportiva, não oficial, portanto de tipo informal e é totalmente pago pela administração central, ficando apenas a autarquia com a responsabilidade da sua manutenção. Trata-se assim de uma oferta do Governo ao Concelho de Tomar, facto que não é demais destacar, especialmente quando estamos em tempo de dificuldades financeiras.

Este mini-campo irá ser instalado e ficar, digamos assim, à guarda do Grupo Desportivo e Recreativo da Sabacheira, clube que vem tendo nos últimos anos um desenvolvimento espectacular na divulgação e captação de centenas de jovens para a actividade física e dirigido por uma equipa jovem e dinâmica.

A juntar a esta boa notícia temos uma outra, que devendo orgulhar todos os Tomarenses, motivou uma azeda troca de galhardetes na última assembleia municipal.

Falamos da assinatura, realizada no castelo de Leiria no passado dia 26 de Fevereiro, do contrato de concessão Litoral-Oeste, onde está inserido o nosso IC9. E digo nosso, porque em todos os discursos e divulgação de comunicação efectuada pelo concessionário, onde pontua entre outros o Grupo Lena, a relevância era colocada na construção do IC9 entre a Nazaré e Tomar.
Esta cerimónia, onde como vem sendo cada vez mais hábito a Câmara de Tomar optou pela ausência, garante a conclusão do IC9 que nos ligará à Nazaré, até Julho de 2011.

A importância desta estrada é de todos sabida e representa a redução de 46% dos acidentes rodoviários neste percurso existentes, bem como a redução de 33 minutos no percurso efectuado entre Tomar e a Nazaré.

Ao optar por estar ausente da cerimónia de assinatura, a Câmara de Tomar e o seu Presidente Corvêlo de Sousa, demonstram o desinteresse pela construção desta via, bem como pelo IC3, que o PS já garantiu continuar a pressionar para a sua concretização, que estamos certos poderá vir a ter desenlace de concessão até Junho deste ano.

Ainda sobre o IC9, as obras a partir da Estação de Fátima arrancarão brevemente. Com este importante investimento, que ficará 25% mais barato do que havia sido lançado a concurso, Tomar ganha finalmente acesso ao litoral e o nosso Convento de Cristo, dimensão real de parceria com o Mosteiro da Batalha e de Alcobaça.
Mais do que a candidatura ao QREN, onde o Município se envolveu, mas que com a incapacidade de execução que se lhe conhece, infelizmente não vai representar uma melhoria substancial na visibilidade do nosso Convento de Cristo, o IC9 vai tornar Tomar novamente um centro importante de desenvolvimento regional.

Devemos mais esta afirmação ao Governo socialista, que conseguiu finalmente tirar do papel uma estrada de importância crucial para o futuro de Tomar.

E por falar em futuro, foi também notícia na última Assembleia Municipal as questões relacionadas com a segurança na cidade de Tomar. Dando relevo a algumas situações, que envolveram recentemente alguns grupos de jovens e também um conhecido comerciante da noite da nossa Cidade, a bancada do PS apresentou uma recomendação à Câmara, prontamente recusada pelo PSD.

Num sectarismo sem precedentes, orientado apenas pela sua completa e absoluta fobia contra os socialistas, seja no governo ou às propostas úteis, ponderadas e responsáveis que o PS tem vindo a apresentar em Tomar, o PSD vota contra tudo o que o PS apresenta sem sequer ler.

A Lei permite que a Câmara Municipal, se proponha criar o Conselho Municipal de Segurança, de forma a serem tomadas medidas imediatas de actuação e de combate à violência e à criminalidade em Tomar. Mais, em Agosto do ano passado o Governo Socialista elaborou com a Associação Nacional de Municípios um protocolo visando, a criação de um CONTRATO DE SEGURANÇA, a assinar entre o Município e a autoridade de segurança respectiva (PSP e GNR), através de uma proposta que terá de partir da Câmara.

Portanto CONSELHO Municipal de Segurança e CONTRATO de SEGURANÇA, dois instrumentos ao dispor da Câmara PSD, que esta recusou mais uma vez, apenas e só, porque foi proposto pelo PS.

Além de omitir nas actas da Assembleia Municipal, a generalidade das intervenções dos deputados municipais eleitos pelo PS, o que levou este pela primeira vez a votar contra as respectivas actas, a maioria que Miguel Relvas gere na Assembleia Municipal, e a maioria que Corvêlo de Sousa gere na Câmara, bloqueiam propostas correctas e que melhorariam a vida dos Tomarenses, apenas por profundo sectarismo e incapacidade de as lerem antes de votarem.

É se calhar tempo para os aconselhar a frequentarem de novo a escola primária, porque lá, além de se aprender a ler e a contar e agora, desde que o PS está no Governo, se aprende muito mais como por exemplo Inglês, a maioria PSD da Câmara de Tomar, poderia apreender a estar ao serviço das populações, em lugar de estar ao serviço de si própria.

Ausente do IC9, desligado do IC3, recusando propostas do PS para a melhoria da segurança das populações, insensível aos problemas sociais dos Tomarenses e das suas Empresas, que vêm sendo roubados, na água e nas taxas ao longo dos últimos anos, o PSD em Tomar é cada vez mais parte do problema em lugar de ser parte da solução.

Felizmente que temos o PS para ser alternativa a esta gente!

20.2.09

Bombeiros, Medalhas e Carnaval

Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz [FM 98], retransmitida Domingo, dia 22, após o noticiário das 13Horas.



Tivemos esta semana o aniversário dos Bombeiros Municipais de Tomar, onde foi notória a importância que as entidades públicas dão aos homens e mulheres que aí prestam serviço, voluntário e profissional, para ocorrer a todas as solicitações de emergência que vão ocorrendo no Concelho. Lamentável foi, que nesta cerimónia o vereador do pelouro, Ivo Santos, se tenha preocupado em atacar os voluntários acusando-os de não cumprirem as suas obrigações, ao velho estilo caceteiro com que António Paiva nos habituou no relacionamento com os Bombeiros.

Base dos sistema de protecção civil, os Bombeiros de Tomar, cumprem uma nobre e importante missão que merecia ser mais estimada e dignificada pelo seu vereador, que deveria confinar as suas criticas às reuniões internas, a realizar com os homens e mulheres que aí exercem o voluntariado, e não fazê-lo na praça pública.

Sobre outro tema em relevo nas últimas semanas, ficamos a saber que afinal havia também por parte dos vereadores independentes o interesse em que houvesse um regulamento para medalhas homenagens, quando o ano passado tentaram, com má fé e oportunismo bacoco, impor uma homenagem a todos os ex-autarcas de Tomar, com excepção do ex-presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Engº José Mendes, eleito pelo Partido Socialista.

Ficamos a saber isso, porque o vereador do PS, Carlos Silva, apresentou este ano uma proposta de regulamento que era exactamente o mesmo REGULAMENTO, que o então vereador da CDU Rosa Dias apresentou à Câmara em 1989 e posteriormente em 1993, entregou ao presidente da altura, hoje vereador Pedro Marques.

Ou seja, os actuais vereadores dos independentes, tinham uma Proposta de Regulamento sua, que não apresentaram o ano passado. Aí foram buscar uma proposta do PS de 2007 onde era proposta uma homenagem às figuras em destaque na sociedade Tomarense, da cultura ao desporto, das artes á politica, "esquecendo-se" que tinham uma proposta com quase 20 anos que não apresentaram.

Agora que o PS recuperou a proposta deles de há 20 anos, EXACTAMENTE IGUAL, nem um, nem outro vereador dos independentes, viram que era a proposta que conheciam há imensos anos e que o ano passado se esqueceram de apresentar, na sua fobia anti-PS.
Prestaram assim um mau serviço a Tomar.
Mas ainda sobre este assunto, melhor não andou o PSD que na mesma reunião de Câmara veio falar de uma Proposta que dizem ter mas que ninguém conhece, nem nunca foi apresentada.

O Vereador Carlos Silva e o PS, conseguiram mais uma vez demonstrar que aqueles senhores que há vinte anos por lá andam na Câmara, são parte do PROBLEMA e NÃO PARTE DA SOLUÇÃO!

Outro facto interessante que tivemos também nas últimas semanas foi a atribuição de cerca de 30 mil euros de apoio para o Carnaval de Tomar, com o que estou indiscutivelmente de acordo. O problema é que houve o esquecimento, mais uma vez, do Carnaval da Linhaceira. Desde 2007 que o PS vem exigindo, com propostas concretas na Câmara e Assembleia Municipal, que o Carnaval da Linhaceira, seja considerado como parte um mais vasto “Carnaval do Concelho de Tomar”, e por isso mesmo receba um apoio que valorize e dignifique o empenhamento das gentes daquela terra, que há 18 anos consecutivos vêm organizando um Carnaval que promove a Linhaceira, a Freguesia da Asseiceira, mas muito especialmente o Concelho de Tomar.

Todos os anos o PSD recusa dar apoio ao Carnaval da Linhaceira.
Todos os anos o PS relembra o assunto.
Haverá, estou certo, um dia em que os cidadãos de Tomar, independentemente do sítio onde vivam, sejam tratados de igual forma. Sem AMOS, NEM SENHORES, SEM MEDO, NEM OPORTUNISMOS.
Porque os palhaços, esses, são mesmo bons é no circo ou então, por estes dias, mas só por estes dias, por aí.

Um bom carnaval para Todos.

11.2.09

APOSTAMOS NAS FAMÍLIAS

A Câmara de Tomar aprovou recentemente um conjunto de propostas que visam minorar a crise económica vigente e em curso há diversos anos no nosso Concelho. O Vereador do PS não se opôs a nenhuma das propostas apresentadas, embora tivessem os socialistas propostas melhores e de maior alcance que as entretanto aprovadas pelos responsáveis do Município dos últimos 20 anos.

A exemplo do que temos vindo a fazer no Governo, com uma determinada e sustentável política de apoio às famílias, onde o aumento em mais de 25% dos abonos de família para os escalões de mais baixos rendimentos é apenas um exemplo, propuseram os socialistas em Tomar um conjunto de medidas, quase todas recusadas pelo PSD.

Propusemos que o Município avançasse com um programa de recuperação de habitações degradadas no Concelho. Quem sabe quantos dos nossos vizinhos vivem ainda em condições habitacionais degradantes? Propusemos também que o IRS no Concelho fosse reduzido, nos termos da Lei que permite aos Municípios disporem até 3% dessa verba, para melhorar o dinheiro disponível das famílias que pagam impostos. Mas nas propostas que os socialistas apresentaram olhamos para outro aspecto importante da vida das famílias de Tomar, quando propusemos que o Município devolvesse 1 hora de estacionamento a todos os utentes do comércio local, de forma a promover o comprar nas lojas do comércio local, contribuindo para manter o emprego.

Também neste âmbito propôs o PS, que houvesse total isenção de taxas para investimentos no Comércio, tendo como limite 100 mil euros de isenções. Propusemos a mesma lógica para taxas para investimento no Turismo, no limite de 100 mil euros e para a Indústria, com isenção de taxas até 200 mil euros.

O grande objectivo aqui, como em termos das políticas nacionais de apoio às empresas, foi o de tentar garantir os postos de trabalho, existentes e, preferencialmente, ajudar a criar novos. Uma das melhores formas de ajudar as famílias hoje, é tentar garantir que estas conseguem manter o emprego. Para manter o emprego é necessário incentivar e facilitar o investimento das e nas empresas. A tudo isto o PSD em Tomar disse não.

Para mal de todos quantos vivem, estudam, trabalham ou gostam de Tomar o PSD decidiu fazer parte do problema, indiferente às dificuldades das empresas locais, indiferente à usura de taxas de todo o tipo, que durante mais de uma década tem mantido, sobre quem cria riqueza ou vive em Tomar.

Quando o PS propôs que o Município devolvesse metade das taxas que cobrou, na nossa perspectiva indevidamente, a quem comprou ou construiu casa em Tomar depois de 2004, até ao limite de 200 mil euros, o PSD votou contra argumentando que isso seria assumir que errou. E qual seria o problema disso? Acaso quem exerce o poder, em Tomar ou em Lisboa acerta sempre o que faz? Não poderiam, já este ano, as famílias que tiveram assim de comprar mais caras as suas casas, em virtude dessa política da Câmara, serem ressarcidas em parte?

E que dizer da nossa proposta, também recusada, de dar total isenção de taxas, para quaisquer intervenções em casas dentro das localidades? De facilitar a junção de artigos matriciais, afim de recuperar parte das casas degradadas no interior das aldeias e da cidade, reduzindo o risco de desertificação?

E que dizer do subsídio a fundo perdido por nascimento, entre 400 e 600 euros, proposto pelo PS e recusado? Não iria ajudar todas as famílias, com património de valor inferior a 250 mil euros, a suportarem melhor a chegada de um novo membro?

Era justo ou não?

Porque será que o PSD a recusou, quando em muitos Municípios por si geridos o aprovou?

Apenas pelo facto de ter sido proposto pelo PS.

Percebe-se: Corvêlo de Sousa e o seu PSD optam em Tomar por prejudicar as empresas e as famílias, apenas e só porque as propostas que as ajudavam vieram da sua oposição política. Pena que assim seja. Quando for chamado a renovar a sua confiança neles, por favor não se esqueça de lhes agradecer.

10.2.09

"O Homem da Luta"

Com um obrigado ao meu camarada e amigo José Velho, que descobriu este tesourinho deprimente, deixo-vos com um dos artistas do momento, da cena política internacional e onde os outros países depositam inúmeras esperanças para retirar o mundo ocidental da crise.

Depois de ouvirem este brilhante discurso, do nosso Presidente da Comissão Europeia, perguntem-se "em que raio" de língua está o homem a falar. Deve ser já um "europês" qualquer dos anos 70.

6.2.09

PARA QUE SERVE AFINAL O PDM ?

Como todos sabemos o PDM de Tomar está há dez anos em revisão. Está a concorrer já, em termos de longevidade, com os célebres andaimes que o Governo de Cavaco Silva nos doou na Charola do Convento de Cristo. Não era a promessa de uma revisão rápida do PDM de Tomar, um dos motes da campanha do PSD em 1997?

Mas carregados que estamos de tempo para esperar e na ausência do trabalho concluído, vamos tendo estudos, documentos enquadradores, estratégicos, análises e visões, etc. Num dos estudos fomos descobrir o que poderia ser considerado um “tesourinho deprimente dos Gato Fedorento”, se não se desse o caso de serem mesmo verdade os dados aí lançados. Falamos da análise ao estado da Rede Viária Municipal, realizado pela equipe de revisão do PDM. Os dados são os seguintes:

% Estradas e Caminhos em Mau Estado ou não asfaltadas

Menor que 20% dos Km existentes: Alviobeira, Casais, Carregueiros,
S.João, Paialvo, Asseiceira,
Sta Maria, S.Pedro e Junceira

Entre 20 e 30%: Sabacheira, Pedreira e Madalena

Entre 30 e 40%: Beselga, Olalhas e Além Ribeira

Superior a 40% dos Km existentes: Serra

Num olhar atento verificamos que 9 das 16 freguesias do concelho têm menos de 20% das suas estradas e caminhos municipais em mau estado ou não asfaltadas.
Um dos aspectos curiosos que salta à vista, é que das outras sete freguesias com as suas estradas mais deterioradas, quatro são governadas por autarcas do PS - Sabacheira, Madalena, Beselga e Além da Ribeira.
Aliás, se olharmos com mais atenção, das cinco Freguesias que são governadas por autarcas do PS, quatro estão entre as que têm as suas estradas mais degradadas.

Tal facto só é relevante porque esta semana, mais uma vez, a maioria PSD aprovou a transferência de verbas para as Freguesias, que não tem em conta as necessidades efectivas de melhoria, por exemplo, da rede viária municipal aí existente.

As estradas e caminhos municipais, responsabilidade da câmara e não das juntas como muitas vezes pensamos, não são por esta arranjadas. O grande objectivo da Câmara deveria ser que as populações, independentemente da freguesia onde vivessem, tivessem as mesmas condições de acesso e mobilidade, devendo a Câmara investir mais nos arranjos, justamente nas Freguesias onde as condições são, ainda hoje piores.

E estão nesse caso as Freguesias da Serra de Tomar, da Beselga, das Olalhas, de Além da Ribeira, da Sabacheira, da Pedreira e da Madalena. Bem sabemos que estas Freguesias todas juntas não têm mais do que 9 mil eleitores, mas devem ser estas populações prejudicadas por não terem peso eleitoral no Concelho?.

A gestão do PSD tem contribuído assim ao longo dos anos, para degradar as condições de vida de parte substancial dos residentes das freguesias, usando de “partidarite barata e sectária” em favor de algumas Freguesias em detrimento de outras.

Forma diferente de actuar tem tido o Governo do PS, quando tem investido no Concelho de Tomar, apesar deste ser governado pelo PSD: o novo Tribunal de Trabalho e a nova Esquadra da PSP, são disso claro exemplo.

Quando olhamos para esta forma de actuar e marcando passo a revisão do PDM, cabe perguntar: quanto mais tempo tem os Tomarenses de aturar tamanha mesquinhez e irresponsabilidade?

3.2.09

Descoberto o responsável pela crise em Tomar

Uma das vantagens que tenho no meu trabalho como adjunto do Governador Civil, em Santarém, é poder-me deslocar a diversos locais do Distrito, muitos dos quais completamente inexpectáveis.

Um outro dia, numa dessas deslocações e enquanto me perguntava pelas verdadeiras razões que levaram a maioria PSD a descobrir a crise em Tomar só agora em Janeiro de 2009, acabei por encontrar o responsável pela crise.


Só não sei ainda que nome lhe hei-de dar. Mas estou cá a pensar num bem giro!

30.1.09

"Pedro Marques Jogador e Árbitro"

Da última Página do Jornal "O Cidade de Tomar" de 10/Março/1995, retiro o seguinte texto de opinião, assinado por um tal José Nascimento Ribeiro, que honestamente desconheço de todo.

Estou certo que o Jornal, cujo Director era António Madureira e o Chefe de Redação Carlos Carrão, conhecia bem o autor e entendeu dar-lhe o destaque de última página.
Deve ser, por isso mesmo, um destacado cidadão a quem Pedro Marques nunca ameaçou colocar em Tribunal, o que aliás me parece muito bem, visto que assim não passou por pusilânime, como o tem sido comigo desde Agosto do ano passado.

Mas vamos ao texto, que até é engraçado e nos dá uma boa perpectiva sobre uma visão, que se pode ter da sua actuação como Presidente de Câmara. E isso, de facto é a única coisa que interessa, depois de todos os anos que já passaram.

Nota: O texto é o do Jornal, os destacados, itálicos e notas são de minha autoria


ACTUAL, por José Nascimento Ribeiro
Pedro Marques Jogador e Árbitro

Ao contrário daquilo que tem sido escrito pela imprensa e pela oposição partidária [PSD], a actuação de Pedro Marques enquanto Presidente da Câmara não parece estar ferida de ilegaldades graves como aquelas de que é acusado.

Senão, vejamos: a lei prevê sanções como a perda de mandato e a nulidade dos actos administrativos, noa casos em que o membro da C.M.

(1) intervenha em processo no qual tenha interesse ou
(2) não dê conhecimento à C.M. de que a matéria em apreciação lhe diz directamente respeito;

e determina a pena criminal de prisão na situação de corrupção em que o membro da C.M.

(3) receba qualquer vantagem, patrimonial ou não, para a prática de acto no uso das suas atribuições

Ora acontece que em todos estes casos, Pedro Marques parece ter tido uma actuação, enquanto Presidente de Câmara, juridicamente inatacável. E afirma-se que tal inocência é aparentemente pela razão elementar de que, a acreditar nas versões publicadas na imprensa - que estão longe de ser amistosas ou brandas -, os factos invocados para o crucificarem não constituem matéria legalmente relevante.

Por outras palavras: os factos que a imprensa e a oposição partidária [PSD] argumentam não são ilegalidades nem crimes.

Em primeiro lugar, o Presidente não participou nas deliberações nas quais tinha interesse próprio.

Em segundo lugar, o Presidente justificou essa não participação com a circunstância de nelas ter interesse directo.

Em terceiro lugar, apesar de ter aceite utilizar uma viatura de luxo da empresa de que era sócio e que tinha interesses pendentes na Câmara, não favoreceu a mesma empresa pois nem sequer participou nas deliberações.

Então dir-se-á: mas afinal Pedro Marques valeu-se da sua posição na Câmara Municipal para se lançar como empresário, construindo uma fortuna em negócios propiciados pelo próprio órgão em cuja presidência deveria salvaguardar e defender o interesse público...

Tudo indica que sim.

Mas enquanto o Presidente observava escrupulosamente as normas legais aplicáveis aos actos praticados por si e pelo órgão a que pertence, o cidadão Pedro Marques patrocinava interesses particulares, quer próprios quer comuns à empresa de que veio a ser sócio.

Digamos que Pedro Marques, jogador por formação e árbitro por eleição, sempre foi jogador enquanto árbitro, mas nunca arbitrou quando jogou. Antes de concretizados os seus sonhos, em caso algum os confessou. Do segredo fez a alma do negócio. Tomando a lei como coisa séria, o público Pedro não podia discriminar os interesses do privado Pedro.



Nota:
Ora digam lá se o articulista tinha ou não piada?
E ainda há por aí quem diga que eu uso terminologia ofensiva, indecorosa e faço ataques descabidos, ao "exemplo de Presidente" que tivemos em Tomar, entre 1990 e 1997.
Pois está visto que o biltre sou eu!

27.1.09


A propósito de crises, vejam só estes indicadores para o 3º maior parceiro económico português: a Inglaterra!

Recordemos, só para nossa orientação o que vamos investir nos Portugueses no decurso destes primeiros 6 meses de 2009, para minorar o impacto da crise internacional:
800 Milhões€ - Apoio às empresas (ModCom, reconversão turismo e
linhas de crédito bonificado PME)
580 Milhões€ - Medidas de apoio ao emprego, dos quais 285 milhões directamente para a manutenção de emprego
500 Milhões€ - Modernização de 100 Escolas Secundárias, entre as quais a Escola Jácome Ratton (Ex-Escola Industrial de Tomar)
280 Milhões€ - Comparticipação para investimento nas energias renováveis (Publico e Privado)
50 Milhões€ - Investimento nas redes de banda larga de nova geração (especialmente para o interior do País)
No apoio ao emprego de destacar os 105 Milhões€ de apoio aos jovens no acesso ao emprego, com a criação de 12.000 novos estágios remunerados.
Outras medidas de forte impacto social:
Redução das comparticipaçõs para a Segurança Social, para trabalhadores com mais de 45 anos e para Empresas com menos de 50 trabalhadores (95% das empresas nacionais), de 23,75% para 20,75% (-250€/trabalhador/ano em média).
Mais seis meses de subsídio social de desemprego, que pode representar mais cerca de 2100€ por cada trabalhador desempregado.
Pagamento de 2000€ à contratação de jovens e desempregados inscritos há mais de seis meses, acumulável com 2 anos de isenção para a segurança social.
Nova linha de crédito de 2000 Milhões€ para PME (Empresas até 50 trabalhadores), algumas das quais com garantia de juros indexados à euribor 3 meses menos 0,5%.
O Pagamento Especial por Conta, para PME, é reduzido de 1250€ para 1000€.
É implementado o sistema de autoliquidação do IVA, na prestação de bens e serviços à administração pública, de montante superior a 500€.
É criado um sistema de apoio à instalação de paineis solares e microgeração.