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1.5.08

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO TRABALHO

Todos sabemos que as alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.

Portugal padece de graves e estruturantes problemas endémicos, que apenas a alteração do Código do trabalho, dando mais relevência à responsabilidade de trabalhadores e empregadores, pode não resolver. O problema de base é mesmo cultural e só se resolve com ATITUDE!

A discussão sobre a revisão do código do trabalho teve, desde já, uma grande diferença por relação à que ocorreu aquando do governo PSD/PP: uma conflitualidade política muito inferior.

São boas notícias e não é difícil perceber as razões para que assim seja.
Há cinco anos, as alterações do direito do trabalho foram apresentadas como a solução para todos os problemas de competitividade da economia portuguesa. Enquanto o Governo se envolvia numa cruzada que visava enfraquecer o papel dos sindicatos na contratação colectiva, estes viam nas alterações à legislação laboral o mais sério ataque aos direitos dos trabalhadores. Ambas as partes, politizaram a discussão, entrincheirando-se em posições que impossibilitaram a negociação.
A proposta agora apresentada pelo Governo tem, deste ponto de vista, um conjunto de vantagens. Antes de mais, o executivo não aproveitou a revisão da legislação laboral para encetar uma cruzada ideológica, de forte carga simbólica. Pelo contrário, a proposta é uma base para discussão, que procura criar condições efectivas para um consenso.
Depois em momento algum o Governo indiciou que esta era a mãe de todas as reformas. As alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.
O tema "precariedade" é um bom exemplo da terceira via em que assenta a proposta do Governo.
Uma das singularidades do mercado de trabalho português é a existência de elevados níveis de vínculos precários. Entre nós, cerca de 20% do emprego é precário, um valor 6 pontos percentuais superior à média europeia.
De acordo com o inquérito ao emprego do INE, em 2007, havia cerca de 3 milhões de contratos sem termo para cerca de 700 mil com termo.
A estes há que somar outra das especificidades nacionais, o número muito significativo de independentes, cerca de 1,2 milhões (uma grande parte são agricultores idosos). Entre estes independentes esconde-se o que não é uma situação de precariedade, mas, sim, de ilegalidade – os falsos recibos verdes.
O emprego precário tem sido o escape das empresas (e convém não esquecer, do Estado) para criar emprego num contexto de fragilidade do tecido económico português. Perante um cenário de rigidez formal da lei, as empresas operam nas margens da ilegalidade, aproveitando a baixa eficácia da regulação laboral.
Perante este cenário, o discurso político tende a alternar entre dois extremos: de um lado, aqueles que afirmam que a solução para a precariedade é a flexibilização do mercado de trabalho, designadamente desprotegendo aqueles que têm vínculos certos e sem termo. Do outro, os que afirmam que é preciso combater a precariedade, rigidificando a lei e fiscalizando as ilegalidades (ou seja, nomeadamente proibindo os abusos nos recibos verdes). Nenhuma destas soluções é viável. A primeira porque esquece, por um lado, que o direito do trabalho assenta numa assimetria de posição entre empregadores e empregado, em que a lei é o garante de alguma equidade, e por outro, que a liberalização do mercado de trabalho em Portugal fragilizaria ainda mais o tecido social português. A segunda porque esquece que um incremento da rigidez seria necessariamente acompanhado de maior flexibilidade de facto e, tendo em conta a extrema debilidade do nosso tecido económico, transformaria o grosso dos precários em desempregados.
A solução que o Governo apresentou é uma terceira via criativa para um dilema fundamental da regulação do mercado de trabalho português.
Com o fim da taxa social única, as empresas passam a descontar menos para os contratos sem termo e mais para os contratos a termo. Simultaneamente, dão-se passos fundamentais para que os independentes passem a ter algum tipo de protecção social comparticipada pelo empregador (através do pagamento de 5 pontos percentuais da taxa contributiva).
Desse ponto de vista, trata-se da versão portuguesa do princípio da flexigurança.
Troca-se maior flexibilidade (em última análise, através do reconhecimento de soluções de grande precariedade) por alguma segurança em sede de protecção social.
Há, contudo, pontos críticos que estão ainda por esclarecer. Desde logo o fim da taxa social única. A proposta do Governo é omissa quanto ao impacto para a receita da segurança social destas alterações. Depois, apesar das medidas que visam o reforço da presunção da existência de um contrato para os independentes, sobre estes continua a pairar a cobertura pelo direito civil.
Este começo de processo revela a essência da Governação PS: Uma atitude consistente e determinada na resolução dos problemas existentes, assumindo a via negocial, mas sem transigir nos objectivos.
Post Scriptum - O papel da CGTP
Ainda as negociações não tiveram início e já a CGTP organiza grandiosas manifestações contra as alterações da legislação laboral, ao mesmo tempo vai negociar, aproveitar os tempos de antena e no fim anunciar que não assina qualquer acordo. Daqui a uns tempos volta à luta nas ruas contra qualquer alteração da legislação que não aprovou.

O actual código laboral pelo qual a CGTP luta já suscitou dezenas de greves e de manifestações ao longo da sua história, resulta de vários acordos que a CGTP nunca assinou e de longos processos negociais onde a CGTP só esteve presente para dizer que não assinaria e aproveitar a exposição mediática.
Basta ler a entrevista de Jerónimo de Sousa ao Diário de Notícias para se saber que por melhor que seja o acordo ou por maiores que sejam as cedências do patronato, Carvalho da Silva está proibido pelo seu partido de concordar com o que quer que seja, ele não foi designado pelo PCP para estar à frente da CGTP para dizer o que pensa ou para defender os interesses dos trabalhadores, mas sim para actuar de acordo com a agenda político-eleitoral do PCP e neste momento o que interessa a este partido é agitação na rua, porque quanto pior melhor.
Está talvez na hora de as outras partes - Sindicatos e Patrões - convidarem a CGTP a não participar nas negociações já que lá está de má fé.

29.4.08

15.4.08

AKORDO ORTOGRAFICO

Confesso que sou um apoiante do acordo ortografico, mas não posso deixar de me rir com esta abordagem, exagerada de todo, que não quis deixar de partilhar convosco.


REFORMA Ortográfica com " HUMOR "

Eis aqui um programa de cinco Anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave.
Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
No segundo ano
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil..

No terceiro Ano
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando
kom teror de soletrar..

No quarto ano
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.

No quinto ano
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu e vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti.

Olia ço ki maravilia!

26.3.08

Motor revolucionário


Mão amiga, fez-me chegar este Video, que mesmo que não seja verdade, nos aponta um caminho interessante e nos relembra a dependência do Petrólio.

24.3.08

Quando se é jovem todo o mundo está ali à mão.

A pedido da Redacção do Jornal "O Cidade de Tomar", a propósito do seu aniversário em 2008.

Na Tomar de há vinte anos ser jovem era uma seca, não havendo em Tomar mais do que um local da noite, que não fosse uma cervejaria. Havia é certo todo o tipo de oferta de ensino, um conservatório, um instituto de línguas, dois cinemas a funcionar e o único centro comercial de toda a região. Mas fora daqui havia um mundo inteiro de outras oportunidades, razão pela qual muitos da minha geração daqui saímos e poucos voltaram passados vinte anos.

Muito provavelmente, os jovens de hoje dirão exactamente o mesmo, sinal óbvio de que algo falhou.

Haviam na altura em Tomar locais que são hoje apenas uma recordação como o Salão de Jogos Obélix, a Cervejaria Noite e Sol e Bar Frederico, onde hoje é o Casablanca na Rua de S.João. Sendo um sítio ímpar, o Bar Frederico era um local onde dava gosto estar, com um estilo intimista, apropriado para uma conversa de fim de noite, augurando por algo de mais firme e desenvolto nas horas que se seguiriam… Horas essas por vezes passadas até de madrugada na celebérrima Discoteca local, o Pim-pim, hoje transformada num local de culto…

Tomar evoluiu muitos nestes vinte anos, não só pelos locais de noite e da noite onde se pode estar, sem preconceitos, professando este e aquele culto ou mesmo nenhum, para aqueles que se dizem livres.

Tomar estava na altura nos Jogos sem Fronteiras, hoje faz parte de uma Comunidade Urbana apontando o seu caminho na Europa, como meta a atingir. Tomar na altura era gerida por uma Câmara PPD, onde a esposa do actual Presidente era Vereadora de um Partido que já não existe: o PRD. As opções de trabalho para a minha geração que havia saído há pouco do Liceu eram poucas: vida militar, um qualquer trabalho pouco especializado nas Indústrias e Serviços da região ou a aventura numa das áreas metropolitanas de Portugal ou da Europa (França e Suiça especialmente).

Estávamos no início da nossa via Europeia a 12, depois do rotundo falhanço do caminho Africano. Hoje olhamos para Africa e Brasil como forma de sublimarmos os labirintos de uma Europa a 27. Tomar tinha na altura um Presidente que havia retornado de Moçambique, hoje quase já não nos lembramos de um outro que por lá e por aí cirandou a caminho do Portugal dos pequeninos…

Tomar era terra farta de sobra para os enteados e parca de oportunidades para os filhos, como aliás todas as terras desta província imensa que de Lisboa se entreolhava e espreitava para o seu território.

O Instituto Politécnico dava os seus primeiros passos pelas mãos de Baeta Neves e Júlio das Neves, com o alcance e visão que hoje estão há prova, sendo esta a Indústria que mantém Tomar viva. Becerra Vitorino era um jovem arquitecto e promissor Vereador, como passados vinte anos se vê e se verá.

Muito se mantém hoje dessa Cidade dos anos 80, além das dificuldades para os Jovens, da Câmara PPD, da dificuldade de investir e singrar, dos partidos e dos grupos políticos que o não são… São disso exemplo a Estátua do Mestre Gualdim-pais, no mesmo local onde nunca deveria ter sido colocada, o Pavilhão da Gualdim-Pais que por essa altura começava e que hoje é uma referência regional e o nosso Jornal Cidade de Tomar.

Este nosso Jornal é hoje deveras mais arejado e onde muitas vezes os comunicados do PS são publicados, coisa que nos anos 80 era por vezes difícil… À evolução os meus parabéns. Esperemos que os próximos 20 anos nos tragam um ainda melhor caminho.

19.3.08

A PÁSCOA

A Páscoa é sempre no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março).
Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida!
E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).
A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos).
A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.
Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos).
A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818.
Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

4.3.08

OUTRA VISÃO SOBRE A MINISTRA DA EDUCAÇÃO

www.nossomoscapazes.blogspot.com
Armindo Bento, Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim

A Escola tem que mudar, pois à sua volta tudo mudou, só que ainda não deram conta!

Quem tem assistido nestes últimos tempos aos debates em torno do ensino , somos levados a pensar que em Portugal, ao contrário dos outros paises europeus, as escolas são CENTROS DE DIA onde os professores ensinam a outros professores como nas universidades abertas. Até parece, que as nossas escolas foram feitas e existem apenas e só a pensar nos professores, onde os alunos são mera matéria-prima das escolas e os pais , esse nem sequer existem !
Ainda que modestamente temos tentado,reafirmar, sempre que possivel ser contra aqueles que por facilitismo,medo da perda de votos e aversão à mudança, alinham na "orquestração quase mafiosa",para a substituição da Ministra da Educação. É reconhecido e demonstrado a sua muita corajem na aplicação de medidas tão necessárias para ajudar este País a sair do atoleiro de interesses que germinam em cada canto.
A SENHORA Ministra, sim porque é uma SENHORA com maiúsculas,é talvez o melhor GOVERNANTE que desde o 25 de Abril passou pelo Ministério da Educação e sem dúvida competente,enfrenta os lobis e os interesses particulares há muito instalados nos sindicatos que a todos nos envergonham pelo degradante espectáculo que estão sempre a promover.
Eu e muitos portugueses sentiram uma enorma vergonha " daquele miudo que se disse professor de matemática e que insultou a senhora Ministra( bem sei que nos jornais de domingo já vinha apresentar desculpas pelo que disse, "dado as suas afirmações não corresponderem à verdade e que se ficou a dever a sentir-se muito nervoso " Quem tem filhos, e os jovens professores mais velhos do que aquele "sábio" a esta hora e não só os seus pais, estarão tão envergonhados como eles devem estar.
Só espero que o Senhor Presidente da República que não vai a votos, defenda esta Ministra e dê o exemplo da Irlanda onde os professores são a base do sucesso da economia pelos alunos que preparam e formam no interesse do seu País. Será que algum Sindicato de Professores em Portugal pode dizer o mesmo? Vejam as recentes estatisticas e o ranking do ensino europeu. Não devemos todos meditar o que andam os nossos professores a fazer ? É uma pena que este País com quase nove séculos continue na idade da pedra!
Alguns espertos, e estou a incluir a maioria dos professores, para não falar de outras classes corporativas, continuam a pensar que são o centro do mundo e os restantes cidadãos são parvos. Todos ou quase todos os Portugueses tem ideia, por experiência vivida, do que é ter um filho que passa o tempo quase todo sem aulas porque o (a) professor(a) faltou. Um país que gasta imensos recursos no ensino (salários, dos mais elevados, dos professores) e não consegue ter resultados que se vejam, ou será que os portugueses ficaram, de repente, estúpidos?
Tenho procurado por argumentos e motivos que fossem justos ou razoáveis, para tanta contestação e tanto insulto, mas sempre em vão. É precisamente este «sindicalismo em estado puro» que ameaça hoje, destruir o futuro do ensino público em Portugal. Tenho amigos professores, que me dizem sentirem-se hoje pela primeira vez, em democracia, com receio de partilhar a sua opinião em relação à actuação demagógica e até reaccionária de sindicalistas, que de professores são muito pouco,( não sei até se alguma vez exerceram a sua profissão ...) pois são profissionais da politica, que apenas e só pretendem que nada mude, para que tudo fique na mesma, isto é defendem só os seus interesses particulares e os interesses partidários daqueles que sempre viveram da politica.
Na minha opinião não seria necessário que os professores se deixem assombrar pelo fantasma da avaliação pois apenas se terá que explicar por que tem a Escola que mudar, quando à sua volta tudo mudou, e os professores de facto ainda não deram por isso !
Como é possível estar contra as aulas de substituição ou mascarar essa oposição inicial com a posterior reivindicação de as tolerar desde que pagas em horas extraordinárias, quando se sabe da necessidade dos alunos?
Como é possível ser contra a avaliação, ou apenas contra a sua complexidade, ignorando o rigor e a qualidade que devem ser colocados em cada metodo de avaliação?
Como é possível ser contra a hierarquia docente, assente em critérios objectivos, com o argumento de que a selecção não foi perfeita, terá deixado alguns de fora,( sindicalista ....) ou deva ainda ser corrigida? Porventura ficou fechada a porta do aperfeiçoamento das soluções?
Como é possível ser contra a direcção unipessoal das escolas, com base em planos, programas e órgãos consultivos de representação comunitária, com o velho e gasto argumento da alegada "gestão democrática das escolas"? Em que século vivem os opositores das reformas na Educação?
Terão eles pensado no dia seguinte e como vai ser o futuro deste nosso País?

2.3.08

AFINAL O QUE SE PASSA PELA CASA DA ROSA?

Texto de Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS, ex-Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário



1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.

Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?

Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres?
Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos
nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia
parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?

Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.

Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se
investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem
fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento.

Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!

O país cansa!

Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais
exigentes.

Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

6.2.08

O ADVOGADO, MAÇON E POETA QUE REVOLUCIONOU A SAÚDE


(Tomar, na rota e na vida de António Arnaut, na fundação do Partido Socialista)


Por FERNANDO MADAÍL , DN 2/2/2008



É hoje o militante nº 4 do PS, que ajudou a fundar após espatifar um 'Opel' - O Opel Ascona - que, no Portugal de então, para evitar confusões, se chamava Opel 1604 -, novinho de oito dias, estava destruído, mas António Arnaut evitava que a polícia tomasse conta da ocorrência.


Aceitou as desculpas da senhora que, numa curva junto ao cruzamento da barragem de Castelo do Bode, tinha atravessado a faixa de rodagem e atirado o seu carro para a ravina. Surgiu ali, por acaso, um conhecido, a quem o advogado de Coimbra confiou o automóvel. Levou o amigo Fernando Valle, então com 73 anos, a fazer um curativo ao hospital de Tomar e seguiram, na companhia de Fernando Borges, até Lisboa num táxi.


Naquela tarde de Abril de 1973, o futuro ministro dos Assuntos Sociais e os seus camaradas preparavam- -se para apanhar avião para Zurique, uma das escalas dos socialistas portugueses que se iam reunir em Bad Munstereifel, onde a ASP (Acção Socialista Portuguesa) se transformaria no PS.


Natural da localidade de Cumieira, concelho de Penela, onde nasceu a 28 de Janeiro de 1936, licenciou-se em Direito, em Coimbra, em 1959. Integrou a comissão distrital da candidatura de Delgado e, por subscrever um abaixo-assinado de católicos progressistas, foi arguido num processo instruído pela PIDE, de que seria amnistiado.


Em 1965, ao proferir uma palestra no Teatro Avenida, onde estava Torga, o escritor sugeriu a Fernando Valle que convidasse aquele jovem para a ASP, a que Arnaut aderiu em 1966. A partir daí, A. Duarte Arnaut (então, o seu nome profissional) passa a surgir associado àquela corrente oposicionista. Integrou a lista da CDE em 1969 e, em 1973, apresentou uma comunicação no Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.


Em Bad Munstereifel, por indicação de Soares, Arnaut preside às sessões e, apesar do seu voto ter sido contra a decisão, a ASP transformava-se em partido político, garantindo assim o assento na Internacional Socialista sem ser com o mero estatuto de observador. Arnaut dactilografaria também a acta desse histórico dia 19 de Abril, terminando o texto com a frase: "Eram 18 horas."


O programa, que os exilados Soares e Tito de Morais levariam a Vigo, entrou em Portugal na roupa das mulheres dos três socialistas que foram à Galiza: além de Arnaut, António Macedo e Marcelo Curto.Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Penela após o 25 de Abril, no 1.º de Maio de 1974 discursa no estádio universitário de Coimbra perante uma multidão que Torga definiu como "colossal cortejo".


A 1 de Junho, está no primeiro comício do PS em Coimbra; depois no que teve a presença de Mitterrand; certa ocasião, recordará Fernando Valle, "esteve a falar duas ou três horas num comício na Praça 8 de Maio", enquanto esperavam por Soares, "que se atrasava sempre".Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República (chegaria a ser vice-presidente do parlamento), inicialmente apontado para a pasta da Justiça, foi convidado para ministro dos Assuntos Sociais (reunia as pastas da Saúde e da Segurança Social) do II Governo Constitucional, resultante da efémera coligação entre o PS de Mário Soares e o CDS de Freitas do Amaral.


Durante algum tempo, quando os jornalistas, que sabiam que ele teria estado a preparar a sua ida para o outro ministério, lhe lembravam esse facto, alegava que era "ministro da justiça social". Apesar de ser o gabinete com formação mais à direita que se formara desde o 25 de Abril, tinha no programa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sempre aplaudido pela esquerda. Assume a responsabilidade política da Lei 56/79, aprovada pelo parlamento quando o PS já tinha saído do poder, mas lembra que a parte técnica foi desenvolvida por Mário Mendes, Miller Guerra, Gonçalves Ferreira e por um então jovem professor da Escola Nacional de Saúde Pública, Correia de Campos.


Caiu o Governo e, depois, Soares recusou apoiar a recandidatura presidencial de Eanes. Um dos críticos desta decisão foi Arnaut. No IV Congresso, em 1981, defrontavam-se soaristas e Ex-Secretariado - cujos "sete magníficos" eram Zenha, Arnaut, Sampaio, Constâncio, Guterres, Miller Guerra e Ramos da Costa. Após a derrota desta linha e do seu afastamento da lista de deputados, crítico do Bloco Central e apoiante da candidatura presidencial de Zenha contra Soares, afastou-se da actividade partidária, embora nunca se desfiliando - é hoje o militante nº 4, após Soares, Maria Barroso e António Campos.


Agora, é o primeiro subscritor da petição à Assembleia da República em defesa do SNS, que deve ser encarado como "imperativo nacional", pois já na época em que surgiu "foi uma reforma mais ética que ideológica". Classificaria a actuação do ministro, em declarações ao Expresso, como "ultraliberalismo sem regras e à solta".


Após a sua queda, reconhece ao DN que Correia de Campos "tinha razão em muitos aspectos da reforma, mas faltou-lhe sensibilidade social e espírito de diálogo". E à agência Lusa, lamentando que "poucas vozes se levantem em defesa da maior conquista social do século XX português", acrescentaria que, "se [o Partido Socialista] não quer mudar de nome, tem de defender certos valores que fazem parte da sua matriz". Afinal, fala com a autoridade de quem espatifou um Opel para fundar o PS.

31.1.08

Hoje é o primeiro dia, do resto da minha vida...

Como dizia o poeta...


SOPROS DO VENTO

Quantas estradas um homem precisa percorrer
Antes que homem se possa chamar?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que possa na praia repousar?
E por quantas vezes balas voarão
Balas de canhão repetidas
Até que sejam para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantas vezes deve um homem olhar para cima
Até que possa o céu vislumbrar?
Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que o lamento de outro homem possa ouvir ?
E quantas mortes mais serão necessárias
Até que se perceba que hà pessoas a morrerem demais?

A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantos anos deve uma montanha existir
Até que se desmanche no mar?
Quantos anos ainda deverão existir
Até que as pessoas possam viver livres?
E quantas vezes pode um homem virar a cabeça
E fingir que não vê?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta meu amigo vem soprando no vento…

Bob Dylan ( 1962)

30.1.08

Livros para Ler ou Imprimir

Vereadores socialistas das Câmaras de Tomar (Luis Ferreira) e Torres Novas (Manuela Pinheiro), que tiveram incumbências nas áreas da animação cultural

Convido os leitores deste post a lerem também a minha rubrica LIVROS REVISITADOS , desde 7 de Outubro de 2011.

Para melhorar a prestação cultural da nossa sociedade, com base nos bons princípios maçónicos de promoção da LIBERDADE, da IGUALDADE e da FRATERNIDADE, aqui estão disponíveis, Livros para Ler ou Imprimir.

Promover o SABER e actuar com ABSOLUTA LIBERDADE de PENSAMENTO faz de cada um de nós um melhor Cidadão.

É só clicar no título para ler ou imprimir.

A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
Don Quijote -Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
A Semana -Machado de Assis
A viúva Sobral -Machado de Assis
A Princesa de Babilônia -Voltaire
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos -Machado de Assis
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas -Machado de Assis
Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses -Machado de Assis
Odisséia -Homero
Quincas Borba -Machado de Assis
A Mulher de Preto -Machado de Assis
Balas de Estalo -Machado de Assis
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
Cinco Minutos -José de Alencar
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
Lucíola -José de Alencar
A Parasita Azul -Machado de Assis
A Viuvinha -José de Alencar
Utopia -Thomas Morus
Missa do Galo -Machado de Assis
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
Hamlet -William Shakespeare
A Ama-Seca -Artur Azevedo
O Espelho -Machado de Assis
Helena -Machado de Assis
As Academias de Sião -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
Antes da Missa -Machado de Assis
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Carta -Pero Vaz de Caminha
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
A mulher Pálida -Machado de Assis
Americanas -Machado de Assis
Cândido -Voltaire
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
Conto de Escola -Machado de Assis
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
Iluminuras -Arthur Rimbaud
Schopenhauer -Thomas Mann
Carolina -Casimiro de Abreu
A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
Memorial de Aires -Machado de Assis
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
A última receita -Machado de Assis
7 Canções -Salomão Rovedo
Antologia -Antero de Quental
O Alienista -Machado de Assis
Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Alma Inquieta -Olavo Bilac

A Divina Comédia -Dante Alighieri