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FACULTATIVAS - CONTRATOS DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES PARA IMÓVEIS
DESTINADOS A HABITAÇÃO...
16.11.16
14.11.16
Anabela Freitas recorre à mentira para se tentar vitimizar
Todos fomos surpreendidos quando no decurso da passada
quinta-feira, a edição on-line do
jornal “O Mirante” revelava, aquilo que constaria na sua 1ª página da edição impressa
desse dia, relativo a processos litigiosos entre a Presidente da Câmara Anabela
Freitas e mim próprio, no contexto da nossa vida particular, na precisa semana
em que fomos ambos notificados do seu despacho de arquivamento.
A fonte, segundo o mesmo Jornal, seria próxima da presidente e, nos motivos invocados para a sua
divulgação, estaria a minha pretensa e
auto-afirmada capacidade para liderar a autarquia, numa
referência à minha entrevista dada ao Jornal “O Cidade de Tomar”, há cerca de
dois meses, na qual aliás nunca afirmei tal coisa.
Habituado que estou à exposição e polémica pública sobre os mais variados
assuntos, nomeadamente às minhas propostas, posições, afirmações e decisões
políticas, seria para mim inimaginável que fonte
próxima da presidente, tivesse o arrojo, diria mesmo a pouca vergonha, de
trazer para a praça pública processos relativos à nossa vida particular. Ainda por cima, depois destes estarem devidamente arquivados, por manifesta falta
de quaisquer provas, só se podendo concluir que quem o fez, o fez com o objetivo
expresso de com isso, como é induzido de forma direta na própria notícia, me difamarem, tentando-me coagir a não continuar a exercer o meu direito
à livre opinião.
Mas, como na análise de qualquer crime, teremos de avaliar a quem
conviria tal fuga de informação.
Aí é
notório que só à cidadã Presidente Anabela Freitas interessaria fazer-se passar por vítima, ainda por
cima tirando partido da queixa (arquivada) de violência doméstica. Pois, apesar de
a notícia com verdade esclarecer não se tratar de queixa por violência
física, sendo apresentada por uma mulher, será sempre isso
que a generalidade das pessoas irá ler e reter. E quem o fez, protegeu e promoveu, foi esse o efeito que pretendeu obter.
Aliás, esta notícia veicula a tentativa de vitimização, que
já se vinha observando em recentes entrevistas da Presidente, às rádios e jornais, que acusava
sem objeto, de saber quem eram os seus inimigos, etc, etc, …
Ora, em abono da verdade dos factos impõe-se saber que a
queixa apresentada, que viria a ser arquivada, tinha por motivação a tentativa
de me silenciar, tirando partido da ideia comumente aceite de que são as mulheres
vítimas de violência, mesmo que
psicológica e social, por parte dos homens, nunca sendo plausível que possa ser
o oposto.
Acontece que neste caso, é mesmo o contrário de que se trata, pois quem deteve
sempre o poder, real, financeiro e objetivo foi a mulher que acusa. Quem procurou
anular um concurso legítimo da administração pública ao qual concorri, tendo-me
obrigado a deslocar o meu local de trabalho para longe de Tomar, desde o início deste ano, foi a mesma mulher
que posteriormente me veio acusar de violência
doméstica.
É por demais evidente que, a violência de que fui acusado, e
cujo processo o Ministério Público não encontrou motivos para prosseguir, de
cariz psicológico e social (crime de coação), só podia ser exercido por alguém
que detivesse o poder e os meios para o fazer, o que notoriamente era a
Presidente e não eu. A vítima, como todos sabemos só pode ser a parte mais
fraca, neste caso eu próprio, e nunca a parte mais forte. E se me mantive em silêncio sobre o assunto, conforme
se perceberá, tal se deveu a que nunca é fácil um homem assumir que está a ser vítima de violência
doméstica, mesmo na modernidade deste século.
O objetivo era assim outro bem distinto e, conforme a
veiculação da notícia claramente transparece, apenas tinha óbvias motivações
políticas, numa tentativa frustrada de procurar silenciar as minhas opiniões e ações, em
parte diferentes e distintas das que vêm sido seguidas pela presidente e pelos
vereadores.
A teoria parece ter sido a de que se não conseguimos que se cale, depois de lhe destruirmos a possibilidade de trabalhar em Tomar, lhe haveremos de destruir o resto da credibilidade a que ele se procurou guindar, ao assumir em entrevista, ser uma das duas pessoas melhores preparadas em Tomar para assumir qualquer função no Município de Tomar. Aliás, com o processo arquivado, só se pode mesmo tirar essa conclusão.
A teoria parece ter sido a de que se não conseguimos que se cale, depois de lhe destruirmos a possibilidade de trabalhar em Tomar, lhe haveremos de destruir o resto da credibilidade a que ele se procurou guindar, ao assumir em entrevista, ser uma das duas pessoas melhores preparadas em Tomar para assumir qualquer função no Município de Tomar. Aliás, com o processo arquivado, só se pode mesmo tirar essa conclusão.
Assim, se conclui que a cidadã Presidente apresentou queixa por
violência doméstica, que viria a ser arquivada, com base em acusações falsas,
objetivamente intimidatórias e atentatórias da idoneidade da pessoa acusada,
procurando assim difamá-la e coagi-la a não lhe causar ruído na sua legítima governação.
Se alguma dúvida houvesse, as suas declarações ao mesmo Jornal, quando acabou por ter de assumir que a queixa havia sido arquivada, foram no sentido de continuar, agora publicamente, a ameaçar que pediria a continuidade do processo, se os motivos que a levaram a promove-lo inicialmente não cessassem.
Se alguma dúvida houvesse, as suas declarações ao mesmo Jornal, quando acabou por ter de assumir que a queixa havia sido arquivada, foram no sentido de continuar, agora publicamente, a ameaçar que pediria a continuidade do processo, se os motivos que a levaram a promove-lo inicialmente não cessassem.
Honestamente nunca julguei que a demência do poder pudesse afetar tanto uma pessoa, à qual dei o meu
empenho, trabalho e ajuda durante 11 anos da minha vida, para que pudesse, com
sucesso, vir a ser tudo o aquilo que tem sido.
Nada justifica tamanha mentira.
Esta é apenas uma desesperada falsa tentativa de se vitimizar, com notórias motivações políticas, pois todos os factos de conhecimento público demonstram ser ela quem teve sempre a capacidade para impor a sua vontade, perseguir e coagir de forma regular e ostensiva pessoa que não concordou, nem concorda, com tudo o que diz, propõe ou faz, como é perfeitamente normal e usual na vida e na política.
Nada justifica tamanha mentira.
Esta é apenas uma desesperada falsa tentativa de se vitimizar, com notórias motivações políticas, pois todos os factos de conhecimento público demonstram ser ela quem teve sempre a capacidade para impor a sua vontade, perseguir e coagir de forma regular e ostensiva pessoa que não concordou, nem concorda, com tudo o que diz, propõe ou faz, como é perfeitamente normal e usual na vida e na política.
Naturalmente agora que o assunto veio a público, a coberto
de fonte próxima da presidente, não
me restava outra alternativa senão a de publicamente denunciar esta situação: da cidadã Presidente Anabela Freitas ter recorrido à mentira para se tentar vitimizar. Quem assim age com quem
vivia, imagine-se o que não tem feito e o que não será capaz de fazer com
outras e com outros, que tenham opiniões não totalmente coincidentes com as suas, que tenham ou venham a ter o azar de se lhe atravessar no caminho.
O risco para todas e para todos é grande,
demasiado grande, para poder ser ignorado.
E porque Tomar é de Todos, devemos estar avisados que há mesmo Lobos que se tentam travestir de Cordeiros, mas que não deixam de ser Lobos.
E porque Tomar é de Todos, devemos estar avisados que há mesmo Lobos que se tentam travestir de Cordeiros, mas que não deixam de ser Lobos.
12.11.16
Junto à GNR: nucleo de alojamento temporário, apenas alojará 25 residentes
Serão apenas vinte e cinco, os residentes do Flecheiro que irão habitar o Núcleo de Alojamento Temporário, em construções de madeira, em piso térreo, que irão ser edificadas, no local por mim proposto o ano passado, junto à GNR, mas sem aproveitar ao máximo as potencialidades do mesmo.
O trabalho de levantamento social estará realizado, as famílias informadas e escolhidas, mas a Presidente recusou esclarecer os deputados municipais na última Assembleia (a 30 de setembro), mas uma semana depois em entrevista na Rádio Hertz, tudo esclareceu.
O trabalho de levantamento social estará realizado, as famílias informadas e escolhidas, mas a Presidente recusou esclarecer os deputados municipais na última Assembleia (a 30 de setembro), mas uma semana depois em entrevista na Rádio Hertz, tudo esclareceu.
8.11.16
Elegemos pessoas para Governar, não para arranjar desculpas
Nota do dia, nesta quarta-feira (dia 9 de novembro), na Rádio Hertz FM92 e FM98, a seguir ao noticiário das 13H e das 19H
*Artigo de Helena Vaz
da Silva, na Revista da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro
Histórico, nº3 – Março/Abril 2000, intitulado “Os novos desafios da Europeus da
educação e da cultura”
Portugal vive dias de Web Summit, numa Lisboa reencontrada com
os faróis do mundo, neste caso das tecnologias, num momento de afirmação em plena
globalização, que é relevante para alavancar a economia. Desde logo estes
eventos promovem territórios, criando desenvolvimento e riqueza, na fileira do
Turismo, seja na restauração, na hotelaria, na animação e na cultura, sendo responsáveis
pelo ano de ouro do Turismo em Portugal, com a criação de mais de 45.000 novos
postos de trabalho.
Por exemplo, aqui na vasta região
Centro de Portugal, a vila da Nazaré internacionaliza-se cada vez mais, fruto
da Onda de MacNamara, mas também de
autarcas que demandam as comunidades migrantes no Canadá, para otimizar investimentos
numa área de localização empresarial (do Valado dos Frades), junto ao nó do IC9,
mas sem esquecer de ter, em poucos meses, recuperado TODOS os Parques Infantis
do Concelho.
Ourém por exemplo teve uma Feira de
Santa Iria, que foi o que foi, televisionada com o impacto que foi visto,
enquanto por cá, mais um ano e apesar de propostas para o fazer, o vereador
comunista recusou tirar partido dessa montra. Ainda em Ourém, ficou-se a saber
recentemente que receberá daqui a um ano, em Fátima, a Conferência
Internacional da Organização Mundial de Turismo, depois do seu presidente ter o
ano passado promovido uma visita empresarial no Estado de Minas Gerais ou assinado
protocolo com a Câmara de Comercio Luso-Francesa, num movimento para o qual
Tomar também foi convidada…
Cada território e o seu
desenvolvimento, é resultado de inúmeros fatores, entre os quais a qualidade do
sonho dos seus governantes. Já aqui refletimos que Governar é Decidir. Mas para
decidir, além de ter a coragem real para o fazer, do conhecimento de como
decidir, há outra característica que mesmo que não se tenha inaptamente se pode
desenvolver: a capacidade de sonhar e de ver onde os outros não vêm.
Vem isto a propósito também da
série de entrevistas que a nossa Presidente deu, quer aqui nesta sua Rádio
[Hertz], quer ao Jornal “Cidade de Tomar”, a qual sobre as divergências sobre a
sua gestão, refere serem não assuntos,
mas sobre o seu sonho para o Concelho, também ficámos a saber que o vazio
imperava.
Falou das intenções do que estava a
fazer, mas não explicou porque as intervenções qualificantes são lentas ou
sucessivamente adiadas, como por exemplo a intervenção na Várzea Grande, que
deveria ter avançado o ano passado em novembro, a anedota dos Parques Infantis ou a resolução eficaz do Flecheiro.
Questionada sobre o que de mais
importante teria realizado nestes três anos, lá conseguiu concordar com o que
já escrevêramos sobre a importância do novo relacionamento com as freguesias,
otimizando assim os investimentos há muito adiados a nível da rede viária
municipal e nos arruamentos urbanos.
Pouco, demasiado pouco, para um
Concelho que deveria ter outra ambição regional, mas onde a sua Presidente em
entrevistas acha relevante perseguir fantasmas, com a cereja em cima do bolo da
sua expressão na última entrevista de tenho
inimigos e estão identificados.
Eu, que julgava que os inimigos de
quem quer ser levado a sério, neste mundo do sec.XXI, como escreveu em tempo a
Presidente do Centro Nacional de Cultura, Helena Vaz da Silva, seriam os preconceitos, as racionalizações a partir
de premissas arbitrárias, a auto-justificação desenfreada, a incapacidade de autocrítica,
o raciocínio paranoico, a arrogância, a negação e o desprezo. *
Decerto, equívoco meu…
6.11.16
Feira de Santa Iria: o grande falhanço da gestão da CDU
A feira de Santa Iria foi durante os anos uma referência na região. De ano para ano foi perdendo impacto. Ainda nas anteriores gestões do Município, de responsabilidade do PSD, a Feira das Passas - envolvendo os produtos locais da época, essencialmente os frutos secos, deixou a Rua dos Arcos e andou perdida alguns anos pela Praça da República, perdendo ano após anos dimensão e clientes.
Depois foram os restaurantes da Feira que andaram perdidos junto ao Mercado, na lógica da Feira dispersa pela cidade, o que colocava problemas de logística das infraestruturas elétricas por exemplo, mas também de segurança.
Finalmente, por decisão custosa tomada no início deste mandato (2013-17), tudo se juntou na Várzea Grande e mesmo contra a vontade do vereador da CDU mantiveram-se os Restaurantes a funcionar, com o empenho das diferentes associações, que ano após ano, sempre encontraram na Feira um bom investimento para as suas atividades regulares.
Chegou-se o ano passado ao anedótico, da verdadeira âncora que é a Associação dos Bombeiros, não poder estar presente, apenas por embirração do Vereador
Entretanto desapareceu o palco e as variedades, no meio da Feira, substituídas por atuações dos grupos locais, de cantares, ranchos e bandas, que foram escondidas no Convento de S.Francisco, mas sem canal de ligação com a Feira e/ou divulgação e anuncio num sistema sonoro que deveria existir pela Feira.
Chegou-se o ano passado ao anedótico, da verdadeira âncora que é a Associação dos Bombeiros, não poder estar presente, apenas por embirração do Vereador
Entretanto desapareceu o palco e as variedades, no meio da Feira, substituídas por atuações dos grupos locais, de cantares, ranchos e bandas, que foram escondidas no Convento de S.Francisco, mas sem canal de ligação com a Feira e/ou divulgação e anuncio num sistema sonoro que deveria existir pela Feira.
Inovou-se estendendo a participação de produtores locais, de mel, de vinho e de azeite, mas de forma desgarrada e desconexa, as IPSS e outras vendas, ora meio perdidas junto à Escola dos Templários, ora espalhadas pela Avenida António Fonseca Simões.
Sem alma, nem brilho, uma Feira que tudo tinha para começar a recuperar: concentrada e com animação de referência, que pudesse de novo constituir um orgulho para todos.
Este é, infelizmente um exemplo do que a CDU consegue fazer por Tomar: pouco ou nada!
4.11.16
2.11.16
Nos últimos 4 anos, as escolhas dos leitores do Blog
No período de JAN2013 a OUT2016, estabelecem-se de seguida quais os vinte post's mais vistos pelos leitores do blog.
Para os que sempre acham que há um grande desinteresse sobre os assuntos da comunidade ou sobre aquilo que aqueles que têm opinião escrevem, a existência e simples manutenção em funcionamento ininterrupto, há mais de 12 anos, de um blogue como este, com características de opinião essencialmente vocacionada para a vida política e muito centrado em Tomar, é a prova de que pensar vale mesmo a pena.
número de visualizações - data - Título e link para o post
2522 - 13/9/2016 - Estátuas vivas voltam a Tomar em 2017
2401 - 16/5/2016 - Na Fai e na GNR, enfim a solução para o Flecheiro
1753 - 28/5/2016 - Com financiamento comunitário, entrada de Tomar vai ganhar alma
1264 - 22/5//2016 - Vídeo de divulgação da região Templária
1054 - 7/7/2016 - Festa Templária evoca o cerco ao Castelo de 1190
1025 - 4/5//2016 - Em outubro será rodado em Tomar filme que procura figurantes
1023 - 2/6/2016 - Estacionamento tarifado na cidade é urgente e necessário
860 - 20/6/2016 - Revisão do PDM de Tomar, propõe a triplicação da cidade
856 - 11/6/2016 - Obras no quartel dos bombeiros e aquisição de veículo florestal serão candidatados a fundos europeus
836 - 19/3/2016 - Construir casas junto à GNR em Tomar, para acabar de vez com o Flecheiro
820 - 16/5/2013 - Programa da Festa Templária, de 26 a 28 de maio, em Tomar
800 - 3/9/2016 - Vice-presidente da Câmara de Tomar, falta aos 25 anos da ADIRN
760 - 15/9/2016 - "As pessoas melhor preparadas para exercer funções no Município, sou eu e o Luis Boavida"
759 - 24/9/2013 - A mentira aprovada na Câmara, sobre a IBM
689 - 1/7/2016 - Com estacionamento tarifado aprovado, será de fechar a Praça da República ao trânsito?
667 - 31/5/2016 - PEDU de Tomar assinado, num investimento que poderá ir até 8milhões€
644 - 3/10/2016 - Parque de estacionamento do Pavilhão passará a ser (quase) gratuito
616 - 1/10/2016 - Onde estão os terrenos municipais, que podem servir para ajudar a resolver o Flecheiro
609 - 22/5/2013 - Comboio turístico está de novo em funcionamento
31.10.16
Encerramento do Parque de Estacionamento do Pavilhão à noite pouparia 23 mil euros/ano
A discussão mantem-se, desde que na última Assembleia Municipal, há um mês atrás, o assunto acabaria por ser "polémico", face à omissão reiterada de informações que a Presidente Anabela Freitas deu aos deputados municipais, face à alteração que promoveu do regulamento dos Parques cobertos - Parque de Estacionamento da Praça da República e do Pavilhão Municipal.
Mas as questões, além das aqui já abordadas e relacionadas com a gestão da mobilidade e do apoio a atividades desportivas, são também financeiras. E sobre essas convém que se abordem os grandes números.
Em 2015, o Parque de Estacionamento da Praça da República teve cerca de 106.000€ de receita e cerca de 86.000€ de despesa - isto sem contar a amortização dos quase 10 milhões de euros que o processo da ParqueT nos custou a todos. Um saldo "direto", positivo de cerca de 20.000€!
Em 2015, o Parque de Estacionamento do Pavilhão teve cerca de 56.000€ de receita e cerca de 84.000€ de despesa - sem contar a amortização da sua construção, da qual ainda falta "acertar" um processo de cerca de 900.000€ que se arrasta em Tribunal, contra a Construtora S.José. Um saldo "direto", negativo de cerca de 28.000€!
Acontece que os dois Parques têm sistemas de bilhética diferentes e não compatíveis, já ultrapassados e que precisam, há vários anos, de investimento nomeadamente para que seja possível compatibilizar tarifas, visionamentos e utilização comum, com politicas de descontos pró-ativas, já permitidas pelo atual regulamento. O valor estimado ascende no total dos dois Parques em valores que podem oscilar entre os 50-75.000€, consoante as opções técnicas exercidas.
Se, como é cada vez mais notório, a opção for para colocar o parque de Estacionamento do Pavilhão, a funcionar "fechado" à noite, com acesso apenas aos avençados - em regra residentes da área do estacionamento tarifado, face às baixas tarifas dessa mesma avença, tal necessitará de um investimento adicional nesse Parque de cerca de 5.000€.
Os valores globais, só do custo das vigilâncias "humanas", por cada Parque, rondam os 69.000€/ano. Daí ser fácil perceber que a poupança tida com o "encerramento" do Parque do Pavilhão à noite, ou melhor, a sua mera transformação em Garagem dos avençados, poderia poupar em vigilância, cerca de 23.000€/ano.
Em resumo a situação (financeira) é a seguinte:
Saldo direto de exploração (em 2015) = -8.000€
Investimentos totais necessários = 80.000€
Redução de gastos anuais, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão = 23.000€
Considerando os valores de referência, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão e que não haveriam alterações significativas no perfil de ocupação dos Parques - o que não é linear, especialmente com a introdução do estacionamento tarifado à superfície, a partir deste dia 1 de novembro, teríamos no ano de 2017:
Saldo direto de exploração = +15.000€
Investimentos realizados = 80.000€
Conclui-se assim que seriam necessários cerca de 5 anos para recuperar os investimentos realizados, mas os Parques passariam a ter saldo de exploração "direto" positivo.
A outra questão que se pode, e deve aqui colocar é: não haverá outra possível abordagem na gestão e exploração dos Parques? A qual passasse, por exemplo, por contratualizar com empresa toda a sua gestão, manutenção e realização de investimentos, recebendo o Município uma renda fixa e variável face às receitas?
Os serviços do Município há anos que insistem que o caminho agora realizado - com gestão direta, é o melhor, mas também há anos que não estou convencido disso, visto que há no mercado inúmeras empresas cuja sua especialização é fazerem precisamente isso e com vantagens inegáveis para a gestão pública. Mas, esta como inúmeras questões em Tomar, são quase um tabu e os anos passam sem que se estudem em profundidade.
29.10.16
27.10.16
Bombeiros realizam neste Domingo instrução / exercício de BREC e apresentam novos formandos TAS na Cerâmica da Portela de S.Pedro
Neste domingo dia 30 de outubro realiza-se mais uma ação de instrução, que contempla um exercício, da equipa especializada em estruturas colapsadas (BREC) dos Bombeiros Municipais de Tomar.
![]() |
| Grupo BREC dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, com o seu Comandante |
Esta equipa, após o inicio no final de 2014, das relações de proximidade entre o Município de Tomar e os Sapadores de Coimbra desenvolvidas no seguimento de um curso de Planos Especiais de Emergência, onde os responsáveis da proteção civil de Tomar estiveram envolvidos, incluindo eu próprio, e depois de visitas técnicas realizadas, entre os comandos dos Municipais de Tomar e dos Sapadores de Coimbra, com vista à formação obtida e certificada por estes, terminada já neste ano de 2016.
Constituído este Núcleo BREC nos Bombeiros Municipais de Tomar, inicialmente formado pelos 10 profissionais que obtiveram esta formação, têm os mesmos tido a preocupação de passar os saberes aos demais colegas dos Bombeiros, através destas instruções / exercícios.
Os Bombeiros Municipais de Tomar, são os únicos da região com uma equipa especializada neste tipod e intervenção (BREC).
![]() |
| Elementos da equipa e núcleo BREC, dos Municipais de Tomar, num dos últimos exercícios na Portela de S.Pedro |
A mais esta instrução, neste domingo, juntam-se os novos bombeiros especializados em Transporte de Ambulância de Socorro (TAS), que estiveram durante os últimos meses em formação. São doze, os bombeiros agora formados e a apresentação tem lugar no cenário de catástrofe da Cerâmica da Portela de S.Pedro, que tem servido de cenário para diversos exercícios dos Bombeiros Municipais de Tomar.
Este é o maior grupo de formandos em simultâneo, na especialidade de TAS, alguma vez formado em Tomar. A certificação TAS é essencial para operar com qualidade técnica de socorro nas ambulâncias, sendo obrigatória a presença de pelos menos um destes bombeiros certificados nas ambulâncias ao serviço do INEM.
Os Bombeiros Municipais de Tomar careciam há anos de formação nesta áreas, que normalmente só era disponibilizada pelo próprio INEM e pela Escola Nacional de Bombeiros, mas que nos últimos anos diversas empresas devidamente certificadas pelo INAM, vieram a ser autorizadas a dar este tipo de formação, pois além da carência destes profissionais em Tomar, a capacidade formativa do INEM estava à muito limitada.
Esta formação segue o Plano de investimento e desenvolvimento criado desde o início deste manada autárquico (2013-17), e que felizmente não foi ainda abandonado.
@Discurso Direto, 28/10/2016
25.10.16
Vítimas do Tornado ressarcidas quase seis anos depois
Nota do dia, a transmitir nesta quarta-feira, dia 26 de outubro, depois dos noticiários das 13H00 e das 19H00, na Rádio Hertz (FM92 e 98)
Todos nos lembramos de a 7 de
dezembro de 2010, os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, terem sido
percorridos por um Tornado, o qual atingiu a classificação internacional de F3,
o que significa depois das perícias técnicas realizadas, ventos estimados que
terão rondado os 240 Km/h. A faixa de território atravessado por este Tornado
no nosso concelho, de sudoeste a nordeste, começou junto a Paialvo, onde uma pinheira
com algumas dezenas de anos foi arrancada pela raiz e só terminou, junto aos
Ganados, com o completo destelhamento de várias infraestruturas do conhecido Campo
Jovem.
Tive o ensejo de enquanto
responsável da proteção civil municipal, durante essas difíceis semanas,
procurar estabelecer todas as pontes possíveis para o imediato socorro das
centenas de pessoas afetadas. Os trabalhos de emergência, que envolveram meios
significativos, advindos de todo o distrito de Santarém, foram acompanhados por
inúmeros voluntários enquadrados pelos serviços municipais de proteção civil,
pelos serviços do município e das juntas de freguesia da Madalena, São João,
Santa Maria e Casais, tendo o então segundo governo de José Sócrates, ativado o
Fundo de Emergência Municipal, o qual cobriu todos os prejuízos públicos
levantados e reportados pelo Município, incluindo o Jardim Escola João de Deus.
![]() |
| Parte da equipa que coordenou a Proteção Civil Municipal na emergência do tornado de 2010 - foto oficial de Leonel Graça |
Este Tornado foi o acontecimento de
maior significado e extensão financeira de danos até hoje registado no Concelho
de Tomar e, além dos prejuízos estimados em infraestruturas públicas, há que
somar as infraestruturas privadas, no que terá ascendido a mais de 2 milhões€
de prejuízos.
Além do fundo de emergência
municipal já referido, as Seguradoras acamparam literalmente em Tomar, com
todo um conjunto de peritos, de forma a mais rapidamente levantarem os danos
sofridos, em sinistros maioritariamente relacionados com danos próprios em
viaturas e multiriscos-habitação. Ao fim de poucos dias já estavam mais de 300
processos de indemnização em curso, e em poucas semanas a esmagadora maioria
dos mesmos totalmente pagos, o que permitiu a uma parte substancial das pessoas
verem rapidamente recuperados os seus bens.
Houve, no entanto, uma parte dos
afetados que não estavam cobertos por seguros, aos quais o governo de então,
através do IAPMEI e do Governo Civil de Santarém, abriu candidaturas a
financiamentos para recuperação do tecido económico, para as empresas afetadas
e para também para particulares.
Com a extinção dos governos civis
decretado pelo governo de Passos Coelho, os processos de indemnização aos
particulares foram arquivados e transferidos dos Governos Civis para a
Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, aí jazendo os anos da
governação de Passos Coelho, até ao final de 2015.
Com a entrada em funções do novo
Governo e a instâncias do Deputado Hugo Costa, entre outros, foi possível reatar
o processo e nas últimas duas semanas foram já colocados a pagamento cerca de 200 mil euros de
indemnizações a particulares, só do concelho de Tomar.
Pode hoje com propriedade dizer-se,
que o processo do Tornado de 2010 em Tomar está finalmente concluído e que é
bom saber-se que Tomar é de TODOS, e muito especialmente daqueles que têm palavra,
honra, probidade e boa fé!
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