Nas últimas semanas a situação das empresas IFM (Platex) e João Salvador, ameaça colocar em causa mais de 400 empregos no Concelho de Tomar.
São casos absolutamente diferentes. Se por um lado a João Salvador passa por três problemas diversos, seja a internacionalização de parte do seu investimento, seja pela falta de liquidez e dificuldade de a obter junto da Banca, seja pelas dívidas de milhões de euros que a Câmara de Tomar não paga. Já a IFM, por outro lado, o problema tem essencialmente a ver com a dificuldade de encontrar liquidez e financiamento bancário, para poder honrar os compromissos com fornecedores e assim, dar cumprimento às encomendas existentes.
A Assembleia Municipal desta segunda-feira solidarizou-se, por unanimidade, com o empenhamento do PS em tal tomada de posição.
Pena é que o Sr.Presidente da Câmara PSD, sobre o pagamento das dívidas da Câmara à empresa João Salvador nada tenha dito. Pena é que a Câmara, a quem competiria ajudar as centenas de famílias de Tomar, que em resultado desta situação já passam há meses por situações muito difíceis, sobre esta situação se tenha mantido MUDA e QUEDA. Aliás, o facto de várias (14) propostas do PS terem sido recusadas e que melhoravam o apoio às famílias do Concelho, demonstram que a Câmara PSD insiste, em Tomar, em fazer parte do problema e não da solução.
O programa Governamental de QUALIFICAÇÃO-EMPREGO, à qual está já a IFM a desenvolver as demarches para aderir, poderá permitir que 35% dos seus funcionários acedam a Formação Profissional, enquanto não é possível desbloquear junto da Banca financiamento “à tesouraria”.
Esta solução, à responsabilidade do conjunto de políticas sociais que o Governo PS tem lançado, ajudará parte substancial dos trabalhadores a saírem desta crise em melhores condições de manterem e desenvolver a sua capacidade de trabalho. Se a isto juntarmos a extensão do subsídio social de desemprego, para aqueles que, infelizmente tenham que a ele aceder, criam condições para que, até à retoma económica, seja possível sobreviver.
No Concelho de Tomar, só no último ano, já com 6 meses de acentuada crise, foi ainda assim possível criar cerca de 750 empregos/colocações, ou seja mais de 2 empregos por dia. Para os trabalhadores que vierem a ficar nestas duas empresas sem trabalho, o sonho de um trabalho nelas pode estar desfeito, mas com o conjunto de políticas que continuam a ser apoiadas pelo Governo é expectável que muitos venham no próximo ano a encontrar trabalho noutras empresas. Mesmo nas mesmas áreas, da construção civil ou das madeiras, haverá soluções.
Nem tudo está perdido e o momento é de esperança mas também de responsabilidade, assumida pelo Governo e não pela Câmara. O Presidente Corvêlo de Sousa dizer que “a prioridade da sua agenda é a situação da IFM”, não deixa ninguém descansado, sabendo nós que em 8 anos de autarca, não é conhecido propriamente por ser muito rápido a fazer o que quer que seja. Por aí não podem os trabalhadores ficar descansados.
Mas connosco podem, como sempre, contar!
*Assinado, na qualidade de Coordenador da bancada do PS na AM de Tomar
GSTC Chair, Luigi Cabrini, invited to join the Tourism Advisory Council of
the UNESCO Global Geopark of Lanzarote and the Chinijo Archipelago
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Luigi Cabrini, GSTC Chair, has been invited to join the Tourism Advisory
Council of the UNESCO Global Geopark of Lanzarote and the Chinijo Islands,
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