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25.1.09

Alguns pensamentos para reflectir

A selecção que recebemos todos os dias é vasta, de coisas interessantes, que muitas vezes apenas servem para sorrismos. Seleccionei hoje esta para partilhar com todos vós.

"O filho que muitas vezes não limpa o quarto e FICA vendo televisão , significa que está em Casa.
A desordem que tenho que limpar depois de uma festa , significa que estivemos rodeados de familiares e amigos .

As roupas que estão apertadas, significa que tenho mais do que o suficiente para comer .

O trabalho que tenho em limpar a Casa, significa que a tenho .

As queixas que escuto acerca do governo, significa que tenho liberdade de expressão.

Não encontro estacionamento, significa que tenho carro.

Os gritos das crianças, significa que posso ouvir.

O cansaço no final do dia, significa que posso trabalhar.

O despertador que me acorda todas as manhãs, significa que estou vivo.

23.1.09

Eu iLUÍSionista me confesso

Contaram-me arautos que pileca estranha e abatida democraticamente em contenda interna antiga, zurziu um qualquer vómito em defesa de seu dono.

Como só ofende quem pode e não quem quer e ao vómito se não responde, apenas se limpa, aconselho vivamente o uso de restaurador OLEX p'rá careca da dita!

E já agora, certos arrotos, mais não são que um espelho, um reflexo de quem não consegue chegar, sequer, a um pequeno esboço de reflexão. A certas mantas, pela sua composição, se não pode profundizar, certos de que se aí penetrassemos poderíamos vislumbrar certos gastropodes que muito esperneiam.

Deixá-los coitados, que não sabem o que dizem.

UMA CLARA APOSTA EM TOMAR

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz, hoje depois do noticiário das 13H00, repete Domigo depois das 13H00]

O Governo da República concluiu esta semana a resolução de mais um problema histórico de Tomar, a inauguração da nova esquadra da PSP de Tomar.

Alojada em amplas e remodeladas instalações, numa zona desafogada da cidade, a meio caminho entre as Escolas e o Hospital, numa zona residencial por excelência, têm muito melhores condições de trabalho os cerca de noventa homens e mulheres que servem os cidadãos de vários Concelhos do Médio Tejo, mas muito especialmente as Freguesias de S.João Baptista e Santa Maria dos Olivais, do Concelho de Tomar.

Estas instalações, resultado do investimento do Governo, em mais de Um milhão e cem mil Euros, encerram em si a coordenação policial de todo o Médio Tejo, agrupando a superintendência sobre as Cidades de Ourém, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes, como foi sublinhado pelo Senhor Ministro da Administração Interna, que esteve em Tomar e presidiu à cerimónia.

Por isso, além de representar a melhoria de instalações, de condições de trabalho e de prestação de serviços de segurança às populações de Tomar, este acto, presidido pela terceira figura do Governo da República, representa a assumpção por parte do nosso Governo do papel liderante de Tomar, neste sector, junto do Médio Tejo.

Aliás, esta notícia a juntar à garantia mais do que assumida pelo Governo e pelo Comando Distrital da GNR, da manutenção em Tomar do Comando do destacamento que agrupa os Concelhos de Barquinha, Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar, vem provar que aqueles que se agitaram há cerca de dois anos, criando a especulação da saída de Tomar do Comando da GNR, não só não falavam verdade, como teve o PS ocasião de esclarecer na altura, como não passaram de agitadores baratos, eivados de um claro oportunismo demagógico, típico dos fracos.

Por isso, não só o Governo PS resolveu mais um problema de Tomar, com décadas de indefinição, com estas novas instalações para a PSP, como também por exemplo já resolveu o problema do Tribunal de Trabalho de Tomar, já devolveu a dignidade ao antigo Colégio com o programa de manutenção e de pinturas aí realizado, ou com a obra de remodelação quase total que vai ser implementada na Escola Jácome Ratton.

Nunca um Governo depois do 25 de Abril investiu tanto nos Tomarenses.
Nunca um Governo investiu tanto em Tomar.

E isso mesmo devemos todos reconhecer, permitam-me afirmá-lo, mesmo aqueles que não gostam assim tanto do PS ou do Governo Sócrates.

Factos são factos.
E quando falamos dos mais de seis milhões de euros que foram aprovados para construir uma nova escola onde hoje está o Colégio;
Quando falamos no novo IC3 que está a concurso e que nos vai levar a Coimbra;
Quando falamos do IC9 que tem já quase prontos mais quase 5 Km entre Carregueiros e a Estação de Fátima, e nos levará até 2013 à Nazaré;
Quando falamos na nova creche da Gualdim-Pais, com um investimento público de mais de 300 mil euros, para mais cerca de 35 crianças terem cuidados educativos, comparticipados pela Segurança Social, dando claro exemplo do investimento que também o nosso Governo vem fazendo no apoio às famílias;
Quando falamos disso tudo, falamos de um Governo que investe em Tomar!

Podíamos ainda falar da melhoria das instalações das Associações de Vila Nova em Paialvo, do Paço da Comenda na Madalena, do ringue da Banda da Pedreira ou das obras da Igreja de Carregueiros.
Podíamos falar também na importante comparticipação que foi dada para novas carrinhas de apoio às IPSS da Venda Nova, da Gualdim-pais ou das Olalhas.

Tomar pode estar orgulhosa, do Governo, dos seus representantes, nomeadamente o Ministro da Administração Interna que por cá esteve esta semana, mas também do Secretário de Estado da Justiça Conde Rodrigues ou do Ministro do Trabalho Vieira da Silva.

O que vem sendo feito pelo PS, pelo Governo do PS, em prol de Tomar é a prova provada que vale a pena confiar nos socialistas e nas suas visões e políticas para o futuro, quer do País, quer do Concelho.

Um bom fim-de-semana para todos.

18.1.09

TOMAR ESTÁ HÁ QUINZE ANOS À DERIVA

Recupero hoje anterior post, de 14 de Agosto de 2008, visto que se aproximam os seis meses que a Lei dá para a formalização da queixa por difamação.
Se ela não for realizada, isso é mais uma prova de que a cobardia e a ameaça são apanágios típicos dos fracos e dos que não têm razão!

http://vamosporaqui.blogspot.com/2008/08/tomar-est-h-15-anos-deriva-parte-ii.html

O meu anterior post, sobre a deriva que leva Tomar, nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública, inserida na edição de hoje do Jornal “O Templário”, onde me ameaça com queixa judicial por difamação, o que obviamente merece o meu comentário.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os seguintes factos, de matiz essencialmente política, em apreço:

1º Foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, com incidência directa no seu segundo mandato, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”, como escrevi;

2º “O facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996, por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997;

3º Ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 elementos com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.
De recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT era na altura membro da Comissão Política, só o tendo deixar de ser por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, participou nas reuniões para decisão do candidato e nem esse membro o propôs para Presidente;

Teimosamente o Vereador continua a ter uma dificuldade imensa em lidar com opinião contrária, diferente, com estratégia diversa, forma alternativa de ver a condução da vida pública autárquica e o desenvolvimento do Concelho. Já era assim durante o seu segundo mandato, nos anos 90, mantendo-se ainda assim hoje. Ou seja, além de obstinado não aprende com o tempo: feitios!

Teimosamente acha que o difamei por o considerar “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. Pois que se saiba que é essa a minha opinião: Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI, por isso é um "cadáver político", convencido que a água passa duas vezes por baixo da mesma ponte, o que como todos sabemos não acontece. É um "furúnculo" pelo simples facto de a manter-se no sistema é mais um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho - um verdadeiro custo de contexto, certo de que o ficar na mesma significa, nos tempos que correm, andar para trás. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

Teimosamente entende que o recordar que foi “o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, como escrevi no meu anterior post, é também difamação. Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano, quando o que estava em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008?

O chamar à atenção desse facto, no meu post de 28 de Julho, foi no sentido de relembrar, na minha opinião, o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar pois nunca mais Tomar voltou “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.
Embora que as maiorias PSD que se lhe seguiram na Câmara Municipal, tomaram algumas opções tremendamente erradas que recordo só a título de exemplo, o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar (1000 lugares à superfície da Cidade durante 20 anos em troca da polémica construção do parque por detrás da Câmara), feito com a ParqT, que poderá levar a um pagamento por parte da Câmara de mais de dez milhões de euros de indemnização.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Combato a injustiça desde os 11 anos de idade, pelo que dificilmente hoje, trinta anos passados, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso. Portanto desengane-se ao ir por aí!

E já agora deveria o Vereador aprender que os fantasmas que o perseguem desde os anos 90, conforme tive oportunidade de escrever no post “Os três equívocos da assembleia municipal”, não é em tribunal que eles se tratam, mas sim noutro local.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.
Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.
A mim ainda não conhecem, mas se os acasos da vida pública alguma vez me levassem à função que o Vereador ocupou em tempos à frente dos destinos da Câmara de Tomar, esperaria ter aprendido com ele, a bem do interesse público, o que não fazer.

12.1.09

O PASSADO EXPLICADO AOS JOVENS ADULTOS DE HOJE!

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FALTAM 41 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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O DESAFIO DE DUAS GERAÇÕES


Corrupção!

Esta era a palavra que mais se ouvia em surdina, na Tomar dos anos 90, altura em que o leitor era ainda uma criança ou quando muito, um jovem adolescente.

Nessa altura você ainda não votava, mas os seus pais e avós sim. E votaram maioritariamente Pedro Marques, em 1989 e 1993. Acreditavam eles, que era o que melhor ajudaria a que você pudesse crescer, arranjar emprego e viver em Tomar. Mentira, como pode constatar hoje! Mas a culpa não foi dos seus pais ou avós, que escolheram bem na altura. A culpa também não é da corrupção que na altura se falava que existia na Câmara, mas que todos sabemos não ser verdade. Então?

Atente por exemplo ao facto de as casas serem ainda muito caras em Tomar. Já pensou porquê? Ou porque é que os seus pais não conseguiram construir aquela casa que queriam, praticamente no meio da aldeia de onde são? Pedro Marques e o seu PDM, aprovado em 1994, são a resposta que procurava. Corrupção na Câmara de Tomar? Não! Essa como sabemos nunca existiu. Apenas e só incompetência!

Muita incompetência da parte de quem era na altura o Presidente da Câmara.

Muita falta de visão e estratégia, para dar a volta aos estrangulamentos legais, em todos os tempos existentes para as autarquias. Muita incompetência para lidar com os interesses que um pouco por todo o lado se chocavam, desde o seu gabinete pessoal, a equipas de projectistas, empresários da construção e especuladores vários. Muita, mas muita incompetência, que pode ler em dezenas de páginas das edições dos Jornais nos anos de 1993 a 1996.

Quando você era ainda uma criança ou adolescente na Tomar dos anos 90, houve um Presidente de Câmara que para explicar um negócio perfeitamente legítimo, no qual estava envolvido, respondia alto e bom som aos Deputados Municipais (Fevereiro/1995) que “têm é inveja que eu faça bons negócios”. Ninguém tinha, como é óbvio. A única coisa que se pedia era que tratasse e “fizesse” bons negócios para a Autarquia, para Tomar e não para si! Para isso havia sido eleito.

Hoje você sabe bem que só investindo, pode ser recompensado.
Sabe que não pode esperar que o sucesso nos estudos se faça sem estudo.
Que o emprego lhe vá bater à porta ou que venha através do hi5.
Sabe que o SecondLife é um mundo virtual e que no mundo real o emprego que o espera, não é no Estado, como na geração dos seus pais.
Sabe bem que seja qual for o emprego que arranje, muito provavelmente nas áreas metropolitanas e não em Tomar, não vai ser para toda a vida.
Você sabe isso e assim não há-de achar normal que o Presidente da Câmara nos anos 90 em Tomar fazia negócios, sempre legais, mas que não os fazia antes de ser Presidente.

Os negócios privados do Presidente dos anos 90 não lhe interessam nem a si, nem aos seus pais e avós que nele votaram ao tempo. A única coisa que lhe interessava a si, a mim, que tinha na altura pouco mais do que a sua idade hoje e a todos, era que tivesse colocado igual empenho no desenvolvimento de Tomar e que portanto tivesse sido um bom Presidente. Infelizmente para todos nós, não foi! Por isso mesmo foi corrido em 1996, pelo PS e por unanimidade, coisa difícil de acontecer nos Partidos, acredite!

Até hoje o PS não voltou a ganhar a Câmara, mas Tomar livrou-se da fama que tinha, para bem da nossa dignidade colectiva. Os seus pais e avós e depois você, assim que começou a votar, não mais voltaram a confiar a Câmara ao PS, penalizando-o por este ter sido o responsável por esse período triste da nossa história recente. Mas o que se lhe tem seguido, também não resolveu o problema do desenvolvimento e da criação de riqueza no Concelho, como muito bem sabe.

Eis chegado o momento da sua geração e da minha, encontrar um mais eficaz e objectivo Projecto, que nos permita usar o SABER e a ESPERANÇA em nosso, colectivo, benefício.

O Arquitecto José Becerra Vitorino dá hoje corpo a esse Projecto. A igualha do mesmo saco do cinzentismo da continuade (Corvelo Sousa-PSD) ou o oportunismo do regresso ao passado (Pedro Marques-Independentes), representam só e apenas, a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

9.1.09

Nota do dia na Rádio Hertz

[Lida aos microfones da Rádio Hertz FM98, quinzenalmente, às Sextas-feiras, depois do noticiário das 13H00 - repete no Domingo seguinte. Próxima nota do dia SEXTA dia 23/Janeiro]

Boa tarde

Tivemos esta semana uma novidade em Tomar, que foi a de descobrirmos que afinal a câmara está preocupada com a crise.

Deduzimos que seria com a crise em que esta maioria PSD colocou TOMAR há mais de 10 anos, quando por exemplo subiu o preço da água para mais do dobro do que era antes. Lembram-se?

Quando mais do que triplicou as taxas para quem pretende construir ou arranjar a sua casa. Recordam-se?

Esta Câmara PSD, que nos governa há dez anos recusou por exemplo investir na recuperação do Mercado Municipal, por achar que não havia necessidade da venda de produtos de produção auócone no mesmo.

Recusou anos a fio propostas do PS nesse sentido.

Recusou ainda em Novembro de 2007 uma Proposta do PS para baixar o IRS no Concelho de Tomar em 1%.

Se tal proposta tivesse sido aprovada todas as famílias de Tomar veria a devolução do IRS este ano, entre Julho e Agosto, ter um acréscimo que no total representaria cerca de 200.000€ .

A crise está instalada em Tomar há muitos anos e a sua responsabilidade tem sido daqueles que hoje apressadamente vêm propor paliativos.

Durante 10 anos não se preocupou a Câmara em melhorar as condições para a fixação de empresas, para o desenvolvimento dos negócios.

Durante 10 anos cada INVESTIDOR foi visto pela Câmara quase como um perigoso “delinquente” que aí vinha para assaltar a Câmara. É essa a forma como olha sempre a Câmara aqueles que querem INVESTIR, QUE QUEREM CRIAR EMPREGO: Só colocam dificuldades.

Ora o PS pugnou durante anos até conseguir que a Câmara colocasse no seu orçamento uma pequena medida de apoio a pequenos investimentos. Mas até hoje não deu execução a este Programa de Apoio. O PS propôs por exemplo, já em 2005, que a Câmara estreitasse parcerias com a NERSANT PARA INVESTIR na criação de riqueza no Concelho de Tomar.

Sobre a água sempre defendeu o PS que deveria haver uma tarifa familiar, de forma a que se pagasse a água pelo consumo per capita e não com a actual tarifa que prejudica as famílias mais numerosas e não beneficia a poupança desse recurso cada vez mais escasso.

Não aumentar, pura e simplesmente a água, é uma medida populista que não beneficia quem mais precisa, por exemplo. Mas sobre este assunto, de medidas para combater a crise iremos ter nas próximas semanas mais novidades. Estão já marcadas duas reuniões de Câmara e uma reunião da Assembleia Municipal sobre o assunto.

7.1.09

HÁ DOIS PROJECTOS PARA TOMAR, BASTA ESCOLHER!

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FALTAM 42 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Neste ano de 2009 temos dois projectos para o nosso Concelho, bem claros.

Um dos projectos, pretende fazer a mudança necessária para Tomar recuperar o seu orgulho e dinâmica, numa lógica de rede de cidades e de parcerias com o Governo socialista. Outro, bipolar, pretende apenas a continuação do que temos tido ou quando muito o regresso a um passado de oportunismos, como se as soluções que foram válidas ontem, fossem garantia de sucesso para o futuro.

O projecto da esperança, junta a experiência e a juventude, o saber e o trabalho, a honestidade e a ética, fazendo com esta a argamassa com que se constrói o futuro, respeitando o passado. O outro projecto, de regresso ao passado ou de continuidade, faz da história um dogmatismo e não racionaliza que o mundo de hoje exige novas respostas, que não as de há 10 ou 20 anos atrás.
O projecto da liderança, tira partido da rede de contactos e conhecimentos nos sectores da economia e do emprego, alicerçando uma rede de trabalho com o Governo PS e com as Câmaras PS de Torres Novas, Barquinha e Abrantes a nível do Médio Tejo, para desenvolver Tomar. O outro, dicotómico entre a laranja murcha, já sem alma nem saber, e o oportunismo independente, insiste no orgulhosamente sós, esquecendo que no mundo complexo, em crise e competitivo de hoje, só se sobrevive em rede/parceria, com uma atitude pró-activa e não apenas reactiva.

O projecto que o PS está a hoje a construir, liderado pelo Arquitecto José Becerra Vitorino pretende, por exemplo, criar a figura do GESTOR DE NEGÓCIOS MUNICIPAL, com o objectivo de acompanhar o investidor que pretende fixar ou expandir a sua empresa já instalada no Concelho. Este “gestor” deverá ter a formação adequada, sendo que hoje, por exemplo, o Município já tem nos seus quadros inúmeros funcionários que à sua custa obtiveram formação superior, muitos deles no Politécnico de Tomar, que lhes permitem poder vir a ser parte deste importante instrumento para a criação de emprego e riqueza em Tomar.

O acompanhar de todo o projecto de investimentos, desde o seu primeiro contacto com o Município, fomentando as redes e parcerias, facilitadoras do contacto com o Instituto de Emprego, o Instituto Politécnico, o NERSANT/ACITOFEBA, os serviços do Ministério da Economia, permitiria a este “gestor de negócios municipal” ser o motor do novo paradigma de relacionamento do Município com o futuro!

Só com empresas haverá emprego e só com criação de riqueza haverá desenvolvimento. Só com um verdadeiro SIMPLEX MUNICIPAL, facilitaremos a vida a todos, aproveitando os recursos humanos que já temos na autarquia, facilitando a vida a quem quer INVESTIR, sem os favores do passado, mas com as regras claras do futuro.

Os projectos políticos do passado alimentavam-se, muitas vezes, do “criar dificuldades, para vender facilidades”.

O projecto político do futuro, já hoje necessário, vê em cada cidadão um parceiro e em cada empresário um elo, que une a AUTARQUIA e o DESENVOLVIMENTO, de forma a garantir á geração dos nossos filhos e netos os recursos sociais, ambientais e económicos, sem colocar em causa as opções que estes queiram vir a tomar. O Arquitecto José Becerra Vitorino, dá hoje corpo a esse projecto. A igualha do mesmo saco, do cinzentismo da continuade (PSD) ao oportunismo do regresso ao passado (Independentes), representa só e apenas a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

28.12.08

Em Tomar "Presidente sob investigação" [Abril de 1995]

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FALTAM 43 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Nota:
1. O FACTOS RELATADOS SÃO OS PUBLICADOS NO RESPECTIVO JORNAL;
2. O PROCESSO FOI ARQUIVADO JÁ NO DECURSO DE 1997, JÁ APÓS O PS TER DECIDIDO NÃO VOLTAR A CANDIDATAR P.MARQUES E TER ESCOLHIDO ANTÓNIO ALEXANDRE PARA AS AUTARQUIACAS DE 1997.

PORTANTO: OS FACTOS NUNCA FORAM APURADOS OU SE CHEGOU A QUALQUER CONCLUSÃO SOBRE OS MESMOS, SENDO CERTO QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO ENCONTROU MATÉRIA DE FACTO PARA LEVAR O CASO A TRIBUNAL.



Do Jornal "O Templário" 13 de Abril de 1995, 1ºPágina e Página3

"O delegado do Procurador da República no Tribunal de Tomar já está a investigar os negócios do Prsidente da Câmara, no sentido de apurar se há ou não maéria crime. Um processo enviado pela Assembleia Municipal, cuja fase de inquérito está a ser pessoalmente acompanhada peo Procurador." - Este é sub-título da notícia

"O Delegado do Procurador Geral da República no Tribunal de Toma, José Guerreiro, confirmou a "O Templário" que já está em fase de inquérito o ossir remetido `Procuradoria, referente aos negócios do Presidente da Câmara de Tomar, o independente socialista Pedo Marques.
'O expediente foi recebido na Procuradoria e eu avoquei o inquérito para pessoalmente o acompanhar'
Refere que 'já foram solicitadas alguas diligências reportadas úteise entretanto aguarda-se'. Incitado a especificar que ipo de diligências, o delegado do Procurador limita-se a afirmar que 'na fase de inquérito não digo absolutamente nada'.

Existência ou não de matéria crime

Em relação a um previzível prazo para conclusão do inquérito, Joé Guerreiro também não se pronuncia.
'Não posso adiantar rigorosamente nada', refere. Justifica que 'uma investigação criminal tem determinadas regras, aspectos técnicos. Ora, é mediante a recolha desses aspectos técnicos que vai ser exercida a acção do Ministério Público. Ou acusaou arquiva, consoante os elementos de prova que recolha, no aspecto de suficiência ou insuficiência quanto à existência ou inexistência de atéria crime'.

O prazo

Perante a nossa insistência quanto ao prazo previsível para a conclusão do inquérito, o delegado do Procurador afirma que 'mesmo que fosse possível, não iria adiantar as previsões. De qualquer forma, um inquérito tem um prazo de oito meses para ser ultimado, isto em termos gerais, pois cada caso é um caso'!
Sempre num tom lacónico, José Guerreiro, concluiu: 'vou dirigir a investigação. Embora não aja trunfos escondidos na manga há sempre aspectos que visam um certo saneamento daquilo que é inutil. O processo tem que ser sentrado o mais posível no aspecto que é preciso investigar. Todos os elelmentos que se receberam fazem parte de um conjunto amplo do qual é preciso sanear os aspectos que não terão nada a ver com o assunto. De modo que é essa triagem que estou a fazer.'

'O Templário' contactou ainda o primeiro secretário da Mesa da Assembleia Municipal, o socialista Manso Marques, uma vez que o Presidente do órgão se encontrava no estrangeiro em afazeres profissionais. Manso Marques informou que o dossier sobre os negócios do Presidente da Câmara foi entregue por mão, na Delegação, no dia 21 do mês passado. [21/Março/1995]Do dossier apenas constam cópias do extracto de actas da Assembleia Municipal em que o assuto é mencionado e recortes de imprensa.

De sublinhar que não foram incluídas no processo cópias das deliberações do executio referentes às aprovações da empresa Servirama, de que o presidente é sócio e a mulher gerente, e á Repsol.

O envio deste dossier ao Procurador da República junto do tribunal da Comarca de Tomar, recorde-se, resultou de uma delibração da Mesa da Assembleia Municipal, sujeita à aprovação da Assembleia Municipal, na sessão de24 de Fevereiro [de 1995].

Em relação ao tempo que mediou a deisão da Assembleia e o envio do dossier ao Procurador, Manso Marques explicou que tal se deveu à necessidade de ultimar toda a documentação, nomeadamente a redacção e aprovação pela Mesa da acta da última Assembleia.

Na altura, a posição da Mesa da Assembleia causou algum mau estar e irritação do Presidente da Câmara. É que aquele órgão é constituído única e exclusivamente por militntes do Parido Socialista: JoséMendes, Manso Marques e José Pereira.

Aliás, Manso Marques, advogado, foi o vogal que mais se destacou nas intervenções na Assembleia sobre os negócios privados de Pedro Marques.

'Indícios suficientes'

É ele quem na última sessão considera que 'o assunto é de gravidade notória' e que a Mesa só devia tomar uma posição quando 'houvesse indícios suficientes'. A participação ao Procurador, referia ainda Manso Marques 'é sobre a natureza e não de ilícito penal'.

É ainda Manso Marques quem na Asembleia Municipal de 30 de Novembro de 1994 faz a intervenção mais acutilante.

A propósito da utilização do Volvo pelo Presidente da Câmara, cedido pela Servirama, e que mensalmente custa à firma mais de 300 contos, Manso Marques, nada satisfeito com as explicações de Pedro Marques, afirma: 'O Senhor presidente da Câmara disse que o assunto do carro era competência da firma, se estava legal ou não estava legal, essa é uma das competências, mas também a competência política e nossa e uma questão políica é: o senhor presidente usa ou não usa um favor da firma, e a que troco?(...)
Portanto se o carro é cedido gratuitamentepela esposa, em seu nome pessoal, ou pela firma, está a usar dum benefício próprio duma empresa. E a questão que eu ponho à Assembleia é: porquê a ele e não a qualquer um de nós? Que razão há para isso? Qual é que é a explicação lógica? Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa? É esta justifcação ética que nós pedimos aqui!' "


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Para que se saiba:
Servirama era a empresa proprietária (concessionária) do posto de abastecimento de combustíveis da Repsol na Estrada da Serra, criada após Pedro Marques já ser Presidente da Câmara Municipal de Tomar, onde este era sócio e a esposa gerente.

O Veículo em causa era um Volvo, em tudo semelhante ao na altura em uso da Presidência da Câmara.

As actas referidas, da Câmara Municipal, são as que dizem reseito à aprovação da instalação do referido posto de abastecimento de combustíveis diz respeito. Como sabemos ao titulares de lugares executivos nas Câmaras Municipais está vedado a tomada de decisões que a eles ou aos seus familiares directos diga respeito.

Todo o processo foi arquivado, conforme já dissemos. Fica no entanto, sempre a dúvida ética que o Deputado Manso Marques (PS) na altura tinha: "Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa?".

12.12.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia quinzenal, lida hoje na Rádio Hertz (FM98). Esta e as outras crónicas repetem, como sempre, no Domigo depois do noticiário das 13H. A próxima crónica será na sexta-feira dia 26 de Dezembro, depois do noticiário das 13H00.
Boa tarde

Foi aprovado recentemente mais um orçamento para o Município de Tomar.
Depois de quinze anos de desnorte e desperdício, insistem os habituais responsáveis, em continuar o disparate.

Continuamos a não ter um investimento que se veja reprodutivo, que represente uma melhoria competitiva para o nosso Município. O descalabro que vem desde o segundo mandato de Pedro Marques, continuado sem solução à vista por mais 11 anos de PSD, tem tido como resultado o definhar do comércio, o afastamento dos mais bem preparados do nosso Concelho para as áreas metropolitanas, a redução da importância das empresas instaladas no nosso Concelho, a redução do emprego, enfim a perda de importância de Tomar no contexto regional!
Começou com o PDM feito à pressa, sem visão, com muito interesse particular metido à pressão sem acautelar devidamente o interesse colectivo, deixando de fora de zonas construtivas quase metade das casas existentes no espaço rural do nosso Concelho e com isso inviabilizando a fixação de mais gente em Tomar.
Continuou com a ânsia, só por si errada, de concorrer a tudo o que fosse fundos comunitários, mesmo que para o desenvolvimento do tecido económico do Concelho isso pouco contasse. Tem o seu auge no caos financeiro que representa para todos nós os quase 10 milhões de euros de responsabilidades do Município sobre o Parque de Estacionamento por detrás da Câmara e a construção de uma bonita Ponte, não prioritária e que parece que nunca mais abre.

O resumo que se pode ter destes últimos 15 anos só pode, com honestidade, ser negativo. Despedido por justa causa, e bem despedido que foi Pedro Marques pelo PS em 97, este pagou a factura nas eleições seguintes, como convém em democracia. Estes 11 anos que se lhe têm seguido também não têm sido melhores.

O Vereador Socialista Carlos Silva e o candidato Arquitecto Becerra Vitorino explicaram bem os motivos pelos quais, não podia o PS votar a favor de um Orçamento, que não recolheu um único dos contributos dados antes para o melhorar:

Continua por cumprir o grande objectivo de criar condições para o desenvolvimento económico, adequando as taxas cobradas pelo Município, criando o gabinete de apoio ao Investidor, aproveitando os funcionários que nele existem com formação para ajudar a criar novos investimentos, a aumentar a capacidade competitiva dos já existentes E COM ISSO A CRIAR TRABALHO E EMPREGO.

Falta tornar a Câmara um verdadeiro parceiro na área da cultura e do Desporto, resolvendo por exemplo, definitivamente o caso do União de Tomar.

Urge fazer uma Câmara parceira das Empresas, dos empresários e dos trabalhadores que existem hoje e daqueles que queremos que existam no futuro.
Falta entregar às juntas de Freguesia mais competências e verbas para as executarem, sabendo todos que o dinheiro gerido mais próximo das necessidades reais e efectivas das pessoas é sempre mais reprodutivo.
Um orçamento que deveria ter na clareza e correcção um dos seus pergaminhos, uma parte importante das verbas não estão classificadas, ou seja, não se sabe para que servem efectivamente, o que em ano de eleições pode permitir todo o tipo de disparates.

Disparate não foi certamente o grande investimento que o estado está a fazer na nova creche da Gualdim-Pais, com o especial empenhamento desta e que foi visitada pelo Sr. Governador Civil em dia de reunião de Câmara.
Vereadores que nesta mesma rádio se entretiveram em semana anterior a dizer mal dessa visita, sabem bem que os assuntos de estado são tratados com dignidade de estado e se alguém os devia ter convidado seria o Sr.Presidente da Câmara. A pequena visita realizada foi apenas a propósito da inauguração de uma exposição itenerante da Direcção Distrital de Finanças que abria nesse mesmo dia. Não foi quebrado qualquer protocolo, o Governador Civil informou da sua vinda e convidou o Sr. Presidente de Câmara que informou que nem ele nem qualquer dos Srs. Vereadores poderiam estar presentes em virtude de se tratar de dia de reunião de Câmara. Assunto encerrado!

Mas Tomar não vive só das invejas e das tricas dos excluídos da política.
Hoje foi inaugurado o novo Tribunal de Trabalho de Tomar.

Motivo de orgulho para todos os funcionários, advogados, solicitadores, trabalhadores e empresários que durante décadas trabalharam e acederam à justiça em condições indignas para um dos mais antigos Tribunais de Trabalho do País, esta nova localização, no Palácio de Alvaiázere, só foi possível pelo empenhamento sério e honrado de um Governo e de um Governante que leva à prática a verticalidade e probidade do serviço Público.
Conde Rodrigues, Secretário de Estado da Justiça do Governo da República Portuguesa, prometeu em Tomar que até ao final do ano o Tribunal de Trabalho estaria a funcionar em novas instalações.
O Governante Socialista cumpriu o que prometeu. Político de uma geração política diferente, longe do “amiguismo petulante” ou do “interessezito bacôco”, Ex-Presidente de Câmara do Cartaxo, honra com o seu empenhamento todos os que, como ele, dão todos os dias com seriedade o seu melhor para que o estado possa cumprir uma das suas mais importantes missões: SER JUSTO!
E COMO É TEMPO DE CELEBRAR A ALEGRIA E O DESEJO DE UM FUTURO MELHOR, vos deixo com os melhores votos de boas festas e de um espírito crítico sempre presente.

10.12.08

A EDUCAÇÃO É ASSUNTO DEMASIADO IMPORTANTE PARA SER APENAS DISCUTIDO PELOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

E porque isso é cada vez mais verdade, tomemos atenção a este facto:

Especialistas reunidos em Espanha Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro 'Família eEscola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'

As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois.
Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'
A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

14.11.08

4ªCrónica (Quinzenal), lida hoje aos microfones da
Rácio Hertz (FM 98), após o noticiário das 13H00 - repete ao Domingo depois das 13H00

Fomos confrontados esta semana com a triste notícia do falecimento do ex-Presidente da Câmara Municipal e ex-Presidente do CIRE, o Sr.Luis Bonet. Do alto dos seus 86 anos, o Sr. Bonet era o exemplo vivo do que deve ser o serviço à causa pública. Exerceu sempre com honra e probidade as diversas funções públicas, que foi tendo ao longo da vida. Era pessoa afável, capaz sempre de uma palavra de incentivo, de um sorriso simpatico mesmo na adversidade.

Foi durante mais de 20 anos Presidente do CIRE, tendo sido recentemente homenageado por ocasião da sua saída dessa função, por objectivas razões da sua saúde. Teria também já este ano sido homenageado pelo Município, não fora a tentativa de oportunismo bacoco e invejoso de um determinado grupo político, ao subverter uma proposta de justa homenagem aos Homens bons do Município, em tempo apresentada pelo Partido Socialista.

Foi aliás por este Partido e em nome do qual, que o Sr. Luis Bonet foi eleito exerceu o seu mandato de Presidente da Câmra Municipal de Tomar, entre 1977 e 1980. Nesse tempo os autarcas não tinham, nem as remunerações, nem as mordomias de hoje: trabalhava-se sem meios, físicos ou financeiros. Nesse tempo estava-se na Câmara não pelos negócios, ou na sua expectativa, mas sim pelo desenvolvimento e riqueza de todos.

Se hoje existe a Nabância e por via dela muitos tiveram acesso a habitação digna na nossa Cidade, tal se deve à Câmara PS de Luis Bonet. Recordo que quer na aldeia de meus pais e avós, o Marmeleiro, quer na generalidade das aldeias do nosso Concelho, a águas canalizada e a luz chegaram na Câmara PS de Luis Bonet. Era um tempo diferente em que havia responsabilidade, educação, lisura no trato e reapeito pelos adversários.

Luis Bonet representa para os tomarenses, homens livres e de bons costumes, socialistas, republicanos, tolerantes e outros, o exemplo a seguir, esquecendo definitivamente aqueles que apenas querem estar na vida pública para "fazer bons negócios".

Este é o grande exemplo que Luis Bonet nos deixou. QUE EM PAZ DESCANSE NA ETERNIDADE.

3.11.08

O GRUPO DOS FANFARRÕES

Havia, até há algumas décadas atrás um pouco por todo o País, uma figura típica que, sob qualquer pretexto, fosse numa feira ou festa popular ou num qualquer final de tarde na taberna, a todos os que o interpelavam ou não, prometia tira teimas e por vezes se envolvia em alguma escaramuça - O FANFARRÃO!

Tal personagem característica de um Portugal tipicamente atrasado, do sec.XIX e XX, tanto podia ser o grogue da terra, como um qualquer fidalgo ou ricaço, a dar-se ares de importantão. Esta segunda espécie de fanfarrão, normalmente fazia-se acompanhar pelo seu feitor ou capataz, quando não por um qualquer jornaleiro a soldo. Metia tal espécime medo, que na altura simpaticamente o povo chamava de respeito.

Ainda hoje vemos esse mesmo respeito, no tirar de chapéu nos filmes de “O Padrinho”, ou por aí a alguns doutores ou ex-presidentes disto e daquilo, não vá o diabo tecê-las.

O diabo é que quando, por força dos novos tempos, alcandorados no desenvolvimento e classe que o dito povo foi adquirindo, percebendo os novos valores éticos e criando novos poderes, o medo, escondido no tal respeito, deixou para a maioria de nós, de existir.

Personagem de todos nós conhecida, usa diletantemente esse estilo típico do Portugal do Sec.XIX, tendo mandado recentemente dois algozes no encalce do autor destas linhas, após este ter recordado o tempo e as circunstâncias negras que, na sua opinião, envolveram os anos da Presidência dele em Tomar.

A um, deu a tarefa de no jornal O Templário tentar levantar suspeitas sobre parte da vida profissional do autor, o que em tempo se provará totalmente falso. Esse mesmo, que ameaçando com perseguição num texto sem qualquer nível, nem ética, a que o Prof. António Rebelo e bem, classificou de tipo quase siciliano, em escrito posteriormente publicado no Jornal Cidade de Tomar.

A outro, deputado municipal do grupo independente, deu a tarefa de ameaçar com pimenta na língua, como na aldeia do dito se fazia, diz ele, aos meninos rabinos, em discurso escrito e lido com pompa e circunstância. Altercação prontamente respondida pela bancada socialista que estes, os socialistas, não admitiam quaisquer ameaças à sua conduta ou coacção à livre expressão ou opinião.

Aos dois e também eventualmente a um terceiro, dito entendido de artes e ofícios de tíbia cantante, foi encomendado um outro trabalho de promoção de um abaixo assinado, sem remetente, falsamente dito como tendo sido assinado por mil cidadãos e prontamente divulgado na comunicação social, como se no tempo da inquisição vivêssemos.

Infelizmente o espoleta, escondido atrás da sua prosápia balofa, é incapaz de alinhavar uma ideia nova para o futuro de Tomar, que não tenha sido tirada, directa ou indirectamente, da Agenda para o Desenvolvimento proposta pelo PS em 2005, conforme ficou demonstrado em recente e apressada entrevista. Tal tornaria o nível da discussão política elevado, mas este prefere, agora e sempre, a tentativa legal de assédio e ameaça velada, aos eleitos do partido socialista, sem argumentos que não sejam os da má fé típica dos desprezados. Quando os argumentos são fracos, este e outros de igual índole, além de se refugiarem por vezes em ameaças sob anonimato, fogem da clareza, da honestidade intelectual, da frontalidade e da ética republicana, preferindo sempre a conivência política velada e o uso dos métodos ancestrais do respeito.

A sociedade cível do Sec.XXI não pode continuar a tolerar este tipo de políticos, que toda a gente conhece pelos piores motivos, bastando para isso reler a imprensa tomarense de 1994 a 1997, por muito que se tentem vitimizar, quais virgens impolutas.

Para terminar, continua o autor destas linhas a esperar sentado, por mais sessenta dias, a acção em tribunal com que a dita personagem o tentou ameaçar, para aí, no seu próprio terreno profissional, lhe infligir mais uma derrota.