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14.4.16

Alto Comissariado para as Migrações, prepara novos projetos para 2016-19

Imagem em Destaque
Equipa do Alto Comissariado para as Migrações, reunido em Torres Vedras
 
Todos os que trabalham, diária e intensamente, para levar a bom porto a missão do ACM, reuniram-se no dia 2 de abril, em Torres Vedras, para a VII Convenção ACM. Um dia de trabalho, mas também de proximidade entre todos, que contou com as presenças do Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, e da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino.
O Ministro realçou o papel ativo e solidário de Portugal no acolhimento de refugiados, congratulando-se com o trabalho desenvolvido pelas autarquias e pelas instituições neste processo.
 
"O ACM tem vindo, ao longo do tempo, a ser uma peça chave para o sucesso português nos desafios relacionados com a inclusão de imigrantes, e com o diálogo entre culturas, religiões e estilos de vida" acrescentou Eduardo Cabrita, elogiando o percurso e os resultados “reconhecidos não só a nível nacional, como por estudos internacionais", reportando-se ao facto de, no ano passado, Portugal ter sido considerado pelo MIPEX, pela terceira vez consecutiva, o melhor país, logo a seguir à Suécia, a acolher e integrar imigrantes.
 
Eduardo Cabrita fez também questão de aplaudir os 40 anos da Constituição Portuguesa, celebrados exatamente neste dia 2 de abril.
 
O Alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado, moderou um debate subordinado ao tema "Desenvolvimento Local e as Migrações", que envolveu a Secretária de Estado, Catarina Marcelino, a Presidente do IGOT - Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, da Universidade de Lisboa, Lucinda Fonseca, e a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino. O presidente desta autarquia, Carlos Manuel Antunes Bernardes, marcou presença na sessão de abertura.
 
O Alto-comissário e o Vogal José António Fernandes apresentaram o Relatório de Atividades de 2015, destacando-se aqui a avaliação de 100%, face aos objetivos assumidos pelo ACM para o ano que terminou, e o Plano de Atividades para 2016.
 
Saiba mais aqui

12.4.16

Ofereça 0,5% do seu IRS a uma IPSS de Tomar, sem despesa para si

A solução para apoiar uma das 13 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do Concelho de Tomar, registadas e autorizadas pela Administração Tributária (AT), passa por colocar no quadro 11 do "rosto" da sua declaração de IRS o Numero de Identificação Fiscal de Pessoa Coletiva (NIPC), colocando um X na opção "Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública".
 
Ao fazê-lo, NÃO ESTÁ A AUMENTAR O PAGAMENTO DO SEU IRS, mas sim a fazer a chamada "consignação fiscal", que consiste em atribuir 0,5% do Imposto que o Estado lhe cobra a uma dessas instituições que escolher. Assim o Estado fica com 99,5% do que lhe cobra e a IPSS escolhida recebe 0,5% ou, de forma mais simples por cada 1000€ que pagar de imposto, 5€ vão diretos para essa IPSS.
 
Esta é uma boa forma de ajudar as instituições do nosso Concelho e o ano passado tal terá representado uma entrega, estimada, de cerca de 50.000€ para as Instituições do Concelho de Tomar.
 
Da lista seguinte pode selecionar a Instituição do Concelho que pode, e deve, digo eu ajudar:
 
NIPC - 500851557 - Centro de Assistência Social de Tomar (vulgo Lar S.José)
NIPC - 500945152 - Lar de S.Mateus (Junceira)
NIPC - 500977046 - Associação de Cultura, Desporto e de Solidariedade Social do Paço da Comenda
NIPC - 501136380 - Sociedade Filarmónica Gualdim-Pais
NIPC - 501226010 - CIRE - Centro de Integração e Reabilitação de Tomar
NIPC - 501794182 - Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira
NIPC - 502020270 - Centro Social e Paroquial de Além da Ribeira
NIPC - 502642850 - Centro Social e Paroquial da Serra
NIPC - 502930454 - Associação de Apoio Social da Freguesia de São Pedro de Tomar
NIPC - 503050180 - Centro Social Paroquial Nª Srª Conceição de Paialvo
NIPC - 503834254 - Centro Social Paroquial de Asseiceira
NIPC - 504405810 - Centro de Assistência Social de Olalhas
NIPC - 505274590 - Cáritas de Tomar
 
A Rede Social de Tomar, a última a ser criada em Portugal, por teimosia do ex-presidente PSD da Câmara de Tomar, que resistiu até 2007 a fazê-lo, atualmente presidida pelo vereador Hugo Cristóvão, por delegação da presidente de Câmara, insta todos os cidadãos a contribuírem desta forma, ajudando assim a construir um Concelho mais justo e solidário.
 
Eu já escolhi a que vou ajudar, e você?

10.4.16

BNI Capítulo, um exemplo de estratégia de partilha de negócios



O Grupo “BNI Capítulo” assinalou, na terça-feira, o seu terceiro aniversário num encontro que decorreu no Restaurante “Manjar dos Templários” e que reuniu cerca de meia centena de empresários, provenientes de vários pontos do país.

Este ano, a data contou com a presença de vários convidados, entre os quais Anabela Freitas, Presidente da Câmara de Tomar, e o vereador da Câmara do Entroncamento, Carlos Amaro. Os membros BNI Capitulo assentam a sua actividade na procura de oportunidades de negócio que indicam aos outros membros do grupo.

No período reservado ás intervenções, Anabela Freitas deixou claro que o objectivo da autarquia passa por facilitar o trabalho dos empresários, embora reconheça que o município ainda atrapalhe um pouco. Carlos Amaro, vereador da Câmara do Entroncamento, referiu-se ao profissionalismo como factor fundamental para o sucesso de um prestador de produto ou de serviços às autarquias, recordando que o prazo médio de pagamento do município da cidade dos comboios está hoje já abaixo dos 90 dias.

Pedro Gonçalves, o presidente do grupo, em declarações à Hertz, explicou a forma como funciona este conceito empresarial onde a entreajuda é a característica mais marcante. Por sua vez, Célia Marques explicou, depois, em detalhe como é que os empresários podem integrar o BNI Capitulo. Como responsável na organização pela Comissão de Membros, referiu que o grupo reúne todas as sextas-feiras no Hotel Templários e deixou o convite aos novos empresários.

8.4.16

Protocolo com Centro Nacional de Cultura, vai ser assinado em Maio

Prof. Doutor Guilherme de Oliveira Martins assinará em Tomar o Protocolo
Por ocasião da realização do Bibliotecando, uma iniciativa das Bibliotecas Escolares de Tomar, sob o empenho de longos anos do Prof. António Godinho, também dirigente histórico do BE em Tomar, e que sempre contou com o apoio do Município de Tomar, que todos os anos se realiza no início do mês de Maio, irá ser assinado em Tomar o protocolo com o Centro Nacional de Cultura (CNC).
 
Aprovado em reunião de câmara de 22 de junho de 2015, após meses de preparação com o Centro Nacional de Cultura, o objetivo deste protocolo é o de incluir Tomar, na oferta de roteiros interpretativos culturais, com a chancela de qualidade do CNC, facto que assim poderá este ano de 2016 ver a luz do dia.
 
Será naturalmente o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme de Oliveira Martins, a estar presente, presumivelmente na sexta-feira da iniciativa, nas vésperas do Congresso da Sopa, que como habitualmente conta também com a presença das quase duas centenas de participantes que habitualmente demandam este importante momento de cultura do nosso Concelho.
 
Este protocolo segue a estratégia implementada desde 2013, que procura encontrar neste e noutros setores, as parcerias técnicas especializadas para uma melhor qualificação e valorização dos nossos valores e patrimónios.
 
Tomar Certo, Tomar d'Afeto!

6.4.16

Os 62 +ricos têm tanto como metade da população do Planeta!

Publicado no dia: Tuesday 05 April 2016 — 22:55, em https://www.leituras.eu

“As 62 pessoas mais ricas juntas têm mais riqueza que a metade inferior da população deste planeta, cerca de 3,5 biliões de pessoas. Isso é mais que obsceno! Eu nem tenho um adjetivo para classificar isso!”
 
Entrevista de 18.03.2016 a Richard Wolff, Professor Universitário Emérito de Economia na Universidade de Massachusetts.
 
Capitalismo, Socialismo, Comunismo ou COOPERATIVISMO?«Richard D. Wolff é um economista marxista americano, conhecido por seu trabalho sobre a economia marxista, metodologia económica e análise de classe. Ele é Professor de Economia Emérito da Universidade de Massachusetts, e atualmente é professor visitante no Programa de Pós-Graduação em Assuntos Internacionais da New School University em Nova York. Wolff também ensinou Economia na Universidade de Yale, Universidade da Cidade de Nova York, Universidade de Utah, Universidade de Paris I (Sorbonne) e no Fórum Brecht em New York City.

 Escreveu vários livros, participa frequentemente nos meios de comunicação tendo o “The New York Times Magazine” referido-se a Wolff como “o economista marxista mais proeminente da América”.»

4.4.16

Construir junto à GNR, para acabar de vez com o Flecheiro II


Desde o passado dia 15 de março, quando apresentei publicamente a minha ideia para a solução de parte do problema dos ciganos do Flecheiro, que a discussão, e bem, se vem instalando da maioria à oposição, passando pela própria comunidade e pelo cidadão comum. A solução é muito simples: aproveitar os terrenos do Município, onde está instalada a GNR e aí construir ao lado do quartel do destacamento, um conjunto de habitações que ajudem a realojar, parte dos residentes ciganos dos acampamentos do Flecheiro.

Esta solução, segue a estratégia terminada antes de completados os 100 dias dados pela nossa Presidente, desde a sua tomada de posse, que se completou em janeiro de 2014. A sua falta de comunicação dentro desse timing foi, quanto a mim, um dos maiores falhanços da gestão socialista da autarquia. Foi a estratégia (falhada), do tem de se ver…

Depois desse tempo ter passado, foi há um ano atrás finalmente apresentado em reunião de câmara a estratégia de atuação, que passa por um conjunto de soluções mistas e complementares entre si: o arrendamento de habitações para habitação social, a construção de edifícios de raiz, a recuperação de edifícios municipais, entre os quais escolas devolutas e a criação de núcleos de alojamento temporário, ou parques nómadas, tudo enquadrado por uma avaliação social adequada.


Neste contexto, várias são as opções de terrenos municipais, entre os quais a Machuca, o que discordo. As vantagens desta localização, junto à GNR, são as seguintes:

· proximidade em relação à sua atual localização, permitindo uma ambientação social fácil;

· terreno de fácil adaptação à construção, permanente em alvenaria e/ou madeira, com infraestruturas já existentes na Avenida;

· terreno propriedade do Município, o que minimiza os custos;

· garantias de proximidade e acessibilidade às habitações, em condições de segurança rodoviária e segurança pública;


E não. por favor não continuem a afirmar que "os políticos são todos iguais". 
É que há aqueles que olham para os problemas e aí vêem mais uma "chatice" que não se resolve, eventualmente, com o passar do tempo e depois há os outros, que teimam em se incomodar com os problemas e tudo fazer para os resolver...

Nesta matéria dos "ciganos" temos visto a diferença.

2.4.16

Segurança civil e o acampamento cigano de Tomar,.. 41 meses depois!

(Do blogue coletivo http://esquerdocapitulo.blogspot.com)


sábado, 27 de outubro de 2012

Segurança civil e o acampamento cigano de Tomar

Nota do dia, do (então) vereador Luis Ferreira, Sábado dia 27, na Rádio Hertz (FM92 e 98), após os noticiários das 13H, 17H e 19H.


Há cerca de um mês, na última reunião de Câmara do mês de Setembro, apresentou-se à dita, um cidadão residente na Avenida Nuno Alvares Pereira que se foi queixar, e bem digo eu, da lixeira do Flecheiro, junto ao acampamento cigano.

Na altura manifestei a minha indignação face ao completo desprezo e abandono que aquela zona da cidade tem tido por parte de vários serviços municipais, nomeadamente os da higiene e limpeza. É que o Concelho ou a Cidade não são só a Alameda, sem qualquer desprimor para quem aí reside. A cidade e o Concelho, são de todos, incluindo, por muito que custe a alguns, também os cerca de 200 ciganos que vivem no acampamento à entrada da Cidade.

E sim, também aquele local é para ser limpo. O lixo é para ser recolhido e se a sugestão que a vereação socialista da proteção civil fez, há quase dois anos, fosse concretizada, também as condições gerais de salubridade do acampamento estariam melhorados. Isso seria conseguido através da colocação de receptáculos para a colocação de monos e lixos, com a colaboração da comunidade cigana e o seu despejo regular por parte dos serviços da autarquia. Mais grave é ainda a situação de saúde pública relacionada com os dejectos, uma vez que só o Rio e os caniços são repositório de saneamento. A colocação de casas de banho provisórias na zona do acampamento, mais uma vez em articulação com a comunidade, poderia melhorar muito as miseráveis condições que aí se vivem.

E não venham os falsos moralistas dizer que eles estão ali por sua conta e risco e que são uns “malandros”. Em primeiro lugar há “malandros” em todo o lado, não sendo exclusivo de uma raça, religião ou etnia e em segundo lugar, segundo a constituição portuguesa, todos os cidadãos devem ter, especialmente por parte das autoridades, tratamento igual. Saúde pública, higiene e limpeza e segurança, devem ser por nós, Município e demais autoridades públicas, assegurados a todos.

Nem entendo como há receio de trabalhar com a comunidade. A minha experiencia de 2 anos a gerir a proteção civil municipal, especialmente quando foi necessário fazer uma intervenção mais profunda no Rio e suas margens no outono do ano passado, com recurso inclusive a maquinaria pesada, a relação foi excelente e a colaboração total. Problemas de polícia tratam-se na polícia. Quanto aos outros problemas como por exemplo os de higiene e limpeza, de habitação social, de segurança civil, todos, mas todos devem colaborar, para que aquele problema, que é nosso, de todos, seja começado a resolver.

Termino apenas dizendo que, enquanto Vereador apresentei há mais de um ano ao Presidente da Câmara uma solução simples para começar a resolver parte do problema: a criação de Núcleos de Alojamento Temporários, em vários locais do Concelho, tomando como base, por exemplo, as Escolas desactivadas, a criação de pequenos núcleos de bungalows. Tal foi ainda proposto pelo PS, há mais de um ano na Assembleia Municipal e aí aprovado por unanimidade. A promoção da mudança faseada e voluntária dos núcleos familiares, com as condições mínimas de higiene e salubridade, que o atual acampamento nunca poderá ter, mesmo que aí coloquemos, por exemplo, casas de banho provisórias, devia ser a medida a seguir.

Se em 2010, durante 6 meses garantimos casas de banho provisórias na cerrada dos cães, para garantia desse serviço aos Turistas, porque não o fazemos aos nossos ciganos?
Tenhamos coragem e não escondamos ou fujamos do problema.

http://protegetomar.wordpress.com/2011/10/04/protecao-civil-intervem-no-flecheiro/

31.3.16

PSD a reboque de Pedro Marques e da CDU

Oposição sem alternativas em Tomar


 
Infelizmente para Tomar, aqueles que poderiam ser a alternativa natural à gestão socialista do Concelho, não conseguem alinhar um único projeto mobilizador, ou uma única solução para qualquer dos problemas do Concelho, sejam eles os ciganos ou o desemprego.
 
Agora que é conhecido que o candidato do PSD será o “pupilo” de Pedro Marques, sabemos que estes vereadores continuam a votar contra o apoio aos Bombeiros e estão contra a entrada de novos trabalhadores (necessários) no Município, aí em nada se distanciando de Bruno Graça (CDU), bem como não colaboram na solução do Flecheiro.

 

29.3.16

Tenreiro e o irrelevante contributo do PSD em Tomar

Nota oficial de resposta ao Vereador Tenreiro

Estupefacto que fiquei, face à notícia de que o presidente da comissão política e candidato a presidente da câmara de Tomar pelo PSD, se questionou publicamente na reunião de câmara desta segunda feira, pela minha presença a assistir à apresentação do dispositivo da GNR, na passada terça-feira, tenho a informar que:

- o senhor vereador melhor cuidaria em se preocupar em apresentar uma qualquer solução viável, como eu fiz, por exemplo, para a resolução do problema dos ciganos do Flecheiro, em lugar de se preocupar onde está o deputado municipal Luis Ferreira, neste ou naquele dia;

- o PSD de Tomar, em lugar de procurar fantasmas que lhes "tirem o sono", melhor cuidaria em deixar de votar contra legítimos apoios decididos em reunião de câmara para valorizar os Bombeiros, através da sua Associação, por exemplo;

- os senhores autarcas sociais democratas, que quisessem ter estado presentes na passada terça-feira, naquela que foi uma singela apresentação de cumprimentos, do dispositivo da GNR que nesse dia percorreu todo o Concelho de Tomar, numa ação de sensibilização para a prevenção dos incêndios florestais, poderiam tê-lo feito, dada a ampla divulgação pública realizada;

- sim é verdade: sou cidadão e autarca interessado nas áreas da segurança, da proteção civil e foi com gosto que assisti à sessão de cumprimentos da GNR à senhora presidente da câmara, na presença do senhor comandante operacional municipal e da senhora engenheira responsável pelo gabinete técnico florestal, pessoas com quem me orgulhei de trabalhar durante alguns anos. Julgo que me é reconhecido o interesse e trabalho de mais de uma década no setor e por isso mesmo, nada estranha a minha presença a assistir a tal;

- a atitude inaudita do vereador da oposição, só denota aquilo que é hoje para cada vez mais notório para qualquer observador atento do fenómeno político Tomarense: por um lado, que muito gostaria o PSD que eu literalmente "desaparecesse", talvez porque tenha a capacidade de lhes demonstrar as incapacidades, que ao longo dos anos vêem mostrando na gestão dos negócios públicos. Por outro lado, aqueles que pensavam ser possível que isso alguma vez acontecesse, previram mal, muito mal, pois não só sou cada vez mais escutado (e especialmente lido), como naturalmente, não deixarei como é óbvio de estar onde, quando e com quem entender, escrevendo e propondo, em cada momento, o que melhor achar útil para Tomar.

É esta a essencial diferença entre quem lidera processos, fazendo esforço para encontrar soluções e quem não é mais do que cata vento, manietado e ruidosamente vazio de propostas para melhorar Tomar, como é o caso do PSD e do seu dirigente máximo no Concelho.

No meu fraco entender, Tomar e os seus muitos problemas, mereciam melhores alternativas, estando à vista de todos porquê.

Luís Ferreira,
Atual deputado municipal eleito pelo PS;
Membro do conselho municipal de segurança;
Ex-vereador responsável pelos bombeiros e proteção civil;
Ex-adjunto do governador civil do Distrito de Santarém.

A notícia é real e pode aqui ser lida.

Ambulâncias dos Municipais de Tomar fazem mais de 60.000Km por mês


Quando a partir de 2010, por ocasião do início da vereação socialista dos Bombeiros e Proteção Civil, insisti para que se adquirissem mais ambulâncias e se contratassem mais Homens, fi-lo depois de analisar a realidade deste setor.

O concelho de Tomar, com 40mil habitantes e cerca de um terço dos seus habitantes com mais de 65 anos, gera uma “pressão” sobre o sistema de transporte agendado de doentes. Segundo as minhas estimativas em 2010 os Bombeiros de Tomar só cobriam 20% das necessidades.
Fruto da reorganização realizada em 2010-11, esse valor subiu para 35% em 2013 e estaria em cerca de 45% no final de 2015.
Com a entrada de mais 14 novos bombeiros em 2015 e a entrada ao funcionamento de três novas ambulâncias em 2016, com a prossecução da estratégia iniciada em 2010, os Bombeiros de Tomar ultrapassarão este ano os 50% de capacidade instalada, fazendo mais de 60.000Km por mês de transportes agendados, resultando num lucro direto deste sistema em mais de 15.000€/mês.

27.3.16

Concentrar o Mercado, a aposta inteligente


Depois das recentes obras, quase terminadas no Mercado Municipal e da libertação do Parque de Estacionamento de Santa Iria, para a sua efetiva função, o Mercado semanal está mais concentrado e junto ao Mercado diário.

Esta é a sua forma correta, no meu entender, uma vez que a simultaneidade dos vários vendedores, torna o Mercado apetecível, pela oportunidade que representa para o cliente, por ter uma grande diversidade de produtos disponíveis no mesmo local. E isso tudo junto ao mercado diário, onde pode também comprar os produtos agrícolas locais frescos.


Infelizmente a ideia do atual vereador Bruno Graça (CDU), mais uma vez na senda do que nos vem habituando, vai num sentido completamente errado: ao querer retirar o Mercado Semanal da zona do Mercado Municipal e colocá-lo na Várzea Grande.

Ora, o que os nossos Mercados menos precisam é de serem “partidos”, estando eu convicto que é a sua concentração que os torna funcionais e apetecíveis.

E já agora o que a Várzea Grande mais precisa é de obras e não de ser invadida semanalmente com um Mercado, difícil de controlar e que, em todo aquele espaço, sem a âncora” do edifício do atual Mercado Municipal seria um verdadeiro trambolho, um nado morto comercial, em que todos perderiam dinheiro, especialmente os vendedores, perdendo toda a cidade.

Uma Várzea Grande requalificada - coisa que há 100 anos não é feita, que sirva como grande bolsa de estacionamento da cidade e que sirva para a Feira de Santa Iria que durante quase três semanas por ano toma conta do espaço. E nessas três semanas, onde se realizaria o Mercado Municipal?

Um conselho sincero ao vereador comunista: deixe-se de invenções e tente terminar o que começou. Se conseguir fazer isso, talvez ainda “salve” o seu mandato como vereador. Não estrague mais, por favor!

 

25.3.16

Explicação da Maçonaria: um contributo

Há o hábito em todas as ordens e organizações do Homem, em explicar aos recém chegados a essência da organização em que este acabou de entrar.
 
Sem os pormenores que, um pouco por todo o lado acabam por ser pesquizáveis, pode e deve ser do conhecimento geral, uma visão dada aqueles que sendo considerados capazes pelos seus irmãos de verem a luz, têm no primeiro dia na augusta Ordem da Maçonaria Universal.
 
Em Sexta-feira santa, nada de mais icónico que lembrar o Templo, os Templos do saber que, em antítese ao obscurantismo dos deísmos, invectam a cada Homem, que se pretende Livre e de bons costumes, a continuar a busca da Perfeição, sem o conforto simples de uma qualquer fé, que nos retira a obrigação de tudo questionarmos, até e especialmente a nós próprios.
 
 
(Do ritual da Iniciação)
GUARDA INTERNO - Venerável mestre, à porta do Templo bateu um profano que deseja ser admitido nos mistérios e privilégios da antiga e nobre Ordem Maçónica.
 
VENERÁVEL - Como pôde ele conceber tal esperança?
 
GUARDA INTERNO - Porque é livre e de bons costumes.
 
 
Explicação da Maçonaria aos recém-recebidos
(Discurso do Padre D. André de Morais Sarmento, em 1791, que é o mais antigo texto maçónico português conhecido, tendo chegado aos nossos dias por estar integrado num processo de Inquisição, de que o Padre foi alvo, pela Santa Madre Igreja, originalmente transcrito na "História da Maçonaria em Portugal, do Professor A.H. de Oliveira Marques, Vol.I, página 57)
 
Quem tal diria, Maçons, que Vós vínheis achar uma Sociedade de Honra, e de Virtude! Esta Sociedade tam antiga como os Homens, tem sido olhada pelos mesmos homens com olhos fascinantes, aplicando lhe ideias humas exóticas, outras criminosas, todas aerias, e poucas Verdadeiras.
 
Eu não pretendo fazer-vos hum discurso pomposo na vossa augusta recepção: entre nós reina sempre a simplicidade e moderação; unicamente vou expor-vos as vossas obrigações que acabais de contrahir.
 
E a primeira he aquella imposta a todo o homem, de conservar hum coraçºão incorrupto, apartado dos vícios, despido das funestas paixões e ornado das virtudes que inspira a Razão e a Humanidade. Isto significa a vossa entrada despidos de todos os metais; vestidos só das virtudes.
 
A segunda huma particular obediência, a fidelidade ao Rei, à Pátria segundo o legítimo Poder, e Governo, a que foreis secquitos. esta he a vontade, e impreterível obrigação dos Maçons, pois que elle he pela sua profissão hum Homem de Caridade, de união, e de virtude social, que sem obediência ao Poder Soberano do princepe não seria mais que hum rebelde, insocial, e hum scismatico da união, e da verdadeira Maçonaria, que só quer união, caridade, paz e obediência legitima.
 
A terceira obrigação, he de socorrer os vossos irmãos nas suas necessidades, Irmãos que vos forem conhecidos por hum exame maduro e exacto.
 
E é por isto que contrahistes a quarta obrigação, de não revelar o segredo, que consiste nos sinais, palavras, e toques que se vos tem ensinado: porquanto revelados eles, nos veríamos incomodados de infinitos Irmãos, aprocrifos, e necessitados, e viria uma sociedade tam virtuosa, e útil, desvanecer-se, e a profanar-se.
 
Vedes aqui o que viestes achar (...)