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9.7.16

3 (três), 5 (cinco) e 7 (sete) ... Uma explicação Maçónica!

Em Maçonaria os números têm significado, ou não estivéssemos a falar dos "construtores dos Templos", no fundo aqueles que dominando a "mágica" dos números, afinal os usavam para erigir as mais amplas e nobres catedrais reias, e que hoje constroem, ou pelo menos parece pretenderem, construir as do Saber.
 
Mas afinal o que será o 3, o 5 e o 7, em Maçonaria?
 
{3}
Três compõem uma Loja [expressão importada do Inglês, onde começou a Maçonaria especulativa - na Escócia, Lodge, onde tanto quer dizer habitação, como edifício, mas cuja origem tem a ver com a designação dada ao que em Português significa cabana], porque houve três Grão-Mestres [que é o líder de todo um "povo" Maçónico e eleito por todos os seus membros, com o grau de Mestre e pode presidir a todas as reuniões, de todas as Lojas do respetivo "povo" - designado na Maçonaria por obediência], empregados na construção do Templo de Salomão [o mítico Templo Bíblico, do mais relevante dos Reis dos Judeus - Salomão].
 
{5}
Cinco, porque todo o Homem é dotado de cinco sentidos.
 
{7}
Sete, porque há sete ciências liberais.
 
Fernando Pessoa, o iniciado que mais longe levou a sua Mensagem, esclarece: 
"Loja é o arcano, ou a Arca da Verdade.
O Mestre que preside e os dois que estão com ele no Governo da Loja são o símbolo das três verdades fundamentais (ou cabalísticas).
Os dois que com estes três formam os Cinco que completam a Loja, são símbolos dos dois princípios externos, por meio dos quais a Verdade não é ERRO.
E os outros dois, pelo meio dos quais a Loja fica perfeita, são os símbolos dos dois últimos princípios, por maio dos quais a Verdade pode descer ao nosso conhecimento, se nós soubermos subir a ela."
 
 
Em resumo:
Três a dirigem, Cinco a iluminam e Sete a tornam Justa e Perfeita [À Loja]
Os três que a dirigem são o Venerável e os dois Vigilantes. Estes dignatários, acrescidos do Orador e do Secretário, são as chamadas Luzes da Loja, mas é necessário que sete membros, pelo menos, estejam reunidos para procederem a iniciações regulares...

7.7.16

Festa Templária evoca o cerco ao Castelo de 1190

A nossa Festa Templária, que este ano evoca o Cerco Árabe de 1190, valentemente defendido por um Gualdim-Pais já idoso, realiza-se a partir de hoje dia 7 a domingo dia 10 de julho e este ano, pela primeira vez terminará na Igreja Matriz Templária - a Igreja de Santa Maria dos Olivais.
 
É a primeira vez que a Festa Templária tem relação direta com um facto histórico, permitindo assim reler os lugares, desde logo a Mata dos Sete Montes e a Porta do Sangue, assim chamada em memória desta batalha, mas também a Igreja Templária, isto depois de se atravessar a antiga ponte romana, locais onde uma grande surpresa nos espera a todos…

[Programa e demais informações, em www.festatemplaria.PT]

Porta do Sangue, onde se recriará o Cerco ao Castelo, nas noites de quinta e sexta-feira
Orgulho-me de ter tido em 2010, com a equipa que então coordenava a partir do Turismo Municipal, de excelentes colaboradores permanentes e eventuais, com a ajuda estratégica permanente do então Secretário Leonel Graça e, no âmbito das comemorações dos 850 anos do início da construção do Castelo Templário, que então se foram assinalando, desenvolvido a primeira evocação do Cerco ao Castelo de 1190, com a prestimosa colaboração da Associação Templ'Anima.
 
O facto irá sendo esquecido à medida que mais eventos e integração de momentos históricos formos fazendo e, disso me orgulho ainda mais, significando o acerto do que teve o seu início, sendo sempre ótimo quando se esquece o como começou, porque o importante é mesmo o que se faz. E isto, permitam-me, está a fazer-se bem e deve ser valorizado. É esta gestão Municipal que o está a fazer, mas se fosse outra de igual forma valorizaria o facto, porque importa resolver problemas e fazer os caminhos adequados para bem da comunidade Tomarense.
 
Este ano volta este evento a ter financiamento e, segundo os valores aprovados pelo Turismo do Centro, a despesa máxima elegível para este projeto poderia ir até 120.000€, candidatura que foi o ano passado apresentada pelo promotor – Município de Tomar, através da respetiva ficha de projeto, com a sinopse adequada. Claro que nunca se irá sequer aproximar deste valor o investimento realizado, pois os tempos são de respeito pela utilização criteriosa dos meios financeiros e este tipo de eventos, deve ter sempre por base a sua sustentabilidade financeira.

Com um programa de 4 dias, onde em todos eles existirá animação de rua, uma feira de artesanato e gastronomia medieval, com a adesão dos restaurantes, na promoção de ementas alusivas à época, isto para além de envolver todas as freguesias do concelho e um número elevado de associações, contando ainda também este ano com a participação dos parceiros espanhóis de Ponferrada – região de Leão. 
 
Aliás, nesse contexto, o ano passado, sem qualquer financiamento, houve a oportunidade de experimentar diferentes e novas abordagens da Festa, a qual constituiu um assinalável progresso em relação às anteriores, com um maior envolvimento e clara assunção de coordenação realizada pelo Município e com as Associações e Freguesias - que pela primeira vez participaram todas, fazendo o que lhe competia nessa matéria e procurando otimizar os contributos dos parceiros.
 
Claro que este ano, novos elementos foram possíveis de adicionar à Festa, o envolvimento dos restaurantes e demais comerciantes há-de ser maior, bem como o cortejo e a animação regular.
Juntar, não dividir. Acrescentar, não subtrair. Essa foi sempre a minha visão, quando tive responsabilidades executivas (como vereador, 2010-13) e sempre a minha sugestão, quando tive responsabilidade consultivas (como membro do gabinete da presidência, 2014-15). Julgo ser assim que se constrói o futuro.
 
Que seja uma boa Festa para todos e que consigamos recuperar a capacidade de construir um futuro à medida e em respeito pelo passado. A História ensina-nos: porque por vezes insistimos em não aprender?

5.7.16

"Só é vencido, quem desiste de lutar" - Salgado Zenha: o líder perdido

Francisco de Almeida Salgado Zenha, nascido a 2 de maio de 1923, foi um advogado e político português que dizia frequentemente que "Só é vencido, quem desiste de lutar", na assunção de princípios onde o homem que nunca desfaleceu nas suas lutas e a quem todos reconheciam uma grande disponibilidade para a ação.
 
Salgado Zenha nunca deixou, em momento algum, de deixar de erguer a sua voz para defender os seus ideais. De quem com ele privou durante décadas, destacavam-lhe e elogiavam-lhe a serenidade, a confiança, a tenacidade e a perseverança, mas, sobretudo, a tolerância e os esforço que fazia para compreender o seu semelhante. Segundo o seu colega de profissão, José Carlos Vasconcelos, "ele tinha uma visão de longo alcance e defendia o que considerava melhor para o País, mesmo que isso lhe trouxesse - a si, ao PS o seu partido de sempre, prejuízos imediatos".
 
No início dos anos 40 do século XX, estava em Coimbra a cursar Direito e era comunista, mas não integrava o principal movimento "diferente" existente na academia coimbrã ao tempo: o grupo neo-realista.
 
Foi eleito Presidente da Associação Académica de Coimbra, em dezembro de 1944, tendo sido o primeiro a ser eleito pelos estudantes em assembleia magna.
Mas o seu mandato durou escassos meses, uma vez que em maio se recusou a participar numa manifestação de agradecimento a Salazar, pela neutralidade de Portugal na II Guerra Mundial.
 
Conheceu Mário Soares em 1946 nas Juventudes Comunistas Portuguesas e com ele estabeleceu uma amizade que durou décadas, tendo começado a exercer a advocacia em 1948, especialmente em defesa dos presos políticos e católicos críticos do regime fascista português.
 
Esteve envolvido nas campanhas de Norton de Matos (1949) e de Humberto Delgado (1958), tendo sido várias vezes detido pelas suas opiniões e ação política constante, mesmo quando se afastou do movimento comunista e integrou primeiro a resistência republicana e socialista, depois a ação socialista portuguesa, da qual viria a surgir em 1973 o Partido Socialista, do qual foi membro fundador.
 
A amizade entre Zenha e Soares era mítica e nos primeiros comícios do PS, após o 25 de abril de 1974, muitas das vezes se ouvia o slogan: "Mário e Zenha, não há quem os detenha!".
 
Foi o Ministro da Justiça dos quatro primeiros governos provisórios instalados em Portugal, entre 1974 e 1975 e das Finanças no VI Governo Provisório, tendo sido a sua maior atuação a negociação da legalização do divórcio civil dos casamentos católicos e a luta que travou contra  a unicidade sindical, defendida pelos comunistas, na tentativa de manter única a central sindical CGTP-Intersindical, sem garantir o pluralismo de representação dos trabalhadores, na boa senda estalinista.
 
Foi nesta ocasião que terá realizado o seu mais eloquente e importante discurso da sua vida, contra a unicidade sindical, em janeiro de 1975, num espetacular comício no Pavilhão dos Desportos em Lisboa.
 
Depois das eleições legislativas de 1976, com a vitória do PS com maioria relativa, Salgado Zenha assumiu a liderança do grupo parlamentar, tendo aí começado as divergências com Mário Soares, as quais definitivamente se deterioraram em 1980 quando Soares retirou o apoio à candidatura presidencial de Ramalho Eanes, o que levou à maior crise de sempre - até 2014, com a luta entre Seguro e Costa, que se observou no PS. Nessa altura praticamente todo o Secretariado Nacional, escolhido por Soares, decidiu desautorizar o então secretário-geral, com Zenha a liderar esse movimento e apoiar Ramalho Eanes o que levou à situação histórica única em que um Secretário-Geral de um Partido se tenha "auto-suspendido" até às eleições.

Ramalho Eanes ganharia, Soares retomaria a liderança do PS e nas eleições legislativas seguintes (1983), todos os que estiveram contra ele foram afastados das listas de deputados, onde pontuavam além de Salgado Zenha, Jorge Sampaio e António Guterres.

Em 1985 Salgado Zenha encenou o último ato da sua brilhante carreira política: a candidatura à presidência da República às eleições de 1986, contra o seu amigo Mário Soares. Entregou o cartão de militante do PS e apresentou-se como o candidato do PCP e do Partido Renovador Democrática, entretanto criado pelo então presidente Eanes.

Apesar de todos esses apoios e, já agora do meu primeiro voto em eleições presidenciais (e o segundo da vida), Zenha obteve 21% dos votos não tendo conseguido passar à segunda volta, que viria a ser disputado por Freitas do Amaral e por Mário Soares.

A partir daí saiu de cena da política ativa, tendo falecido em Lisboa em 1993 e, quem o conheceu, diz que se ele não tivesse desaparecrido prematuramente, Portugal seria hoje um País melhor.

"Não basta que preguemos a amizade: é necessário também merecê-la de parte a parte.
Não basta que homenageemos a liberdade, é necessário também respeitarmos os outros nas suas convicções morais e culturais: isso é tolerância.
Não basta discursarmos sobre a solidariedade: é necessário que a sintamos como a exigência máxima da humanidade.
Solidariedade para com o nosso próximo e, mais do que isso, para com todos os povos do mundo!", disse na sua última aparição pública

Um homem, um líder, que falhou o seu acesso à presidência, mas ganhou o seu lugar na História: pela persistência, pelos valores e pela seriedade.

Orgulho-me de lhe ter dado o voto em 1986.

3.7.16

Município candidata Festa dos Tabuleiros à 9ªedição dos Prémios "Gala dos Eventos"

Vai já na 9ª edição, a Gala dos Eventos, onde todos os anos são atribuídos prémios dos mais diversos eventos realizados durante um determinado período em Portugal.
 
O Município de Tomar decidiu apresentar a candidatura do evento "Festa dos Tabuleiros 2015" à 9ª edição, que irá ter a sua Gala no decurso da 12.ª edição da ExpoEventos que se vai realizar nos dias 23 e 24 de janeiro de 2017, no Tryp Lisboa Aeroporto, do Grupo Hoti Hotéis.
 
O Gabinete da ExpoEventos, com o regulamento da 9ª edição dos Prémios da Gala dos Eventos, anuncia os prémios dos sectores dos eventos e do turismo de negócios.
 
Este ano, o prazo das candidaturas abrange um período mais largo, contemplando todos os eventos, produções e serviços, ocorridos em território nacional, com data de realização entre 1 de Janeiro 2015 e 30 de Setembro de 2016, bem como todos os espaços que funcionaram nesse período de tempo, igualmente em território nacional”.
 
Os “Prémios dos Eventos” que nas oito edições já realizadas envolveram a concurso mais de 160 empresas e entidades, contam com a colaboração de uma Comissão de Honra que em simultâneo assume o painel do Júri e da qual fazem parte personalidades de reconhecido mérito nas diversas áreas a concurso.
 
Destinados a incentivar a excelência nos sectores dos eventos e do turismo de negócios, os Prémios da Gala dos Eventos consistem num concurso anual destinado a todas as entidades que operam naquelas áreas. Os Prémios são revelados e os troféus são entregues na cerimónia da Gala dos Eventos que decorrerá em data a designar, integrada na próxima edição da ExpoEventos, “o fórum dos eventos e do turismo de negócios”.
As Categorias e o Prémios a concurso na presente edição, são as seguintes:
  • Categoria Melhor Evento: Prémios Evento Empresarial, Congresso, Evento de Marca, Evento de Motivação e Incentivo, Feira Profissional, Temática e de Consumo, Evento Desportivo, Evento Cultural – Arte, Festivais, Dança, Teatro e Exposições, Evento Musical – Festivais e Concertos, Evento de Formação e Evento Público

  • Categoria Melhor Espaço para Eventos: Prémios Melhores Espaços e Hotéis para Eventos e Congresso de Grande, pequena e média dimensão, Prémio Hotel “Concept” para Eventos, Prémio Espaços Sociais, Culturais e Históricos para Eventos, Espaço para Eventos Desportivo e Espaço de Animação Turística

  • Categoria Melhor Produção: Prémio Audiovisual e Multimédia, Prémio Animação / Performance Artística em EventoPrémio Logística em Evento, Prémio Comunicação e interação Web em Evento, Prémio Produção de Animação Turística , Produção Pirotécnica, Prémio Design e Decoração de Evento, Prémio Inovação em produtos ou serviço para Eventos

  • Categoria “Sustentabilidade em Eventos”: Prémio destinado a Produtos, Serviços, Eventos e Espaços, que se distinguiram pela sua vertente de responsabilidade social e proteção do ambiente.
Como habitualmente, serão atribuídos ainda os prémios especiais extraconcurso de grande importância, como o Grande Prémio da Gala dos Eventos, o Prémio Personalidade dos Eventos e o Prémio Revelação.
 
A candidatura de Tomar é justificada com o impacto com a sua realização, que ascende a 800.000 visitantes, durante todos os dias do evento, dando naturalmente nota de que no ano anterior à Festa, com a chamada reunião do povo, a qual é convocada pelo Presidente da Câmara Municipal, em que a população do concelho decide a realização ou não, da Festa no ano seguinte e isto, normalmente de quatro em quatro anos.

Feita, ato contínuo, a escolha do mordomo dentro os presentes, o qual será o responsável máximo pela realização da Festa e pela constituição de uma comissão que com ele irá trabalhar e da qual também fazem parte por inerência do cargo os Presidentes da Câmara a Assembleia Municipais, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, o Vigário Geral de Tomar - da Igreja Católica e os Presidentes de Junta de Freguesia do concelho.

A Festa tem assim, o seu anúncio solene em Domingo de Páscoa, com a Procissão das Coroas e Pendões do Espírito Santo pelas ruas da cidade, repetida hoje por um total de 7 domingos, até a data da Festa, que em tempos coincidia com o solstício de Verão, mas desde há umas décadas se realiza na primeira semana de julho, com uma duração variável, mas que em 2015 foi de 10 dias.

A Festa, como sabemos, integra vários cortejos, entre eles o Cortejo Principal, que em 2015 contou com mais de 700 Tabuleiros, além de diversas exposições, colóquios, espetáculos musicais, arraial popular, ruas populares ornamentadas com flores de papel, entre muitas outras iniciativas .

Foi portanto informado quais os momentos principais da Festa: - Cortejos das Coroas e Pendões do Espírito Santo;
- Cortejo das Crianças (dito dos Rapazes, apesar de ser composto por ambos os sexos, normalmente no domingo anterior ao cortejo principal);

- Cortejo do Mordomo;
- Abertura das Ruas Populares Ornamentadas, que em 2015 estiveram abertas 3 dias;
- Cortejos Parciais dos Tabuleiros, no sábado antes do cortejo principal;
- Cortejo dos Tabuleiros, do domingo;
- Cortejo das Distribuição do Bodo, na segunda-feira.


Espera-se agora que esta candidatura, a qual será circunstanciadamente informada nesta segunda-feira (4/julho), na respetiva reunião da Câmara Municipal, tenha o maior sucesso nesta verdadeira montra do setor Turístico.


Nota - referências:
http://www.expoeventos.org/
Cortejo dos rapazes
Cortejo principal
 

1.7.16

Com estacionamento tarifado aprovado será de fechar a Praça da República ao trânsito?

Agora que foi ontem, dia 30 de Junho, decidido na Assembleia Municipal, por 31 votos a favor e apenas 1 contra, tarifar o estacionamento à superfície na Cidade de Tomar, começando agora em quatro zonas específicas: na Av.Cândido Madureira e travessas para a Várzea Grande, na Av. Marquês de Tomar-CTT (que já estava tarifado), nas duas bolsas de estacionamento da Av. Norton de Matos junto ao ex-BES e CGD e ainda na Alameda Um de Março. 

Ficou ainda decidido garantir a todos os comerciantes e residentes das zonas abrangidas pelo estacionamento condicionado - Centro Histórico, e zonas de estacionamento tarifado, o acesso em condições de igualdade, a um dístico para colocar na viatura.
 
No centro histórico fica reservado o estacionamento aos aí residentes e comerciantes. E na Rua João dos Santos Simões (atualmente tarifada em parte), será criada uma bolsa para estacionamento exclusivo dos residentes/comerciantes da Alameda Um de Março.

Mas pensemos mais à frente.

A polémica introdução dos 61 pilaretes na Praça da República, os quais tiveram um preço total de aquisição de cerca de 1.400€, de forma a que não houvesse mais estacionamento abusivo, levou ao (res)surgimento de algumas (boas) ideias.

Destaco desde logo, a do Engº Manuel Alves, que propôs o seu definitivo encerramento, após estudos de circulação.
Concordo com a abordagem!

De facto não é absolutamente necessário manter-se a circulação automóvel na Praça da República, especialmente agora que o estacionamento em todo o centro histórico fica condicionado aos aí residentes ou aí comerciantes.
Para que tal se concretize, atrevo-me a propor a escrutínio público, para depois ter o necessário estudo técnico, as seguintes alterações:

· Haveria entrada de trânsito pela Rua do Pé da Costa de Baixo (Turismo), passagem nas traseiras do Edifício D.Manuel (Câmara) e saída pela Rua Dr. Sousa (no Largo do Pelourinho);

· Haveria entrada de trânsito pela Rua Infantaria 15 e saída pela Rua de S.João, na Rua Everard;

· Haveria inversão de trânsito na Rua Alexandre Herculano, passando esta a ter a circulação idêntica a todas as demais ruas do Centro Histórico;

· A entrada para o Parque de Estacionamento far-se-ia pela Rua do Pé da Costa de Cima e a saída para a Rua Dr. Sousa (inversão do atual sentido)

Até ao fim dos estudos e implementação das alterações, defendo a manutenção dos pilaretes!


29.6.16

Governo não vai privatizar a ADSE

O titular da pasta da saúde garantiu nesta terça-feira, à margem de uma visita ao IPO de Coimbra, que o atual Governo não vai privatizar a ADSE “em nenhuma circunstância”.
 
“Há uma coisa que lhe posso garantir, em nenhuma circunstância o atual Governo promoverá a privatização da ADSE”, afirmou Adalberto Campos Fernandes quando questionado sobre a eventual mutualização do modelo de assistência na doença aos servidores do Estado. Campos Fernandes recordou ainda que a comissão de reforma da ADSE apenas conclui os seus trabalhos na quinta-feira - dentro do prazo estipulado de entregar o trabalho, 30 de junho.
 
Em declarações anteriores na Assembleia da República, a 23 de junho, o ministro admitiu a possibilidade da ADSE vir a ter autonomia e que, até à sua eventual mutualização, haja uma fase transitória onde coexistam duas tutelas.
 
Estará assim garantido o controlo público da ADSE, eventualmente com uma gestão participada com os sindicatos, que são os mais legítimos representantes dos trabalhadores, no fundo aqueles que financiam em exclusivo esta grande entidade.
 
Para Tomar aumentam assim as oportunidades de vir a ter uma Unidade de Saúde, dentro do SNS, mas com mais serviços disponíveis - o que poderia corresponder um ganho na oferta de serviços de saúde instalados em Tomar, evitando que muitos dos subscritores deste subsistema se tenham de deslocar a Santarém, Leiria ou Coimbra, para consultas e intervenções cirúrgicas.
 
Com um impacto cada vez maior na vida de mais de quase dois milhões de portugueses, a ADSE, financiado com 3,5% dos descontos dos trabalhadores em funções públicas e dos aposentados da mesma. De recordar que estes trabalhadores - da função pública e aposentados, financiam o SNS através do Orçamento de Estado, ou seja dos impostos tal como todos os outros trabalhadores e ainda descontam MAIS 3,5% para este seu sistema de saúde.
 
Pode acompanhar aqui as mais recentes notícias da ADSE, no seu novo instrumento de comunicação - a NewsLetter.

27.6.16

Nova dinâmica comunicacional da Proteção Civil de Tomar

NOTA: Dado o período estival, as atualizações deste Blog passarão a ser apenas de dois em dois dias.
 
 
Depois de ter sido dos primeiros locais a serem dinamizados com um site próprio e com o facebook oficial, no decurso dos anos de 2010-11, desculpem alguns mas foi mesmo durante a vereação socialista do mandato passado por mim coordenada,  a Proteção Civil Municipal de Tomar, está agora mais ativa, num momento em que a presidente da Câmara, Anabela Freitas, assume cada vez mais as àreas operacionais do Município e a eles dando visibilidade.
 
Facebook oficial da Proteção Civil em Tomar.
 
Antigo site da Proteção Civil em Tomar.
 
As notícias mais recentes são relativas ao balanço de atividade semanal da proteção civil, retomando um bom hábito que havia sido iniciado, ainda que de forma limitada, em 2011 e aquelas que à Equipa relativa às estruturas colapsadas (BREC), dos nossos Bombeiros Municipais e à nova recruta em curso, que é a primeira depois daquela que foi também iniciada em 2011.
 
Um bom exemplo de comunicação e de trabalho organizado e estratégico.
 
Equipa BREC, dos Bombeiros Municipais de Tomar, que este Domingo estiveram em treino na antiga Cerâmica da Portela
A dúzia de recrutas dos Municipais de Tomar, também este Domingo em formação e treino
 

25.6.16

Grandella - o Maçon das obras sociais e comerciante

De seu nome Francisco de Almeida Grandella, nasceu em 1853, na vila ribatejana de Aveiras-de-cima, filho do médico Francisco Maria de Almeida Grandella.
Armazens Grandella - Lisboa
Aos 11 anos teve de interromper os estudos e demandar a Lisboa onde foi marçano numa loja da Rua dos Fanqueiros, tendo criado em 1881, a Loja do Povo e, mais tarde, os Armazéns Grandella, inspirados nos então famosos Armazéns Printemps, de Paris, os quais conheceram assinalável prosperidade, até que em 1988 arderam no célebre Incêndio do Chiado, 54 anos após a morte do fundador.
Foi um dos primeiros entusiastas do dia de descanso semanal - que então não existia em Portugal, tendo nesse sentido fundado o Jornal "O Domingo" e mais tarde o jornal "Federação Comercial".
Depois de estabelecido no ramo comercial, fundou diversas fábricas de móveis e de têxteis, tendo sido ainda um dos fundadores do Teatro dos Condes e do então célebre clube dos Makavenkos, que mais não era do que um clube secreto de polígamos, em que decerto as orgias romanas serviam de inspiração, mas onde se preparou a estratégia final de derrube da Monarquia Portuguesa.
Bairro Grandella - S.Domingos Benfica
Em Benfica fundou um Bairro Social, para os seus trabalhadores - ainda hoje existente, onde havia creche e escola primária que, para os Maçons e para os Republicanos, o investimento na aprendizagem era e é essencial, para espalhar as verdades que apreendem nos ritos que professam.
Escola Primária de Aveiras de cima
Mas a primeira Escola Primária, das cinco que mandou construir, foi em 1906 sobre a antiga casa paterna, em Aveiras, desde o início criada como escola mista e gratuita, tendo funcionado aí o ensino primário, até 1992, onde ainda hoje impressiona pela arquitetura neo-clássica, de verdadeiro Templo do saber, onde os aprendizes se fazem companheiros...
Republicano, maçon e carbonário, amigo íntimo de Afonso Costa, integrou a comissão de resistência da maçonaria, que teve um papel crucial na preparação do 5 de outubro de 1910 e que era constituída por Miguel Bombarda, Machado dos Santos, pelo próprio Grandella, José Júnior e José Simões Raposo.
Escola primária de Alcoentre
Toda a obra social que financiou doou, em vida, ao Estado, tendo falecido no seu Palacete da Foz do Arelho já em plena ditadura (em 1934).
Palacete Grandella na Foz do Arelho (hoje INATEL)

24.6.16

Reino Unido quer o seu País de volta e nós Europeus, queremos a Europa de volta?

O Reino Unido decidiu, por 51,9% contra 48,1%, sair da União Europeia, num processo que poderá demorar cerca de dois anos a concretizar-se.
 
Além das consequências imediatas, com a natural queda das Bolsas Mundiais, a começar pelas europeias (Londres incluída), da desvalorização acelarada da Libra estrelina (moeda usada no Reino Unido), face a todas as moedas de referência incluindo o Euro e deste face ao Dólar, um verdadeiro Tsunami político se espera para os próximos tempos por toda a Europa, a começar pelo próprio Reino Unido.
 
Deste logo, este não é mais do que um episódio expectável de uma Europa à deriva, sem estratégia que interesse aos cidadãos, que se excluiu de uma atuação concertada na defesa das suas vidas e dos seus interesses: só a finanças e os "grandes negócios" parecem interessar aos, auto indigitados poderes, não escrutinados, não eleios, não reconhecidos, dos cidadãos europeus.
 
Os ingleses e os galeses votaram pela saída, especialmente os dos escalões etários mais elevados, enquanto os mais jovens, os irlandeses do norte e os escoceses optaram por votar maioritariamente para ficar na UE. Isto vai afetar a política interna do próprio Reino Unido, podendo levar a um novo referendo na quse soberana Escócia, para se desligar formalmente do Reino Unido e se manter na UE, como Estado independente. Já a situação da Irlanda do Norte, de maioria protestante, dado o problema da "guerra" sempre latente entre católicos e protestantes terá um dilema complicado para se "fundir" com a católica Republica da Irlanda.
 
Quanto aos restantes 27 Paises da UE que restam, o panorama não é animador dado que já se levantam vozes a pedir referendos em França, na Holanda, na Suécia e não tarda noutros paises, através dos respetivos movimentos e partidos populistas e nacionalistas. E vão ter quem os escute, uma vez que há um cada vez maior descontentamento popular em relação às decisões, ingerências e prepotência de funcionários europeus, com intervenções técnicas, quando o que são precisas são intervenções políticas. Este não é aliás um problema único na Europa, pois que se observa cada vez mais a niveis de poder como são as autarquias por exemplo, onde muitas das vezes os políticos em lugar de conduzirem as organizações, são por estas conduzidas...
 
Com eleições na Espanha no Domingo, onde a onda de choque vai obrigar o povo espanhol a uma forte "ginada" à direita e aos nacionalismos/regionalismos, com Marine Le Pen a caminho de ser consagrada Presidente da Republica Francesa e o movimento populista de Pepe Grilo, que recentemente conquistou a capital Italiana Roma, além da simbólica cidade de Turim, em vias de se tornar liderante na Itália, com a quase eleição do lider da extrema direita austríaca para Presidente desta República de referência na História Europeia, depois dos nacionalistas Hungaros estarem há anos no poder nesse País, está visto que o caldo só pode entornar, se nada de substancial for feito e muito rapidamente. [O que duvido que venha a ser feito, muito sinceramente]
 
Se pensarmos que dentro de pouco tempo podemos ter Trump como Presidente Americano, com o mesmo tipo de abordagem, está visto que a Guerra, sob a qual vivemos há já alguns anos, se vai intensificar.
 
Sobre os Portugueses que vivem no Reino Unido e dos desafios que se lhes (nos) colocam, convido a lerem um interessante artigo sobre o assunto.
 
 

23.6.16

Tomar pede "redução" de portagens para Coimbra, na A13

Depois da Assembleia Municipal de Tomar ter na sua sessão ordinária de Abril, abordado e ter aprovado Moções no sentido de "sensibilizar" o Governo para uma eventual redução do preço das Portagens na A13 que liga a A23 na Atalaia a Coimbra.

Esta ligação é tanto mais importante quanto a cada vez maior liberdade de escolha e acesso aos Hospitais, irá permitir que cada vez mais residentes de Tomar acedam aos serviços  da "Capital da Saúde" em Portugal, Coimbra, em melhores e mais seguras condições.

Foi esta a deliberação tomada pela Câmara Municipal:

auto-estrada A13, ex-IC3, convertido no âmbito da subconcessão do Pinhal Interior, tem cerca de 100 quilómetros de extensão, interligando a A23 na Atalaia, o IC9 em Tomar, o IC8 em Ansião, a A1 em Condeixa e as circulares de Coimbra, constituindo uma via rodoviária de grande importância para o interior do país e para o Concelho de Tomar;

Praticamente todos os lanços da A13 estão sujeitos a portagem, com recurso a sistema exclusivamente eletrónico, sem possibilidade de pagamento manual no local, o qual apenas é possível em regime de pós pagamento, constituindo um retrocesso na qualidade de vida das pessoas, em termos sociais, de segurança e de mobilidade;

O valor cobrado em cada lanço ou sublanço é muito elevado, e exagerado, traduzindo-se em prejuízos económicos e financeiros para as empresas e famílias do Concelho de Tomar, e da região, não tendo havido a esperada e desejada descriminação positiva dos residentes;

O escasso tráfego da A13 face ao valor das portagens e, em consequência, a acentuada sobrecarga da EN110/IC3,acarreta degradação dos pavimentos e aumenta os riscos inerentes à travessia de muitas povoações entre Tomar e Condeixa;

Tendo em conta:
- As posições que têm sido assumidas pelos órgãos da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo sobre os constrangimentos para o Médio Tejo resultantes da introdução de portagens na A13 (e também na A23);
As posições que, ao longo dos anos, têm sido tomadas pelos órgãos representativos do Município de Tomar e das suas Freguesias;

E, ainda, que:
A Comissão Interministerial de Coordenação do Acordo de Parceria – CIC Portugal 2020 – aprovou, no dia 1 de julho de 2015, uma alteração da Deliberação relativa à classificação de 164 Municípios de baixa densidade, para efeitos de aplicação de medidas de diferenciação positiva, no âmbito do Portugal 2020, da qual fazem parte os municípios que são atravessados pela A13;
É público que o Governo de Portugal irá rever o custo das portagens associadas a auto-estradas no interior do país; 

A câmara municipal de Tomar, na sua reunião de 6 de junho, deliberou por unanimidade:

1 - Evidenciar as repercussões negativas das portagens na A13  na fixação de pessoas e empresas no Concelho de Tomar, na mobilidade e segurança dos seus residentes e, em consequência, na sustentabilidade e desenvolvimento local, em termos sociais e económicos;

2 -Exigir que a A13 seja incluída nas vias do interior objeto de descontos nas portagens cobradas, para minorar os sacrifícios impostos nestes últimos anos às empresas e às famílias, por via da fixação e manutenção do valor elevado das portagens, e as graves consequências para a coesão social e desenvolvimento económico no interior do país e, em particular, no Concelho de Tomar.

3 - Dar conhecimento desta deliberação ao Sr. Presidente da República, à Assembleia da República (Presidência, Grupos Parlamentares e Comissão Parlamentar das Obras Públicas), ao Governo (Sr. Primeiro Ministro e Sr.Ministro das Obras Públicas), à CIMT, às Câmaras eAssembleias Municipais dos Municípios servidos pela A13 e à ANMP.

22.6.16

Turismo do Centro financia investimentos de Turismo em Tomar até 2019

O Turismo do Centro, no âmbito dos financiamentos Portugal2020, tem já aprovados três pacotes de investimento no Turismo, assim divididos:
 
2 milhões€ para os Lugares Património Mundial do Centro, onde se insere Tomar, Batalha, Alcobaça e Coimbra;
 
10 milhões€ para os Produtos Turísticos de base Inter-Municipal, a serem promovidos por exemplo pelo Médio Tejo;
 
3 milhões€ para a promoção e comunicação, dentro do Plano de Marketing definido.
Porta do Sangue, do Castelo Templário de Tomar, por onde se fazia o acesso entre a "vila de baixo" e a "vila de cima"
 
Tomar receberá destes investimentos, comparticipações para dois ciclos de aposta, a desenrolar em 2016-17 (Ação) e em 2018-19 (Celebração).
 
Para a Ação, no que a Tomar diz respeito, será financiada a Festa Templária de 2016, o Festival de Música e Património (2016/17), a sinalética para o Castelo Templário/Convento de Cristo numa perspetiva inovadora (2016) e o Festival de Luz e Som, a realizar em junho de 2017.
 
Em 2017 estão ainda previstas as obras de adaptação da Torre da Condessa, para garantir o acesso ao Castelo a partir da Mata dos 7Montes.
 
[De recordar que desde o QCA3, em 2008, depois do investimento realizado 8e pago pelo Município) na requalificação do caminho pedonal de acesso entre a "Vila de Baixo", a Cidade, à "Vila de Cima", na Torre da Condessa, que se tem aguardado que o IGESPAR, depois DGPC, responsável pela gestão do Castelo Templário, desenvolvesse as ações necessárias à concretização do acesso. Assim finalmente, iremos ter lá para 2018-19 um acesso ao Castelo aberto e em funcionamento, através da Mata Nacional dos Sete Montes]











Carta nº15 de Luis Ferreira - 19 de junho de 2016

21.6.16

A aprendizagem: diferença entre Bonum honestum e Bonum utile

Na continuidade do esforço que este blogue faz, no sentido de ajudar cada um a elevar o seu conhecimento e, talvez com isso, ajudar a preparar uma Humanidade mais justa e melhor, hoje abordamos as diferenças entre a racionalidade ética e técnica.
 
De acordo com a velha tradição Romana, de onde quase tudo o que é análise e ensinamentos de gestão pública nos veio, o Bonum honestum, que é a procura dos supremos valores da Justiça, da Bondade e da Verdade, em sentido amplo, distingue-se e deve predominar sobre o chamado Bonum utile, que é a procura das coisas agradáveis à existência, no fundo os objetos com valor económico.
 
O Bonum honestum está ligado à racionalidade ética, tendo o Bonum utile apenas ligação à mera racionalidade técnica (de execução). Desta tratam as artes liberales e do Bonum honestum as artes bona, como sejam por exemplo o direito (a justiça) e a estratégia (com aplicação dos princípios da bondade e da verdade).
 
Se a racionalidade técnica domina as chamadas "sociedades imperfeitas", como são classicamente a casa e a empresa, onde os "sócios" se servem para resolverem a questão do Bonum utile, tal não chega para se atingir o Bonum honestum da racionalidade ética, só passível através da Cidadania, onde o "interesse", instrínseco à casa e à empresa, ganha nova forma onde será a Verdade, a Bondade e a Justiça a imperar, ou seja, dito de outra forma: o interesse geral e público.

Com efeito, segundo o mestre José Adelino Maltez, no seu já aqui mais do que citado "Abecedário Simbiótico", na sua primeira edição de 2011, diz que a partir do espaço básico do Social, emerge a lógica de uma racionalidade ética, marcada pela justiça, por aquilo que os clássicos qualificavam como sendo o Bonum honestum, como sendo do espaço da política propriamente dita. Segundo este autor, a racionalidade técnica é apenas parte do logos e tem (só pode sser direi memso), potenciada pela racionalidade ética. O Bonum utile tem de ser integrado no Bonum honestum.

O animal social, tem de ser elevado à dimensão de animal político. Ou dito de outra forma, de pouco serve termos sempre na boca o "temos de trabalhar", "temos de avançar", se não soubermos, ou tivermos antecipadamente estudado e planeado do sentido em que trabalhamos, com quem e de que forma, para sabermos para onde é para ir. Colocar a utilidade (utile) ao serviço da sabedoria (honestum), é assim o caminho do Homem.

A sociedade tem assim de se transformar em comunidade - onde impera a Verdade, a Bondade e a Justiça e o contrato (da casa e da empresa), evoluir para a instituição.

A racionalidade técnica apenas marcada pela utilidade e pelo interesse, como acentuam o utilitarismo e o economicismo, tem de ser integrada pela racionalidade ética, onde a estrela polar é a Justiça!

Para um entendimento global da polis (da cidade, da sociedade) não basta o sócio e o contratualismo do administrador de bens ou do Homem como animal de trocas. Impõe-se o entendimento do animal político, do homem como animal normativo e como animal simbólico.

Impõe-se assim o político, na procura da boa sociedade, na procura do justo.

A procura da justiça, não apenas como justiça comutativa, mas a justiça nas suas perspetivas ascendente e descendente, a justiça social ou geral e a justiça distributiva.

Para aqueles que acham que não é preciso perceber o Mundo, de estudar o homens, para administrar em nome dele, aproveitemos para nos elucidarmos sobre este ponto de vista oferecido.