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18.7.16

SOMOS SEMPRE "UM OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO" !

(Em modo de Verão, nas próximas seis semanas, apenas com atualização a cada três dias)


O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
Vinícius de Moraes, 1970


ERA ELE que erguia as casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um Templo
Um Templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que ele sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.

De forma que, certo dia
À mesa ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que a sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que o seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
«... convençam-no» do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Qo sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentido que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração_
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que reflectia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objectos
Produtos, manufacturas
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca da sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não Vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silencia fez-se
dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
e gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

15.7.16

Novo protocolo vai agilizar o Licenciamento Turístico

PORTAL DO LICENCIAMENTO TURÍSTICO

Considerando que a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 39/2008, de 7 de Março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 228/2009, de 14 de Setembroe pelo Decreto-Lei n.º 15/2014, que aprovou o regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos, alterou profundamente o papel dos municípios nos processos de licenciamento, conferindo-lhes diversas novas competências,
 

Tendo em conta que o mesmo Decreto-Lei não contemplou, até à data, nenhum mecanismo oficial disponível que permita que as entidades regionais de turismo, nomeadamente a TCP, sejam notificadas sobre novas autorizações ou comunicações de utilização para fins turísticos, pondo em risco o cumprimento integral da sua missão e das suas atribuições, em concreto a identificação, valorização e promoção dos recursos turísticos no seu âmbito territorial,
 
Com o intuito de estreitarem as suas relações de cooperação e de contribuírem para a disponibilização de serviços de apoio de proximidade aos cidadãos, em especial no que se refere a matérias relacionadas com o investimento em turismo e com a promoção dos empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local,
 
É, livremente e de boa-fé, celebrado o presente Acordo, que se rege pelas cláusulas seguintes:
 
CLÁUSULA 1.ª
Deveres da CM
A CM compromete-se a:
 
a) Comunicar à TCP, no prazo de cinco dias úteis, a atribuição de qualquer nova autorização de utilização para fins turísticos ou a comunicação de abertura, apresentada nos termos da lei.
b) Comunicar à TCP, no prazo de cinco dias úteis, a existência de qualquer novo registo de alojamento local e o eventual cancelamento de registo(s).
c) Comunicar à TCP, no prazo de cinco dias úteis, a recepção de qualquer comunicação escrita de encerramento voluntário de empreendimento turístico ou estabelecimento de alojamento local, a caducidade de qualquer autorização de utilização para fins turísticos ou o encerramento de qualquer empreendimento turístico.
d) Disponibilizar, no seu sítio web, listagens actualizadas de empreendimentos turísticos com autorização de utilização para fins turísticos válida e de estabelecimentos de alojamento localcom título válido de abertura ao público, devidamente identificadas e separadas por categoria.
 
 
 
 
CLÁUSULA 2.ª
Deveres da TCP
A TCP compromete-se a:
a) Comunicar à CM, no prazo de cinco dias úteis, a recepção de qualquer comunicação escrita de encerramento voluntário de empreendimento turístico ou estabelecimento de alojamento local.
b) Disponibilizar no seu sítio web e nos seus postos de informação turística, no prazo de cinco dias úteis após recepção de comunicação da CMinformação sobre novos empreendimentos turísticos, ou retirá-la, em caso de comunicação de encerramento ou caducidade.
c) Disponibilizar nos seus postos de informação turística, ou de qualquer outra forma que a direcção entenda futuramente, no prazo de cinco dias úteis após recepção de comunicação da CM, informação sobre novos estabelecimentos de alojamento local, ou retirá-la, em caso de comunicação de encerramento ou cancelamento de registo.
d) Organizar reuniões, sessões de esclarecimento e acções de formaçãodestinadas a técnicos do municípioresponsáveis por licenciamentos turísticos e/ou promotores de investimento turístico locais, por iniciativa própria ou a solicitação dos municípios, em sessões municipais ou alargadas.
e) Colaborar com os serviços municipais responsáveis por licenciamentos turísticos, no enquadramento, acompanhamento e intermediação com o Turismo de Portugal, IP, de projectos de investimento turístico no concelho, bem como na participação em comissões de vistoria a empreendimentos turísticos, sempre que solicitado através de comunicação formal.
 
 
 
 
 
 
 
CLÁUSULA 3
Responsáveis
1. A responsabilidade pelo conteúdo das comunicações da TCP e pela organização interna dos deveres da TCP inscritos neste Protocolo é do Núcleo de Apoio aos Empresários, Empreendedorismo e Investimento Turístico, contactável através do número de telefone e do endereço electrónico goncalo.gomes@turismodocentro.pt
2. A responsabilidade pelo conteúdo das comunicações da CM e pela organização interna dos deveres da CM inscritos neste Protocolo, é daxxx, contactável através do número de telefone xxx e do endereço electrónico xxx
3. Os responsáveis das partes podem ser substituídos, a qualquer altura, por parte dos representantes das partes, devendo a alteração ser comunicada à outra parte.
 
CLÁUSULA 4
Comunicações
As comunicações mencionadas nas cláusulas 1.ª, 2.ª e 3.ª devem ser efectuadas, por qualquer meio escrito, para a morada, número de fax ou endereço de correio electrónico oficiais das entidades, salvo se, por acordo entre os representantes das partes, forem definidos outros números ou endereços que substituam os referidos.
 
CLÁUSULA 5
Vigência
O presente protocolo inicia a produção de efeitos na presente data e tem a duração de um ano, renovando-se automática e sucessivamente por iguais períodos.

13.7.16

FATURA DA AGUA EM TOMAR É AINDA ELEVADA, MAS BAIXOU NOS ULTIMOS ANOS

Os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) de Tomar, há uns dias lançaram o seguinte esclarecimento, que se impõe recuperar:
 
COMUNICADO
Estando a circular nas redes sociais uma informação que não corresponde à verdade, relativa à comparação do custo da água entre municípios, ao afirmar que Tomar está no grupo dos municípios com água mais cara, cumpre-nos prestar o seguinte esclarecimento público:
 
- Esta informação tem por base a divulgação de um estudo comparativo sobre o assunto, baseado num estudo realizado pela DECO e enquadrado no benchmarking  (processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações) efetuado pela ERSAR e estendido a todo o território nacional, mas ainda só atualizado até ao ano de 2014.
Quadro resumo apresentado pelo Estudo da DECO
 
Nesse sentido, consideramos que:
– Só tem comparação aquilo que realmente pode ser comparado, ou seja, um estudo só pode ter padrões de comparação se as realidades forem semelhantes;
 
– Pelo contrário, os concelhos que, no estudo utilizado pela referida informação, serviram de bitola de comparação com os SMAS de Tomar, não são comparáveis com a nossa realidade.
 
– Assim, baseados no mesmo estudo da DECO e fazendo um estudo de comparação com algumas Entidades Gestoras que, dentro de uma mesma realidade, poderão ser comparadas com estes SMAS (abastecimento de água e saneamento de águas residuais fornecidos pela mesma empresa em alta – Águas de Lisboa e Vale do Tejo S.A.), chegamos a resultados completamente diferentes, sistematizados no quadro seguinte:


Terminada a exposição do comunicado, impõe-se ainda outra avaliação, a qual só pode ter como enquadramento o mesmo estudo da DECO.

Ou seja, sendo elevado o preço da fatura da água - que inclui, volta-se a referir as componentes de consumo de água, de saneamento básico e de recolha de resíduos sólidos, o mesmo teve uma redução a partir de 2015, fruto da aplicação e novos tarifários, realizados pela gestão socialista dos SMAS. Ou seja, em conclusão:

- No quadro dos Concelhos servidos pela entidade Aguas de Lisboa e Vale do Tejo, o preço da fatura em Tomar é a segunda menor;

- No quadro dos Concelhos de dimensão equivalente da região (Ourém, Leiria, Alcobaça, Santarém e Torres Novas), mas servidos por entidades diferentes, o preço da fatura em Tomar está em linha com os Concelhos de Leiria/Alcobaça, mas menor em cerca de 5% e é maior que os restantes em cerca de 10-15%;

- Na análise da evolução dos preços e das políticas sociais de apoio, em Tomar os preços estão a baixar e os apoios sociais a aumentar, ao contrário do que acontece em todos os Concelhos de dimensão equivalente, cujos valores das faturas não param de aumentar.

Ou seja, com a gestão socialista iniciada em outubro de 2013, o problema de PREÇOS ELEVADOS, começou a ser corrigido, com o novo tarifário que entrou em vigor em 2015.

Que há mais para fazer? Sem dúvida que há e haverá cada vez mais soluções técnicas para um pagamento diferenciado, dos resíduos sólidos por exemplo e espaço para colocar as instituições a pagar o justo valor - situação que se iniciou com o novo tarifário de 2015, e aumentar os descontos para famílias numerosas e com baixos recursos.

Se a fatura da água é MUITO ELEVADA, ela deve-se à alteração de tarifário de 2004, implementada pela administração de maioria PSD, que quase duplicou a fatura, do então Presidente Paiva e, a primeira vez que tal começou a ser corrigido foi agora, por isso convenhamos que ESTE É O CAMINHO.

11.7.16

Município resolve em definitivo a gigantesca dívida à ParqT

A presidente Anabela Freitas marcou para esta segunda-feira, dia 11 de julho de 2016, uma reunião de câmara municipal, com o objetivo de que esta aprove um acordo de regularização de dívida a ser homologado pelo Tribunal Administrativo e assim, dar por extinto o processo de execução que a ParqT interpôs e ganhou (em Março deste ano) contra o Município, referente à construção e ao contrato de concessão do Parque de Estacionamento da Praça da República/Rua Dr.Sousa e ao estacionamento tarifado à superfície da cidade - onde estavam implicados um máximo de 1200 lugares a tarifar.
 
A presidente do Município de Tomar, deu nesta sexta-feira, à Rádio Hertz a explicação circunstanciada do processo e é certo que aproveitará a reunião de câmara para complementar as informações e abordagens já realizadas.
 
Dívida total de 6.475.000€, que deveria ter sido paga integralmente até 30/6/2011, vencendo-se portanto a partir de 1 de julho de 2011, toda a dívida, bem como juros a 4%, acrescidos de uma clausula de penalização de 5%, perfazendo assim juros anuais de 9%, que foi contestada e que se perdeu em Março de 2016, em Tribunal.
 
Recordo que nunca o PS aceitou o acordo estabelecido em 2011, tendo exercido os seus vereadores (Becerra Vitorino e eu próprio) o voto contra o mesmo, tendo posteriormente aprovado uma proposta dos independentes para o envio do processo à Procuradoria Geral da República e à IGAL, tendo a primeira se decidido pelo arquivamento e a segunda introduzindo a avaliação do processo nas suas auditorias ordinárias que entretanto foram realizadas, as quais apuraram a incorreta titulação de várias componentes da dívida existente.
 
Sempre defendi e aconselhei, no exercício das anterior funções que tive no Gabinete da Presidência, da importância de ser tentado um acordo - plano de regularização e dívida, uma vez que a dívida que estava vencida, de mais de 6 milhões€, levava a problemas graves de contabilidade, deixando sempre os últimos meses de cada ano, sem que o município pudesse assumir quaisquer encargos financeiros novos, em virtude da aplicação da Lei dos compromissos e pagamentos em atraso.
 
Mas as leis de orçamento de estado em vigor até 31/12/2015, não permitiam que os Municípios realizassem, a este nível que era aqui exigido, acordos de regularização de dívidas. Seria então com a entrada em vigor do atual Orçamento de Estado, já em Abril de 2016, que a oportunidade legal surgiria em definitivo.
 
 
QUANTO DEVEMOS AFINAL?
 
Esta é uma das grandes questões, desde a primeira hora em que no contexto da atual governação, quem sobre ela se debruçou teve dificuldade em apurar.
Desde logo porque sendo o valor inicial de 6,475 milhões€, os montantes dos juros a pagar nunca foram fáceis de contabilizar, mas tendo em conta as abordagens mais realistas, atualizado o valor para final de julho de 2016, aí a dívida - de capital e de juros, ascenderia a 6,9 milhões€, apesar de durante estes 4 anos já terem sido pagos cerca de 2 milhões de capital e de juros.
 
 
QUANTO  NOS CUSTOU A DECISÃO DE ACORDO EM 2011?
 
Essa é afinal uma conta mais fácil de fazer: Se em 2011 devíamos 6,475 milhões€, se entretanto pagámos 2 milhões€ e se no final deste mês deveríamos (se nada tivesse sido feito) 6,9 milhões€, significa que essa decisão, contra a qual me bati, contra a qual o PS votou, custou-nos a todos cerca de 2,5 milhões€, aos quais acrescem os honorários do escritório de advogados, que havia sido contratado pelo anterior executivo e que foi mantido.
 
 
COMO FUNCIONA O ACORDO QUE SERÁ FEITO
 
É no fundo simples:
- as duas partes acordam o valor em dívida, que terá sido feito pelo valor de 6,65 milhões€;
- acordam o prazo de pagamento, que terá sido de 11 anos, com o primeiro dois de carência de amortização de capital;
- acordam o juro a que será remunerado o valor de capital em dívida, que segundo a informação disponível ronda os 1% (e não aos anteriores 9%);
- levam o acordo junto do Tribunal para homologar e juntar às sentenças já transitadas em julgado sobre o assunto;
- a parqT cede os créditos acordados a entidades bancárias, que com uma comissão lhes disponibilizam de imediato a totalidade do acordado, onde o Município colaborou para encontrar as melhores soluções;
- o Município começa, no mês seguinte, a pagar o acordado, já não à ParqT, mas sim às entidades bancárias.
 
 
QUANTO VAI MESMO O MUNICÍPIO PAGAR
 
Partindo do pressuposto que o Município paga regular e mensalmente o acordado, de 6,9milhões€ em 2016 pagará cerca 30mil€, em 2017 300mil€, em 2018 400mil€, em 2019 500mil€, e assim sucessiva e crescentemente até ao mês de julho de 2027. Esta opção, visa naturalmente acomodar o final de empréstimos realizados nas últimas décadas e que entretanto irão terminando, sem aumentar significativamente o esforço de compromisso financeiro do Município ao longo dos anos de vigência deste acordo.


ESTA REGULARIZAÇÃO DE DÍVIDA É UM NOVO EMPRÉSTIMO?

Não. Não é porque a dívida já existe, tinha sentença judicial transitada em julgado, juros previstos e que se venciam todos os meses e, apesar deste montante ser elevado, todos os dias as entidades publicas fazem acordos de pagamento com os fornecedores e, sendo uma dívida exigível de curto prazo 8de fornecedores), pelo valor total, ela apenas passa a ser lançada como dívida de capital e, na ótica da contabilidade pública, apenas no mês em que é devido.

O Município paga, só que com a simultânea cessão do crédito por parte da ParqT a entidades bancárias, paga a estas e não ao credor inicial. E isso é um ato administrativo de responsabilidade exclusiva do presidente da Câmara

Não é também um empréstimo, porque estes têm normalmente garantias reais seja através de hipoteca de bens ou de créditos do estado, sendo que neste caso faz fé para o acordo, apenas a deliberação de câmara, onde é assumido o valor definitivamente em dívida, os juros e o modo de pagamento dessa mesma dívida - que já existia


QUANTO POUPA O MUNICÍPIO COM ESTE ACORDO

Outro valor difícil de encontrar, mas com alguma aproximação bastará pensar que os juros mensais do acordado em 2011 (a 9% ao ano), ascendiam a um valor de cerca de 48.500€/mês e que agora ascendem a apenas a 5.800€/mês, havendo assim nos primeiros meses, antes de qualquer amortização, uma poupança da ordem dos 42.700€, havendo por isso uma poupança, ao longo dos 11 anos, que pode ascender a cerca de 3 milhões€, mais os honorários dos advogados que nestes 4 anos já terão ascendido a um valor superior a 300.000€...

Em resumo:
A grande diferença de 2011 (gestão PSD) para 2016 (gestão PS), com este acordo é o de que os juros eram de 9%/ano e agora serão de cerca de 1%/ano, que entretanto se aumentou a responsabilidade financeira em 2,5 milhões€, acrescidos de 300.000€ para advogados e que se vão conseguir poupar pelo menos 3milhões€ em juros e, no final, o Parque de Estacionamento ficar-nos-á pela módica quantia de quase 10 milhões€.

Parece-me ser evidente que é para aprendermos a não repetir este monumental erro de gestão. 
 

9.7.16

3 (três), 5 (cinco) e 7 (sete) ... Uma explicação Maçónica!

Em Maçonaria os números têm significado, ou não estivéssemos a falar dos "construtores dos Templos", no fundo aqueles que dominando a "mágica" dos números, afinal os usavam para erigir as mais amplas e nobres catedrais reias, e que hoje constroem, ou pelo menos parece pretenderem, construir as do Saber.
 
Mas afinal o que será o 3, o 5 e o 7, em Maçonaria?
 
{3}
Três compõem uma Loja [expressão importada do Inglês, onde começou a Maçonaria especulativa - na Escócia, Lodge, onde tanto quer dizer habitação, como edifício, mas cuja origem tem a ver com a designação dada ao que em Português significa cabana], porque houve três Grão-Mestres [que é o líder de todo um "povo" Maçónico e eleito por todos os seus membros, com o grau de Mestre e pode presidir a todas as reuniões, de todas as Lojas do respetivo "povo" - designado na Maçonaria por obediência], empregados na construção do Templo de Salomão [o mítico Templo Bíblico, do mais relevante dos Reis dos Judeus - Salomão].
 
{5}
Cinco, porque todo o Homem é dotado de cinco sentidos.
 
{7}
Sete, porque há sete ciências liberais.
 
Fernando Pessoa, o iniciado que mais longe levou a sua Mensagem, esclarece: 
"Loja é o arcano, ou a Arca da Verdade.
O Mestre que preside e os dois que estão com ele no Governo da Loja são o símbolo das três verdades fundamentais (ou cabalísticas).
Os dois que com estes três formam os Cinco que completam a Loja, são símbolos dos dois princípios externos, por meio dos quais a Verdade não é ERRO.
E os outros dois, pelo meio dos quais a Loja fica perfeita, são os símbolos dos dois últimos princípios, por maio dos quais a Verdade pode descer ao nosso conhecimento, se nós soubermos subir a ela."
 
 
Em resumo:
Três a dirigem, Cinco a iluminam e Sete a tornam Justa e Perfeita [À Loja]
Os três que a dirigem são o Venerável e os dois Vigilantes. Estes dignatários, acrescidos do Orador e do Secretário, são as chamadas Luzes da Loja, mas é necessário que sete membros, pelo menos, estejam reunidos para procederem a iniciações regulares...

7.7.16

Festa Templária evoca o cerco ao Castelo de 1190

A nossa Festa Templária, que este ano evoca o Cerco Árabe de 1190, valentemente defendido por um Gualdim-Pais já idoso, realiza-se a partir de hoje dia 7 a domingo dia 10 de julho e este ano, pela primeira vez terminará na Igreja Matriz Templária - a Igreja de Santa Maria dos Olivais.
 
É a primeira vez que a Festa Templária tem relação direta com um facto histórico, permitindo assim reler os lugares, desde logo a Mata dos Sete Montes e a Porta do Sangue, assim chamada em memória desta batalha, mas também a Igreja Templária, isto depois de se atravessar a antiga ponte romana, locais onde uma grande surpresa nos espera a todos…

[Programa e demais informações, em www.festatemplaria.PT]

Porta do Sangue, onde se recriará o Cerco ao Castelo, nas noites de quinta e sexta-feira
Orgulho-me de ter tido em 2010, com a equipa que então coordenava a partir do Turismo Municipal, de excelentes colaboradores permanentes e eventuais, com a ajuda estratégica permanente do então Secretário Leonel Graça e, no âmbito das comemorações dos 850 anos do início da construção do Castelo Templário, que então se foram assinalando, desenvolvido a primeira evocação do Cerco ao Castelo de 1190, com a prestimosa colaboração da Associação Templ'Anima.
 
O facto irá sendo esquecido à medida que mais eventos e integração de momentos históricos formos fazendo e, disso me orgulho ainda mais, significando o acerto do que teve o seu início, sendo sempre ótimo quando se esquece o como começou, porque o importante é mesmo o que se faz. E isto, permitam-me, está a fazer-se bem e deve ser valorizado. É esta gestão Municipal que o está a fazer, mas se fosse outra de igual forma valorizaria o facto, porque importa resolver problemas e fazer os caminhos adequados para bem da comunidade Tomarense.
 
Este ano volta este evento a ter financiamento e, segundo os valores aprovados pelo Turismo do Centro, a despesa máxima elegível para este projeto poderia ir até 120.000€, candidatura que foi o ano passado apresentada pelo promotor – Município de Tomar, através da respetiva ficha de projeto, com a sinopse adequada. Claro que nunca se irá sequer aproximar deste valor o investimento realizado, pois os tempos são de respeito pela utilização criteriosa dos meios financeiros e este tipo de eventos, deve ter sempre por base a sua sustentabilidade financeira.

Com um programa de 4 dias, onde em todos eles existirá animação de rua, uma feira de artesanato e gastronomia medieval, com a adesão dos restaurantes, na promoção de ementas alusivas à época, isto para além de envolver todas as freguesias do concelho e um número elevado de associações, contando ainda também este ano com a participação dos parceiros espanhóis de Ponferrada – região de Leão. 
 
Aliás, nesse contexto, o ano passado, sem qualquer financiamento, houve a oportunidade de experimentar diferentes e novas abordagens da Festa, a qual constituiu um assinalável progresso em relação às anteriores, com um maior envolvimento e clara assunção de coordenação realizada pelo Município e com as Associações e Freguesias - que pela primeira vez participaram todas, fazendo o que lhe competia nessa matéria e procurando otimizar os contributos dos parceiros.
 
Claro que este ano, novos elementos foram possíveis de adicionar à Festa, o envolvimento dos restaurantes e demais comerciantes há-de ser maior, bem como o cortejo e a animação regular.
Juntar, não dividir. Acrescentar, não subtrair. Essa foi sempre a minha visão, quando tive responsabilidades executivas (como vereador, 2010-13) e sempre a minha sugestão, quando tive responsabilidade consultivas (como membro do gabinete da presidência, 2014-15). Julgo ser assim que se constrói o futuro.
 
Que seja uma boa Festa para todos e que consigamos recuperar a capacidade de construir um futuro à medida e em respeito pelo passado. A História ensina-nos: porque por vezes insistimos em não aprender?

5.7.16

"Só é vencido, quem desiste de lutar" - Salgado Zenha: o líder perdido

Francisco de Almeida Salgado Zenha, nascido a 2 de maio de 1923, foi um advogado e político português que dizia frequentemente que "Só é vencido, quem desiste de lutar", na assunção de princípios onde o homem que nunca desfaleceu nas suas lutas e a quem todos reconheciam uma grande disponibilidade para a ação.
 
Salgado Zenha nunca deixou, em momento algum, de deixar de erguer a sua voz para defender os seus ideais. De quem com ele privou durante décadas, destacavam-lhe e elogiavam-lhe a serenidade, a confiança, a tenacidade e a perseverança, mas, sobretudo, a tolerância e os esforço que fazia para compreender o seu semelhante. Segundo o seu colega de profissão, José Carlos Vasconcelos, "ele tinha uma visão de longo alcance e defendia o que considerava melhor para o País, mesmo que isso lhe trouxesse - a si, ao PS o seu partido de sempre, prejuízos imediatos".
 
No início dos anos 40 do século XX, estava em Coimbra a cursar Direito e era comunista, mas não integrava o principal movimento "diferente" existente na academia coimbrã ao tempo: o grupo neo-realista.
 
Foi eleito Presidente da Associação Académica de Coimbra, em dezembro de 1944, tendo sido o primeiro a ser eleito pelos estudantes em assembleia magna.
Mas o seu mandato durou escassos meses, uma vez que em maio se recusou a participar numa manifestação de agradecimento a Salazar, pela neutralidade de Portugal na II Guerra Mundial.
 
Conheceu Mário Soares em 1946 nas Juventudes Comunistas Portuguesas e com ele estabeleceu uma amizade que durou décadas, tendo começado a exercer a advocacia em 1948, especialmente em defesa dos presos políticos e católicos críticos do regime fascista português.
 
Esteve envolvido nas campanhas de Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958), tendo sido várias vezes detido pelas suas opiniões e ação política constante, mesmo quando se afastou do movimento comunista e integrou primeiro a resistência republicana e socialista, depois a ação socialista portuguesa, da qual viria a surgir em 1973 o Partido Socialista, do qual foi membro fundador.
 
A amizade entre Zenha e Soares era mítica e nos primeiros comícios do PS, após o 25 de abril de 1974, muitas das vezes se ouvia o slogan: "Mário e Zenha, não há quem os detenha!".
 
Foi o Ministro da Justiça dos quatro primeiros governos provisórios instalados em Portugal, entre 1974 e 1975 e das Finanças no VI Governo Provisório, tendo sido a sua maior atuação a negociação da legalização do divórcio civil dos casamentos católicos e a luta que travou contra  a unicidade sindical, defendida pelos comunistas, na tentativa de manter única a central sindical CGTP-Intersindical, sem garantir o pluralismo de representação dos trabalhadores, na boa senda estalinista.
 
Foi nesta ocasião que terá realizado o seu mais eloquente e importante discurso da sua vida, contra a unicidade sindical, em janeiro de 1975, num espetacular comício no Pavilhão dos Desportos em Lisboa.
 
Depois das eleições legislativas de 1976, com a vitória do PS com maioria relativa, Salgado Zenha assumiu a liderança do grupo parlamentar, tendo aí começado as divergências com Mário Soares, as quais definitivamente se deterioraram em 1980 quando Soares retirou o apoio à candidatura presidencial de Ramalho Eanes, o que levou à maior crise de sempre - até 2014, com a luta entre Seguro e Costa, que se observou no PS. Nessa altura praticamente todo o Secretariado Nacional, escolhido por Soares, decidiu desautorizar o então secretário-geral, com Zenha a liderar esse movimento e apoiar Ramalho Eanes o que levou à situação histórica única em que um Secretário-Geral de um Partido se tenha "auto-suspendido" até às eleições.

Ramalho Eanes ganharia, Soares retomaria a liderança do PS e nas eleições legislativas seguintes (1983), todos os que estiveram contra ele foram afastados das listas de deputados, onde pontuavam além de Salgado Zenha, Jorge Sampaio e António Guterres.

Em 1985 Salgado Zenha encenou o último ato da sua brilhante carreira política: a candidatura à presidência da República às eleições de 1986, contra o seu amigo Mário Soares. Entregou o cartão de militante do PS e apresentou-se como o candidato do PCP e do Partido Renovador Democrática, entretanto criado pelo então presidente Eanes.

Apesar de todos esses apoios e, já agora do meu primeiro voto em eleições presidenciais (e o segundo da vida), Zenha obteve 21% dos votos não tendo conseguido passar à segunda volta, que viria a ser disputado por Freitas do Amaral e por Mário Soares.

A partir daí saiu de cena da política ativa, tendo falecido em Lisboa em 1993 e, quem o conheceu, diz que se ele não tivesse desaparecrido prematuramente, Portugal seria hoje um País melhor.

"Não basta que preguemos a amizade: é necessário também merecê-la de parte a parte.
Não basta que homenageemos a liberdade, é necessário também respeitarmos os outros nas suas convicções morais e culturais: isso é tolerância.
Não basta discursarmos sobre a solidariedade: é necessário que a sintamos como a exigência máxima da humanidade.
Solidariedade para com o nosso próximo e, mais do que isso, para com todos os povos do mundo!", disse na sua última aparição pública

Um homem, um líder, que falhou o seu acesso à presidência, mas ganhou o seu lugar na História: pela persistência, pelos valores e pela seriedade.

Orgulho-me de lhe ter dado o voto em 1986.

3.7.16

Município candidata Festa dos Tabuleiros à 9ªedição dos Prémios "Gala dos Eventos"

Vai já na 9ª edição, a Gala dos Eventos, onde todos os anos são atribuídos prémios dos mais diversos eventos realizados durante um determinado período em Portugal.
 
O Município de Tomar decidiu apresentar a candidatura do evento "Festa dos Tabuleiros 2015" à 9ª edição, que irá ter a sua Gala no decurso da 12.ª edição da ExpoEventos que se vai realizar nos dias 23 e 24 de janeiro de 2017, no Tryp Lisboa Aeroporto, do Grupo Hoti Hotéis.
 
O Gabinete da ExpoEventos, com o regulamento da 9ª edição dos Prémios da Gala dos Eventos, anuncia os prémios dos sectores dos eventos e do turismo de negócios.
 
Este ano, o prazo das candidaturas abrange um período mais largo, contemplando todos os eventos, produções e serviços, ocorridos em território nacional, com data de realização entre 1 de Janeiro 2015 e 30 de Setembro de 2016, bem como todos os espaços que funcionaram nesse período de tempo, igualmente em território nacional”.
 
Os “Prémios dos Eventos” que nas oito edições já realizadas envolveram a concurso mais de 160 empresas e entidades, contam com a colaboração de uma Comissão de Honra que em simultâneo assume o painel do Júri e da qual fazem parte personalidades de reconhecido mérito nas diversas áreas a concurso.
 
Destinados a incentivar a excelência nos sectores dos eventos e do turismo de negócios, os Prémios da Gala dos Eventos consistem num concurso anual destinado a todas as entidades que operam naquelas áreas. Os Prémios são revelados e os troféus são entregues na cerimónia da Gala dos Eventos que decorrerá em data a designar, integrada na próxima edição da ExpoEventos, “o fórum dos eventos e do turismo de negócios”.
As Categorias e o Prémios a concurso na presente edição, são as seguintes:
  • Categoria Melhor Evento: Prémios Evento Empresarial, Congresso, Evento de Marca, Evento de Motivação e Incentivo, Feira Profissional, Temática e de Consumo, Evento Desportivo, Evento Cultural – Arte, Festivais, Dança, Teatro e Exposições, Evento Musical – Festivais e Concertos, Evento de Formação e Evento Público

  • Categoria Melhor Espaço para Eventos: Prémios Melhores Espaços e Hotéis para Eventos e Congresso de Grande, pequena e média dimensão, Prémio Hotel “Concept” para Eventos, Prémio Espaços Sociais, Culturais e Históricos para Eventos, Espaço para Eventos Desportivo e Espaço de Animação Turística

  • Categoria Melhor Produção: Prémio Audiovisual e Multimédia, Prémio Animação / Performance Artística em EventoPrémio Logística em Evento, Prémio Comunicação e interação Web em Evento, Prémio Produção de Animação Turística , Produção Pirotécnica, Prémio Design e Decoração de Evento, Prémio Inovação em produtos ou serviço para Eventos

  • Categoria “Sustentabilidade em Eventos”: Prémio destinado a Produtos, Serviços, Eventos e Espaços, que se distinguiram pela sua vertente de responsabilidade social e proteção do ambiente.
Como habitualmente, serão atribuídos ainda os prémios especiais extraconcurso de grande importância, como o Grande Prémio da Gala dos Eventos, o Prémio Personalidade dos Eventos e o Prémio Revelação.
 
A candidatura de Tomar é justificada com o impacto com a sua realização, que ascende a 800.000 visitantes, durante todos os dias do evento, dando naturalmente nota de que no ano anterior à Festa, com a chamada reunião do povo, a qual é convocada pelo Presidente da Câmara Municipal, em que a população do concelho decide a realização ou não, da Festa no ano seguinte e isto, normalmente de quatro em quatro anos.

Feita, ato contínuo, a escolha do mordomo dentro os presentes, o qual será o responsável máximo pela realização da Festa e pela constituição de uma comissão que com ele irá trabalhar e da qual também fazem parte por inerência do cargo os Presidentes da Câmara a Assembleia Municipais, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, o Vigário Geral de Tomar - da Igreja Católica e os Presidentes de Junta de Freguesia do concelho.

A Festa tem assim, o seu anúncio solene em Domingo de Páscoa, com a Procissão das Coroas e Pendões do Espírito Santo pelas ruas da cidade, repetida hoje por um total de 7 domingos, até a data da Festa, que em tempos coincidia com o solstício de Verão, mas desde há umas décadas se realiza na primeira semana de julho, com uma duração variável, mas que em 2015 foi de 10 dias.

A Festa, como sabemos, integra vários cortejos, entre eles o Cortejo Principal, que em 2015 contou com mais de 700 Tabuleiros, além de diversas exposições, colóquios, espetáculos musicais, arraial popular, ruas populares ornamentadas com flores de papel, entre muitas outras iniciativas .

Foi portanto informado quais os momentos principais da Festa: - Cortejos das Coroas e Pendões do Espírito Santo;
- Cortejo das Crianças (dito dos Rapazes, apesar de ser composto por ambos os sexos, normalmente no domingo anterior ao cortejo principal);

- Cortejo do Mordomo;
- Abertura das Ruas Populares Ornamentadas, que em 2015 estiveram abertas 3 dias;
- Cortejos Parciais dos Tabuleiros, no sábado antes do cortejo principal;
- Cortejo dos Tabuleiros, do domingo;
- Cortejo das Distribuição do Bodo, na segunda-feira.


Espera-se agora que esta candidatura, a qual será circunstanciadamente informada nesta segunda-feira (4/julho), na respetiva reunião da Câmara Municipal, tenha o maior sucesso nesta verdadeira montra do setor Turístico.


Nota - referências:
http://www.expoeventos.org/
Cortejo dos rapazes
Cortejo principal