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6.11.16

Feira de Santa Iria: o grande falhanço da gestão da CDU


A feira de Santa Iria foi durante os anos uma referência na região. De ano para ano foi perdendo impacto. Ainda nas anteriores gestões do Município, de responsabilidade do PSD, a Feira das Passas - envolvendo os produtos locais da época, essencialmente os frutos secos, deixou a Rua dos Arcos e andou perdida alguns anos pela Praça da República, perdendo ano após anos dimensão e clientes.
Depois foram os restaurantes da Feira que andaram perdidos junto ao Mercado, na lógica da Feira dispersa pela cidade, o que colocava problemas de logística das infraestruturas elétricas por exemplo, mas também de segurança. 
Finalmente, por decisão custosa tomada no início deste mandato (2013-17), tudo se juntou na Várzea Grande e mesmo contra a vontade do vereador da CDU mantiveram-se os Restaurantes a funcionar, com o empenho das diferentes associações, que ano após ano, sempre encontraram na Feira um bom investimento para as suas atividades regulares.
Chegou-se o ano passado ao anedótico, da verdadeira âncora que é a Associação dos Bombeiros, não poder estar presente, apenas por embirração do Vereador

Entretanto desapareceu o palco e as variedades, no meio da Feira, substituídas por atuações dos grupos locais, de cantares, ranchos e bandas, que foram escondidas no Convento de S.Francisco, mas sem canal de ligação com a Feira e/ou divulgação e anuncio num sistema sonoro que deveria existir pela Feira.
Inovou-se estendendo a participação de produtores locais, de mel, de vinho e de azeite, mas de forma desgarrada e desconexa, as IPSS e outras vendas, ora meio perdidas junto à Escola dos Templários, ora espalhadas pela Avenida António Fonseca Simões.
Sem alma, nem brilho, uma Feira que tudo tinha para começar a recuperar: concentrada e com animação de referência, que pudesse de novo constituir um orgulho para todos.

Este é, infelizmente um exemplo do que a CDU consegue fazer por Tomar: pouco ou nada!


2.11.16

Nos últimos 4 anos, as escolhas dos leitores do Blog

No período de JAN2013 a OUT2016, estabelecem-se de seguida quais os vinte post's mais vistos pelos leitores do blog.

Para os que sempre acham que há um grande desinteresse sobre os assuntos da comunidade ou sobre aquilo que aqueles que têm opinião escrevem, a existência e simples manutenção em funcionamento ininterrupto, há mais de 12 anos, de um blogue como este, com características de opinião essencialmente vocacionada para a vida política e muito centrado em Tomar, é a prova de que pensar vale mesmo a pena.


número de visualizações - data - Título e link para o post




 
 

31.10.16

Encerramento do Parque de Estacionamento do Pavilhão à noite pouparia 23 mil euros/ano


A discussão mantem-se, desde que na última Assembleia Municipal, há um mês atrás, o assunto acabaria por ser "polémico", face à omissão reiterada de informações que a Presidente Anabela Freitas deu aos deputados municipais, face à alteração que promoveu do regulamento dos Parques cobertos - Parque de Estacionamento da Praça da República e do Pavilhão Municipal.

Mas as questões, além das aqui já abordadas e relacionadas com a gestão da mobilidade e do apoio a atividades desportivas, são também financeiras. E sobre essas convém que se abordem os grandes números.

Em 2015, o Parque de Estacionamento da Praça da República teve cerca de 106.000€ de receita e cerca de 86.000€ de despesa - isto sem contar a amortização dos quase 10 milhões de euros que o processo da ParqueT nos custou a todos. Um saldo "direto", positivo de cerca de 20.000€!

Em 2015, o Parque de Estacionamento do Pavilhão teve cerca de 56.000€ de receita e cerca de 84.000€ de despesa - sem contar a amortização da sua construção, da qual ainda falta "acertar" um processo de cerca de 900.000€ que se arrasta em Tribunal, contra a Construtora S.José. Um saldo "direto", negativo de cerca de 28.000€!

Acontece que os dois Parques têm sistemas de bilhética diferentes e não compatíveis, já ultrapassados e que precisam, há vários anos, de investimento nomeadamente para que seja possível compatibilizar tarifas, visionamentos e utilização comum, com politicas de descontos pró-ativas, já permitidas pelo atual regulamento. O valor estimado ascende no total dos dois Parques em valores que podem oscilar entre os 50-75.000€, consoante as opções técnicas exercidas.

Se, como é cada vez mais notório, a opção for para colocar o parque de Estacionamento do Pavilhão, a funcionar "fechado" à noite, com acesso apenas aos avençados - em regra residentes da área do estacionamento tarifado, face às baixas tarifas dessa mesma avença, tal necessitará de um investimento adicional nesse Parque de cerca de 5.000€.

Os valores globais, só do custo das vigilâncias "humanas", por cada Parque, rondam os 69.000€/ano. Daí ser fácil perceber que a poupança tida com o "encerramento" do Parque do Pavilhão à noite, ou melhor, a sua mera transformação em Garagem dos avençados, poderia poupar em vigilância, cerca de 23.000€/ano.

Em resumo a situação (financeira) é a seguinte:
Saldo direto de exploração (em 2015) = -8.000€
Investimentos totais necessários = 80.000€
Redução de gastos anuais, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão = 23.000€

Considerando os valores de referência, com encerramento noturno do Parque de Estacionamento do Pavilhão e que não haveriam alterações significativas no perfil de ocupação dos Parques - o que não é linear, especialmente com a introdução do estacionamento tarifado à superfície, a partir deste dia 1 de novembro, teríamos no ano de 2017:
Saldo direto de exploração = +15.000€
Investimentos realizados = 80.000€

Conclui-se assim que seriam necessários cerca de 5 anos para recuperar os investimentos realizados, mas os Parques passariam a ter saldo de exploração "direto" positivo.

A outra questão que se pode, e deve aqui colocar é: não haverá outra possível abordagem na gestão e exploração dos Parques? A qual passasse, por exemplo, por contratualizar com empresa toda a sua gestão, manutenção e realização de investimentos, recebendo o Município uma renda fixa e variável face às receitas?

Os serviços do Município há anos que insistem que o caminho agora realizado - com gestão direta, é o melhor, mas também há anos que não estou convencido disso, visto que há no mercado inúmeras empresas cuja sua especialização é fazerem precisamente isso e com vantagens inegáveis para a gestão pública. Mas, esta como inúmeras questões em Tomar, são quase um tabu e os anos passam sem que se estudem em profundidade.



27.10.16

Bombeiros realizam neste Domingo instrução / exercício de BREC e apresentam novos formandos TAS na Cerâmica da Portela de S.Pedro


Neste domingo dia 30 de outubro realiza-se mais uma ação de instrução, que contempla um exercício, da equipa especializada em estruturas colapsadas (BREC) dos Bombeiros Municipais de Tomar.
Grupo BREC dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, com o seu Comandante

Esta equipa, após o inicio no final de 2014, das relações de proximidade entre o Município de Tomar e os Sapadores de Coimbra desenvolvidas no seguimento de um curso de Planos Especiais de Emergência, onde os responsáveis da proteção civil de Tomar estiveram envolvidos, incluindo eu próprio, e depois de visitas técnicas realizadas, entre os comandos dos Municipais de Tomar e dos Sapadores de Coimbra, com vista à formação obtida e certificada por estes, terminada já neste ano de 2016.

Constituído este Núcleo BREC nos Bombeiros Municipais de Tomar, inicialmente formado pelos 10 profissionais que obtiveram esta formação, têm os mesmos tido a preocupação de passar os saberes aos demais colegas dos Bombeiros, através destas instruções / exercícios.

Os Bombeiros Municipais de Tomar, são os únicos da região com uma equipa especializada neste tipod e intervenção (BREC).
Elementos da equipa e núcleo BREC, dos Municipais de Tomar, num dos últimos exercícios na Portela de S.Pedro

A mais esta instrução, neste domingo, juntam-se os novos bombeiros especializados em Transporte de Ambulância de Socorro (TAS), que estiveram durante os últimos meses em formação. São doze, os bombeiros agora formados e a apresentação tem lugar no cenário de catástrofe da Cerâmica da Portela de S.Pedro, que tem servido de cenário para diversos exercícios dos Bombeiros Municipais de Tomar.

Este é o maior grupo de formandos em simultâneo, na especialidade de TAS, alguma vez formado em Tomar. A certificação TAS é essencial para operar com qualidade técnica de socorro nas ambulâncias, sendo obrigatória a presença de pelos menos um destes bombeiros certificados nas ambulâncias ao serviço do INEM.

Os Bombeiros Municipais de Tomar careciam há anos de formação nesta áreas, que normalmente só era disponibilizada pelo próprio INEM e pela Escola Nacional de Bombeiros, mas que nos últimos anos diversas empresas devidamente certificadas pelo INAM, vieram a ser autorizadas a dar este tipo de formação, pois além da carência destes profissionais em Tomar, a capacidade formativa do INEM estava à muito limitada.

Esta formação segue o Plano de investimento e desenvolvimento criado desde o início deste manada autárquico (2013-17), e que felizmente não foi ainda abandonado.


@Discurso Direto, 28/10/2016

25.10.16

Vítimas do Tornado ressarcidas quase seis anos depois

Nota do dia, a transmitir nesta quarta-feira, dia 26 de outubro, depois dos noticiários das 13H00 e das 19H00, na Rádio Hertz (FM92 e 98)

Todos nos lembramos de a 7 de dezembro de 2010, os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, terem sido percorridos por um Tornado, o qual atingiu a classificação internacional de F3, o que significa depois das perícias técnicas realizadas, ventos estimados que terão rondado os 240 Km/h. A faixa de território atravessado por este Tornado no nosso concelho, de sudoeste a nordeste, começou junto a Paialvo, onde uma pinheira com algumas dezenas de anos foi arrancada pela raiz e só terminou, junto aos Ganados, com o completo destelhamento de várias infraestruturas do conhecido Campo Jovem.

Tive o ensejo de enquanto responsável da proteção civil municipal, durante essas difíceis semanas, procurar estabelecer todas as pontes possíveis para o imediato socorro das centenas de pessoas afetadas. Os trabalhos de emergência, que envolveram meios significativos, advindos de todo o distrito de Santarém, foram acompanhados por inúmeros voluntários enquadrados pelos serviços municipais de proteção civil, pelos serviços do município e das juntas de freguesia da Madalena, São João, Santa Maria e Casais, tendo o então segundo governo de José Sócrates, ativado o Fundo de Emergência Municipal, o qual cobriu todos os prejuízos públicos levantados e reportados pelo Município, incluindo o Jardim Escola João de Deus.
Parte da equipa que coordenou a Proteção Civil Municipal na emergência do tornado de 2010 - foto oficial de Leonel Graça


Este Tornado foi o acontecimento de maior significado e extensão financeira de danos até hoje registado no Concelho de Tomar e, além dos prejuízos estimados em infraestruturas públicas, há que somar as infraestruturas privadas, no que terá ascendido a mais de 2 milhões€ de prejuízos.

Além do fundo de emergência municipal já referido, as Seguradoras acamparam literalmente em Tomar, com todo um conjunto de peritos, de forma a mais rapidamente levantarem os danos sofridos, em sinistros maioritariamente relacionados com danos próprios em viaturas e multiriscos-habitação. Ao fim de poucos dias já estavam mais de 300 processos de indemnização em curso, e em poucas semanas a esmagadora maioria dos mesmos totalmente pagos, o que permitiu a uma parte substancial das pessoas verem rapidamente recuperados os seus bens.

Houve, no entanto, uma parte dos afetados que não estavam cobertos por seguros, aos quais o governo de então, através do IAPMEI e do Governo Civil de Santarém, abriu candidaturas a financiamentos para recuperação do tecido económico, para as empresas afetadas e para também para particulares.

Com a extinção dos governos civis decretado pelo governo de Passos Coelho, os processos de indemnização aos particulares foram arquivados e transferidos dos Governos Civis para a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, aí jazendo os anos da governação de Passos Coelho, até ao final de 2015.

Com a entrada em funções do novo Governo e a instâncias do Deputado Hugo Costa, entre outros, foi possível reatar o processo e nas últimas duas semanas foram já colocados a pagamento cerca de 200 mil euros de indemnizações a particulares, só do concelho de Tomar.

Pode hoje com propriedade dizer-se, que o processo do Tornado de 2010 em Tomar está finalmente concluído e que é bom saber-se que Tomar é de TODOS, e muito especialmente daqueles que têm palavra, honra, probidade e boa fé!



23.10.16

Minsitro da Saúde cumpre promessa em Tomar

É sempre bom quando sabemos que há governantes, sejam de que partido forem, com os quais podemos contar.
Adalberto Campos Fernandes, o Ministro da Saúde, está a cumprir a sua palavra de conseguir que o serviço de Medicina Interna voltasse a funcionar no Hospital de Nª Sra da Graça em Tomar, mais de quatro anos e meio depois deste ter encerrado, sobre forte contestação das populações e autarcas.

É um passo positivo nalguma recuperação da qualidade de serviços hospitalares que de Tomar se estendem à área territorial do Concelho de Ferreira do Zêzere e de parte grande do Concelho de Ourém. Agora falta reorganizar os serviços das urgências médico-cirúrgicas e garantir que Tomar está em redes de referenciação adequadas à sua proximidade a Leiria-Coimbra, em detrimento de outras proximidades a Santarém-Lisboa.

O caminho faz-se caminhando e, com um parceiro digno de diálogo sério, como é este Ministro, há boas razões para saber que há caminho para isso.