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18.4.07

CANDIDATURAS VIA NET PARA AGRICULTORES

(DN - 17 de Abril de 2007)

Internet - 230 mil Agricultores têm uma nova rede a partir de Maio para entreguar candidaturas a fundos da UE

A PT desenvolveu um Projecto que permite a apresentação de candidaturas a fundos comunitários na Internet por parte de 230 mil agricultores e que estará disponível em todo o País a partir de Maio.

O Rede iDigital um investimento de dois milhões de euros que terá uma duração de três anos. O Projecto tem a rede centralizada no Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (o IFAP, que resultou da fusão entre o IFADAP e o INGA) e vai lidar com financiamentos de cerca de 800 milhões de euros. A Rede contará com 1.200 postos de recepção, em 725 locais diferentes, entre as quais as delegações das principais associações de agricultores (CAP, CNA, Confagri e AJAP), em todo o País, nos 18 Distritos do Continete.


Meu comentário: Conforme se percebe, cada vez mais o recurso às comparticipações e ajudas técnicas, neste como em outros sectores, se faz com recurso às tecnologias. tais tecnologias permitem, cada vez mais, que independentemente do local onde o cidadão, o investidor esteja, pode aceder a serviços públicos com rapidez e eficiência, minimizando as deslocações aos locais onde funcionam estes serviços. Estes "Balcões virtuais", em puco espaço de tempo já resolvem uma percentagem cada vez maior de casos. Assim, a concentração dos funcionários em determinados locais, não resulta em qualquer prejuízo directo para os utilizadores. Visa, isso sim, optimizar recursos públicos, que são por todos nós pagos.

Quando nos anos 70 e 80, as tecnologias de informação eram ainda claramente incipientes, muitos serviços de "front-office" tinham objectivamente que estar espalhados pelo País, praticamente em todos os locais: era na altura a única forma de prestar os erviço aos cidadãos. Felizmente que hoje tal já não é absolutamente necessário. Este exemplo da Agricultura, toma toda a importância, quando os serviços do Ribatejo Norte obrigaram à deslocação e concentração da maior parte dos serviços na Cidade de Abrantes. Brevemente poderá ser tomada idêntica medida concentrando muitos dos Serviços da Justiça na Cidade de Tomar. Este é o caminho. A manutenção de "uma repartição pública em cada esquina", é apanágio de uma sociedade da não-informação e do gasto público, completamente desnecessário.

11.4.07

COM A SEGURANÇA DAS POPULAÇÕES NÃO SE BRINCA

Existiu nas últimas semanas uma grande especulação pública a propósito da reformulação do sistema de segurança pública, tendo como epicentro uma determinação governamental visando adequar as áreas territoriais de intervenção da PSP e da GNR.

Um dos objectivos claramente assumidos foi a “eliminação das situações de sobreposição de meios entre as duas forças (GNR e PSP), em especial no respectivo dispositivo territorial”, de modo a “limitar as Freguesias partilhadas entre as duas forças de segurança àquelas em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade das Freguesias aconselham tal partilha”.

Também na nossa zona, tal deliberação teve consequências directas, que entraram em vigor no passado dia 1 de Abril e que, no essencial, passaram pela “entrega” da área territorial de Fátima à GNR, com a consequente saída da PSP. No espaço do Concelho de Tomar foram, no contexto da mesma Resolução do Conselho de Ministros, entregues à GNR o patrulhamento das anteriores Freguesias partilhadas de Carregueiros, Casais, Madalena e S.Pedro.

Em virtude destas alterações, nomeadamente a responsabilidade da GNR em Fátima, a partir do dia 16 de Abril, foi o Comando do Destacamento de Tomar provisoriamente instalado em Ourém, afim de acompanhar devidamente a nova responsabilidade operacional que daí advém. Esta alteração adquire níveis de complexidade operacional e de articulação específicas que levarão, garantidamente, alguns meses a ficarem estabilizadas.

Neste contexto, qualquer especulação pública, tão glosada e propalada por sectores antagónicos da sociedade Tomarense, da saída do Comando de Tomar da GNR, mais do que exercida como reacção à mudança provisória e necessária, parece fundada no mínimo, no completo desconhecimento das questões relativas à garantia da segurança pública. Especialmente quando exercida por responsáveis autárquicos, tal deturpação, que roça a má fé, prejudica o cabal desempenho das mulheres e homens que quer na PSP, quer na GNR, dão muitas vezes em condições difíceis o seu melhor, para garantir a todos nós um sono descansado. É caso para dizer que com a Segurança das populações não se brinca!

O que urge que todos nós cidadãos possamos perceber, é que a actual reformulação pretende incrementar a acessibilidade e a proximidade das forças de segurança aos cidadãos, garantindo a sua presença nos locais onde são mais requeridas, reforçando a visibilidade e valorizando o seu potencial de prevenção e de combate à criminalidade.

O processo de reformulação está ainda a meio, sendo eu um daqueles que entende que a adequação da nova área da PSP no Concelho de Tomar, pode e deve ser alargada, numa primeira fase, para a totalidade das Freguesias da Pedreira, Carregueiros e Madalena.

Outro dos objectivos da reformulação em curso, visa, também, melhorar as condições de funcionamento das forças de segurança, reparando ou reinstalando as subunidades policiais degradadas e reforçando a sua capacidade de intervenção através de mais e melhores meios e equipamentos e do recurso sistemático a novas tecnologias de informação e comunicação.

Neste contexto, o Programa de Investimentos previstos de 48 novas esquadras da PSP, com 38 milhões e 400 mil euros e de 66 novos postos da GNR, com 52 milhões e 800 mil euros, só podem e devem levar a capacidade reivindicativa da nossa autarquia a pugnar pela rápida transferência da PSP para as novas instalações já adquiridas, bem como a construção do novo posto da GNR no Concelho de Tomar.

Procurar confundir isto, com a saída do Quartel-general nos anos 70 de Tomar para Coimbra, só mesmo de saudosistas de um estado policial, onde a garantia de segurança às populações era confundida com o “controle” dessas mesmas populações. Para os velhos do Restelo, sempre contra qualquer mudança, só tenho uma palavra a dizer: com a segurança das populações não de brinca e deixem de tentar fazer politiquice barata com ela!

25.3.07

Proença-a-Nova apresenta projecto inovador de combate à poluição

O concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, anunciou o lançamento de uma iniciativa exemplar, pioneira a nível internacional, tendo em vista passar a vender no mercado voluntário os seus créditos de carbono (CO2) contribuindo, deste modo, para uma mais eficaz retenção das emissões de carbono no município, criando, paralelamente, um conjunto de mais-valias financeiras para a autarquia.Para João Paulo Catarino, presidente da edilidade, em entrevista ao “Acção Socialista”, esta iniciativa pretende provar “que podemos e queremos ser contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo”.

Rui Solano de Almeida - Jornalista "Acção Socialista" 20/3/2007

Como é que um município com pouco mais de nove mil habitantes e longe dos principais centros de decisão toma uma iniciativa com esta importância e com esta dimensão?

Como se sabe, o tamanho não é sinal de mais inteligência ou de se trabalhar melhor. As medidas e acções tomadas pelos municípios maiores podem ser mais mediáticas mas nem sempre são as mais inovadoras ou as mais acertadas.O estudo que estamos a levar a efeito pretende apenas provar que o concelho de Proença-a-Nova sequestra mais CO2, que emite e produz mais energia obtida por métodos renováveis que consome produzida a partir de métodos poluentes, ou seja, vamos provar que somos contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo.
Diminuir as emissões de CO2 está, como sabe, muito na moda. Recomendações neste sentido têm partido de organismos tão distintos como a União Europeia, ONU ou de figuras com o peso mediático do ex-vice presidente dos EUA Al Gore.

O problema é saber se esta iniciativa empreendida no concelho de Proença-a-Nova é para cumprir a agenda mediática, ou se se trata de algo para levar em frente com todas as consequências daí resultantes?

O mediatismo pouco nos interessa. Interessa-nos provar o que referi anteriormente, quantificá-lo em termos de toneladas de CO2, inventariar as medidas necessárias para uma melhor eficiência energética, implementá-las e quantificar os ganhos obtidos com a sua implementação e depois vender esses créditos no mercado voluntário do carbono, para com as receitas daí provenientes, desenvolver as medidas constantes do nosso Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, para assim protegermos a floresta existente, aumentar a área arborizada e tornar este processo sustentável ao longo dos anos.

Em termos práticos como é que um concelho do interior como o seu, essencialmente um município com pouca ou quase nenhuma indústria mas rodeado de uma riquíssima mancha florestal, pode aplicar uma gestão sustentável, como produtor de energia renovável?
A ideia é precisamente essa, partir da fatalidade de termos muito pouca indústria e transformá-la numa oportunidade, para o concelho em geral e para os produtores florestais em particular.Não temos indústria poluente mas contribuímos para despoluir o que os outros poluem, por isso é justo que sejamos ressarcidos por este serviço prestado à comunidade.Produzimos hoje 57 MW de energia por métodos renováveis (eólica), muito mais do que aquela que consumimos a partir de métodos poluentes.A ideia é aumentar ainda mais a nossa eficiência e com os créditos arrecadados financiarmos as mediadas que teremos que tomar para proteger e aumentar a nossa área florestal.

Estamos a viver, como sabe, momentos muito difíceis em todo o planeta, em matéria de mudanças climatéricas. Como é que uma iniciativa como esta pode contribuir para inverter esta problemática?
De várias formas, primeiro melhorando a nossa eficiência energética, poluindo menos, e depois produzindo-se na área geográfica do nosso concelho energia por métodos renováveis e não poluentes estamos também a contribuir para que não seja necessário gerar tanta energia por métodos poluentes e por último protegendo e aumentando a nossa floresta estamos ainda a contribuir para que se sequestre mais CO2 no nosso concelho.E como se trata, em nossa opinião, de um bom exemplo, esperamos sinceramente que seja seguido, incentivando desta forma a melhorar as condições ambientais do nosso município, do país e do mundo.

8.3.07

21.2.07

QUANDO OS INDEPENDENTES SE ESPALHAM, PELOS SEUS PRÓPRIOS PASSOS

Tenho mantido alguma observação mais distante da blogosfera Tomarense, em virtude de considerar que apenas devemos dar importância aos que assinando, dão a cara e como tal, com eles podemos estabelecer um princípio democrático importante, como é o princípio do contraditório.

Tal tem acontecido nos últimos dias com o meu colega Deputado Municipal João Simões, em virtude do facto de reiteradamente este tentar dar sempre “as grandes notícias”, com o objectivo evidente de pretender demonstrar que o grupo político pelo qual foi eleito é o mais atento, o mais bem informado, quiçá o alter-ego da democracia Tomarense.

Ora a democracia não precisa de tutores, novos ou velhos, como é o caso, actuais ou ultrapassados, nas acções, nas perspectivas, no sentido evolutivo societário, como é também o caso.

Todos somos Tomar, tem escrito o Presidente do meu Partido, e é assim que pensamos por lá.

O problema do colega Deputado João Simões e do seu cabeça de Lista à Assembleia e meu contendor directo ao cargo, Deputado Fernando Oliveira, é que parecem achar que Tomar é apenas deles ou de quem eles dão autorização que seja.

Um exemplo claro disso é a discussão da paternidade da ideia de qualquer Referendo, a reboque claro de uma discussão pública iniciada pelo PS, sobre a importante destruição do Mercado proposto pelo executivo PSD da Câmara de Tomar.

Tomar sempre foi assim: cheio de tutores e de Homens cheios de certezas, nobres e burgueses de diferentes matizes ideológicas “acima dos outros”, capazes de “orientarem os pobres de espírito”, que seriam sempre todos os outros que não eles. Pois! Mas Tomar é mesmo de Todos e não deles.

Percebe-se bem o porquê: Integrando um projecto pessoal de Pedro Marques, que não perdoa o facto de não ter tido um único dirigente do PS a propô-lo para cabeça de Lista nas últimas autárquicas, são reféns da sua visão da política – “ela serve para me servir, não para eu servir os outros”.

E o Deputado João Simões, cidadão que sempre aprendi a respeitar, comete um erro clássico: na ânsia de dar nas vistas, esqueceu-se de garantir que não tinha “telhados de vidro” na sua actuação política.

E o caso até nem podia ser mais simples: ela coordena a única Comissão Permanente da Assembleia Municipal que esteve seis meses sem reunir e sem produzir trabalho. Para quem queria governar a Câmara parece muito pouco não acham?

A única Comissão que é coordenada pelos Independentes de Pedro Marques, é a única que não funcionou durante seis meses!

Neste caso todas as interpretações são possíveis: não quis reunir porque não havia matéria; não quis reunir porque queria estabelecer pontes com a maioria PSD na Câmara; não quis reunir porque se esqueceu; não quis reunir porque acha que as Comissões não servem para nada; não quis reunir porque coloca em causa a tutoria democrática dos “Sábios de Tomar”…

Mas tal até nem é muito grave: apenas demonstra que os Homens erram, que ninguém é perfeito, nem há grupos políticos isentos de erros.

Mas para um grupo político que se tenta sempre apresentar como uma alternativa aos “partidos do sistema”, PS e PSD, é pouco não acham?

É no que dá querer tentar demonstrar que se é muito melhor que todos os outros.

É pena, porque no PS muitos têm errado, a começar por mim próprio e disso não devemos ter qualquer vergonha: é da vida!

De facto convenhamos que é muito mais justo assumirmos que TODOS SOMOS TOMAR, sem tutorias, nem alter-egos!

12.2.07

Já temos site da Festa dos Tabuleiros, em Festa de 2007

Este é o vídeo de apresentação:


7.2.07

OBVIAMENTE PELO SIM!

Fui nos últimos dias, curiosamente, instado por vários emails a dar a minha opinião em relação ao Referendo do próximo Domingo, sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

Achei curioso que procurassem saber qual a minha posição sobre tal tema, eu que até quando frequentava os "grupos de jovens católicos do 111" em Tomar já defendia o direito das mulheres a disporem do seu corpo, para escândalo de alguns dos "monitores da fé", isto no início dos anos 80.

Mas bem, podia ter mudado de opinião. Mas até não.


Passados mais de 25 anos, continuo a ter a mesma opinião: nenhuma mulher deve ver a sua intimidade devassada por, em consciência, ter tido que tomar a opção de abortar.

Mais entendo que nenhuma mulher deve ser processada judicialmente por tal facto ou em limite ser levada à prisão.

A actual Lei é um absurdo só possível num País de VÍCIOS PRIVADOS e de PÚBLICAS VIRTUDES.

Com a clareza que sempre defendi que se deve ter na política afirmo-me OBVIAMENTE PELO SIM!

29.1.07

O INVESTIMENTO NO HOSPITAL DE TOMAR

Muito se tem escrito e dito sobre o Hospital de Nª Sra. da Graça(HNSG) ao longo dos últimos anos, com diferentes abordagens e preocupações, tendo sido disso exemplo o último debate público promovido pela Assembleia Municipal de Tomar, no dia 26 de Janeiro.

Tenho para mim, que é necessário reforçar o investimento que temos todos de fazer na Unidade Hospitalar de Tomar (HNSG), integrada no Centro Hospitalar do Médio Tejo: população, responsáveis políticos e administrativos, autarcas e tutela ministerial.

Um bom exemplo é dado, precisamente esta semana, pela Federação de Bombeiros do Distrito de Santarém, ao iniciar a 1 de Fevereiro um Protocolo de colaboração com o Centro Hospitalar, garantindo o transporte de Doentes entre as Unidades do Centro Hospitalar (Tomar, Torres Novas e Abrantes), bem como a sua deslocação de e para sua casa.

Finalmente uma boa notícia, dada pela Federação de Bombeiros e envolvendo todas as corporações da nossa região, com a excepção de Fátima por manifesta falta de meios para prestar este serviço.

Este Protocolo irá garantir às populações a resolução de um problema existente desde a criação do Hospital do Ribatejo Norte, hoje Centro Hospitalar do Médio Tejo, e proficuamente abordada no decurso do Debate realizado na passada Sexta-feira, que era o facto de parecer que quando se entrava nas Urgências em Tomar, não se tinha entrado num único Hospital, sendo muitas vezes a responsabilidade da deslocação para as outras Unidades do Centro Hospitalar das famílias dos doentes.

Tal situação a partir de 1 de Fevereiro está definitivamente ultrapassada, constituindo uma efectiva melhoria nos cuidados de saúde prestados pelo SNS da nossa Região.

Mas resolvido este problema, outros urge resolver, como seja por exemplo a necessidade de ficar clarificado quais as Valências em funcionamento em cada uma das Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que deveria ter por base o Plano Funcional aprovado em 1998.

No meu entender, deveriam ainda as Urgências de cada especialidade estar localizadas junto do Internamento respectivo, optimizando assim os meios humanos e materiais, ao dispor da Saúde na nossa Região.

Tal só se fará se o Ministério da Saúde, na decisão que tomará nos próximos 15 dias sobre a localização das novas tipologias de Urgências, levar em linha de conta as decisões unânimes tomadas, quer pelos Autarcas de Tomar, quer pelos autarcas de Torres Novas, considerando que ao Centro Hospitalar no seu todo, fica atribuída uma Urgência Médico-cirúrgica, em detrimento da proposta anedótica feita por um Grupo de Trabalho Técnico, que apontava para um tratamento diferenciado entre as três Unidades do Centro Hospitalar, valorizando claramente a de Abrantes, que por si só não tem qualquer capacidade técnica para albergar a totalidade das Urgências exigidas. Neste contexto, só a complementaridade faz sentido!

No meio do muito barulho que algum PSD e CDU vai fazendo sobre esta questão, ou não estivesse o PS no Governo, o que importa fazer notar agora, é o excelente exemplo que a Federação de Bombeiros está a dar, ao criar condições para resolver um problema que se arrastava há vários anos.

Esta é a prova de que com bom senso e trabalho em rede, é possível darmos conta daquilo que são os interesses das populações.
Tudo o resto é apenas folclore!

28.1.07

A VERDADE SOBRE A REORGANIZAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR

Realizou-se na passada Sexta-feira dia 26 de Janeiro, um Debate Público organizado pela Maioria PSD no Município de Tomar, sobre a reorganização dos serviços do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que exigem as seguintes reposições de verdade:


1ª VERDADE: O Governo ainda não decidiu onde ficam colocadas as Urgências no Distrito, e pelos indicadores publicados em 15 de Janeiro último, sobre as distâncias temporais entre Hospitais e respectivos mínimos de população servida, o nosso Distrito tem condições para ter a funcionar 2 Urgências Médico-cirúrgicas.·


2ªVERDADE: No Distrito existem apenas dois Hospitais - o Distrital de Santarém e o Centro Hospitalar do Médio Tejo.


3ªVERDADE: A Assembleia Municipal de Tomar, a Câmara de Torres Novas, e a Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo, já rejeitaram a abordagem feita pela "Comissão Técnica de avaliação da reorganização das Urgências Hospitalares" de que existissem no Norte do Distrito 3 Hospitais, mas sim apenas um: O Centro Hospitalar do Médio Tejo.


4ªVERDADE: Os órgãos autárquicos atrás referidos, além de rejeitarem liminarmente a proposta referida, aprovaram que no Centro Hospitalar ficasse instalada a tal urgência Médico-cirúrgica, distribuída nos termos do PLANO FUNCIONAL de 1998 entre as suas três unidades integrantes - Tomar, Torres Novas e Abrantes.


5ªVERDADE: Tais deliberações foram tomadas no prazo dado para a DISCUSSÃO PÚBLICA e remetidas para o Ministério da Saúde e, a serem consideradas pela Tutela, remetem a organização das URGENCIAS para mero ACTO DE GESTÃO da Administração do Centro Hospitalar.


6ªVERDADE: A desorganização interna e o "lobbing" dos sucessivos Conselhos de Administração em relação a uma das Unidades do Centro Hospitalar (Abrantes) não é de agora, sendo coincidente com a liderança do PSD na Câmara de Tomar - desde Janeiro de 1998.


7ªVERDADE: Durante estes anos foi ainda coincidente o facto do Sr. Relvas ter sido só o Secretário-Geral do PSD, o Secretário de Estado da Administração Local e a figura política mais influente do PSD de toda a Região, bem como amigo confesso de todos os Presidentes dos Conselhos de Administração do Centro Hospitalar.


8ªVERDADE: A responsabilidade de nomear ou exonerar os Conselhos de Administração dos Hospitais é do Governo, tendo já o PS de Tomar e o Presidente da Câmara de Torres Novas, solicitado a exoneração do actual Conselho de Administração.


9ªVERDADE: A questão da "mobilidade interna" entre as três unidades do Centro Hospitalar - a mais referida pela população no debate público - é da exclusiva responsabilidade dos seus Conselhos de Administração, sendo mais uma vez um MERO ACTO DE GESTÃO.


10ªVERDADE: A questão da "mobilidade externa" entre os três Hospitais (entre as Cidades de Tomar, Torres Novas e Abrantes), nunca foi até hoje assumida pela tal COMUNIDADE URBANA que o Sr.Relvas criou em 2003 e a cuja Assembleia Preside, sendo Presidente da Junta o também Presidente da Câmara de Tomar (PSD).

Vistas assim as verdades deste contexto, as soluções para o problema passam, no meu entender, por:

1º Considerar o Centro Hospitalar do Médio Tejo como um Hospital, com três unidades deslocalizadas em Tomar, Torres Novas e Abrantes.

2º Colocar junto de cada um dos respectivos internamentos de especialidade a respectiva urgência, no sentido de optimizar não só os meios materiais, mas muito especialmente os meios Humanos.

3º Garantir que se mantêm em funcionamento junto de cada uma das três unidades, as respectivas consultas externas em todas as especialidades existentes no Centro Hospitalar.
4º Garantir o integral cumprimento das valências previstas no Plano Funcional aprovado em 1998, com eventual melhoria, discutida quer com os profissionais da saúde, quer com os autarcas da área de influência.

5º Garantir que a entrada de doente em qualquer uma das unidades (Tomar, Torres Novas e Abrantes) em urgência, é assumido como tendo dado entrada no Centro Hospitalar e que a sua mobilidade interna seja da sua responsabilidade e não do doente ou da sua família.
6º Garantir que os Municípios da NUTIII do Médio Tejo aproveitam as oportunidades dos investimentos FEDER no quadro do QREN 2007-13, para o desenvolvimento de uma rede de transportes entre as Cidades que permita o acesso e a mobilidade, em tempo útil, de todos os Cidadãos aos serviços públicos essenciais, como é o caso da Saúde.
7º Garantir que passa a existir uma articulação entre a Rede de cuidados de Saúde Primários, por exemplo através da melhoria das condições de funcionamento dos Centros de Saúde e das Unidades de Saúde Familiar, com a URGENCIA HOSPITALAR, no sentido de que os cuidados de saúde possam adquirir uma lógica de maior prevenção, libertando assim as urgências poli-centradas nas três unidades para as URGENCIAS REAIS.

25.1.07

O "ÉTER" VAI VOLTAR A ANIMAR...

Mantive desde a criação deste espaço muito pouca actividade nele.
Tal deveu-se a um conjunto vasto de razões, entre as quais a de evitar que se confundisse as minhas mensagens pessoais com o facto de na altura ter responsabilidades directas de coordenação de um Partido em Tomar.


Ora, passado mais de um ano de ter deixado essa função e, cumprido aquilo que considero o período de nojo da nova liderança, que apoio e na qual me reconheço, impõe-se ou por outra, imponho-me a mim mesmo de passar a reflectir com regularidade neste espaço, que sendo meu só a mim me responsabiliza.


Não deixei de ser dirigente do PS, quer na Assembleia Municipal de Tomar, quer na Federação Distrital de Santarém, mas e talvez precisamente por isso, faço questão de ter opinião pública sobre diversos temas que mais me interessam e preocupam.
Sempre defendi que quem está na vida pública nada deve temer em relação ao que pensa.
Essa é a essência dos HOMENS LIVRES. Sempre me considerei livre e muito especialmente agora em que vou completar 40 anos, entendo que só assim vale a pena viver os - talvez - mais 30 anos que viverei.
Assumir o que se pensa, assumindo o que se escreve, mesmo aqueles escritos que muita polémica causaram ao tempo em que foram escritos, como aquele post que muitos me aconselharam a retirar sobre algumas observações sobre o Sr. que por ainda por aí temos como Presidente do nosso Município. Não só naõ o retirei na altura, como o assumo na íntegra agora, na certeza porém que este deve ser lido à luz do tempo em que foi escrito.
Como diria o antigo Primeiro Ministro António Guterres, é a vida!

14.1.07

A QUESTÃO ENERGÉTICA DA EUROPA - Breve abordagem de incidência Regional

(Revisão e atualização de abril de 2018 e março de 2019)

Referências e créditos:
- Os Impactos Económicos do Aumento dos Preços da Energia - Grupo Socialista do Parlamento Europeu - Nov 2006
- Sítio das Nações Unidas - actualização de Dez 2006
- Sítio do Diário Económico - Arquivo de 2006-2007
- Uma Verdade Inconveniente - Al Gore - 2006
- Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)- 2007
- Portugal 2020 - 2013
- Quadro de apoios comunitários após 2020

Parque de painéis fotovoltaicos da Central das Cabeças (Tomar) - inaugurado em janeiro de 2014 
A dimensão económica da questão energética da Europa, tem consequências efectivas também na “solução” ambiental e na equidade social. É assim claramente uma daquelas matérias onde uma visão de Desenvolvimento Sustentável mais se aplica e, sobre a qual mais alterações iremos observar no decurso dos próximos anos.

Enquanto que antes do ano 2000, os preços do Petróleo bruto rondavam valores de 9-10 €/barril (10-12 US$), durante os últimos seis anos têm aumentado acentuadamente até terem atingido os 59€/barril (79 US$) em Agosto de 2006, tendo desde aí abrandado, mas sem haver qualquer prova de que o aumento não volte a acontecer nos próximos anos, quer seja pela sua cada vez maior escassez, quer seja pelo aumento brutal do seu consumo por parte dos Países Asiáticos.

Ao preço de 50€/barril (64 US$), a UE paga 250.000 Milhões €/ano pelas suas importações de Petróleo, cerca de 1,5 €/dia para cada um dos seus 457 Milhões de Habitantes. Tal montante de 1,5€/dia/habitante, é mais do que o dinheiro diariamente disponível para a sobrevivência de cerca de um terço dos Habitantes do Planeta, que vivem com menos de 1,5€ (2 US$) por dia.


Evolução da cotação do Brent - preço em abril de 2018, cerca de 74$(60€)/barril (cotação - 1,47€/$, a 31/12/2007; 1,20€/$, a 31/12/2017) - Preço do petróleo Brent no final de 2007 era de 71€/barril e em abril de 2018 é de 60€/barril, tendo atingido o seu máximo em agosto de 2008, com cerca de 90€/barril


Tal situação para além de ABSURDA, é deveras chocante!

Actualmente os gastos em importações de Petróleo equivalem a 2,4% do PIB da UE, representando a importação de Energia cerca de 50% das necessidades energéticas da Europa. Em 2030, se nada for feito até lá, 70% da Energia consumida na Europa será importada, representando a "fatia Petróleo" cerca de 94% desta.

Com este nível de dependência, cada aumento de 10 €/barril deverá representar um volume adicional de importações de cerca de 40.000 Milhões €/ano (cerca de 0,24€ habitante/dia).
Embora as consequências económicas imediatas sejam negativas, a evolução dos últimos anos dos preços do petróleo, bem como o expectável e continuado aumento deste, representam também um conjunto de novas oportunidades, que mais não seja, porque tal contribuirá para passar dos combustíveis fósseis para outras fontes de energia, o que até agora não foi conseguido através de medidas ambientais limitadas.

A actual crise energética, ilustra claramente o potencial do mercado prometedor dos Países emergentes e em desenvolvimento no sector das energias renováveis, bem como das tecnologias destinadas a aumentar a eficiência energética, colocando em evidência as taxas positivas de crescimento e emprego deste sector.

A Europa no seu todo e, os cidadãos europeus em particular, deverão aproveitar finalmente esta oportunidade de alteração de hábitos e não perder a liderança do mercado das tecnologias ambientais a favor dos Estados Unidos da América.

Só a título de exemplo, para se entender a dimensão económica e respectiva criação de “emprego tecnológico”, o montante necessário para suprir as falhas tecnológicas, em matéria de energia, seja na área dos combustíveis fósseis, produção hídrica ou nuclear, segundo dados da Comissão Europeia, apontam para cerca de 1.000.000 Milhões € (10^12 €) para os próximos 20 anos - qualquer coisa como 109€/Habitante/ano.
Aqui, as opções que temos tomam um de dois caminhos: podem ser investimentos nas fontes de energia tradicionais e na exploração das últimas reservas de Petróleo durante os próximos 20 anos ou podem ser investimentos que tomem outra direcção – a da sustentabilidade!

Algumas propostas estão neste momento já a fazer o seu caminho, em matéria de investimento futuro, nas diferentes instituições Europeias – Parlamento e Comissão. Eis alguns exemplos:

1) Elaboração por parte da Comissão Europeia de um PLANO detalhado para reduzir a dependência energética da União e realização de transferência para as "Energias Limpas", com avaliação de Impacto da eficiência energética;

2) Criação de um regime de apoio ao investimento por parte da Banca privada e das Instituições financeiras públicas, através de Fundos de Eficiência Energética que subvencionem Projectos neste domínio;

3) Os objectivos de eficiência energética irão ser também integrados noutras políticas sectoriais, nomeadamente a política fiscal, a política de transportes e a política de coesão. Irão ser propostos regimes de financiamento e instrumentos contratuais inovadores, como o micro-crédito e as parcerias de capital de risco entre as empresas privadas e as administrações públicas locais, afim de associar activamente os parceiros locais e os decisores;

4) As políticas fiscais irão desenvolver incentivos para o aumento do investimento a favor da eficiência energética, das energias renováveis e dos produtos respeitadores do ambiente e favorecer estas opções, integrando cada vez mais o princípio do "poluidor pagador";

5) Uma vez que o sector dos transportes representa 56% do consumo de Petróleo na UE e é o mais afectado pelo aumento dos preços do mesmo, irão ser adoptadas políticas relativas à eficiência energética no sector dos transportes e à mudança de paradigma no uso dos mesmos;

6) Irá ser estabelecida uma estratégia global para suprimir gradualmente a utilização de combustíveis fósseis no sector dos transportes e promovida a introdução no mercado de técnicas de baixa emissão de CO2, utilizando as tecnologias mais recentes de alimentação de motores por biocarburantes e/ou biohidrogénio.

Todo o processo e metodologia de alteração de paradigma no sector energético Europeu, irá assentar cada vez mais na alteração de uso individual e nas políticas locais e regionais do uso da mesma.

É minha convicção, que as Regiões e localidades que mais rapidamente entenderem que o caminho é por aí, mais rapidamente verão níveis de crescimento económico, ambientalmente sustentados, capazes de conduzir ao aumento do emprego e do necessário equilíbrio social.

O conceito base, bebe na visão do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ou seja, aquele tipo de desenvolvimento que garantido as expectativas de crescimento das gerações actuais não coloca em causa o crescimento das gerações futuras, procurando o necessário equilíbrio entre desenvolvimento económico, social e ambiental.

A situação vivida na Europa nos Invernos de 2005/6 e 2006/7, no que ao recebimento de Gás Natural e de Petróleo da Rússia através da Ucrânia e da BieloRússia, por onde entram só através do pipeline da BieloRússia 12,5% do consumo da EU, obrigou a todos os níveis de poder no seio da nossa Europa a perceber que a mudança de paradigma e as acções necessárias “são para ontem”.

A permanente disputa entre a companhia estatal russa GAZPROM, que detém uma quota mundial de 20% de Produção de Gás Natural e os Estados satélites da Ucrânia e da BieloRússia, transforma a Europa num "actor indefeso" perante a "lógica Imperial Russa", comandada por interesses que têm o seu términus na estratégia norte-americana de controlo mundial da energia, numa lógica neo-liberal pura e dura.

Neste contexto a estratégia Alemã de desmantelamento das suas Centrais Nucleares, bem como a existência de regiões da UE sem produção de energia com recurso a essa tecnologia é na minha opinião, claramente insustentável - Portugal incluído.

Portugal é o País da Europa mais à mercê das oscilações dos preços globais da energia, apesar de ser o País da UE com maiores reservas de Urânio, que é o minério base que depois de um processo de enriquecimento permite a produção de energia em Centrais Nucleares.
Aliás, Portugal detém só o maior Porto de águas profundas da Europa – Sines, capaz de garantir a acostagem de navios de grande porte, capazes de transportar gás liquefeito de outras partes do mundo - por exemplo da Nigéria ou da Venezuela.

Aliás, Portugal detém também a maior média de horas de insolação por ano de toda a Europa, capaz de garantir uma produção de energia não displicente no contexto europeu, a partir da energia solar.

Está também em franco desenvolvimento a instalação de um verdadeiro cluster de Energia Eólica, tirando partido da exposição do País aos quase permanentes ventos do Oeste, soprando do Atlântico, varrendo praticamente todo o País.
Parque de energia Eólica da Nazaré - inaugurado em 2004

Não se julgue porém que só às autoridades europeias e nacionais compete intervir nesta matérias, pois as autoridades locais deverão encontrar as estratégias de intervenção no ordenamento do território e os investimentos e parcerias concretas, capazes de mudar o paradigma do uso dos transportes e da gestão colectiva da energia, em edifícios públicos por exemplo, levando a uma redução das emissões de CO2 - pagos a peso de ouro, mercê do Protocolo de Quioto.

Sempre defendi que a nossa sub-região, Médio Tejo, detinha uma capacidade instalada no setor da Ferrovia, capaz de alterar no espaço de uma década o uso dos transportes entre a nossa Rede de Cidades - Tomar, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes.

Os desafios de futuro, colocados no âmbito dos financiamentos comunitários - (QREN - 2007-2013, Portugal 2020 - 2013-2020, Geração 2030 - 2020-2027), promoverão investimentos com base nas actuais NUTIII - no nosso caso o Médio Tejo, valorizando projectos integradores de cariz Inter-Municipal, com incidência especial na valorização do Território. nomeadamente no setor do Ambiente.

Uma Europa vista como um todo no contexto mundial, alicerçada em autoridades locais e regionais com visão e dimensão, é o desafio que se coloca a todos nós no sentido de deixarmos aos nossos filhos um mundo onde estes possam tomar as suas opções, sem estarem demasiado condicionados com aquelas que tomamos hoje.

Este é claramente o desafio que se coloca à nossa geração.
Saibamos assumi-lo, de espírito aberto e sem quaisquer dogmas!


O ATUAL DESAFIO LOCAL EM TOMAR - Face às alterações climáticas (3/2019)

Estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas, apresentada pela Eng. Cátia Pouseiro, em Tomar, com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, no âmbito do Programa Adapt - coordenado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde Tomar se inclui com mais 25 Municípios.
Denominado ClimAdaPT.Locap a estratégia de Tomar, passará pelo aumento do conhecimento, reduzir as vulnerabilidades, melhorar a eficácia, identificar as oportunidades criadas.
É um processo contínuo de avaliação, ação, correção e integração, com análise especial nos eventos dos últimos 14 anos, entre 1999 e 2013 - perfil de impacto local.

Para a avaliação dos riscos mais prioritários, identificaram-se fatores como a redução de 40% da precipitação, aumento de temperatura superior entre 1 e 4 graus, com aumento de fenómenos extremos, ondas de calor, diminuição de duas de geada. Maior deslizamento de vertentes e cheias rápidas, redução do potencial económico local, aumento é maior rapidez dos incêndios.

PRINCIPAIS RISCOS
Médio prazo - incêndios e cheias rápidas
Longo prazo - deslizamento de vertentes, outros fenómenos extremos

Que opções de adaptação temos então? [os dois primeiros Cascais e Almada]
13 opções de adaptação, passando por formação, sensibilização, manutenção de base de dados com registos extremos, programa gestão uso eficiência da água, hortas e energética. Planos municipais de contingência para cheias, secas, açudes e defesa da floresta.
O que é mais prioritário?
Através de análise multi-critério, concluiu-se que a formação contínua, a evolução do centro de monitorização e a manutenção da base de dados.

Os últimos são: Planos municipais de contingência para ondas de calor, secas e defesa da floresta - aqueles que têm maior relevância política.
No final estão feitas uma série de recomendações a serem avaliadas pelo poder político e discutidos pela sociedade.
Foi entretanto criado o Conselho Local de Acompanhamento, das alterações climáticas, composto entre outros, pelas juntas de freguesia, agentes de proteção civil e APA

12.12.06

PORQUE CONVEM RECORDAR O PORQUÊ DE ALGUMAS COISAS...

(Uma pequena Homenagem - em discurso directo - aos 30 anos do poder local democrático, instituido há 30 anos, pelas primeiras eleições livres para as Câmara Municipais e Juntas de Freguesia)



Sábado, Outubro 30, 2004

DISCURSO DO PRESIDENTE DA CONCELHIA NA CONVENÇÃO AUTÁRQUICA

Estimado amigo Pedro Nuno, SG-JS
Estimado amigo Paulo Fonseca, Presidente da Fed.
Estimados autarcas, militantes e dirigentes do PS
Estimados convidados e órgão de comunicação social

Caras e caros Tomarenses

Quero em primeiro lugar agradecer a todos pela vossa presença, participação e trabalho.

As reflexões e propostas que nos trouxeram, neste tempo repleto de amorfismos, especulações e suspeitas várias, dão-nos a todos ânimo necessário à continuidade do empenhamento que temos tido.

Permitam-me neste momento de balanço e prospectiva recordar-vos alguns factos do passado, sem sequer referir a importância da ancestral presença celta ou romana, e sem beliscar o relevo da presença das Ordens dos Templários ou de Cristo.

Lembremos por exemplo:Que as primeiras comemorações do 1º de Maio – Dia do Trabalhador – em Portugal, tiveram lugar em 1890, nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Silves, Tomar, Leiria, Santiago do Cacém e Arronches.

Que passam neste mês 109 anos sobre a realização em Tomar, de um Congresso do Partido Socialista Português, percursor a nível de visão social e política do actual Partido Socialista.
Que nesse tempo – finais do Sec.XIX, Tomar era uma referência nacional, já tendo iluminação eléctrica pública, situação que a Capital só viria ter em 1904 – Há precisamente 100 anos.

Que nos anos sessenta, Tomar era conhecida como a CIDADE JARDIM, tinha um Ensino de referência a nível nacional e era Sede da Região Militar Centro.

Que nos anos oitenta o Convento de Cristo é declarado pela UNESCO como Património Mundial.E Hoje?O Concelho tem uma taxa de desemprego superior à média nacional.

O rendimento per capita dos residentes tem baixado nos últimos anos.

Depois de num primeiro momento, das últimas duas décadas, a Cidade ter captado residentes às Freguesias rurais, está neste momento a perder população residente, em detrimento dos Concelhos limítrofes.

Nenhuma Cidade da dimensão de Tomar – 17.000 habitantes, tem um tráfego tão caótico, nem uma poluição atmosférica, como a nossa.

Em nenhum Concelho da Região é tão difícil proceder à aprovação de um simples projecto de licenciamento de uma obra particular e, em nenhum outro, as taxas atingem os valores de Tomar.

A factura da água em Tomar é mais elevada, para o mesmo tipo de consumo, do que na Capital do País!

Lotear em Tomar, é de todo impossível, pois a Câmara Municipal transfere para os promotores todos os ónus lógicos e ilógicos, obrigando-os, por exemplo, a asfaltar e colocar ruas mesmo fora do seu loteamento, acabando por ter que ser o comprador a pagar tudo isso.

O apoio ao Associativismo atingiu níveis de complexidade nos procedimentos, que apenas burocratizaram, não havendo na autarquia um verdadeiro serviço de apoio às Associações, por exemplo para candidaturas a fundos nacionais e comunitários.

Aliás, neste campo, não se percebem quais as prioridades: se a formação, se a competição; se a música, se o ballet; se o ténis, se o hóquei; se os jogos populares, se os jogos de mesa… Enfim, um completo desnorte!

As Juntas de Freguesia, sejam elas geridas por que Partido forem, têm de viver de mão estendida para uma Câmara que não as respeita, que não as ouvem, que não acorda com elas as competências, os meios e os técnicos necessários à sua importante missão.

Desde os anos Setenta – gestão do PS, com o Sr. Luís Bonet – que não se investe seriamente na Habitação Social e na Habitação a custos controlados.

Hoje até já se pode estudar em Tomar, mas onde é que há trabalho?

O tempo de resposta aos investidores por exemplo, é por demais elevado e ninguém consegue falar com o Sr. Que tudo sabe e manda.

Mas lembremos mais:Quem é que nos últimos 25 anos gere a autarquia de Tomar, durante 17 anos?Todos sabemos que tem sido o PSD, umas vezes sozinho outras coligado à sua direita!

Ultimamente, desde o início deste ano para ser mais concreto, o Sr. que tudo sabe e manda descobriu que todos os problemas que o Concelho tem os deve ao PS?!Tal preceito, além de falso denota a sua preocupação, porque sabe que a população já percebeu quem é o responsável: a sua direita viscosa e lodacenta do PSD!

Em Tomar vive-se hoje a medo! E tal não é exagero: que o digam as centenas de funcionários da autarquia, permanentemente colocados perante novos factos, que sob a aparência da legalidade concreta, mais não espelham que o vivo repúdio pela opinião diversa, que mais não fazem do que concretizar o que de pior a Governação de direita tem – o desrespeito pelo funcionário público!

Não deveria a Câmara na sua gestão valorizar os seus recursos humanos, dando-lhes novas competências, incentivando-os?

Em Tomar viver-se hoje a medo! Pois quem tenta alertar para os graves erros de PLANEAMENTO, de EXECUÇÃO e de FISCALIZAÇÃO é logo apelidado – como no tempo da outra senhora de MALDIZENTE CONGÉNITO, ou de COMUNISTA!

Em Tomar, vive-se hoje a medo! Quem não venere S.Exa Reverendíssima e seus algozes do PSD, quem não participe nas suas cerimónias espúrias de burguesia decadente, não faz parte do concerto social…, logo é ostracisado.

É de admirar quando as pessoas desacreditam da política? Em Tomar, o Sr. que tudo sabe e manda, dá-lhes boas razões para tal!Em Tomar vive-se hoje mal, apesar de parecer que não. É que há gente que não pode pagar a renda de casa, a creche dos filhos e o lar dos pais, mais todas as taxas que sem qualquer nexo social o PSD nos impõe.

Há por isso uma razão para lutarmos pelo desenvolvimento que queremos: O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – que é aquele que permite conciliar o crescimento económico, com a equidade social e o equilíbrio ambiental!Estivemos no passado na primeira linha do desenvolvimento, porque é que não haveremos de também num futuro próximo estar?

Meus caros Tomarenses

Definimos no PS este ano de 2004, como um ano crucial para o futuro de Tomar!Propusemos o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL como matriz enquadradora para as nossas políticas autárquicas, porque entendemos que só numa lógica respeitadora do ambiente, das pessoas e da economia social, a vida no futuro tem solução na nossa terra.

Comprometemo-nos a ser mais vigilantes e interventivos!

Alguém tem dúvida que temos marcado a agenda política em Tomar?Avisámos ao que vínhamos, assumindo que depois de nós, nada mais ficaria na mesma!Só a título de exemplo é verdade ou não que as propostas da criação da AGENDA XXI local rejeitada na A.M. pela maioria PSD e o REFERENDO LOCAL sobre quatro das mais polémicas intervenções POLIS, confrontaram o Sr. que tudo sabe e manda com o seu NEPOTISMO e AUTÍSMO CONGÉNITO.

Apesar de todas as tentativas dos nossos adversários, dos inimigos da nossa Cidade e Concelho, pensamos que até hoje cumprimos! – A ditadura enfrenta-se de frente, sem subterfúgios, sem medos e com determinação!É verdade ou não que temos razão em relação ao MILIONÁRIO CONTRATO de CONCESSÃO do ESTACIONAMENTO TARIFADO de TOMAR.

Quanto é que vai custar a cada Tomarense este VERDAEIRO ROUBO, da responsabilidade daquele Sr. que tudo sabe e manda?Conforme ficou bem claro pelas vossas intervenções, que em nome de todo o PS agradeço, quer as dos nossos autarcas e dirigentes, quer pela empolgante e pedagógica intervenção do nosso camarada Jorge Coelho, Tomar vive um momento de viragem.

Queremos afirmar, hoje aqui, precisamente neste início de TEMPO NOVO, que a VELHA POLÍTICA MORREU!Nós no PS em Tomar, não confundimos gestão corrente, com gestão estratégica, por isso passado que está o tempo das infra-estruturas básicas, na primeira preocupação das políticas autárquicas, vamos entrar assim num admirável tempo novo, ao qual gosto de chamar de “novas políticas autárquicas, para o Sec. XXI”.Que não se depreenda da anterior afirmação de que tudo o que é infra-estrutura está feito no nosso Concelho, longe disso.

O que é para nós evidente é que as “Novas políticas autárquicas” têm que tomar o investimento nas pessoas, como o fulcro da sua actuação. É para aí que é o caminho do futuro, e para nós o futuro é já hoje!

Nós até podemos esperar, mas quanto mais tempo resiste Tomar a este desmando?Governar para as pessoas é claramente o lema dos Socialistas no Concelho de Tomar.

Prospectivar o nosso futuro colectivo, é muito mais do que nos escondermos por detrás de projectos dúbios e sob a coordenação de protagonistas cansados!

Os Partidos Políticos além de não serem Associações Recreativas, também não são Gabinetes Técnicos, são isso sim Entidades de COORDENAÇÃO ESTRATÉGICA!

Por muito que alguns queiram, nomeadamente os adversários de Tomar, para o PS a aposta é mesmo nas pessoas e não nas obras ou na CONCESSÃO do FUTURO a QUALQUER LÓGICA MERCANTILISTA NACIONAL ou INTERNACIONAL!

Dotar o Concelho de políticas activas de PROGRESSO SOCIAL, quer seja com descriminação positiva nas taxas de águas e construção, quer seja com incentivos à educação em especial das famílias mais carenciadas e numerosas.

Desenvolver PARCERIAS ACTIVAS com as Instituições Particulares de Solidariedade Social, para aumentar o apoio à infância e à terceira e quarta idades é já um FORTE COMPROMISSO DOS SOCIALISTAS!

Olhar o mundo associativo, como parte fulcral da nossa vivência colectiva é muito mais do que distribuir umas “migalhas” orçamentais sem norte: Com o PS as Associações do CONCELHO são PARCEIRAS para o Desenvolvimento Sustentável e, como tal, dotadas de recursos humanos e técnicos de suporte COERENTE à sua actividade.Só assim o sempre propalado INVESTIMENTO NA CULTURA E NO TURISMO, como vector estratégico de Desenvolvimento TERÁ NEXO.

Há quem pense que estamos aqui por acaso: estamos aqui porque o futuro nos escolheu e porque nós soubemos, a ele, dizer presente!

Para os Socialistas a solução de Transportes Regionais passa pela implementação do METRO DE SUPERFÍCIE em todo o Médio Tejo, crescendo dentro na nossa Cidade interligando os principais equipamentos de serviço público, como sejam as Escolas e o Hospital.

Esta verdadeira ESPINHA DORSAL de transporte público deve sem complementada em parcerias PUBLICO-PRIVADAS que garantam o acesso de todos os residentes do Concelho os serviços.A

liás, sobre este aspecto, é fulcral que se saiba que uma das apostas do PS é garantir que cada CIDADÃO não esteja a mais de 15 minutos de todos os serviços essenciais à sua vivência.

O suporte representado pelos fundos estruturais, nomeadamente os da Sociedade de Informação e do Ambiente são essenciais para concretizar este desidrato.

É por aqui que é o nosso caminho:POR UM LADO A CAPACTAÇÃO MÁXIMA DOS FUNDOS COMUNITÁRIOS, aproveitando o Fundo de Coesão - vocacionado para as políticas de AMBIENTE, TRANSPORTES e ACESSIBILIDADES e o FEDER – vocacionado para a SOCIEDADE de INFORMAÇÃO, COMPETITIVIDADE e DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.POR OUTRO LADO, com os ganhos de eficácia numa gestão mais profissional de todas as intervenções da Câmara, canalizar os meios financeiros assim recuperados para o APOIO às POLÍTICAS SOCIAIS ACTIVAS, com o objectivo claro de apoiar os CIDADÃOS e as FAMÍLIAS mais débeis e de maior dimensão.

Connosco os Tomarenses sabem que o RIGOR e a VERDADE serão o alicerce da nossa actuação.

Não recorreremos ao POPULISMO básico para que alguns nos querem empurrar, porque sabemos que as pessoas estão fartas de DEMAGOGIAS.

Connosco os Tomarenses sabem que a promoção da COMPETÊNCIA e da SOLIDARIEDADE será o tónico da nossa actuação.

Connosco os Tomarenses estão seguros de que o Concelho agirá com COERÊNCIA e TRABALHO, única forma de sermos respeitados na Região.

Connosco os Tomarenses têm a garantia que a INOVAÇÃO estará ao seu serviço, melhorando a sua qualidade de vida.

E por falarmos em INOVAÇÃO, convém lembrar que o PS tem uma VISÃO de uma Tomar liderante no espaço REGIONAL, sem paternalismo! Com responsabilidade!

Meus caros TomarensesAproveito as minhas últimas palavras para me dirigir muito em especial a todas as mulheres e homens que têm dado o melhor de si, quantas vezes com prejuízos da sua vida particular, em prol da causa pública – os nossos autarcas.

Vocês são a primeira linha do combate contra a DITADURA do Sr. que tudo sabe e manda. Tenham a firmeza que nós temos tido! Por favor não vacilem, nem alimentem sonhos irrealizáveis daqueles que fora nos querem impor as suas soluções.

Todos sabemos que muitas vezes o nosso mais temível inimigo somos nós próprios: tenhamos a coragem de nos autocontrolarmos – na desilusão e na euforia!O Concelho precisa de nós! Precisa da nossa estratégia!Uma estratégia que visa COLOCAR TOMAR NO MAPA, do LADO CERTO DO DESENVOLVIMENTO – sustentável, claro!

Tenham confiança nos dirigentes do PS, que conseguirão encontrar os melhores protagonistas para as suas equipas – desde o cabeça de Lista à Câmara a todos os outros.

Por favor não liguem às nuvens de fumo, com pseudo-candidatos todas as semanas “soprados” pelos sectores que querem VENDER A NOSSA ALMA AO DIABO!

Sejam firmes, mas tolerantes!
Sejam corajosos, mas educados!

Podem crer que todos trabalhamos colectivamente para oferecer um bilhete de ida ao PSD.E disso, os Tomarenses, já se deram conta!

MEUS CAROS TOMARENSES

Nunca, como hoje, vocês depositaram tanta esperança no PS.
Saibam que estamos aqui para vos servir.
Foi para isso que viemos e só daqui sairemos quando tivermos concretizado o nosso OBJECTIVO:Por tomar no mapa, do lado certo do desenvolvimento!

Nós confiamos em vós! Tenham por isso confiança em nós!

Viva o Partido Socialista
Viva o Concelho de Tomar

Luís Ferreira - Presidente da Concelhia do PS