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30.3.10

Rituais de iniciação

Os Templários eram, todos os sabem, uma ordem militar.

Os Templários eram também uma ordem religiosa e tinham por missão "especial" a defesa do santo sepulcro em Jerusalém.

Combatiam, em nome da Igreja (unica fonte de poder á época na Europa), por territórios sob domínio árabe.

Estabeleceram-se em Tomar. Fizeram-no em nome de Algo, por via de Legado, com Missão estabelecida e, enquanto puderam, levaram-na a bom porto.

Terminaram a sua missão?
Foram esmagados pela clausura da sua "filha" de Cristo? Esconderam os seus "segredos" no poço junto à igreja de Sta Maria? No túnel que dizem ter existido da sua Atalaia ao Castelo? Pelos laranjais da naba lusitana? Ou nas gentes que por cá viviam?

Levaram os Templários os seus segredos até aos Judeus que o Infante D.Henrique aqui albergou? E os seus irmãos Judeus, fugiram com o segredos ou disseminaram-nos pelas famílias que, convertidas à pressa, por aqui ficaram?

Onde está o verdadeiro segredo dos Templários?

28.3.10

Devemos estar a acertar

Estranho título não?
Nem tanto. A permissa da acertividade nem sempre está do nosso lado. A ciência política não é uma ciência exacta, é uma ciência humana e tal como a economia, tem muito erro, baseia-se demais na espectativa e em tendências nem sempre perceptiveis no seu momento inicial.

Mas devemos estar certo!
A julgar pelas reacções 'tresloucadas', permitam-me a dureza, que vereadores, ex-vereadores e eventuais candidatos a tal (de mangueira em punho), têm em relação a banais factos, como por exemplo não poder um eleito local deambolar pelos serviços públicos a pedir isto e aquilo aos funcionários - processos de licenciamento de obras, loteamentos e afins - sem o requerer, nos termos normais por escrito e aguardar naturalmente a disponibilidade dos mesmos serviços, parece-me um exagero absurdo.

Mal seria da administração publica que qualquer eleito pudesse entrar pelos serviços dentro, pedir documentos, informações e esclarecimentos aos funcionários, sem mais. Nem na Republica das Bananas, se existisse, isso seria possível. Mas para o meu colega vereador independente, isso seria normal. Normal agora que ele não manda, porque quando mandava, lembram-se bem como era não lambram?

Mas devemos estar a acertar, acabando com maus hábitos instalados.
Mais divertida é a posição do ex-vereador que andou a "brincar" aos bombeiros, mas que apenas sabia deles dizer mal publicamente como foi a sua inigualável prestação discursiva no aniversario dos Bombeiros de 2009. Nesse dia, a que assisti como adjunto do então Governador Civil, senti vergonha e muita pena do nível ao qual o então vereador dos bombeiros estava a fazer chegar essa instituição. Alem de tudo, veja-se o ridículo, levou o aniversario para o auditório da Biblioteca Municipal, como se não houvesse solução digna no actual quartel.

Este ex-vereador é mesmo um pandego, depois do que (não) fez pela Proteccao Civil de Tomar. Só a titulo de exemplo, pense-se que encontrei um regulamento de Proteccao civil, que estou neste momento a reformular, com base numa Lei de Bases da Proteccao Civil, cujo ordenamento jurídico ficou totalmente alterado a partir 2007. Um pandego que, apesar de não cumprir a Lei principal da Proteccao civil, se perdia a dizer mal dos bombeiros, talvez assumindo a sua verdadeira inépcia de dirigente.

Pensar que qualquer destas duas personagens poderia, algum dia voltar a ser ou vir a ser Presidente da nossa Câmara, mais parece uma
brincadeira de carnaval. Representam duas faces de uma mesma moeda, que é a moeda da frustração.

Devemos estar mesmo a acertar!
Há duvidas?

27.3.10

Acabado o ciclo eleitoral é agora que se passa a governar?

Pronto. Passos Coelho, contra a expectativa dos velhos do Restelo, cavaquistas, arrivistas e outros ditos "puristas" anti-jotas, lá ganhou o PSD.

Ao contrário do que alguns pensam, Passos Coelho, não esta de passagem. Veio para ficar. Será ele a substituir Jose Socrates como Primeiro Ministro, quando no final do ciclo o PSD render o PS na governação do Pais. Podemos estar a falar de pelo menos 10-12 anos de poder. Quem como Passos Coelho se prepara durante décadas para exercer o poder, quando o atinge, é mesmo para estar lá e exercê-lo.

Finalizou-se assim o ciclo político eleitoral iniciado à quase um ano, com as Europeias. O PSD iniciou o ciclo a ganhar, termina o ciclo com a força de um Lider legitimado com 61% dos votos, que esmaga assim os ultramontanos que haviam ganho ao Ps nas europeias de há um ano. Lindo!

Ideologicamente estamos a tratar de um verdadeiro equivoco: Passos Coelho representa uma visão ultra-liberal, de direita quase neo-fascista, na lógica do estado mínimo, e apenas liberal nos costumes - drogas leves, aborto, eutanasia. Ele representa bem o equivoco ideológico que o PSD é em Portugal: o típico saco de gatos saído da mal resolvida transição do fascismo para a democracia nos idos dos anos 70 do longínquo século XX. Gente nova, com velha desorientação ideológica, com metade deles a quererem voltar para a Africa a que chamavam colónias: do piorio!

Entre suspender a democracia durante seis meses - e a velha não estava mesmo a brincar, e a privatização do único Banco do Estado - a Caixa Geral de Depositos, proposta por Passos Coelho, venha o diabo e escolha.

No meio de tudo isto, dava jeito que o PS se deixasse de lamurias e passasse mesmo a Governar, sem desculpas, com sentido de Estado, estabelecendo acordos parlamentares para garantir uma plataforma mínima de governação - com Paulo Portas, como já defendi e expliquei em post de há alguns meses. Convém que o PS se aperceba de vez que não tem maioria para Governar e comparado com Passos Coelho, Portas é um verdadeiro Homem de Estado, de american stile, expectavel, fiável e mais moderado.

Acabaram as desculpas: Socrates e o PS foram eleitos para Governar. Passos Coelho eleito para se prepararpara nos substituir, aprendendo a postura de estado que ainda lhe falta. Ambos precisamos de tempo: o PS e Socrates para tentar chegar ao final do cabo das tormentas económico em que a Europa esta atolada e o PSD e Passos Coelho, de tempo para se organizarem e aprenderem a serem poder.

Tudo de acordo portanto. A exemplo de Tomar, PS e PSD têm os seus papeis bem clarificados e, em ambos os casos, a questão de base é o poder, a capacidade para o exercer e a percepção dos cidadãos para qual o Partido que esta preparado, neste momento, para o manter.

O relevo está portanto cada vez mais, como venho dizendo e escrevendo, nas soluções para os pequenos problemas, nas soluções reafirmo, pela positiva, pela afirmação de um caminho.

Vamos assim Governar. Saibam os senhores, lá para Lisboa, deixarem-se de desculpas. Em Tomar, apesar do que por ao dizem e escrevem, estamos bem: aprendemos a Governar!

23.3.10

Comando dos Bombeiros reduzido

A partir de 1 de Abril o comando dos Bombeiros Municipias de Tomar, passará a ser constituído por um comandante, um segundo comandante e dois adjuntos. Com a saída de Mario Nunes, que a seu pedido passa ao Quadro de Honra, fica assim constituído o comando:
Comandante - Manuel Mendes;
2 comandante - Vitor Tarana;
Adjunto - José Jorge;
Adjunto - Rui Patricio.

O papel que o sr. adjunto do comando Mario Silva desempenhou, durante cerca de 8 anos, dignificou os Bombeiros e pelo que sei, ajudou a melhorar a capacidade operacional destes.
Foi sempre uma pessoa reconhecida pelos seus pares, respeitada, respeitadora e urbana e, fora a incompatibilidade de opinião sobre o papel dos elementos de comando na sua exposição pública, uma pessoa de trato fácil e de visão.
Sem duvida alguém que, para mim enquanto cidadão e responsável dos bombeiros, representa uma referencia de serviço. Terminada a sua missão, resta-me em nome dos Bombeiros e de Tomar agradecer-lhe. O tempo ajudar-nos-á a entender melhor o que por ora não parece ser possível alcançar.

Os Bombeiros em Tomar estão, naturalmente num período de adaptação e reestruturação, absolutamente necessários para adaptação aos novos paradigmas das relações de trabalho, de horários e de missão, que os últimos anos introduziram no sistema de protecção civil e que tardavam a ser introduzidos em Tomar.

Naturalmente que a nova forma, necessariamente hierárquica, formal e organizada, como se pretende que uma estrutura mista (profissional e não profissional) funcione, introduz adaptações nem sempre simples, fáceis ou mesmo entendíveis.

A obrigação dos responsáveis em cada momento é o de poderem avaliar, interpretar e decidir qual a missão, quais as formas e quais os recursos a alocar, para o cumprimentos dos objectivos traçados.

Nos Bombeiros em Tomar é simples: melhorar a qualidade do serviço prestado à população, reduzindo os previlégios injustificáveis, aumentando a capaciadde operacional, se possível, com os mesmos recursos financeiros.

E no final do mandato se fará, naturalmente, o balanço.

19.3.10

"Cultura é o pensar, o sentir e o agir."


A frase foi-me trazida pelo meu amigo José Faria, Arquitecto de formação, homem de cultura de afeição e decididamente a pessoa que mais sabe e quer que saibamos, de museologia em Tomar.


Diz ele que era uma definição dos seus tempos de escola e, naturalmente eivada pelos ditâmes estéticos do Estado Novo.


Ora não sabendo eu o que terá sido o, dito, Estado Novo, dei comigo a pensar, a sentir e compelido a agir, reflecti que muito provavelmente o algoz que terá inventado o conceito até estava provavelmente certo.


Alguns dirão: mas então o vereador da cultura não tem um conceito, uma definição, uma abordagem, uma estratégia para o pelouro de que se respinsabiliza desde o início de Novembro do ano passado?


Ao contrário do que o ex-candidato da CDU às eleições autarquicas afirmou em recente conferência de imprensa, existe uma estratégia para a cultura e ela passa por valorizar a produção endógena de Tomar, ajudar a criar públicos e a criar valor, cultural e económico.


Se o conceito de pensar, sentir e agir, pode ajudar a concretizar esse objectivo, então que esta nova abordagem à cultura em Tomar seja criada e desenvolvida e que o Vereador seja apenas mais um dos elementos para a sua concretização.


Como costume dizer cada vez mais, ser de esquerda está mais nas acções do que no discurso, aí meus amigos, peço meças...

1.3.10

A HERANÇA DOS SÉCULOS

Presidente das Comemorações:
Corvelo Sousa (Presidente da Câmara)

Comissários:
Carlos Veloso (Mestre em História), José Faria (Arquitecto),
Luis Ferreira (Vereador da Cultura e do Turismo) e Reis Ferreira (Economista especialista em Turismo)













Enquadramento:

Aprovação unânime na Assembleia Municipal, a 27 de Abril de 2007, de proposta para as Comemorações de 2010 e de posterior deliberação, também da Assembleia Municipal, a 23 de Dezembro de 2009 de ligar estas com as Comemorações do Centenário da República.

Considera-se assim, que os anos de 2010 e de 2011 deverão ser marcados por ampla comemoração municipal, em virtude de diversos factos históricos, de significância da nossa vida colectiva.

As comemorações terão início em 1 de Março de 2010 e terminarão em 1 de Maio de 2011 e assentarão num equilíbrio entre os aspectos académico, popular e promocional de Tomar.

As comemorações promoverão o reforço da Identidade Tomarense, através das figuras de Tomar, pela passagem das Heranças de Séculos.

As comemorações concretização o conceito de que serão de todos, para todos e a favor de todos e afirmarão Tomar como Pólo de competitividade de TURISMO CULTURAL.

O TURISMO CULTURAL constitui hoje e no futuro a grande área de oportunidade e o grande desafio para criar uma indústria turística rentável e sustentável e com benefícios para as populações.

O TURISMO CULTURAL proporciona meios e motivação para manter e valorizar o património histórico e para desenvolver práticas culturais contemporâneas, enriquecendo o legado que vamos deixar para as gerações futuras

A Promoção de certames de artes várias, concertos que valorizem a dimensão local e universalista do fenómeno templário, as exposições, que contribuam para potenciar a cultura como eixo estratégico de desenvolvimento económico de Tomar e, através desta o vasto e rico património histórico de Tomar, constituem-se como estratégia base da Herança dos Séculos.

Outra vertente a dar a valorizar é o de garantir um conjunto de edições, em diversificados suportes, que possam perpetuar a memória colectiva dos eventos realizados.

A vertente educativa, onde convergem a iniciação histórica e a valorização cénica dos diferentes momentos de roteiro de factos, de personagens e de patrimónios, dos quais TOMAR é herdeira, nos quais TOMAR se concretiza, para os quais TOMAR dá luz…



Momentos do ROTEIRO PATRIMONIAL (factos/personagens/patrimónios)

1 – De Gualdim-pais e dos Templários (Sec.XII a XIV) – Castelo Templário, Charola do Castelo, Igreja de Sta. Maria; ao Infante D.Henrique (Sec.XV) – Claustros Henriquinos do Castelo, Palácio dos Estaus, Sinagoga;


2 – De D.Manuel e de D.João III (Sec.XVI) – Igreja S.João, Paços do Concelho, Nave da Charola, Portal, Janelas e Cadeiral, com João de Castilho e Diogo de Arruda; a D.João V (Sec.XVIII) – Intervenções nos Lagares D’El Rei (Futuro Museu da Levada), aspecto final dos Paços do Concelho, Ponte velha;


3 – Das Invasões Francesas (Sec.XIX) – Destruição do cadeiral manuelino, Ferrarias de S.Lourenço e Prado, proliferação do ideal liberal, 100 dias de Nei, da industrialização de Ratton/Verdier, à República (Sec.XX) – Vieira Guimarães no património e turismo, Silva Magalhães na Fotografia, Torres Pinheiro e Mendes Godinho na Indústria;















Os factos significantes a valorizar:

Os 850 anos do início da construção do Castelo Templário de Tomar (1160);
Os 100 anos da Implantação da República (1910);

Os casos significantes a abordar:

Os 700 anos do Foral (confirmações) de D.Dinis
Os 550 anos da morte do Infante D.Henrique (1460);
Os 500 anos do “Foral Novo” de D.Manuel I (1510);
Os 300 anos da visita de El-Rei D.João V a Tomar, pela “Rota dos Mosteiros” - Alcobaça, Batalha e Tomar (1711);
Os 200 anos das III Invasões Francesas (1810-11);Os 100 anos da Classificação do Castelo Templário como Monumento Nacional;

20.2.10

Dizer sempre mal não cansa?

Este podia ser o mote para uma crónica escrita em qualquer momento, mas não é tempo para grandes delongas. Há quem se coloque sempre numa perspectiva de que tudo esta mal. Problemas sempre existiram, sempre existirão. Soluções é que são mais difíceis de encontrar. Em relação ás comemorações que se iniciarão no dia 1 de Março deate ano e só terminarão lá para os idos de Maio do ano que vem, vão existir e bem muitas e variadas opiniões.

É bom saber que afinal há sempre gente muito disponível para tudo, nomeadamente para levamtar problemas, mas sempre que se precisa da sua colaboração surgem sempre mais exigências e complicações, por exemplo advindas de poderes ou legitimidades que não são legitimadas pelo voto popular.

São formas que respeito, mas sobre as quais não tenho obrigatoriamente que estar de acordo. Entre os foguetes do 1 de Março e a Fáfá de Belém no dia 21, e alem do primeiro mês, haverá espaço para exposições, lançamento de livros, visitas guiadas e até conferências...

As comemorações de 2010 e 2011, sob o lema TOMAR CIDADE TEMPLARIA, A HERANÇA DOS SÉCULOS, irão ser por alguns consideradas uma chatice, caras ou demasiado pobres dirão alguns, curtas ou excêntricas dirão outros...

Mas esta é a vantagem da democracia: cada "tonto" pode dizer o que lhe apetecer e dai não vir nenhum mal ao mundo. Vai-se a ver foi para isso que se construiu a liberdade de expressão e a responsabilidade da decisão nos eleitos.

Mas felizmente para tudo há solução: no PS há eleições este ano e na autarquia no final de 2013. Basta concorrer, nada mais simples!

E o cotovelo? Continua com dói dói não é? É da vida...

11.2.10

Manuel Alegre à Presidência

O meu camarada Manuel Alegre conta em 2011 comigo para a sua campanha Presidencial.

Duas razões simples de perceber, que se resumem a uma. Portugal não pode continuar a ser razão de des-nível na sua representação internacional. Portugal não pode ter como principal figura do Estado alguém tão tacanho e desprovido do mínimo que se exige a alguém na sua posição pública: ausência de dogmas, espírito aberto e compromisso institucional.

Quem não se lembra dessa figura ter interrompido as férias de meio País para uma comunicação, sobre o Estauto dos Açores em relação a uma matérias onde se provou que não tinha razão?
Quem não se lembra da paranóia de mandar restringir o espaço aério sobre a sua casa no Algarve?
Quem não se lembra da sua última paranoia de que os seus emails não seriam seguros?
Em que século é que esta figura vive? No XIX?


Manuel Alegre, apesar de não ter concordado sempre com as suas posições, nem pensamento político, merece o meu apoio. Representa que Portugal terá na Presidência alguém com cultura, de espírito desempoeirado, com respeito pela história e pelo lugar da portugalidade no mundo globalizado em que vivemos.

Para botas de elástico, já nos bastou 48 anos...

5.2.10

Fáfá de Belém, no Equinócio da Primavera em Tomar

Fafá de Belém como nunca se ouviu em Portugal !

Assim é o seu espectáculo Piano e Voz.

Fafá vem a Portugal, para uma mini-tour intimista de 3 datas no mês de Março, que passa pelos cine-teatros de Estarreja dia 20 Sábado e Tomar a 21 Domingo.

Neste espectáculo, Fafá mostra mais uma vez toda a diversidade do seu trabalho, interpretando alguns dos grandes sucessos da sua carreira, como: Foi assim, Coração do Agreste, Bilhete, Memórias, Avé Maria e Abandonada.

Mas Piano e Voz, é também um momento de encontros, tributo à música popular brasileira e à música Portuguesa – Escândalo, de Caetano Veloso e Quando eu estiver cantando, de Cazuza, ou Jardins Proibidos, de Paulo Gonzo são alguns dos temas que vão desfilar, num registo acústico e intimista.

O concerto conta ainda com outros clássicos da música brasileira e portuguesa, como Andança, Nem às paredes confesso, Só à noitinha e Devolvi, além de Bom dia Belém, uma homenagem da cantora à sua terra Natal.


Dia 21 de Março, pelas 21:00 no Cine-Teatro Paraíso, Tomar, promovido pela Câmara Municipal de Tomar.

Os bilhetes encontrar-se-ão à venda na Loja da Cultura, no Cine-Teatro Paraíso.

Fonte e imagem: Fáfa de Belém/ Mini Tour Portugal no Facebook

18.1.10

A palavra ao senhor Juiz (cruzes canhoto)


Viver em democracia é uma das condições para se poder ter opinião. Outra será talvez, o de ter algum "bitaite" sobre um determinado assunto e também a coragem para o proferir.

Já por diversas vezes, aqui mesmo, no "Vamos por aqui", tive a oportunidade de colocar post's com os quais não concordo, mas que exemplificam, bem, o longo caminho que nos falta percorrer no sentido de libertar a Humanidade, do julgo dos "aprendizes de feiticeiro" que no passado levaram à fogueira milhares de "livres pensadores".

Imaginem que Hoje, tinhamos perante a opinião seguidamehte professada (e professada é mesmo a palavra de ordem aqui), exactamente a mesma atitude que no passado "estes irmãos" tiveram?

Teríamos provavelmente mais uma fogueira de Santo Ofício, em prol dos bons costumes vigentes...

De facto o Fascismo e o Clericalismo continuam a popular e a ter uma repercursão, que nos transforma num dos mais atávicos países do mundo ocidental.

Paz à sua alma (cruzes canhoto!)

E aqui vai a prosa:


Opinião 12 de Janeiro de 2010
Casamento homossexual: o que está em jogo
Por Pedro Vaz Patto

Foi só depois das eleições que descobrimos que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo era prioritária para o Partido Socialista, capaz de ultrapassar todas as outras na agenda política
____________________

Durante a campanha eleitoral, em comícios e debates, com muita discrição foi ela abordada por qualquer dos partidos – os que aprovam essa legalização porque não queriam enfrentar o sentir do povo e perder votos; os que não a aprovam porque não queriam enfrentar as elites cultural e mediaticamente influentes que impõem a «ditadura do politicamente correcto».
Diz-se que se trata de uma exigência da igualdade e da tolerância. Ninguém ficará impedido de casar, a ninguém será imposto um qualquer modelo de família.

Mas não é isto que está verdadeiramente em jogo. Em todas as épocas e civilizações, o casamento tem um reconhecimento social e jurídico por estar na origem da mais básica das instituições sociais. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a família é o «elemento natural e fundamental da sociedade e, como tal, tem direito à protecção desta e do Estado».

A primeira forma dessa protecção traduz-se no reconhecimento da sua insubstituível função social. Tradicionalmente, o Direito da Família aponta para um modelo institucional de referência. Há hoje quem queira abolir qualquer modelo de referência e abrir a porta desse Direito a uma pluralidade de formas ‘familiares’ (para os mais radicais, tantas como a imaginação humana possa conceber, incluindo a poligamia e as comunidades sexuais). Não há Família, há famílias – diz-se.

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo insere-se nesta linha. Mas se há muitas formas de convivência, família como «célula básica da sociedade», «elemento natural e fundamental da sociedade» (na expressão da DUDH) só há uma: a que se baseia na união monogâmica e estável entre um homem e uma mulher. Só assim concebida é que ela pode assegurar a harmoniosa renovação da sociedade – a mais básica das funções sociais.

A partir do momento em que o Estado esquece isso, ignora a especificidade da função da família e a confunde com qualquer outro tipo de convivência, fica comprometida qualquer política de protecção e promoção da família.

O Estado deixa de reconhecer o que a família tem de característico e mais precioso: a abertura à vida e ao futuro, e também a riqueza da dualidade e complementaridade sexuais, as quais também estruturam toda a vida social.

É isto que está em jogo. Uma modificação como esta não pode ser aprovada à pressa, entre a aprovação de um programa de Governo e de um Orçamento do Estado.

E sobretudo, não pode uma modificação com este alcance ser aprovada contra a maioria da população. Não conheço nenhuma sondagem publicada entre nós que indique que isso não sucede.

A rejeição é particularmente esmagadora no que se refere `a adopção por duas pessoas do mesmo sexo, uma consequência que sempre tem acompanhado a legalização do casamento homossexual.

Nos Estados Unidos, os trinta e um referendos já realizados sobre esta questão também conduziram, todos, à rejeição dessa legalização.

Este facto parece não causar remorsos à consciência democrática da maioria dos nossos representantes. Uma consciência democrática mais escrupulosa, pelo contrário, não hesitaria em sujeitar esta questão a referendo.

Pedro Vaz Patto
Juiz

[PERGUNTA FINAL:
Se tivesse ido a referendo a abolição da Pena de Morte ela teria sido suprimida?

Nota final:
A Constituição de 1933, que instituiu em Protugal a "Democracia Coorporativa" de Salazar e institucionalizou o "Fascismo", foi referendada por um País de 70% de analfabetos e vigorou durante mais 43 anos. Tinham razão?]

12.1.10

Artistas Contemporâneos expõem em Tomar

No Núcleo de Arte Contemporânea em Tomar está uma mostra individual dedicada exclusivamente a artistas representados na colecção do Núcleo, organizada pelos Serviços de Museologia da autarquia.

Nesta exposição é possível encontrar nomes como Noronha da Costa, Helena Almeida, Fernando Lemos, Fernando de Azevedo, Nadir Afonso, Graça Morais ou Maluda.

Segundo informação da entidade responsavel, as mais de três dezenas de obras em exposição são reflexo das doações do Professor José-Augusto França e dos próprios artistas, que, desde 2004, ano da inauguração do Núcleo de Arte Contemporânea, lhe duplicaram a colecção inicial.

Esta 36.ª exposição comemora dez anos de actividade da Galeria dos Paços do Concelho, cujo ritmo regular de exposições fazem dela um exemplo raro no panorama cultural português.Pode visitar esta mostra de quarta a domingo das 12:00 às 17:00. Também há visitas guiadas que pode marcar para o tel. 249329814.

10.1.10

Governo adjudica concessão do Pinhal Interior - Finalmente o IC3

A jornalista Ângela Braga [TSF] acompanhou a passagem do primeiro-ministro, José Sócrates, por Ansião onde adjudicou a concessão do Pinhal Interior
Hoje às 15:11


São quase 600 quilómetros de estrada que prometem criar mais de 40 mil empregos, reduzir a sinistralidade e a distância entre Coimbra, Pombal, Vila Velha de Rodão e Tomar. Na cerimónia de concessão, José Sócrates respondeu aos que criticam os grandes investimentos do Governo em tempo de crise, garantindo que não está a hipotecar o futuro.



O Governo adjudicou a concessão do Pinhal Interior, que prevê a construção e reconversão de vias rodoviárias consideradas fundamentais numa zona que se estende de Pombal a Proença-a-Nova.

Na cerimónia, o primeiro-ministro, José Sócrates, respondeu às vozes críticas aos grandes investimentos do Governo, garantindo que não está a hipotecar o futuro, mas sim a criar condições para que os jovens tenham oportunidades que ele próprio não teve, recordando a sua juventude na Covilhã.

O primeiro-ministro José Sócrates classificou em Ansião de «escândalo» a falta de investimento rodoviário na zona do Pinhal Interior nos últimos 25 anos, considerando um acto de justiça a concessão de construção e requalificação de vias, hoje adjudicada.

A concessão Pinhal Interior engloba 22 concelhos en quatro distritos e tem um extensão de 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços.

Estes respeitam ao IC3 (Tomar-Coimbra), IC8 (entre Proença-a-Nova e a Auto-Estrada A23) e a ligação entre aquela via, na zona da Sertã até Cernache do Bonjardim.

Os novos troços a construir incluem ainda a ligação da Sertã a Oleiros (EN 238) e a Estrada Nacional 342 entre a Lousã, Góis, Arganil e Côja.

Dos 173 quilómetros de lanços a construir, 80 terão perfil de auto-estrada.

A concessão, por 30 anos, representa um investimento total de 1.244 milhões de euros e engloba ainda 135 quilómetros de vias a requalificar, incluindo a variante de Tomar (IC3) ou os troços do IC8 entre Pombal e Ansião e entre Pedrógão Grande e Sertã, entre outros.

Integra ainda a manutenção e exploração de 259 quilómetros de estradas já em serviço.