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22.5.16

The knigths Templar region of Portugal

Estamos a escassas 7 semanas da realização de mais uma Festa Templária em Tomar.

Boa altura para visualizar a versão curta do vídeo de divulgação da Região Templária de Portugal, que tem sido usado na promoção externa de Tomar, nomeadamente nas visitas de preparação para a Rede Europeia das Cidades Templárias e nos mercados Inglês e Americano.
 

 A região Templária de Portugal, estende-se numa lógica de mercado turístico, de Rio Maior (salinas) a Dornes (Torre), passando pelos incontornáveis Castelos iconográficos de Almourol e Tomar e numa "saltada" ao património da Humanidade da Batalha e Alcobaça. Nesta pequena visita de pouco mais de um minuto, não faltam também Ourém e Nazaré.


20.5.16

Cinco milhões€ para valorizar a "Zona Industrial"

Artigo de opinião, no Jornal "O Templário" (www.otemplario.pt)
Parque Empresarial de Tomar vai ser expandido*

No contexto de uma candidatura a fundos comunitários, o Município em conjunto com outros parceiros, incluindo a REFER, prepara expansão e melhoria substancial do Parque Empresarial de Tomar (PET), situado na freguesia da Madalena-Beselga, junto à Estação de Santa Cita.
Esta expansão, está integrada na estratégia que foi definida desde o início deste mandato autárquico, de gestão socialista, de procurar a valorização da capacidade produtiva do Concelho, onde a revisão do respectivo regulamento em 2014 se enquadrou, bem como o conjunto de limpezas e resolução de alguns endémicos problemas de drenagem pluvial, aí existentes, que entretanto foram resolvidos.
Aguarda-se, no contexto de aprovação final do PDM, que se arrasta na CCDR de Lisboa e Vale do Tejo há anos, que outras áreas de localização empresarial possam ficar definidas, nomeadamente a de Vale dos Ovos (Sabacheira), junto ao nó do IC9, mas por agora a aposta vai estar centrada num investimento que poderá atingir cerca de 5 milhões de euros de valorização do PET.
Nele, estarão contempladas a construção de duas rotundas de acesso Norte (junto à Charneca do Maxial) e Sul (junto à passagem superior na Estação de Santa Cita), melhorias na sinalética funcional do Parque, das infra-estruturas e da integração e estabilização ambiental, da criação de mais cerca de 10 hectares de lotes para instalação futura de empresas, da construção de um edifício de apoio ao PET, com eventual solução de restauração integrado.
Duas áreas específicas de expansão, uma a Norte e outra a Sul, devidamente infra-estrturadas e com edifícios multifuncionais preparados, posicionarão o Parque Empresarial de Tomar, como um importante polo de concentração e produção de riqueza para o Concelho, numa única posição de acessibilidade rodo e ferroviária, que poucos na região terão.

Vista de satélite do Parque Empresarial de Tomar, junto à Estação de Santa Cita (freguesia Madalena-Beselga)
Não está ainda fora de hipótese, a criação de um novo terminal ferroviário de serviço ao Parque Empresarial, num investimento a cargo da REFER.

Assim, além da necessária e objetiva aposta no sector terciário do Turismo, onde as Rotas de Sefarad (Judaica) e Templária fazem todo o sentido, mas onde também a melhoria e criação de condições para a instalação, com qualidade de serviço, de novas empresas, como será o caso desta candidatura, que terá de estar terminada até este mês de julho, constitui fator essencial para a resolução do principal problema do Concelho, que é a existência de mais trabalhos disponíveis.

Estes cerca de 5 milhões de euros de investimento, previstos de executar até 2023, poderão somar-se assim aos demais 5 milhões€ de financiamento do Portugal2020, para a regeneração urbana centrada na cidade de Tomar.

18.5.16

A liberdade está a 135 dias de distância...

Há quem nas redes sociais glose, um homónimo meu, sobre uma pretensa contagem de dias, para... só ele saberá o quê.
 
Hoje que estamos a cento e trinta e cinco dias da assunção de uma determinada liberdade, dei comigo a querer oficialmente, recordar o meu primeiro post neste espaço - montra, perante o mundo, no dia 25 de agosto de 2004, quando era há pouco mais de seis meses Presidente do PS de Tomar, após anos de luta por resgatar o PS para ele próprio e para o serviço a Tomar, o que só viria a ser concretizado a 29 de setembro de 2013.
 
Em 2004, numa atividade sindical - Virgílio Saraiva, Hugo Cristóvão e eu próprio
Há quem nas redes sociais pense que o sucesso vem antes do trabalho. Pois que para esses se saiba que tal só acontece no dicionário, onde a letra S antecede a letra T.
 
Já agora T, é o símbolo sagrado, mesmo que eu não seja Teísta (uma crença ativa na existência de Deus, deuses ou poderes sobrenaturais), é sempre bom recordar que T, de Tau, a XIX (o oitavo [2 elevado a 3] número primo) letra grega, representa a ordem cósmica, a soma de Yin mais Yang, ligando o mundo da matéria ao invisível, pressupondo um quadrado onde há um pilar invisível, um braço de cruz que liga ao transcendente...
 
E, é sempre bom recordar, T de Tomar, ou T-mar, o símbolo, o caminho para e do mar...
 
Por isso, recordemos então esse primeiro post, neste que é o mais antigo e permanente blogue sobre política em Tomar.
Simbolicamente, esse primeiro post tinha o título: Conduzir ou ser Conduzido?
Nada de mais simbólico e atual...
 

16.5.16

Na FAI e na GNR, enfim a solução para terminar os acampamentos do Flecheiro

(Para completar a leitura deste artigo, não deixe de ler também o primeiro sobre a construção junto à GNR, aqui)

A estratégia de resolução do problema dos ciganos no Flecheiro é, quanto a mim, das mais importantes para que Tomar possa passar de uma cidade terceiro mundista e desumana, para uma cidade Turística e Moderna do sec.XXI.

De pouco vale os investimentos e expansão das tecnologias -  com a IBM à cabeça de um corpo de formação técnica de excelência que é o Instituto Politécnico ou investir no Turismo - com  as animações e rotas Templárias, se não conseguirmos encontrar solução para os cerca de 50 núcleos familiares de ciganos que habitam no Flecheiro, alguns há 30 anos.

A 15 de março tornei pública a minha proposta apresentada à presidente da câmara, enquanto seu chefe de gabinete (até ao final de 2015), de aproveitar os terrenos municipais junto à GNR para aí localizar uma parte das novas construções. Achei que o devia fazer, de forma a que fosse público, apesar dos dislates que as oposições municipais têm proferido, mas sem apresentarem uma única solução viável, que sim, havia e há soluções: simples e exequíveis, com meios reduzidos e usando aquilo que é mais crítico e barato numa organização - a imaginação e a inteligência.

Assim, aos 4000 a 5000m2 disponíveis para construir junto à GNR, que eu propus e insisto em que sejam em construção permanente, podem-se somar 1500 a 4000 m2 na parte mais elevada (zona Norte) dos terrenos municipais da FAI, aí sim para localizar um eventual conjunto de construções em construção modular, em núcleos de alojamento temporário (vulgo parques nómadas), que acabará - se bem conheço como funciona a Câmara e o processo decisório daqueles que em nome do PS, lá estão a tomar decisões...


Vista panorâmica da zona Norte da FAI - com cerca de 4000 m2, e com acesso autónomo a partir do Bairro da Senhora dos Anjos

Esta disponibilidade de terenos municipais (da GNR e da FAI), permitirão com custos muito reduzidos, mesmo sem qualquer financiamento direto de fundos comunitários, resolver uma parte muito significativa do problema.

Outro ponto de vista da atual ocupação do terreno a norte dos Pavilhões da FAI

Porque Tomar é de TODOS!


Nota:

1. Este foi o post em que divulguei publicamente aquilo que era pretendido fazer junto à GNR, a 19 de Março de 2016.

2. Dentro de alguns anos quando uma ou as duas soluções estiverem concretizadas, não faltarão aparecerem "pais" e "mães" das mesmas, porque a natureza humana é mesmo assim. Eu, ficarei sempre feliz, por ter proposto algo com lógica, bom senso e animado pela melhor intenção de resolver o problema. No fundo, é mesmo para isso que andamos na política: para resolver problemas!

14.5.16

IMI progressivo está a ser estudado

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou hoje que "a tributação progressiva do património imobiliário" era uma "intenção" que constava do Programa do Governo e disse que "há trabalhos internos" em curso, sem prestar outros esclarecimentos.
Fernando Rocha Andrade, um Secretário de Estado com visão
© Global Imagens
 
O governante, que foi ouvido esta manhã na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, respondia a uma pergunta da deputada do CDS-PP Cecília Meireles a propósito de uma notícia do Jornal de Negócios, segundo a qual o Governo se prepara para introduzir progressividade no IMI para os imóveis de elevado valor, em substituição do pagamento anual de uma taxa de 1% em sede de Imposto do Selo.
 
"A tributação progressiva do património imobiliário, essa é uma intenção que está no Programa do Governo", começou por dizer Fernando Rocha Andrade.
O secretário de Estado admitiu que, "como é evidente, há trabalhos internos sobre o assunto", mas disse que "aconselha a prudência que, só quando o Governo tiver a definição dos vários elementos essenciais do que seja essa intervenção, é que deve apresentar o completo dessa intenção ao parlamento e não antes".
 
De acordo com a edição do Jornal de Negócios, os imóveis de elevado valor deixarão de estar sujeitos à tributação em sede de Imposto do Selo e passarão a ser tributados, de forma progressiva, através do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), sendo que quanto maior for o valor patrimonial que um contribuinte tenha, maior deverá ser o IMI a pagar.
 
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Sendo suspeito, por conhecer bem Rocha Andrade e de lhe reconhecer uma inteligência e coragem acima da média, há que entender que o que está a ser estudado faz todo o sentido, apesar das críticas já surgidas, pois o que não faz sentido é que os grandes detentores de bens - a começar logo pelas celuloses, não tenham de pagar em função da globalidade dos bens que possuem e a gradualidade do imposto é justo na medida em que tributa mais quem mais tem e menos quem menos tem.

12.5.16

Quatro anos depois já temos lugares marcados para Autocarros

Um dos dois lugares criados na Várzea Grande para Autocarros
A história conta-se de forma rápida e começa no verão de 2011, quando uma visita dos então vereadores, onde me incluía, fez uma visita, quer às obras da envolvente ao convento, onde várias sugestões dos vereadores do PS, permitiram melhorar algumas das condições de segurança do mesmo - com a criação, por exemplo, daquela proteção de madeira junto ao primeiro parque de estacionamento, antes do Terreiro D.Gualdim Pais.

Tive então a oportunidade de, no contexto da discussão que então se fez sobre um projeto, para uma receção e casas de banho a colocar no local da antiga Messe de Oficiais, na várzea grande, sugerido uma resolução simples para outro problema já então observado: o da dificuldade e/ou inexistência de locais para paragem de autocarros na cidade, que permitissem melhorar as condições de receção de turistas nesta.
 
Sugeri, por isso, que se colocasse sinalética horizontal e vertical, para o estacionamento de autocarros na várzea grande, na Av. Combatentes da Grande Guerra - entre a antiga messe de oficiais e o antigo Tribunal Militar. Estimei na altura entre 6-8 lugares que, sem quaisquer obras profundas, se poderiam facilmente obter, com simples marcações no pavimento e sinalética de estacionamento exclusivo para Autocarros se poderiam aí garantir.
 
Recordo ainda que o que estava na altura em discussão/análise, era o projeto já aqui referido da criação e uma infraestrutura de receção/casas de banho e a pavimentação do antigo espaço ocupado pela Messe Militar, que criaria cerca de 12 lugares para estacionamento, num investimento já aqui referido que orçaria em cerca de 200.000€.
 
A sugestão que fiz, resolveria parte substancial do problema, com custos de escassas centenas ou um milhar de euros apenas, garantindo pelo menos metade dos lugares apontados nessa proposta. Simples e rápido. Isto em 2011!
 
Os anos passaram, os presidentes da Câmara também e, este ano (2016), lá se marcaram os lugares e colocaram os sinais, para  paragem dos autocarros na Av. Combatentes da Grande Guerra. Infelizmente apenas dois, quando poderiam ter sido marcados mais. A melhoria é evidente e também evidente que soluções simples e baratas, apenas exigem imaginação e, já agora, uma maior rapidez de execução. É que quatro anos para fazer coisa tão simples, enfim...

10.5.16

Conciliar os contrários - a essencia da Política

Do "abecedário simbiótico", de Adelino Maltez:
 
 
A política é um espaço de contrários, uma constante tensão entre a decisão e o consenso, a liberdade e o poder, as forças e as ideias.
 
Já Platão ensina que a política é uma arte de conciliar contrários, semelhante à do tecelão, onde reinar é fazer juntar e convergir grupos opostos de seres humanos e até qualidades contrárias, como a bravura e a doçura.
 
É a tensão entre o governo tirânico e o governo político. Entre o poder e a liberdade. Entre a coação e o cumprimento espontâneo.
 
Um governo legítimo é, pois, aquele que governa pelo consentimento e pela persuasão, aquele que, como o tecelão, sabe harmonizar contrários e não usa a violência e a opressão.
 
Heraclito: o que se opõe, coopera, e da luta dos contrários deriva a mais bela harmonia.
 
Porque só pode atingir-se a transcendência, pela imanência. porque todo o transcendente só pode ser um transcendente situado. Porque toda a essência só pode realizar-se através da existência. É o tal existencialismo que não é anti-essencialista e o tal laicismo que não é deicida.
 
A política assume-se como uma atividade de harmonização de contrários, obtida pelo consentimento e pela persuasão, pelo que governar se torna num processo de ajustamento entre grupos, num processo de negociação e de troca, num modo dinâmico de gerir crises, através da articulação de interesses [gerais].

8.5.16

Crítica da razão impura - em Tomar!

 
A essência da política, como gestão da "polis" (cidade), é a capacidade de decisão em prol do interesse geral e todos, mas todos sem exceção, estarem sujeitos ao escrutínio dos demais cidadãos.

Em Tomar, cidade e concelho, capaz de tudo e do seu contrário, como grande centro de saber, de reflexão e de pensamento, não é exceção.
 
 
No passado como no presente, presidentes de câmara, vereadores, presidentes e membros das assembleias municipais, de freguesia ou das juntas de freguesia, das associações e dos clubes, articulistas e comentadores, sempre estiveram, estão e estarão sujeitos à crítica, do que fazem ou não fazem, do que pensam ou não pensam, ao abrigo do humor mais ou menos bem conseguido, nas rádios, nos jornais e nas redes sociais.
 
 
E meus caros, quem não tem capacidade para estar na vida pública e a tal escrutínio sujeito, só tem mesmo um caminho: voltar ao anonimato e ao conforto de antes da vida pública. Até lá, é a vida que continua e nela estamos todos, sem exceções, ao abrigo da avaliação dos demais. E, já agora, desenvolvendo a inteligente capacidade de perceber a diferença, de entender o diferente e conseguir ver fora da caixa.
 
Esta é, quanto a mim, a forma adequada de olhar o mundo, especialmente quando se procura tê-lo. E nem é preciso muito dinheiro ou viajar muito. As redes sociais não servem só para uns quantos se divertirem à custa dos demais, ou para vermos gatinhos e flores dadas e partilhadas, servindo também para vermos outras realidades. O Google e outros motores de busca levam-nos a todo o lado, com links úteis e inúteis, com milhares de fotos e de vídeos, onde podemos viajar, ler, aprender e cumprir aquele que foi o desejo de todas as gerações antes das nossas: alcançar um conhecimento elevado, com poucos meios e de forma muito rápida.
 
A grande rede (www) veio democratizar o saber, veio proliferar o mundo e abri-lo. Então porque alguns insistem em estar fechados no seu mundo egocêntrico, reagindo de forma completamente hiperbólica à mais leve crítica? Medo de ser mundo? Medo de estar neste mundo?
 
Parodiando o Herman José numa rábula muito conhecida de há mais de vinte anos: a vida não é só bolos. Ou como diz o povo: com papas e bolos se enganam os tolos.
 
Viajemos então e saibamos ser Homens!
Palácio dos reis Nazeris, em Córdoba, repositório da civilização ocidental durante mais de 700 anos 

 

6.5.16

Onde estão as Hortas Urbanas de Tomar?

Aprovadas em 2014, para se iniciarem em 2015, estamos em 2016 e onde estão as Hortas Urbanas?

Quinta do Estado em Marmelais - local onde deveriam existir atualmente as Hortas Urbanas
Sintomático do que vem sendo a atuação na gestão dos pelouros atribuídos ao vereador da CDU, é de lamentar que as Hortas Urbanas, como mais uma forma de promoção de modos de vida mais sustentável, não tivesse ainda saído do papel. Terá sido por a ideia ter sido do PS?

Tendo havido decisão para avançar, tendo sido aprovado o respetivo regulamento, havendo meios e disponibilidade para os implementar, porque razão Bruno Graça, não colocou ainda a funcionar as Hortas Urbanas?

Desmazelo e incúria, onde deveria haver trabalho e empenho
 
Em Marmelais, na chamada Quinta do Estado, cujo protocolo foi assinado com a Direção Regional de Agricultura, especialmente para esse fim. Para que tem servido a Quinta de Marmelais, nas mãos do vereador da CDU? Para as Hortas Urbanas é que não, que nem uma se vê, antes pelo contrário...
 
Quanto mais tempo toleramos todos tal nível de incompetência?

Aliás, parece que o vereador em causa só está mesmo na Câmara para o que lhe dá jeito.
Irá passar mais um ano e nada será feito?
 
 
Historial do processo:

 

4.5.16

Em Outubro será rodado em Tomar um filme que procura figurantes

LEOPARDO FILMES PROCURA FIGURANTES PARA FILME A SER RODADO EM TOMAR
 
A Produtora de cinema LEOPARDO FILMES procura pessoas interessadas em participar nas filmagens do filme “O Homem que Matou Don Quixote” do conceituado realizador Terry Gilliam que se irá realizar em Tomar no mês de Outubro.
 
 
A Produtora procura:
 
- Homens e Mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos
 
Os interessados deverão enviar um email para:
figuracaodonquixoteportugal@gmail.com  com fotografias e CV em anexo.
 
Deverão colocar no assunto: figuração

2.5.16

Assembleia Municipal de Tomar aprova, sem votos contra, que seja terminada a estratégia de encerrar Escolas

A última Assembleia Municipal realizada em Tomar na sexta-feira dia 29 de abril, aprovou duas moções sobre o encerramento de Escolas no Concelho, as quais genericamente "solicitam" ao Município o seu empenho no fim deste processo de encerramento de Escolas.

As moções foram trazidas pelas mãos dos presidentes de junta de Além da Ribeira/Pedreira, onde foi encerrado o último dos jardins de infância que funcionava na freguesia de Além da Ribeira e de Paialvo, onde foi encerrada a Escola da localidade que lhe dá o nome, e antiga vila com Foral, que este ano irá ser evocado pela comunidade local.

Votadas favoravelmente por metade dos eleitos (16) e sem nenhum voto contra, nem do grupo socialista que dá suporte à câmara de Tomar, o qual em conjunto com os independentes se absteve, as Moções fazem notar a importância de se parar para pensar, estudar e rever a estratégia implementada desde há quase duas décadas, de encerrar tudo o que não tem uma determinada dimensão, deixando cada vez mais áreas territoriais sem qualquer acompanhamento educativo e/ou outra qualquer presença institucional, facto agravado ainda com a extinção/agregação de freguesias, promovida unilateralmente pelo governo PSD/CDS em 2013.

É de destacar este desejo da Assembleia Municipal, manifestado numa votação tão significativa, com 16 votos a favor e 16 abstenções, sem qualquer voto contra, para que quem gere a câmara e tem a responsabilidade de trabalhar com os agrupamentos escolares e com o Ministério, possa parar em definitivo esta estratégia errada de fechar, despovoar, desproteger, que tem subsistido demasiados anos em Portugal.

Estou certo que o enorme bom senso que presidiu, quer às propostas de Moção, subscrita pelos autarcas das freguesias, quer da votação de todos os grupos políticos, expressa bem o sentimento inequívoco de que a gestão dos processos educativos não possa nem deva, neste como noutros contextos, deixar de levar em linha de conta outros aspetos, como sejam o justo e livre acesso a serviços públicos, sem prejudicar quem se ache mais afastado dos centros urbanos.

No fundo, a Assembleia Municipal de Tomar, deu um excelente exemplo de que há outro caminho, mesmo que alguns dos atuais e sempre provisórios detentores de poder educativo, achem que têm sempre razão e que podem impor soluções tecnocráticas, sem que isso tenha consequências nas comunidades locais.

Por outro lado, o trabalho de estudo e de futura ponderação exigida, não pode deixar de levar em linha de conta que em 2014, apenas 192 crianças foram registadas como nascidas no Concelho de Tomar...

Está aberta portanto a porta a que possam ser reavaliadas todas as situações existentes no Concelho de Tomar, em matéria de rede escolar.

Uma oportunidade que, estou certo, o Município não deixará de aproveitar.

30.4.16

Gestão do PS reduziu dívida a fornecedores em mais de 3 milhões€

Depois da aprovação das contas de gerência de 2015, um dos números que salta à vista, e é sentido por todos os fornecedores do Município é a enorme redução da dívida a fornecedores, que baixou para menos de 8 milhões€.

Desde o final do terceiro trimestre de 2013, que a dívida a fornecedores baixou mais de 3 milhões de euros, num esforço significativo iniciado logo após a tomada de posse a 17 de outubro de 2013. Até ao final de dezembro de 2015, a gestão socialista pautou-se por uma grande preocupação em pagar a todos os fornecedores.

A dívida a fornecedores é quase que exclusiva à ParqT (do parque de estacionamento) de cerca de 6 milhões€ e à Construtora São José, pela obra do pavilhão Municipal de cerca de 900.000€. se não fossem estas dívidas gigantescas, herdadas dos mandatos do PSD, a dívida a fornecedores, seria apenas uma dívida do tipo "conta corrente".