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29.3.16

Ambulâncias dos Municipais de Tomar fazem mais de 60.000Km por mês


Quando a partir de 2010, por ocasião do início da vereação socialista dos Bombeiros e Proteção Civil, insisti para que se adquirissem mais ambulâncias e se contratassem mais Homens, fi-lo depois de analisar a realidade deste setor.

O concelho de Tomar, com 40mil habitantes e cerca de um terço dos seus habitantes com mais de 65 anos, gera uma “pressão” sobre o sistema de transporte agendado de doentes. Segundo as minhas estimativas em 2010 os Bombeiros de Tomar só cobriam 20% das necessidades.
Fruto da reorganização realizada em 2010-11, esse valor subiu para 35% em 2013 e estaria em cerca de 45% no final de 2015.
Com a entrada de mais 14 novos bombeiros em 2015 e a entrada ao funcionamento de três novas ambulâncias em 2016, com a prossecução da estratégia iniciada em 2010, os Bombeiros de Tomar ultrapassarão este ano os 50% de capacidade instalada, fazendo mais de 60.000Km por mês de transportes agendados, resultando num lucro direto deste sistema em mais de 15.000€/mês.

27.3.16

Concentrar o Mercado, a aposta inteligente


Depois das recentes obras, quase terminadas no Mercado Municipal e da libertação do Parque de Estacionamento de Santa Iria, para a sua efetiva função, o Mercado semanal está mais concentrado e junto ao Mercado diário.

Esta é a sua forma correta, no meu entender, uma vez que a simultaneidade dos vários vendedores, torna o Mercado apetecível, pela oportunidade que representa para o cliente, por ter uma grande diversidade de produtos disponíveis no mesmo local. E isso tudo junto ao mercado diário, onde pode também comprar os produtos agrícolas locais frescos.


Infelizmente a ideia do atual vereador Bruno Graça (CDU), mais uma vez na senda do que nos vem habituando, vai num sentido completamente errado: ao querer retirar o Mercado Semanal da zona do Mercado Municipal e colocá-lo na Várzea Grande.

Ora, o que os nossos Mercados menos precisam é de serem “partidos”, estando eu convicto que é a sua concentração que os torna funcionais e apetecíveis.

E já agora o que a Várzea Grande mais precisa é de obras e não de ser invadida semanalmente com um Mercado, difícil de controlar e que, em todo aquele espaço, sem a âncora” do edifício do atual Mercado Municipal seria um verdadeiro trambolho, um nado morto comercial, em que todos perderiam dinheiro, especialmente os vendedores, perdendo toda a cidade.

Uma Várzea Grande requalificada - coisa que há 100 anos não é feita, que sirva como grande bolsa de estacionamento da cidade e que sirva para a Feira de Santa Iria que durante quase três semanas por ano toma conta do espaço. E nessas três semanas, onde se realizaria o Mercado Municipal?

Um conselho sincero ao vereador comunista: deixe-se de invenções e tente terminar o que começou. Se conseguir fazer isso, talvez ainda “salve” o seu mandato como vereador. Não estrague mais, por favor!

 

25.3.16

Explicação da Maçonaria: um contributo

Há o hábito em todas as ordens e organizações do Homem, em explicar aos recém chegados a essência da organização em que este acabou de entrar.
 
Sem os pormenores que, um pouco por todo o lado acabam por ser pesquizáveis, pode e deve ser do conhecimento geral, uma visão dada aqueles que sendo considerados capazes pelos seus irmãos de verem a luz, têm no primeiro dia na augusta Ordem da Maçonaria Universal.
 
Em Sexta-feira santa, nada de mais icónico que lembrar o Templo, os Templos do saber que, em antítese ao obscurantismo dos deísmos, invectam a cada Homem, que se pretende Livre e de bons costumes, a continuar a busca da Perfeição, sem o conforto simples de uma qualquer fé, que nos retira a obrigação de tudo questionarmos, até e especialmente a nós próprios.
 
 
(Do ritual da Iniciação)
GUARDA INTERNO - Venerável mestre, à porta do Templo bateu um profano que deseja ser admitido nos mistérios e privilégios da antiga e nobre Ordem Maçónica.
 
VENERÁVEL - Como pôde ele conceber tal esperança?
 
GUARDA INTERNO - Porque é livre e de bons costumes.
 
 
Explicação da Maçonaria aos recém-recebidos
(Discurso do Padre D. André de Morais Sarmento, em 1791, que é o mais antigo texto maçónico português conhecido, tendo chegado aos nossos dias por estar integrado num processo de Inquisição, de que o Padre foi alvo, pela Santa Madre Igreja, originalmente transcrito na "História da Maçonaria em Portugal, do Professor A.H. de Oliveira Marques, Vol.I, página 57)
 
Quem tal diria, Maçons, que Vós vínheis achar uma Sociedade de Honra, e de Virtude! Esta Sociedade tam antiga como os Homens, tem sido olhada pelos mesmos homens com olhos fascinantes, aplicando lhe ideias humas exóticas, outras criminosas, todas aerias, e poucas Verdadeiras.
 
Eu não pretendo fazer-vos hum discurso pomposo na vossa augusta recepção: entre nós reina sempre a simplicidade e moderação; unicamente vou expor-vos as vossas obrigações que acabais de contrahir.
 
E a primeira he aquella imposta a todo o homem, de conservar hum coraçºão incorrupto, apartado dos vícios, despido das funestas paixões e ornado das virtudes que inspira a Razão e a Humanidade. Isto significa a vossa entrada despidos de todos os metais; vestidos só das virtudes.
 
A segunda huma particular obediência, a fidelidade ao Rei, à Pátria segundo o legítimo Poder, e Governo, a que foreis secquitos. esta he a vontade, e impreterível obrigação dos Maçons, pois que elle he pela sua profissão hum Homem de Caridade, de união, e de virtude social, que sem obediência ao Poder Soberano do princepe não seria mais que hum rebelde, insocial, e hum scismatico da união, e da verdadeira Maçonaria, que só quer união, caridade, paz e obediência legitima.
 
A terceira obrigação, he de socorrer os vossos irmãos nas suas necessidades, Irmãos que vos forem conhecidos por hum exame maduro e exacto.
 
E é por isto que contrahistes a quarta obrigação, de não revelar o segredo, que consiste nos sinais, palavras, e toques que se vos tem ensinado: porquanto revelados eles, nos veríamos incomodados de infinitos Irmãos, aprocrifos, e necessitados, e viria uma sociedade tam virtuosa, e útil, desvanecer-se, e a profanar-se.
 
Vedes aqui o que viestes achar (...)
 

23.3.16

Segurança rodoviária em marcha junto à Escola Jácome Ratton, anos depois de reaberta

A "nova" Escola Secundária Jácome Ratton, reabriu há cinco anos, depois de mais de 13 milhões de euros de investimento público, em boa hora decidido e concretizado pelo governo socialista de então, que foi sublinhe-se, aquele que mais investiu no setor da educação desde sempre em Portugal.

Visita dos então deputados do PS à obra (2010)
A obra, como todas as que se fazem neste País e na nossa cidade, foi sempre polémica, mas o que fica para a posterioridade são as excelentes e funcioanis instalações daquela que foi, também, a minha Escola nos anos termianis do 3º ciclo e do secundário.

Acontece que, no que ao Município de Tomar diz respeito, poderia ter sido previdente na nova funcionalidade da Escola, mas não cuidou em devido tempo de levar em linha de conta as condições da sua acessibilidade por alunos, funcionários e professores, com a alteração da sua entrada, a qual passou da Avenida D.Maria II, para a Rua Professor Andrade. Isto depois de mais de dois anos de obras e que terminaram em 2011!
 
 
Agora, quase dois anos e meio depois do início da gestão socialista da autarquia, foi finalmente implementada uma medida corretiva, de elementar bom senso, solução alías que foi amplamente sugerida pelos vários vereadores de diversas forças políticas, nos quais me incluia, no decurso do mandato autárquico, que terminou em 2013.
 
Houve inclusivamente uma proposta, votada por unanimidade na Assembleia Municipal, em 2011, exigindo uma solução para a entrada da Escola, o que nunca veria a ser equacionado pelo "dono da obra", a empresa pública "Parque Escolar" e/ou implementadas pelo Município as medidas corretivas simples, que agora estão realizadas...

Do Boletim "Tomar Nota", nº27 de 21 de março de 2016


Estranho que só depois da alteração de pelouros observada no início desta ano, tal tenha acontecido, mas é decerto mero acaso, pois durante dois anos posso garantir-vos que o assunto foi por diversas vezes abordado, avaliado e decidido de implementar... Até esta semana. E bem, digo eu!
 
Mas, que nesta coisa de obras e melhorias há sempre um mas, poderíamos e deveríamos ao implementar (com este atraso de anos), cuidar de outros, digamos, "pormenores"...
 
 
Vamos então a três sugestões que, digo eu, poderiam ter sido previamente estudadas em diálogo com a Rodoviária, o Município e a Escola:
 
- A tomada e largada de alunos nos autocarros, continuar-se-á a fazer como até aqui, longe da Escola? Ou não seria de ter aproveitado a alteração e, em diálogo com a Escola, providenciar uma melhor localização para tal?
 
- A circulação na Avenida D. Maria II, para quem vem do lado do Bairro da Caixa (de nascente), não devia poder virar diretamente para a Rua Professor Andrade - junto à Pastelaria Tropical), obrigando os condutores a ir à Rotunda Comandante Mário Silva (junto às instalações da Portugal Telecom), evitando o congestionamento de trânsito que aí se observa regularmente;
 
- Alteração do estacionamento na própria Rua Professor Andrade, a fim de harmonizar o estacionamento nesta rua, em "espinha", com espaços definidos para veículos de duas rodas (bicicletas e motos) e cidadãos com mobilidade reduzida.
 - A sinalética na Rua Fábrica da Sola, para quem vem do Bairro da Caixa, para além do sinal STOP, deveria ter também um sinal de sentido obrigatório no sentido da Casa de Benfica, para evitar trasngressões e "conflitos de trânsito" que, naturalmente vão surgir, nesse local;

21.3.16

Soluções para problemas, é o que precisamos, não de invejas...

Tomar tem vivido ao longo dos últimos anos sob o trauma da ausência de soluções.

Os problemas avolumam-se, de quando em vez aparecem propostas de soluções mas, estranhamente muitas delas teimam em não sair do papel, seja por desconfiança dos decisores ou, muitas vezes, por inércias das organizações.

Terrenos do Município - entre a GNR e a passagem inferior da Avenida António Fonseca Simões, para instalação de casas para os ciganos do Flecheiro

Tomemos o exemplo da questão do Flecheiro, agora que é mais evidente que havendo soluções, mesmo com pouco financiamento, o que é essencial é decidir, coisa que muitas das vezes parece em Tomar uma ciência exotérica...
 
Sabemos já que o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano está em negociação com a CCDR de Coimbra e que nele, não havendo financiamento para construção nova, estão praticamente já asseguradas as seguintes verbas:
 
-   Requalificação do espaço público do Flecheiro, com 868.000€, e da Avenida Nuno Álvares Pereira, com 353.000€, de forma a completar as intervenções iniciadas com o Polis, da Ponte do Flecheiro, até ao Padrão, na entrada de Tomar, incluindo a demolição dos abarracados existentes e regularização do terreno;
-   Intervenções de outras entidades, públicas e privadas com 1,45 milhões€, também através de instrumento financeiro;


-   Realojamento de famílias em habitações municipais existentes, com 987.000€, espacialmente vocacionado para o Programa de Intervenção na Comunidade Cigana.
 
 
Neste contexto é de recordar que há 12 anos atrás, o Município de então procurou obter financiamento para a construção de três blocos de apartamentos junto à ETAR, perto da Estação de Santa Cita (freguesia da Madalena), um local sem qualquer ocupação humana e junto às lagoas de tratamento dos esgotos de quase todo o Concelho de Tomar. Tal intenção, como seria de esperar, esbarrou logo na mais elementar avaliação de "responsabilidade humana", que como todos sabemos se deve sobrepor à "responsabilidade ambiental".

Então (em 2004), havia ainda financiamento para construção nova, coisa que hoje não existe, como todos sabemos.


No entanto, o que importa de momento reter são as soluções de localização para eventuais construções permanentes em alvenaria ou madeira.

Durante algum tempo houve ainda a peregrina ideia de disponibilizar o terreno municipal da Machuca para esse efeito, com todas as desvantagens que são tão óbvias que nem é merecido perder mais um segundo a explicá-las.

A aposta do Município, definido internamente em janeiro de 2014 qual a estratégia mestra de atuação para a resolução do "problema" do Flecheiro, bem dentro dos 100 dias que a presidente assumiu para iniciar o processo, foi sempre por uma estratégia de um mix de opções.

Em 2015 tal foi anunciado como passando pela recuperação de edifícios do Município, incluindo nestes escolas e habitações, para ficarem disponíveis para habitação social, lançamento de concursos de atribuição das casas de habitação social entretanto disponíveis, arrendamento de casas para habitação social, eventual criação de núcleos de alojamento temporário (vulgo, parques nómadas), construção permanente em terrenos do município ou adquiridos para o efeito.

Neste contexto a ideia que defendo é que a localização ideal para construção nova, seja ela permanente ou em núcleo de alojamento temporário, seja na Avenida António Fonseca Simões, entre a GNR e a passagem inferior da linha do comboio, para a rotunda do Padrão.

As vantagens de localizar aí um número significativo de famílias é evidente:
- proximidade em relação à sua atual localização, permitindo uma ambientação social fácil;
- terreno de fácil adaptação à construção, permanente em alvenaria e/ou madeira, com infraestruturas já existentes na Avenida;
- terreno propriedade do Município, o que minimiza os custos;
- garantias de proximidade e acessibilidade às habitações, em condições de segurança rodoviária e pública;

Há no mercado alguma soluções técnicas para construções em madeira, que podem aqui ser instaladas com sucesso.
Algumas das imagens aqui colocadas são meros exemplos e conseguem ser encontradas em diversas empresas, tais como sejam a Imowood, a Betonit, a Interaço, a Jular e a Casas em Madeira, entre outras, a preços que variam entre os 12.000€ e os 30.000€ (para tipologias T2/T3), sem custos de implantação e infraestruturas.

Tal como tenho explicado publicamente, quer o orçamento do Município de 2015, quer o de 2016, têm verbas previstas que podem contemplar várias intervenções a nível de Habitação Social, sendo que essa é a prioridade assumida na sua aprovação em Assembleia Municipal.

mero exemplo do que poderia ser a implantação, em construção de madeira no local, sobrando ainda uma área imensa, propriedade do Município, o que facilita diversas opções, entre construção permanente em alvenaria e/ou madeira


Mero exemplo de tipologias de casa de madeira disponíveis no mercado:
http://www.casasdemadeira.com.pt/casa-de-madeira.html/15/t3-143m2