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28.6.09

Que venham mais Cinco!

Finalmente alguém, além do PS, diz alguma coisa sobre as próximas eleições autárquicas.

Desta feita o BE, que como o PS, sempre vai apresentando programas eleitorais e propostas para se lerem e saberem.

No manisfesto que estão a divulgar junto da comunicação social, retiramos esta, única, referência ao papel do BE nos últimos anos em Tomar.

"Em 2006 começou de novo com os Transportes Públicos, bandeira e causa do Bloco em 2001; em 2009 o Parque de Campismo começará de novo, por causa da força do Bloco na Assembleia Municipal."

Parece um pouco de exagero considerar que a proposta do BE em 2001 sobre Transportes Públicos em Tomar foi a razão próxima para os TUT - financiados pela Ex-Direcção Geral dos Transportes Terrestres, dentro de um Plano de proleferação de transportes colectivos, alicerçado na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Exagero ainda porque já nas eleições anteriores a essas (1997) havia o PS falado e insistido no interesse da implementação do mesmo. Recordo-me aliás de intervenções minhas e do Paulo Arsénio na Assembleia Municipal do mandato de 1994-97, propondo isso mesmo.

Mas como estamos em maré de transportes que tal o BE se juntar ao PS na propositura, desde 2004, na implementação da FERROVIA LIGEIRA DE SUPERFÍCIE, como espinha dorsal de uma verdadeira rede de transportes públicos para o Médio Tejo, a ligar por exemplo as três unidades hospitalares? Isso é que seria de "esquerda"... (e revolucionário, já agora!)

Mais, considerar que o BE, pela intervenção do seu deputado municipal, foi determinante para a reabertura (coxa), que se fará do Parque de Campismo, é no mínimo de uma falta de humildade, que faz corar de inveja o mais pedante dos "betos" da Cidade. Esquecer o papel de contestação social, desde 2004 existente. Esquecer o papel político do PS, na pronta denúncia política da intenção, a par com o BE, quando ninguém pareceu dar relevo à situação. Esquecer que na luta contra a prepotência de António Paiva e Corvelo de Sousa, nesta matéria sempre houve convergência entre diferentes protagomistas e forças políticas é no mínimo deselegante, isto para não lhe chamarmos outra coisa.

Convenhamos que para quem pretende "ser diferente" dos outros partidos e para quem se diz "de esquerda", soa mais a "mais do mesmo", na conversa de café, fiada, pedante e elitista, onde burgueses "travestidos" de homens de esquerda, nos dizem banalidades e tentam viver com o trabalho e louros de outros. Até Marx saberia catalogá-los no seu devido sítio...

Mas deixemos o passado, no seu sítio!

19.6.09

A propósito de coligações e outras lamechices

O PS integra, na lista que já divulgou de candidatos à Câmara Municipal, sete cidadãos independentes e nove militantes, sendo que as Listas que apresenta são maioritariamente constituídas por pessoas não filiadas.

Na sua acção nas diferentes autarquias, o PS tem colaborado sempre com outras forças, estabelecendo com elas as necessárias confluências de votação para prossecução do bem comum, sendo sua prática votar a favor de propostas de outras forças políticas, sempre que as mesmas nos parecem correctas. Aliás, tem sido essa a prática na Câmara e Assembleia Municipal, onde o PS tem votado imensas propostas do PSD, dos IpT, da CDU e do BE.

Infelizmente o mesmo não se tem verificado em relação às propostas do PS, normalmente votadas contra pelos outros partidos apenas e só, por serem apresentadas pelo PS. Muitas vezes voltam as mesmas propostas a serem apresentadas pelo PSD ou pelos IpT com roupagem diferente, sendo então aprovadas. Apesar de tudo, o PS desde o início do actual mandato, manteve sempre a mesma postura de responsabilidade.

Só a título de exemplo, para se perceber como outros agem perante o PS, está a fazer um ano que o PS apresentou uma Moção de Censura à maioria PSD. Como votou a oposição? O BE e a CDU abstiveram-se, os IpT votaram a favor e o PSD, claro, votou contra.

Que acto de maior relevância política há do que uma Moção de Censura a um "Governo", neste caso Municipal?

As esquerdas, não combatem, como sabemos a dita "direita". Historicamente sempre combateram os socialistas. As confluências, acordos e coligações são a excepção e não a regra.

Eu pessoalmente, sempre que tive responsabilidades de coordenação directa, procurei trabalhar com todos os sectores das "esquerdas". Fi-lo em 93, enquanto responsável das Relações internacionais da JS e como Director do Conselho Nacional de Juventude, onde, sob a coordenação de socialistas, trabalhava em convergência com comunistas, verdes e jovens do então PSR, para afirmação de uma política de juventude, baseada na justiça social e igualdade de oportunidade para todos.

Depois, em 2004, quando assumi responsabilidades como Presidente da Concelhia do PS, no quadro da preparação das Autárquicas de 2005, com honestidade liderei duas reuniões com o BE e a CDU, realizadas a pedido do PS, para eventual feitura de coligação geral das esquerdas em Tomar, contra o déspota Paiva. O PC nas duas reuniões não apareceu, transmitindo que não estava interessado e o BE participou tendo sido posteriormente desautorizado pela sua nacional por fazer conversações nesse sentido. Da parte do PS, obtive a respectiva autorização política para feitura de coligação ou outra forma tida ou achada por conveniente.

Mais de 4 anos de caminhos diferentes, na percepção do que é hoje a responsabilidade do Estado, num mundo em rápida transformação, não auguram qualquer hipótese de conciliação prática entre um PC mais estalinista hoje, que no tempo do "pai dos povos" José Estaline e um BE, mais sectário e arrogante que nunca o PSR dos anos 90 ou a UDP dos anos 70 haviam sido. Quanto aos independentes nem há quase comentários a fazer: representam hoje apenas a corporação dos excluídos, interesseiros e outras espécimes larvares existentes em qualquer manta terrestre.

Possível membro da comissão política interessado em fazer parte de um "caldo knorr" das esquerdas alternativas, ao PS, à CDU e ao BE? Que novidade há nisso? Como as Listas não dão para todos, há sempre alguém que se julga melhor que os outros e procura guarida noutra árvore. Alguém acha que os Homens são perfeitos? Porque haveriam as organizações de Homens de o ser?

Os Partidos e todas as outras organizações fazem-se com os que estão, não com os que não estão.

Tal como Tomar se faz com os autarcas que existem, não com os que deviam existir.
Por exemplo: quantas pessoas competentes e com respeito pelos seus pares ou subordinados e empenhamento em prol da causa pública, amizade aos cidadãos Bombeiros, gosto pela Escola Pública, respeito pelos Pais e Professores e muito especialmente pelas crianças, conhecemos em Tomar? Imensos. Porque razão nos haveriam de calhar, logo dois Vereadores, Rosário e Ivo, que não são assim?
Outro exemplo: Quantas pessoas competentes, sérias e empenhadas nas suas profissões/missões conhecemos em Tomar? Imensas. Porque sorte nos haveria de calhar um, como Vereador, que é o que todos sabemos?

Enfim! A alternativa ao que temos, na minha humilde opinião, só se pode fazer mudando claramente de paradigma (estilo).
Em primeiro lugar, na prevalência do interesse público e geral, em detrimento do interesse pessoal e mesquinho;
Em segundo lugar, no respeito pela opinião e pressão legítima das partes, mas na capacidade de decisão, tendo em conta o interesse público e geral;
Em terceiro lugar, no acompanhamento e valorização do que fazemos bem, em detrimento de valorizar o que fazemos mal.

Neste paradigma, independentemente dos partidos, o interesse de Tomar passa por nos libertarmos das burguesas amarras de um passado contemplativo, arregaçando as mangas para começarmos a fazer algo pelo nosso futuro: CHEGA DE LAMECHICE!

Quanto a coligações? O PS que continue a trabalhar numa coligação com o Concelho. E os outros que façam o mesmo. E cada um com os votos que conseguir, que assuma a sua parte da responsabilidade. Não se queira é que o PS fique refém de posições ou grupos políticos minoritários.

12.6.09

Nota do dia - Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia hoje, na Rádio Hertz (Quinzenalmente), depois do noticiário das 13H e 17H, repetindo no Domingo dia 14 depois das 13H. Próxima nota do dia dia 26 de Junho.

Numa semana, em que a maioria dos Tomarenses se vão espraiando entre a preparação das sardinhas dos Santos e a fuga para uma das belas praias da nossa Região de Lisboa e Vale do Tejo, houve eleições europeias, as quais muito justamente o PSD venceu. E digo justamente porque, como é evidente teve mais votos que o PS, no País, no Distrito e no Concelho, tendo elegido assim mais deputados para a longínqua Bruxelas e, como eu usualmente digo, o povo tem sempre razão.

Parte do eleitorado está aborrecido com o PS e com o Primeiro Ministro José Sócrates e fez notar isso de forma clara, ao deslocar o seu voto, de forma massiva, para os nulos, para os brancos e especialmente para o voto de protesto, quase todo no Bloco de Esquerda, mas também no PCP e noutros partidos menores. E fez bem, digo eu, porque pode ser assim que as “inteligências” que lá de Lisboa nos vão, sempre, Governando, percebam que é absolutamente necessário continuar a alterar comportamentos na nossa sociedade, fazendo-a evoluir para uma SOCIEDADE EUROPEIA DO SEC.XXI, que é necessário por exemplo pôr a Educação e a Justiça a funcionar como deve ser, mas que há decididamente outras formas de o fazer: ESPECIALMENTE ENVOLVENDO OS AGENTES nessa, necessária, transformação.

Mas quem ganhou agora, PSD, e quem como o Bloco ou a CDU agora subiram, desenganem-se em tentar repercutir este resultado para as Autárquicas de 11 de Outubro.

Aí muitas mais questões irão estar em apreço em Tomar. Desde logo a capacidade que esta Câmara, ao longo dos últimos 12 anos, tem tido para piorar, globalmente, a vida dos Tomarenses, com erros e taxas sucessivas que afastam os empregos do nosso Concelho. Desde logo a capacidade, seriedade e honestidade dos Homens que se candidatam a Presidente de Câmara em alternativa ao que lá está hoje. Mas também a capacidade técnica e política das equipas que do PSD, do PS e dos outros se candidatam para exercer as funções de Vereadores.

Mas mais importante do que tudo isso, são as efectivas capacidades que cada uma das forças com expressão eleitoral podem ter para concretizar o que propõem.

Com uma expectável vitória do PS, sem maioria, nas Legislativas de Setembro e a expectável vitória de Paulo Fonseca, pelo PS, na Câmara de Ourém, querem os tomarenses que a sua Câmara seja a única dos Grandes Concelhos do Médio Tejo (Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas) a ser governada por um Partido que não é poder em Lisboa? Não perderia Tomar imenso com tal facto? Acham que será possível continuarmos a “puxar” por Tomar, por exemplo construindo um Novo Tribunal de Trabalho, como o fizemos, ou uma nova Esquadra da Polícia, ou as duas novas Escolas na Jácome Ratton e na Nuno Álvares ou o grande investimento no financiamento às creches, ao desporto e outro associativismo que temos promovido a partir do Governo?

Não seria justo entregarmos a gestão do nosso Município a quem aprovou a execução do IC9 que nos ligará à Nazaré até ao Verão de 2011, ou que quer construir o IC3 de Tomar até Coimbra?

Manter os mesmos, com as mesma, velhas, soluções na Governação de Tomar, serve o interesse de quem?
Que venha o Santo António, que venha o S.João, que já foi o 10 de Junho e há-de vir a Restauração.
E como diz um amigo meu, para melhor está bem está bem, porque para pior já basta assim.
Saúde para todos e bom fim-de-semana.

9.6.09

Santarém já tem novo Governador




O novo Governador Civil do Distrito de Santarém, tomou à pouco posse em Lisboa, na Salão Nobre do MAI, onde tive oportunidade de estar presente.

É Joaquim Adriano Botas Castanho, de 69 anos, consul honorário do Brasil, residente em Santarém, tendo exercido, entre outros, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Santarém e Presidente dos Serviços Municipalizados de Santarém.

Exerce a partir de amanhã, já nas comemorações do 10 de Junho, as funções de Governador Civil.
Todo o Gabinete foi reconduzido nas suas funções.

Uma análise eleitoral às Europeias

Porque quando alguém escreve o que é devido, de pouco vale tentar inventar.

O meu camarada Hugo Costa, já agora Deputado Municipal pelo PS, escreveu uma excelente e sintetica análise ao resultado eleitoral, que vos convido a ler.

http://paisrelativo.net/geral/7-ideias-da-noite-de-ontem/

7.6.09

Estivemos lá, sem vergonha


Obrigado Vital!

Este poderia ter começado por ser um ano de vitórias, se em tempo o PS tivesse podido perceber que não se pode fazer transformações profundas num País como o nosso, numa sociedade como a nossa, sem cuidar de ter toda a "máquina do Estado" a remar para o mesmo lado, com todas as estruturas intermédias da Administração a executarem, com convicção, as determinações do poder político.

Por diversos motivos isso não foi possivel, quer fosse porque temos uma das piores e mais atrasadas esquerdas comunistas e proto-comunistas de toda a Europa, fosse porque uma parte da classe de "patrões" continua a achar que do Estado só deve receber e pouco dar, fosse porque havendo poucos entre os mais de 700 mil funcionários do Estado, que são de facto maus exemplos, são normalmente os que mais se fazem ouvir e atrapalham quaisquer tranformações de paradigma.

Já agora deixem-me lembrar-vos que o PS é um Partido que respeita de onde vêm as pessoas e por isso me sinto bem nele.

Com o PS sempre respirei Liberdade, sempre senti que estava a construir, primeiro um caminho para a Europa, depois a integração nas regras e na construção europeia e hoje, de facto, a construir o futuro da Europa.

Sinto que este é um legado importante que vamos deixar para os nossos filhos.
E sinto que tal é feito com pessoas como Vital Moreira, que em tempos militou no PC, mas que há mais de vinte anos percebeu que não era esse o caminha para um País Moderno como Portugal e como José Vitorino, que em tempos militou no PSD, mas que há quase vinte anos entendeu começar a escolher o PS, como seu parceiro de jornada para o futuro de uma Tomar, com Geração!

Obrigado José, por dares nos tempos difíceis, a cara pelo PS. Juntaste-te em 2005 a nós como independente, hoje militante sabes que não é fácil ser Socialista em Tomar e em Portugal. Não é fácil em tempos de disparate, ter um discurso optimista, positivo, sério e responsável para a condução de um Concelho em crise profunda!

Obrigado a ambos. Espero continuar à altura para vos ajudar a melhorar a nossa vida!

3.6.09

BPN / Ex-dirigentes do PSD - É TUDO GENTE SÉRIA!

A polémica vai alta, sobre a questão da ligação entre altos dirigentes do PSD e um Banco que os simpáticos senhores criaram para cuidar das "suas fortunas". Tudo boa gente e gente séria, acima de tudo.





Mas vamos ler uma pequena prova de quem viveu na primeira pessoa parte da ROUBALHEIRA.

Camilo Lourenço

BPN: memória curta

camilolourenco@gmail.com

Março de 2001.

A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao Banco Português de Negócios. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: o ex-ministro Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.

A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema com a imagem do banco; não havia qualquer problema com o Banco Português de Negócios; Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e à época Presidente do Conselho de Administração daquele Banco (hoje em prisão preventiva) referiu que estava muito "incomodado" com a matéria da capa(para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta.

Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN.

Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!

Nota:

este jornalista foi despedido da "Exame" pelo "democrata" Balsemão, enquanto que o dr Loureiro continuou a "aconselhar" o Presidente da Répública nas suas funções de Estado !?!

29.5.09

Da Tomar do Sec.XIX à Tomar do Sec.XXI

Devemos em Tomar parte do nosso crescimento histórico pela fixação de indústrias desde tempo imemoriais, mas as indústrias do presente milénio são claramente as indústrias do conhecimento.

Tivemos ontem em Tomar o reconhecimento, por parte do Governo da República, de uma das nossas mais importantes indústrias existentes hoje em Tomar: a educação.

Com a presença da Sra. Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues e do Secretário de Estado Adunto, Jorge Pedreira, foi dada posse à nova Directora do Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, a Profª Luísa Oliveira, apenas um dia depois da também tomada de posse da nova Directora da Escola de Santa Maria do Olival, Profª Celeste Sousa.

A presença em Tomar dos mais destacados representantes da Educação do País poderá parecer estranho, se levarmos em conta que há quem diga que em Tomar não se faz nada bem feito, que isto é só crise, que não saímos da cepa torta e outras quantas inverdades que alimentam o ego dos “velhos do Restelo”, mas não alimentam a “barriga do povo”.

Mas a Ministra e o secretaria de Estado da Educação estiveram em Tomar em reconhecimento pelo EXCEPCIONAL TRABALHO que vem sendo realizado pelo Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, que teve o ano transacto numa avaliação externa realizada em centenas de escolas por todo o País, a nota máxima em todos os itens avaliados, facto só alcançado por 5 Escolas a nível nacional.

Ou seja, Tomar tem uma das suas Escolas entre as 5 mais bem avaliadas do País, por uma equipa de peritos externos ao próprio Ministério da Educação. Não só o agrupamento da Gualdim-Pais, há vários anos gerido pela equipa da ProfªLuisa Oliveira, está de parabéns, como todo o Concelho de Tomar.

De recordar que também a Secundária de Santa Maria e de Jácome Raton conseguem ter sistematicamente alunos seus entre as melhores médias do País e o nosso Politécnico, apesar de todo o mal que alguns sectores de Tomar insistem em afirmar ali existir, tem cursos únicos e que são referência nacional, como por exemplo os da área do Restauro, Património, Fotografia ou Turismo Cultural.

Tomar afirma-se hoje e cada vez mais, como um Concelho que aposta na excelência da sua formação básica, secundária e superior, fruto do empenhamento e dádiva dos seus profissionais. O afastamento que a Autarquia teve desta iniciativa, que tentou mesmo boicotar pela tentativa da Vereadora da Educação de marcar uma reunião sobre a educação, com vários agentes, para a mesma hora, não abona nada, em relação ao que deveria ser a atitude da Câmara, na aposta nesta indústria do Sec.XXI.

Numa semana em que após o sequestro da Empresa Platex, esta voltou à laboração, e em que o Governo mantém uma linha de actuação, desde 14 de Maio, na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e que no presente aceitou o Lay-off, para defender os empregos de 200 trabalhadores, a industria histórica de Tomar vai definhando e a nova industria de Tomar, a do conhecimento, ganhou reconhecimento nacional.

Aqueles que se têm procurado alimentar das dificuldades das antigas industrias, PSD, BE e PCP, deviam era de olhar para este sector, que gera em Tomar alguns milhares de empregos directos e indirectos, a tempo inteiro e a tempo parcial e que cuidam, sem grande envolvimento da Câmara Municipal, de guindar Tomar para o sec.XXI, transformando a Cidade Industrial do Sec.XIX e XX, na Cidade do conhecimento do sec.XXI.

Saibamos reconhecê-lo e afirmar que a Tomar de hoje e de amanhã é uma Tomar onde dá gosto viver, crescer, estudar e trabalhar. Saibamos valorizar o que sabemos e fazemos bem, sem vergonha.

Sabemos ser por isso, todos, também, Geração Tomar!

27.5.09

Aviso à navegação

Tive oportunidade de ler no blogue do António Rebelo a transcrição de uma insinuação sobre a minha pessoa, que não sendo verdade, me compete negá-la de forma clara.

O relacionamento que tenho com Paulo Fonseca é estritamente político e pessoal, não envolvendo hoje, como no passado, qualquer relacionamento empresarial ou financeiro. O mesmo se dá entre mim e o candidato do PS a Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Arquitecto José Vitorino.

Vivo unicamente do meu salário por conta de outrém, há muitos anos. Tenho aliás 20 anos de serviço ao Estado, no Exército, na Guarda Fiscal, na Administração central e na administração autárquica. Como sabem sou do quadro de informática da administração pública, estando em comissão de serviço extraordinária no Gabinete do Governador Civil de Santarém. Tenho portanto a minha profissão, não vivendo de quaisquer benesses à mesa do orçamento, como se usa a dizer.

Façam, os meus adversários políticos, o favor de me contestar e contrapor nas minhas opiniões, nas minhas ideias, na minha activiade política, mas nunca mais me confundam com pessoas como as que fizeram da política um estratagema para se guindarem a uma situação económica, por meios duvidosos, que nunca augurariam ter de outra forma. Eu não me chamo ......

Além de nascer livre, tive a educação suficiente para me manter sério e se pensam que em algum momento, através até de pessoas que respeito, como o António Rebelo, me ofendem na minha honorabilidade e seriedade estão muito enganados: sou daqueles que não têm medo de pagar para serem LIVRES!

Defendo hoje, como ontem, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade e pauto a minha vida pela Verdade, pela Justiça, pela Honra e pelo Progresso.
Podem os meus detractores dizer o mesmo? Duvido!

26.5.09

UMA PEQUENA VERDADE SOBRE A IFM

Não me lembro de alguma vez a temática da dificuldade de uma empresa em Tomar ter sido utilizada numa campanha eleitoral de forma tão demagógica e por uma conjugação de actores tão insólitos. Os últimos a entrarem em cena, para dar maior cobertura e consistência à deturpação de factos que dirigentes e candidatos do PCP e do BE têm vindo recorrentemente a esgrimir, foi, nada mais, nada menos, do que o candidato e coordenador do BE em Tomar junto à Fábrica, depois de na semana anterior o Deputado António Filipe do PCP o ter feito junto ao Governo Civil.

Alguém seria capaz de imaginar um comportamento destes de pessoas que sendo deputados (da República e da Europa), quando das suas bocas se não ouviu uma única solução para o problema?

O Governo, pelo seu lado, mantém uma linha de actuação na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e no presente aceitou o Lay-off para defender os empregos de 200 trabalhadores. Disponibilizou ainda técnicos da segurança social para fazer o acompanhamento a situação sociais mais emergentes, pela falta de parte da remuneração, prontamente adiada pelos sindicatos e actuou no sistema de apoios à internacionalização (Plano para o sector das Madeiras), permitindo conjugar soluções de formação, já em preparação pelo Centro de Formação do IEFP, para melhorar a “saída” dos trabalhadores desta crise com melhor nível formativo.

Pelo contrário a actuação destes dirigentes e deputados do BE e do PCP, bem como já em anterior episódio pelo Deputado e Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas (PSD), foi apenas no sentido de tirarem partido de uma empresa em dificuldades, de trabalhadores em dificuldades, de uma economia em dificuldades. A verdade para eles, a relevância social de quem teve que pagar aos sindicatos 3 euros para se deslocar a Santarém (pasme-se!), quando ainda não haviam recebido um cêntimo de salário de Abril, isso não lhes interessa. A isso Miguel Relvas (PSD), António Filipe (PCP), Francisco Louça e Miguel Portas (BE), dignas sanguessugas da miséria alheia, em pura e dura campanha eleitoral à custa das desgraças dos outros, não apontaram um único caminho. Apenas contra, apenas a tentar tirar partido das dificuldades. Soluções, népia!

Para que conste, convém esclarecer que contrariamente ao que tem sido dito, até este momento, ninguém minimamente sério pode dizer que a empresa não paga porque não quer. Que a empresa não paga porque alguém na sua administração se apropriou ilicitamente de quaisquer bens, como oportunistamente alguns agitadores mal intencionados puseram a circular. Mas alguém imagina que uma empresa pode pagar o que quer que seja, se não vender? Que pode manter mais de 200 empregos se não produzir? Que o Estado ou algum Banco viabilizam uma empresa bloqueada, que não produz, nem vende?

A tentativa de mediação por um Presidente de Câmara que mantém uma dívida gigantesca a outro grupo empresarial do Concelho (João Salvador), mais não surge, neste contexto, como um acto de covarde oportunismo de quem não tem qualquer credibilidade pública para ser mediador entre empresários e trabalhadores, por ser ele próprio parte do problema.

A politização do processo tem sido uma vergonha: em primeiro lugar para os trabalhadores e para os dirigentes das empresa e em segundo lugar para Tomar. Não há campanha de promoção para a fixação de empresas, de desenvolvimento de um Concelho que possa assentar numa actuação como esta que se tem vindo a observar. Não há marketing que possa “simular” um Concelho onde todos (PSD, PCP e BE) parecem querer aproveitar-se do mal alheio. Assim não vamos lá!

Desde responsáveis de sindicatos a dizerem verdadeiras barbaridades, como o facto de a empresa não poder estar em Lay-off e ter dívidas aos trabalhadores, até a pseudo-liberais do PSD a pedirem a intervenção do Estado, sem quaisquer análises ou garantias de colocação do dinheiro dos impostos de todos nós, como se estivéssemos no tempo do Gonçalvismo. Destruir a economia nacional e ao mesmo tempo delapidar os cofres do Estado, parece ser a estratégia comum.

Mas a resposta é muito simples: não estamos já em 1975! Intervencionar as empresas, foi precisamente o erro mortal do Grupo Mendes Godinho, que se arrastou até hoje e de onde a IFM vem. Aliás parte substancial do crédito que o BES tem sobre esta empresa vem ainda desse arrastado e rocambolesco ”processo revolucionário em curso” e da nacionalização do Grupo empresarial.

Defender o trabalho e as empresas hoje, não é actuar da forma que se vem vendo na IFM. Sem empresas não há trabalho. Sem trabalho não há salário. E sem salário, só há desemprego. Isso parece ser, sinceramente, o que PSD, PCP e BE querem que aconteça em Tomar.

Permitam-me que eu, os autarcas socialistas de Tomar e os socialistas no Governo de José Sócrates não queiramos isso. Nós não seremos os coveiros da IFM, nem da economia nacional. Quem acredita que destruindo as empresas e a economia herdará uma Cidade, um Concelho ou um País viável e com futuro, continue a alimentar-se da miséria e na miséria acabará.

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25.5.09

Um exemplo

Manuela Moura Guedes vs Bastonário da Ordem dos Advogados

É digno de se ouvir, quem consegue dizer olhos nos olhos a verdade a outrém, sem se deixar intimidar, por um segundo que seja.

Ouvir Marinho Pinto é hoje, em Portugal, um dos poucos bálsamos para o seguidismo e falta de coragem quem por aí grassa.

23.5.09

Sopas do campo na Linhaceira


Com um agradecimento à autarca da Assembleia de Freguesia da Asseiceira, Silvia Marques, que me inunda sempre com as inúmeras actividades da sua Associação.
É de qualquer forma, uma excelente ocasião para dar uma saltada a esta bonita Freguesia do Concelho.
Para que se saiba esta Assicação tem também um sítio cá no burgo virtual que é em www.acrlinhaceira.pt.vu
Boas sopas e boas viagens.